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Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo

OVIEDO, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lc 9, 28b-36), 2º da Quaresma.

* * *

Não é somente a voz do tentador que chega até nós. Há também outras vozes que o próprio Deus nos sussurra na hora da brisa. Esta é a belíssima cena do Evangelho deste domingo.

Em um entardecer qualquer, Jesus leva Pedro, João e Tiago ao Monte Tabor para orar. Talvez fosse a oração da tarde, como era costume entre os judeus. E então ocorre o inesperado. A tripla atitude diante do que aconteceu é tremendamente humana e nela podemos facilmente nos reconhecer: o cansaço, o delírio e o temor.

Também nós, como aqueles três discípulos, experimentamos um sopor cansativo diante da desproporção entre a grandeza de Deus e nosso permanecer como alheios (“estavam com muito sono”). Inclusive, ébrios da nossa desproporção, chegamos a delirar, e dizemos coisas que têm pouco a ver com a verdade de Deus e nossa própria verdade (“não sabia o que estava dizendo”). E quando, apesar de tudo, vemos que sua presença nos envolve a abraça, dando-nos o que não esperamos nem merecemos, então sentimos confusão, medo (“ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem”).

O Tabor, onde os três discípulos veriam a glória do Messias, é contraponto do Getsêmani, onde os mesmos se angustiarão diante da dor agônica do Redentor. Como âmbito exterior: a nuvem e a voz de Deus. Como mensagem: ouvir o Filho amado. Como testemunhas: Elias e Moisés, preparação da plena teofania de Deus na humanidade de Jesus Cristo.

Ouvir a palavra do Filho amado, derradeiro porta-voz das falas do Pai, foi também a mensagem no Batismo de Jesus: escutai o que Ele diz. Um imperativo salvador que brilha com luz própria na atitude de Maria: faça-se em mim segundo a tua palavra. Ela guardará a palavra em seu coração, ainda que não a entenda; e convidará os serventes de Caná a fazerem o que Jesus disser; e, por isso, Ele a chamará de bem-aventurada: por ouvir a Palavra de Deus cada dia e vivê-la. Inclusive ao pé da cruz, onde pendia a morte, Maria continuou fiel, pressentindo a pulsação ressuscitada da vida.

O delírio de Pedro, devedor do seu temor e do seu cansaço, proporá fazer do Tabor um oásis no qual descansar seus sonhos, entrar em sensatez e livrar-se dos seus medos. Mas Jesus convidará a descer ao vale do cotidiano, onde no cada dia somos reconciliados com o extraordinário e implacável realismo. A fidelidade de Deus continuará nos envolvendo, com nuvens ou sol, dirigindo-nos sua Palavra, que continuará ressoando na Igreja, no coração e na vida.

 
 
 

Bento XVI se dirige de forma mais pessoal a cada sacerdote

Por Inma Álvarez

CASTEL GANDOLFO, terça-feira, 29 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “O sacerdote é o homem do futuro”, porque “levou a sério a busca das coisas do alto”: assim afirma o Papa em uma carinhosa mensagem aos sacerdotes, que foi gravada e transmitida no Encontro Sacerdotal Internacional que está sendo realizado em Ars (França).

O Papa lamenta “não poder estar presente” com eles e espera, com essa mensagem, falar “a cada um de vós da maneira mais pessoal possível”.

O encontro, por ocasião do Ano Sacerdotal, convocado no 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, começou ontem e durará até o dia 4 de outubro, precisamente em Ars, presidido pelo cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena.

Em sua mensagem, Bento XVI fala sobre a figura do sacerdote e recorda, com palavras do Santo Cura de Ars, que “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, este é o maior tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia”.

Para o Papa, o maior desafio do sacerdote de hoje é “ser, mais que nunca, um homem de alegria e de esperança”.

“Aos homens que já não podem conceber que Deus seja Amor puro, ele afirmará sempre que a vida vale a pena ser vivida e que Cristo lhe confere todo o seu sentido porque Cristo ama os homens, todos os homens.”

“A religião do Cura de Ars é uma religião da alegria, não uma busca mórbida da mortificação, como às vezes se acreditou”, acrescentou o Papa, citando novamente o santo: “Nossa felicidade é grande demais; não, não, nunca poderemos compreendê-la”.

A Eucaristia é o futuro

O Papa quis centrar-se especialmente na importância da Eucaristia e ajudar os sacerdotes a “serem conscientes” da profundidade deste mistério.

“As frases simples, mas densas, do Santo Cura sobre a Eucaristia nos ajudam a perceber melhor a riqueza desse momento único do dia no qual vivemos um face a face vivificante para nós mesmos e para cada um dos fiéis: a felicidade que existe em celebrar a Missa só será compreendida no céu”, disse.

Assim, acrescentou que “o que for feito na terra está na ordem dos meios ordenados ao Fim último. A Missa é o único ponto de união entre os meios e o Fim, porque nos permite contemplar Aquele que adoraremos na eternidade”.

“Agradecendo-vos por serdes o que sois, repito-vos: nada substituirá jamais o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja.”

Pensai nas inúmeras absolvições que destes e que dareis, permitindo a um pecador que seja perdoado. Vossas mãos, vossos lábios, convertem-se, no espaço de um instante, nas mãos e nos lábios de Deus”, afirmou o Papa.

Como dizia o Santo Cura: “Se a pessoa tivesse fé, veria Deus escondido no sacerdote como uma luz atrás de um vidro, como um vinho misturado com a água”.

Palavras de ânimo

Bento XVI quis, antes de mais nada, animar os sacerdotes e assegurar-lhes a proximidade da Igreja, assim como seu interesse pessoal por sua situação.

Em especial, quis mostrar seu afeto “a aqueles dentre vós que têm uma carga pastoral de várias igrejas e que se desgastam sem cessar mantendo a vida sacramental em suas diferentes comunidades”.

“O reconhecimento da Igreja é imenso com relação a vós! Não percais o valor, mas continuai rezando para que numerosos jovens aceitem responder ao chamado de Cristo”, exortou.

Afirmou também que o sacerdote “carrega a graça em um vaso de argila”, mas precisamente” a consciência desta fraqueza nos abre à intimidade de Deus, que nos dá força e alegria”.

“Quanto mais o sacerdote perseverar na amizade de Deus, mais continuará a obra do Redentor na terra”, concluiu.

 
 
 

VATICANO / A HAVANA, 31 Ago. 08 / 08:10 am (

ACI).- Este meio-dia milhares de fiéis e peregrinos chegaram até Castelgandolfo para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem em suas palavras introdutórias à oração Mariana lembrou que diante do mal, a única resposta é a força do amor que vence ao ódio pelo que para todo cristão levar a Cruz não é algo facultativo a não ser uma missão que deve ser abraçada com amor.

O Pontífice meditou sobre o Evangelho de hoje dirigindo-se à figura do Apóstolo Pedro, quem “enquanto no domingo passado admiramos por sua sincera fé em Jesus, proclamado Messias e Filho de Deus, esta vez mostra uma fé ainda imatura e muito apegada à ‘mentalidade deste mundo’”.

“É evidente que o Mestre e o discípulo seguem dois modos de pensar opostos. Pedro, segundo uma lógica humana, está convencido que Deus não permitiria nunca que seu Filho termine sua missão morrendo na cruz. Jesus, pelo contrário, sabe que o Pai, em seu imenso amor pelos homens, enviou-o a dar a vida por eles, e que se isto implicar a paixão e a cruz, é justo que assim seja”, precisou o Papa.

Do mesmo modo, o Santo Padre fez notar que Jesus “sabe que a última palavra será a ressurreição. O protesto de Pedro, embora é pronunciada de boa fé e por sincero amor para o Mestre, é vista por Jesus como uma tentação, um convite a salvar-se a si mesmo, quando somente perdendo sua vida poderá receber a nova e eterna vida para todos nós”.

Continuando com sua meditação, Bento XVI lembrou que “se para nos salvar, o Filho de Deus teve que sofrer e morrer crucificado, não é certamente por um cruel desígnio do Pai celeste” mas sim se deve à “gravidade da enfermidade da que nos tinha que curar: um mal tão sério e mortal ao ponto de exigir todo o seu sangue”.

“Em efeito –prosseguiu– é com sua morte e ressurreição que Jesus venceu ao pecado e à morte restabelecendo a senhoria de Deus. Mas a luta não terminou: o mal existe e resiste todas as gerações até nossos dias. O que são os horrores da guerra, a violência contra os inocentes, a miséria e a injustiça com os fracos, senão a oposição do mal ao reino de Deus? E como responder a tanta maldade se não ser com a força desarmada do amor que vence o ódio, da vida que não teme a morte?”

Mais adiante o Papa destacou que para cumprir a obra de salvação o Redentor chama homens e mulheres a tomar a cruz e segui-lo e que “para os cristãos o levar a cruz não é algo facultativo, porém é uma missão que deve ser abraçada por amor. Cristo não cessa de fazer a todos um claro convite: quem quiser ser o meu discípulo, que renuncie ao próprio egoísmo e leve comigo a cruz”.

Seguidamente, o Santo Padre rezou o Ângelus, saudou aos presentes em diversas línguas e deu a sua Bênção Apostólica.

 
 
 
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