top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Concilio de Trento (XIX ecumênico) Decreto sobre o cânon

(sessão IV 8.4.1546)

Depois de duas tentativas (1537 e 1542), finalmente conseguiu Paulo III dar início ao Concílio de Trento, cuja abertura foi em 13.12.1545, com reduzidíssima presença de bispos: 35 prelados, quase todos italianos.

O concilio se prolongou pelos pontificado de Paulo III, Júlio III, Marcelo II, Paulo IV e Pio IV, de 1545 a 4.12.1563, quando então houve o encerramento. Pio IV aprovou as decisões do concílio com a Bula Benedictus Deus, 16 26.1.1564. As sessões foram vinte e cinco, em três períodos: dez no primeiro (1545-1549), das quais as duas últimas em Bolonha (março do 1546 e setembro de 1549), da undécima à décima-sexta no segundo (maio de 1551 a abril de 1552), e as últimas de janeiro de 1562 a dezembro de 1563.

A finalidade do concilio era de reafirmar a Fé católica por causa das negações protestantes e instaurar uma renovação profunda na Igreja. Na quarta sessão foram aprovados dois textos doutrinários sobre as fontes da Revelação, um e outro da máxima importância, principalmente o referente à Tradição, porque Lutero, por motivos pessoais, negava a Tradição como norma de Fé. Estava convencido de ter descoberto em Rm 3, 28, que fala da justificação somente pela Fé, a resposta à angústia por sua própria salvação; mas como a interpretação que dava era contrária á Tradição da Igreja Católica, viu-se obrigado a acrescentar ao princípio só pela Fé [sola fides] o princípio só pela Escritura [sola scriptura].

Contra a tese luterana, o concílio define que a Tradição é o veiculo de transmissão da Revelação, pelo menos da Tradição explicativa, mas não pretende entrar na questão de saber se na Tradição há ou não verdades reveladas não contidas diretamente na Escritura, tratando-se este de um problema interno da Igreja.

Quanto á canonicidade dos Livros Sagrados, a questão já ficara solenemente resolvida em Florença, mas voltou-se ao assunto porque havia humanistas que faziam reservas sobre alguns escritos do Novo Testamento” [Erasmo atribuía a Epístola aos Hebreus ao Papa Clemente de Roma e duvidava da autenticidade do Apocalipse, supunha que o final de Marcos fosse uma interpolação; que a segunda e terceira Epístolas de João não fossem do Apóstolo; que o autor da segunda Epístola de Pedro não fosse o mesmo da primeira. O Cardeal Caietanus era de opinião de que só os livros proto-canônicos constituíam a fonte da Fé, enquanto os deuterocanônicos eram livros de edificação; além disso, via uma interpolação no final de Marco; e no episódio da mulher adúltera (Jo 8, 3-1 1), e negava a canonicidade da Epístola aos Hebreus. Lutero excluía os deuterocanônicos, Hebreus, Tiago, Judas, e o Apocalipse).

E porque Lutero minimizava o valor de vários textos, tanto do Antigo como do Novo Testamento. O Concilio de Trento repete a lista do de Florença, com variantes só de detalhe [são estas as principais variantes: Saltério davídico em vez de Salmos de Davi, dando a entender que nem todos são de Davi; em vez de Esdras, Neemias, dá melhor precisão: os dois livros de Esdras, e ao segundo acrescenta: chamado Neemias; não separa Baruc de Jeremias. Jeremias com Baruc, em vez do simples genitivo para indicar o autor dos Evangelhos, usa a fórmula tradicional do decreto de Dâmaso: segundo Mateus (…); indica Lucas como autor dos Atos, e aos autores das Epístolas acrescenta o titulo Apóstolo.

