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§ 5º – Da Tradição

885) Dizei-me: o que é a Tradição?

A Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século ein século, por meio da Igreja, até nós.

886) Onde se acham os ensinamentos da Tradição?

Os ensinamentos da Tradição acham-se principalmente nos decretos dos Concílios, nos escritos dos Santos Padres, nos atos da Santa Sé, nas palavras e nus usos da Sagrada Liturgia.

887) Em que consideração se deve ter a Tradição?

A Tradição deve ter-se na mesma consideração em que se tem a palavra de Deus contida na Sagrada Escritura.

§ 6º – Da Esperança

888) Que é a Esperança?

A Esperança é uma virtude sobrenatural, infundida por Deus na nossa alma, pela qual desejamos e esperamos a vida eterna que Deus prometeu aos seus servos, e os auxílios necessários para alcançá-la.

889) Por que motivo devemos esperar de Deus o Paraíso e os auxílios necessários para alcançá-lo?

Devemos esperar de Deus o Paraíso e os auxílios necessários para alcançá-lo, porque Deus misericordiosíssimo, pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o prometeu a quem o serve de todo o coração; e, sendo fidelíssimo e onipotente, cumpre sempre a sua promessa.

890) Quais são as condições necessárias para alcançar o Paraíso?

As condições necessárias para alcançar o Paraíso são: a graça de Deus, a prática das boas obras e a perseverança no seu santo amor até à morte.

891) Como se perde a Esperança?

Perde-se a Esperança todas as vezes que se perde a Fé; perde-se também pelo pecado de desespero ou de presunção.

892) Como recuperamos a Esperança?

Recuperamos a Esperança perdida, arrependendo-nos do pecado cometido, e excitando-nos de novo à confiança na bondade divina.

§ 7o – Da Caridade

893) Que é a Caridade?

A Caridade é uma virtude sobrenatural, infundida por Deus em nossa alma, pela qual amamos a Deus por Si mesmo sobre todas as coisas, e amamos o próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

894) Por que motivos devemos amar a Deus?

Devemos amar a Deus, porque Ele é o sumo Bem, infinitamente bom e perfeito, e além disso por que Ele o manda, e pelos inumeráveis benefícios que dElerecebemos.

895) Como se deve amar a Deus?

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o nosso coração, com toda a nossa mente, com toda a nossa alma, e com todas as nossas forças.

896) Que quer dizer: amar a Deus sobre todas as coisas?

Amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer: preferi-Lo a todas as criaturas mais caras e mais perfeitas, e estar disposto a perder tudo antes que ofendê-Lo ou deixar de amá-Lo.

897) Que quer dizer: amar a Deus com todo o nosso coração?

Amar a Deus com todo o nosso coração quer dizer: consagrar-Lhe todos os nossos afetos.

898) Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa mente?

Amar a Deus com toda a nossa mente quer dizer: dirigir para Ele todos os nossos pensamentos.

899) Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa alma?

Amar a Deus com toda a nossa alma quer dizer: consagrar-Lhe o uso de todas as potências da nossa alma.

900) Que quer dizer: amar a Deus com todas as nossas forças?

Amar a Deus com todas as nossas forças quer dizer: esforçar-se por crescer cada vez mais no amor dEle, e proceder de maneira que todas as nossas ações tenham por motivo e por fim o seu amor e o desejo de Lhe agradar.

901) Por que devemos amar o próximo?

Devemos amar o próximo por amor de Deus porque Ele o manda, e porque todo o homem é imagem de Deus.

902) Somos obrigados a amar também os inimigos?

Sim, somos obrigados a amar também os inimigos, porque também eles são nossos próximos, e porque Jesus Cristo o mandou expressamente.

903) Que quer dizer: amar o próximo como a nos mesmos?

Amar o próximo como a nós mesmos quer dizer: desejar-lhe e fazer-lhe, tanto quanto pudermos, todo o bem que devemos desejar para nós mesmos, e não lhe desejar nem fazer mal algum.

