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Como explicar ao homem moderno, cada vez mais inserido na cultura do “faça amor, não faça a guerra” e do politicamente correto, a existência nas Sagradas Escrituras de tantas passagens obscuras e difíceis por causa da violência e imoralidade nelas referidas?

Quem responde é o Papa Bento XVI, na exortação apostólica “Verbum Domini”, quando diz que “a revelação adapta-se ao nível cultural e moral de épocas antigas”, assim, as passagens que causam espanto devem ser lidas também em seu contexto histórico e sob a ótica da pedagogia divina.

Neste episódio da Resposta Católica, saberemos qual o ponto de convergência entre o Antigo e o Novo Testamento e como a Palavra se cumpre e floresce mesmo com tanto sangue derramado. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WP2tWxS44bU[/youtube]

 
 
 

Segundo o prefeito da Congregação para os Bispos, Marc Ouellet

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, divulgada hoje, “retoma a mesma mensagem 45 anos depois” da constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II.

Assim afirmou o prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet PSS, durante a apresentação do documento pontifício, realizada hoje na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Na coletiva de imprensa, intervieram também: Dom Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos; seu subsecretário, Dom Fortunato Frezza; e Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura.

A Verbum Domini, escrita por Bento XVI, é fruto da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, realizada de 5 a 26 de outubro de 2008.

Reflexão sobre a Bíblia

O cardeal Ouellet afirmou que a Verbum Domini responde às necessidades da Igreja neste nascente terceiro milênio.

Disse também que, ainda que no século 20 tenha havido um renascer de consciência da necessidade da Palavra de Deus em temas como a reforma litúrgica, a catequese e os estudos bíblicos, “existe um déficit que deve ser suprido em relação à vida espiritual do povo de Deus”.

“Este tem o direito de ser mais inspirado e nutrido por uma aproximação mais orante e mais eclesial das Sagradas Escrituras”, declarou o purpurado.

Em vários pontos da exortação apostólica, Bento XVI insiste em que o cristianismo “não é fruto de uma sabedoria humana ou de uma ideia genial”, destacou o cardeal Oullet, e sim “de um encontro e de uma aliança com uma Pessoa que dá à existência humana sua orientação e forma decisivas”.

A Verbum Domini “oferece, assim, a contemplação pessoal e eclesial da Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras, na Divina Liturgia e na vida pessoal e comunitária dos fiéis”, disse o prefeito.

Interpretação das Escrituras

O purpurado se referiu também às quase 40 páginas nas quais Bento XVI destaca a necessidade de apresentar uma hermenêutica de forma “clara, construtiva, situando a ciência bíblica, exegética e teológica no interior e ao serviço da fé da Igreja”.

Faz-se necessária uma interpretação das Sagradas Escrituras que deve ser complementada com uma leitura teológica e científica e que, além disso, exige “o valor da exegese patrística” e que convida “os exegetas, teólogos e pastores a um diálogo construtivo para a vida e para a missão da Igreja”.

Igualmente, concluiu o purpurado, a meditação da Bíblia “expõe também a atividade missionária e a evangelização” e por isso “renova a consciência da Igreja de ser amada e sua missão de anunciar a Palavra de Deus com audácia e com confiança na força do Espírito Santo”.

(Carmen Elena Villa)

 
 
 

Ao recolher a herança espiritual deixada por São João Eudes

CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 19 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI reconhece que a formação permanente dos sacerdotes constitui um ponto decisivo para que a “nova evangelização não se reduza simplesmente a um slogan atraente”.

Assim constatou nesta quarta-feira, durante a intervenção que pronunciou durante a audiência geral, realizada na residência pontifícia de Castel Gandolfo, dedicada a recordar a figura de São João Eudes (1601-1680), cuja memória litúrgica é celebrada hoje pela Igreja, e falar sobre a formação do clero.

Este santo francês, como recordou o Papa, compreendeu que, para descobrir o amor do Coração de Jesus, é decisiva a formação profunda e contínua dos sacerdotes, motivo pelo qual fundou a congregação de Jesus e Maria, atualmente estendidos pela França, Itália, América do Norte, América Latina, Caribe e África.

“Também hoje se experimenta a necessidade de que os sacerdotes testemunhem a infinita misericórdia de Deus com uma vida totalmente ‘conquistada’ por Cristo e aprendam isso desde os anos de sua formação nos seminários”, reconheceu o Papa em pleno Ano Sacerdotal.

Neste sentido, recordou que João Paulo II, depois do sínodo de 1990, emanou a exortação apostólica Pastoris dabo vobis, na qual apresenta a importância da formação dos seminaristas e sacerdotes.

“É um verdadeiro ponto de partida para uma autêntica reforma da vida e do apostolado dos sacerdotes, e é também o ponto central para que a ‘nova evangelização’ não seja simplesmente um slogan atraente, mas que se converta em realidade”, acrescentou Bento XVI.

Neste sentido, o bispo de Roma considerou que têm um papel decisivo os anos de formação que os futuros sacerdotes vivem no seminário, durante os quais devem “aprender Cristo”, “deixando-se configurar progressivamente por Ele, único Sumo Sacerdote e Bom Pastor”.

“O tempo do seminário deve ser visto, portanto, como a atualização do momento em que o Senhor Jesus, depois de ter chamado os apóstolos e antes de enviá-los a pregar, pede-lhes que permaneçam com Ele”, assegurou.

O sucessor do apóstolo Pedro convidou a rezar neste ano “pelos sacerdotes e por aqueles que se preparam para receber o dom extraordinário do sacerdócio ministerial”.

Como conselho, o Papa deixou aos peregrinos presentes este pensamento de São João Eudes: “Entregai-vos a Jesus para entrar na imensidade do seu grande Coração, que contém o coração de sua santa Mãe e de todos os santos, e para perder-vos nesse abismo de amor, de caridade, de misericórdia, de humildade, de pureza, de paciência, de submissão e de santidade”.

 
 
 
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