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Segundo o bispo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz»

SALAMANCA, domingo, 26 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz», afirmou em conferência no final de outubro que «a democracia é um regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» e que, compreendida dessa maneira, pode «servir à dimensão da família humana universal».

Com uma conferência titulada «Unidade da família humana e democracia: uma visão trinitária», o prelado participou na jornada conclusiva do XLII Simpósio de Teologia Trinitária, que aconteceu em Salamanca, no final de outubro.

Dom Crepaldi, segundo recolhe a agência Veritas, questionou se a democracia pode «favorecer a comunhão dentro da família humana» e considerou que tem essa potencialidade quando não é considerada «só uma técnica para contar as mãos levantadas em uma assembléia».

«A democracia é um instrumento a serviço da comunhão entre as pessoas e, para poder exercer esse papel, deve relacionar-se com algo distinto de si mesma», afirmou. O prelado considerou dois dos elementos que caracterizam a democracia, a saber, «o acesso às eleições livres» e o «debate público», porém os julgou, todavia, insuficientes, porque inclusive quando se garantem «o diálogo público não manipulado e a participação no debate sobre as questões políticas», mantém-se o valor da democracia reduzida ao processual.

«A respeito do debate público e dando voz a todos, as democracias podem realizar violações significativas dos direitos humanos. A história nos fala de políticas eugênicas, extermínios e genocídios, de assassinatos de seres humanos mediante a legalização do aborto, acobertados em regimes de democracia comunicativa e de debate público transparente», precisou.

Dom Crepaldi considerou que a definição da democracia como «regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» leva em consideração «o critério de inclusão», englobando o resto de elementos que caracterizam essa forma de governo.

«A democracia verdadeiramente útil para o amadurecimento de uma comunidade universalmente humana é, portanto, a que se entende não somente como liberdade política e eleitoral, não somente como igualdade no debate público, mas também e sobretudo como tutela e desenvolvimento da pessoa», sintetizou.

O secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz» reconheceu que hoje existem «várias visões da pessoa», e expressou a possibilidade de «estabelecer uma hierarquia, utilizando o critério da inclusão: se uma visão de pessoa responde às exigências das outras e, todavia, mais que as outras, esta é principalmente inclusiva».

Como exemplo para esclarecer essa idéia «é o choque entre mundo católico e mundo leigo acerca da procriação assistida», que «põe em evidência duas visões da pessoa considerada em relação com sua liberdade».

«A primeira sustenta que a liberdade de consciência e de investigação se fundam sobre algo distinto de si mesmas: a dignidade da pessoa humana, que é seu fundamento e, portanto, também seu limite. A segunda, ao contrário, sustenta que liberdade de consciência e a de investigação tenham uma dignidade em si mesmas, que sejam estas a dar fundamento à dignidade da pessoa humana, de maneira que toda limitação que se lhes imponha é uma ferida causada no homem. Como é evidente, a primeira tese é mais inclusiva que a segunda. Enquanto aquela reconhece dignidade humana também a quem não tem consciência explícita, esta limita a liberdade unicamente em presença da consciência», explicou.

Finalmente questionou se «o Ocidente faz coincidir a pessoa e a democracia com o niilismo da técnica, ou com a ditadura do relativismo, propõe uma concepção de pessoa e de democracia pouco inclusivas, e compatível somente com uma globalização reduzida a globalismo e com uma família humana próxima, porém não unida» ou se, pelo contrário, «permanecendo fiel a sua história, que funde suas raízes em Jerusalém, Atenas e Roma, o Ocidente saberá propor uma visão “incondicionada” da pessoa sobre a qual construir uma democracia como instrumento para a tutela e a promoção das pessoas».

Dom Crepaldi disse que o Ocidente poderá realizar essa missão se levar em consideração a visão cristã da pessoa, que «se deriva da essência trinitária» e reconhece a capacidade de abertura do ser humano.

A justificativa teológica Dom Crepaldi chegou a essas idéias da democracia a partir de uma síntese das bases teológicas da família humana segundo a fé cristã e justificou «a unidade do gênero humano» a partir do conceito de «relação» que na Santíssima Trindade se estabelece de modo «essencial», dando um giro à concepção da filosofia antiga, que considerava a essa categoria um mero «acidente».

Baseando-se em idéias expressadas pelo Cardeal Joseph Ratzinger em sua obra «Introdução ao Cristianismo», Dom Crepaldi disse que «a idéia de relação é o núcleo central do conceito de pessoa, que é diverso e mais elevado que o conceito de indivíduo».