904) Quando amamos a nós mesmos retamente?

Amamos retamente a nós mesmos quando procuramos servi r a Deus e pôr nEle toda a nossa felicidade.

905) Como se perde a Caridade?

Perde-se a Caridade com qualquer pecado mortal.

906) Como recuperamos a Caridade?

Recuperamos a Caridade, fazendo atos de amor de Deus, arrependendo-nos e confessando-nos bem.

§ 8º – Das virtudes cardeais

907) Quais são as virtudes cardeais?

As virtudes cardeais são: a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança.

908) Por que se chamam virtudes cardeais a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança?

Chamam-se virtudes cardeais a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança, porque são a base e o fundamento das virtudes morais.

(*) O nome de cardeais vêm-lhes da palavra latina cardo, que significa a dobradiça, os gonzos da porta, e mostra como todas as virtudes giram em torno destas (N. do T.)

909) Que é a Prudência?

A Prudência é a virtude que dirige toda ação ao devido fim, e por isso procura os meios convenientes para que a ação seja em tudo bem feita, e portanto aceita ao Senhor.

910) Que é a Justiça?

A Justiça é a virtude pela qual damos a cada um o que lhe pertence.

911) Que é a Fortaleza?

A Fortaleza é a virtude que nos dá coragem parti não temer perigo algum, nem a

própria morte, no serviço de Deus.

912) Que é a Temperança?

A Temperança é a virtude pela qual refreamos os desejos desordenados de prazeres sensuais, e usamos com moderação dos bens temporais.

 
 
 

§ 1º – Das virtudes teologais

852) Que é a virtude sobrenatural?

A virtude sobrenatural é uma qualidade que Deus infunde na alma, pela qual se tem propensão, facilidade e prontidão para conhecer e praticar o bem, em ordem da vida eterna.

853) Quantas são as principais virtudes sobrenaturais?

As principais virtudes sobrenaturais são sete, a saber, três teologais e quatro cardeais.

854) Quais são as virtudes teologais?

As virtudes teologais são: a Fé, a Esperança e a Caridade.

855) Por que a Fé, a Esperança e a Caridade se chamam virtudes teologais?

Chamam-se a Fé, a Esperança e a Caridade virtudes teologais, porque têm a Deus por objeto imediato e principal e nos são infundidas por Ele.

856) De que modo têm as virtudes teologais a Deus por objeto imediato?

As virtudes teologais têm a Deus por objeto imediato, porque pela Fé nós cremos em Deus, e cremos tudo o que Ele revelou; pela Esperança esperamos possuir a Deus; pela  Caridade amamos a Deus e nEle amamos a nós mesmos e ao próximo.

857) Quando nos infunde Deus na alma as virtudes, teologais?

Deus, pela sua bondade, infunde-nos no alma a, virtudes teologais, quando nos adorna com a graça santificante; e por isso, quando recebemos o Batismo, fomos enriquecidos com estas virtudes, e juntamente com os dons do Espírito Santo.

858) Basta, para o cristão se salvar, o Batismo as virtudes teologais?

Para quem tem o uso da razão, não basta o ter recebido no Batismo as virtudes teologais; mas é necessário fazer freqüentemente atos destas virtudes.

859) Quando somos obrigados a fazer atos de Fé, de Esperança e de Caridade?

Somos obrigados a fazer atos de Fé, de Esperança e de Caridade:

1º quando chegamos ao uso da razão;

2ºfreqüentes vezes no decurso da vida.-

3ºem perigo de morte.

§ 2º – Da Fé

860) Que é a Fé?

A Fé e uma virtude sobrenatural, infundida por Deus em nossa alma, pela qual nós, apoiados na autoridade do mesmo Deus, acreditamos que é verdade tudo o que Ele revelou e por meio da Santa Igreja nos propõe para crer.

861) Como conhecemos as verdades reveladas por Deus?

Conhecemos as verdades reveladas por Deus, por meio da Santa Igreja que é infalível, isto é, por meio do Papa, sucessor de São Pedro, e por meio dos Bispos que, em união com o Papa, são sucessores dos Apóstolos, os quais foram instruídos pelo próprio Jesus Cristo.

862) Temos nós a certeza de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina?

Sim, temos a certeza absoluta de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina, porque Jesus Cristo empenhou a sua palavra, que a Igreja nunca se enganaria.

863) Com que pecado se perde a Fé?

A Fé perde-se negando ou duvidando voluntariamente, ainda que seja de um só artigo que nos é proposto para crer.

864) Como recuperamos a Fé?

Recuperamos a Fé perdida, arrependendo-nos do pecado cometido e crendo de novo tudo o que crê a Santa Igreja.

§ 3º – Dos mistérios

865) Podemos compreender todas as verdades da Fé?

Não; não podemos compreender todas as verdades da Fé, porque algumas destas verdades são mistérios.

866) Que são os mistérios?

Os mistérios são verdades superiores à razão, as quais devemos crer, ainda que não as possamos compreender.

867) Por que devemos crer os mistérios?

Devemos crer os mistérios, porque os revelou Deus, que, sendo Verdade e Bondade infinitas, não pode engarnar-Se, nem enganar-nos.

868) São porventura os mistérios contrários à razão?

Os mistérios são superiores, porém não contrários à razão; e até a própria razão nos persuade a admiti-los.

869) Por que os mistérios não podem ser contrários à razão?

Os mistérios não podem ser contrários à razão, porque é o mesmo Deus quem nos deu a luz da razão, e quem revelou OS mistérios, e Ele não pode contradizer-Se a Si mesmo.

§ 4º – Da Sagrada Escritura

870) Onde se acham as verdades que Deus revelou?

As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

871) Que é a Sagrada Escritura?

A Sagrada Escritura é a coleção dos livros escritos pelos Profetas e pelos Hagiógrafos, pelos Apóstolos pelos Evangelistas, por inspiração do Espírito Santo, recebidas pela Igreja como inspirados.

872) Em quantas partes se divide a Sagrada Escritura?

A Sagrada Escritura se divide em duas partes: Antigo e Novo Testamento.

873) Que contém o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento contém os livros inspirados escritos antes da vinda de Jesus Cristo.

874) Que contém o Novo Testamento?

O Novo Testamento contém os livros inspirados escritos depois da vinda de Jesus Cristo.

875) Que nome se dá comumente à Sagrada Escritura?

À Sagrada Escritura dá-se comumente o nome de Bíblia Sagrada.

876) Que quer dizer a palavra Bíblia?

A palavra Bíblia quer dizer coleção dos livros santos, o livro por excelência, o livro dos livros, o livro inspirado por Deus.

877) Por que é a Sagrada Escritura chamada o livro por excelência?

A Sagrada Escritura é chamada o livro por excelência, por causa da excelência da matéria de que trata e do Autor que a inspirou.

878) Não pode haver erro na Sagrada Escritura?

Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus. Isto não obsta a que nas cópias as e traduções damesma se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores. Porém, nas edições revistas e aprovadas pela Igreja Católica não pode haver erro no que respeita à fé ou à moral.

879) É necessária a todos os cristãos a leitura da Bíblia?

A leitura da Bíblia não é necessária a todos os cristãos, sendo, como são, instruídos pela Igreja; mas é contudo útil e recomendada a todos.

880) Pode-se ler qualquer tradução em língua vulgar da Bíblia?

Podem ler-se as traduções em língua vulgar da Bíblia desde que sejam reconhecidas como fiéis pela Igreja Católica, e venham acompanhadas de explicações ou notas aprovadas pela mesma Igreja.

881) Por que só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja?

