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Os dois maiores ou principais mandamentos do Cristianismo nasceram do pronunciamento direto de Jesus e estão contidos no texto de Marcos 12,28-34:

“Achegou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, vendo que lhes respondera bem, indagou dele: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor;

amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças.

Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe.

Disse-lhe o escriba: Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é um só e que não há outro além dele.

E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios.

Vendo Jesus que ele falara sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do Reino de Deus. E já ninguém ousava fazer-lhe perguntas.”

O escriba indaga a Jesus:

“Qual é o princípio ou norma básica, o mais importante, aquele mandamento do qual depende toda a Lei, os Profetas e os Escritos?!

Jesus responde e indica os dois principais preceitos de toda a vida cristã ou revelação divina:

1) “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração…”

2) “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. Levítico 19,18).

E assevera Jesus:

“Outro mandamento maior do que estes não existe.”

Já no Antigo Testamentos encontramos paulatinamente os hagiógrafos resumindo os mandamentos para facilitar a compreensão e a vivência do povo, como é o caso de Amós 5,4:

“Buscai-me e vivereis!”

Moisés recebeu 614 (seiscentas e treze) ordenanças, sendo 365 (trezentas e sescenta e cinco) negativas/proibitivas e 248 (duzentas e quarenta e oito) positivas.

365 = número de dias do ano ou 365 veias do organismo humano (tradição judaica).

248 = número de partes do copro da pessoa humana (ossos e veias).

O Rei David resumiu os preceitos a 11 (onze), conforme Salmos, 14 (15). Para residir no santo tabérnaculo de Javé é preciso: a) viver a inocência; b) praticar a Justiça; c) pensa o que é reto no seu coração; d) não tem língua que calunia; e) não faz mal a seu próximo; f) não ultraja seu semelhante; g) tem o malvado por desprezível; h) honra os que temem a Deus; i) quem sustenta o que jurou, mesmo com prejuízo seu; j) quem não empresta dinheiro com usura; k) quem nãoa ceita suborno para condenar um inocente.

Isaías 33,14-16, por sua vez, diminuiu para 6 (seis) os preceitos: “Os pecadores em Sião ficam apavorados, um tremor tomou conta dos maldosos. Eles dizem: «Quem de nós poderá se hospedar junto ao calor desse fogo? Quem de nós poderá se hospedar nesse braseiro que não se apaga?» Quem age com justiça, quem fala com retidão, quem recusa o lucro da opressão, quem sacode a mão recusando o suborno, quem tapa os ouvidos a propostas sanguinárias, quem fecha os olhos para não ver o mal. 16 Esse vai morar nas alturas: fortaleza sobre a rocha será o seu refúgio, com abundância de pão e reserva de água.”

No livro do profeta Miqueias 6,8 fala-se em 3 (três) principais preceitos: “Ó homem, já foi explicado o que é bom e o que Javé exige de você: praticar o direito, amar a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus.”

O profeta Habacuc 2,4 aduz: “o justo viverá por sua fidelidade” (cf. Romanos 1,7; Gálatas 3,11; Hebreus 10,38).

Assim, devemos compreender que todos os outros mandamentos (mais de 1000) encontrados nas páginas do Novo Testamento só tem validade plena se forem vividos com base no resume apresentado por Jesus:

AMARÁS [agaphseiV] O SENHOR,

AMARÁS [agaphseiV] O TEU PRÓXIMO.

Porque “a estes dois mandamentos estão sujeitos toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22,40).

Usar o nome de Deus é bem fácil, o difícil é viver Deus com compaixão no dia a dia: “DEUS É AMOR” (1 João 4,8).

Paulo nos dá as principais características do AMOR (1 Coríntios 13): a) o amor é paciente; b) é bondoso; c) não é invejoso; d) não se vangloria; e) não se orgulha; f) não maltrata; g) não procura seus próprios interesses; h) não se irrita facilmente; i) não guarda rancor; j) não se alegra com a injustiça; k) se alegra com a verdade; l) tudo sofre; tudo crê; m) tudo espera; n) tudo suporta; o) nunca acabará.

A Igreja tem a Trindade Santíssima como fonte ou nascedouro do verdadeiro AMOR. JESUS CRISTO é a própria graça encarnada (cf. João 1,14).

A grande demonstração do amor de Deus por nós se chama JESUS CRISTO:

“Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo GRANDE AMOR com que nos AMOU, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco, em Jesus Cristo.” (Efésios 2,4-7).

O AMOR é o grande MANDAMENTO NOVO que JESUS nos deixou na véspera de sua entrega vicária na Cruz do Calvário pela redenção do mundo: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (João 13,34-35).

Na Quinta-feira Santa celebramos três pontos centrais da nossa fé: a) a instituição da Eucaristia (“Fazei isto em memória de mim”); b) a instituição do Sacerdócio ministerial pelo qual temos a Eucaristia; c) o presente do novo mandamento que o Senhor deu aos seus discípulos (descer do nosso posto para servir os irmãos: o episódio do Lava-pés). A Eucaristia é, pois, o memorial perpétuo do AMOR DE DEUS por nós. É o sacramento do serviço a Deus pelo serviço aos irmãos por meio da vivência do AMOR/ENTREGA: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (João 15,13).

Sem AMOR é impossível ser cristão, é impossível o exercício da JUSTIÇA, pois a própria JUSTIÇA DE DEUS é proveniente ou impulsionada pelo AMOR: “Deus é um juiz íntegro,” (Salmos, 7,12). E desta maneira, firmados na Pedra Angular que é Cristo Jesus, devemo viver e ser. “Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a reta Justiça” (João 7,24). Tudo o que a pessoa é, possui e faz deve ser servido ao mundo dentro do sólido fundamento do amor a Deus e ao próximo.

Oração:

Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém!

 
 
 

Estava determinado que a Virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana. Por isso, a natureza não ousou antecipar o germe da graça, mas permaneceu sem dar o próprio fruto até que a graça produzisse o seu. De fato, convinha que fosse primogênita aquela de quem nasceria o primogênito de toda a criação, “no qual todas as coisas têm a sua consistência” (cf. Cl 1,17).

Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente devedora. Pois foi por vosso intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o mais valioso de todos os dons, isto é, a mãe pura, a única que era digna do Criador.


Alegra-te, Ana “estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à luz” (Is 54,1). Rejubila-te, Joaquim, “porque de tua filha nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; o nome que lhe foi dado é: Anjo do grande conselho, salvação do mundo inteiro, Deus forte” (Cf. Is 9,5). Este menino é Deus.

Ó casal feliz, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Sereis conhecidos pelo fruto de vossas entranhas, como disse o Senhor certa vez: “Vós os conhecereis pelos seus frutos” (Mt 7,16). Estabelecestes o vosso modo de viver da maneira mais agradável a Deus e digno daquela que de vós nasceu. Na vossa casta e santa convivência educastes a pérola da virgindade, aquela que havia de ser virgem antes do parto, virgem no parto e continuaria virgem depois do parto; aquela que, de maneira única, conservaria sempre a virgindade, tanto em seu corpo como em seu coração.

Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei natural, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus, que foi mãe sem a participação de homem algum. Levando, ao longo de vossa existência, uma vida santa e piedosa, gerastes uma filha que é superior aos anjos e agora é rainha dos anjos.

Ó formosíssima e dulcíssima jovem! Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Felizes o pai e a mãe que te geraram! Felizes os braços que te carregaram e os lábios que te beijaram castamente, ou seja, unicamente os lábios de teus pais, para que sempre e em tudo conservasses a perfeita virgindade! “Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos, exultai e cantai salmos” (cf. Sl 97,4-5). Levantai vossa voz; clamai e não tenhais medo.

(Dos Sermões de São João Damasceno, bispo – Orat. 6, in Nativitatem B. Mariae V., 2.4.5.6: PG 96, 663.667.670 – Séc. VIII).

 
 
 

Nosso coração se dilatou. Aquilo que produz calor costuma dilatar. Assim é próprio da caridade dilatar, pois é uma virtude cálida e fervente. Ela abria também a boca de Paulo e lhe dilatava o coração. “Não amo só de boca, diz ele; meu coração, em verdade, harmoniza-se com o amor; por isso falo confiante, com toda a voz e toda a mente”. Nada de mais amplo do que o coração de Paulo que, à semelhança de um enamorado, abraçava a todos os fiéis com intenso amor, sem dividir e enfraquecer a amizade, mas conservando-a indivisa. Que há de admirar se era assim em relação aos homens piedosos, se até aos infiéis da terra inteira seu coração os abraçava? Por isto não diz apenas “Amo-vos”, mas, o faz com maior ênfase: “Nossa boca se abre, nosso coração se dilata. Guardamos a todos dentro de nós e não de qualquer jeito, mas com imensa amplidão. Pois aquele que é amado, sem temor passeia no íntimo do coração do que ama.” Assim diz: “Não estais apertados em nós, mas sim em vossos corações.” Vê a censura temperada com não pequena indulgência. Isto é bem de quem ama. Não disse: “Vós não me amais”, e sim: “Não do mesmo modo”. De fato, não queria atormentá-los com maior severidade.


Em várias passagens, extraindo textos de cada epístola sua, pode-se ver de que amor incrível ardia para com os fiéis. Aos romanos escreve: “Desejo ver-vos; e: Muitas vezes fiz o propósito de ir até vós; e também: Se de qualquer modo puder ir fazer-vos boa visita.” Aos gálatas escreve: “Meus filhinhos, aos quais gero de novo”; e aos efésios: “Por esta razão dobro meus joelhos por vós.” E aos tessalonicenses: “Qual a minha esperança ou gáudio, ou coroa de glória? não sois vós?” Dizia, também, “carregá-los em suas cadeias e em seu coração.”

Igualmente aos colossenses escreve: “Desejo que vejais, vós e aqueles que ainda não viram meu rosto, a grande luta que sustento por vós, para que vossos corações se fortaleçam.” Aos tessalonicenses: “À semelhança de uma mãe que acalenta seus filhos, assim amando-vos, desejávamos vos dar não só o Evangelho, mas nossas vidas. Não estais apertados em nós.” Não diz apenas que os ama, mas que é amado por eles, para deste modo atraí-los melhor. Pois assim escreve: “Tito chegou e contou-nos vosso desejo, vossas lágrimas, vosso zelo.”

(Das Homilias sobre a segunda Carta aos Coríntios, de São João Crisóstomo, bispo – Hom. 13,1-2: PG 61,491-492 – Séc. IV)

 
 
 
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