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Carta do Assassino de Santa Maria Goretti:

“Tenho agora quase 80 anos. Estou perto do fim dos meus dias.

Olhando para o meu passado, reconheço que na minha juventude eu segui um mau caminho, um caminho que levou à minha ruína.

Através das revistas, dos espectáculos imorais e dos maus exemplos na imprensa, eu vi a maioria dos jovens da minha idade seguir o caminho do mal sem pensar duas vezes. Despreocupado, eu fiz a mesma coisa.

Havia fiéis e cristãos verdadeiramente praticantes à minha volta, mas eu não lhes dava importância. Eu estava cego por um impulso bruto que me empurrava para uma forma errada de vida.

Com a idade de 20 anos, eu cometi um crime passional, cuja memória ainda hoje me horroriza. Maria Goretti, hoje uma santa, foi o bom anjo que Deus colocou no meu caminho para me salvar. As palavras dela, tanto de repreensão como de perdão, ainda hoje estão impressas no meu coração. Ela rezou por mim, intercedeu pelo seu assassino. Quase 30 anos de prisão se seguiram.

Se eu não fosse menor de idade, pela lei italiana eu teria sido condenado a prisão perpétua. No entanto, eu aceitei a pena como algo que eu merecia.

Resignado, eu expiei pelo meu pecado. A pequena Maria foi verdadeiramente a minha luz, a minha proteção. Com a ajuda dela, eu cumpri bem esses 27 anos na prisão. Quando a sociedade me aceitou de volta entre os seus membros, eu procurei viver de forma honesta. Com caridade angélica, os filhos de São Francisco, os frades capuchinhos menores, receberam-me entre eles, não como servo, mas como irmão. Tenho vivido com eles há 24 anos. Agora eu olho serenamente para o dia em que serei admitido à visão de Deus, para abraçar os meus entes queridos mais uma vez, e para ficar próximo do meu anjo da guarda, Maria Goretti, e a sua querida mãe, Assunta.

Que todos os que vierem a ler esta carta desejem seguir o santo ensinamento de fazer o bem e evitar o mal. Que todos possam acreditar, com a fé dos pequeninos, que a religião e os seus preceitos, não são algo que se possa prescindir. Pelo contrário, é o verdadeiro conforto e a única via segura em todas as circunstâncias mesmo nas mais dolorosas.”

Paz e bem.

Alessandro Serenelli

Macerata, Itália, 5 de Maio


Alessandro Serenelli

Embora Alessandro tivesse apenas 19 anos, ele se viciou em pornografia. Querendo viver suas fantasias, ele tentou molestar uma menina de 11 anos. Quando ela gritou: “Não Alessandro, é um pecado …” ele ficou furioso e esfaqueou 14 vezes. Embora ela tenha chegado a um hospital e tenha recebido a Comunhão através do Viático, ela morreu.

Alessandro foi condenado a 30 anos de prisão. Embora soubesse que Maria, a menina, o havia perdoado em seu leito de morte (mesmo dizendo que queria estar no céu com ele), ele não sentia remorso. Então ele teve um sonho – que foi surpreendente em si mesmo porque Alessandro não sonhava normalmente.

Nesse sonho vívido, as paredes e barras da prisão se afastam quando sua cela se transformou em um jardim ensolarado. cheio de flores. Ele ficou surpreso ao ver uma camponesa vestida de branco, pois vestia cores escuras. Então ele percebeu que era Maria. Ela estava andando entre as flores, sorrindo e não com tanto medo. Ele queria ir embora, mas não conseguiu. Maria pegou lírios brancos e entregou-os a ele dizendo: “Alessandro, leve-os!”

Um por um, ele acertou os 14 lírios. Quando ele os levou, cada lírio se transformou em uma luz flamejante. Havia um lírio para cada uma das vezes que ele a esfaqueara. Então Maria sorrindo disse: “Alessandro, como prometi, sua alma um dia me alcançará no céu”.

O sonho mudou ele. Pela primeira vez ele entendeu a luz da graça e misericórdia de Deus. A partir desse momento,

Por causa de seu bom comportamento, ele saiu da prisão depois de 27 anos. Por um tempo ele vagou como fazendeiro, mas eles se tornaram irmãos em um mosteiro capuchinho.

Finalmente, 31 anos após o julgamento, ele foi visitar Assunta Goretti, mãe de Maria. Implorando o perdão de Assunta, ela colocou as mãos na cabeça dele, acariciou o rosto dele e gentilmente disse: “Alessandro, Marietta perdoou você, Cristo perdoou você e por que eu também não deveria perdoar. Eu perdoo você, é claro, meu filho! não vi você mais cedo?

Na manhã seguinte, Assunta, com a cabeça erguida e as lágrimas caindo, tomou Alessandro pela mão e levou-o à missa. Lado a lado, comungaram. Daquele dia em diante, ele foi recebido na família Goetti como “tio Alessandro”. Leia também CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO


 
 
 

As duas artistas compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida Por Aleteia – As redes sociais têm aplaudido, no Brasil, os testemunhos de conversão de Cássia Kis e Elba Ramalho, duas artistas conhecidas nacionalmente e que compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida: o fato de já terem feito aborto e, depois, se arrependido e encontrado a conversão, a reconciliação, a alegria e um novo propósito de vida na Igreja Católica.

Cássia Kis

Neste começo de maio, a atriz Cássia Kis, de 65 anos, participou do programa “Encontro”, da Rede Globo, e revelou que fez um aborto em 1985, mas depois se tornou uma defensora da vida:

“Eu fiz um aborto, não foi um aborto espontâneo. Isso mudou muito da minha vida. Hoje eu sou uma madrinha que defende a vida, que protege a vida. As mulheres que querem fazer aborto, eu corro atrás para não fazer”.

Ela também falou dos filhos:

“Eu tenho quatro filhos aqui na terra e dois estão lá em cima”.

A atriz ainda foi explícita ao declarar e valorizar a fé católica e afirmá-la como verdadeira, diante de um meio em que prevalece o relativismo:

“A vida católica é linda. A fé só existe no catolicismo. Não é um encontro, é ver a verdade, é estar dentro da verdade”.

Acrescentando que reza o terço todos os dias, Cássia Kis afirmou que espera ansiosamente pela Santa Missa:

“Eu fico me preparando para, no domingo, estar na Missa, encontrar os católicos, compreender por que uma família católica tem tantos filhos, diante de um mundo que faz tantos abortos”.

O testemunho de Cássia Kis repercutiu com força nas redes sociais, e, entre os milhares de comentários, a maioria foi de elogios: “Cássia Kis, parabéns pela bravura, pela coragem”, escreveu uma fã, enquanto outra enfatizou precisamente a coragem de proferir esse testemunho num meio em que a fé católica é frequentemente distorcida: “Mulher vai na emissora mais progressista do país e lança uma dessas, foi máximo”.

Elba Ramalho

A trajetória de Cássia Kis, tal como relatada por ela própria no programa, foi amplamente comparada com a de Elba Ramalho, cantora que também testemunhou abertamente um profundo processo de conversão e reencontro com a fé católica e de comprometimento com a cultura da vida após ter feito aborto na juventude.

Durante entrevista concedida em 2012 à agência católica ACI Digital, a cantora explicou por que, depois de “perder-se” na juventude, decidiu retornar à Igreja Católica, a fé em que havia sido criada desde a infância.


