top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Por Bob Stanley Tradução: n/c Fonte: Veritatis Splendor

Vestimenta de Cordeiro (O Desenvolvimento da Doutrina: artigo recebido em 28 de junho de 1977).

Foi o Próprio Deus, Nosso Senhor, Jesus Cristo, quem nos advertiu no “Sermão da Montanha”:

“Guardai-vos dos falso profetas, que vêm a vós vestidos de cordeiros mas por dentro são lobos vorazes” (Mt. 7,15).

Estas palavras ecoam através dos séculos para nós Católicos de agora, que estamos tanto quanto, ou até mais, necessitados de tal advertência. O que deveria nos motivar a prestar mais atenção nesta advertência e ter mais cuidado em nossas vidas diárias? O fato de que a pureza e a integridade da fé é um assunto sério. A Fé de uma pessoa pode ser facilmente corrompida.

O Catecismo de Baltimore afirma que:

“Uma pessoa que nega até mesmo um só artigo de nossa fé não poderia ser um Católico; pois a verdade é uma só e precisamos aceitá-la inteira, ou então não aceitar nada”.

Isto meramente repete o ensinamento de Nosso Senhor, conforme escrito por São Tiago:

“Pois quem guarda os preceitos da lei, mas faltar em um só ponto, tornar-se-á culpado de toda ela.” (Tiago 2,10)

São Tomás de Aquino acrescenta:

“Rejeitar um só artigo ensinado pela Igreja é suficiente para destruir a fé, do mesmo jeito que um pecado mortal é suficiente para destruir a caridade…”

O Papa Leão XIII, em sua encíclica “Satis Cognitum”, ensina com todas as palavras:

“Nada é mais perigoso do que os hereges que, enquanto conservam quase todo o remanescente do ensino da Igreja intacto, corrompem, com uma única palavra, como uma gota de veneno, a pureza e a simplicidade da fé que nós recebemos através da Tradição tanto de Deus quanto dos Apóstolos”.

Não somente deveríamos prestar muita atenção ao aviso de Nosso Senhor por causa da FACILIDADE com que a Fé de uma pessoa pode ser corrompida, mas deveríamos também encontrar motivação no fato de que o perigo prevalece hoje em dia, mais do que o era na virada do século, há 87 anos atrás, quando o Papa São Pio X sentiu a necessidade de escrever:

“Os partidários do erro não devem ser procurados apenas entre os que são abertamente inimigos da Igreja; mas… em seu próprio seio, e estes são mais nocivos por atuarem às escondidas.” “A Igreja não tem inimigos piores.” “Pois eles colocam em operação seus desígnios para a destruição dela não pelo lado de fora, mas pelo de dentro. Assim, o perigo está presente quase nas próprias veias e no coração da Igreja, e o dano é mais certo pelo próprio fato de que o conhecimento que eles têm dela é mais íntimo.” “Eles tomam o encargo de professores nos seminários e universidades e, gradualmente, fazem deles e delas cadeiras de pestilência”.

Certamente não esperamos encontrar homens vestidos com pele de ovelhas. Não. O que nos é dito para “temer” é aquilo que na superfície soa agradável aos ouvidos; aquilo que parece “positivo” ou “benigno” à primeira vista. Mas por trás de tudo isso está um erro sutil que destrói a Fé. Qual é um dos melhores meios pelos quais um erro contra a fé pode ser ensinado a um Católico e fazer com que ele o aceite facilmente como verdade mesmo se, a princípio, ele questionava a sua novidade? O jeito que foi usado na virada do século foi dizer que a “doutrina evolui”, ou que “a verdade evolui com o homem”. Hoje em dia, entretanto, como a evolução não é geralmente olhada de maneira favorável pelos Católicos, eles vão, ao invés disso, dizer que temos que perceber que há um “desenvolvimento doutrinal” – esta é a “pele de cordeiro” da qual Nosso Senhor falou.

Qual maneira seria melhor para que falsas doutrinas sejam aceitas pelos fiéis do que clamar que a doutrina só “parece diferente” porque são verdades do tempo antigo que “desenvolveram” e progrediram, ou avançaram? Este é um dos mais incidiosos e traiçoeiros métodos de corrupção da fé de um Católico. A palavra “desenvolvimento” soa benévola ou muito “teológica” aos ouvidos, e pode muito bem pegar as pessoas desprevenidas. É um termo muito geral que tem mais de um significado: tenha cuidado com palavreado ambíguo. O termo tem que ser entendido corretamente.

Quando um carvalho cresce, amadurece e se desenvolve como qualquer coisa na natureza. O carvalho contém em perfeição o que a sua semente guardava. A semente do carvalho não poderia mais tarde tornar-se uma macieira. Com relação às verdades sobrenaturais de Revelação Divina vemos que isto é verdade. A Igreja não pode em certo tempo condenar algo como sendo pecado ou erro e mais tarde ensinar que é verdade ou uma virtude.

Vamos examinar o caso de um jovem que viveu gerações atrás, digamos, Michael Ghislieri. Aos 10 anos, o menino aprende seu catecismo, recebe os sacramentos e professa sua Fé. Ele é um Católico puro e simples e sabe as verdades de sua fé. Conforme amadurece, assim acontece com sua fé e compreensão das verdades, que ele sempre soube que são verdadeiras. Mais tarde na vida, ele estuda filosofia e teologia e se torna um teólogo. Ele ainda é tão Católico quanto foi aos 10 anos, mas agora ao invés de simplesmente SABER que as coisas são verdade, ele agora sabe os PORQUÊS e COMOS dessas verdades. Ele adquiriu uma MELHOR compreensão conforme cresceu. Isso nada mais é do que um “desenvolvimento de doutrina” em seu VERDADEIRO SENTIDO. Aos 10 anos ele era Católico com BOA compreensão das Verdades da Fé. Sendo um teólogo e mais velho ele acredita e professa as MESMÍSSIMAS doutrinas com o MESMO SIGNIFICADO mas com uma MELHOR compreensão. (Atualmente conhecemos Michael Ghislieri por S. Papa Pio V.)

Nosso Senhor deu à Igreja as Verdades da Fé. A Igreja ensina que a Revelação terminou com a morte do último apóstolo. Este “Depósito da Fé” tem sido preservado e ensinado infalivelmente desde o começo. Quando a Igreja era jovem, os Cristãos tinham um BOM conhecimento da Fé. Conforme a Igreja cresceu nós desenvolvemos um MELHOR entendimento do que o sagrado depósito contém. Um Católico no ano 94 D.C. é tão Católico como um teólogo ortodoxo do século XX, acreditando nas mesmas doutrinas – nada contrário. A Verdade é imutável. O que foi condenado uma vez pela Igreja no passado, não pode mais tarde ser aprovado por princípio, nem pode algo que uma vez foi declarado verdadeiro e bom pela Igreja tornar-se mais tarde falso e pecaminoso. Um verdadeiro desenvolvimento da doutrina “aumenta” sua compreensão de pontos delicados e sua relação com outras verdades. Nunca pode um MELHOR entendimento significar que o que foi entendido previamente era defeituoso. Era entendido com menos detalhes, mas NÃO era um erro, nem algo contrário. Um teólogo acredita nas mesmas verdades que um garoto de escola, com a diferença que aquele sabe com mais detalhes. Estes maiores detalhes não podem ser contrários ao que o garoto de escola sabe.

Então, vemos Nosso Senhor nos alertando sobre homens que procurariam corromper nossa Fé. Hoje em dia tais homens muito frequentemente vestem a pele de cordeiro do “desenvolvimento doutrinal” para enganar Católicos incautos, a fim de que acreditem em doutrinas diferentes do que as que lhes foram ensinadas previamente pela Igreja. A pele de cordeiro que é tão traiçoeira e insidiosa é a da “posição eclesiástica”. A Igreja lidou com tais hereges no passado, e lidou de forma severa. Hereges que ocupam altos cargos na Igreja podem facilmente enganar o Católico mediano simplesmente permanecendo em seu posto de dignidade (como vemos na citação acima, de S. Papa Pio X). A história mostra que isso tem causado desastres na Igreja. O Bispo Ário é um bom exemplo. A heresia Ariana fez com que cerca de 80% do clero se afastasse da Fé. E muitos foram com eles, não porque tenham entendido aquela heresia, mas simplesmente porque seguiram seu clero.

São Paulo parece ter nos advertido a respeito de doutrina diferente quando vêm de uma fonte com ofício ou dignidade especial:

“Há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.” (Gl. 1,7-9)

São Paulo nos dá um princípio para lembrarmos:

“Irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.” (2 Ts. 2,14)

A Verdade imutável é encontrada na Tradição. Muitas pessoas hoje em dia reconhecem as heresias que estão infestando a Igreja e estão tentando prestar ouvidos às palavras de São Paulo.

Um Católico comum, não há muito tempo atrás, mencionou o fato perturbante de que o seu pároco na Pennsylvania estava dizendo a seu rebanho que o batismo não era necessário! Se isso tivesse acontecido há centenas de anos atrás, mesmo considerando-se as comunicações e transportes lentos, ele seria hoje um herege infame como um Zwínglio, Donato ou Calvino! Hoje em dia, entretanto, [é normal que] este sacerdote vá casualmente seguindo seu caminho, destruindo almas.

Muitos Católicos hoje em dia têm que estar extravigilantes porque esses hereges não estão [normalmente] sendo condenados, e podem ser encontrados em muitas paróquias. Alguns desses Católicos vigilantes se autodenominam “Católicos tradicionais” para se diferenciarem daqueles que não estão se apegando com força às Tradições. O termo, entretanto, é redundante: O Catolicismo, como temos visto, é essencialmente tradicional. Chamar um Católico de “tradicional” é como chamar um círculo de “redondo” ou dizer “um triângulo de três lados”. Mas o termo hoje em dia parece ser necessário para contra-atacar aqueles que quebraram com a Tradição mas ainda assim se chamam “Católicos”. Infelizmente, há inúmeros tipos diferentes desses “tradicionalistas”, mas a despeito de nossos sentimentos para com eles, temos que estar conscientes para NÃO deixar que nossos sentimentos diminuam o amor que todos nós deveríamos ter pela Tradição, que é a pedra de toque do Catolicismo. Ninguém está acima da Tradição.

Nós lemos as fortes palavras de São Paulo: “Mesmo que nós, ou um anjo do céu” – Estas palavras incluem a advertência de que mesmo o ofício de um Papa pode ser usado para espalhar heresia. Obviamente, em tal caso, haveria um “antipapa” e não um Papa de verdade. A Pele de Cordeiro do “ofício eclesiástico” é tão eficaz em promover o erro que São Bernardo, Cardeal Newman, e outros, logicamente acreditavam que a única maneira pela qual o Anti-Cristo poderia ser tão eficaz ao criar uma “grande apostasia” entre Católicos seria tornando-se um “antipapa”, o qual a maior parte do mundo Católico pensaria ser um Papa válido. (veja o artigo ANTICRISTO na “Enciclopédia Católica”).

Então vemos:

1) Como se pode facilmente cair em erro e cessar de ser Católico. 2) Como o erro prevalece hoje em dia. 3) Quão sério é o apego a Tradição. 4) O verdadeiro sentido de “Desenvolvimento Doutrinal” 5) A pele de cordeiro tanto do “ofício eclesiástico” quando da “evolução da verdade”. O princípio que está no coração de tudo isso: a Verdade Católica é imutável. Ela não mudou, não pode e não vai mudar. Seria bom ler citações da Igreja declarando esta verdade de importância crucial.

O juramento Solene feito perante Deus e imposto a todos os sacerdotes de 1910 até 1968 é muito claro quanto ao significado de verdade imutável:

“Eu aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida pelos apóstolos através dos pais ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e interpretação, mesmo para nós; e dessa forma rejeito a invenção herege da evolução dos dogmas, passando de um significado para outro diferente daquele que a Igreja tinha no princípio; …a absoluta e imutável verdade pregada pelos apóstolos desde o começo não pode nunca ser acreditada de outra forma, nunca pode ser entendida de outra forma…. Assim o prometo, assim eu juro, e que Deus, etc.”“Se alguém diz: pode acontecer que a respeito de doutrinas apresentadas pela Igreja, algumas vezes, conforme o conhecimento avança, elas deveriam receber um outro sentido diferente daquele que a Igreja entendeu e entende, que seja anátema” (Concílio Vaticano – 1870)

S. Pio X, que chamou o “modernismo” de “supra sumo de toda heresia”, condenou o seguinte:

“58. A verdade não é mais imutável do que o próprio homem, já que evolui com ele, nele e através dele””…o erro dos modernistas, que afirmam que a verdade dogmática não é absoluta mas sim relativa, quer dizer, que ela muda de acordo com as necessidades que variam de acordo com tempo e lugar e com as mutáveis tendências da mente; que ela não é contida numa tradição imutável, mas pode ser alterada para se adaptar às necessidades da vida humana.”

Catecismo de Baltimore:

P. 546. A Igreja pode mudar suas leis? A. A Igreja pode, quando necessário, mudar as leis que ela mesmo fez, mas não pode mudar as leis feitas por Cristo. A Igreja também não pode mudar nenhuma doutrina de fé ou de moral.P. 568. A Igreja, definindo certas verdades, faz dessa maneira novas doutrinas? A. A Igreja definindo, quer dizer, proclamando certas verdades, artigos de fé, não faz novas doutrinas, mas simplesmente ensina de maneira mais clara e com maior esforço verdades que sempre foram acreditadas e mantidas pela mesma.
 
 
 

Por Bob Stanley Tradução: n/c Fonte: Veritatis Splendor

Autoridade: o que é isto? O que significa? Sua raiz está na palavra “autor”, que significa “criador” ou “originador”. Vem do latim “auctoritas”: “o poder do criador para comandar ou tomar decisões”. O dicionário define como: “o poder de executar a lei, exigir obediência, comandar, determinar ou julgar. Também significa: “aquele que foi investido de poder, especialmente um governador”.

Então a palavra pode se aplicar tanto a uma forma de governo quanto a um indivíduo. O Senado tem a autoridade de fazer leis, a Suprema Corte tem a autoridade de interpretar aquelas leis e o Presidente tem a autoridade de executá-las.

O que você acha que aconteceria se não houvesse autoridade? Haveria anarquia, tumulto, caos, todo mundo “fazendo o que bem quiser”. A civilização, do jeito que a conhecemos, iria se desmoronar rapidamente. Veja o caso da Albânia: poucos dias depois do colapso da autoridade, houve anarquia, com milhares tentando fugir para salvar suas vidas. A Escritura nos recorda que: “Por falta de direção cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação.” (Pr 11,14; 24,6).

A autoridade vem do “Autor da Vida”: At 3,15. Toda autoridade vem de DEUS: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação.” (Rm 13,1-2). Perceba que DEUS é seletivo com quem Ele dá justa autoridade.

A Igreja Católica tem uma forma de governo chamada teocracia e opera com uma “Hierarquia”. Como qualquer outra forma de governo, tem que ter “autoridade” para funcionar. A Igreja recebeu sua autoridade de seu fundador, Jesus Cristo:

  1. “E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Jesus vai construir sua Igreja em rocha sólida. Ele é a “pedra angular” (Salmo 118,22; Ef 2,20-22), a “fundação” (pedra angular) (1Cr 3,11), e a “rocha” (1Cr 10,4). As “Portas do Inferno não prevalecerão contra ela”, significa: Ele a defenderá por dentro e por fora, contra todos os adversários, para sempre.

  2. Os Apóstolos são a fundação, Jesus Cristo é a “Pedra angular-chefe” (Ef 2,20).

  3. Jesus Cristo deu uma autoridade superior para resolver disputas entre pessoas, mesmo quando há duas ou mais testemunhas. Ele lhes disse para apelar para a Igreja em Mt 18,17: “Mas se recusa a ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano (um coletor de impostos para o Império Romano).” Aqui, Cristo deu autoridade total à Sua Igreja.

  4. Paulo adverte aqueles que se recusam a aceitar a autoridade dada à Igreja e diz o que acontecerá com eles se recusarem em Rm 13,1-2: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque NÃO HÁ AUTORIDADE QUE NÃO VENHA DE DEUS; AS QUE EXISTEM FORAM INSTITUÍDAS POR DEUS. Assim, AQUELE QUE RESISTE À AUTORIDADE, OPÕE-SE À ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS; E OS QUE A ELA SE OPÕEM, ATRAEM SOBRE SI A CONDENAÇÃO.”

  5. O Próprio Jesus Cristo é a cabeça da Igreja que Ele fundou, a “Cabeça de Seu Corpo” (Ef 1,22). Não pode haver maior autoridade do que esta.

  6. Jesus Cristo se certificou de que Sua Igreja era digna da autoridade que Ele lhe deu. Ele se certificou de que sua Igreja não tinha mancha: “Para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef 5,27). Ele se certificou de que Sua Igreja era digna de ser chamada “Casa de DEUS”, e a “Coluna da Verdade”: …como deves comportar-te na Casa de DEUS, que é a Igreja de DEUS vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15).

  7. Jesus Cristo ama a Igreja que Ele fundou (Ef 5,29). E você?

  8. DEUS disse que estará com Sua Igreja para sempre: “Não te deixarei nem te desampararei” (Hb 13,5). Em Mt 28,20, Jesus disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Isto significa que Ele estará com Sua Igreja todo dia, em cada século, até o fim dos tempos. Qual Igreja era a Igreja Dele quando estes versículos foram pronunciados?

DEUS deu autoridade a inúmeras pessoas na Bíblia. Ele muda o nome da pessoa para significar que passou autoridade para ela. Alguns exemplos são:

  1. DEUS mudou o nome de Abrão para Abraão quando Ele o fez “Pai de uma Multidão de Nações”, em Gn 17,5.

  2. DEUS mudou o nome de Sarai para Sara quando a fez “Mãe de Nações”, em Gn 17,15-16.

  3. DEUS mudou o nome de Jacó para Israel, o nome da Nação Judaica, e ele se tornou o primeiro Israelita, em Gn 32,29.

  4. DEUS mudou o nome de Simão para Pedro quando o fez cabeça de Sua Igreja, em Mt 16,18. DEUS deu autoridade a Pedro e DEUS mudou o seu nome para enfatizar isto. Em Mt 16,19, Jesus Cristo deu a Pedro mais autoridade ainda. Ele lhe deu – e a nenhum outro – as “chaves do reino dos céus”, e lhe disse: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Muita autoridade foi dada nesses dois versículos a Simão – agora Pedro – uma mera criatura de DEUS.

  5. Há mais de 50 versículos na Bíblia que se referem à supremacia de Pedro sobre todos os Apóstolos. O nome de Pedro aparece mais frequentemente do que o nome de qualquer um dos outros Apóstolos no Novo Testamento. Quando os Apóstolos são nomeados, Pedro é sempre citado primeiro em todos os casos exceto em Gl 2,9. Em Mt 10,2, Pedro é até mesmo chamado “o primeiro”: “Eis os nomes dos doze Apóstolos: O PRIMEIRO, Simão, chamado Pedro…”. Em At 15,7, Pedro diz: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo DEUS me escolheu dentre vós, para que da “MINHA BOCA” os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.” Pedro reafirmou sua supremacia, conforme DEUS lhe tinha dado em Mt 16,18-19. Em Lc 22,31-32, Jesus disse: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos.” Aqui Jesus apontou Pedro para fortalecer os outros, outro sinal claro de sua supremacia. Finalmente, em Jo 21,15-17, é a Pedro, e somente a Pedro, que o Senhor ordena três vezes que alimente seu rebanho. Pedro foi o Apóstolo supremo. O Bispo supremo no tempo presente, o Bispo de Roma, é o Papa. Sucessor direto de Pedro em uma longa série de Papas.

  6. Jesus Cristo deu autoridade total aos seus Apóstolos quando, em Lc 10,16, Ele diz: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Nós ouvimos Suas palavras através de Sua Igreja. Assim sendo, essas palavras se aplicam também à Sua Igreja “quem rejeita Minha Igreja, rejeita a Mim.”. Este versículo também impede o Papa de ensinar heresia; então, quando o Papa fala sobre assuntos de fé e moral, ele está falando como Cristo falaria e com a Sua autoridade. Paulo reconheceu a autoridade dada aos Apóstolos em 2Cor 10,8: “Ainda que eu me orgulhasse um pouco em demasia da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que envergonhar-me.”

  7. Jesus deu autoridade a 72 outros discípulos em Lc 10,1-12, e lhes disse que Ele os enviaria como “cordeiros em meio aos lobos”. Ele disse a eles para sacudir a poeira de seus pés quando saíssem das cidades que não os recebessem.

  8. Nós somos ordenados a obedecer aos nossos superiores (sacerdotes, Bispos e o Papa) e de nos sujeitarmos a eles, pois eles têm que prestar contas de nossas almas (Hb 13,17).

  9. DEUS colocou também outros em Sua Igreja: “Na Igreja, DEUS constituiu primeiramente os Apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas” (1Cor 12,28). A sua Igreja tem todos estes?

Sabendo, é claro, que os Apóstolos não viveriam para sempre, e que Sua Igreja continuaria até “o fim dos tempos” (Mt 28,20), Jesus Cristo tomou providências para passar a autoridade de geração a geração:

  1. “Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.” (1Cor 3,10-11). Então haverá seguidores que irão construir sobre o fundamento.

  2. “Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça…” (Jo 15,16).

  3. “…para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos (sacerdotes) em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei,” (Tito 1,5). Paulo ordena-lhes que designem novos sacerdotes.

  4. “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para pastorear a Igreja de DEUS” (At 20,28). Aqui, o Espírito Santo dá autoridade aos Bispos de governarem a Igreja que Jesus Cristo fundou. A sua Igreja tem Bispos?

  5. “Agora eu vos encomendo a DEUS e à palavra da Sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados” (At 20,32). Passar a autoridade a seus herdeiros.

  6. O Papa e os Bispos são os legítimos sucessores dos Apóstolos. Se nós rejeitamos a autoridade deles, então rejeitamos a Cristo.

É o Espírito Santo que guia e guarda a Igreja que Jesus Cristou fundou. Ele é a autoridade suprema e final:

  1. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.” (Jo 14,16-17.26; 15,26; 16,13). O Espírito Santo habitará na Igreja que Jesus Cristo fundou e Ele estará para sempre com aquela Igreja.

Nem tudo será revelado à Igreja de uma vez só porque não poderíamos suportar. Tudo será revelado no tempo. Esta é a autorização para a Igreja revelar doutrinas tais como a da Imaculada Conceição:

  1. “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade,…e anunciar-vos-á as coisas que virão.” (Jo 16,12-15).

  2. “Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar…Eu plantei…mas só Deus é que faz crescer.” (1Cor 3,1-15).

  3. Ef 4,11-16: “…para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de DEUS, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo… Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores…”

  4. Fl 1,5-11: “…aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento justo até o dia de Jesus Cristo… peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério.” DEUS está nos dizendo claramente que o conhecimento crescerá com o tempo.

Agora para responder à importantíssima questão: “Quem tem a autoridade?”

A fim de que haja uma só verdade, é necessário que haja uma só autoridade. A Igreja que Jesus Cristo fundou recebeu autoridade conforme mostrado nessa carta. A sua Igreja preenche todos os requisitos da Escritura fornecidos nesse texto? Você pode traçar sua Igreja para trás até Cristo? Se não pode, então sua Igreja não tem autoridade. Se sua Igreja não tem autoridade, então por que você está lá? A principal diferença entre a Igreja Católica e as outras Igrejas é que a Igreja Católica, e somente a Igreja Católica, tem autoridade…

Eu sugeriria a todos que lessem Números 16: é sobre uma rebelião contra a autoridade de Moisés por parte de Coré e seus seguidores. Moisés fez tudo o que podia para tentar convencer Coré, argumentando que ele estava errado ao fazer isso, e mesmo assim Coré e seus seguidores rejeitaram suas súplicas. Leia o desenlace final da rebelião de Coré em Números 16,30-35. Não é nada bonito, mas Coré não ouviu a Moisés, que era o homem na terra a quem DEUS tinha escolhido para conduzir Seu povo.

Agora leia sobre Martinho Lutero e sua rebelião contra a autoridade da Igreja Católica e você verá que a história de Números 16 se repete. Agora leia Números 16 novamente, mas desta vez substitua o nome de Coré pelo nome do fundador da sua igreja e o nome de Moisés pelo nome do Papa. Aqueles que não aproveitam nada da história estão fadados a repetir seus erros.

“Nada há de novo debaixo do sol, e nenhum homem pode dizer: Eis que isso é novo; pois já existia em tempos passados.” (Eclesiastes 1,10).

Você já leu o Salmo 127,1? “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem.”

Agora mostre-me o versículo da Bíblia que dá autoridade a alguma criatura humana de fundar outra igreja além da ÚNICA IGREJA que Jesus Cristo fundou…

Mostre-me o versículo (s) que autoriza alguém a simplesmente erguer uma Bíblia e proclamar: “Esta é a minha autoridade”.

 
 
 

A doutrina católica sobre o papado é bíblica e decorre do primado de São Pedro entre os Apóstolos. Como todas as doutrinas cristãs, desenvolveu-se ao longo dos séculos mas não se afastou dos seus elementos essenciais, presentes na liderança e nas prerrogativas do Apóstolo São Pedro. Tais prerrogativas foram dadas a São Pedro por Nosso Senhor Jesus Cristo, reconhecidas por seus contemporâneos e aceitas pela Igreja Primitiva. Os dados bíblicos sobre o Primado Petrino são muito fortes e inelutáveis em virtude de seu peso cumulativo. Tal peso fica especialmente claro com o auxílio de comentários bíblicos. A evidência da Sagrada Escritura se segue logo abaixo:

  1. Mt 16,18: “E eu te digo, tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e os poderes da morte não prevalecerão contra ela”.

A pedra (em grego, petra) aqui mencionada é o próprio São Pedro e não a sua fé ou Jesus Cristo {a}. Cristo não aparece aqui como a fundação, mas como o arquiteto que “constrói”. A Igreja é edificada, não sobre confissões, mas sobre confessores – pessoas vivas (ver, por exemplo, 1Pd 2,5).

Hoje o consenso da grande maioria dos eruditos e comentadores bíblicos se encontra a favor da interpretação católica. Aqui é dito que São Pedro é a pedra de fundação da Igreja, a cabeça e o superior da família de Deus (vemos aí a “semente” da doutrina do papado). Além disso, a palavra “pedra” expressa uma metáfora análoga à usada por São Pedro para designar o Messias sofredor e desprezado (1Pd 2,4-8; cf. Mt 21,42). Sem uma fundação sólida qualquer casa desaba. São Pedro é o fundamento, mas não o fundador da Igreja; administrador, mas não o Senhor da Igreja. O Bom Pastor (Jo 10,11) nos dá também outros pastores (Ef 4,11).

{a} – N. do T.: Alguns protestantes objetam que o nome de Pedro em grego, petros, significa “pequena pedra”, e que, portanto, Cristo refere-se a si próprio como rocha fundamental da Igreja, petra, “grande pedra”. Tal objeção não se sustenta porque: I – No grego koiné do NT as palavras petros e petra não possuem significados distintos [ver as seguintes fontes protestantes que confirmam este fato: Joseph H. Thayer, Thayer’s Greek-English Lexicon of the New Testament (Peabody: Hendrickson, 1996), 507; D.A. Carson, “Matthew,” in Frank E. Gaebelein, ed., The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids: Zondervan, 1984), vol. 8, 368]. II – A palavra grega para designar “pequena pedra” é lithos. Por exemplo, em Mt 4,3, o demônio tenta o Senhor a operar um milagre transformando algumas pedras, lithoi, em pães; em Jo 10,31, os judeus apanham pedras, lithoi, para apedrejar Jesus. III – Jesus falava aramaico, não grego, e em aramaico ele usou a mesma palavra para designar Pedro e pedra: kefa (cfr. Jo 1,42). Se o Senhor tencionasse chamar o Apóstolo de “pequena pedra”, teria usado o termo aramaico correspondente, evna. IV – O evangelista usou petros enquanto forma masculina de petra, para evitar uma impropriedade de gênero, a designação de um sujeito masculino – o Apóstolo – com um nome feminino – petra. V -Especialistas em grego reconhecem que petros = petra na sentença de Mt 16,18. A sintaxe da frase não deixa lugar para dúvidas. Petros é o mesmo sujeito que é designado sob o nome de petra, ou seja, São Pedro.
  1. Mt 16,19: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus…”

O “poder das chaves” tem a ver com a disciplina eclesiástica e a autoridade administrativa com respeito às exigências da fé, como em Is 22,2 (cf. Is 9,6; Jó 12,14. Ap 3,7). É deste poder que derivam o uso de censuras, a excomunhão, a absolvição, a disciplina batismal, a imposição de penitências e os poderes legislativos. No AT um mordomo, ou primeiro ministro, é o “maior da casa”, o homem que ficava acima da assembléia (Gn 41,40; 43,19; 44,4; 1Rs 4,6; 16,9; 18,3; 2Rs 10,5; 15,5; 18,18; Is 22,15.20-21).

  1. Mt 16,19: “…o que tu ligares sobre a terra será ligado no Céu, e o que desligares sobre a terra será desligado no Céu”.

“Ligar” e “desligar” eram termos técnicos usados pelos rabinos, que significavam “proibir” e “permitir” com referência à interpretação da Lei. Secundariamente significavam o poder de condenar ou absolver. Portanto, a São Pedro e a seus sucessores, os papas, foi dada a autoridade de estabelecer as leis para a doutrina e a vida, em virtude da Revelação e da assistência do Espírito Santo (Jo 16,13), e de receber a obediência da Igreja. “Ligar” e “desligar” representam os poderes judiciais e legislativos do papa e do bispos (Mt 18,17-18; Jo 20,23). São Pedro, no entanto, é o único Apóstolo que recebeu esses poderes individualmente, o que o põe em lugar de preeminência no Colégio Apostólico.

  1. O nome de Pedro ocorre em primeiro lugar em todas as listas dos Apóstolos (Mt 10,2; Mc 3,16; Lc 6,14; At 1,13). Mateus chega a chamá-lo de “primeiro” (10,2). Judas Iscariotes é invariavelmente mencionado em último lugar.

  2. Pedro é quase sempre mencionado primeiro, quando seu nome aparece junto de outros. Em um exemplo que contradiz esta regra (o único), Gl 2,9, no qual “Cefas” é listado depois de Tiago e antes de João, Pedro aparece claramente em destaque, levando-se em conta o contexto do versículo (p. ex., 1,18-19; 2,7-8). Alguns códices registram variações nas quais Pedro aparece em primeiro lugar.

  3. Apenas Pedro, entre todos os Apóstolos, recebe um novo nome, “pedra”, solenemente conferido (Jo 1,42; Mt 16,18).

  4. Da mesma forma, Pedro é colocado por Jesus como o Pastor Chefe depois dele mesmo (Jo 21,15-17) sobre a Igreja Universal, embora outros possuam um papel parecido mas subordinado (At 20,28; 1Pd 5,2).

  5. Jesus ora apenas por Pedro, dentre todos os Apóstolos, para que a sua fé não desfaleça (Lc 22,32).

  6. Apenas Pedro, entre todos os Apóstolos, é exortado por Jesus: “fortalece teus irmãos” (Lc 22,32).

  7. Pedro é o primeiro a confessar a divindade de Cristo (Mt 16,16).

  8. Apenas de Pedro se diz que recebeu conhecimento divino através de uma revelação especial (Mt 16,17).

  9. Pedro é considerado pelos Judeus (At 4,1-13) como o líder e porta-voz dos cristãos.

  10. Pedro é considerado pelo povo da mesma forma (At 2,37-41; 5,15).

  11. Jesus Cristo paga o imposto para si mesmo e para Pedro (Mt 17,24-27).

  12. Cristo ensina da barca de Pedro, e a pesca milagrosa que se segue (Lc 5,1-11) é talvez uma metáfora sobre o papa como “pescador de homens” (cf. Mt 4,19).

  13. Pedro foi o primeiro Apóstolo a partir para, e a entrar em, o sepulcro vazio (Lc 24,12; Jo 20,6).

  14. Um anjo destaca Pedro entre os discípulos como líder e representante dos Apóstolos (Mc 16,7).

  15. Pedro lidera os Apóstolos na pesca (Jo 21,2-3.11). A “barca” de Pedro tem sido considerada pelos católicos como uma figura da Igreja, com Pedro no leme.

  16. Apenas Pedro anda sobre as águas para encontrar-se com Jesus (Jo 21,7).

  17. As palavras de Pedro são as primeiras a serem registradas e as mais importantes no Cenáculo, antes de Pentecostes (At 1,15-22).

  18. Pedro toma a liderança na convocação para a escolha de um substituto para Judas (At 1,22).

  19. Pedro é a primeira pessoa a falar (e a única registrada) depois de Pentecostes, de modo que ele foi o primeiro cristão a “pregar o Evangelho” no tempo da Igreja (At 2,14-36).

  20. Pedro opera o primeiro milagre do tempo da Igreja, curando um aleijado de nascença (At 3,6-12).

  21. Pedro lança o primeiro anátema (sobre Ananias e Safira), enfaticamente confirmado por Deus (At 5,2-11)!

  22. A sombra de Pedro opera milagres (At 5,15).

  23. Pedro é o primeiro depois de Cristo a ressuscitar uma pessoa morta (At 9,40).

  24. Um anjo instrui Cornélio a procurar Pedro para conhecer a fé cristã (At 10,1-6).

  25. Pedro é o primeiro a receber os gentios, após uma revelação de Deus (At 10,9-48).

  26. Pedro ensina aos outros Apóstolos sobre a catolicidade (universalidade) da Igreja (At 11,5-17).

  27. Pedro é o objeto da primeira intervenção divina em favor de um indivíduo no tempo da Igreja (um anjo o liberta da prisão – At 12,1-17).

  28. A Igreja inteira ora por Pedro enquanto o mesmo está preso (At 12,5).

  29. Pedro preside e abre o primeiro Concílio da História da Igreja, e lança vários princípios que serão adotados por todos os cristãos (At 15,7-11).

  30. Paulo distingue as aparições do Senhor a Pedro após a ressurreição das aparições realizadas diante dos demais Apóstolos (1Cor 15,4-8). Os dois discípulos na estrada de Emaús fazem a mesma distinção (Lc 24,34), na ocasião mencionando apenas Pedro (“Simão”), mesmo tendo eles mesmos acabado de ver o Cristo ressuscitado (Lc 24,33).

  31. Pedro é muitas vezes distinguido entre os apóstolos (Mc 1,36; Lc 9,28.32; At 2,37; At 5,29; 1Cor 9,5).

  32. Pedro é quase sempre o porta-voz dos outros Apóstolos, especialmente nos momentos mais importantes (Mc 8,29; Mt 18,21; Lc 9,5; Lc 12,41; Jo 6,67ss).

  33. O nome de Pedro é sempre o primeiro a ser listado dentro do “círculo íntimo” dos discípulos (Pedro, Tiago e João – Mt 17,1; Mt 26,37.40; Mc 5,37; Mc 14,37).

  34. Pedro é muitas vezes figura central junto a Jesus em cenas dramáticas do Evangelho, como a caminhada sobre as águas (Mt 14,28-32; Lc 5,1ss; Mc 10,28; Mt 17,24ss).

  35. Pedro é o primeiro a reconhecer e refutar a heresia, contra Simão o Mago (At 8,14-24).

  36. O nome de Pedro é mais citado do que todos os discípulos juntos: 191 vezes (162 como Pedro ou Simão Pedro, 23 como Simão e 6 como Cefas). João é o segundo colocado com apenas 48 referências. Pedro está presente em 50% das vezes em que João é mencionado na Bíblia! O arcebispo Fulton Sheen calculou que todos os outros discípulos combinados somam 130 referências. Se isto é correto, 60% das referências a discípulos são referências a São Pedro.

  37. O discurso de Pedro em Pentecostes (At 2,14-41) contém uma interpretação da Escritura feita com autoridade, uma decisão doutrinal e um decreto disciplinar referente aos membros da “Casa de Israel” (2,36) – um exemplo do poder de “ligar e desligar”.

  38. Pedro foi o primeiro “carismático”, tendo julgado com autoridade a primeira manifestação do dom de línguas como genuína (At 2,14-21).

  39. Pedro é o primeiro a pregar o arrependimento cristão e o batismo (At 2,38).

  40. Pedro (presume-se) esteve à frente do primeiro batismo em massa registrado (At 2,41).

  41. Pedro ordenou o batismo do primeiro cristão vindo da gentilidade (At 10,44-48).

  42. Pedro foi o primeiro missionário itinerante, e o primeiro a exercer o que seria chamado de “visita às igrejas” (At 9,32-38.43). Paulo pregou em Damasco imediatamente após a sua conversão (At 9,20), mas não tinha viajado até aquela cidade com esse propósito (Deus alterou seus planos!). Suas jornadas missionárias começam apenas em At 13,2.

  43. Paulo partiu para Jerusalém especialmente para ver Pedro, por quinze dias, no começo de seu ministério (Gl 1,18), e foi encarregado por Pedro, Tiago e João (Gl 2,9) de pregar para os gentios.

  44. Pedro age (fortemente indicado) como o bispo/pastor chefe da Igreja (1Pd 5,1), uma vez que ele exorta todos os demais bispos, ou “anciãos”.

  45. Pedro interpreta profecia (2Pd 1,16-21).

  46. Pedro corrige aqueles que interpretam mal os escritos paulinos (2Pd 3,15-16).

  47. Pedro escreve sua primeira epístola da cidade de Roma, de acordo com muitos estudiosos, sendo seu bispo, e como bispo universal (ou papa) da Igreja primitiva. “Babilônia” (1Pd 5,13) é uma espécie de codinome para Roma.

Em conclusão, é necessário muita credulidade para achar que Deus colocaria São Pedro em tal posição de preeminência na Bíblia sem que esta preeminência tenha algum significado ou importância para a história cristã posterior; em particular para o governo da Igreja. A doutrina sobre o papado é, de longe, a que melhor se ajusta ao dado bíblico. Considerando a Tradição e a História, a conclusão por sua veracidade é inescapável.

Traduzido e adaptado do inglês por Ewerton Wagner Santos Caetano. “50 NEW TESTAMENT PROOFS FOR PETRINE PRIMACY AND THE PAPACY”, Copyright 1994 by Dave Armstrong. All rights reserved.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis