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As mulheres tiveram um papel ativo e fundamental na conversão dos primeiros reinos cristãos da Europa. A historiadora Regine Pernoud afirma: “ É extraordinário verificar o papel ativo que as mulheres tiveram no domínio da evangelização, numa época em que o Ocidente hesitava entre o paganismo, arianismo e a fé cristã.”

Como por exemplo a rainha Clotilde (545 d.C), que teve papel essencial na conversão de Clóvis, reis dos francos, tornando a Gália (futura França) no primeiro reino cristão da história, facilitando assim a penetração do evangelho por toda Europa. Ou então Teodolinda que no século VI era casada com o ariano Agilulfo, tendo o levado ao batismo e criado todos seus filhos na fé cristã, sendo muito importante para a fé no Norte da Itália. Na Espanha, temos Teodósia (753 d.C) que leva o evangelho ao duque de Toledo. Na Inglaterra, Berta faz com que o seu marido, o rei Etelberto, conheça o evangelho e seja batizado.

Essas mulheres, assim como muitas outras, foram semeadoras do evangelho em seus lares, ajudando a transformar a história da Igreja. No mundo antigo, o cristianismo era a única religião que atribuía valor a elas. A Escritura nos ensina que as mulheres, assim como os homens, são criadas à imagem e semelhança de Deus e tem a mesma dignidade perante o Criador. O evangelho foi a força transformadora de toda cultura ocidental, libertando a mulher de uma condição inferior, e restaurando a dignidade de ter sido criada à imagem e semelhança de Deus e por quem esse mesmo Deus enviou seu Filho como sacrifício pelo pecado. As mulheres enfrentaram dificuldades e injustiças através da história? Claro! E por que ficariam livres? Nesse mundo de pecado ninguém foi poupado. A história nos prova que o sofrimento não é exclusivo de uma classe social, sexo ou etnia, pois “todos pecaram” (Rm 3:9). Não foi necessário nenhum movimento ideológico para libertar a mulher, bastou o Evangelho de Cristo. O evangelho é nossa única esperança concreta de redenção nesse mundo caído!

Fonte: Regine Pernoud, A mulher no tempo das catedrais Mais indicações sobre o assunto: Regine Pernoud — Luz Sobre a Idade Média Ricardo da Costa — Ensaios da História Medieval Henri Daniel-Rops — História da Igreja de Cristo — Vol. 02 — A Igreja dos tempos bárbaros

WRITTEN BY Ramon Serrano

 
 
 

SÁBADO OU DOMINGO?

Provando o culto dominical a partir da Bíblia e da história cristã.

Para ir direto ao assunto nessa polêmica, vamos usar o Novo Testamento e os escritos da Patrística para provar que o Domingo é a plenitude do antigo sábado judaico, assim como a Lei era a prefiguração da perfeição da Nova Aliança em Cristo. No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir do pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou 0 seu discurso até a meia-noite.(Atos 20:7)

«…primeiro dia da semana…» Era o domingo; portanto, um culto em dia de domingo estava tendo início. Esta última alternativa mui provavelmente mostra o que realmente sucedeu. Assim sendo, o dia seguinte, em que Paulo partiu, seria uma segunda-feira pela manhã. Temos aqui uma referência a reuniões dominicais? «…com o fim de partir o pão…»

Esta passagem é interessante e importante, no que tange aos primitivos hábitos dos crentes se reunirem para a sua adoração regular em um primeiro dia de semana. Devemos observar que essa reunião ocorreu em um primeiro dia da semana, ou domingo, e que foi uma reunião formal dos cristãos, para algum propósito, o que fica demonstrado pelo fato de que tiveram a cerimônia do partir do pão, isto é, da Ceia do Senhor. Antes dessa ocasião o apóstolo havia escrito instruções sobre a celebração da Ceia do Senhor ou eucaristia (ver I Cor. 11:17 e s.), pelo que também sabemos que esse rito  já havia sido estabelecido na igreja cristã como uma observância formal, como parte da liturgia do cristianismo. Isso serve, por semelhante modo, de indicação do fato de que o domingo já se tornara um dia importante para os cristãos primitivos, sem dúvida alguma por causa da ressurreição do Senhor Jesus naquele dia.

Também devemos notar que, quando foi escrito o livro de Apocalipse, o domingo era chamado dia do Senhor (“No dia do Senhor (domingo), fui movido pelo Espírito…”. Apoc. 1:10). Essa modificação no dia da adoração—do sábado para o domingo—não ocorreu por qualquer decreto de um concilio; pelo contrário, verificou-se gradualmente, na prática de todos os dias. Pelo início do segundo século de nossa era Inácio, bispo de Antioquia, em sua epístola aos Magnésios, mostra o costume de se reunirem os cristãos regularmente para adorarem em dia de domingo, esse fato estava firmemente estabelecido em toda a parte. “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o sábado, mas sim o Dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte.”(Aos Magnésios 9,1).

A adoração cristã regular, em dia de domingo, é apropriada. Estas são as palavras de A.S. Wood (The New Bible Dictionary, pág. 746) a respeito: “A adoração cristã é essencialmente uma ‘anamesis’ ou ‘memória’ do grande acontecimento da páscoa, que revelou o triunfo do propósito remidor de Deus. Isso explica a nota prevalente de júbilo e louvor. O primeiro dia da semana também é apropriado em face de relembrar 0 dia inicial da criação, quando Deus criou a luz, bem porque o Pentecoste cristão caiu em um domingo. Outrossim, bem pode ter feito parte das expectações da igreja primitiva que a volta de nosso Senhor tivesse lugar em seu próprio dia”.

A primeira indicação bíblica ou outra de que dispomos, no sentido de que os primitivos cristãos se reuniam aos domingos, fica em I Cor. 16:1,2, ainda que esta passagem de Atos (20:7) seja mais explícita no tocante à realização de adorações regulares naquele dia. Nas páginas do N.T. não há qualquer indicação sobre controvérsia acerca do sábado.

Temos também os escritos de Justino Mártir (140 D.C.) em sua Apologia (ii.98), escreveu como segue: ” Aos domingos efetuamos nossa reunião conjunta, pois o primeiro dia é,aquele em que Deus, tendo removido as trevas, fez o mundo, e Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos. “No dia anterior ao sábado, crucificaram-no; no dia depois do sábado, o domingo, tendo aparecido para os seus apóstolos, ele ensinou».”

Podemos observar que o domingo não somente foi destacado como o dia de adoração da igreja primitiva, mas também que a sexta-feira é declarada como o dia da crucificação, contra a opinião de alguns estudiosos modernos, que dão preferência à quarta ou quinta-feira.

Tertuliano (200 D.C.) em sua coron. iii disse: ” No dia do Senhor consideramos errôneo jejuar”. Melito, bispo de Sardes (século II D.C.), escreveu um livro a respeito do Dia do Senhor, de conformidade com Eusébio, o grande primeiro historiador eclesiástico (ver História Eclesiástica iv.26).

São Jerônimo (420D .C), disse: “O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai.” (CCL, 78,550,52)

Portanto  como podemos ver, “O Dia do Senhor”, após a ressurreição de Cristo era o domingo. O domingo, desde os tempos de Atos dos Apóstolos era considerado como dia de adoração, substituindo o sábado judaico. Não foi a toa que Paulo sempre encontrou resistência dos judaizantes, mas a história cristã é bem clara quanto a essa questão, a tradição dominical remonta ao período apostólico e foi seguida pelos bispos dos períodos posteriores durante toda a história.

 
 
 

Muito é dito sobre o caso Galileu e a Igreja Católica. Uns dizem que ele foi queimado pela inquisição, outros que ele foi torturado e preso. Mas tudo isso são apenas lendas sem fundamento histórico.


Vamos analisar o que de fato aconteceu.


Nos dias de Galileu, a visão predominante na astronomia era o modelo inicialmente proposto por Aristóteles e desenvolvido mais tarde por Cláudio Ptolomeu, onde o Sol e os planetas giravam em torno da Terra. O sistema Ptolomaico foi o paradigma dominante durante mais de 1400 anos adotado pela maioria dos cientistas da época, até que um cónego da Igreja Católica, chamado Nicolau Copérnico, publicou a sua obra pioneira com o nome “De revolutionibus orbium coelestium” (“Da revolução de esferas celestes”), que tratava do heliocentrismo, visão que ia de encontro total com a visão dominante da época. Copérnico atrasou a sua publicação durante vários anos devido aos seus receios de ser ridicularizado pela comunidade científica, mas quando o fez, enviou uma cópia do seu trabalho ao papa, por quem foi bastante elogiado.

Por essa altura, o mundo acadêmico pertencia aos Aristotélicos e eles não tinham planos de deixar este absurdo passar pelo seu processo “crítico”.


Foi nesse contexto que chegou Galileu. É preciso dizer que ele era um homem de personalidade forte, teimoso e muito vaidoso. Na verdade, seus problemas com o papa Urbano VIII foram exatamente por isso e pouco tiveram a ver com ciência.