Alguns de seus testemunhos de fé:

“Nossa Senhora da Conceição era nosso farol e nossa guia”.

Sobre o afastamento de Deus durante a juventude:

“Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão” “Passei por experiências difíceis e delicadas, com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’”.

Sobre a conversão:

“Até que reencontrei Nossa Senhora de uma forma mística, bonita, profunda… Através dela, das suas mãos maternais, do seu útero materno, através de toda a história do seu ‘sim’, do seu ‘fiat’ [nota da redação: ‘faça-se’, em latim; refere-se à resposta de Maria na Anunciação: ‘Faça-se em mim segundo a Vossa vontade’], que representou a salvação do mundo no processo onde se encerra todo o mistério da nossa religião, que é a Trindade Santa, eu voltei para a Igreja católica, para os ritos e dogmas da minha Igreja”. “Quando eu vejo uma pessoa dizer ‘Sou católico não praticante’, eu digo ‘Não conheço essa religião’, porque o católico praticante conhece o Evangelho, conhece a Palavra, vai à Missa, confessa, confia na Misericórdia, é um grande profeta, evangelizador, caminha guiado pelos passos de Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Tenho horror ao pecado embora seja uma grande pecadora”.“Foi pela Misericórdia de Jesus que eu fui resgatada do peso de ter feito aborto. Ele me disse: ‘Agora vá defender vidas’. Por isso eu me juntei ao movimento pró-vida”.

Em uma entrevista ainda anterior, concedida em dezembro de 2011 ao site Destrave, da Canção Nova, Elba contou um pouco da sua transformação em defensora convicta da vida humana desde a concepção:

“Sou uma pessoa que, depois de andar muito pelos túneis escuros da vida, voltei à minha fé, à minha Igreja Católica, à Missa, à confissão, aos ritos da Igreja. Eu conheço os dogmas da Igreja, conheço um pouco a Vontade de Cristo porque estou muito próxima d’Ele em oração. Conheço o amor de Nossa Senhora pelo mundo (…) Aos poucos fui me envolvendo numa consciência espiritual profunda até que, por meio dessa espiritualidade, cheguei ao movimento pró-vida (…) Eu assumi um compromisso com Deus que eu faria parte dessa luta (…) A responsabilidade crística independe de religião, é de cada criatura: dizer não ao aborto e dizer sim à vida”.

Ela fala também do contexto da sua juventude, do aborto que realizou por ignorância, da tomada de consciência da gravidade desse ato, da conversão, da reconciliação com Deus e da paz de consciência ao saber-se perdoada:

“É um pecado confessado, é um pecado redimido, perdoado. Por isso que eu sou católica e acredito nas palavras de Jesus: ‘A quem perdoardes na terra, será perdoado no céu’”.

Elba também testemunha a necessidade de um compromisso firme assumido com a vida. E ela dá um conselho explícito às mulheres que pensam em abortar:

“[Não aborte] em nenhuma, em nenhuma questão, de estupro, de nada! Você assuma seu filho. É uma vida que tem dentro de você, é o seu filho. Compreenda a Deus, que Deus tem várias formas de falar com a gente. Não é só pelo ‘bem-bom’, como a gente quer… Ninguém quer ter dor, angústia, sofrimento. Deus ensina a gente muito pela dor, muito por situações adversas. Não mate seu filho achando que você pode, está liberado, a sociedade permite, as leis… As amiguinhas modernas vão te aconselhar a fazer, às vezes até o marido, às vezes o namorado, que diz ‘Se você ficar com a criança eu vou te largar’… Deixa ele ir. Deus vai te colocar outro melhor. Em circunstância nenhuma, nunca cometa esse ato atroz, terrível, triste, que tanto magoa e fere o coração de Deus”.

Confira a entrevista que Elba concedeu ao Destrave:


Contra o aborto: assista o documentário “Pela Vida”

O documentário “Pela Vida” que tem como foco o depoimento de mulheres que praticaram o aborto ou que, através do apoio voluntário de pessoas envolvidas com o apoio à Vida, desistiram de interromper a gestação e hoje, graças a este apoio pró-vida, tem uma nova perspectiva e criam seus filhos.

Assista ao documentário completo que conta com a participação de Elba Ramalho no youtube:


Movimentos Pró-Vida e Pró-Família

Por Humberto L. Vieira Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família

Na década de 80 começaram a surgir os primeiros movimentos em defesa da vida. No Rio de Janeiro surgia o Movimento Arquidiocesano em Defesa da Vida, coordenado pelo Mons. Ney Affonso de Sá Earp. No Rio Grande do Sul (Porto Alegre) surgia o Movimento em Defesa da Vida. Em Brasília surgia a Associação Nacional Pró-Vida de Brasília que, em 1993 deu origem a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família.

À exceção do Movimento em Defesa da Vida de Porto Alegre, que teve o apoio da CNBB, esses movimentos surgiram com o apoio da Human Life International, tendo o Pe. Paul Marx e sua equipe, visitado por 2 vezes o Brasil

Com a ajuda inicial de Vida Humana Internacional (departamento da HLI para a América Latina) a PROVIDAFAMÍLIA estimulou o surgimento de outros movimentos em defesa da vida nos vários estados brasileiros. Hoje há 25 movimentos organizados e outros tantos lideres que trabalham em defesa da vida e da família em seus respectivos estados.

Esses movimentos são de diversas confissões religiosas: católicos, ecumênicos, espíritas, esotéricos. Não temos conhecimento de movimentos pró-vida evangélicos organizados.

Além desses movimentos, a Federação Espírita Brasileira desencadeou há dois anos uma campanha nacional em favor da vida. Essa campanha iniciada no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, se mantém em todo o País, através de seminários, palestras, conferências, atendimentos às gestantes em casos de aborto etc.

Os movimentos pró-vida carecem de recursos e, sobretudo, de informações para seu trabalho.

Observando que alguns desses movimentos, por desinformação, estavam defendendo a filosofia dos promotores da “cultura da morte” a PROVIDAFAMÍLIA promoveu, em agosto de 1994, uma reunião nacional dos movimentos então existentes, app. 20 movimentos.

Com a participação da HLI (dois de seus diretores estiveram presentes) foram realizadas palestras, treinamento e distribuição de documentação que muito contribuíram para esclarecer dúvidas e reorientar a ação daqueles movimentos.

Além de contribuir para melhor entrosamento entre os diversos líderes, esse 1º Encontro serviu de estímulo para o surgimento de outros movimentos em defesa da vida e da família, além de uma maior divulgação de informações sobre aborto, educação sexual, homossexualismo, planejamento familiar natural, esterilização, projetos dos grupos internacionais para o Brasil, projetos de aborto no Congresso Nacional etc.

Atualmente os dirigentes desses movimentos insistem na realização de um 2º Encontro Nacional para atualização de informações e treinamento de líderes.

A organização de um Conselho Nacional Pró-Vida e Pró-Família, proposta no 1º Encontro Nacional, ainda não se concretizou por falta de condições diversas.

2. O papel da PROVIDAFAMÍLIA

A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família – PROVIDAFAMÍLIA, legalmente constituída, com estatutos aprovados e registrados, possui sua sede nacional em Brasília em uma sala da Cúria, cedida pelo Cardeal-Arcebispo, D. José Freire Falcão.