«A nova importância assumida pela relação no dogma trinitário consiste no fato de que a pessoa “é” relação, enquanto que anteriormente se podia crer que a pessoa é e, portanto, se relaciona. A relação se volta para a pessoa um elemento absoluto e não relativo», precisou.

Neste contexto, afirmou também que «a fé cristã não inspira forma alguma de coletivismo» mas que «leva a tomar consciência do fato de que a unidade e a comunhão autênticas estão fundadas no espírito, na liberdade e que, por este motivo, não têm necessidade de anular as pessoas singulares, mas, pelo contrário, de avaliar ao máximo».

«Também o encontro pessoal com Deus –encontro de pessoa a Pessoa– não comporta alguma anulação de si mesmo em uma indistinção vazia, mas em uma valorização máxima da categoria do encontro pessoal», acrescentou.

O prelado considerou que «esta chave de leitura» permite liberar a «a interdependência criada pela globalização» do «niilismo da técnica» e dar-lhe um novo sentido.

«A técnica não pode criar comunidade, e o niilismo da técnica pode sem dúvida corroer a comunhão e impedir um encontro real entre pessoas e povos. A técnica pode fazer-nos mais próximos, porém não mais unidos. Por isso disse ao início que a técnica corre o perigo também de esconder e até de anular o significado profundo, autenticamente humano, da dimensão universal da família humana», precisou.

O Simpósio de Teologia Trinitária é organizado há mais de 40 anos pelo Editorial Secretariado Trinitário. Em colaboração com a Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca (UPSA), as reflexões do Simpósio giraram em torno do lema «A Santíssima Trindade e a Paz».

 
 
 

Dedica a audiência geral a recordar a figura do primeiro mártir dos doze

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de junho de 2006 (ZENIT.org).- O apóstolo Tiago o Maior ensina aos cristãos de todos os tempos que a glória está na Cruz de Cristo e não no poder, constatou Bento XVI nesta quarta-feira.

O pontífice dedicou sua intervenção na audiência geral a recordar a figura do irmão do apóstolo João, os «filhos do trovão», como eram chamados por Jesus, que, através de sua mãe pediram ao Senhor um lugar privilegiado em seu Reino.

Tiago se converteria no primeiro dos apóstolos em «beber do cálice da paixão» através do martírio em Jerusalém, a inícios dos anos 40 do século I.

Deste modo, ante os mais de 30 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro no Vaticano, o Santo Padre continuou com a série de meditações sobre a Igreja e suas origens, nas quais está repassando as figuras dos doze apóstolos. Até agora apresentou as figuras de Pedro e André.

A praça de São Pedro encontrava-se sob um tremendo sol e temperaturas muito elevadas. O Papa, compadecido dos fiéis, abreviou sua intervenção, concentrando-se nos dois momentos decisivos da vida de Jesus que Tiago viveu de perto junto a Pedro e João: a transfiguração no monte Tabor e a agonia, no Horto do Getsêmani.

Esta última experiência, explicou Bento XVI, «constituiu para ele uma oportunidade para amadurecer na fé, para corrigir a interpretação unilateral, triunfalista da primeira: teve de perceber como o Messias, esperado pelo povo judeu como um triunfante, na realidade não só estava rodeado de honra e glória, mas também de sofrimento e debilidade».

«A glória de Cristo se realiza precisamente na Cruz, na participação em nossos sofrimentos», acrescentou.

«Esse amadurecimento da fé foi levado a cumprimento pelo Espírito Santo em Pentecostes», preparando Tiago para aceitar o martírio nas mãos do rei Herodes Agripa.

O Papa recordou também os caminhos tradicionais nos quais se narra o ministério de Tiago como evangelizador da Espanha, seja antes de morrer ou depois de sua morte, com o translado de seu corpo a Compostela.

A intervenção do Papa concluiu tirando as lições que os cristãos podem aprender hoje de São Tiago: em particular, «a prontidão para acolher o chamado do Senhor, inclusive quando nos pede que deixemos a ?barca? de nossas seguranças humanas».

Do filho de Zebedeu é possível imitar, acrescentou, «o entusiasmo» para seguir Jesus «pelos caminhos que Ele nos indica, mais além de nossa presunção ilusória; a disponibilidade para dar testemunho dEle com valentia e, se é necessário, com o sacrifício supremo da vida».

«Deste modo, Tiago o Maior nos é apresentado como exemplo eloqüente de generosa adesão a Cristo», concluiu, vendo em sua vida terrena «um símbolo da peregrinação da vida cristã, entre as perseguições do mundo e os consolos de Deus».

«Seguindo Jesus, como São Tiago, sabemos, inclusive nas dificuldades, que vamos pelo bom caminho», assegurou.

 
 
 
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