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Iniciativa da Organização Católica canadense para a Vida e a Família

ONTÁRIO, segunda-feira, 11 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Constatando as possibilidades quase ilimitadas dos meios de comunicação para promover valores, mas também para ferir a família, a Organização Católica canadense para a Vida e a Família (COLF, em suas siglas em inglês) sintetiza em uma guia sugestões para um uso inteligente destas ferramentas de comunicação.

Trata-se de um folheto de seis páginas coloridas, recém difundido sob o título «Os meios: um desafio fascinante para a família». As destacadas palavras «televisão», «imagens», «blogs», «revistas», «rádio», «Internet», «anúncios», «vídeos», «rede», dão idéia da dimensão deste desafio.

A convicção que fundamenta as sugestões de COLF é que as famílias podem treinar-se para abordar os meios com olho crítico e com bases em sua fé e em sua paixão pela verdade.

Daí que convide a sacudir a passividade, o temor, a indiferença, e a aprender a escolher — e a ensinar a fazê-lo — entre a enorme oferta midiática.

Considera importante abandonar o papel de mero espectador para passar a tomar parte ativa nos meios: cartas ao diretor, ou aos patrocinadores dos programas, ligações ao vivo, iniciar um blog, falar como especialista em determinado campo…

O folheto adverte que a opinião pública se faz com a implicação ativa dos cidadãos que contribuem em sua formação, deixando de lado os complexos.

Para os pais, aponta umas recomendações especiais para o uso inteligente dos meios na família:

1. Determinar um tempo de «meios de comunicação» ao dia, e evitar utilizar a TV como brinquedo eletrônico.

2. Com relação aos menores, optar por espetáculos estimulantes e apropriados para a sua idade. Vê-los com eles e falar de seu conteúdo.

3. Convidar os adolescentes a escolher os espetáculos que vêem com normalidade seguindo determinadas diretrizes.

4. Ajudar as crianças a verem a diferença entre as imagens reais e fictícias que se apresentam «online», em anúncios comerciais, em filmes ou em programas de TV.

5. Escolher filmes ou vídeos com discernimento, comprovando em sites de confiança as críticas que se oferecem. Alguns pais vêem os filmes antes.

6. Instalar controles — de segurança — na TV e no acesos à Internet, a fim de limitar a entrada das crianças a determinados espetáculos ou sites da rede.

7. Proibir determinados tipos de comunicação ou certos espetáculos. Buscar tempo que esteja livre dos meios de comunicação e fazer algo juntos como família.

8. Dar bom exemplo, fazendo em primeira pessoa um uso dos meios de forma moderada e seletiva.

9. Organizar um cine-fórum para adolescentes, seguido de tempo de debate e de compartilhar idéias.

10. Criar um «clube da Internet» e uma «comunidade cyber-crente» para difundir boas notícias, tais como iniciativas caritativas, celebrações, testemunhos pessoais, etc.

12. Criar uma associação de pais ou espectadores para fazer ouvir a própria voz entre produtores, publicitários e autoridades públicas. Dizer-lhes o que se estima e o que não é bem recebido.

13. Rezar por todos os que trabalham nos meios.

O folheto da COLF está integramente disponível em inglês, em formato «pdf», no seguinte link: http://colf.cccb.ca/Files/COLF_Message2006.pdf.

O objetivo desta organização é promover o respeito pela vida humana e sua dignidade, assim como o papel essencial da família. Conta com o apoio da Conferência dos Bispos Católicos do Canadá (CCCB).

 
 
 

Bispo Gerald F. Kicanas

Nós pensamos frequentemente que as questões e problemas que enfrentamos nos tornam únicos. Colocá-los em perspectiva, questionando-nos se outros no passado terão também sido desafiados por eles, ajuda-nos.

No que diz respeito à difusão do Evangelho, o Senhor Jesus identificou desde o início os problemas que estavam e estarão sempre na base do desafio que enfrentam os comunicadores Cristãos.


A Parábola do Semeador

Ele fê-lo na parábola do semeador e na sua explicação, que encontramos no oitavo capítulo do evangelho de S. Lucas (também em Mt. 13.1-23 e Mc.4.1-20). Aí Jesus fala aos seus apóstolos de um semeador que deixa cair algumas sementes pelo caminho que são pisadas e comidas pelos pássaros. Outras caem em terreno rochoso e secam por não criarem raízes. Algumas caem no meio de espinhos e são abafadas. Finalmente algumas das sementes caem em solo fértil e dão fruto abundante.

Quando os apóstolos pedem a Jesus para explicar esta parábola, Ele diz-lhes que a semente é a palavra de Deus. As que caem no caminho representam todos aqueles cujos corações o diabo consegue que esqueçam o que ouviram, ignorando a mensagem de Deus e não conseguindo a salvação. As que caem em solo rochoso são as pessoas cuja fé é superficial e que perante uma dificuldade, depressa lhes falta a coragem e perdem essa fé. As sementes caídas no meio dos espinhos são aquelas pessoas que são seduzidas pelos prazeres mundanos e cujo coração é sufocado pela ambição e pelo desejo de riqueza. Finalmente as sementes que caem em solo fértil são aqueles que escutam a Palavra de Deus com “um coração bom e generoso e dão fruto através da perseverança.”

A exemplo da sua própria pregação, Jesus ensina-nos que há muitos adversários da Palavra de Deus e que nem todas as pessoas a aceitarão com generosidade.

Meios de Comunicação de Massas

Aplicando esta parábola aos nossos tempos, temos de ter em conta que Jesus não falou nem poderia falar dos imensos novos poderes aplicados ao próprio acto de comunicar. Jesus falou no máximo a alguns milhares de pessoas de uma só vez. Se estivesse nos tempos de hoje poderia falar ao mundo inteiro.

Tal como o Papa João Paulo II apontou na sua Encíclica Redemptoris Missio de 1990, o desenvolvimento dos meios de comunicação social tem influído mais do que o modo como a informação é comunicada. O Santo Padre falou da “nova cultura” criada pelas comunicações modernas que “tem origem não só no conteúdo que é comunicado, mas no próprio facto de existirem novas formas de comunicação, com novas linguagens, novas técnicas e uma nova psicologia.”

Assim enfrentamos uma nova situação na comunicação da mensagem do evangelho que resulta dos meios que agora existem para comunicar qualquer informação e – igualmente importante – qualquer desinformação, quase generalizadamente e em simultâneo. Contribuíram assim para um forte sentimento da parte das pessoas do direito de serem informados, o que é bom. No entanto, a própria informação massificada disponível torna difícil discernir com critério. Duas tentações contrárias surgem como resultado – ou o cepticismo acerca de toda a informação ou a aceitação incondicional e sem espírito crítico. Esta última atitude pode ser observada nas reacções a O Código Da Vinci.

Um Desafio Ampliado

Assim, os desafios que Jesus identificou estão ampliados por meio das comunicações em massa. Olhemos para eles de novo.

O mal que se opõe ao bem, simplesmente porque é o bem, permanece um mistério para a maioria das pessoas, mas o problema existe. Isso ficou bem evidente nas ditaduras comunistas em todo o mundo que fizeram uso dos meios de comunicação de massas para enganar os seus povos. Essas tiranias pisavam a Palavra de Deus, identificando o Evangelho como um inimigo particular que tinha de ser exterminado ou pelo menos controlado. Nas notícias do dia a dia, somos lembrados constantemente de presença do mal entre nós – tanto o mal social como o mal pessoal. Ele despoja algumas pessoas da sua humanidade e faz com que outras que assistem aos seus efeitos percam a esperança em Deus e na própria raça humana. É nestas situações que a esperança inspirada pelo Evangelho precisa de ser especialmente comunicada.

A massa de informação disponível hoje em dia é um incentivo adicional para que os “cristãos superficiais”, cuja fé é frágil, experimentem algo diferente se o Cristianismo não lhes oferece satisfação imediata ou funciona como um obstáculo às suas preferências pessoais. Se Mateus, Marcos, Lucas ou João não “servem”, então tentem O Código Da Vinci.

E a Igreja poderá ter a sua quota de responsabilidade pela superficialidade dos nossos tempos. O Papa João Paulo II aponta para o facto na Redemptoris Missio, dizendo que a Igreja terá negligenciado o mundo dos meios de comunicação de massas numa altura, “em que a juventude, em particular, está a crescer num mundo condicionado” por eles. O Santo Padre acrescenta que o juízo do Papa Paulo VI de que “a cisão entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida a tragédia dos nosso tempo” é confirmado na área das comunicações.

E ainda temos os “espinhos” que são tanto as ansiedades como os prazeres da vida diária. Nós podemos ficar enredados no imediatismo e encontrar pouca disponibilidade de tempo para ouvir mensagens sobre o nosso destino eterno. Uma vez mais os meios de comunicação de massas têm sido instrumentais em dirigir a nossa atenção somente para as realidades terrenas. Por um lado aumentam a nossa ansiedade com notícias instantâneas de todo o mundo e por outro ajudam a anestesiar essa ansiedade com as suas ofertas de divertimento e acesso a cada vez mais sedutores bens de consumo. Sendo algo de bom por si próprio, estas coisas tornam-se más se substituem o Evangelho nas nossas vidas.

Será que estes meios de comunicação ajudam as sementes que caíram em solo fértil a produzir abundante fruto? Certamente que sim, se dermos testemunho com uma generosa resposta para auxiliar as vítimas de desastres naturais em todo o globo cujo sofrimento não seria tão vivamente e rapidamente conhecido sem esses meios.