Com o apoio da Human Life International o escritório foi mobiliado equipado, dispondo de um computador 486, TV de 14’, video-cassete, impressora lazer e uma mini-copiadora. Apesar de instalado devidamente, o escritório funciona precariamente por absoluta falta de pessoal auxiliar. Os poucos voluntários (trabalhos em horas ou dias por semana) necessitariam de alguém que pudesse atendê-los. A impossibilidade de termos uma secretária obrigou o presidente da PROVIDAFAMÍLIA a trabalhar no escritório particular de sua residência, onde mantém contatos diversos (via fax, internet etc) com movimentos e organizações no Brasil e no Exterior.

Principais atividades da PROVIDAFAMÍLIA:

a) acompanhamento de projetos de lei, de interesse da vida e da família, no Congresso Nacional;

b) elaboração editoração e expedição do Boletim Informativo de periodicidade bi-mensal que é enviado a todos os bispos brsileiros, aos parlamentares federais e do Distrito Federal, aos movimentos pró-vida e a app. 350 assinantes. A ediçao atual é de 2.000 exemplares.

c) intercâmbio com várias organizações pró-vida no país e no Exterior;

d) manutenção de correspondência e fornecimento de documentação e de material (filmes, folhetos diversos) aos movimentos pró-vida brasileiros;

e) palestras, conferências e participação em seminários, além de orientação de estudantes secundários em seus trabalhos sobre aborto, planejamento familiar, controle de população, etc.

f) tradução e reprodução de documentos diversos.

Grande é o esforço para manter parte ou a totalidade dessas atividades face a escassez de recursos financeiros e de pessoal. A Human Life International que no princípio deu todo apoio, há dois anos deixou de nos ajudar financeiramente, possivelmente em função de dificuldades financeiras que atravessa. Continua, entretanto, a nos enviar seus boletins e algum material de documentação.

A ALAFA – Alianza Latinoamericana para a Família, também no início nos apoiou com alguma contribuição.

Poucos associados contribuem e as doações são poucas. Possivelmente, no futuro, quando podermos encaminhar a documentação para declaração de utilidade pública tenhamos mais ingressos de recursos pela possibilidade de descontar as contribuições na declaração do imposto de renda.

Apesar das dificuldades, a PROVIDAFAMÍLIA continua (não se sabe até quando) a motivar e incentivar outros movimentos que trabalham em defesa da vida e a distribuir informações e documentação recebidas de vários outros movimentos do Exterior.

Várias instituições e pessoas, no Brasil, colaboram com os grupos antivida por estarem desinformadas. Por isso acreditamos que o melhor trabalho que se pode fazer em defesa da vida e da família, no momento, é a difusão de informações, além do apoio às mães que desesperadas procuram o aborto.

3. Propostas de trabalho

Diante do quadro atual, acreditamos que um efetivo trabalho em defesa da vida deveria considerar:

a) a necessidade de um maior apoio aos movimentos que trabalham em defesa da vida, independentemente de confissão religiosa;

b) a necessidade de um conselho ou comissão nacional para coordenar esforços e dar mais eficácia ao trabalho desenvolvido;

c) a realização de encontros (ou mesmo congressos) nacional ou regionais dos movimentos pró-vida;

d) organização, em cada diocese, de um movimento em defesa da vida, com pessoal treinado para trabalhos como: orientação de métodos naturais de planejamento familiar, atendimento e apoio às mães que procuram o aborto, promover e realizar palestras sobre aborto, educação sexual, contracepção e suas consequências, etc;

e) apoio ao escritório central para: melhor acompanhar projetos de lei no Congresso Nacional, traduzir e difundir documentos, manter intercâmbio com organizações pró-vida no País e Exterior.

SITUAÇÃO DOS ATAQUES À VIDA E À FAMÍLIA NO BRASIL

Sendo o Brasil o maior país da América Latina e exercendo uma liderança natural no continente, os grupos anti-vida concentram seus projetos e recursos nesse país. Isso constitui uma estratégia para levar a contracepção, o aborto, a esterilização, a educação sexual hedonista e a legalização da união de pessoas do mesmo sexo, aos demais países da América Latina.

Segundo o Inventário dos Projetos de População foram investidos nesses últimos 5 anos, no Brasil, 836 milhões de dólares pelos diversos organismos e instituições internacionais promotoras do controle de população.

Por outro lado, app. 60 organizações nacionais existem para a realização desses projetos.

O que preocupa é a estratégia de envolvimento de pessoas e organizações, adotada por aquelas instituições. Os defensores da “cultura da morte” estão nas ante-salas do Poder, nas universidades e até mesmo em instituições que, por princípio, defendem a vida e os valores morais da sociedade. Em alguns casos líderes de ONGs financiadas por aquelas organizações são dirigentes de órgãos públicos na área de educação e de saúde.

Junto ao Congresso Nacional funciona um forte “lobby” representado por uma organização feminista – O Centro Feminista de Estudos e Assessoria, CFÊMEA, que trabalha para legalização, da contracepção, do aborto, da união civil de homossexuais, esterilização etc. O CFÊMEA conta com uma grande soma de recursos do UNICEF, do FNUAP, da UNIFEM, da Fundação MacArthur, Fundação Ford etc. Só dessa ultima fundação, recebeu em 1995 um total de $170 mil, conforme documento nos arquivos da PROVIDAFAMÍLIA. A equipe técnica do CFÊMEA é especializada em processo legislativo e manobra, com os deputados do Grupo de População e Desenvolvimento (GEPD), as votações de projetos de lei de seu interesse.

Por outro lado, a instalação no Brasil, das “Católicas pelo Direito a Decidir” tem levado a leigos e até mesmo a evangélicos e padres a defenderem o aborto, a contracepção e a se oporem à doutrina da Igreja. Essa organização também tem trabalhado no Congresso Nacional, defendendo a aprovação de projetos de lei do aborto.

O programa de “educação sexual” defendido por esses grupos já se encontra aprovado pelo Ministério da Educação (e poucos sabem disso). Centenas de “professores de educação sexual” já foram formados. Muitos deles já ministram aulas e técnicas em escolas públicas. Livros para formação de professores, cartilhas (até mesmo de conteúdo pornográfico) para estudantes de 1º e 2º graus já foram editadas e muitas delas já distribuídas. Usando de subterfúgios até mesmo em escolas católicas esses “professores” já proferem palestras e distribuem folhetos sobre educação sexual com as denominações mais diversas “educação para a vida familiar”, “educação para a saúde”, etc.

Por outro lado, edição e distribuição de livros e material audio-visual de autores diversos comprometidos com os grupos defensores da “cultura da morte”, por livrarias católicas levam ao público informações distorcidas da doutrina da Igreja. Alguns dessas autoras são militantes do grupo “Católicas pelo Direito a Decidir”. São publicações relacionadas à educação sexual, sexo livre, uso de “camisinhas”, aborto, contracepção, etc.

A situação é muito séria no Brasil. Se alguma coisa não for feita a curto prazo, não há dúvida de termos, muito breve, a destruição dos valores cristãos, a legalização do aborto, da união de homossexuais, a esterilização, a educação sexual hedonista e todas os demais projetos antivida implantados em toda a América Latina.

4. O que fazer?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB reiteradas vezes tem se manifestado contrária aos projetos de aborto, de esterilização, da união civil de pessoas do mesmo sexo. A declaração da última assembléia geral tratou disso. O Setor de Família da CNBB está sempre alerta às investidas dos promotores da “cultura da morte”. Artigos são escritos pelos cardeais, D. Eugênio Sales, D. Lucas Moreira Neves, D. José Freire Falcão e outros bispos. D. Manoel Pestana, de Anápolis promoveu uma carreata até o Congresso Nacional para protestar contra a aprovação de leis abortistas.

