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Contrariando o senso comum que afirma que o poder corrompe, ao ler sobre a vida dos Césares romanos, vemos que os homens já são corrompidos, uns mais outros menos, o poder apenas lhes permitiu extrapolar tudo que eles realmente eram. No trono dos senhores do mundo, o poder potencializou tudo de podre que já havia dentro deles, dando vazão a todo tipo de pecado, e confirmando o que afirma o apóstolo Paulo, “…o salário do pecado é a morte.” (Rm 6:23)

Assassinatos, mentiras, complôs, intrigas, orgias, pedofilia, incesto, abuso de poder, perseguições, torturas, culto a personalidade…Tudo em nome do poder. E para que? Para ter mais poder, como um ciclo vicioso retro-alimentado pela mãe de todos os pecados, o orgulho. Lembrando da tentação de Cristo pelo diabo, quando lhe foi proposto adorá-lo em troca da glória de todos os reinos da terra, sua resposta foi enfática “Somente ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mt 4:10)

Assim é a história humana, gasta-se muita energia erguendo impérios, buscando glórias passageiras e admiração dos homens, mas algo sempre dá errado. A máquina humana não funciona corretamente à base de si mesmo, Deus é o combustível da alma humana, e quando esse combustível é substituído, a máquina não funciona corretamente.

 
 
 

Um dos maiores clássicos literários de ficção é Admirável mundo novo, do Aldous Huxley. Nele o autor relata uma sociedade distópica, onde os bebês são produzidos em laboratórios e separados por castas, e cada casta é condicionada a determinados tipos de comportamentos e pensamentos.

Nesse mundo não existem relações profundas entre os seres humanos. O conceito de família foi abolido, o culto a Deus foi substituído e as liberdades individuais trocadas pelo bem estar coletivo e ordem social. Ainda existe o Soma, que é uma droga fornecida pelo governo que deixa as pessoas mais felizes, inibindo qualquer sentimento de dúvida, tristeza, apatia ou outro qualquer que o governo julgue prejudicial. Na visão dos personagens era a sociedade perfeita. Todos felizes, condicionados a aceitar seu destino sem questionar, eles tinham tudo que desejavam e nunca desejavam o que não podiam ter.

Apesar de ter sido escrito na década de 30, os paralelos com a sociedade moderna são assustadores. Hoje, as relações entre as pessoas estão sendo substituídas pela Tv e internet, o culto a Deus por qualquer prazer mundano ou coisa banal, as liberdades de pensamento sendo censuradas pela patrulha do politicamente correto, e um consumo cada vez maior de ansiolíticos e outras drogas, numa tentativa de fugir da realidade ou mascará-la, são apenas parte do problema das sociedades pós-modernas. A realidade imita a literatura.

O grande escritor C.S Lewis já dizia que, assim como um carro funciona com determinado combustível, Deus era o combustível que deveria nos mover, e que toda história humana era uma tentativa fracassada de tentar descobrir a felicidade em outras coisas que não Deus. A verdade é que, sem o combustível correto, a máquina humana irá sempre emperrar, não importa o quanto se tente criar uma sociedade perfeita.

Esse nosso mundo não é mais tão novo, e está cada vez menos admirável.

Ramon Serrano

 
 
 

Nesse livro excepcional, Rodney Stark, um renomado sociólogo e professor de religião comparativa, aborda como o Cristianismo, destacando-se de outras religiões monoteístas e dos fundamentos filosóficos da cultura grega, gerou a liberdade, os direitos do homem, a procura sistemática da razão, a paixão pelo progresso e a confiança no futuro. Rebatendo teses marxistas e weberianas, o autor remete para a Idade Média a gênese do Capitalismo, primeiro desenvolvido na organização e função econômica dos conventos, depois nos bancos e mercadores das repúblicas italianas, que a levarão para as cidades da Flandres e de Inglaterra e depois para o Novo Mundo, sistema que levará ao milagre econômico e ao predomínio do Ocidente.

Rodney Stark começa com uma constatação impressionante: no início do século XVI, os europeus quando comparados aos povos muçulmanos, chineses e indianos eram os únicos a possuírem universidades, óculos, bússolas confiáveis e relógios mecânicos. Como isso foi possível? A resposta está na confiança do cristianismo na razão e na crença de que fazer ciência era possível. Tudo isso baseado no livro do gênesis, que afirma que a criação é boa, no livro da Sabedoria, que diz que Deus criou tudo com medida número e peso, em Santo Agostinho e, principalmente, na filosofia escolástica. Stark demonstra uma coisa que sempre instigou os estudiosos: como a revolução científica do século XVII aconteceu? Foi uma combinação de dois fatores importantes: a fundação das universidades, instituição desconhecida dos povos não cristãos até o século XIX, e a crença cristã de que a ciência e o progresso eram possíveis. A verdadeira ciência nasceu na Europa medieval.

Stark aborda a criação do sistema capitalista e a liberdade de mercado, a criação dos bancos na Itália depois se espalhando pelo norte da Europa. O capitalismo é uma invenção medieval por sua crença no comércio, no trabalho especializado, fé no progresso, crédito, um sistema bancário e ausência de escravidão. O principal motivo no entanto, foi a valorização do trabalho pela cultura monástica do ocidente.  Stark aponta também a justificação teológica da igualdade entre os homens, os direitos de propriedade e a limitação que havia na idade média dos poderes dos reis e dos estados como outros fatores para o surgimento do capitalismo.

Um livro essencial para quem deseja derrubar mitos comumente tomados por verdadeiros. Apesar de ser um tema amplo, o livro é de linguagem fácil e concisa, cheio de referências e excelente material histórico. Vale a pena!!!

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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