Jesus identificou os desafios que enfrentaremos sempre para comunicar o Evangelho. A genialidade humana inventou meios que podem ao mesmo tempo ajudar e intervir com essa comunicação. É tarefa da Igreja fazer uso deles e ajudar para que sejam usados para serviço do bem.

 
 
 

Entrevista com Leticia Soberón Mainero

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Leticia Soberón, oficial do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, ilustra nesta entrevista concedida à agência Zenit algumas chaves para entender a televisão católica hoje, e avalia os resultados do primeiro Congresso de Televisões Católicas da América Latina (22-25 de maio).

Esta psicóloga, responsável pela Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL) observa que a maioria de televisões católicas se inspira em uma espiritualidade radicada em Maria.

?Qual é a sua avaliação sobre o recente encontro latino-americano e qual será sua incidência no Primeiro Congresso Mundial de Televisões Católicas de Madri que acontecerá em outubro?

?Soberón: O Congresso de Medellín foi excelente por vários motivos: são cada vez mais as realidades televisivas (emissoras e produtoras) católicas na América Latina, e o Congresso teve muito boa resposta. Pudemos ver a multiplicidade de estilos e carismas, e a riqueza que isso implica para a comunicação católica.

A metodologia do Congresso, muito bem pensada pelo Departamento de Comunicação Social do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), favoreceu o mútuo conhecimento e o estabelecimento de dicas de colaboração muito positivas.

O CELAM também espera muito da televisão para a preparação da Quinta Conferência Geral do Episcopado latino-americano. Ficou clara a disposição desse meio para contribuir com este processo eclesial de reflexão e conversão. Tudo isso faz com que as iniciativas católicas de televisão na América Latina ofereçam uma importante contribuição para o Congresso de Madri.

Por outro lado, o convite do Conselho Pontifício das Comunidades Sociais para que os participantes contribuam generosamente com algumas de suas produções para o Banco de Programas que se apresentará em Madri, despertou grande interesse e espírito de cooperação. Estão já postas as bases para este projeto.

Foi comovente ver que estas instituições, mais ou menos novas, têm algo muito importante em comum: a maioria compartilha uma espiritualidade mariana. É Nossa Senhora a fonte de inspiração e ajuda à que todos disseram recorrer. Com motivos se disse que Ela é a «Estrela da Nova Evangelização».

?A América Latina outorga muita importância à televisão. Foram criadas formas de cooperação?

?Soberón: A importância das entidades televisivas católicas da América Latina e o papel do CELAM como impulsionador de colaboração e mútuo conhecimento, faziam sentir a necessidade deste Congresso que se celebrou em Medellín. Ajuda certamente a proximidade cultural e também agora o impulso do próximo Congresso de Madri. Percebe-se, também, que o lema da Quinta Conferência está tocando mais profundamente: «Discípulos e missionários de Cristo, para que nossos povos nEle tenham vida». Ser verdadeiro discípulo do Senhor implica muitas coisas, dentre elas está o suscitar espaços de comunhão.

Evidentemente, não estamos partindo do zero; é longa a trajetória percorrida no continente; desde há anos, o próprio CELAM e numerosas instituições, as organizações de comunicação e muitas pessoas se dedicaram com afinco a conseguir estes objetivos, mas creio que somos conscientes de que ainda há muito caminho por percorrer, e todos ansiamos por uma maior organização e estabilidade em tais esforços; mas aproveitemos esta ocasião para, sem temor e com valentia, recolher a colheita e continuar juntos ampliando o campo da semente.

O momento presente nos facilita, talvez mais que nunca, esta tarefa. Por um lado, os aspectos tecnológicos da comunicação convergem para a linguagem binária, e facilitam a compatibilidade entre diferentes suportes que antes não ?dialogavam? entre si. Isso reverteria, certamente, em uma baixa dos custos de produção e de transmissão rádio-televisiva.

?Qual é o desafio para as televisões católicas hoje?

?Soberón: O momento histórico atual nos interpela a, em palavras de João Paulo II, fazer presente o rosto de Cristo nesta «meiosfera» tão confusa. Isso supõe encontrar a raiz mais profunda da identidade católica que nos une, respeitando por sua vez a pluralidade de estilos, carismas culturas e sensibilidades que constituem a riqueza da Igreja. Buscaremos com criatividade esses objetivos, sabendo que a generosidade não é incompatível com o necessário financiamento de nossas produções, e é necessário continuar impulsionando um maior profissionalismo e formação no pessoal de nossas televisoras.

É muito importante a tarefa de «tecer redes» de colaboração que nos ajudam a dar testemunho de unidade e sintonia no momento histórico que nos corresponde viver, em uma sociedade marcada pela comunicação. O Santo Padre Bento XVI nos impulsiona a ser mensageiros de um Deus que é Amor na cultura de hoje. Confiamos, certamente, na ajuda do Senhor e de Nossa Senhora de Guadalupe, que nos acompanha sempre como pioneira de uma evangelização perfeitamente inculturada.

 
 
 
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