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Autor: José Miguel Arráiz Fonte: http://www.apologeticacatolica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto

O dia 22 de outubro de 1844 é componente importante da doutrina escatológica dos Adventistas do Sétimo Dia, já que primeiramente assinalava a data profetizada para a segunda vinda de Cristo e, posteriormente, o início de um evento transcendental para eles: o “Juízo Investigativo”. A chave dessa data encontraria-se oculta no capítulo 8 de Daniel:

Daniel 8: 1. “No terceiro ano do reinado do rei Baltazar, eu, Daniel, tive uma visão após outra, tida anteriormente. 2. Olhei durante a visão e me vi em Susa, a praça forte que encontra-se na província de Elam; olhei na visão e encontrava-me na porta do Ulai. 3. Levantei os olhos para ver e vi um carneiro que estava diante da porta. Tinha dois chifres. Os dois chifres eram altos, porém um era mais do que o outro e o mais alto tinha despontado o último. 4. Vi que o carneiro acometia contra o Oeste, o Norte e o Sul. Nenhuma fera podia resistir-lhe; nada podia escapar ao seu poder. Fazia o que queria e assim se fez grande. 5. Eu estava refletindo e eis que um cabrito veio do Ocidente, percorrendo toda a terra sem tocar o solo. Este cabrito possuía um chifre ‘magnífico’ entre os olhos. 6. Vendo o carneiro de dois chifres que eu havia visto de pé diante da porta, correu até ele com todo o ardor da sua força. 7. Vi como alcançava o carneiro, enfurecido contra ele; atacou o carneiro e lhe quebrou os dois cornos sem que o carneiro tivesse forças para resistir-lhe. Lançou-o por terra e pisoteou-o. Não havia ninguém que libertasse o carneiro de sua mão. 8. O cabrito tornou-se muito grande, mas quando estava na plenitude do seu poder, o grande chifre quebrou e, em seu lugar, despontaram quatro ‘magníficos’ na direção dos quatro ventos do céu. 9. De um deles saiu um chifre, pequeno, que cresceu muito em direção ao Sul, do Oriente e da terra do esplendor. 10. Cresceu até o exército celeste e lançou na terra uma parte do exército e das estrelas, pisoteando-os com seus pés. 11. Chegou, inclusive, até o Chefe do exército, aboliu o sacrifício perpétuo e sacudiu o cimento de seu santuário 12. e ao exército; no lugar do sacrifício colocou a iniquidade e lançou por terra a verdade. Assim agiu e alcançou êxito. 13. Ouvi, então, um santo que falava e outro santo que dizia ao que falava: ‘Até quando a visão: o sacrifício perpétuo, a iniquidade desoladora, o santuário e o exército serão pisoteados?’ 14. Respondeu-lhe: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; depois o santuário será reivindicado’. 15. Enquanto eu, Daniel, contemplava esta visão e tentava compreendê-la, vi imediatamente diante de mim como que uma aparência de homem 16. e ouvi uma voz de homem sobre o Ulai, que gritava: ‘Gabriel, explica-lhe esta visão’. 17. Ele se aproximou do lugar onde eu estava e, quando chegou, fiquei com medo e caí de bruços. Disse-me: ‘Filho de homem, entende: a visão refere-se ao tempo do fim’. 18. Enquanto ele me falava, eu me desvaneci, com o rosto em terra. Ele me tocou e me fez perceber onde estava. 19. Depois, disse: ‘Olha, vou manifestar-lhe o que ocorrerá no fim da ira, porque o fim está fixado. 20. O carneiro que viste, seus dois chifres, são os reis dos medos e dos persas. 21. O cabrito peludo é o rei de Javan; o chifre grande entre os seus olhos é o primeiro rei. 22. O chifre quebrado e os quatro chifres que despontaram em seu lugar são os quatro reinos saídos da sua nação, mas que não terão sua força. 23. E ao fim de seu reinado, quando os pecados atingirem ao grau máximo, surgirá um rei insolente e hábil para enganar. 24. Sua força se tornará poderosa, mas não por sua própria força; tramará coisas inauditas, prosperará em seus empreendimentos, destruirá poderosos e o povo dos santos. 25. E, por sua habilidade, o engano triunfará em suas mãos. Se exaltará em seu coração e, surpreendentemente, destruirá a muitos. Se levantará contra o Príncipe dos príncipes mas, sem que mão alguma intervenha, será destruído. 26. É verdadeira a visão das tardes e manhãs que foi dita, mas tu guardarás em segredo a visão, pois haverá ainda para muitos dias’. 27. Eu, Daniel, desmaiei e fiquei doente durante alguns dias. Depois me levantei para ocupar-me dos assuntos do rei. Permanecia perplexo por causa da visão, que não era possível compreender”.

A interpretação [dos adventistas] parte especificamente dos versículos 13 e 14, onde se diz que o tempo em que o santuário será pisoteado será de “duas mil e trezentas tardes e manhãs” que, para eles, simboliza 2300 anos, contados desde o momento em que saiu o edito para se reedificar Jerusalém (ao que atribuem o ano 457 a.C.). Assim, somando eles 2300 anos a 457 a.C. obtêm o ano 1844.

Pois bem, alguém poderia perguntar: com base em quê eles concluem que estes 2300 anos começam a partir do edito para a reedificação de Jerusalém? A razão é que supõem que como no capítulo 8 de Daniel não se especifica o ponto de partida dos 2300 anos, o anjo Gabriel acaba oferecendo uma explicação um pouco mais adiante, no capítulo 9, versículo 25: “Entende e compreende: desde o momento em que saiu a ordem para reconstruir Jerusalém, até [a chegada do] príncipe Messias, sete semanas e sessenta e duas semanas, praça e fosso serão reconstruídos, mas na angústia dos tempos”.

Como em 1844 não ocorreu a parusia e começaram as deserções que ficaram conhecidas como “o grande desapontamento”, Ellen G. White procedeu ajustes à doutrina pregada pelo fundador do movimento[1] e explicou que este não se equivocara totalmente: o que teria ocorrido nesse dia fora o início do “juízo investigativo”, pelo qual Deus examinará as vidas de todas as pessoas que creram em Jesus, para julgá-las[2].

PROBLEMAS DA EISEGESE ADVENTISTA

A eisegese adventista conta com inúmeros problemas, entre os quais poderíamos mencionar:

1) É uma interpretação fora do contexto. A profecia não faz nenhuma referência ao segundo advento do Messias e tampouco faz menção a algum “juízo investigativo”. Eles entenderam isso porque no versículo 17 menciona-se o “tempo de fim”, no qual será “reivindicado o santuário”. Porém, no versículo 19 se esclarece que isto se refere ao “fim da ira”, expressão que não tem por que se entender daquela outra maneira, como veremos mais adiante.

2) Que o fato de que em alguns textos bíblicos os dias simbolizarem anos[3] não quer dizer que se deva necessariamente aplicar esse critério a toda profecia. Costumeiramente, quando se emprega a palavra “dias” de maneira alegórica, o próprio texto indica que assim se deva entender. Eles adotam o princípio de “1 dia é igual a 1 ano” a partir de textos como Números 14,34 ou Ezequiel 4,6, que estão em um contexto totalmente diferente:

Números 14,34: “Segundo o número de dias que levastes para explorar o país – 40 dias – suportareis 40 anos com vossos pecados, um ano para cada dia. Assim sabereis o que é afastar-se de Mim” – Aqui Deus castiga o povo com 1 ano para cada dia de desobediência, mas disto não se pode tirar um princípio de que em cada texto profético deva-se assumir a equivalência de 1 dia para cada ano.

O mesmo se dá em Ezequiel 4,6: o profeta se encostará do lado direito por 40 dias, em penitência pelos pecados do povo cometidos durante 40 anos:

“Quando tiverdes terminado estes últimos, te encostarás novamente do lado direito e carregarás a culpa da Casa de Judá durante 40 dias (…) Eu te impus 1 dia para cada ano”.

Ao contrário, em Daniel 8,14 há uma ausência absoluta de qualquer menção de que a expressão “tardes e manhãs” deva ser entendida como anos, expressão que denota a sucessão de dias e noites.

Eis que temos, então, duas suposições dos adventistas:


a) Que a expressão “tardes e manhãs” equivale a “dias”; e

b) Que se deve entender aí que 1 dia significa simbolicamente 1 ano.

3) Tampouco existe algo no capítulo 8 de Daniel que indique que esses 2300 dias (que entendem como anos) devam ser contados a partir do edito para a reedificação de Jerusalém. No capítulo 9 de Daniel, o anjo explica uma profecia diferente e não há razão alguma para assumirmos que ambas [as profecias] tenham o mesmo ponto de partida.

4) A explicação que o próprio anjo Gabriel oferece a Daniel nos versículos 20 a 25 é bastante clara e não concorda com a eisegese adventista, mas com a exegese tradicional da Igreja ao longo da História.

EXEGESE ORTODOXA E TRADICIONAL

Uma correta explicação do capítulo 8 de Daniel é fornecida por São Jerônimo, a qual poderíamos resumir da seguinte maneira:

O carneiro de dois chifres, sendo um chifre mais alto que o outro (v.3) representa o Império Persa: nenhum povo podia resistir a este Império; o próprio Daniel identifica este em sua explicação da profecia[4]:

“[Daniel] dá o nome de carneiro a Dario, o tio-avô de Ciro, que sucedeu no trono dos Medos ao seu pai Astiages. Por outro lado, o chifre mais alto que o outro e que tinha brotado depois representa o próprio Ciro, rei dos Medos e Persas após Astiages, seu avô materno, junto com seu tio materno Dario, que em grego recebe o nome de Ciaxares”[5].

O cabrito com um chifre grande representa Alexandre Magno: este obteve a total vitória sobre o Império Persa derrotando primeiro ao rei Dario Dodomano, conquistando depois o Egito, derrotando em Arbela as sobras do Império Persa no ano 331 a.C.:

“Este cabrito, que vinha do Ocidente e que devido à grande velocidade com que avançava parecia não tocar o solo, é Alexandre, rei dos Gregos, que após destruir Tebas, tomou armas contra os Persas e, após uma primeira batalha nas margens do rio Grânico, venceu aos generais de Dario e atacou diretamente o próprio carneiro, rompendo-lhe seus dois chifres, isto é, os Medos e os Persas, lançando-os aos seus pés, submetendo os dois chifres ao seu poder”[6].

– A morte de Alexandre Magno é representada pela quebra do chifre grande: em razão disto, surgem 4 reinos que se formaram do desmembramento de seu Império e que são simbolizados pelos 4 chifres que surgem depois que o chifre grande se quebra:

“O chifre grande é o primeiro rei, Alexandre; uma vez morto na Babilônia, quando contava 32 anos, surgiram em seu lugar 4 generais, que dividiram o Império entre eles: Ptolomeu, filho de Lago, obteve o Egito; Filipe da Macedônia, conhecido também como Arideu, irmão de Alexandre, obteve a Síria e a Babilônia; Seleuco Nicanor, todos os reinos do Oriente; na Ásia, reinou Antígono. Porém, não tinham a sua força; Daniel [8,22] diz: ‘nenhum, com efeito, pôde igualar a grandeza de Alexandre'”.

O chifre pequeno, que aboliu o sacrifício perpétuo, simboliza Antíoco Epifanes:

“‘E no fim dos anos, na Síria, surgirá um rei insolente e hábil em enganar’: Antíoco Epifanes, filho de Seleuco, que também recebeu o nome de Filopator, após ter sido refém em Roma e, sem que o Senado o soubesse, ter-se apoderado do império mediante fraude, enfrentou a Ptolomeu Filometor, isto é, o “meio-dia” e os egípcios[7]; e depois, o Oriente[8], contra aqueles que preparavam levantes na Pésia; finalmente, enfrentou ou judeus e, após tomar a Judeia, entrou em Jerusalém e erigiu uma estátua a Júpiter Olímpico no Templo de Deus[9]. E ‘até o exército do céu’, isto é, os filhos de Israel, protegidos pelos anjos, ‘chegou sua magnificência'[10], de modo que submeteu muitos santos à idolatria e os colocou sob seus pés como se fossem ‘estrelas do céu'[11]; e tudo ocorreu de modo que submeteu ao seu Império o meio-dia e o Oriente, isto é, o Egito e a Pérsia. E quando diz: ‘E se equiparou, inclusive, ao chefe do exército'[12], significa que se levantou contra Deus e perseguiu os seus santos, além de ter abolido o sacrifício perpétuo que se oferecia pela manhã e pela tarde; ‘e contaminou e sacudiu o cimento do santuário'[13]: isto ele não conseguiu graças ao seu valor, mas graças aos pecados do povo. Assim, a verdade foi lançada à terra; e enquanto florescia o culto aos ídolos, se reduzia o respeito a Deus”[15].

As duas mil e trezentas tardes e manhãs correspondem ao tempo que duraria a profanação do Templo: tempo no qual também foi abolido os sacrifícios no Templo:

“‘Até quando a visão será pisoteada: o sacrifício perpétuo, o pecado da desolação que se tem cometido, o santuário e o exército?'[16]. Um anjo perguntou a outro anjo ‘até quando’, por sentença de Deus e sob o reinado de Antíoco na Síria, o Templo ficará desolado e até quando permanecerá a estátua de Júpiter no Templo de Deus. E respondeu-lhe [o outro anjo]: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; após, purificará o santuário'[17]. Leiamos os livros dos Macabeus e a história de Josefo e ali encontraremos escrito que 143 anos depois de Seleuco, que foi o primeiro rei da Síria após Alexandre, Antíoco entrou em Jerusalém e a devastou completamente; três anos depois voltou e colocou no Templo uma estátua de Júpiter. E até Judas Macabeu, isto é, até 148 anos depois, durante os 6 anos que durou a devastação de Jerusalém e os 3 meses em que o Templo foi corrompido, transcorreram-se 2300 dias e 3 meses, findo os quais o Templo foi purificado[18]. E quando se acrescenta que se ‘purificará o santuário’, faz referência à época de Judas Macabeu que, com o apoio dos irmãos e parentes da aldeia de Modim e muitos outros judeus, venceu os generais de Antíoco junto a Emaús, conhecida agora pelo nome de Nicópolis[19]. Ao ouvir isto, Antíoco, que havia se levantado contra ‘o Príncipe dos príncipes’, isto é, ‘o Senhor dos poderosos’ e ‘Rei dos reis'[20], e se encontrava em Elimais, província da Pérsia, com a intenção de espoliar o templo de Diana, que continha valiosos tesouros, ali mesmo pereceu sem qualquer violência, isto é, morreu doente e de tristeza”[21].

Eis aí uma explicação não somente muito mais racional como também cumprida cabalmente, podendo ser verificada na História.

DOUTRINA ADVENTISTA COMPROMETIDA

Mas não é assim que ocorre com as interpretações adventistas, baseadas em suposições, eisegeses e textos fora do contexto, que foram aceitas pelos crentes em razão da “profetiza” Ellen G. White as apoiar com base em “revelações privadas”, às quais atribuía origem divina. O “juízo investigativo” não foi nada mais que o recurso ao qual os adventistas recorreram para justificar sua grande desilusão ao invés de reconhecer seu erro; porém, é um recurso que já caducou, mais difícil de se sustentar a cada dia que passa, pois já entre eles mesmos começam a se perguntar como pode ser possível que esse juízo, nunca mencionado em qualquer parte das Escrituras, dure já 167 anos, considerando que Deus é onisciente e tudo sabe. Alguns se conformam com a desculpa dada por seus líderes: Deus demora porque é misericordioso e quer oferecer tempo para a conversão…

—– NOTAS [1] William Miller. [2] Na Bíblia, há referências ao juízo particular de cada crente após a morte (Hebreus 9,27) e do juízo final (Mateus 24,30-31; Apocalipse 20,11-14), mas não há qualquer menção a um “juízo investigativo”. [3] Números 14,34; Ezequiel 4,6. [4] Daniel 8,20. [5] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 644. [6] Idem, pp. 644-645. [7] 1Macabeus 1,19-20. [8] Daniel 8,9 [9] 1Macabeus 1,21-28.43-57; 2Macabeus 5,11-26; 6,1-7. [10] Daniel 8,10. [11] 1Macabeus 1,30-42.58-67; 2Macabeus 5,24-27; 6,8-7.42. [12] Daniel 8,11 [13] Passagem de interpretação controvertida. Talvez aluda aos atos sacrílegos ocorridos em 25 de dezembro de 167 a.C., cf. C.G.OZANE, “Três Problemas Textuais em Daniel 8,12; 9,26; 11,18”. JthSt 16, 1965, pp. 445-448. [14] Daniel 8,12. [15] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 645. [16] Daniel 8,14. [17] Idem. [18] Obras Completas de São Jerônimo, Edição Bilíngue. BAC 662, Madri, 2006, Tomo V-b, p. 647. [19] 1Macabeus 4,3-25; 2Macabeu 8,1-36; FLÁVIO JOSEFO, Antiguidades dos Judeus 12,7,304 (298-312). [20] Daniel 8,25; 11,36. [21] Daniel 8,25; 1Macabeus 6,9-16; 2Macabeus 9,5-10.28; FLÁVIO JOSEFO, Antiguidades dos Judeus 12,9,1 (354.358).

 
 
 

Esta é uma EXAUSTIVA MATÉRIA, repito, EXAUSTIVA MATÉRIA com dezenas de citações patrísticas confirmando que os pais da Igreja nunca foram adeptos da Heresia de Lutero.

Depois de não encontrarem na bíblia nenhuma citação que comprove a Sola Scriptura, os protestantes estão querendo agora utilizar os pais da Igreja, que eles tanto odiavam, para querer fundamentar esta sua heresia iniciada com John Huss e homologada por Lutero.

E por isso que Erasmo De Roterdam quando Lutero inventou este negócio, profetizou:

”SE ESTE TEU PRINCÍPIO FOR ADMITIDO A CRISTANDADE SE CONVERTERÁ NUM AMONTOADO DE SEITAS.”

O cumprimento da profecia está ai pra todo mundo ver!

Esta apologética desonesta se vale de textos isolados e truncados (Igualzinho fazem com a bíblia) para afirmar que os pais da Igreja eram adeptos desta coisa ai. Quem estuda Patrística e a Patrologia deve até achar engraçado este negócio, mas é a mais pura verdade, os protestantes querendo provar a Sola Scriptura por meio dos pais da Igreja. Todos sabemos que para saber qual era realmente o pensamento de um pai, temos que estudar seus escritos sua vida, ordem religiosa e etc, mas os protestantes como num passe de mágica descobrem isso lendo na internet uma ou duas passagens deles.

Veio um dia um protestante e disse que São Vicente De Lerins “apoiava” a Sola Scriptura e mostrou a passagem:

“Posto que o Cânon das Escrituras é em si mais que suficientemente perfeito para tudo” (Commonitorium).

A primeira vista isso seria uma grande prova que São Vicente era adepto da Sola Scriptura, só que o texto não passava de uma frase cortada de seu contexto original que se refere exatamente ao contrário, ou seja este mesmo texto de São Vicente refuta a Sola Scriptura Vejamos:

“Perguntando eu com toda a atenção e diligência a numerosos varões, eminentes em santidade e doutrina, que norma poderia achar segura, enquanto possível genérica e regular, para distinguir a verdade da fé católica da falsidade da heresia, eis a resposta constante de todos eles: quem quiser descobrir as fraudes dos hereges nascentes, evitar seus laços e permanecer sadio e íntegro na sadia fé, há de resguardá-la, SOB O AUXÍLIO divino, duplamente: com A AUTORIDADE DA LEI DIVINA E COM A TRADIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA. Sem embargo, ALGUÉM PODERIA OBJETAR: Posto que o Cânon das Escrituras é em si mais que suficientemente perfeito para tudo, que necessidade há de se acrescentar a autoridade da interpretação da Igreja? Precisamente porque a Escritura, por causa de sua mesma sublimidade, não é entendida por todos de modo idêntico e universal. De fato, as mesmas palavras são interpretadas de maneira diferente por uns e por outros. Se pode dizer que tantas são as interpretações quantos são os leitores.” (Commonitorium).

Ou seja São Vicente nada mais está fazendo do que refutando os adeptos da Sola Scriptura, 1100 anos antes dela aparecer. Só que como o cara recorta a passagem fica parecendo que São Vicente falou algo que ele nunca quis dizer.

O Desonesto CA”C”P, diz que Irineu, Tertuliano, Cirilo de Jerusalém, Gregório de Nissa, Cipriano, Orígenes, Hipólito, Atanásio, Firmiliano e Agostinho,  Gregório de Nissa. Policarpo, Clemente de Alexandria, Orígenes, eram todos adeptos da Sola Scriptura, pois bem vou postar aqui testemunho de todos estes Pais e de outras dezenas afirmando exatamente ao contrário.

Como eu não tinha tempo de ficar traduzindo tudo, eu fui pesquisando em alguns sites católicos e fui juntando as passagens que existiam em português , os que não tinham em nenhum site eu tive que traduzir mesmo, por que a grande maioria dos livros patristicos que eu tenho estão em inglês, mas eu parei e não tinha chegado nem na metade, por que se não daria um Livro com mais de 380 citações dos Padres  do Século I ao VII sobre a Sagrada Tradição e a Autoridade Dos Bispos.

Os protestantes têm que fazer força, ginásticas mentais, adulterações, truncagens, malabarismos e textos imensos induzindo os Santos Padres a serem adeptos da Sola Scriptura. Eu, por minha vez, apenas me limitei a citá-los e fazer uma breve introdução em alguns dos seus comentários, pois eles falam sozinhos.

Feito isso vamos à exposição.

SÃO CLEMENTE DE ROMA (Papa, +100):

Autoridade da Igreja

“Devido às repentinas e repetidas calamidades e desventuras que se têm abatido sobre nós, precisamos reconhecer que tardamos um pouco em voltar nossa atenção para os assuntos de disputas entre vocês, amados; e especial-mente a abominável e ímpia rebelião, alienígena e estrangeira aos eleitos de Deus, que umas pessoas temerárias e rebeldes inflamaram a tal loucura que o seu nome venerável e ilustre, digno de ser amado por todos os homens, têm sido difamado. ” (Carta aos Coríntios, Palestra, 80 D.C). “Aceitem o nosso conselho e não terão nada a lamentar.” (Carta aos Coríntios 58,2).

“Se, porém, alguns não obedecerem ao que foi dito por nós, saibam que se envolverão em pecado e perigo não pequeno” (Carta aos Coríntios 59,1).

Então ele Completa, Tradição:

“Sigamos a gloriosa e veneranda norma da nossa tradição.”

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA (+107)

Eusébio (+330) diz sobre Santo Inácio:

“Advertia, antes de tudo, as igrejas das diversas cidades, que evitassem, sobre todas as coisas, as heresias que começavam então a se alastrar e exortava-as a se aterem tenaz-mente à Tradição dos Apóstolos” (Euséb., Hist. Eccles., 3, 36 / MG, 20, 287);

“Antes exortei-vos a vos conservardes unânimes na doutrina de Deus, pois Jesus Cristo nossa vida inseparável, é a doutrina do Pai, como a doutrina de Jesus Cristo são os bispos constituídos nas diversas regiões da terra”(S. Inácio, in Ad Ephesios, 3-4).

“Onde quer que o Bispo apareça, deixe o povo estar; assim como onde quer que Jesus Cristo esteja, lá está a Igreja Católica.” (Sto Inácio. Carta aos Cristãos de Esmirna 8,1).

“De maneira semelhante, que todos respeitem os diáconos como eles respeitariam Jesus Cristo, e assim como eles respeitam o Bispo como uma tipologia do Pai, e os presbíteros como o Concílio de Deus e o colégio dos apóstolos. Sem estes, não se pode chamar de uma Igreja.” (Sto. Inácio. Carta aos Trallians 3,1).

S. POLICARPO DE ESMIRNA (+156)

Diz sobre a tradição:  “a palavra que nos foi transmitida desde o princípio.” (Filip. 7,2; cfr. 3,2; 4,2).

”Desde que me tornei discípulo dos apóstolos, sou doutor do povo. O que me foi transmitido, ofereço-o aos discípulos, que são dignos da verdade.”(Carta a Diogneto, Cap XI)

PAPIAS (+130)

Caso viesse alguém que tivesse convivido com os presbíteros, eu procurava saber os ditos dos presbíteros, isto é, o que haviam ensinado André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus ou qualquer outro discípulo do Senhor. Estava convencido de que da leitura dos livros não retiraria tanto proveito quanto da voz viva e permanente”(segundo Eusébio, História da Igreja 3,39).

JUSTINO MÁRTIR (+165)

Alguns dizem que São Justino era adepto desta “Sola Scriptura”, e citam vários textos truncados do dialogo dele com Tifão quando ele refuta as tradições judaicas, vou citar somente uma dele, pois não deu tempo de traduzir outras:

“E então, quando Jesus foi para o rio Jordão, onde João estava batizando, e quando Ele entrou na água, um fogo se acendeu no Jordão; e quando Ele saiu da água, o Espírito Santo se acendeu sobre Ele como uma pomba…”(Dialogo com Tifão Capítulo LXXXVIII)

Me digam ai Protestantes de onde é que ele tirou isso ai da bíblia? Onde é que tem na Bíblia o Jordão em fogo e o Espírito Santo se acendendo em cima de Jesus?

Está ai é mais um fato transmitido oralmente que chegou até ele. Vemos isso também relatado em um Livro apócrifo do NT, que não me recordo o nome.

SANTO IRINEU DE LIÃO (+202)

“Quando são [os gnósticos] vencidos pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, (…) E quando, por nossa vez, os levamos à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição.” (Contra as Heresias 2,1-2 Livro III).

“(…) Mas, quando os hereges acusam as Escrituras, como se as mesmas estivessem erradas, fossem desautorizadas, mutantes e como se nelas não pudessem encontrar qualquer verdade por aqueles que são ignorantes na Tradição… E, quando em desafio, nós lhes apontamos a mesma Tradição, que nos veio dos apóstolos, que é resguardada pela sucessão dos antigos nas igrejas, eles se opõem a esta Tradição, julgando-se mais sábios, não somente do que os antigos, mas, igualmente, do que os apóstolos.” (Contra as Heresias)

“Sob Clemente, havendo nascido forte discórdia entre os irmãos de Corinto, a Igreja de Roma escreveu-lhes uma carta enérgica, exortando-os à paz, reparando-lhes a fé, e anunciando-lhes a Tradição que havia pouco tinham recebido dos apóstolos” (Contra as Heresias 3, c.3,n.3) ;

“Aí está claro, a quantos querem ver a verdade, a tradição dos apóstolos, manifesta em toda a Igreja disseminada pelo mundo inteiro…” (Contra as heresias 3, 3, 1);

“Não devemos buscar nos outros a verdade que é fácil receber da Igreja, pois os apóstolos a mãos cheias, versaram nela, como em riquíssimo depósito, toda a verdade… Este é o caminho da vida” (Idem, In Contra as heresias 3, 4, 1);

“E se os apóstolos não nos houvessem deixado as Escrituras, não cumpria seguir a ordem da Tradição por eles ensinada a quem confiavam à sua Igreja? Esta norma é seguida por muitos povos bárbaros que creem em Cristo sem papel e sem tinta, enquanto possuem a mensagem da salvação, escrita em seu coração pelo Espírito Santo e ciosamente conservam a antiga Tradição.” ( Idem, In contra as heresias 3, 4,1)

Santo Irineu na mesma obra escreveu:

“Desde então, a mesma Tradição dos apóstolos existe na Igreja, e permanece conosco (…). “ (Contra as Heresias 3,5,1)

“Portanto, a Tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obra como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à Tradição da maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2). Grifos nossos.

“A mensagem da Igreja é, portanto, verídica e sólida, pois é nela que um único caminho de salvação aparece no mundo inteiro” (Contra as Heresias 5,20,1).

TERTULIANO DE CARTAGO (+220)

Erros de doutrina nas comunidades eclesiais devem ter surgido necessariamente sobre vários assuntos. Quando, contudo, se encontrava de forma unânime e igual aquela doutrina que fora passado a muitos, não era resultado de um erro, mas da tradição. Pode alguém, então, ser tão irresponsável que diga que aqueles que receberam a tradição estavam em erro?” (Prescrição contra os Hereges, 28).

“A crença uniformemente professada por diversas comunidades não deriva do erro, mas da legítima Tradição”.(Tertuliano)

“De nada vale as discussões das Escrituras. A heresia não aceita alguns de seus livros, e se os aceita, corrompe-lhes a integridade, adulterando-os com interpolações e mutilações ao sabor de suas idéias, e se, algumas vezes admitem a Escritura inteira, pervertem-lhe o sentido com interpretações fantásticas…” (Tertuliano séc 3 In De Praescriptionibus., c. 19 / ML, II,31).

Ai completa:

“aí se achará a verdade das Escrituras, da sua interpretação e de todas as tradições cristãs” (Idem, De Praescript., c. 19 ML, 2, 31).

“… Resta, pois, demonstrar que nossa doutrina, cuja regra formulamos acima, procede da tradição dos apóstolos e, por isso mesmo, as demais procedem da mentira. Nós estamos em comunhão com as igrejas apostólicas, se nossa doutrina não difere da sua: eis o sinal da verdade” (Tertuliano, Da Prescrição dos Hereges, XIII-XX).

“Mas, novamente, quando os pomos diante daquela tradição que se originou dos apóstolos, [e] que é preservada através das sucessões de presbíteros nas Igrejas, eles objetam contra a tradição, dizendo que são mais instruídos…” (Irineu, Contra as Heresias, III,2,2).

“Seu testemunho, portanto, é verdadeiro, e a doutrina dos apóstolos está às claras e firme, de nada fazendo reservas; nem ensinaram eles um acervo de doutrinas privadamente e um outro publicamente.” (Contra as Heresias, III,15,1).

“[Os Apóstolos] logo foram pelo mundo e pregaram a mesma doutrina da mesma fé às nações. Eles, portanto, de modo semelhante, andaram pelas igrejas em cada cidade, e dessas para todas as igrejas, uma após outra, e transmitiram a tradição da fé e as sementes da doutrina, e a cada dia as passavam adiante para constituírem igrejas. Certamente, é por causa disso somente que foram capazes elas próprias de se considerarem apostólicas, tendo sua origem nas igrejas apostólicas. Cada espécie de coisa deve necessariamente voltar às suas origens para sua adequação. Daí, as igrejas, embora sejam tantas e tão grandes, são ligadas a uma única igreja primitiva [fundada] pelos apóstolos, delas todas [fonte]. Dessa maneira todas são primitivas e todas apostólicas, enquanto são todas confirmadas por uma, [indissolúvel] unidade, por sua comunhão pacífica, por característica de irmandade e por laço de hospitalidade, privilégios que nenhuma outra norma determina senão que uma única tradição do mesmo mistério.” (Tertuliano, Prescrição Contra os Hereges, 20).

SÃO CLEMENTE DE ALEXANDRIA (+215)

“Mas ele, salvaguardando a verdadeira Tradição dos ensinamentos abençoados, que nos vêm direto dos apóstolos Pedro, Tiago, João e Paulo e foram transmitidos de pai para filho, chegara até nós, com a ajuda de Deus para que em nós fossem depositadas as sementes destes apóstolos.” (Stromata 1, 11). Grifos nossos.

“Para nós,… que crescemos com as Escrituras, que preservamos a correta doutrina dos apóstolos e da Igreja, que vivemos de acordo com o Evangelho, é nos permitido descobrir as provas da Lei e dos Profetas que eles tanto buscam.” (Stromata, 7, 104). Grifos nossos.

HIPÓLITO DE ROMA (+235)

“Justamente por não observarem as Sagradas Escrituras e não guardarem a Tradição de algumas santas pessoas é que os hereges criaram essas [ímpias] doutrinas” (Refutação de Todas as Heresias 1, Prefácio).

ORÍGENES DE ALEXANDRIA (+253)

“que só se deve crer nas verdades ligadas às tradições eclesiástica e apostólica” (De princ. Prae., 2).

“Esta pedra é inacessível às serpentes, é ela é mais forte que os portões do inferno em oposição, é por causa disso que as forças dos portões do Hades não prevalecerão contra ela; mas a Igreja, como uma construção feita pelo próprio Cristo construindo sua morada, é incapaz de admitir que os portões do Hades prevaleçam sobre qualquer um que esteja fora desta pedra, mas não possui forças para tal” (Orígenes, Sobre Mateus,12,11). Quando hereges nos mostram as Escrituras canônicas – nas quais o cristão crê e confia – parecem dizer: ‘Oh, ele está restrito’. Contudo, não cremos neles, nem abandonamos a Tradição original da Igreja, nem acreditamos em outras coisas que não nos foram trazidas pela sucessão existente na Igreja de Deus”(Homilia sobre Mateus 4,6).

SÃO CIPRIANO DE CARTAGO (+258):

“Depois de tudo isto, eles ainda, tendo um falso bispo que hereges lhes ordenaram, atreveram-se a selar e carregar cartas de pessoas cismáticas e profanas para a Cátedra de Pedro (que é) a Igreja principal, de onde surge a unidade do pastoreio. Eles não refletiram que os romanos são os mesmos cuja fé foi louvada publicamente pelos apóstolos, e aos quais a descrença jamais terá acesso.” (Epist. 59,14). Grifos nossos.

“Julga conservar a fé quem não conserva esta unidade recomendada por Paulo? (Ef 4,4-6). Confia estar na Igreja quem abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (S. Cipriano).

“A Esposa de Cristo não pode tornar-se adúltera, ela é incorruptível e casta [Cf Ef 5,24-31]. Conhece só uma casa, observa, com delicado pudor, a inviolabilidade de um só tálamo. É ela que nos guarda para Deus e torna partícipes do Reino os filhos que gerou. Aquele que, afastando-se da Igreja, vai juntar-se a uma adúltera, fica privado dos bens prometidos à Igreja. Quem abandona a Igreja de Cristo não chegará aos prêmios de Cristo. Torna-se estranho, torna-se profano, torna-se inimigo. Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por mãe. Como ninguém se pôde salvar fora da arca de Noé, assim ninguém se salva fora da Igreja.” (Sobre a unidade da Igreja, cap. 4).

LACTÂNCIO (+-300):

“Só a Igreja Católica é que conserva o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; este o domicílio da fé, o templo de Deus, no qual se alguém não entrar, do qual se alguém sair, está privado da esperança de vida e salvação eterna”(livro 4º cap. 3º).

SÃO BASÍLIO O GRANDE (329-379)

“Sobre os dogmas e querigmas preservados pela Igreja, alguns de nós possuímos ensinamento escrito e outros recebemos da tradição dos Apóstolos, transmitidos pelo mistério. Com respeito à observância, ambos são da mesma força. Ninguém que seja versado mesmo um pouco no proceder eclesiástico, deverá contradizer qualquer um deles, em nada. Na verdade, se tentarmos rejeitar os costumes não escritos como não tendo grande autoridade, estaríamos inconscientemente danificando os Evangelhos em seus pontos vitais; ou, mais ainda, estaríamos reduzindo o querigma a uma única expressão” (O Espírito Santo, 27,36).

EUSÉBIO (+330)

“[Os apóstolos] Anunciaram o reino dos céus a todo orbe habitado, sem a menor preocupação de escrever livros. Assim procediam porque lhes cabia prestar um ser-viço maior e sobrehumano. Até Paulo, o mais potente de todos na preparação dos discursos, o mais dotado relativamente aos conceitos, só transmitiu por escrito breves cartas, apesar de ter realidades inúmeras e inefáveis a contar […] Outros seguidores de nosso Salvador, os primeiros apóstolos, os setenta discípulos e mil outros mais não eram inexperientes das mesmas realidades. Entretanto, dentre eles todos, somente Mateus e João deixaram memória dos entretenimentos do Salvador. E a Tradição refere que estes escreveram forçados pela necessidade. […] Quanto a João [o apóstolo], diz-se que sempre utilizava o anúncio oral. Por fim, também ele pôs-se a escrever pelo seguinte motivo. Quando os três evangelhos precedentes já se haviam propagado entre todos os fiéis e chegaram até ele, recebeu-os, atestando sua veracidade. Somente careciam da história das primeiras ações de Cristo e do anúncio primordial da palavra. E trata-se de verdadeiro motivo.” (História Eclesiástica Livro III, 24,3-7.) “A Clemente [3º sucessor de São Pedro na Cáthedra de Roma] sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre, depois, em sexto lugar desde os apóstolos, foi estabelecido Xisto; logo, Telésforo, que prestou glorioso testemunho; em seguida, Higino; após este, Pio, e depois, Ani-ceto. Tendo sido Sotero o sucessor de Aniceto, agora detém o múnus espiscopal Eleutério, que ocupa o duodécimo lugar na sucessão apostólica. Em idêntica ordem e idêntico ensinamento na Igreja, a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram até nós.” (História Eclesiástica Livro V, 6,4-5. Eusébio de Cesareia).

Veja a observação de Eusébio quanto à degeneração doutrinária das seitas: “Extinguiram-se, pois rapidamente as maquinações dos inimigos, confundidas pela atuação da Verdade. As heresias, uma após outras, apresentavam inovações; as mais antigas continuamente desvaneciam e desvirtuavam-se, de difrentes modos, para dar lugar a idéias diversas e variadas. Ao invés, ia aumetando e crescendo o brilho da única verdadeira Igreja católica, sempre com a mesma identidade, e irradiando sobre gregos e bárbaros o que há de respeitável, puro, livre, sábio, casto em sua divina conduta e filosofia. […] Além do mais, na época de que tratamos, a verdade podia apresentar numerosos defensores, em luta contra as heresias ateias, não somente através de refutações orais, mas também por meio de demonstrações escritas.” (História Eclesiástica Livro IV, 7,13.15. Eusébio de Cesareia, + ou – 317 d.C).

SÃO CIRILO DE JERUSALÉM (+315-386)

“Mas aprendendo a Fé e a professando, tenhais em mente e conservai aquilo somente que vos é agora transmitido pela Igreja e que foi estruturado fortemente nas Escrituras” (Leituras Catequéticas, 5,12).

Ai ele Completa:

“Aprendei também diligentemente DA IGREJA quais são os livros do Antigo Testamento e quais os do Novo” (Leituras Catequéticas, 4,33).

SÃO GREGÓRIO DE NISSA (+340):

“Se um problema é desproporcional ao nosso raciocínio, o nosso dever é permanecer bem firmes e irremovíveis na Tradição que recebemos dos Padres” (- Quod non sint tres dii, MG 45,117).

Pois é suficiente para provar nossa afirmação de que a Tradição veio até nós por nossos pais, transmitida como uma herança, por sucessão dos apóstolos e dos santos que os sucederam. Aqueles, por outro lado, que mudaram suas doutrinas com novidades, necessitariam do suporte de abundantes argumentos, se quisessem mostrar seus pontos de vista, não à luz de homens controversos e instáveis, mas de homens de peso e firmeza. Mas já que suas posições se apresentam sem fundamentos e sem provas, quem é tão louco e tão ignorante para considerar os ensinamentos dos evangelistas e apóstolos, e daqueles que sucessivamente brilharam como luzes nas igrejas de menos força do que tais coisas sem sentido e sem provas?” (Contra Eunômio, 4,6).

SANTO ATANÁSIO DE ALEXANDRIA (+373)

“Mas nossa fé é correta, começando com o ensinamento do apóstolos e Tradição dos padres, sendo confirmada por ambos os Testamentos.” (Epis 60). Grifos nossos. Esse grande Padre da Igreja ainda dizia: “Mas depois do demônio, e com ele, vêm todos os que inventam heresias ilegais, que muito embora se refiram à Escritura, não mantém as mesmas opiniões que os Santos transmitiram, e, não as conhecendo nem ao seu poder, recebem tradições de homens caindo em erro.” (Festal Letter 2) “Estamos de acordo com o fato de que este não é o ensinamento da Igreja Católica, nem os pais o sustentam”. (S. Atanásio, A Epicleto, Epístola 59,3). Como se vê Santo Atanásio não só conservava a Tradição como também cria no Magistério da Igreja. Dizia ele ainda:

“A confissão chegada a Nicéia era, afirmamos, mais suficiente e bastante a si mesma para a subversão de toda heresia contrária à religião, e para a segurança e desenvolvimento da doutrina de Cristo.” (Ad Afros 1)

“Mas a Palavra de Deus que veio através do Sínodo Ecumênico de Nicéia, permanece para sempre”. (Ad Afros 2)

“Eles não cometem um crime ao pensar que podem contradizer Concílio tão grande e universal?” (De decretis 4)

E o Concílio afirmou:

“Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”. Veja isto ainda: “Mas o que também é importante, deixe-nos notar que a própria Tradi-ção, ensinamento e fé da Igreja Católica desde o começo, que foi dada pelo Senhor, foi pregada pelos apóstolos e preservada pelos Pais. Nisso foi fundada a Igreja; se alguém se afasta disso, ele não é e nem deveria mais ser chamado Cristão.” (Santo Atanásio, Cartas a Serapião de Thmuis, 1,28-).

S. BASÍLIO DE CESAREIA (+380):

“Meta comum de todos os adversários, inimigos da sã doutrina, é abalar o fundamento da fé em Cristo, arrasando, fazendo desaparecer a Tradição apostólica. Por isso, eles, aparentando ser detentores de bons sentimentos, recorrem a provas extraídas das Escrituras, e lançam para bem longe, como se fossem objetos vis, os testemunhos orais dos Padres.” (Tratado sobre o Espírito Santo, Cap 25).

“Um dia inteiro não nos bastaria se quiséssemos expor os mistérios da Igreja que não constam das Escrituras. Deixando de lado tudo mais, pergunto de quais passagens retiramos a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Se a extraímos da tradição batismal, de acordo com a piedade (pois devemos crer segundo a maneira como fomos batizados), para entregarmos uma profissão batismal, essencial ao batismo, consequentemente nos seja permitido também glorificar conforme nossa fé. Mas, se esta forma de dar glória nos é recusada, por não constar das Escrituras, sejam-nos mostradas provas escritas da profissão de fé e de todo o restante, que enumeramos. Desde que há tantas coisas que não foram escritas, e coisas tão importantes para o mistério da piedade, ser-nos-á recusada uma só palavra, proveniente dos Pais, que nós vemos persistir por um uso espontâneo nas Igrejas isentas de desvios, uma palavra muito razoável, e que muito contribui para a força do mistério?” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 67.). Diz ele ainda: “Entre as verdades conservadas e anunciadas na Igreja, umas nós as recebemos por escrito e outras nos foram transmitidas nos mistérios, pela Tradição apostólica. Ambas as formas são igualmente válidas relativamente à piedade. Ninguém que tiver, por pouco que seja, experiência das instituições eclesiásticas, há de contradizer. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não escritos, como desprovidos de maior valor, prejudicaríamos imperceptivelmente o evangelho, em questões essenciais. Antes, transformaríamos o anúncio em palavras ocas.”(Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 66.).

“Considero apostólica a firme adesão às tradições que não estão contidas na Escritura” (Cfr. 27,66; Migne, 32,188).

SANTO AMBRÓSIO DE MILÃO (+397)

“Mas, se eles não acreditam na Doutrina dos Padres, que acreditem nos oráculos de Cristo, nas admoestações dos anjos que dizem ‘para Deus nada é impossível’. Que acreditem no Credo apostólico que a Igreja de Roma sempre manteve intacto.” “Ao despontar do dia que fora escolhido para a disputa com Simão [Mago], Pedro [Apóstolo], levantando-se aos primeiros cantos do galo, despertou também a nós; todos juntos, éramos treze a dormir no mesmo aposento. […] À luz da candeia […] sentamo-nos todos. Pedro, vendo-nos alertas e bem atentos, saudou-nos e começou seu discurso: ‘É surpreendente, irmãos, a elasticidade de nossa natureza, a qual me parece ser adaptável e maleável a tudo. Digo-o apelando para o eu mesmo tenho experimentado. Logo depois da meia-noite, costumo acordar espontaneamente e não consigo voltar a dormir. Isto me acontece porque me habituei a evocar em minha memória as palavras que ouvi de meu Senhor Jesus Cristo. Desejo de as revolver no espírito, incito o meu ânimo e a minha mente a se despertarem, a fim de que, em estado de vigília, recorde cada palavra de Jesus em particular e as guarde todas ordenadamente na memória. Já que desejo com profundo deleite meditar no meu coração as palavras do Senhor, adquiri o hábito de ficar em vigília, mesmo que nada, fora deste intento, me preocupe o espírito” (Pseudo-Clemente, século III, Recognitiones II,1).

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (354-407)

“Dessa forma, irmãos, fiquem firmes e guardem as tradições que lhes foram ensinadas, seja por palavra ou por carta. Isso deixa claro que eles não transmitiram tudo por carta, mas que havia muita coisa também que não foi escrita. Como a que foi escrita, a não escrita também é digna de crédito. Então vamos considerar a tradição da Igreja como sendo digna de crédito. Isto é uma tradição? Não procure outra coisa.” (Homilias sobre a 2ª Epístola aos Tessalonicenses 4,2).

E completa: “Não te afaste da Igreja: nada é mais forte que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

“Jesus disse [a Pedro] ‘Alimenta minhas ovelhas’. “Por que Jesus não leva em conta os demais Apóstolos e fala do rebanho somente a Pedro? “Porque ele foi escolhido entre os Apóstolos, ele foi a boca de seus discípulos, o líder do coro. Foi por essa razão que Paulo foi procurar a Pedro antes que os demais. E também o Senhor fez isso para demonstrar que ele devia ter confiança uma vez que a negação de Pedro havia sido perdoada. Jesus lhe confia o governo sobre seus irmãos… SE ALGUÉM PERGUNTAR “POR QUE ENTÃO FOI SANTIAGO QUEM RECEBEU A SÉ DE JERUSALÉM?”, EU LHE RESPONDERIA QUE PEDRO FOI CONSTITUÍDO MESTRE NÃO DE UMA SÉ, MAS DO MUNDO TODO” (Homilia 88 (87) in Joannem, I. Cf. Orígenes, “In epis. Ad Rom.”, 5, 10; Efrém da Síria “Humn. In B. Petr.”, en “Bibl.Orient. Assema.) (Caps lock, meu)

S. EPIFÂNIO DE SALAMINA (+403):

“Também a Tradição é necessária, pois que nem tudo se pode tirar da Escritura; os apóstolos deixaram-nos uma parte de seu ensinamento nas Escrituras, os demais acha-se nas tradições” (Haer. 41,6; Migne, 41, 1047).

“A Igreja deve guardar este costume, recebido como tradição dos Pais. E quem haverá de suprimir o mandato da mãe ou a lei do pai? Conforme o que diz Salomão, ‘tu, filho meu, escuta as correções de teu pai e não rejeites as advertências da tua mãe’. Com isto, se ensina que o Pai, o Deus unigênito e o Espírito Santo, tanto por escrito como sem escritura, nos deram doutrinas, e que nossa Mãe, a Igreja, nos legou preceitos, os quais sãos indissolúveis e definitivos” (Haer. 75,8).

S. JERÔNIMO (+420):

“Você quer uma prova da Escritura? Poderá encontrar nos Atos dos Apóstolos. E se não restar provado com a autoridade da Escritura, o consenso de todo o mundo (=isto é, da Igreja Católica) sobre esse assunto serve como força de comando” (Diálogo com os Luciferanos 8).

SANTO AGOSTINHO (+433):

A mais louca e insensata mentira dos protestantes é dizer que Santo Agostinho era um adepto da Heresia de Lutero, logo ele, pois bem vejam e tirem as próprias conclusões:

“Eu não creria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja católica.” (Contra a Carta de Mani 5,6)

“Mas com relação àquelas observâncias que seguimos cuidadosamente e que o mundo todo mantém, e que não vêm da Escritura, mas da Tradição, é-nos concedido compreender que foi ordenado e recomendado que a guardássemos seja pelos próprios apóstolos, seja pelos Concílios plenários, a autoridade que é tão vital para a Igreja.” (Carta de Agostinho para Januário 54,1,1, 400 D.C).

Acredito que esta prática venha da tradição apostólica, assim como tantas outras práticas não encontradas nos escritos deles nem nos concílios de seus sucessores, mas que, porque são observadas por toda a Igreja em todos os lugares, acredita-se que tenham sido confiadas e concedidas pelos próprios apóstolos.” (Sto. Agostinho, Batismo 1,12,20, 400 D.C.)

“Eles guardaram o que encontraram na Igreja; o que lhes foi ensinado, ensinaram; o que receberam dos pais, transmitiram aos filhos.” (Santo Agostinho, Contra Juliano, 2,10,33, 421 D.C).

“Assim pelo favor de Cristo somos Cristãos católicos:” (Santo Agostinho, Carta a Vitalis, 217,5,16, 427 D.C.).

“Vocês nasceram pela mesma palavra, pelo mesmo Sacramento, mas não obterão a mesma herança de vida eterna, a menos que retornem para a Igreja Católica.” (S. Agostinho, Sermões, 3, 391 D.C). “Esta Igreja é santa, a única Igreja, a verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando como o faz contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser vencida. Todas as heresias são expelidas dela, como galhos inúteis são podados de uma vinha. Ela permanece fixa à sua raiz, em sua vinha, em seu amor. As portas do inferno não a conquistarão.” (S. Agostinho, Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo, 6,14, 395 D.C). “Um homem Cristão, é Católico enquanto vive no Corpo, separado é um herético, o Espirito não segue a um membro amputado.” (Santo Agostinho)

“Deve ser seguida por nós aquela religião cristã, a comunhão daquela Igreja que é CATÓLICA, e Católica é chamada não só pelos seus, mas também por todos os inimigos.” (Verdadeira Religião c. 7; n 12).

“É óbvio que se a fé permite e a Igreja Católica aprova, então deve ser crido como verdade” (Santo Agostinho, Sermão 117,6). “Roma locuta, causa finita est” (S. Agostinho, Sermão 131,10).

Tradução: “Roma falou, questão encerrada”.

SÂO VICENTE DE LERINS  (+450)

“Perguntando eu com toda a atenção e diligência a numerosos varões, eminentes em santidade e doutrina, que norma poderia achar segura, enquanto possível genérica e regular, para distinguir a verdade da fé católica da falsidade da heresia, eis a resposta constante de todos eles: quem quiser descobrir as fraudes dos hereges nascentes, evitar seus laços e permanecer sadio e íntegro na sadia fé, há de resguardá-la, sob o auxílio divino, duplamente: com a autoridade da Lei Divina e com a Tradição da Igreja Católica. Sem embargo, alguém poderia objetar: Posto que o Cânon das Escrituras é em si mais que suficientemente perfeito para tudo, que necessidade há de se acrescentar a autoridade da interpretação da Igreja? Precisamente porque a Escritura, por causa de sua mesma sublimidade, não é entendida por todos de modo idêntico e universal. De fato, as mesmas palavras são interpretadas de maneira diferente por uns e por outros. Se pode dizer que tantas são as interpretações quantos são os leitores. Vemos, por exemplo, que Novaciano explica a Escritura de um modo , Sabélio de outro, Donato, Eunomio, Macedônio, de outro; e de maneira diversa a interpretam Fotino, Apolinar, Prisciliano, Joviano, Pelágio, Celestino, e em nossos dias, Nestório. É pois, sumamente necessário, ante as múltiplas e arrevesadas tortuosidades do erro, que a interpretação dos Profetas e dos Apóstolos se faça seguindo a pauta do sentir católico. Na Igreja Católica deve-se ter maior cuidado para manter aquilo em que se crê em todas as partes, sempre e por todos. Isto é verdadeira e propriamente católico, segundo a ideia de universalidade que se encerra na mesma etimologia da palavra. Mas isto se conseguirá se nós seguimos a universalidade, a antiguidade e o consenso geral. Seguiremos a universalidade se confessamos como verdadeira e única fé a que a Igreja inteira professa em todo o mundo; a antiguidade, se não nos separamos de nenhuma forma dos sentimentos que notoriamente proclamaram nossos santos predecessores e pais; o consenso geral, por último, se, nesta mesma antiguidade, abraçamos as definições e as doutrinas de todos, ou de quase todos, os Bispos e Mestres.” (Commonitorium).

SÃO PEDRO CRISÓLOGO († 450)

“No interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões referentes a fé sem o consentimento do Bispo de Roma”

São Máximo, o Confessor (c. 580-662)

“Quanto mais no caso do clero e a Igreja dos Romanos, que da antiguidade até agora preside todas as igrejas que estão abaixo do sol? Tendo recebido seguramente isto canonicamente, bem como de conselhos e dos apóstolos, como dos príncipes (Pedro e Paulo), e sendo contada na companhia deles, ela não é sujeita a nenhum escrito ou questões em documentos sinodais, por causa da eminência do seu pontificado …. mesmo que em todas essas coisas todos sejam igualmente sujeitos a ela (à Igreja de Roma) segundo a lei sacerodotal. E assim quando, sem medo,mas com toda a confiança sagrada e conveniente, aqueles ministros (os Papas) são da rocha realmente firme e imóvel, que é da Igreja mais grandiosa e Apostólica de Roma.” (Santo. Maximus, em JB Mansi editor Amplissima Collectio Conciliorum, volume 10)

S. JOÃO DAMASCENO (+749):

“Se alguém se apresentar com um Evangelho diferente daquele que a Igreja Católica recebeu dos Santos Apóstolos, dos Padres e dos Concílios, e que ela conservou até aos nossos dias, não o escuteis” (Discurso sobre as Imagens 3,3).

AGORA VAMOS A ALGUNS PATRIARCAS ORIENTAIS

MACEDÔNIO, PATRIARCA DE CONSTANTINOPLA

“Macedonius declarou, quando designado pelo Imperador Anastasius para condenar o Concilio de Calcedonia, que ‘tal passo sem um Sínodo Ecumênico presidido pelo Papa de Roma é impossível.’” (Macedonius, Migne PG 108:360a [Theophan Chronogr, pagina 234-346])

JOÃO VI, PATRIARCA DE CONSTANTINOPLA

”O Papa de Roma, a cabeça do sacerdócio cristão, quem em Pedro, o Senhor ordenou para confirmar os seus irmãos [Luke 22:31-32].” (John VI, anúncio de Epist anúncio de Constantin Pap Combefis Auctuar Bibl)

SÃO NICÉFORO, PATRIARCA DE CONSTANTINOPLA

”Sem quem(os Romanos que presidem o Setimo Concilio) uma doutrina apresentada na Igreja não poderia, embora confirmada por decretos canônicos e pelo uso eclesiástico, alguma vez obter a aprovação total ou a aceitação geral. Já que são eles (os Papas de Roma) quem tiveram destinado a eles a regra em coisas sagradas, e quem receberam nas suas mãos a dignidade da Chefia entre os Apóstolos.” (Santo. Nicephorus, Niceph Cpl pro s imag c 25)

”As extremidades da terra, e todo o mundo em cada parte dela quem puramente e justamente confessam o Senhor, olha diretamente em direção à Santa Igreja Romana e a sua confissão e fé, como um sol de luz infalível que emana dela o brilho radiante dos dogmas sagrados dos nossos Pais, segundo aquilo que os Concílios inspirados e sagrados decretaram sem mancha e piamente. Pois,da descida da Palavra Encarnada entre nós, todas as igrejas em cada parte do mundo mantivera a maior grandiosa Igreja sozinha para ser a sua base e fundação, vendo que, segundo a promessa de Cristo O nosso Salvador, as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela, que ela tem as chaves da confissão ortodoxa e fé verdadeira Dele, que ela abre a religião verdadeira e exclusiva a tais homens como aproximação com a piedade, e ela cala e tranca toda boca herética que fala contra o Altíssimo.” (Santo. Maximus, Opuscula theologica e polemica, Migne PG 90)

”Se a Sé Romana reconhece que Pyrrhus é não só um reprovado mas um herético, é certamente claro que todo o mundo que anatematiza aqueles que rejeitaram Pyrrhus também anatematiza a Sé de Roma, isto é, ele anatematiza a Igreja Católica. Tenho apenas acrescentar que ele se excomunica também, se de fato ele estiver na comunhão com a Sé Romana e a Igreja Católica de Deus….  Deixe-o apressar-se antes de que todas as coisas para satisfazer a Sé Romana, já que se for satisfeito, todos aceitação em chamá-lo de pio e ortodoxo. Portanto, fala em vão quem pensa que ele engana pessoas como eu, e não satisfaz e implora ao bem-aventurado Papa da Santa Igreja Católica dos Romanos, isto é, a Sé Apostólica e não satisfaz e implora o Papa abençoado da Igreja Católica mais sagrada dos Romanos, isto é, a Sé Apostólica, que rocede da encarnação do Filho do Próprio Deus, e também de todos os sínodos sagrados, segundo os cânones sagrados e as definições recebeu o domínio universal e surpremo, a autoridade, e o poder de ligar e desligar sobre todas as santas igrejas de Deus em todas as partes de todo o mundo.” (St. Maximus, Letter to Peter in Mansi 10:692)

São Teodoro Estudita

“Já que o Grande Pedro, Cristo o nosso Senhor deu o ofício de Chefe Pastor depois de confiar-lhe as chaves do Reino do Céu, a Pedro ou ao seu sucessor deve inevitavelmente toda novidade na Igreja Católica ser notificada. [Por isso], salve nós, oh mais divina Cabeça das Cabeças, o Chefe Pastor da Igreja do Céu.” (Santo. Theodore, Reserve I, Epístola 23)

”Ouça, ó Cabeça dos Apóstolos, divinamente escolhido Pastor das ovelhas de Cristo, Guardião das Chaves do Reino do Céu, a Rocha da Fé sobre a qual a Igreja Católica é construída. Pois Pedro és tu, quem adorna e governa a Cadeira de Pedro. Deste lado, então, do Oeste, o imitador de Cristo, surge e repele não para sempre. A ti falará Cristo o nosso Senhor: ‘e eu um dia sendo convertido, converta os os seus irmãos.’ Observe a hora e o lugar. Ajude-nos, tu que és estabelecido por Deus para isto.” (Carta dos Santos. Theodore e Quatro Abades ao Papa Pascoal, Reserve 2, Epístola 12, Migne PG 99:1152-3)

E mais:

“Testemunho agora perante Deus e homens, eles desgrudaram-se do Corpo de Cristo, da Suprema Sé(Roma), na qual Cristo colocou as chaves da Fé, contra a qual as portas do inferno (quero dizer, boca de heréticos) não prevalecerão até a Consumação, de acorco com a promessa Dele que não pode mentir.Deixe o abençoado e Apostólico Pascoal (Papa Santo. I) alegrar-se, por isso, já que ele cumpriu o trabalho de Pedro.” (Santo. Theodore, Reserve II, Epístola 63)

”Na realidade vimos que um sucessor manifesto do príncipe dos Apóstolos preside a Igreja Romana. Realmente acreditamos que Cristo não desertou a Igreja daqui (Constantinopla), já que a sua assistência tem sido nosso único e antigo socorro e desde o início pela providencia de Deus nos tempos críticos. Você é, de fato a fonte tranqüila e pura da ortodoxia do começo, você é o porto calmo da Igreja inteira, longe retirada das ondas da heresia, você é a cidade escolhida por Deus para refúgio.” (Carta dos Santos. Theodore e Quatro Abades a Papa Pascoal)

”Deixe-o (o Patriarca Nicephorus de Constantinopla) que reúna um sínodo daqueles com que ele esteve em diverfência, se for impossível que os representantes de outro Patriarcas estejam presentes, uma coisa que poderia ser certamente se o Imperador desejar é que o Patriarca Ocidental (o Papa Romano) esteja presente, a quem é dado a autoridade sobre um sínodo ecumênico; mas deixe-o fazer a paz e união enviando as suas cartas sinodicais ao prelado da Primeira Sé.”(Santo. Theodore o Studite, Migne PG 99:1420)

Acho que por aqui chega de tanta citação, quero ver se ainda vai me aparecer algum protestante aqui proferindo estas asneiras de que os pais da Igreja seguiam as heresias deles, como se os cristãos dos primeiros séculos tivessem alguma coisa haver com o protestantismo.

In Cord Jesu, Semper,

Rafael Rodrigues.

 
 
 

Revela o relatório anual da “Situação da Missão Global”, realizado em 2011

ROMA, terça-feira, 22 de novembro de 2011(ZENIT.org) – Segundo o relatório anual da “Situação da missão global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de fiéis em todo o mundo e todos os dias mais 34 000 pessoas se tornam parte.

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Segundo o relatório anual da “Situação da Missão Global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de adeptos em todo o mundo e todos os dias aderem mais 34 000 pessoas. Os dados do estudo, divulgado pela agência Analisis Digirtal, afirma que no mundo hoje, existem dois bilhões de pessoas, de um total de sete bilhões, que nunca foram alcançados pela mensagem do Evangelho. Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes, ou conhece vagamente, mas não são cristãos.

“Apesar do fato de que Jesus Cristo fundou uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que -todos fossem um- hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1600 no início do séc.XX, e são 42 000 em 2011”, afirma o estudo. Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes “clássicos” são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia.

As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia. Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia. Aqueles que o estudo define “cristãos marginais” (Testemunhas de Jeová, mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.

“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”. Em 2011, os cristãos de todas as denominações farão circular mais de 71 milhões a mais de Bíblias no mundo (já há 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina). A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas.

 
 
 
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