Outras organizações também tem feito alguma coisa com um certo esforço.

Os espíritas, através de sua Federação Nacional e federações estaduais têm trabalhado contra o aborto, os métodos artificiais de planejamento familiar, a educação sexual hedonista e a esterilização etc.

Os esotéricos têm feito campanhas junto aos congressistas para não aprovação dos projetos antivida. Além disso realizam seminários para debates dos assuntos.

Os diversos movimentos pró-vida têm trabalhado, como podem, para a defesa da vida e da família, apesar da falta de recursos e de maiores informações sobre o assunto.

Julgamos que isso não é suficiente, se providências outras não forem tomadas.

Acredito que não se pode mais contribuir, com a omissão, para os projetos antivida.

Se estamos com a verdade e temos toda uma doutrina estabelecida devemos agir para o bem da Igreja e o bem comum do Povo de Deus que a ela é confiado.

Nesse sentido algumas providências deveriam ser tomadas:

a) afastar a influência dos assessores do UNICEF em nossa Conferência Episcopal, especialmente na Pastoral da Criança. É ingenuidade pensar que essa organização fornece recursos sem levar em conta seus propósitos antivida. Como justificar o trabalho conjunto com uma organização que financia o “lobby” do aborto no Congresso Nacional? Acaba-se por confundir as coisas e até pessoas que trabalham num local estejam trabalhando em outro (veja-se o caso de jornalista).

Igualmente, o convênio com o Fundo de População da ONU (FNUAP) para produção de material de divulgação (vídeos o programas gravados) quando é público que essa organização é a maior organização da ONU promotora do aborto e da contracepção no mundo. Ao menos devemos ser coerentes.

Caso deseje a CNBB continuar com seu trabalho social com a criança deveria reescrever seus manuais, e reeditar seu material audio-visual para ajustar à doutrina. Não é possível continuar pregando a contracepção, os métodos artificiais de planejamento familiar em programas de rádio e nos manuais para líderes comunitários. Mesmo que essa providência viesse resultar em cortes de recursos para a área social estaríamos coerentes com a doutrina. Afinal, nossa meta é a evangelização. O atendimento médico-social é dever do Estado através de seus órgãos competentes (Ministério da Saúde e da Educação). Enquanto nossos lideres comunitários cuidam de vacinar, pesar criança e atender a gestantes, não divulgamos através deles a doutrina, os documentos da Igreja e não se orienta as famílias para a prática dos métodos naturais de planejamento familiar.

b) destituir do estado clerical o padre que publicamente pregue o aborto. Não é possível que sacerdotes publiquem matérias em jornal, dê entrevistas na TV, participem de vídeos educativos defendendo o aborto e sua legalização e continuem a exercer o ministério. Isto é uma afronta à doutrina da Igreja e ao nosso Santo Padre que luta em defesa dos nascituros.

c) que se proíba as editoras católicas de publicarem e a distribuírem livros, vídeos, e material educativo, contrários à doutrina da Igreja, inclusive livros das “Católicas pelo Direito à Decidir”. Ou, pelo menos, que não sejam denominadas de católicas.

d) que se leve aos parlamentares católicos, comprometidos com a doutrina, informações sobre a “cultura da morte” e seus promotores. Os parlamentares precisam ser mais assistidos em seu trabalho parlamentar, pelo menos para não serem levados a acreditar no argumento do “lobby” controlista.

e) promover reunião com parlamentares católicos com o objetivo de expor-lhes o pensamento da Igreja no que se refere ao aborto, a contracepção, à educação sexual, à eutanásia, à união de pessoas do mesmo sexo etc.

Observação: Não podemos cair na “armadilha” que foi preparada, ou utilizada pelo “lobby pró-aborto”. Organizou-se um Grupo Parlamentar Católico, sob a coordenação de um deputado católico (com forte “jogo político”). Esse grupo reunia parlamentares assessorados pelo CFÊMEA- Centro Feminista de Estudos e Assessoria (lobby abortista) e integrado por conhecidas parlamentares militantes feministas, defensoras do aborto. Estrategicamente, alguns deles eram escolhidos para relatar projetos de lei de interesse dos grupos antinatalistas. Quando da votação de tais projetos o CFÊMEA divulgava entre os parlamentares que a Igreja apoiava tal projeto, ou teria negociado aquela redação. “Vejam o deputado tal, participa do Grupo de Parlamentares Católicos (GPC) e vota pela aprovação do Projeto”. Foi isso que aconteceu com o Projeto de Lei de Planejamento Familiar em que a esterilização foi incluída como um dos métodos. No caso o Senador Lúcio Alcântara, membro do GPC, foi o relator e deu parecer favorável à aprovação da esterilização como método de planejamento familiar. Nesse episódio o CFÊMEA distribuiu correspondência a todos os parlamentares afirmando que o projeto havia sido negociado com a Igreja Católica. Felizmente D. Cláudio Hummes, Responsável pelo Setor Família da CNBB, teve conhecimento dessa correspondência e enviou a todos os deputados e senadores um contundente desmentido. Nesse caso a CNBB deveria ser melhor assessorada para selecionar seu canal de comunicação com o Congresso Nacional.

f) Necessitaria um maior esforço da CNBB, juntamente com outras organizações defensoras da vida e dos valores morais, para enfrentar o inimigo comum. É sabido que a maioria da igrejas evangélicas defendem a vida e combatem a contracepção, os espíritas e esotéricos defendem a todo o custo a vida e os valores morais e são contrários a contracepção e aos métodos artificiais de planejamento familiar. Embora nem todos estejam informados sobre o perigo que corremos poderiam ser esclarecidos sobre os projetos e estratégias antivida. A união faz a força!

g) Sugere-se que a CNBB faça reuniões regionais para debate e esclarecimento sobre a encíclica “Evangelium Vitae”. Nessas reuniões os bispos e principalmente os padres seriam estimulados a divulgar, em suas paróquias, aquele documento e a falarem sobre os atentados à vida e à família, oferecendo a seus paroquianos “pistas” de trabalho pastoral em favor da vida e dos valores cristãos da família. Assim, seriam formados grupos de atendimento à mulher que procura o aborto, grupo de orientação para uso de métodos naturais de planejamento familiar, grupos de estudos sobre documentos da Igreja relacionados com a defesa da vida, da família e da formação de jovens. O Pontifício Conselho para a Família tem importantes documentos sobre o assunto, infelizmente ignorados por muitos, inclusive por padres.

h) É muito importante que esclareçamos os médicos sobre o uso dos métodos naturais de planejamento familiar e os efeitos dos anticonceptivos para a criança por nascer. É incrível, mas os ginecologistas e obstetras, de uma maneira geral, desconhecem os efeitos abortivos de certos métodos artificiais. Por essa razão, médicos católicos praticantes, participantes de movimentos de Igreja receitam DIUs, pílulas etc. Sugere-se, como já tem feito algumas dioceses, cursos e seminários sobre planejamento familiar para médicos e pessoal de saúde. A BEMFAM patrocina cursos de planejamento familiar, em larga escala para o pessoal de saúde, muitas vezes desde o 3º ano de medicina. Nossos médicos são formados para receitar métodos anticoncepcionais!

g) A elaboração de um Curso sobre a Sexualidade Humana para as escolas católicas seria uma boa alternativa à educação sexual hedonista em curso nas escolas públicas que está sendo impingido às escolas privadas. Nesse particular a organização evangélica “Focus on the Family” elaborou um curso sobre a castidade denominado “El sexo las mentiras y… la verdade”. Esse curso com manual para o professor e recurso audio-visual (filme) já foi adotado por alguns países da América Latina. O Pontifício Conselho para a Família tem um recente documento sobre o assunto: Sexualidade Humana – Verdades e Significado: Orientação para oas pais”.

Conclusão

Diante do exposto, podemos afirmar que é terrível a situação dos atentados à vida e à família, no Brasil. O perigo de que venham a ser legalizados o aborto, a esterilização, a união civil de homossexuais, a educação sexual voltada para o sexo livre, o aborto e a contracepção é um perigo real e a curto prazo. Como estratégia para se conseguir a legalização do aborto já foram implantados em alguns hospitais do país o programa denominado “aborto legal” com o objetivo de fazer abortos nos casos de estupro, risco de vida da mãe e nas adolescentes, a pedido, até os 14 anos de idade.

Preocupa a legalização desses ou de pelo menos alguns desses procedimentos antivida antes de visita do Santo Padre ao Brasil em outubro/97. Seria um desastre para nós católicos que os promotores da “cultura da morte” apresentem como trunfo a aprovação de projetos de lei que contemplem aqueles eventos. Como, aliás, já conseguiram legalizar a contracepção, com a aprovação da lei que dispõe sobre o Planejamento Familiar, nitidamente de conteúdo anticonceptivo.

Não podemos arriscar. Há no Congresso Nacional, pelo menos 8 projetos de lei para legalizar o aborto, desde por má formação fetal até a total liberação dessa prática. Projetos outros para legalização da união civil de homossexuais, fecundação artificial assistida, educação sexual etc, tramitam normalmente no Congresso Nacional assistidos por lobistas muito bem financiados. A esterilização de homens e mulheres já foi aprovada e vetada pelo Presidente da República. Agora o Congresso aprecia o veto. Há forte lobby, inclusive estimulado pela Primeira Dama para rejeição desse veto.

Espera-se da Igreja, no Brasil, uma ação mais concreta em defesa da vida e dos valores éticos e morais da sociedade.

Que o Senhor da Vida nos ajude nessa árdua tarefa!

 
 
 

As duas artistas compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida Por Aleteia – As redes sociais têm aplaudido, no Brasil, os testemunhos de conversão de Cássia Kis e Elba Ramalho, duas artistas conhecidas nacionalmente e que compartilham de um ponto de virada em comum na própria trajetória de vida: o fato de já terem feito aborto e, depois, se arrependido e encontrado a conversão, a reconciliação, a alegria e um novo propósito de vida na Igreja Católica.

Cássia Kis

Neste começo de maio, a atriz Cássia Kis, de 65 anos, participou do programa “Encontro”, da Rede Globo, e revelou que fez um aborto em 1985, mas depois se tornou uma defensora da vida:

“Eu fiz um aborto, não foi um aborto espontâneo. Isso mudou muito da minha vida. Hoje eu sou uma madrinha que defende a vida, que protege a vida. As mulheres que querem fazer aborto, eu corro atrás para não fazer”.

Ela também falou dos filhos:

“Eu tenho quatro filhos aqui na terra e dois estão lá em cima”.

A atriz ainda foi explícita ao declarar e valorizar a fé católica e afirmá-la como verdadeira, diante de um meio em que prevalece o relativismo:

“A vida católica é linda. A fé só existe no catolicismo. Não é um encontro, é ver a verdade, é estar dentro da verdade”.

Acrescentando que reza o terço todos os dias, Cássia Kis afirmou que espera ansiosamente pela Santa Missa:

“Eu fico me preparando para, no domingo, estar na Missa, encontrar os católicos, compreender por que uma família católica tem tantos filhos, diante de um mundo que faz tantos abortos”.

O testemunho de Cássia Kis repercutiu com força nas redes sociais, e, entre os milhares de comentários, a maioria foi de elogios: “Cássia Kis, parabéns pela bravura, pela coragem”, escreveu uma fã, enquanto outra enfatizou precisamente a coragem de proferir esse testemunho num meio em que a fé católica é frequentemente distorcida: “Mulher vai na emissora mais progressista do país e lança uma dessas, foi máximo”.

Elba Ramalho

A trajetória de Cássia Kis, tal como relatada por ela própria no programa, foi amplamente comparada com a de Elba Ramalho, cantora que também testemunhou abertamente um profundo processo de conversão e reencontro com a fé católica e de comprometimento com a cultura da vida após ter feito aborto na juventude.

Durante entrevista concedida em 2012 à agência católica ACI Digital, a cantora explicou por que, depois de “perder-se” na juventude, decidiu retornar à Igreja Católica, a fé em que havia sido criada desde a infância.


Alguns de seus testemunhos de fé:

“Nossa Senhora da Conceição era nosso farol e nossa guia”.

Sobre o afastamento de Deus durante a juventude:

“Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão” “Passei por experiências difíceis e delicadas, com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’”.

Sobre a conversão:

“Até que reencontrei Nossa Senhora de uma forma mística, bonita, profunda… Através dela, das suas mãos maternais, do seu útero materno, através de toda a história do seu ‘sim’, do seu ‘fiat’ [nota da redação: ‘faça-se’, em latim; refere-se à resposta de Maria na Anunciação: ‘Faça-se em mim segundo a Vossa vontade’], que representou a salvação do mundo no processo onde se encerra todo o mistério da nossa religião, que é a Trindade Santa, eu voltei para a Igreja católica, para os ritos e dogmas da minha Igreja”. “Quando eu vejo uma pessoa dizer ‘Sou católico não praticante’, eu digo ‘Não conheço essa religião’, porque o católico praticante conhece o Evangelho, conhece a Palavra, vai à Missa, confessa, confia na Misericórdia, é um grande profeta, evangelizador, caminha guiado pelos passos de Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Tenho horror ao pecado embora seja uma grande pecadora”.“Foi pela Misericórdia de Jesus que eu fui resgatada do peso de ter feito aborto. Ele me disse: ‘Agora vá defender vidas’. Por isso eu me juntei ao movimento pró-vida”.

Em uma entrevista ainda anterior, concedida em dezembro de 2011 ao site Destrave, da Canção Nova, Elba contou um pouco da sua transformação em defensora convicta da vida humana desde a concepção:

“Sou uma pessoa que, depois de andar muito pelos túneis escuros da vida, voltei à minha fé, à minha Igreja Católica, à Missa, à confissão, aos ritos da Igreja. Eu conheço os dogmas da Igreja, conheço um pouco a Vontade de Cristo porque estou muito próxima d’Ele em oração. Conheço o amor de Nossa Senhora pelo mundo (…) Aos poucos fui me envolvendo numa consciência espiritual profunda até que, por meio dessa espiritualidade, cheguei ao movimento pró-vida (…) Eu assumi um compromisso com Deus que eu faria parte dessa luta (…) A responsabilidade crística independe de religião, é de cada criatura: dizer não ao aborto e dizer sim à vida”.

Ela fala também do contexto da sua juventude, do aborto que realizou por ignorância, da tomada de consciência da gravidade desse ato, da conversão, da reconciliação com Deus e da paz de consciência ao saber-se perdoada:

“É um pecado confessado, é um pecado redimido, perdoado. Por isso que eu sou católica e acredito nas palavras de Jesus: ‘A quem perdoardes na terra, será perdoado no céu’”.

Elba também testemunha a necessidade de um compromisso firme assumido com a vida. E ela dá um conselho explícito às mulheres que pensam em abortar:

“[Não aborte] em nenhuma, em nenhuma questão, de estupro, de nada! Você assuma seu filho. É uma vida que tem dentro de você, é o seu filho. Compreenda a Deus, que Deus tem várias formas de falar com a gente. Não é só pelo ‘bem-bom’, como a gente quer… Ninguém quer ter dor, angústia, sofrimento. Deus ensina a gente muito pela dor, muito por situações adversas. Não mate seu filho achando que você pode, está liberado, a sociedade permite, as leis… As amiguinhas modernas vão te aconselhar a fazer, às vezes até o marido, às vezes o namorado, que diz ‘Se você ficar com a criança eu vou te largar’… Deixa ele ir. Deus vai te colocar outro melhor. Em circunstância nenhuma, nunca cometa esse ato atroz, terrível, triste, que tanto magoa e fere o coração de Deus”.

Confira a entrevista que Elba concedeu ao Destrave:


Contra o aborto: assista o documentário “Pela Vida”

O documentário “Pela Vida” que tem como foco o depoimento de mulheres que praticaram o aborto ou que, através do apoio voluntário de pessoas envolvidas com o apoio à Vida, desistiram de interromper a gestação e hoje, graças a este apoio pró-vida, tem uma nova perspectiva e criam seus filhos.

Assista ao documentário completo que conta com a participação de Elba Ramalho no youtube:


Movimentos Pró-Vida e Pró-Família

Por Humberto L. Vieira Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família

Na década de 80 começaram a surgir os primeiros movimentos em defesa da vida. No Rio de Janeiro surgia o Movimento Arquidiocesano em Defesa da Vida, coordenado pelo Mons. Ney Affonso de Sá Earp. No Rio Grande do Sul (Porto Alegre) surgia o Movimento em Defesa da Vida. Em Brasília surgia a Associação Nacional Pró-Vida de Brasília que, em 1993 deu origem a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família.

À exceção do Movimento em Defesa da Vida de Porto Alegre, que teve o apoio da CNBB, esses movimentos surgiram com o apoio da Human Life International, tendo o Pe. Paul Marx e sua equipe, visitado por 2 vezes o Brasil

Com a ajuda inicial de Vida Humana Internacional (departamento da HLI para a América Latina) a PROVIDAFAMÍLIA estimulou o surgimento de outros movimentos em defesa da vida nos vários estados brasileiros. Hoje há 25 movimentos organizados e outros tantos lideres que trabalham em defesa da vida e da família em seus respectivos estados.

Esses movimentos são de diversas confissões religiosas: católicos, ecumênicos, espíritas, esotéricos. Não temos conhecimento de movimentos pró-vida evangélicos organizados.

Além desses movimentos, a Federação Espírita Brasileira desencadeou há dois anos uma campanha nacional em favor da vida. Essa campanha iniciada no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, se mantém em todo o País, através de seminários, palestras, conferências, atendimentos às gestantes em casos de aborto etc.

Os movimentos pró-vida carecem de recursos e, sobretudo, de informações para seu trabalho.

Observando que alguns desses movimentos, por desinformação, estavam defendendo a filosofia dos promotores da “cultura da morte” a PROVIDAFAMÍLIA promoveu, em agosto de 1994, uma reunião nacional dos movimentos então existentes, app. 20 movimentos.

Com a participação da HLI (dois de seus diretores estiveram presentes) foram realizadas palestras, treinamento e distribuição de documentação que muito contribuíram para esclarecer dúvidas e reorientar a ação daqueles movimentos.

Além de contribuir para melhor entrosamento entre os diversos líderes, esse 1º Encontro serviu de estímulo para o surgimento de outros movimentos em defesa da vida e da família, além de uma maior divulgação de informações sobre aborto, educação sexual, homossexualismo, planejamento familiar natural, esterilização, projetos dos grupos internacionais para o Brasil, projetos de aborto no Congresso Nacional etc.

Atualmente os dirigentes desses movimentos insistem na realização de um 2º Encontro Nacional para atualização de informações e treinamento de líderes.

A organização de um Conselho Nacional Pró-Vida e Pró-Família, proposta no 1º Encontro Nacional, ainda não se concretizou por falta de condições diversas.

2. O papel da PROVIDAFAMÍLIA

A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família – PROVIDAFAMÍLIA, legalmente constituída, com estatutos aprovados e registrados, possui sua sede nacional em Brasília em uma sala da Cúria, cedida pelo Cardeal-Arcebispo, D. José Freire Falcão.

Com o apoio da Human Life International o escritório foi mobiliado equipado, dispondo de um computador 486, TV de 14’, video-cassete, impressora lazer e uma mini-copiadora. Apesar de instalado devidamente, o escritório funciona precariamente por absoluta falta de pessoal auxiliar. Os poucos voluntários (trabalhos em horas ou dias por semana) necessitariam de alguém que pudesse atendê-los. A impossibilidade de termos uma secretária obrigou o presidente da PROVIDAFAMÍLIA a trabalhar no escritório particular de sua residência, onde mantém contatos diversos (via fax, internet etc) com movimentos e organizações no Brasil e no Exterior.

Principais atividades da PROVIDAFAMÍLIA:

a) acompanhamento de projetos de lei, de interesse da vida e da família, no Congresso Nacional;

b) elaboração editoração e expedição do Boletim Informativo de periodicidade bi-mensal que é enviado a todos os bispos brsileiros, aos parlamentares federais e do Distrito Federal, aos movimentos pró-vida e a app. 350 assinantes. A ediçao atual é de 2.000 exemplares.

c) intercâmbio com várias organizações pró-vida no país e no Exterior;

d) manutenção de correspondência e fornecimento de documentação e de material (filmes, folhetos diversos) aos movimentos pró-vida brasileiros;

e) palestras, conferências e participação em seminários, além de orientação de estudantes secundários em seus trabalhos sobre aborto, planejamento familiar, controle de população, etc.

f) tradução e reprodução de documentos diversos.

Grande é o esforço para manter parte ou a totalidade dessas atividades face a escassez de recursos financeiros e de pessoal. A Human Life International que no princípio deu todo apoio, há dois anos deixou de nos ajudar financeiramente, possivelmente em função de dificuldades financeiras que atravessa. Continua, entretanto, a nos enviar seus boletins e algum material de documentação.

A ALAFA – Alianza Latinoamericana para a Família, também no início nos apoiou com alguma contribuição.

Poucos associados contribuem e as doações são poucas. Possivelmente, no futuro, quando podermos encaminhar a documentação para declaração de utilidade pública tenhamos mais ingressos de recursos pela possibilidade de descontar as contribuições na declaração do imposto de renda.

Apesar das dificuldades, a PROVIDAFAMÍLIA continua (não se sabe até quando) a motivar e incentivar outros movimentos que trabalham em defesa da vida e a distribuir informações e documentação recebidas de vários outros movimentos do Exterior.

Várias instituições e pessoas, no Brasil, colaboram com os grupos antivida por estarem desinformadas. Por isso acreditamos que o melhor trabalho que se pode fazer em defesa da vida e da família, no momento, é a difusão de informações, além do apoio às mães que desesperadas procuram o aborto.

3. Propostas de trabalho

Diante do quadro atual, acreditamos que um efetivo trabalho em defesa da vida deveria considerar:

a) a necessidade de um maior apoio aos movimentos que trabalham em defesa da vida, independentemente de confissão religiosa;

b) a necessidade de um conselho ou comissão nacional para coordenar esforços e dar mais eficácia ao trabalho desenvolvido;

c) a realização de encontros (ou mesmo congressos) nacional ou regionais dos movimentos pró-vida;

d) organização, em cada diocese, de um movimento em defesa da vida, com pessoal treinado para trabalhos como: orientação de métodos naturais de planejamento familiar, atendimento e apoio às mães que procuram o aborto, promover e realizar palestras sobre aborto, educação sexual, contracepção e suas consequências, etc;

e) apoio ao escritório central para: melhor acompanhar projetos de lei no Congresso Nacional, traduzir e difundir documentos, manter intercâmbio com organizações pró-vida no País e Exterior.

SITUAÇÃO DOS ATAQUES À VIDA E À FAMÍLIA NO BRASIL

Sendo o Brasil o maior país da América Latina e exercendo uma liderança natural no continente, os grupos anti-vida concentram seus projetos e recursos nesse país. Isso constitui uma estratégia para levar a contracepção, o aborto, a esterilização, a educação sexual hedonista e a legalização da união de pessoas do mesmo sexo, aos demais países da América Latina.

Segundo o Inventário dos Projetos de População foram investidos nesses últimos 5 anos, no Brasil, 836 milhões de dólares pelos diversos organismos e instituições internacionais promotoras do controle de população.

Por outro lado, app. 60 organizações nacionais existem para a realização desses projetos.

O que preocupa é a estratégia de envolvimento de pessoas e organizações, adotada por aquelas instituições. Os defensores da “cultura da morte” estão nas ante-salas do Poder, nas universidades e até mesmo em instituições que, por princípio, defendem a vida e os valores morais da sociedade. Em alguns casos líderes de ONGs financiadas por aquelas organizações são dirigentes de órgãos públicos na área de educação e de saúde.

Junto ao Congresso Nacional funciona um forte “lobby” representado por uma organização feminista – O Centro Feminista de Estudos e Assessoria, CFÊMEA, que trabalha para legalização, da contracepção, do aborto, da união civil de homossexuais, esterilização etc. O CFÊMEA conta com uma grande soma de recursos do UNICEF, do FNUAP, da UNIFEM, da Fundação MacArthur, Fundação Ford etc. Só dessa ultima fundação, recebeu em 1995 um total de $170 mil, conforme documento nos arquivos da PROVIDAFAMÍLIA. A equipe técnica do CFÊMEA é especializada em processo legislativo e manobra, com os deputados do Grupo de População e Desenvolvimento (GEPD), as votações de projetos de lei de seu interesse.

Por outro lado, a instalação no Brasil, das “Católicas pelo Direito a Decidir” tem levado a leigos e até mesmo a evangélicos e padres a defenderem o aborto, a contracepção e a se oporem à doutrina da Igreja. Essa organização também tem trabalhado no Congresso Nacional, defendendo a aprovação de projetos de lei do aborto.

O programa de “educação sexual” defendido por esses grupos já se encontra aprovado pelo Ministério da Educação (e poucos sabem disso). Centenas de “professores de educação sexual” já foram formados. Muitos deles já ministram aulas e técnicas em escolas públicas. Livros para formação de professores, cartilhas (até mesmo de conteúdo pornográfico) para estudantes de 1º e 2º graus já foram editadas e muitas delas já distribuídas. Usando de subterfúgios até mesmo em escolas católicas esses “professores” já proferem palestras e distribuem folhetos sobre educação sexual com as denominações mais diversas “educação para a vida familiar”, “educação para a saúde”, etc.

Por outro lado, edição e distribuição de livros e material audio-visual de autores diversos comprometidos com os grupos defensores da “cultura da morte”, por livrarias católicas levam ao público informações distorcidas da doutrina da Igreja. Alguns dessas autoras são militantes do grupo “Católicas pelo Direito a Decidir”. São publicações relacionadas à educação sexual, sexo livre, uso de “camisinhas”, aborto, contracepção, etc.

A situação é muito séria no Brasil. Se alguma coisa não for feita a curto prazo, não há dúvida de termos, muito breve, a destruição dos valores cristãos, a legalização do aborto, da união de homossexuais, a esterilização, a educação sexual hedonista e todas os demais projetos antivida implantados em toda a América Latina.

4. O que fazer?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB reiteradas vezes tem se manifestado contrária aos projetos de aborto, de esterilização, da união civil de pessoas do mesmo sexo. A declaração da última assembléia geral tratou disso. O Setor de Família da CNBB está sempre alerta às investidas dos promotores da “cultura da morte”. Artigos são escritos pelos cardeais, D. Eugênio Sales, D. Lucas Moreira Neves, D. José Freire Falcão e outros bispos. D. Manoel Pestana, de Anápolis promoveu uma carreata até o Congresso Nacional para protestar contra a aprovação de leis abortistas.

Outras organizações também tem feito alguma coisa com um certo esforço.

Os espíritas, através de sua Federação Nacional e federações estaduais têm trabalhado contra o aborto, os métodos artificiais de planejamento familiar, a educação sexual hedonista e a esterilização etc.

Os esotéricos têm feito campanhas junto aos congressistas para não aprovação dos projetos antivida. Além disso realizam seminários para debates dos assuntos.

Os diversos movimentos pró-vida têm trabalhado, como podem, para a defesa da vida e da família, apesar da falta de recursos e de maiores informações sobre o assunto.

Julgamos que isso não é suficiente, se providências outras não forem tomadas.

Acredito que não se pode mais contribuir, com a omissão, para os projetos antivida.

Se estamos com a verdade e temos toda uma doutrina estabelecida devemos agir para o bem da Igreja e o bem comum do Povo de Deus que a ela é confiado.

Nesse sentido algumas providências deveriam ser tomadas:

a) afastar a influência dos assessores do UNICEF em nossa Conferência Episcopal, especialmente na Pastoral da Criança. É ingenuidade pensar que essa organização fornece recursos sem levar em conta seus propósitos antivida. Como justificar o trabalho conjunto com uma organização que financia o “lobby” do aborto no Congresso Nacional? Acaba-se por confundir as coisas e até pessoas que trabalham num local estejam trabalhando em outro (veja-se o caso de jornalista).

Igualmente, o convênio com o Fundo de População da ONU (FNUAP) para produção de material de divulgação (vídeos o programas gravados) quando é público que essa organização é a maior organização da ONU promotora do aborto e da contracepção no mundo. Ao menos devemos ser coerentes.

Caso deseje a CNBB continuar com seu trabalho social com a criança deveria reescrever seus manuais, e reeditar seu material audio-visual para ajustar à doutrina. Não é possível continuar pregando a contracepção, os métodos artificiais de planejamento familiar em programas de rádio e nos manuais para líderes comunitários. Mesmo que essa providência viesse resultar em cortes de recursos para a área social estaríamos coerentes com a doutrina. Afinal, nossa meta é a evangelização. O atendimento médico-social é dever do Estado através de seus órgãos competentes (Ministério da Saúde e da Educação). Enquanto nossos lideres comunitários cuidam de vacinar, pesar criança e atender a gestantes, não divulgamos através deles a doutrina, os documentos da Igreja e não se orienta as famílias para a prática dos métodos naturais de planejamento familiar.

b) destituir do estado clerical o padre que publicamente pregue o aborto. Não é possível que sacerdotes publiquem matérias em jornal, dê entrevistas na TV, participem de vídeos educativos defendendo o aborto e sua legalização e continuem a exercer o ministério. Isto é uma afronta à doutrina da Igreja e ao nosso Santo Padre que luta em defesa dos nascituros.

c) que se proíba as editoras católicas de publicarem e a distribuírem livros, vídeos, e material educativo, contrários à doutrina da Igreja, inclusive livros das “Católicas pelo Direito à Decidir”. Ou, pelo menos, que não sejam denominadas de católicas.

d) que se leve aos parlamentares católicos, comprometidos com a doutrina, informações sobre a “cultura da morte” e seus promotores. Os parlamentares precisam ser mais assistidos em seu trabalho parlamentar, pelo menos para não serem levados a acreditar no argumento do “lobby” controlista.

e) promover reunião com parlamentares católicos com o objetivo de expor-lhes o pensamento da Igreja no que se refere ao aborto, a contracepção, à educação sexual, à eutanásia, à união de pessoas do mesmo sexo etc.

Observação: Não podemos cair na “armadilha” que foi preparada, ou utilizada pelo “lobby pró-aborto”. Organizou-se um Grupo Parlamentar Católico, sob a coordenação de um deputado católico (com forte “jogo político”). Esse grupo reunia parlamentares assessorados pelo CFÊMEA- Centro Feminista de Estudos e Assessoria (lobby abortista) e integrado por conhecidas parlamentares militantes feministas, defensoras do aborto. Estrategicamente, alguns deles eram escolhidos para relatar projetos de lei de interesse dos grupos antinatalistas. Quando da votação de tais projetos o CFÊMEA divulgava entre os parlamentares que a Igreja apoiava tal projeto, ou teria negociado aquela redação. “Vejam o deputado tal, participa do Grupo de Parlamentares Católicos (GPC) e vota pela aprovação do Projeto”. Foi isso que aconteceu com o Projeto de Lei de Planejamento Familiar em que a esterilização foi incluída como um dos métodos. No caso o Senador Lúcio Alcântara, membro do GPC, foi o relator e deu parecer favorável à aprovação da esterilização como método de planejamento familiar. Nesse episódio o CFÊMEA distribuiu correspondência a todos os parlamentares afirmando que o projeto havia sido negociado com a Igreja Católica. Felizmente D. Cláudio Hummes, Responsável pelo Setor Família da CNBB, teve conhecimento dessa correspondência e enviou a todos os deputados e senadores um contundente desmentido. Nesse caso a CNBB deveria ser melhor assessorada para selecionar seu canal de comunicação com o Congresso Nacional.

f) Necessitaria um maior esforço da CNBB, juntamente com outras organizações defensoras da vida e dos valores morais, para enfrentar o inimigo comum. É sabido que a maioria da igrejas evangélicas defendem a vida e combatem a contracepção, os espíritas e esotéricos defendem a todo o custo a vida e os valores morais e são contrários a contracepção e aos métodos artificiais de planejamento familiar. Embora nem todos estejam informados sobre o perigo que corremos poderiam ser esclarecidos sobre os projetos e estratégias antivida. A união faz a força!

g) Sugere-se que a CNBB faça reuniões regionais para debate e esclarecimento sobre a encíclica “Evangelium Vitae”. Nessas reuniões os bispos e principalmente os padres seriam estimulados a divulgar, em suas paróquias, aquele documento e a falarem sobre os atentados à vida e à família, oferecendo a seus paroquianos “pistas” de trabalho pastoral em favor da vida e dos valores cristãos da família. Assim, seriam formados grupos de atendimento à mulher que procura o aborto, grupo de orientação para uso de métodos naturais de planejamento familiar, grupos de estudos sobre documentos da Igreja relacionados com a defesa da vida, da família e da formação de jovens. O Pontifício Conselho para a Família tem importantes documentos sobre o assunto, infelizmente ignorados por muitos, inclusive por padres.

h) É muito importante que esclareçamos os médicos sobre o uso dos métodos naturais de planejamento familiar e os efeitos dos anticonceptivos para a criança por nascer. É incrível, mas os ginecologistas e obstetras, de uma maneira geral, desconhecem os efeitos abortivos de certos métodos artificiais. Por essa razão, médicos católicos praticantes, participantes de movimentos de Igreja receitam DIUs, pílulas etc. Sugere-se, como já tem feito algumas dioceses, cursos e seminários sobre planejamento familiar para médicos e pessoal de saúde. A BEMFAM patrocina cursos de planejamento familiar, em larga escala para o pessoal de saúde, muitas vezes desde o 3º ano de medicina. Nossos médicos são formados para receitar métodos anticoncepcionais!

g) A elaboração de um Curso sobre a Sexualidade Humana para as escolas católicas seria uma boa alternativa à educação sexual hedonista em curso nas escolas públicas que está sendo impingido às escolas privadas. Nesse particular a organização evangélica “Focus on the Family” elaborou um curso sobre a castidade denominado “El sexo las mentiras y… la verdade”. Esse curso com manual para o professor e recurso audio-visual (filme) já foi adotado por alguns países da América Latina. O Pontifício Conselho para a Família tem um recente documento sobre o assunto: Sexualidade Humana – Verdades e Significado: Orientação para oas pais”.

Conclusão

Diante do exposto, podemos afirmar que é terrível a situação dos atentados à vida e à família, no Brasil. O perigo de que venham a ser legalizados o aborto, a esterilização, a união civil de homossexuais, a educação sexual voltada para o sexo livre, o aborto e a contracepção é um perigo real e a curto prazo. Como estratégia para se conseguir a legalização do aborto já foram implantados em alguns hospitais do país o programa denominado “aborto legal” com o objetivo de fazer abortos nos casos de estupro, risco de vida da mãe e nas adolescentes, a pedido, até os 14 anos de idade.

Preocupa a legalização desses ou de pelo menos alguns desses procedimentos antivida antes de visita do Santo Padre ao Brasil em outubro/97. Seria um desastre para nós católicos que os promotores da “cultura da morte” apresentem como trunfo a aprovação de projetos de lei que contemplem aqueles eventos. Como, aliás, já conseguiram legalizar a contracepção, com a aprovação da lei que dispõe sobre o Planejamento Familiar, nitidamente de conteúdo anticonceptivo.

Não podemos arriscar. Há no Congresso Nacional, pelo menos 8 projetos de lei para legalizar o aborto, desde por má formação fetal até a total liberação dessa prática. Projetos outros para legalização da união civil de homossexuais, fecundação artificial assistida, educação sexual etc, tramitam normalmente no Congresso Nacional assistidos por lobistas muito bem financiados. A esterilização de homens e mulheres já foi aprovada e vetada pelo Presidente da República. Agora o Congresso aprecia o veto. Há forte lobby, inclusive estimulado pela Primeira Dama para rejeição desse veto.

Espera-se da Igreja, no Brasil, uma ação mais concreta em defesa da vida e dos valores éticos e morais da sociedade.

Que o Senhor da Vida nos ajude nessa árdua tarefa!

 
 
 
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