Num segundo decreto o concílio toma posição contra os abusos de tradução e de interpretação que tinham sido introduzidos nas pregações e na liturgia. Reconhece como autêntica a tradução da Vulgata, declarando-a como oficial na Igreja porque reproduz fielmente a palavra de Deus e está isenta de erros dogmáticos. Não se nega que tenha imperfeições superficiais remediáveis em futuras revisões. Por fim, o decreto recorda que toda interpretação da Bíblia deve ser segundo o juízo da Igreja, porque só a Igreja possui o discernimento necessário para conhecer o verdadeiro sentido da palavra de Deus á luz da Tradição.

[O sacrossanto (…) Concílio] julgou dever seu acrescentar a este decreto o índice [ou Cânon] dos Livros Sagrados, para que ninguém possa ter dúvidas sobre quais sejam os que pelo próprio concilio são aceitos. Do Antigo Testamento: cinco de Moisés, a saber: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio; Josué, juízes, Rute; os quatro dos Reis; os dois dos Paralipômenos, o primeiro e o segundo de Esdras (dos quais o segundo se chama Neemias); Tobias, judite, Ester, Jo’; o Saltério davídico de 150 salmos; os Provérbios, o Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o Eclesiástico; Isaías, Jeremias com Baruc, Ezequiel, Daniel; os doze profetas menores, a saber: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias; os dois dos Macabeus, primeiro e segundo.

Do Novo Testamento: os quatro Evangelhos: segundo Mateus, Marcos, Lucas, João; os Atos dos dos Apóstolos, escritos pelo evangelista Lucas; as quatorze Epístolas do Apóstolo Paulo: aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito, a Filémon, aos Hebreus, duas do Apóstolo Pedro, três do Apóstolo João, uma do Apóstolo Tiago, uma do Apóstolo Judas, e o Apocalipse do Apóstolo João.

Mas se alguém não aceitar como sagrados e canônicos estes Livros em sua integridade, com todas as suas partes, tal como são lidos tradicionalmente na Igreja Católica e como estão contidos na antiga edição latina da Vulgata, e ciente e conscientemente desprezar as referidas tradições — seja anátema (É uma verdadeira e própria definição, como consta do anátema expressamente ratificado pelos Padres na sessão de 1.4.1546. Mas o objeto da definição é a canonicidade dos Livros e não sua genuidade; define-se, portanto, que são Livros Sagrados e que contém a Revelação, sem entrar no mérito de saber quem são os autores humanos: não está definido, por exemplo, que Moisés seja o autor do Pentateuco, nem que São Paulo o seja da Epístola ao Hebreus.)

Este sacrossanto Concílio, considerando, além disso, que seria de não pequena utilidade para a Igreja de Deus se, de todas as edições latinas dos Livros Sagrados em uso, desse ela a conhecer qual deveria ser tida como autêntica: estabelece e declara que esta mesma antiga edição Vulgata, aprovada na Igreja pelo uso de tantos séculos, seja tida como autêntica nas leituras para o povo, nas disputas, nas pregações e exposições, e que ninguém, a qualquer pretexto, se atreva ou ouse rejeitá-la.

Além disso, para reprimir os espíritos petulantes [petulantia ingenia], determina que ninguém, confiado na própria ciência, ouse interpretar a Sagrada Escritura em matéria de fé e de Moral [in rebus fidei et morum] — que pertence à formulação [ad aedification] da doutrina cristã —, distorcendo a própria Sagrada Escritura, ao sabor da opinião e contra o sentido que [sempre] manteve e mantém a Santa Mãe Igreja — a quem cabe julgar sobre o verdadeiro sentido e interpretação das Santas Escrituras —, ou também contra o consenso unânime dos Padres, ainda que tais interpretações jamais venham a ser publicadas”.

Colantes, Justo, A FÉ CATÓLICA; documentos do magistério da Igreja, Lumen Christi; Anápolis, GO, 2003. Páginas de 144 à 147.

 
 
 

O MILÊNIO E O ARREBATAMENTO

• Você é pré, intermediário ou pós? Se você não sabe como responder a essa pergunta, você é provavelmente católico. A maioria dos fundamentalistas e evangélicos sabe que essas palavras são uma forma abreviada de pré-tribulação, meio da tribulação e pós-tribulação. Todos os termos se referem quando o arrebatamento deve ocorrer.

