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VATICANO, 16 Jun. 10 / 12:34 pm (

ACI).- Em sua habitual catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI continuou a reflexão sobre Santo Tomás de Aquino, conhecido como o “Doutor Angélico” a quem se referiu como um exemplo da necessária relação e complementaridade entre fé e razão, entre a filosofia e a teologia que permitem chegar à verdade e assim a Deus.

Depois de recordar que este Santo é Padroeiro das universidades católicas, o Santo Padre assinalou que Tomás de Aquino se concentra na distinção entre filosofia e teologia, porque em sua época, à luz por uma parte da filosofia aristotélica e platônica e por outra da elaborada pelos Padres da Igreja, “a questão urgente era se o mundo da racionalidade, a filosofia pensada sem Cristo e o mundo da fé eram compatíveis ou se excluíam”.

“Tomás estava firmemente convencido de sua compatibilidade, mais ainda de que a filosofia elaborada sem conhecer Cristo esperava quase a luz de Jesus para ser completa. Esta foi a novidade de Tomás, que determina seu caminho de pensador: Mostrar a independência da filosofia e teologia e ao mesmo tempo sua relação”.

Para o Santo “a fé consolida, integra e ilumina o patrimônio de verdade que a razão humana adquire. A confiança que Santo Tomás concede a estes dois instrumentos de conhecimento –a fé e a razão– se remonta à convicção de que ambos provêm da única fonte de toda verdade, o Logos divino, que opera tanto no âmbito da criação como no da redenção”.

Uma vez estabelecido este princípio da razão e da fé, Santo Tomás precisa que estas se valem de processos cognitivos diversos: “A razão aceita uma verdade em virtude de sua evidência intrínseca, mediata ou imediata, a fé, por outra parte, aceita uma verdade sobre a base da Palavra de Deus revelada”.

“Esta distinção garante a autonomia seja das ciências humanas como das ciências teológicas. Entretanto, isto não equivale a uma separação, mas implica em realidade a cooperação recíproca. A fé, de fato, protege a razão de toda tentação de desconfiança em sua capacidade e a estimula a abrir-se a horizontes cada vez mais amplos”.

Por outra parte, “a razão com seus meios pode fazer algo importante para a fé, prestando-lhe um triplo serviço que Santo Tomás resume assim: ‘Demonstrar os fundamentos da fé, explicar mediante semelhanças as verdades da fé, rechaçar as objeções que se expõem contra a fé. Toda a história da teologia é, depois de tudo, o exercício deste esforço de inteligência, que demonstra a inteligibilidade da fé, sua articulação e harmonia interior, sua racionalidade e sua capacidade para promover o bem do homem’”.

“A exatidão dos raciocínios teológicos e seu significado cognitivo real se apóiam no valor da linguagem teológica, que é, segundo Santo Tomás, sobre tudo uma linguagem da analogia”. A analogia reconhece no mundo criado e em Deus perfeições comuns e Tomás fundamenta sua doutrina da analogia, “ademais dos argumentos filosóficos, com o fato de que com a Revelação Deus mesmo falou e por isso nos autorizou a falar Dele”.

O Papa ressaltou a importância desta doutrina, que “nos ajuda a superar algumas objeções do ateísmo contemporâneo, que nega que a linguagem religiosa tenha um sentido objetivo, e argumenta em contraposição que só tem um valor subjetivo ou emocional. À luz dos ensinamentos de Santo Tomás, a teologia afirma que embora a linguagem seja limitada,ela tem um significado religioso, como uma flecha que aponta à realidade que isto significa”.

Também sua teologia moral resulta de grande atualidade, quando afirma que “as virtudes humanas, teologais e morais estão arraigadas na natureza humana” e que “a graça divina acompanha, apóia e fomenta o compromisso ético, mas, de acordo com Santo Tomás, por si mesmos todos os homens, crentes e não crentes, estão chamados a reconhecer as exigências da natureza humana, que se expressam na lei natural e a inspirar-se nela na hora de formular leis positivas, quer dizer as emanadas pelas autoridades civis e políticas para regular a convivência humana”.

“Quando se negam a lei natural e as responsabilidades que suporta se abre tragicamente o caminho ao relativismo ético no âmbito individual e ao totalitarismo do Estado no âmbito político. A defesa dos direitos humanos universais e a afirmação do valor absoluto da dignidade humana se apóiam em um fundamento. Não é a lei natural esse fundamento, com os valores não negociáveis que indica?”.

Finalmente o Santo Padre assinalou que “Tomás oferece um conceito da razão humana amplo e confiante: amplo porque não se limita ao espaço da denominada razão empírico-científica, senão aberto a todo o ser e portanto às questões fundamentais e irrenunciáveis da vida humana; confiante porque a razão humana, sobre tudo se acolhe a inspiração da fé cristã, é promotora de uma civilização que reconhece a dignidade da pessoa, a inviolabilidade de seus direitos e a convicção de seus deveres”.

Em sua saudação em português, o Papa Bento disse: “Saúdo cordialmente todos os peregrinos lusófonos, em particular os brasileiros da paróquia São Vicente Mártir de Porto Alegre e os irmãos da Misericórdia de Maringá, como também os professores e alunos portugueses do Centro Cultural Sénior de Braga, para todos implorando uma vontade que procure a Deus, uma sabedoria que O encontre, uma vida que Lhe agrade, uma perseverança que por Ele espere e a confiança de chegar a possuí-Lo. São os meus votos e também a minha Bênção!”

 
 
 

«Uma profecia», reconhece Bento XVI

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 4 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que Bento XVI enviou ao arcebispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino, Dom Domenico Sorrentino, por ocasião da celebração do vigésimo aniversário do Encontro Inter-religioso de Oração pela Paz, que acontece em Assis de 4 a 5 de setembro.

Ao venerado irmão Dom Domenico Sorrentino Bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino

Celebra-se este ano o vigésimo aniversário do Encontro Inter-religioso de Oração pela Paz, convocado por meu venerado predecessor João Paulo II, em 27 de outubro de 1986, na cidade de Assis. Ele não só convidou para aquele encontro os cristãos das diferentes confissões, mas também os expoentes das diferentes religiões. A iniciativa teve um amplo eco na opinião pública: foi uma mensagem vibrante a favor da paz e se converteu em um acontecimento que deixou uma marca na história de nosso tempo. Compreende-se, portanto, que a lembrança do que então sucedeu continue suscitando iniciativas de reflexão e de compromisso. Algumas foram organizadas precisamente em Assis, por ocasião do vigésimo aniversário daquele acontecimento. Penso na celebração, organizada em colaboração com essa diocese, pela Comunidade de Santo Egídio, seguindo os passos de análogos encontros realizados anualmente pela mesma. Nos dias do aniversário se celebrará também um Congresso organizado pelo Instituto Teológico de Assis, no qual se encontrarão as Igrejas particulares dessa região em torno da Eucaristia celebrada pelos bispos da Úmbria na Basílica de São Francisco. Por último, o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso organizará um encontro de diálogo, de oração e de formação na paz para jovens católicos e de outras religiões.

Estas iniciativas, cada uma com seu caráter específico, sublinham o valor da intuição que João Paulo II teve e mostram sua atualidade à luz dos acontecimentos ocorridos nestes vinte anos e da situação que a humanidade atravessa nestes momentos. O acontecimento mais significativo neste espaço de tempo foi, sem dúvida, a queda, no Leste da Europa, dos regimes de inspiração comunista. Com esta, terminou a «guerra fria», que havia gerado aterradores arsenais de armas e de exércitos preparados para uma guerra total. Foi um momento de geral esperança de paz, que levou muitos a sonhar com um mundo diferente, no qual as relações entre os povos se desenvolveriam distantes do pesadelo da guerra, e o processo de «globalização» aconteceria em um ambiente de pacífica confrontação entre povos e culturas, no marco do direito internacional compartilhado, inspirado no respeito das exigências da verdade, da justiça, da solidariedade. Infelizmente, este sonho de paz não se tornou realidade. O terceiro milênio começou com cenários de terrorismo e de violência que não parecem desvanecer-se. Também o fato de que os conflitos armados se desenvolvem sobretudo com o pano de fundo de tensões geopolíticas existentes em muitas regiões pode dar a impressão de que não só as diferenças culturais, mas também as diferenças religiosas são motivo de instabilidade ou de ameaça para as perspectivas de paz.

Precisamente desde este ponto de vista, a iniciativa promovida há vinte anos por João Paulo II se converte em uma profecia. Seu convite aos líderes das religiões mundiais a dar um testemunho conjunto de paz serviu para declarar sem possibilidade de equívocos que a religião só pode ser promotora da paz. Como ensinou o Concílio Vaticano II, na declaração «Nostra Aetate» sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs, «não podemos invocar a Deus, Pai de todos, se nos negamos a conduzir-nos fraternalmente com alguns homens, criados à imagem de Deus» (número 5). Apesar das diferenças que caracterizam os diferentes caminhos religiosos, o reconhecimento da existência de Deus, ao que os homens podem chegar inclusive baseando-se unicamente na experiência da criação (Cf. Romanos 1, 20), disporá necessariamente os crentes a considerar os demais seres humanos como irmãos. A ninguém é lícito, portanto, servir-se da diferença religiosa como pressuposto para uma atitude beligerante para com os demais seres humanos.

Poder-se-á objetar que a história conhece o triste fenômeno das guerras de religião. Sabemos, contudo, que semelhantes manifestações de violência não podem atribuir-se à religião enquanto tal, mas aos limites culturais com que se vive e se desenvolve no tempo. E agora, quando o sentido religioso alcançar sua maturidade, gera no crente a percepção de que a fé em Deus, Criador do universo e Pai de todos, tem de promover necessariamente relações de fraternidade universal entre os homens. De fato, registram-se testemunhos do íntimo laço que existe entre a relação com Deus e a ética do amor em todas as grandes tradições religiosas. Nós, os cristãos, sentimo-nos confirmados neste sentido e ulteriormente iluminados pela Palavra de Deus. Já o Antigo Testamento manifesta o amor de Deus por todos os povos que Ele, na aliança feita com Noé, reúne em um grande abraço, simbolizado pelo «arco nas nuvens» (Gêneses 9, 13.14.16) que, segundo as palavras dos profetas, pretende congregar em uma só família universal (cf. Isaías 2,2ss; 42, 6; 66, 18-21; Jeremias 4, 2; Salmo 47). Depois, no Novo Testamento, a revelação deste desígnio universal de amor culmina no mistério pascal, no qual o Filho de Deus encarnado, com um surpreendente ato de solidariedade salvífica, se oferece em sacrifício na cruz por toda a humanidade. Deus mostra deste modo que sua natureza é o Amor. É o que eu quis sublinhar em minha primeira encíclica, que começa precisamente com as palavras «Deus caritas est» (1 João 4, 7). Esta afirmação da Escritura não só ilumina o mistério de Deus, mas ilumina também as relações entre os homens, todos eles chamados a viver segundo o mandamento do amor.

O encontro promovido em Assis pelo servo de Deus João Paulo II sublinhou o valor da oração na construção da paz. Somos conscientes de quão difícil é o caminho para este bem fundamental e às vezes parece humanamente impossível. A paz é um valor no qual confluem tantos componentes. Para construí-la, são importantes caminhos de caráter cultural, político, econômico. Agora, em primeiro lugar, a paz tem de ser construída nos corações. Lá é onde se desenvolvem os sentimentos que podem alentá-la ou, pelo contrário, ameaçá-la, debilitá-la, sufocá-la. O coração do homem, de fato, é o lugar no qual Deus atua. Portanto, junto à dimensão «horizontal» das relações com os demais homens, é de importância fundamental a dimensão «vertical» da relação de cada um com Deus, em quem tudo encontra seu fundamento. Isto é precisamente o que quis recordar com força ao mundo o Papa João Paulo II, com a iniciativa de 1986. Pediu uma oração autêntica, que envolvesse toda a existência. Quis, por este motivo, que estivesse acompanhada pelo jejum e que fosse expressada com a peregrinação, símbolo do caminho para o encontro com Deus. E explicou: «A oração comporta da nossa parte a conversão do coração» («Insegnamenti di Giovanni Paolo II», 1986, vol. II, p. 1253). Entre os aspectos caracterizadores do encontro de 1986, deve-se sublinhar que este valor da oração na construção da paz foi testemunhado por expoentes de diferentes tradições religiosas, e isso não sucedeu na distância, mas no contexto de um encontro. Deste modo, os orantes das diferentes religiões puderam mostrar, com a linguagem do testemunho, que a oração não divide, mas une, e que constitui um elemento determinante para uma eficaz pedagogia da paz, baseada na amizade, na acolhida recíproca, no diálogo entre os homens de diferentes culturas e religiões. Temos mais necessidade que nunca, especialmente se prestamos atenção às novas gerações. Muitos jovens, nas zonas do mundo caracterizadas por conflitos, são educados em sentimentos de ódio e de vingança, em contextos ideológicos nos quais se cultivam as sementes de antigos rancores e se preparam os espíritos para futuras violências. É necessário abater estas paliçadas e favorecer o encontro. Alegro-me pelo fato de que as iniciativas programadas neste ano em Assis vão nesta direção e por que o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso tenha pensado em sua aplicação particularmente aos jovens.

Para não desviar o sentido do que João Paulo II quis realizar em 1986, e que se qualificou em uma expressão sua como «espírito de Assis», é importante não esquecer a atenção que então se pôs para que o encontro inter-religioso de oração não se prestasse a interpretações sincretistas, fundadas em uma concepção relativista. Precisamente por este motivo, desde um primeiro momento, João Paulo II declarou: «O fato de que tenhamos vindo aqui não implica nenhuma intenção de buscar um consenso religioso entre nós ou de negociar nossas convicções de fé. Quer dizer que as religiões podem reconciliar-se no âmbito de um compromisso comum em um projeto terreno que supera todas elas. E tampouco é uma concessão ao relativismo nas crenças religiosas…» («Insegnamenti», cit., p. 1252). Desejo confirmar este princípio, que constitui o pressuposto desse diálogo entre as religiões que auspiciou há quarenta anos o Concílio Vaticano II na Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs (cf. «Nostra aetate», 2). Aproveito com prazer a ocasião para saudar os expoentes das demais religiões que participam das comemorações de Assis. Como nós, os cristãos, também eles sabem que na oração se pode fazer uma experiência especial de Deus e tirar estímulos eficazes para a entrega à causa da paz. Neste sentido, também é um dever evitar confusões. Por isso, quando nos encontramos juntos para rezar pela paz, é necessário que a oração se desenvolva segundo esses caminhos diferentes que são próprios das diferentes religiões. Esta foi a escolha que se fez em 1986 e esta escolha não pode deixar se continuar sendo válida também hoje. A convergência da diversidade não deve dar a impressão de ser uma concessão a esse relativismo que nega o sentido próprio da verdade e a possibilidade de alcançá-la.

João Paulo II quis escolher para sua iniciativa audaz e profética o sugestivo cenário dessa cidade de Assis, universalmente conhecida pela figura de São Francisco. O «pobrezinho» encarnou de maneira exemplar a bem-aventurança proclamada por Jesus no Evangelho: «Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque eles serão chamados filhos de Deus» (Mateus 5, 9). O testemunho que deu em sua época faz dele um ponto de referência natural para quem cultiva também hoje o ideal da paz, do respeito da natureza, do diálogo entre as pessoas, entre as religiões e as culturas. Agora, é importante recordar, se não se quer trair sua mensagem, que a escolha radical de Cristo lhe ofereceu a chave para compreender a fraternidade à qual todos os homens estão chamados, e na qual também participam em certo sentido as criaturas inanimadas — desde o «irmão sol» até «a irmã lua». Quero recordar, portanto, que neste vigésimo aniversário da iniciativa de oração pela paz de João Paulo II se celebra também o oitavo centenário da conversão de São Francisco. As duas comemorações se iluminam reciprocamente. Nas palavras que o Crucifixo de São Damiã lhe dirigiu — «Vai, repara minha casa» –, em sua escolha da pobreza radical, no beijo do leproso com o qual expressou sua nova capacidade de ver e de amar a Cristo nos irmãos que sofrem, começava essa aventura humana e cristã que continua fascinando tantos homens de nosso tempo e que faz que essa cidade seja meta de inumeráveis peregrinos.

Confio-lhe, venerado irmão, pastor dessa Igreja de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino, a tarefa de dar a conhecer minhas reflexões aos participantes nas diferentes celebrações previstas para comemorar o vigésimo aniversário daquele histórico acontecimento, o Encontro Inter-religioso de 27 de outubro de 1986. Transmita a todos minha afetuosa saudação, enviando-lhes minha bênção, que vai acompanhada do desejo e a oração do pobrezinho de Assis: «A paz do Senhor seja convosco!».

Castel Gandolfo, 2 de setembro de 2006

BENEDICTUS P.P. XVI

 
 
 

D. José Policarpo encerra suas catequeses quaresmais discutindo «verdade e amor»

LISBOA, segunda-feira, 10 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Para os fiéis cristãos, a verdade «vem através da Palavra de Deus, é a verdade de Jesus Cristo, caminho para a vida», disse o cardeal-patriarca de Lisboa.

Em sua última catequese quaresmal, intitulada «A verdade é a base indispensável do Amor», D. José Policarpo lançou um alerta contra os perigos de uma visão subjetiva da realidade, segundo refere Agência Ecclesia.

«Que verdade ilumina as consciências no exercício da liberdade moral? Se por verdade se entender a busca da compreensão da realidade pela inteligência racional, cai-se facilmente numa visão subjetiva da verdade e numa autonomia individualista da consciência moral», disse.

«Por exemplo, a verdade científica não se compadece com subjetivismos de interpretação mas quando se trata de escolher caminhos de vida e discernir a objetividade do bem e do mal, o risco dessa subjetividade é maior, até porque a realidade do homem é complexa e não se capta facilmente apenas através da análise racional», prosseguiu o cardeal.

D. José Policarpo destacou que «os discípulos de Cristo não podem cair nesta tentação. Se para eles a verdade lhes vem através da Palavra de Deus, é a verdade de Jesus Cristo, caminho para a vida».

Já na homilia da Missa do Domingo de Ramos, o patriarca de Lisboa tinha referido que «uma das fragilidades da nossa cultura contemporânea é o conceito de felicidade fácil que gerou, contentando-se com alegrias momentâneas e efêmeras, que nem sequer são, tantas vezes, a semente da verdadeira e definitiva felicidade. Esquecemo-nos que a felicidade é um caminho longo, que supõe a purificação, a coragem de abraçar as exigências e o sofrimento».

«Nas relações de amor, na fidelidade à vocação escolhida, na prossecução de um ideal, desiste-se perante as dificuldades encontradas», lamentou.

 
 
 
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