Só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja porque só Elaé legítima depositária e guarda da Bíblia.

882) Por quem podemos nós conhecer o verdadeiro sem tido das Sagradas Escrituras?

O verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo só por meio o da Igreja, porque só a Igreja é que não pode errar ao interpretá-las.

883) Que deveria fazer um cristão, se lhe fosse oferecida a Bíblia por um protestante ou por algum emissário dos protestantes?

Um cristão a quem fosse oferecida a Bíblia por um protestante, ou por algum emissário dos protestantes, deveria rejeitá-la com horror, por ser proibida pela Igreja. E, se a tivesse aceitado sem reparar, deveria logo lançá-la ao fogo ou entregá-la ao próprio pároco.

884) Por que proíbe a Igreja as Bíblias protestantes?

A Igreja proíbe as Bíblias protestantes, porque ou estão alteradas e contêm erros, ou então, faltando-lhes a sua aprovação e as notas explicativas das passagens obscuras, podem causar dano à Fé. Por isso a Igreja proíbe também as traduções da Sagrada Escritura já aprovadas por Ela, mas reimpressas sem as explicações que a mesma Igreja aprovou.

 
 
 

§ 1º Natureza do Sacramento do Matrimônio

826) Que é o Sacramento do Matrimônio?

O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.

827) Por quem foi instituído o Matrimônio?

O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

828) Tem o Sacramento do Matrimônio alguma significação especial?

O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.

829) Por que se diz que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel?

Diz-se que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel, isto é, que não se pode quebrar senão pela morte de um dos cônjuges, porque assim o estabeleceu Deus desde o começo, e assim o proclamou solenemente Jesus Cristo, Senhor Nosso.

830) No Matrimônio cristão, poder-se-ia separar o contrato do Sacramento?

Não. No Matrimônio entre cristãos o contrato não se pode separar do Sacramento, porque para eles o Matrimônio não é outra coisa senão o mesmo contrato natural, elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

831) Então, entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento?

Entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento.

832) Que efeitos produz o Sacramento do Matrimônio?

O Sacramento do Matrimônio:

1º dá um aumento da graça santificante;

2º confere a graça especial para se cumprirem fielmente todos os deveres matrimoniais.

§ 2º Ministros, cerimônias e disposições para o Matrimônio

833) Quem são os ministros do Sacramento do Matrimônio?

Os ministros deste Sacramento são os mesmos esposos, que reciprocamente conferem e recebem o Sacramento.

834) De que maneira se administra este Sacramento?

Este Sacramento, porque conserva a natureza de contrato, é administrado pelos mesmos contraentes, declarando na presença do próprio pároco, ou de outro Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas, que se unem em matrimônio.

835) Para que serve então a bênção que o pároco dá aos esposos?

A bênção que o pároco dá aos esposos não é necessária para constituir o Sacramento, mas é dada para sancionar em nome da Igreja a sua união, e para atrair sempre mais sobre eles as bênçãos de Deus.

836) Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio?

Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:

1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;

2º de procurar nele a salvação da própria alma;

3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.

837) De que maneira se devem dispor os esposos para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio?

Os esposos, para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio, devem:

1º encomendar-se de todo o coração a Deus, para conhecer a sua vontade e para alcançar dEle as graças que são necessárias em tal estado;

2º consultar os próprios pais, antes de chegar ao noivado, como o exige a obediência e o respeito devido aos mesmos;

3º preparar-se com uma boa confissão, até mesmo geral, se for necessário, de toda a vida;

4º evitar toda a familiaridade perigosa de trato e de palavras, ao conversarem mutuamente antes de receberem este Sacramento.

838) Quais são as principais obrigações das pessoas unidas em Matrimônio?

As pessoas unidas em Matrimônio devem:

1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;

2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e harmonia;

3º se têm filhos, cuidar seriamente de prover às suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolher o estado de vida a que Deus os chamar.

§ 3º Condições e impedimentos do Matrimônio

839) Que é necessário para contrair validamente o Matrimônio cristão?

Para contrair validamente o Matrimônio cristão é necessário estar livre de qualquer impedimento matrimonial dirimente, e dar livremente o próprio consentimento ao contrato do Matrimônio na presença do próprio pároco ou de um Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas.

840) Que é necessário para contrair licitamente o Matrimônio cristão?

Para contrair licitamente o Matrimônio cristão, é necessário estar livre dos impedimentos matrimoniais impedientes, estar instruído nas verdades principais da religião, e estar em estado de graça. Não estando em estado de graça, cometer-se-ia um sacrilégio.

841) Que são os impedimentos matrimoniais?

Os impedimentos matrimoniais são certas circunstâncias que tornam o matrimônio ou inválido ou ilícito. No primeiro caso chamam-se impedimentos dirimentes, no segundo impedimentos impedientes.

842) Dai-me alguns exemplos de impedimentos dirimentes.

Impedimentos dirimentes são, por exemplo, a consanguinidade até ao terceiro grau, o parentesco espiritual, o voto solene de castidade, a diversidade de culto entre batizados e não batizados etc.

843) Dai-me algum exemplo de impedimento impediente.

Impedimento impediente é, por exemplo, o voto simples de castidade etc.

844) São os fiéis obrigados a manifestar à autoridade eclesiástica os impedimentos matrimoniais que conhecem?

Os fiéis são obrigados a manifestar à autoridade eclesiástica os impedimentos matrimoniais que conhecem; e é por isso que os párocos fazem as publicações, isto é, leem os pregões dos que se vão casar.

845) Quem tem o poder de estabelecer impedimentos matrimoniais, de dispensar deles, e de julgar da validade do Matrimônio cristão?

Só a Igreja tem o poder de estabelecer impedimentos e de julgar da validade do Matrimônio entre os cristãos, como só a Igreja pode dispensar daqueles impedimentos que Ela estabeleceu.

846) Por que só a Igreja tem o poder de estabelecer impedimentos e de julgar da validade do Matrimônio?

Só a Igreja tem o poder de estabelecer impedimentos, de julgar da validade do Matrimônio e de dispensar dos impedimentos que Ela própria estabeleceu, porque não se podendo separar no matrimônio cristão o contrato do Sacramento, também o contrato cai sob a alçada da Igreja, porque só a Ela conferiu Jesus Cristo o direito de promulgar leis e decisões acerca das coisas sagradas.


847) Pode a autoridade civil dissolver, com o divórcio, o vínculo do Matrimônio cristão?

Não. O vínculo do Matrimônio cristão não pode ser dissolvido pela autoridade civil, porque esta não pode ingerir-se em matéria de Sacramentos, nem separar o que Deus uniu.

848) Que é o matrimônio ou casamento civil?

O casamento civil não é mais que uma formalidade prescrita pela lei para os cidadãos, a fim de dar e de assegurar os efeitos civis aos casados e aos seus filhos.

849) Pode um cristão celebrar somente o casamento ou contrato civil?

Um cristão não pode celebrar somente o contrato civil, porque este não é Sacramento, e portanto não é um verdadeiro matrimônio.

850) Em que condições se encontrariam os esposos que convivessem juntos, unidos somente pelo casamento civil?

Os esposos que convivessem juntos, unidos somente pelo casamento civil, estariam em estado habitual de pecado mortal, e a sua união seria sempre ilegítima diante de Deus e da Igreja.

851) Deve fazer-se também o contrato civil?

Deve fazer-se também o contrato civil, porque, embora não seja ele Sacramento, serve, no entanto, para garantir aos casados e a seus filhos os efeitos civis da sociedade conjugal; eis porque, como regra geral, a autoridade eclesiástica não permite o casamento religioso, quando não se cumprem as formalidades prescritas pela autoridade civil.

 
 
 
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