• O milênio

• Em Apocalipse 20: 1–3, 7–8, lemos: “1 Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. • 2 Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. 3 Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo. 7 Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão. • 8 Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra (Gog e Magog) e reuni-las para o combate. Serão numerosas como a areia do mar. ”

• O período de mil anos, segundo o escritor, é o reino de Cristo, e o período de mil anos é popularmente chamado de milênio. O milênio é um prenúncio do fim do mundo, e Apocalipse 20 é interpretado de três maneiras pelos protestantes conservadores. As três escolas de pensamento são chamadas de pós-milenismo, amilenismo e pré-milenismo. Vamos dar uma olhada neles.

• O milênio

• Em Apocalipse 20: 1–3, 7–8, lemos: “ “1 Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. • 2 Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. 3 Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo. 7 Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão. • 8 Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra (Gog e Magog) e reuni-las para o combate. Serão numerosas como a areia do mar. ” . ”

• O período de mil anos, segundo o escritor, é o reino de Cristo, e o período de mil anos é popularmente chamado de milênio. O milênio é um prenúncio do fim do mundo, e Apocalipse 20 é interpretado de três maneiras pelos protestantes conservadores. As três escolas de pensamento são chamadas de pós-milenismo, amilenismo e pré-milenismo. Vamos dar uma olhada neles.

• Pós-milenismo

• De acordo com Loraine Boettner em seu livro O Milênio (ele também escreveu o livro católico romano), o pós-milenismo é “aquela visão das últimas coisas que sustenta que o reino de Deus está sendo agora estendido no mundo através da pregação do evangelho e a obra salvadora do Espírito Santo, que o mundo deve ser cristianizado e que o retorno de Cristo ocorrerá no final de um longo período de retidão e paz, comumente chamado de milênio. ”

• Essa visão era popular entre os protestantes do século XIX, quando era esperado progresso até mesmo na religião e antes dos horrores do século XX serem degustados. Hoje poucos se apegam a isso, exceto grupos como os cristãos reconstrucionistas, uma conseqüência do movimento conservador presbiteriano.

• Comentaristas apontam que o pós-milenismo deve ser distinguido da visão de liberais teológicos e seculares que vislumbram melhoria social e até o reino de Deus vindo através de meios puramente naturais, ao invés de sobrenaturais. Pós-milenistas, no entanto, argumentam que o homem é incapaz de construir um paraíso para si mesmo; o paraíso só virá pela graça de Deus.

• Os pós-milenistas também costumam dizer que o milênio mencionado em Apocalipse 20 deve ser entendido figurativamente e que a frase “mil anos” não se refere a um período fixo de dez séculos, mas a um tempo indefinidamente longo. Por exemplo, o Salmo 50:10 fala da soberania de Deus sobre tudo o que é e nos diz que Deus é dono do ” Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. “. Isto não é para ser tomado literalmente.

• No final do milênio virá a Segunda Vinda, a ressurreição geral dos mortos e o último julgamento.

• O problema com o pós-milenismo é que a Escritura não descreve o mundo como experimentando um • período de cristianização completa (ou relativamente completa) antes da Segunda Vinda. Há numerosas passagens que falam da idade entre o Primeiro e o Segundo Dias como um tempo de grande tristeza e luta pelos cristãos. Uma passagem reveladora é a parábola do trigo e do joio (Mt 13: 24-30, 36-43). Nesta parábola, Cristo declara que tanto os justos como os ímpios serão plantados e crescerão lado a lado no campo de Deus (“o campo é o mundo”, Mateus 13:38) até o fim do mundo, quando eles serão separados, julgados e lançados no fogo do inferno ou herdarão o reino de Deus (Mt 13: 41-43). Não há evidência bíblica de que o mundo acabará se tornando totalmente (ou quase totalmente) cristão, mas sim que sempre haverá um desenvolvimento paralelo dos justos e dos ímpios até o julgamento final.

• Amilenismo

• A visão amilenária interpreta Apocalipse 20 simbolicamente e vê o milênio não como uma idade de ouro terrena na qual o mundo será totalmente cristianizado, mas como o período atual do governo de Cristo no céu e na terra através de sua Igreja. Essa era a visão dos reformadores protestantes e ainda é a visão mais comum entre os protestantes tradicionais, embora não entre a maioria dos novos grupos evangélicos e fundamentalistas.

• Os amilenistas também acreditam na coexistência do bem e do mal na terra até o fim. A tensão que existe na Terra entre os justos e os maus será resolvida apenas pelo retorno de Cristo no final dos tempos. A idade de ouro do milênio é, em vez disso, o reino celestial de Cristo com os santos, no qual a Igreja na Terra participa em algum grau, embora não da maneira gloriosa como será na Segunda Vinda.

• Amilenistas apontam que os tronos dos santos que reinarem com Cristo durante o milênio parecem estar no céu (Ap. 20: 4; cf. 4: 4, 11:16) e que o texto em nenhum lugar declara que Cristo está na Terra. durante este reinado com os santos.

• Eles explicam que, embora o mundo nunca seja plenamente cristianizado até a Segunda Vinda, o milênio tem efeitos sobre a terra, pois Satanás está preso de tal maneira que não pode enganar as nações, dificultando a pregação do evangelho (Apoc. 20 : 3). Como pode alguém penetrar na casa de “um homem forte” e roubar-lhe os bens, sem ter primeiro amarrado este homem forte? Só então pode roubar sua casa. (Satanás), a fim de saquear sua casa, resgatando as pessoas de suas garras (Mt 12:29). Quando os discípulos retornaram de uma turnê de pregação do evangelho, regozijando-se com a forma como os demônios estavam sujeitos a eles, Jesus declarou: “Vi Satanás cair como um raio” (Lucas 10:18). Assim, para que o evangelho avance no mundo, é necessário que Satanás esteja preso em um sentido, mesmo que ele ainda esteja ativo em atacar os indivíduos (1 Pe 5: 8).

• O milênio é uma idade de ouro, não quando comparada às glórias da era vindoura, mas em comparação a todas as eras anteriores da história humana, nas quais o mundo foi engolido pela escuridão pagã. Hoje, um terço da raça humana é cristã e até mais do que isso, repudiavam os ídolos pagãos e abraçavam o culto do Deus de Abraão.

• Pré-milenismo

• O terceiro da lista é o pré-milenismo, atualmente o mais popular entre os fundamentalistas e os evangélicos (embora um século atrás o amilenismo estivesse). A maioria dos livros escritos sobre o Fim dos Tempos, como O Grande Planeta Terra, de Hal Lindsey, são escritos a partir de uma perspectiva pré-milenista.

• Como os pós-milenistas, os pré-milenistas acreditam que os mil anos são uma era de ouro terrena durante a qual o mundo será completamente cristianizado. Ao contrário dos pós-milenistas, eles acreditam que isso ocorrerá depois da Segunda Vinda, e não antes, de modo que Cristo reine fisicamente na Terra durante o milênio. Eles acreditam que o Julgamento Final ocorrerá somente após o final do milênio (que muitos interpretam como sendo exatamente um período de mil anos).

• Mas as Escrituras não apóiam a idéia de um período de mil anos entre a Segunda Vinda e o Julgamento Final. Cristo declara: “Porque o Filho do homem virá com seus anjos na glória de seu Pai, e então retribuirá a cada um pelo que fez” (Mt 16:27), e “quando o Filho do homem vem em sua glória, e todos os anjos com ele, então ele se assentará em seu trono glorioso, diante dele serão reunidas todas as nações, e ele separará umas das outras como um pastor separa as ovelhas das cabras. (…) E eles [os bodes] irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna ”(Mt. 25: 31-32, 46).

• O arrebatamento

• Os pré-milenistas freqüentemente dão muita atenção à doutrina do arrebatamento. De acordo com esta doutrina, quando Cristo retornar, todos os eleitos que morreram serão ressuscitados e transformados em um estado glorioso, juntamente com os eleitos vivos, e então serão arrebatados para estarem com Cristo. O texto chave referente ao arrebatamento é 1 Tessalonicenses 4: 16-17, que declara: ” 16 Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. • 17 Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. • Os pré-milenistas sustentam, assim como virtualmente todos os cristãos (exceto certos pós-milenistas), que a Segunda Vinda será precedida por um tempo de grande dificuldade e perseguição ao povo de Deus (2Ts 2: 1-4). Este período é freqüentemente chamado de tribulação. Até o século XIX, todos os cristãos concordavam que o arrebatamento – embora não fosse chamado na época – ocorreria imediatamente antes da Segunda Vinda, no final do período de perseguição. Esta posição é hoje chamada de visão “pós-tribulacional” porque diz que o arrebatamento virá depois da tribulação.

• Mas no século XIX, alguns começaram a alegar que o arrebatamento ocorreria antes do período de perseguição. Essa posição, agora conhecida como visão “pré-tribulacional”, também foi adotada por John Nelson Darby, um dos primeiros líderes de um movimento fundamentalista que ficou conhecido como Dispensacionalismo. A visão pré-tribulacional de Darby do arrebatamento foi então captada por um homem chamado C.I. Scofield, que ensinou a visão nas notas de rodapé de sua Bíblia de Referência Scofield, que foi amplamente distribuída na Inglaterra e na América. Muitos protestantes que lêem a Bíblia de Referência de Scofield aceitaram de forma incomum o que suas notas de rodapé diziam e adotaram a visão pré-tribulacional, embora nenhum cristão tenha ouvido falar dela nos 1800 anos anteriores da história da Igreja.

• Eventualmente, uma terceira posição se desenvolveu, conhecida como visão “médio-tribulacionista”, que afirma que o arrebatamento ocorrerá durante o meio da tribulação. Finalmente, uma quarta visão desenvolvida afirma que não haverá um único arrebatamento onde todos os crentes estejam reunidos a Cristo, mas que haverá uma série de mini-arrebatamentos que ocorrem em diferentes momentos com relação à tribulação.

• Essa confusão fez com que o movimento se dividisse em campos amargamente opostos.

• O problema com todas as posições (exceto a visão histórica, pós-tribulacional, que foi aceita por todos os cristãos, incluindo os não-pré-milenistas) é que eles dividem a Segunda Vinda em eventos diferentes. No caso da visão pré-tribulacionista, acredita-se que Cristo tenha três vindas – uma quando ele nasceu em Belém, uma quando ele volta para o arrebatamento no início da tribulação e uma no final da tribulação, quando ele estabelece o milênio. Essa visão de três vindas é estranha à Escritura.

• Problemas com a visão pré-tribulacional são destacados pelo teólogo Batista (e pré-milenista) Dale Moody, que escreveu: “A crença em um arrebatamento pré-tribulacional … contradiz todos os três capítulos do Novo Testamento que mencionam a tribulação e o arrebatamento juntos. Marcos 13: 24–27; Mat. 24: 26–31; 2 Tessalonicenses 2: 1–12)… A teoria é tão biblicamente falida que a defesa usual é feita usando três passagens que nem sequer mencionam uma tribulação. (João 14: 3; 1 Tessalonicenses 4:17; 1 Coríntios 15:52) Estas são passagens importantes, mas não tiveram uma palavra a dizer sobre um arrebatamento pré-tribulacional. A pontuação é de 3 a 0, três passagens para um arrebatamento pós-tribulacional e três que não dizem nada sobre o assunto. • . . . [O pré-tribulacionismo está biblicamente falido e desmascarado].

• Qual é a posição católica?

• No que diz respeito ao milênio, tendemos a concordar com Santo Agostinho e, de forma derivada, com os amilenistas. A posição católica tem sido historicamente “amilenária” (como tem sido a maioria da posição cristã em geral, incluindo a dos reformadores protestantes), embora os católicos normalmente não usem esse termo. A Igreja rejeitou a posição pré-milenista, às vezes chamada de “milenarismo” (ver o Catecismo da Igreja Católica 676). Na década de 1940, o Santo Ofício julgou que o pré-milenarismo “não pode ser ensinado com segurança”, embora a Igreja não tenha definido dogmaticamente essa questão.

• Com relação ao arrebatamento, os católicos certamente acreditam que o evento de nossa reunião para estar com Cristo ocorrerá, embora eles geralmente não usem a palavra “êxtase” para se referir a este evento (um tanto ironicamente, já que o termo “arrebatamento” é derivado do texto da Vulgata Latina de 1 Tessalonicenses 4: 17 – “seremos arrebatados” [Latin: rapiemur]).

• Rodas giratórias?

• Muitos passam muito tempo procurando sinais nos céus e nas manchetes. Isto é especialmente verdadeiro para os pré-milenistas, que aguardam ansiosamente a tribulação porque ela inaugurará o arrebatamento e o milênio.

• Uma perspectiva mais equilibrada é dada por Pedro, que escreve: “8 Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia. • 9 O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam. • 10 Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. • 11 Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, • 12 enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! • 13 Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. • 14 Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.”(2 Pedro 3: 8-14).

 
 
 

AS RAZÕES DO ÊXITO DA LENDA NEGRA (As manipulações dos judeus na propaganda anticatólica)

Os Protestantes, que haviam empregado com sucesso a imprensa para difundir suas ideias, tentaram ganhar com a propaganda a guerra que não podiam ganhar pelas armas. THOMAS MADDEN

Já ouviu o ditado que diz que a gota escava a pedra? Pois bem; uma má publicação é também uma gota, mas uma gota de veneno corrosivo capaz de estragar os corações mais inocentes, sobretudo se os encontra desprevenidos; é uma gota, mas gota que cai sem cessar dia após dia, sabendo que a constância, tanto para o bem quanto para o mal, opera prodígios. E se a publicação embora perversa, sabe apresentar-se com os enfeites de palavras bonitas e com o atrativo do gracejo, torna-se então uma gota de veneno Açucarada, que tragará não apenas com facilidade mas até mesmo com delícia todos aqueles que neste mundo não costumam guiar-se por outro critério que não o do paladar, que são inúmeros.

FÉLIX SARDÁ Y SALVANY

É um fato indiscutível que a imprensa foi uma das invenções de maior destaque realizadas pelo homem, principalmente por possibilitar a difusão maciça da cultura que outrora estava reservada a uns poucos privilegiados. A imprensa de Gutenberg – que com algumas variações é semelhante à atual – permitia a edição de centenas de cópias de um livro em pouco tempo e a um custo baixo. Porém, como aconteceu não poucas vezes na história, algumas invenções foram empregadas para um fim totalmente oposto àquele concebido Originalmente. Assim, a imprensa logo se converteria em uma máquina difamadora dos inimigos daqueles que detinham sua posse. Como observa o historiador V. Pinto Presto, Lutero havia colocado o potencial de difusão da Imprensa a serviço da Polêmica religiosa. Apenas entre 1517 e 1520 venderam-se 300.000 exemplares de 30 escritos de Lutero, muitos deles panfletários: “A imprensa foi logo utilizada pelos reformadores, como um instrumento privilegiado para a difusão de suas ideias”. “As imagens de todos que todos temos dos tormentos inquisitoriais, e que vimos nos livros de escola – comenta Vittorio Messori – foram impressas em Amsterdã e Londres, com o apoio da propaganda protestante, no âmbito da luta contra a Espanha pela hegemonia no Atlântico.

É conhecido o papel decisivo que tiveram na imprensa os agiotas judeus, inicialmente associados Gutemberg e pouco depois tomando totalmente posse dela, quando o inventor alemão não conseguiu pagar os juros usurários que seus antigos sócios exigiam. Diz o historiador norte-americano Filipe Power que os judeus “empregaram o seu poder dentro da indústria editorial, tanto Para apoiar os holandeses em sua luta quanto para espalhar as críticas contra a Espanha. A imprensa será, tanto para protestantes quanto para os Judeus -como reconhece o informativo da BBC de Londres, uma espécie de Deus ex machina, de salvação: a espada Dourada que lhes permitiria ferir, com certo êxito, a imagem da Espanha e da igreja no mundo.

A QUINTA COLUNA E O FINANCIAMENTO JUDEU

Naturalmente, alguém devia financiar as caríssimas campanhas de difamação que emanavam às centenas de milhares de gráficas, bem como sua distribuição. Sobre isto, não há muitas dúvidas: os judeus, que sentiam uma especial aversão contra a Espanha, ofereceram-se de bom grado para financiar a revolução Protestante. Assim o admite o historiador judeu Lucien Wolf, dizendo que “os judeus fingiam ser calvinistas, isso lhes dava novos amigos que coincidiam com eles na inimizade contra Roma, a Espanha e a inquisição(…); e o resultado foi que se tornaram Aliados zelosos e eficazes Dos calvinistas”.

Além do financiamento, proporcionaram ajuda logística aos Inimigos da Espanha através da “quinta coluna” que lá formaram historicamente, Como já foi bem provado e se exporá mais vezes. É preciso ter em conta o receio e o ódio que os judeus guardavam contra a Espanha e a igreja – especialmente após o decreto de expulsão – para compreender sua atitude beligerante, embora com venda tá a este respeito um fato raramente mencionado, Isto é: que não apenas os judeus expulsos tiveram parte ativa no plano de desmembrar a Espanha. O ressentimento anti-hispânica não nasce somente dos judeus expulsos da península, mas, como recolhe o insuspeito historiador argentino Kuznitzky, o grosso dos sefarditas “instalados em Amsterdam, berço da propaganda antiespanhola, eram conversos ou descendentes de conversos espanhóis e portugueses que, por uma razão ou outra, haviam decidido emigrar para a Holanda muito antes de 1492. Fatos como estes nos obrigam a discordar daqueles historiadores se desculpam e creem compreensível a atitude hostil e agressiva dos judeus, pois, como vemos, o ódio fatal destes contra a Igreja Católica e a Espanha data de muito antes. Ódio infundado e inexplicável, se se tem em conta os bons Tratos e o cuidado que receberam na Espanha, tanto por parte dos diferentes monarcas quanto pela igreja em geral. Para muitos, certamente, o poder da Imprensa seria uma revanche. Basta lembrar os nomes de Reuchlin, Melanchton, Ponche de La Fuente, cazalla, Pérez, Luís Leon, todos de origem judia e fundamentais para a consolidação da reforma. É o que conhece García Cárcel, assinalando que após os estudos feitos por Kaplan, yerushalmi, Mechoulan e contreras, ficou claramente demonstrado a importância que tiveram os judeus exilados da Espanha na configuração da imagem negativa do país.

Para confirma-lo, há este respeito esclarecedores pronunciamento de diversos historiadores. O experiente Historiador espanhol Ricardo de la Cierva escreve em Sua obra (o terceiro templo); “com seus três postos avançados em Amsterdam, Londres e Nova York, os judeus de Amsterdã, em boa parte descendentes daqueles expulsos da Espanha pelos Reis católicos, meditaram e planejaram durante décadas sua vingança contra a Espanha. Este é um importantíssimo ato do drama estratégico mundial da idade moderna, e que não foi estudado apesar de seu enorme interesse”. Acrescenta o crítico Salvador de Madariaga, em (o auge e o ocaso do império espanhol na América), que os judeus tiveram parte importante na desintegração do império espanhol(…). Sua atividade contra a Espanha popularizou-se nos dois Campos mais importantes da vida espanhola: o religioso e o Imperial. Os judeus foram assíduos disseminadores da reforma; não tanto por um interesse sincero por ela em si, mas porque significavam cisma e divisão na fé rival”. Os conversos portugueses de Amberes deram um poderoso estímulo ao luteranismo desde seus primeiros dias. Já em 1521 tinham um fundo para imprimir as obras de Lutero em castelhano. Observa Júlio Caro Baroja – sobrinho do escritor Pio Baroja Nessi – em Sua obra (os judeus na Espanha moderna e contemporânea) “pode-se dizer que foi das famílias judias espanholas e portuguesas que se fixaram na Holanda, Inglaterra e outras partes deste meados do século XVII até mesmo do século XVIII que surgiu, em grande parte, o corpo de doutrina sobre a inquisição, a monarquia espanhola, etc., que foi aceito na Europa protestante até nossos dias: o marrano buscou uma forte e justificada Vingança contra seu país de origem em todas as ocasiões que pôde. Se contra os visigodos os judeus haviam se aliado aos árabes, agora, contra a monarquia espanhola, seus descendentes aliavam-se ora aos turco, ora aos holandeses, ora aos ingleses, e até, nos tempos de Richelieu, de maneira mais privada, aos franceses. Os fatos são conhecidos, e não é preciso recorrer a textos hostis e nem às justificativas dos Defensores de Israel para conhecê-los em toda sua extensão. Em certas manobras diplomáticas dos turcos contra a Espanha intervieram judeus fugidos da Espanha em meados do século XVI. Posteriormente, os conversos do Brasil, relacionados com os judeus de Amsterdam, secundaram os planos dos Holandeses em seus ataques a portos daquele país, defendidos por Portugueses e Espanhóis. Sabem-se inclusive os nomes dos que agiram como Espiões e especialistas no ataque à bahia (1623), na invasão de Pernambuco, etc. O próprio Cecil Roth, em sua extensa (história dos marranos Capítulo 10), comenta abertamente que os judeus portugueses financiaram a revolta contra o domínio espanhol nos países baixos, por ordem do Traidor de sua Pátria Guilherme de Orange.

Em seu livro (A árvore de ódio. A lenda Negra e suas consequências nas relações entre EUA e Espanha, o recém citado Professor Phlip W. Power escreve. “Ao sair da Espanha, muitos judeus foram para a Itália, os domínios muçulmanos, os países baixos, a Alemanha e a França, lugares em que crescia a recepção à propaganda e a ação antiespanhola. Em seus novos lares, os judeus fizeram com grande dedicação tudo o que estava ao seu alcance para atrapalhar o comércio espanhol, e ajudaram os projetos mulçumanos de Vingança pela derrota em Granada. E sua erudição e conhecida dialética em matérias teológicas foram por vezes colocadas ao serviço da revolução protestante, que proporcionou tanta angústia à Espanha”. Thomas walsh, em seu Felipe II, acrescenta: “Se dermos crédito a Graetz e a outros historiadores judeus, estes tiveram um papel muito mais importante em tudo isto do que os cristãos, por motivos misteriosos, costuma demitir. Era incalculável o número dos membros desta raça enérgica e bem dotada que se haviam instalado em todos os países da Europa durante os assim chamados anos obscuros da idade média; foi incalculável o número dos que, assimilados como católicos sinceros ou passando por pretensos católicos, formaram depois os núcleos da sublevação Internacional. Estavam em todas as partes, em Estreita comunicação entre si e com os judeus da Sinagoga. Havia tantos na Inglaterra e na França, que um escritor judeu do século XVI, frequentemente citado pelos judeus modernos, atribui a este fato “a inclinação dos Ingleses e franceses pelo protestantismo”.

por último, é preciso mencionar que esta “cruzada” contra a Igreja e os estados cristãos não aconteceu nem foi gerada de um dia para o outro. O douto rabino Newman expressa a mesma opinião, dizendo: “as forças que alcançaram seu auge nos séculos XV e XVI, foram postas em movimento durante os séculos XI, XII e XIII, e prepararam o caminho para as grandes heresias no cristianismo”. E acrescenta: “O papel dos judeus Como estimuladores e propagadores de opiniões anti eclesiásticas na Idade Média não deve ser subestimado”.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis