top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

O Santo Padre dirigiu-se hoje, IV Domingo do Advento à janela do seu estúdio no Palácio Apostólico do Vaticano para recitar o Ângelus com os fiéis e peregrinos que se encontravam na Praça de São Pedro.

Estas foram às palavras do Papa na introdução da oração mariana:

Queridos irmãos e irmãs

A celebração do Santo Natal é agora iminente. A atual vigília nos prepara para viver intensamente o mistério que esta noite a liturgia nos convidará a contemplar com os olhos da fé. No divino nascituro que depositaremos no Presépio, torna-se manifesta a nossa salvação.

No Deus que se faz homem por nós, nós nos sentimos totalmente amados e acolhidos, nos descobrimos seres únicos e preciosos aos olhos do Criador. O Natal de Cristo nos ajuda a tomar consciência do valor da vida humana, a vida de cada ser humano, desde o primeiro instante à sua naturalidade sob o solo. À qual abre o coração a esta “criança envolta em panos e deitada numa “mangedora”“. (cfr. Lc 2, 12), ela oferece a possibilidade de olhar com olhos novos as realidades de cada dia. Poderá saborear a força do encanto interior do amor de Deus, que tem êxito a transformar em alegria mesmo a dor.

Preparemo-nos, queridos amigos, para encontrar Jesus, o Emanuel, Deus conosco. Nascendo na pobreza de Belém, ele se faz companheiro de viagem de cada um. Neste mundo, Ele mesmo quis fazer pobre a sua casa, ninguém é estrangeiro. É verdade, estamos todos de passagem, mas verdadeiramente é Jesus que nos faz sentir-se em casa nesta terra santificada da sua presença. Ele interpela-nos a ter uma casa acolhedora para todos.

O dom surpreendente do Natal é realmente este: Jesus veio para cada um de nós e nele nos tornamos irmãos. O compromisso correspondente é de ultrapassar sempre mais os preconceitos e os prejulgamentos, derrubar as barreiras e eliminar os contrastes que dividem, ou pior, contrapondo os indivíduos e os povos, para juntos construirmos um mundo de justiça e de paz.

Com estes sentimentos, caros irmãos e irmãs, vivam as últimas horas que nos separam do Natal, e nos preparemos espiritualmente para acolher o Menino Jesus. No coração da noite ele virá para nós.

É mesmo seu desejo vir a nós, habitar como se diz no coração de cada um de nós. Para que possa acontecer, é indispensável que nós estejamos disponíveis e nos preparemos para recebê-lo, prontos a dar-lhe espaço dentro de nós, nas nossas famílias, nas nossas cidades. Que o seu nascimento não fique apenas pelo festejar o Natal, esquecendo que o centro da festa é verdadeiramente Ele! Maria ajuda-nos a manter a recordação interior indispensável para provar a alegria profunda que traz o nascimento do Redentor.

Para ela agora se volta nossa oração, pensando particularmente nos que se preparam para passar o Natal na tristeza e na solidão, na doença e no sofrimento: a todos a Virgem garanta conforto e consolação.

O Papa saúda os peregrinos:

De Língua francesa: Saúdo cordialmente os peregrinos francófonos presentes esta manhã na oração do Ângelus. Nestas horas que nos separam no nascimento de Jesus, possam preparar vossos corações para acolher com alegria o Cristo Salvador, que se faz pobre, pequena criança, para nos enriquecer com a sua pobreza. Com a minha Benção Apostólica.

Aos peregrinos de Língua Inglesa: Fico feliz por saudar os peregrinos de língua inglesa e os visitantes presentes para o Ângelus. Hoje é o IV Domingo do Advento e também, este Ano, Véspera de Natal. A Liturgia da celebração de hoje convida todos os crentes a receber com alegria o Messias que vem a nós pela Virgem Maria. Desejo a todos uma ótima estadia em Roma, e um abençoado Natal marcado pela paz de Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Aos peregrinos de Língua Alemã: Dirijo neste IV Domingo do Advento uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua alemã. Nesta espera feliz olhamos já sobre a celebração em breve do Natal. Com Maria, queremos nos preparar para o nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo. Abrimos o nosso coração para Deus vir, para que traga ao mundo inteiro a sua luz e a sua paz. Desejo um Santo Natal a vocês e às vossas famílias.

Aos peregrinos de Língua Espanhola: Saúdo cordialmente os fiéis de língua espanhola aqui presentes e a quantos participam nesta oração do Ângelus através da rádio e da televisão. Alegremo-nos por esta festa da Natividade que estamos quase a celebrar! Amanhã contemplaremos a glória do Senhor! Feliz Domingo!

Aos peregrinos de língua polaca: Saúdo todos os polacos. Está próxima a celebração do nascimento do Senhor. Desejo uma boa, tranqüila e gloriosa festa. O Filho de Deus, que desceu à terra, abençoa a todos abundantemente.

 
 
 

No octagésimo Domingo Mundial das Missões (DOMUND)

CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 outubro de 2006 (ZENIT.org).- No octagésimo Domingo Mundial das Missões (DOMUND), Bento XVI explicou que ser missionário significa «levar a toda pessoa a boa notícia: “Deus é amor”».

«A missão, se não é motivada pelo amor, fica reduzida à atividade filantrópica e social», esclareceu ao meio-dia, ao rezar a oração mariana do Ângelus desde a janela de seus aposentos, juntos a cerca de 30.000 peregrinos congregados na praça de São Pedro do Vaticano.

A mensagem que, como de costume, o Papa havia escrito para esta jornada tem por lema: «A caridade, alma da missão».

«A missão surge do coração — reconheceu o pontífice em uma agradável jornada do outono romano: quando a pessoa pára para rezar diante do Crucifixo, com o olhar fixo no lado transpassado, não pode deixar de experimentar dentro de si a alegria de saber que é amada e o desejo de amar e de tornar-se um instrumento da misericórdia e da reconciliação.»

Como exemplo, citou a experiência que o jovem Francisco de Assis viveu, há precisamente oitocentos anos, na pequena Igreja de São Damião, que então estava derruída.

Escutou a voz do Crucifixo, que lhe dizia: «Vai, reconstrói a minha casa que está em ruínas».

«Aquela “casa” era, antes de tudo, sua própria vida, que precisava ser “reconstruída”, mediante uma autêntica conversão; era a Igreja, não a que está feita de tijolos, senão de pessoas vivas, que sempre precisa de purificação; era também toda a humanidade, na que Deus quer fazer sua morada.»

«A missão — constatou — sempre nasce do coração transformado pelo amor de Deus, como testemunham inúmeras histórias de santos e de mártires, que de diferentes maneiras gastaram sua vida ao serviço do Evangelho.»

Por isso, assegurou, na missão «existe um lugar para todos», segundo seus diferentes estados de vida.

Concretamente, disse, existe espaço na missão «para quem se compromete a realizar em sua própria família o Reino de Deus; para quem vive com espírito cristão o trabalho profissional; para quem se consagra totalmente ao Senhor; para quem segue Jesus Bom Pastor no ministério ordenado ao Povo de Deus; para quem vai especificamente anunciar Cristo a quem ainda não o conhece».

 
 
 

Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 6 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XXVII do tempo comum.

* * *

E os dois serão uma só carne

XVII Domingo do tempo comum (B) Gênesis 2, 18-24; Hebreus 2, 9-11; Marcos 10, 2-16

O tema deste XXVII Domingo é o matrimônio. A primeira leitura começa com as bem conhecidas palavras: «Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma ajuda adequada». Em nossos dias, o mal do matrimônio é a separação e o divórcio, enquanto que nos tempos de Jesus o era o repúdio. Em certo sentido, este era um mal pior, porque implicava também uma injustiça com relação à mulher, que ainda persiste, lamentavelmente, em certas culturas. O homem, de fato, tinha o direito de repudiar a própria esposa, mas a mulher não tinha o direito de repudiar seu próprio marido.

Duas opiniões se contrapunham, com relação ao repúdio, no judaísmo. Segundo uma delas, era lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo, ao arbítrio, portanto, do marido; segundo a outra, ao contrário, se necessitava de motivo grave, contemplado pela Lei. Um dia submeteram esta questão a Jesus, esperando que adotasse uma postura a favor de uma ou outra tese. Mas receberam uma resposta que não esperavam: «Tendo em conta a dureza de vosso coração [Moisés] escreveu para vós este preceito. Mas desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem seu pai e a sua mãe, e os dois serão uma só carne. De maneira que já não são dois, mas uma só carne. Pois bem, o que Deus uniu, o homem não separe».

A lei de Moisés acerca do repúdio é vista por Cristo como uma disposição não querida, mas tolerada por Deus (como a poligamia ou outras desordens) por causa da dureza de coração e da imaturidade humana. Jesus não critica Moisés pela concessão feita; reconhece que nesta matéria o legislador humano não pode deixar de levar em conta a realidade de fato. Mas volta a propor a todos o ideal originário da união indissolúvel entre o homem e a mulher («uma só carne») que, ao menos para seus discípulos, deverá ser já a única forma possível de matrimônio.

Contudo, Jesus não se limita a reafirmar a lei; acrescenta-lhe a graça. Isto quer dizer que os esposos cristãos não têm só o dever de manter-se fiéis até a morte; têm também as ajudas necessárias para fazê-lo. Da morte redentora de Cristo vem uma força — o Espírito Santo — que permeia todo aspecto da vida do crente, inclusive o matrimônio. Este inclusive é elevado à dignidade de sacramento e de imagem viva de sua união esponsalícia com a Igreja na cruz (Ef. 5, 31-32).

Dizer que o matrimônio é um sacramento não significa só (como com freqüência se crê) que nele está permitida e é lícita e boa a união dos sexos, que fora daquele seria desordem e pecado; significa — mais ainda — dizer que o matrimônio se converte em um modo de unir-se a Cristo através do amor ao outro, um verdadeiro caminho de santificação.

Esta visão positiva é a que mostrou tão felizmente o Papa Bento XVI em sua Encíclica «Deus caritas est», sobre amor e caridade. O Papa não contrapõe nela a união indissolúvel no matrimônio a outra forma de amor erótico; mas a apresenta como a forma mais madura e perfeita desde o ponto de vista não só cristão, mas também humano.

«O desenvolvimento do amor para com suas altas cotas e sua mais íntima pureza — diz — leva a que agora se aspire ao definitivo, e isto em um duplo sentido: enquanto implica exclusividade — só esta pessoa –, e no sentido do “para sempre”. O amor engloba a existência inteira e em todas as suas dimensões, inclusive também o tempo. Não poderia ser de outra maneira, já que sua promessa aponta para o definitivo: o amor tende à eternidade.» [n. 6]

Este ideal de fidelidade conjugal nunca foi fácil (adultério é uma palavra que ressoa sinistramente até na Bíblia); mas hoje a cultura permissiva e hedonista na qual vivemos o tornou imensamente mais difícil. A alarmante crise que a instituição do matrimônio atravessa em nossa sociedade está à vista de todos. Legislações civis, como a do governo espanhol, que permitem (e indiretamente, de tal forma, estimulam!) iniciar os trâmites de divórcio apenas poucos meses depois de vida em comum. Palavras como: «estou farto desta vida», «se é assim, cada um por si!», «vou embora», já se pronunciam entre cônjuges diante da primeira dificuldade (dito seja de passagem: creio que um cônjuge cristão deveria acusar-se em confissão do simples fato de ter pronunciado uma destas palavras, porque o simples fato de dizer é uma ofensa à unidade e constitui um perigoso precedente psicológico).

O matrimônio sofre nisso a mentalidade comum do «usar e jogar fora». Se um aparelho ou uma ferramenta sofre algum dano ou uma pequena avaria, não se pensa em repará-lo (desapareceram já aqueles que tinham estes ofícios), pensa-se só em substituir. Aplicada ao matrimônio, esta mentalidade resulta mortífera.

O que se pode fazer para conter esta tendência, causa de tanto mal para a sociedade e de tanta tristeza para os filhos? Tenho uma sugestão: redescobrir a arte do remendo! Substituir a mentalidade do «usar e jogar fora» pela do «usar e remendar». Quase ninguém faz remendos mais. Mas se não se fazem já na roupa, deve-se praticar esta arte do remendo no matrimônio. Remendar os desgarrões. E remendá-los rapidamente.

São Paulo dava ótimos conselhos ao respeito: «Se vos irais, não pequeis; não se ponha o sol enquanto estejais irados, nem deis ocasião ao Diabo», «suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente se algum tem queixa contra outro», «ajudai-vos mutuamente a levar vossas cargas» (Ef 4, 26-27; Col 3, 13; Ga 6, 2).

O importante que se deve entender é que neste processo de desgarrões e recosidos, de crises e superações, o matrimônio não se gasta, mas se afina e melhora. Percebo uma analogia entre o processo que leva a um matrimônio exitoso e o que leva à santidade. Em seu caminho rumo à perfeição, nenhum impulso, tem aridez estão vazios, fazem tudo à força de vontade e com fadiga. Depois desta, chega a «noite escura do espírito», na qual não entra em crise só o sentimento, mas também a inteligência e a vontade. Chega-se a duvidar de que se esteja no caminho adequado, se é que acaso não foi tudo um erro, escuridão completa, tentações sem fim. Segue-se adiante só por fé.

Então tudo se acaba? Ao contrário! Tudo isto não era senão purificação. Depois de passar por estas crises, os santos percebem quão mais profundo e mais desinteressado é agora seu amor a Deus, com relação ao do começo.

A muitos casais não será custoso reconhecer nisso sua própria experiência. Também terão atravessado freqüentemente, em seu matrimônio, a noite dos sentidos, na qual falta todo êxtase daqueles, e se alguma vez houve, é só uma lembrança do passado. Alguns conhecem também a noite do espírito, o estado em que entra em crise até a opção de fundo e parece que não se tem já nada em comum.

Se com boa vontade e a ajuda de alguém se conseguem superar estas crises, percebe-se até que ponto o impulso e o entusiasmo dos primeiros dias era pouca coisa, com relação ao amor estável e a comunhão amadurecidos nos anos. Se primeiro o esposo e a esposa se amavam pela satisfação que isso lhes procurava, hoje talvez se amam um pouco mais com um amor de ternura, livre de egoísmo e capaz de compaixão; amam-se pelas coisas que passaram e sofreram juntos.

[Traduzido por Zenit]

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis