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Cardeal Camillo Ruini

ROMA, 02 Jul. 13 / 03:26 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Cardeal Camillo Ruini, Vigário Emérito do Papa para a diocese de Roma e Ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), explicou de maneira inequívoca que o recente aval da Corte Suprema dos Estados Unidos ao “matrimônio” homossexual é uma ilusão que pretende negar a realidade e é uma plasmação da “ideologia do gênero” que ataca a natureza do homem que foi criado homem e mulher.

Assim o indicou o Cardeal italiano de 82 anos de idade em uma entrevista concedida em 28 de junho ao jornal italiano IL Foglio e publicada em espanhol hoje na coluna de opinião do vaticanista Sandro Magister sob o título “O cardeal que se opõe ao tribunal supremo”.

Magister faz uma introdução à entrevista e assinala que “para Camillo Ruini a sentença norte-americana contra o matrimônio só entre homem e mulher é uma ilusão que pretende negar a realidade. O futuro pertence a quem sabe defender o ser humano autêntico. As uniões civis entre homossexuais: um compromisso ‘inútil e prejudicial’”.

O vaticanista recorda que Camillo Ruini, de 82 anos de idade foi secretário e presidente da CEI por mais de 20 anos e, além disso, foi Vigário dos PapasJoão Paulo II e Bento XVI para a diocese de Roma, em total 17 anos.

Na entrevista titulada “Casar-se como manda a natureza”, o Cardeal se refere à polêmica decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos a favor do “matrimônio” gay e afirma primeiro que “um aspecto muito relevante de nosso ser é o fato de que estamos estruturados segundo a diferença sexual, de homem e de mulher. Como sabemos bem, esta diferença não se limita aos órgãos sexuais, mas implica toda nossa realidade”.

“Trata-se de uma diferença primitiva e evidente, que precede nossas decisões pessoais, nossa cultura e a educação que recebemos, embora todas estas coisas incidam muito, a sua vez, sobre nossos comportamentos. Por isso, a humanidade, desde suas origens, concebeu o matrimônio como um vínculo possível só entre um homem e uma mulher”.

O Cardeal assinala deste modo que “nos últimos decênios se abriu caminho para uma posição diferente, segundo a qual a sexualidade deveria reconduzir-se a nossas eleições livres. Como dizia Simone de Beauvoir, ‘ou se nasce mulher, ou chega-se a sê-lo’. portanto, o matrimônio deveria estar aberto também a pessoas do mesmo sexo. É a teoria do ‘gênero’, agora já difundida a nível internacional, na cultura, nas leis e nas instituições”.

“Trata-se, entretanto, de uma ilusão, embora seja compartilhada por muitos: nossa liberdade está, de fato, radicada na realidade de nosso ser e quando vai contra ela se converte em destrutiva, sobretudo de nós mesmos. Pensemos, concretamente, no que pode ser uma família na qual não haja já um pai, uma mãe ou em filhos que tenham um pai e uma mãe: as estruturas de base de nossa existência estariam transtornadas, com os efeitos destrutivos que podemos imaginar, mas não prever até o profundo”.

Ao ser perguntado sobre se a aceitação do matrimônio de pessoas do mesmo sexo, permitiria chegar à “igualdade”, o Cardeal Ruini é categórico: “esta é, certamente, a ilusão: apagar a natureza com nossa decisão pessoal ou coletiva. Por isso, é vã a esperança de encontrar um compromisso que satisfaça a todos introduzindo, por exemplo, junto ao matrimônio que continuaria estando reservado a pessoas de sexo distinto, as uniões civis reconhecidas legalmente, às quais poderiam acessar também os homossexuais”.

“Por uma parte, estas uniões não satisfariam essa instância de absoluta liberdade e igualdade que está na base da reivindicação do matrimônio homossexual; por outra, seria uma cópia do matrimônio, inútil e prejudicial”, prossegue.

O Cardeal explica que seria “inútil porque todos os direitos que se diz que querem tutelar poderiam estar perfeitamente tutelados –e em grande parte já o são– reconhecendo-os como direitos das pessoas e não dos casais” e “prejudicial porque um matrimônio deste tipo, com menores compromissos e obrigações, poria mais em crise o matrimônio autêntico, sem o qual uma sociedade não pode sustentar-se”.

Sobre o modo de proceder da Igreja Católica neste tema, o Cardeal Ruini explicou que “a Igreja não pode não lutar pelo homem, como escreveu João Paulo II em sua primeira encíclica– ‘Neste caminho que conduz de Cristo ao homem a Igreja não pode ser detida por ninguém’– e como repetiu Bento XVI também no discurso à cúria romana para a felicitação do Natal de 2012: a Igreja deve defender os valores fundamentais constitutivos da existência humana com a máxima claridade”.

“Não me parece que hoje a Igreja se mova com dificuldade. Se olhamos o caso da França, os bispos e os católicos, junto a muitos outros cidadãos, foram derrotados, ao menos por agora, a nível legislativo, mas demonstraram uma vitalidade e uma força cultural e social maior que seus adversários”, assegurou.

O Cardeal disse também que “os católicos devem ser sempre mais conscientes do significado cultural e social de sua fé. Quando esta consciência se atenua, a fé se torna insípida e incide pouco não só no âmbito público, mas também na capacidade de atrair às pessoas e de guia-las para Cristo”.

 
 
 
Martijn Uittenbogaard, presidente da associação Martijn

MADRI, 05 Abr. 13 / 02:06 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em uma decisão controvertida, um Tribunal de recurso na Holanda aprovou a existência de uma associação de pedófilos, que, em primeira instância, havia sido dissolvido no ano passado, considerando que esta não seria “uma ameaça para a desintegração da sociedade”.

De acordo com o jornal ABC de Madri, a associação Martijn, que defende o sexo consensual entre crianças e adultos, poderá continuar suas funções, uma vez que o Tribunal de apelação de Arnhem, Leeuwarden, salientou que “o trabalho da associação é contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”.

Apelando para a “liberdade de expressão”, o Presidente da Associação Martijn Uittenbogaard, apelou a decisão de um tribunal em Assen, que ordenou a dissolução do grupo de pedófilos em junho de 2012.

Fundada em 1982, a associação Martijn, cuja sede era no distrito judicial de Arnhem, Leeuwarden, diz que ele é a favor da aceitação do sexo consentido entre adultos e crianças, mas indica que eles são contra qualquer tipo de abuso sexual.

O recurso levantado contra a associação afirmava que os antecedentes criminais de alguns membros do abuso sexual poderiam estar relacionados com a associação, mas que eles nunca haviam cometido um crime tipificado como pedofilia.

“O texto e imagens publicadas no site de Martijn são legais e nunca estimularam adultos a terem relações sexuais com crianças”, acrescenta o Tribunal que proferiu a controvertida decisão.

O Tribunal porém assinalou que a associação é contrária a certos princípios da lei dos Países Baixos, porque “banaliza os perigos do contato sexual com crianças e fala bem destes contatos”.

Por sua parte, o Presidente da associação, através de sua conta no Twitter, escreveu que “ainda existem sábios juízes, felizmente”.

No dia 21 de novembro de 2011, o Tribunal de Leeuwarden rejeitou abrir um processo contra a associação. No entanto, o ex-presidente do mesma entidade, Ad van den Berg, foi condenado em 18 de outubro de 2011 na cidade de Haarlem a três anos de prisão, por posse de fotografias, filmes e revistas de pornografia infantil.

 
 
 

Rio de Janeiro, 05 Set. 12 / 06:58 pm (

ACI).- Cerca de 3.800 pessoas assinaram petição eletrônica exigindo que o maior jornal do Paraná, Gazeta do Povo, censure o filósofo e colunista semanal, professor Carlos Ramalhete, por publicar opinião contrária à recente sentença do Tribunal de Justiça do Paraná que autorizou, sem qualquer restrição, a adoção de um menino por dois homossexuais, cujos nomes constam como pais biológicos na nova certidão de nascimento da criança.

Em seu mais recente artigo, “Perversão da Adoção”, publicado na última quinta-feira, 30, Ramalhete acusou o Estado Brasileiro de cometer abuso de poder ao permitir que uma criança adotada tenha certidão de nascimento com registro de “dupla paternidade”, a exemplo da recente decisão do TJ do  Paraná.

O artigo de Ramalhete foi reprovado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) que, em nota no site oficial da categoria, afirmou que o colunista “fere a dignidade do indivíduo e ultrapassa qualquer espaço de expressão que possa ser alegado”.

O CRP-PR foi a única entidade representativa a fazer eco às manifestações de centenas de pessoas que desde a publicação do artigo encontraram, na página do colunista, no Facebook, espaço para acusá-lo de incitar ódio e discriminação contra minorias. Posteriormente o acesso à página foi restringido apenas a seus administradores – auxiliares do colunista -, devido ao crescente número de ofensas e ameaças ao autor do artigo.

“Recebi mais de mil mensagens com ameaças e ofensas por ter afirmado o evidente: que o lugar de uma criança é com um pai e uma mãe. A defesa da família, no Brasil de hoje, tornou-se motivo para ódio e ameaças de morte. É a voz da maioria silenciosa sendo calada e tendo calado o seu direito de cidadania, é a imposição pela força dos tribunais da opinião de uma minoria”, afirmou Carlos Ramalhete à ACI Digital.

Contra a censura ao colunista, um grupo de leitores criou a página Ramalhete Livre (http://www.facebook.com/Ramalhetelivre), no Facebook, que conta com mais de 100 mil pessoas alcançadas, de acordo com seus administradores ouvidos por ACI Digital. A página reúne argumentos em prol da liberdade de expressão e denuncia suposta tentativa de grupos de interesse em criminalizar a opinião, de forma especial a opinião contrária à desconstrução da família.

O jornal Gazeta do Povo se pronunciou sobre a polêmica, afirmando que a opinião de seus colunistas não necessariamente refletem a opinião do veículo e, até o momento, não se manifestou sobre o destino de Ramalhete que, semanalmente, tem seus artigos publicado sempre às quintas-feiras no jornal.

 
 
 
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