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O Papa dedica a Sagrada Família, de Gaudí, em processo de beatificação

Por Renzo Allegri

ROMA, segunda-feira, 8 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Nesse domingo, 7 de novembro, Bento XVI fez a dedicação, em Barcelona, da basílica da Sagrada Família, uma das maravilhas da época moderna, planejada pelo arquiteto Antonio Gaudí, que está em processo de beatificação.

No último final de semana, Bento XVI esteve na Espanha para sua segunda viagem apostólica ao país. A visita se realizou em duas etapas: no sábado, dia 6, em Santiago de Compostela, para prestar uma homenagem ao apóstolo Tiago, evangelizador da Espanha, na celebração de seu jubileu. No dia seguinte, domingo, 7 de novembro, o Papa presidiu, em Barcelona, o rito solene de dedicação da igreja da Sagrada Família, a célebre obra prima de Antonio Gaudí, monumento símbolo de Barcelona e da Catalunha.

A Sagrada Família, cujo nome exato é Templo Expiatório da Sagrada Família, é uma das maiores obras primas arquitetônicas modernas. A obra de construção começou há 127 anos, mas ainda não foi terminada. Está prevista sua conclusão para o ano de 2030. Mas ainda que esteja incompleta, esta “catedral” já é uma das maravilhas admiradas pelo mundo inteiro, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco: o único monumento que atrai mais de dois milhões de turistas por ano.

Muito além do seu valor artístico, enorme, a Sagrada Família possui um profundo significado religioso. Foi planejada como as míticas catedrais da Idade Média para ser, sobretudo, um extraordinário monumento à fé, um tratado teológico, um livro de pedra que explica Deus, a Criação, a história do homem. Seu autor, Antonio Gaudí, genial arquiteto e um santo singular, “materializou” nesta obra, à qual dedicou 40 anos de sua vida, a concepção teológica de Igreja, isto é, “lugar de celebração da eucaristia e do culto”, conceito que conquistou a admiração de Bento XVI, que desde sempre o manteve em suas diretrizes litúrgicas. Dentro da Sagrada Família, de fato não existe nada representado, nem sequer nas capelas laterais, que possa distrair a atenção do altar, do sacrário, da missa. As únicas três imagens presentes são a cruz, ou seja, Jesus homem-Deus; sua mãe, Nossa Senhora, e São José, ou seja, as duas pessoas que, com Ele, formam a Sagrada Família.

As representações ilustrativas, com inumeráveis imagens e símbolos, estão todas no exterior da igreja e tecem uma história imensa de todo o mistério cristão, de acordo com o ciclo do ano litúrgico. Além das figuras dos santos, episódios bíblicos e escritos religiosos, Gaudí quis enriquecer cada detalhe com símbolos, emblemas, elementos da flora e fauna catalã para que essa igreja fosse o mais representativo possível do povo. Dizia: “Minha obra está nas mãos de Deus e na vontade do povo”.

O simbolismo é a essência principal da Sagrada Família: reveste-a, recobre, apresentando-se em todos os lugares e em todas as suas possíveis formas. Um simbolismo forte, dantesco, “parlante”. O cardeal Francesco Ragonesi, que de 1913 a 1921 foi núncio apostólico na Espanha, quando foi visitar a obra da Sagrada Família, ficou muito impressionado por este simbolismo e disse a Gaudí, que lhe mostrava o projeto: “O senhor é o Dante da arquitetura”.

“Antonio Gaudí dedicou-se completamente a esta obra prima”, disse o padre Lluís Bonet i Armengol, pároco da Sagrada Família. “Quando recebeu a encomenda deste trabalho, Gaudí era um jovem arquiteto, mas já muito famoso. Pouco a pouco, trabalhando neste projeto, se envolveu completamente até o ponto de abandonar todas suas outras tarefas que lhe davam fama e riqueza, para dedicar-se por inteiro a esta obra imensa com a qual queria celebrar Deus através dos séculos”.

O padre Lluís Bonet i Armengol é filho de um famoso arquiteto que conheceu Gaudí e trabalhou com ele e, além de ser pároco da Sagrada família, é também o vice postulador da causa de beatificação de Gaudí.

Quando esteja terminada, a igreja será, provavelmente, a maior basílica do mundo. Atualmente, a obra está 60% completa. Estão terminadas a nave central, o pavimento, os vitrais, o altar maior e o dossel. Para a chegada do Papa, aproximadamente 7.000 fiéis poderiam aceder ao interior da basílica sobre uma superfície de 4.500 metros quadrados.

A Sagrada Família possui três grandes fachadas, às quais Gaudí deu os nomes de Natividade, Paixão e Glória, cada uma com três portas que simbolizam as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

A fachada da natividade está orientada à saída do sol e representa a vida. Tem estilo gótico, com infiltrações modernistas, inumeráveis elementos da natureza, da flora e fauna, tartarugas, caracóis, gansos, galos e corujas que fazem com que a obra esteja cheia de vitalidade.

A fachada da Paixão lembra a paixão e norte de Jesus e celebra a desolação, a dor: apresenta-se despojada de adornos, com formas simples e poucos ornamentos, que lembram o outono e o inverno.

A terceira porta, a da Glória, que inda não está terminada, está orientada ao meio-dia e celebra o homem na Criação.

A parte mais alta da basílica lembra um bosque com grandes árvores que se elevam ao céu. A ideia fundamental da inspiração arquitetônica de Gaudí estava ligada à natureza. Através do estudo de suas formas, que são ordem e beleza, a natureza conduz a Deus Criador. “Meu mestre é a árvore do jardim fora da minha janela”, costumava dizer Gaudí. “Tudo nasce do grande livro da natureza”.

“Gaudí desenvolvia sua atividade de arquiteto com um espírito profundamente religioso, imbuído de oração e adoração – diz o padre Lluís Bonet –. De acordo com ele, a criação querida por Deus não está terminada, mas continua através das criaturas que trabalham no espírito de Deus”. Dizia: “Todos os que buscam as leis da natureza para modelar novas obras colaboram com o Criador”.

O cardeal Ricardo María Carles Gordó, que, como arcebispo de Barcelona, apoiou muito a abertura da causa de beatificação e Gaudí, diz; “Ele soube encontrar na natureza novas fontes de inspiração para sua arte e assim nos mostrou sobretudo que a criação é obra do Grande Artista que é Pai, que criou todo o mundo como um presente ao Filho, ‘expressão de sua glória e imagem de sua substância’”.

De acordo como projeto, na parte alta da Sagrada Família existem 18 torres que se elevam ao céu. Torres com forma de agulhas, hieráticas, solenes e de várias alturas. Dez representam os quatro evangelistas e cada uma delas está coroada pelo tradicional símbolo de cada evangelista: o anjo, o boi a águia e o leão. A torre mais alta é a dedicada a Nossa Senhora, coroada com uma coroa de estrelas. E, finalmente, a torre de Jesus, que supera a todas em altura e está coroada por uma grande cruz. Esta torre é visível desde muito longe: de dia brilha graças aos mosaicos que a compõem; de noite resplandece pelas luzes projetadas desde as outras torres.

Nascido en Reus, na Catalunha, em 1852, Antonio Gaudí pertencia a uma família modesta de artesãos, fabricantes de objetos de cobre e aço. Dede pequeno, mostrou uma especial vivacidade intelectual e a família decidiu fazê-lo estudar. Durante oito anos freqüentou a escola dos esculápios em Reus e depois a Escola de Arquitetura de Barcelona. Para pagar os estudos, trabalhava enfrentando grandes sacrifícios. Formou-se em Arquitetura em 1878 e rapidamente abriu seu pequeno estúdio em Barcelona. O começo foi difícil, mas seu gênio era prometedor e em pouco tempo chamou a atenção como um dos jovens arquitetos mais originais e inovadores. Surpreendia e entusiasmava com belas ideias e, além disso, vanguardistas.Vários empresários ricos faziam sorteio entre eles para contratá-lo e, para eles, Gaudí realizou, não somente em Barcelona, obras que continuavam atraindo multidão de admiradores.

“Entretanto, era um arquiteto particular – diz o padre Lluís. Não tinha sede de lucro, nem de glória, mas ardia de paixão por seu trabalho, uma paixão que surgia de sua profunda fé religiosa e transformava seu trabalho em uma contínua oração. Dedicava a Deus toda sua obra e buscava deixar nela, inclusive ainda que fosse uma obra civil, um ‘signo’ religioso, uma estátua de Nossa Senhora, a cruz e similares. Às vezes brigava com quem tinha lhe encomendado a obra, porque a Espanha, no começo do século XX, era varrida por um forte vento anárquico e um socialismo ateu, anticlerical. Ele nunca se curvou às modas políticas ou ideológicas, preferia perder o trabalho”.

Em 1883, Gaudí recebeu a encomenda da construção da Sagrada Família, quando tinha 31 anos. “A obra já tinha começado – explica o padre Lluís –. Uma associação de devotos de São José, surgida em 1866, queria construir uma igreja dedicada à Sagrada Família. Mas os dois arquitetos do projeto inicial não entravam em acordo e foi necessário substituí-los por um terceiro. Foi escolhido Gaudí, que era o joven artista emergente”.

“Gaudí, ex-assistente de um dos arquitetos beligerantes, aceitou a encomenda e se apaixonou pelo trabalho, que acabou se convertendo na razão de sua vida. O arquiteto mudou o projeto inicial por um novo, surpreendente, estudado até os mínimos detalhes. Uma obra gigante, que requeria uma montanha de dinheiro, mas que só contava com as escassas ajudas da Associação de São José. E Gaudí agarrou-se a esse santo, de quem era devota. Rezava todos os dias ao santo, a quem proclamou administrador de sua obra e antes de morrer disse que a obra tinha sido realizada por São José”.

“Em alguns momentos, quando o dinheiro faltava, Gaudí teve de mendigar. Ia pelas ruas de Barcelona pedindo ajuda. Muitos pensaram que estava louco. Não conseguiam conceber que um homem com seu gênio, que tinha podido amealhar enormes riquezas se limitasse aos projetos que a que, talvez, nunca poderia terminar”.

“Mas Gaudí não se importava com as fofocas. Com a ajuda das oferendas de pessoas pobres, continuou construindo. ‘São José acabará esta igreja’, dizia. ‘Na Sagrada Família tudo é fruto da Providência, incluída mina participação como arquiteto’”.

Infelizmente Gaudí só conseguiu terminar uma parte do projeto. Em 7 de junho de 1926, enquanto caminhava pela cidade, foi atropelado por um bonde. Hospitalizado, morreu três dias depois, no dia 10 de junho, e foi sepultado na cripta da igreja que estava construindo.

“Da obra, tinha realizado, entretanto, todos os esboços e os ilustrara com milhares de desenhos e anotações – explica o  Lluís –. Seus colaboradores puderam continuar assim a grande obra. Mas durante a Guerra Civil o espírito ateu que dominava a Espanha levou a grupos de bandidos a rebelar-se contra a obra de Gaudí. Destruíram parte dos esboços, profanaram o túmulo do arquiteto e tentaram demolir a igreja em contrução. Acabada a guerra, os modelos, baseados em desenhos e fotografias, foram recuperados e o trabalho pôde ser reiniciado.

Hoje, Antonio Gaudí está reconhecido como um dos grandes gênios da arquitetura.  Le Corbusier o definiu como “o maior arquiteto em pedra do século XX” e Joan Miró como “o primeiro entre os gênios”. Sua fama não está ligada só à Sagrada Família, mas a muitas outras obras extraordinárias realizadas pelas várias cidades da Espanha, quando jovem. Obras que o tornaram famoso em todo o mundo e atraem multidões de turistas.

“Mas não é possível separar o Gaudí-arquiteto do Gaudí-cristão”, do homem profundamente religioso – sustenta o padre Lluís –. Nas atas do processo diocesano estão recolhidos muitos testemunhos de pessoas que o conheceram, e todos afirmam que foi um grande santo. Uma santidade clássica e muito surpreendente, dada a sua profissão e sua fama artística; uma santidade feita de oração, de sacrifícios, de pobreza, de caridade com os pobres”.

“Ainda que fosse uma celebridade, todas as manhãs se levantava cedo para ir à missa. Saindo de casa, passava sempre a uma estátua de Santo Antônio para rezar. Sua pobreza era absoluta. Não tinha sequer o que vestir. Ia como um vagabundo. Quando morreu sob o bonde, não foi reconhecido e os serviços de resgate o levaram ao hospital da Santa Cruz, um albergue construído para os mendigos. Acreditaram que fosse um vagabundo sem teto. A notícia da morte do grande arquiteto se espalhou pela cidade. Uma grande multidão assistiu ao funeral. Eram, sobretudo, pessoas pobres às quais ele assistia e ajudava. Um jornal de Barcelona,  La Veu de Catalunya, deu o título: Em Barcelona morreu um gênio! Em Barcelona, nos deixou um santo! Inclusive as pedras choram”.

“A fama de santidade de Antonio Gaudí sempre esteve viva em Barcelona. Imediatamente depois de sua morte, foi publicado um livro onde 17 famosos escritores recordavam o grande personagem. Todos destacavam sua santidade e um dos capítulos se intitulava O arquiteto de Deus”.

“Gaudí está sepultado na cripta da Sagrada Família e eu, como pároco desta igreja, vejo todos os dias pessoas que vão a esse túmulo rezar e muitas contam ter recebido, por intercessão de Gaudí, graças extraordinárias”.

 
 
 

Secretário do organismo visita o Estado do Pará para entregar material

BRASÍLIA, terça-feira, 24 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, está em Abaetetuba (Pará, norte do país), para entregar kits do “Projeto 1 Milhão de Bíblias”.

Nesta terça-feira, o bispo visita a sede do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) para divulgar a campanha.

Desenvolvida em parceria com a Comissão para a Missão Continental no Brasil, a campanha faz parte do projeto “O Brasil na Missão Continental”, que tem por objetivo entregar kits (Bíblia Infantil, Catecismo, ABC da Bíblia) para todos que não têm condições de comprar.

O tema da campanha é “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19) e o lema “Discípulo e servidores da Palavra de Deus”.

A arquidiocese de Belém e as demais dioceses do Regional Norte 2 fizeram levantamento a partir desse projeto de evangelização e apresentaram números de quantas Bíblias precisariam receber. Só na diocese de Abaetetuba, por exemplo, foram entregues dez mil, segundo informa a CNBB.

Segundo os organizadores do projeto, alguns Regionais da Conferência episcopal terão prioridade no atendimento para receber os kits. Trata-se de localidades no norte, nordeste e centro-oeste do Brasil. O Regional Nordeste 4 (Piauí), foi o primeiro a receber o projeto. A Campanha foi lançada no dia 6 de março deste ano, em Teresina.

 
 
 

D. Walmor de Azevedo explica que o bispo da Igreja Católica é nomeado ‘dom’

BELO HORIZONTE, segunda-feira, 21 de junho de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que “bispo” é um título que uma pessoa não pode atribuir a si mesma, pelo simples fato de ser fundadora ou líder de determinado grupo de fiéis.

“O bispo da Igreja Católica, um sucessor dos apóstolos, daqueles apóstolos primeiros chamados pelo Mestre Jesus Cristo, assim constituídos por Ele, é nomeado de ‘dom’, uma titulação precedendo o seu nome de batismo”, explica o arcebispo, em artigo enviado a ZENIT na sexta-feira.

“A respeito desses primeiros apóstolos, o evangelista Marcos narra que ‘Jesus subiu a montanha e chamou os que ele quis; e foram a ele. Ele constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova, com o poder de expulsar os demônios’”, recorda.

Dom Walmor explica que é chamado de dom “aquele que é bispo, tradição de dois mil anos, na Igreja do seu Mestre e Senhor”.

“Bispo, portanto, não é um título que alguém pode arvorar e definir para si, como fundador e líder de um grupo de fiéis que passam, ainda que por razão de práticas religiosas, a se definir como uma Igreja”, afirma o prelado.

Segundo Dom Walmor, a Igreja “nasce do querer e do coração do seu Mestre e Senhor Jesus. O querer é de Cristo, aquele que morreu e ressuscitou”.

“Dom não é, então, um simples título honorífico. Não é uma formalidade para nomear uma pessoa. Dom é referência a uma pessoa – consagrada para a missão que o Senhor Jesus deu àqueles onze primeiros chamados.”

“E que permaneceram com Ele – prossegue o arcebispo –, numa tradição sucessória ininterrupta, nestes dois mil anos de existência da Igreja Católica. Uma existência sustentada, em meio às vicissitudes do tempo e da história, pela fidelidade e obediência corajosa ao mandato do seu Mestre.”

O arcebispo afirma que a consagração no ministério de bispo “é compromisso não apenas de ser chamado dom, mas de ser, verdadeiramente, dom para todos”.

“Dom na tarefa de congregar na unidade, para além da administração. Dom na experiência de ser, nesta época moderna, sinal e inspirador da procura de sentido, no seguimento de Jesus Cristo, na condição de contemplativo presente no mundo, seu conhecedor e intérprete de suas perguntas.”

“Buscando respostas, servindo especialmente aos mais próximos, solidariamente próximo a todos”, afirma.

 
 
 
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