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A escuridão durante a crucificação de Jesus Nos nos 3 evangelhos, é relatado que houve uma grande escuridão durante a crucificação de Jesus (Mateus 27:45, Marcos 15:33, Lucas 23:44–45). E esse evento histórico também é confirmado por fontes extra-bíblicas como os historiadores Flegon, Talo e Julio Africano. Tanto o orador romano Júlio Africano e o teólogo cristão Orígenes se referem ao historiador grego Flégon como tendo escrito “a respeito do eclipse durante o tempo de Tibério, em cujo reinado Jesus parece ter sido crucificado, e aos grandes terremotos que ocorreram”[1]. Júlio Africano se refere ainda às obras do historiador Talo ao negar a possibilidade de um eclipse solar: “Esta escuridão que Talo, no terceiro livro de sua “História”, chama, para mim sem razão, de um eclipse solar. Pois os hebreus celebram a Páscoa no décimo-quarto dia de acordo com a lua e a Paixão de nosso Salvador cai no dia anterior à Páscoa; mas um eclipse do sol ocorre apenas quando a lua entra na frente do sol”[2] . Um eclipse solar ocorrendo juntamente com uma lua cheia é uma impossibilidade científica. O apologista cristão Tertuliano escreveu “Na mesma hora, também, a luz do dia foi retirada, quando o sol, na mesma hora, estava no seu fulgor meridiano. Os que não sabem que isto foi previsto sobre Cristo, sem dúvida acreditam que se tratou de um eclipse. Vocês próprios tem um relato do augúrio mundial em vossos arquivos”[3] . A escuridão foi reportada em lugares tão distantes quanto Heliópolis e, aparentemente, a ocorrência sobrenatural também foi citada por São Paulo ao converter Dionísio ao cristianismo.[4]

Muitos céticos perguntam por que o Evangelho de João não menciona a escuridão na crucificação. Simon Greenleaf, da Harvard Law School, diz: Há bastante discrepância de mostrar que não poderia ter havido nenhuma combinação anterior entre eles; e ao mesmo tempo tão substancial acordo quanto a mostrar que eles eram todos os narradores independentes do mesmo fato.Isso só contribui para a confiabilidade da narrativa.”[5] Muitos céticos também perguntam por que outros historiadores tais como Josefo, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem deixam de mencionar a escuridão. Mas os céticos estão a cometer a falácia de argumentar a partir do silêncio. Não é razoável esperar que cada escritor contemporâneo pudesse e quisesse incluir cada evento que aconteceu e há boas razões para não esperar que esses autores específicos de mencionar a escuridão. O que temos é uma coleção de relatos, historicamente confiáveis e altamente respeitados de fontes para a escuridão durante a crucificação. Então não há motivos para se duvidar do relato bíblico, mais uma vez a Bíblia se mostra historicamente confiável e precisa.

Fontes: [1] Maier, Paul. Pontius Pilate (Wheaton, Ill.: Tyndale House, 1968), p. 366. Phlegon’s citation is a fragment from Olympiades he Chronika 13, ed. Otto Keller, Rerum Naturalium Scriptores Graeci Minores, 1 (Leipzig Teurber, 1877), p. 101. [2] Donaldson, Coxe (1888). The ante-Nicene fathers 6 (New York: The Christian Literature Publishing Co.). p. 136 [3] “21”. Apologeticum – Tertuliano [4] Parker, John (1897). “Letter VII. Section II. To Polycarp–Hierarch. & Letter XI. Dionysius to Apollophanes, Philosopher.”. The Works of Dionysius the Arepagite (London: James Parker and Co.). [5] Greenleaf, Simon. The Testimony of the Evangelists, vii, Baker, Grand Rapids, MI, 1984.

 
 
 

Não muito tempo atrás, alguns estudiosos questionavam a existência de Pôncio Pilatos, e tentavam colocar em cheque a credibilidade histórica da Bíblia.

Pôncio Pilatos foi o quinto governador da Judéia romana. Foi sob o governo de Pilatos que Jesus foi crucificado (Mt 27.2). Ele foi nomeado pelo imperador Tibério em 26 AD e “retirado do cargo” por Vitélio, governador romano da Síria, em 37 AD, após “abater” alguns samaritanos no Monte Gerizim. Existem diversas evidências da existência de Pilatos: – Pilatos é mencionado pelos historiadores Flavio Josefo, Filo e Tácitus; – Foram encontradas moedas cunhadas durante o seu governo; – Em 1961, foi encontrada, em escavações na Cesaréia, uma pedra dedicatória que confirma a existência de Pilatos.

Vamos falar sobre essa última. Em junho de 1961 arqueólogos italianos liderados pelo Dr. Frova, estavam escavando um antigo anfiteatro romano perto de Cesareia Marítima e descobriram este interessante bloco de calcário. No rosto está uma inscrição monumental que faz parte de uma dedicação maior a Tibério César (imperador romano), que claramente diz que era de “Pôncio Pilatos, Prefeito da Judeia”. A pedra possui uma inscrição de três linhas:

Tiberieum [Pon]tius Pilatus [Praef]ectus Iuda[eae]

Em português: Tibério [o imperador romano do período] Pôncio Pilatos Prefeito da Judéia.

A inscrição não somente confirma a historicidade de Pilatos, mas clarifica o título que ele possuía como governador. A pedra encontra-se em exposição no Museu de Israel em Jerusalém. Cada vez mais a arqueologia e a história trazem luz a verdade que já sabemos, a Bíblia é de fato confiável em seu conteúdo e as evidências cada vez mais provam isso.

Fontes: Roberts, op. cit., p.152. http://www.bible-history.com/empires/pilate.html

 
 
 

O império romano tentou civilizar o mundo bárbaro, impor seu valores, filosofias, e iluminar a escuridão daqueles que outrora andavam em trevas. Mas na verdade a força devastadora que foi a responsável pela completa revolução e fez dissipar todo traço de escuridão do mundo antigo foi o cristianismo. O cristianismo trouxe vida aonde putrefação moral era latente, uma sociedade em franca decadência se deparou com a força mais ávida e impetuosa que a história já tinha visto. Cristo e César se encontraram nas arenas do império, os imperadores munidos de toda a força bruta que o mundo antigo poderia proporcionar, os cristãos apenas com o fogo Santo que ardia em seus corações. A espada não prevaleceu contra o Verbo, o sangue dos mártires irrigou a semente que em breve iria cobrir todo o império e o mundo.

Os ideais cristãos de igualdade, amor ao próximo e a história de redenção do homem em Jesus Cristo eram chocantes e ao mesmo tempo impressionantes. Conseguiu satisfazer as necessidades da alma humana como nenhum ritual pagão jamais foi capaz. Aos poucos, mesmo sob forte perseguição, o amor triunfaria e a sociedade romana seria substituída pelo povo da cruz.

Uma cena que talvez ilustre o processo civilizatório cristão sobre Roma pode ser o imperador Teodósio, que após massacrar milhares de pessoas numa arena em Tessalônica, se veste de pano de saco, e de joelhos implora o perdão diante de Santo Ambrósio, o grande Bispo de Milão. Quem jamais imaginaria tal cena?!

O tempo passa e a história humana sempre se repete, impérios tem seu auge e seu fim, muito poderosos que já reinaram sobre a terra hoje são esquecidos, mas o Reino dos céus permanece intacto, e o Reis do Reis está em seu sublime trono e esse império jamais terá fim.

Ramon Serrano

 
 
 
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