Muito antes de se tornar o Papa Urbano VIII (1623 a 1644), enquanto ainda era o cardeal Maffeo Barberini, o futuro papa conhecia e gostava de Galileu. Em 1623, quando Galileu publicou seu livro The Assayer ( II Saggiatore), Galileu o dedicou ao cardeal Barberini. Assayer foi principalmente um ataque contra Orazio Grassi, um jesuíta matemático que havia publicado um estudo que (corretamente) tratava cometas como pequenos corpos celestes; Galileu ridicularizou essa afirmação, argumentando erroneamente que os cometas eram apenas reflexões sobre os vapores decorrentes da terra. Galileu inclusive pediu ao Papa que escrevesse um poema sobre a glória da astronomia.


Se eles eram amigos, então o que deu errado?


Em 1610, Galileu usou o seu telescópio para fazer algumas descobertas que colocaram em cheque a cosmologia Aristoteliana, mas não o suficiente para derruba-la. Porém, Galileu passou a desdenhar da teoria em vigor em público, o que irritou profundamente grande parte da comunidade científica da época. Galileu, no entanto, nunca chegou a apresentar evidências empíricas para apoiar a sua teoria.


Ou seja, Galileu pretendia abalar uma das maiores crenças científicas da época sem ter razões convincentes para tal, seria como alguém negar hoje em dia uma teoria científica bem aceita, sem apresentar provas bem convincentes para sustentar tal afirmação.

Galileu chega ao absurdo de elaborar a teoria das marés, para demonstrar que o movimento das marés era resultado do movimento da Terra ao redor do sol. O que hoje é reconhecidamente como errôneo.

 A confusão chegou a Igreja, e para tentar convence-los, Galileu não se limitava a afirmar proposições de astronomia, mas introduzia-se no setor da exegese bíblica, tentando assim convencer os teólogos católicos.


Em 1615, o Cardeal Robert Bellarmine, educadamente apresentou a Galileu a opção de provar sua teoria com fatos, ou então parar de ensina-la como verdade absoluta, e sim como mais uma teoria.


Galileu, no entanto, não estava com disposição para abandonar as coisas, e para irritação geral, voltou a forçar o assunto. Ele apelou ao papa Urbano VIII, que era um homem culto e amante das ciências naturais, mas que não se sentiu convencido pelos argumentos de Galileu. Os jesuítas, eminentes cientistas da época e defensores de Galileu, tentam mostrar-lhe seus erros, mas Galileu passou a ataca-los.


Depois disto, Galileu escreveu “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (“Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”), onde ele iria apresentar o ponto de vista de Copérnico e o de Ptolomeu em três personagens distintos, dentre eles, ele fez uma alusão ao papa como um homem ignorante e simplório, retratado no personagem Simplício. O papa não gostou nada.


Galileu, que era agora velho e adoentado, foi mais uma vez chamado perante a Inquisição, e ao contrário da maioria das pessoas acusadas de heresia, ele foi tratado de uma forma surpreendentemente benevolente. Enquanto esperava pelo julgamento, Galileu foi alojado num apartamento luxuoso com vista para os jardins do Vaticano, e foi colocado ao seu dispor um criado pessoal.


A sentença de Galileu foi a dele renunciar a sua teoria e viver o resto da sua vida numa agradável casa do campo, perto de Florença. Claramente, o exílio fez-lhe bem, porque foi lá, sob os cuidados da sua filha Maria Celeste, que ele continuou as suas experiências e publicou o seu melhor trabalho científico “Discorsi e dimostrazioni matematiche, intorno à due nuove scienze”.

Por fim, Galileu morreu tranquilamente com a idade madura de 77 anos.

O que dizer disso tudo? Galileu era um cientista brilhante e com um ego maior ainda. Intuitivamente, ele tinha razão sobre suas convicções científicas, mas algumas delas ele não foi capaz de provar, pois não estavam fundamentadas cientificamente, como a teorias das marés, a negação da existência de cometas e etc. Os problemas que ele teve com a Igreja, não tiveram a ver com ciência, pois antes dele, Copérnico havia levantado essa mesma questão.

Não podemos deixar de lembrar que Kepler, Tycho Baché, Blaise Pascal, Pierre Gassendi e muitos jesuítas eram grandes cientistas da época e não tiveram problemas com suas publicações.

Infelizmente essa história ainda é distorcida como um modo de se acusar o cristianismo de ser contra a ciência, mas quem estudou as raízes do desenvolvimento científico, sabe que a ciência como conhecemos hoje nasceu na Europa graças ao cristianismo e não apesar dele.

Referência Bibliográfica: Bearing False Witness, Debunking Centuries of Anti-Catholic History – Rodney Stark

 
 
 
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