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Penitenciário-mor da Igreja Católica, James Stafford, presidiu peregrinação a Fátima

FÁTIMA, quinta-feira, 13 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Segundo o penitenciário-mor da Igreja Católica, a «pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano».

O cardeal James Francis Stafford abordou o tema da pureza e da castidade ao presidir esta quarta e quinta-feira a Peregrinação Internacional Aniversária a Fátima, celebrativa dos 89 anos da terceira aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de julho de 1917.

No contexto do tema da peregrinação –«Crescei e multiplicai-vos»–, o cardeal explorou em sua homilia proferida durante a Eucaristia da vigília noturna de oração dessa quarta-feira «a mais misteriosa das virtudes», a pureza, na qual os «cristãos nunca teriam sequer pensado» «se não tivessem olhado em frente para a ressurreição do corpo».

Segundo o penitenciário-mor da Igreja, «muitos daqueles que ainda se encontram influenciados pelas teorias mecanicistas do século XIX acham que os ensinamentos da Igreja no que respeita à virtude são horríveis e de modo especial rejeitam os seus ensinamentos no que toca às virtudes da castidade e da pureza».

«Zombam da observância do sexto mandamento como sendo causa de perturbações emocionais, afirmando mesmo ser completamente repugnante e contra a natureza», afirma.

Dom Stafford afirma que é fundamentalmente a lembrança do Mistério Pascal de Cristo e do batismo de cada um aquilo que fornece a fundação e a motivação para a prática da virtude da pureza e de todas as outras virtudes.

«São Paulo –afirma o cardeal– ensinou exatamente a mesma norma quando escreveu: “Finalmente, irmãos, nós vos suplicamos e exortamos no Senhor Jesus que, do mesmo modo que aprendestes de nós como deveis viver e agradar a Deus, o que estais precisamente fazendo, assim também procurai fazê-lo cada dia mais e mais… Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza” (1 Tes.4-1,3)».

E explica que «em todo o Novo Testamento a prática da virtude era baseada na manifestação do ‘escathon’, isto é, na obra de salvação de Jesus pela Sua Morte e Ressurreição».

O cardeal confidenciou no decorrer de sua homilia o «quão profundamente» o afetou a canonização, no dia 24 de junho de 1950, da jovem virgem-mártir Maria Goretti.

«Presentes na Praça de São Pedro naquela ocasião encontravam-se a mãe dela e o seu assassino, Alessandro Serenelli. Ao tempo do seu martírio em defesa de sua pureza, eu tinha 17 anos de idade. O seu testemunho de pureza e coragem tornou-se a estrela polar da minha geração», diz.

O cardeal narra a história do martírio: «Começou a 5 de Julho de 1902. A família do seu atacante partilhava a mesma casa com a família Goretti. Situava-se por cima de um velho palheiro numa zona de pobres lavradores, os pântanos Pontine, a Sul de Roma».

«O seu atacante, Alessandro, tinha vinte anos de idade na altura do ataque contra Maria de 12 anos. Ele testemunhou mais tarde que Maria apelou a que ele parasse com o ataque para salvação de sua alma e que não cometesse tão grave pecado. Antes de morrer no dia seguinte das facadas infligidas, ela perdoou-lhe e rezou para que Deus lhe perdoasse também».

Segundo o cardeal Stafford, «como Flannery O’Connor, S. Maria Goretti, cuja memória a Igreja acaba de celebrar no dia 6 de julho, percebeu que a pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano».

«Ela estava consciente de que a Igreja ensinava que não era a alma mas o corpo que havia de ressuscitar glorioso. Em união com a Igreja ela professava todos os domingos: “Eu creio na ressurreição da carne (do corpo)”. Ela deu testemunho deste mistério: que a Encarnação e Ressurreição de Jesus constituem as verdadeiras leis da natureza, da carne e do físico», afirma.

 
 
 

Confirma o representante papal no país

KOCHI, terça-feira, 27 de junho de 2006 (ZENIT.org).- «A tarefa que estou empreendendo não é fácil, mas é o que me foi confiado e o aceito com humildade. O Vaticano está fazendo tudo o que está em suas mãos para promover a paz no Iraque», declarou o designado novo núncio apostólico no país.

Dias depois de sua ordenação episcopal, Dom Francis Assisi Chullikatt recordou à agência do Pontifício Instituto de Missões Exteriores «AsiaNews»: «Nosso amado João Paulo II fez diversos chamados pessoais e enviou delegados tanto ao presidente George W. Bush como a Saddam Hussein para tentar evitar o conflito».

«Paz e reconciliação entre as partes em conflito e as religiões» é a «máxima preocupação e o primeiro compromisso» do novo representante papal no Iraque.

«Meu lema será ?Fide e Vertute?, que significa ?pelo poder da fé?. A fé mais firme é a que ponho em Deus, a ?estrela? que me guia desde que fui ordenado sacerdote e que será minha única guia para sempre», admitiu à agência do PIME.

Foi em 29 de abril passado quando Bento XVI nomeou Dom Francis Assisi Chullikatt como o novo núncio apostólico em Jordânia e Iraque; ele até então conselheiro de Nunciatura.

Originário de Bolghatty (Índia), onde nasceu em 20 de março de 1953, foi ordenado sacerdote em 3 de junho de 1978 para a diocese índia de Verapoly. Estudou Direito Canônico em Roma. Ingressou no serviço diplomático da Santa Sé em 15 de julho de 1988.

Prestou seu serviço nas representações pontifícias de Honduras, África do Sul, Filipinas, na ONU — em Nova York — e na Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano. Fala inglês, francês, italiano e espanhol.

Substitui no cargo diplomático o arcebispo Fernando Filoni, nomeado pelo Papa núncio apostólico nas Filipinas.

Dom Chullikatt foi consagrado bispo no domingo passado (recebendo a sede titular italiana de Ostra e a dignidade de arcebispo) das mãos do arcebispo Giovanni Lajolo — secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados –, confirma o serviço informativo do episcopado indiano (ICNS).

A celebração solene aconteceu em Kochi (arquidiocese de Verapoly, estado indiano de Kerala). Estiveram presentes o núncio apostólico na Índia — o arcebispo Pedro López Quintana — e o arcebispo local Daniel Acharuparambil, entre outros prelados.

Após sua consagração episcopal, Dom Chullikatt insistiu em que sua missão será promover a paz no Iraque. «Estou feliz de ir para o convulsionado país. Estou seguro de que me dará uma oportunidade de servir à Igreja com vigor e valor», expressou.

Igualmente, afirmou o importante papel, no terreno dos direitos humanos e das atividades de ajuda, que está desempenhando, ainda que esteja em minoria, a Igreja católica no Iraque. Mostra disso — recordou — foi a permanência das Missionárias da Caridade — fundadas pela beata Teresa de Calcutá — no país durante a guerra.

 
 
 

CIDADE DO VATICANO/TÓQUIO, domingo, 11 de junho de 2006 (ZENIT.org).- A Congregação vaticana para as Causas dos Santos deu recentemente sua aprovação à causa de beatificação de 188 mártires japoneses do século XVII.

É o que confirmou o secretario da comissão episcopal encarregada da causa, o jesuíta Fuyuki Hirabayashi, segundo repercutiu na quarta-feira o organismo informativo «Fides» do dicastério missionário.

O presidente do episcopado japonês, D. Jun-ichi Nomura ?bispo de Nagoya?, e monsenhor Francis xavier Osamu Mizobe, SDB ?bispo de Takamatsu? (a frente da comissão especial para as beatificações), apresentaram um pedido firmado por todos os membros da Conferência Episcopal, e também uma carta pessoal ao Papa para expressar sua alegria.

Agora aguardam que o Santo Padre assine o decretoo de beatificação e seja promulgado oficialmente.

A cerimônia de beatificação poderia acontecer a partir de maio de 2007, segundo uma nota da Conferência Episcopal do Japão (www.cbcj.catholic.jp).

«Será um acontecimento extraordinário para a Igreja no Japão» ?considera o dicastério missionário através de «Fides»?; «a beatificação de Petro Kassui Kibe e de outros 187 mártires japoneses» do século XVII «levará entusiasmo, imenso gozo e consolo espiritual ao pequeno rebanho de fiéis católicos no país do Sol Nascente».

Entre os mártires do Japão, já estão reconhecidos Paulo Miki e seus companheiros: Grazia Hosawaka, Ludivico Ibaragi, Michael Kozaki y Takayam Ukon.

A população do Japão é de aproximadamente 127 milhões de habitantes. A comunidade católica supera um milhão de fiéis.

 
 
 
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