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Theotokos, Mãe de Deus

Exclamou [Isabe]l em alta voz, […] de onde provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?

Lucas 1:42-43

Em toda a história, principalmente durante os séculos 4 e 5, o fundamento básico do pensamento sobre Maria foi paradoxal: virgem e Mãe, mãe humana de Deus, Theotokos. O mais compreensível vocabulário criado para designar Maria no cristianismo do oriente — e na opinião de muitos o mais problemático — certamente foi o título de Theotokos. Esse título não possuía o significado simples de mãe de Deus, como é traduzido usualmente nas línguas ocidentais (Mater Dei em latim e, portanto, em todas as línguas latinas; Mutter Gottes em alemão), mas o significado mais preciso e completo de “aquela que deu à luz” (portanto, Bogorodica em russo, nas línguas derivadas do Russo e outras línguas eslavas e, mas raramente porém de modo mais preciso, Deipara em latim). Apesar de a história linguística do título permanecer obscura, tudo leva a crer que esse foi um vocábulo cunhado pelo cristianismo e não, como se poderia supor os inimigos da igreja, a adaptação de um título original atribuído a uma deusa pagã para servir aos propósitos cristãos. Esse vocabulário aparece em alguns manuscritos de obras de Santo Atanásio. No entanto, as evidências textuais deixam dúvidas sobre a frequência com que Atanásio usava o título theotokos aplicado a Maria. De qualquer forma, ou emprego do termo recebeu corroboração negativa por causa dos ataques à igreja feitos pelo Imperador Juliano, o apóstata, durante a vida de Atanásio, criticando a superstição dos cristãos ao invocar a Theotokos.

No século V, o temor de unir as naturezas divina e humana na pessoa de Cristo levou Nestório, patriarca de Constantinopla, a determinar que, por ser apenas humana a natureza de Maria, ela não poderia ser chamada Theotokos, pois isso daria a blasfema impressão de que ela dera á à luz a própria natureza Divina, e que essa designação soaria como um título atribuído às divindades-mães pagãs. Portanto, ela deveria ser chamada de Chrisatotokos, “aquela que deu à luz o Cristo”. Em 431, pouco mais de um século depois de a religião cristã geralmente ter se tornado um culto legalizado [religio lícita] por meio do Edito de Milão, um Concílio de bispos cristãos se reuniu em Éfeso — cidade que fo a centro da florescente devoção a deusa grega Ártemis, ou Diana. Foi em Éfeso, em uma cena descrita no livro dos Atos dos apóstolos, que seus devotos se revoltaram contra São Paulo e outros apóstolos cristãos, bradando grande é a Diana dos Efésios! . Ali, reunidos na grande igreja dupla de Maria, cujas ruínas ainda podem ser vistas, eles solenemente proclamaram ser um dever obrigatório a todos os crentes atribuir a Maria o título de Theotokos, tornando dogmaticamente oficial aquilo que a devoção Ortodoxa já afirmara. Nas palavras do primeiro anátema de Cirilo de Alexandria contra Nestório: “Se alguém não confessar que Emanuel é verdadeiramente Deus e que portanto a Santa Virgem é a mãe de Deus [Theotokos] — pois ele dela nasceu de modo carnal e como a palavra de Deus revestida de carne — que seja excomungado”. Além disso, foi em honra da proclamação de Maria como Theotokos pelo Concílio de Éfeso que, logo após esse sínodo, o Papa Sixto III construiu o mais importante santuário dedicado a Maria no ocidente, a basílica de Santa Maria maior, em Roma. Seus famosos mosaicos da anunciação e da manifestação Divina deram forma artística a essa definição. Alguns séculos depois, São João de Damasco iria sumarizar a ortodoxia desse título especial: “pois é com justiça e verdade que nós investimos a sagrada Maria com o título de Theotokos. Essa designação engloba todo o mistério do designo divino. Pois ela, que deu à luz o Cristo é a Theotokos, certamente ele, que dela nasceu, é Deus e também homem […] Na realidade, o vocábulo Theotokos indica a vida, as duas naturezas e os dois processos da geração de nosso Senhor Jesus Cristo “. De acordo com a argumentação de outro de seus escritos, ela foi representada nos ícones como a Theotokos e, portanto, substituta ortodoxa e agradável a Deus do culto pagão aos demônios. Ao mesmo tempo que eu guardo os defensores dos ícones insistiam que quando veneramos sua imagem, nós não a encaramos como uma deusa à maneira Pagã, mas sim como a Theotokos”.

Esse pensamento percorreram um longo caminho desde que Maria fora considerada a segunda Eva ponto foi provavelmente o maior salto em toda a história da linguagem e do pensamento a respeito de Maria, e por isso o estamos analisando. Como e por que chegou ele tão longe, tão depressa? Os textos sugerem que há pelo menos três aspectos na resposta dessa questão histórica: o crescimento do título Theotokos; juntamente com o título e o aumento da observância litúrgica denominada “a comemoração de Maria” ; a profunda percepção da necessidade de identificar uma pessoa totalmente humana como a coroação da criação, por quanto fora declarada inadequada essa identificação com Jesus Cristo, pois ele era o eterno Filho de Deus e segunda pessoa da Trindade que rola explicação de certo modo de especulativo sobre o título e a festividade.

Newman a firma que o título Theotokos, ou Mãe de Deus, era comum entre os cristãos dos primeiros tempos pronto o que fica bem claro é que os primeiros exemplos absolutamente autênticos do emprego dessa designação vieram de Alexandria, cidade de Santo Atanásio. Alexandre, patrono de Atanásio e seu predecessor imediato no bispado dessa cidade, referiu-se a Maria como Theotokos em sua encíclica sobre a heresia de ario, escrita por volta de 319 pontos por várias evidências, inclusive os já citados escárnios e Juliano, apóstata, contra o termo Theotokos, parece-nos razoável concluir que, poucas décadas depois, o título já gozava de grande aceitação entre os devotos e fiéis de Alexandria e outras cidades. A história não corrobora de modo direto as modernas teorias sobre as deusas mães do paganismo greco-romano e seu suposto significado no desenvolvimento do culto Cristão a Maria. Aparentemente, o termo Theotokos era uma criação originariamente Cristã, que nasceu na linguagem da devoção Cristã a Maria como mãe do Divino Salvador e que, finalmente recebeu justificativa teológica pelos esclarecimentos da igreja contidos nos testemunhos ortodoxos relacionados a esse assunto.

Essa foi a justificativa de Atanásio, que passou toda a sua vida insistindo em que, para ser o mediador entre o criador e a criatura, Cristo, o filho de Deus, precisava ser Deus no total e inequívoco sentido da palavra: “ele pode ser conhecido apenas por meio de Deus”, como no refrão de muitos padres da Igreja Ortodoxa. Esse conceito realmente aparece “de modo incoativo” em sua breve declaração sobre “a finalidade e o caráter das sagradas escrituras ” que contém “uma dupla consideração sobre o salvador dos pontos ele sempre foi Deus e é o filho de Deus, Logos, esplendor e sabedoria do pai. E pela carne de uma virgem, Maria, a Theotokos, foi feito homem para nos salvar”. Mas a explicação teológica da dupla “apreciação” foi bem além dessa sumária declaração. A maior parte da recente controvérsia sobre a teologia de Atanásio aborda a questão concernente a atribuição de uma alma humana a Cristo ou a aceitação da ideia de sua encarnação como a soma do “Logos – mais – carne, que passou a ser considerada uma heresia apolinarista. no entanto, essa controvérsia algumas vezes obscureceu seu trabalho pioneiro na elaboração da “comunicação das propriedades”, princípio que postulava a ideia de que, como consequência da encarnação e da união da natureza divina com a natureza humana na pessoa de Jesus Cristo, seria legítimo proclamar as propriedades humanas do Logos e o caráter divino do homem Jesus; por exemplo, seria lícito falar do “sangue do filho de Deus” ou do “sangue do Senhor “, ou mesmo, de acordo com alguns manuscritos do novo testamento, do sangue de Deus.

Santo Atanásio encara o Logos como o verdadeiro agente pessoal dos atos decisivos para redenção, paixão e morte de Cristo, além de expressões que descrevem a atividade redentora do Logus segundo as regras da communicatio idiomatum. Mas, em uma longa passagem da primeira das suas orações contra os arianos, Atanásio discute com detalhes a questão da capacidade de alterar e exaltar o Divino Logos, que não poderia sofrer mudanças nem tinha necessidade de ser exaltado. Sua resposta era uma paráfrase de linguagem do novo testamento sobre as tuas Cristo Jesus, que tendo a forma de Deus […] Tomou a forma de servo”; “pois ele, sendo Logos e existindo na forma de Deus, foi sempre adorado. E permanecendo o mesmo, apesar de ter se tornado homem, foi chamado Jesus e possuiu toda a criação sobre seus pés, criação que dobra os joelhos diante de seu nome Jesus lhe confessa que a encarnação do logos e sua morte carnal não se deram contra a glória de Deus, mas sim para a glória de Deus Pai “.

 
 
 

O ÚNICO MEDIADOR

Aqui temos uma das grandes objeções dos Protestantes contra o culto à Santíssima Virgem, invocada pelos católicos, sob o título de medianeira.

Logo eles nos apresentam o texto de São Paulo: “só há um Deus, e só há um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem (1 Timóteo 2,5).

Nós católicos aceitamos este texto e pretendemos observá-lo em todo o rigor da sua expressão, porém é preciso dar-lhe o valor que lhe é próprio e não atribuir-lhe uma significação que não tem, nem pode ter.

CRISTO MEDIADOR

Só há um Deus, diz São Paulo, é só há um mediador entre Deus e os homens.

Esta verdade é repetida diversas vezes pelo Apóstolo ( Gálatas 3,20; Hebreus 8,6; 9,15; 12,24), esse mediador Jesus Cristo, homem (1Timóteo 2,5).

Eis uma verdade básica, que católicos e protestantes aceitam integralmente e sem discussão.

De onde vem a discordância? Unicamente pela tendência perversa dos protestantes em querer protestar, até nos pontos onde não há possibilidade de protesto, nem sombra de protesto. Nunca a Igreja Católica demitiu outro mediador entre Deus e os homens, senão Jesus Cristo; e isso pela razão admiravelmente resposta pelo apóstolo: Cristo nos deu um novo testamento, mas, onde há um Testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois o testamento não se confirma se não quanto aos mortos (Hebreus 9, 16-27).

Tudo isso é positivo, e claro. — Por que então discutir?

Cristo ofereceu-se, morreu derramando seu sangue divino, e por isso é mediador do novo testamento (Hebreus 9,15).

Por que os católicos invocam a Imaculada Mãe de Jesus, como medianeira das Graças?

Eis que a palavra “medianeira”, aplicada a Virgem Maria, levanta e exalta a natural aversão ou agressão dos Protestantes a mãe de Deus.

Não havia razão para isso, pois os católicos não perturbam em nada a ordem estabelecida e não pretendem, como julgam os amigos Protestantes, colocar outro mediador ao lado de Cristo.

Qual a sessão da nota simplesmente uma ignorância muito grande, ou então, a resolução de querer protestar.

MARIA SANTÍSSIMA MEDIANEIRA

O único mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo. Note bem, amigo protestante, pois é aqui a base do erro Protestantes. Os católicos colocam a Santíssima virgem não diretamente entre Deus e os homens, mas sim entre Cristo e os homens: essencialmente.

A teologia católica diz: Mediatrix ad Christum mediator em, isto é: medianeira junto a Cristo mediador. Deste modo, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens; e a Virgem Maria é uma medianeira junto a Cristo; em outros termos: o mediador principal e perfeito é Cristo; sendo Maria Santíssima uma medianeira ministerial e dispositiva.

Nesse sentido todos os santos são intercessores, medianeiros junto a Cristo, sendo a virgem santa, pela sua qualidade de mãe de Deus, de um modo mais excelente e mais eficaz.

Eis uma doutrina muito simples é muito lógica. Deus, o pai é senhor de tudo. Jesus Cristo, único mediador entre Deus e os homens. Maria Santíssima, medianeira entre Cristo e os homens, de um modo mais excelente, mas na mesma ordem que todos os santos.

O NECESSÁRIO E ÚTIL

Podíamos mostrar, com outros argumentos, a lógica e o fundamento desta mediação, dizendo que a mediação de Jesus Cristo é uma mediação necessária, e, a da virgem santa, uma mediação útil.

Esta comparação de Carlos de Laet. Podemos dizer que sem água não podemos viver; a água é, pois, necessária: porém podemos ir buscar esta água ao longe, na fonte, como nos pode ser transmitida por encanamento, e chegar, deste modo, até dentro de casa, poupando-nos fadigas e tempo, para ir captá-la em cima dos montes. Tal encanamento não é necessário, porém útil.

Imagine-se agora que um homem venha dizer-nos: “não vos é necessário para encanamento; urge, pois, destruí-lo, porque necessária é só nascente”.

Que diria o meu amigo protestantes outro homem? Diria, por certo, o que o católico dirá:”É verdade que só a água me é necessária, porém o encanamento é de suma utilidade”.

Eis o que ensina a Igreja Católica. Só a mediação de Cristo é necessária mas a da Virgem santa é sumamente útil, Cristo é a nascente, a fonte. Maria Santíssima é o canal, que ônibus transmite a água cristalina da Graça divina: “Aquaeductus gratiarum”, como dizem os teólogos e os santos padres.

OUTRA COMPARAÇÃO

Suponhamos, aos amigos Protestantes, que o Presidente da república governar-se sozinho a sua pátria, auxiliado apenas por um ministro de confiança, por cujas mãos passagem todas as nomeações de cargos inferiores.

Então, tal ministro seria, deste modo, o único mediador entre o presidente e o povo.

Suponhamos que tal ministro tenha junto de si sua mãe, a quem muito estima, sem que ela tome parte na direção dos negócios públicos.

Um belo dia, eis que o protestante precisa de um emprego, de um favor qualquer. Que faria o amigo? Usaria de um pouco de diplomacia, podendo entrar em relação com a mãe do ministro, falaria com ela, para que intercedesse junto ao filho, a fim de alcançar o benefício almejado.

Não seria isso lógico, natural? depois de ministro ficar ofendido por não ter o suplicante recorrido diretamente a ele? De certo modo não. Ao contrário, o pedido do amigo Protestante, apresentado ao ministro pela própria mãe, adquirira duplo valor: o do pedido e o da intercessão.

Assim fazem os católicos. Reconhecem, que Deus é a fonte e o autor de todo o bem; reconhecem que Jesus é o único medianeiro necessário, mas reconheceem que, junto a ele, tem um valor extraordinário a sua santíssima Mãe, e recorrem a ela como medianeira secundária de grande utilidade, para que interceda por ele junto ao Divino Filho.

CONCLUSÃO

Podemos ver, e demonstrar aos Protestantes, que é inútil citar textos da Bíblia, para provar uma verdade que a Igreja Católica reconhece aceita.

É Inútil refutar objeções, que só existem na cabeça daqueles que as fabricam sem indagar ou saber se o que eles questionam não existe, ou tem, pelo menos, qualquer razão de existir.

De que serve o provar que o sol existe, quando ninguém nega sua existência?

Por que atribuir à Igreja Católica erros que ela não possui, ou doutrinas que não professa?

Peço, pois, reter bem esta conclusão, que o senhor protestantes quer provar sem que ninguém o negue: “Só há um Deus, só há um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem” ( 1Timóteo 2,5).

Os Santos, por ser amigos de Deus, são intercessores junto a Deus, porém secundariamente.

Acima de todos os santos, elevada pela sua dignidade de Mãe de Deus, está a Virgem Santíssima; verdadeira medianeira entre Jesus e os homens, medianeira entre Deus e os homens, pois o seu filho é Deus; porém medianeira secundária, não absolutamente necessário, porém sumamente útil para nós homens.

Eis Porque os católicos têm a duras penas apresentar-se a Jesus Cristo, acompanhados pela virgem santa, para, deste modo, darem mais valor às suas preces e serei melhor acolhidos pelo único mediador necessário, que é o Cristo, o filho de Maria.

como Isto é lógico, suave, consolador e, sobretudo, esperançoso!

 
 
 

• SEGUNDA EVA E A CERTEZA DA VERDADEIRA HUMANIDADE DE CRISTO

• Parte IV

• Para finalizar o estudo em relação a analogia entre Eva e Maria Santíssima vamos verificar algumas questões que foram e ainda são motivos de conflitos. • Embora muitos incidentes individuais dos Evangelhos tenham se tornado Campos de batalha para esse conflito — como, por exemplo, a simples noção de que ele necessitava comer e beber como todo ser humano ( santo Inácio de Antioquia, carta aos tralianos,9) — houve momentos de sua vida nos quais ambos os lados se concentraram: a Natividade e a crucifixão. Foram assim expressos nas palavras do credo dos apóstolos: “nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos”. Wolfgang Amadeus Mozart, na última composição sacra que completou o pouco antes de sua morte, musicou a narração desses dois acontecimentos: “verdadeiramente nascido da virgem Maria, verdadeiramente sacrificado na cruz em favor da humanidade”, o que garantia tanto a salvação humana como a presença do “verdadeiro tempo” de Cristo na eucaristia — e ele o fez por meio de outra saudação Ave ao “verdadeiro corpo”. O sofrimento e morte de Cristo na cruz, para os dois lados antagônicos, era prova de uma natureza que, na frase de Nietzsche, era “humana, verdadeiramente humana””. O sofrimento era considerado como indigno de uma natureza verdadeiramente divina; por consentimento mútuo, julgava-se que a natureza Divina devia possuir, como qualidade essencial, a capacidade de estar além do sofrimento ou da mudança, qualidade definida pelo termo filosófico grego apatheia [impassibilidade], que foi incorporada à doutrina Cristã de Deus. Diz-se que um dos principais professores gnósticos, basilides, levou tão longe a ideia de não se poder atribuir sofrimento ao Divino Cristo que, com base no que contam os Evangelhos sobre o caminho para o calvário, quando os soldados romanos “iam levando [Cristo], constrangeram um certo Cirineu chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus”(Lucas 23,26), chegou a afirmar que Simão, o Cirineu, substituíra Jesus e fora crucificado em seu lugar, poupando o Cristo da ignomínia da crucifixão e da morte (Santo Ireneu de Lyon, contra as heresias, 1,24,4). Resumindo a reação de Inácio de Antioquia essas ideias, para os não cristãos os ensinamentos sobre a crucifição e morte de Cristo ainda continua a se constituir em obstáculo para Eles (Efésios 18), e esse fato não deveria nos surpreender, pois Inácio explica porque os pensadores da heresia docetista, seus oponentes, foram repelidos por ela. na mente de Inácio estava a prova final é inconteste de Cristo verdadeiramente se tornou homem entrou na cena da história da humanidade. parece ter havido pelo mesmo uma certa concordância com essa visão, pois muitas versões de antigos credos cristãos — inclusive o credo dos apóstolos e o credo de niceia-Constantinopla — incorporam a frase “sob o poder de Pôncio Pilatos” à narrativa do sofrimento de Cristo, desse modo identificando como uma pessoa verdadeiramente humana e caracterizando o sofrimento como um evento histórico que não aconteceu em um local mítico ou docético, mas sim em um lugar bem exato do mapa, na época da história do império romano (Philip Schaff, verificar tabela, volume 1, pg. 53).

• Mas Pôncio Pilatos não foi apenas o único personagem dramático mencionado nos credos. O outro, e o primeiro a ser lembrado, foi a Virgem Maria. evento decisivo do qual dependia a verdadeira humanidade de Cristo era o fato de que, Como reza o credo dos Apóstolos, Ele “nasceu da Virgem Maria”, Preceito que apareceu, em notações ligeiramente diferentes, com mais frequência de que sob “Pôncio Pilatos”. Aqui novamente a campanha dos ética para protegê-lo das implicações de sua total humanidade encontrou várias explicações engenhosas, inclusive a de que seu nascimento se dera através do corpo de Maria, como a água que passa por um cano sem afetá-lo e, mais importante, sem ser afetado por ela. A resposta para essa metáfora e para a teoria que a reforçava foi enfatizar o Genuíno nascimento de Cristo. Como colocou Tertuliano, ao escrever contra marcião:”Em todas as ilusões relativas a uma imaginária realidade corporal de Cristo, marcião inseriu a ideia de que sua Natividade não poderia se revestir de qualquer evidência de substância humana. Mas, ao contrário, Jesus, por ser a verdade, ela também em carne e, sendo carne, nasceu […] Ele não era espírito”. A lógica do argumento era bem clara: a salvação depende da real e total humanidade de Cristo durante sua vida e em sua morte, assim como sua humanidade depende de ele ter possuído uma mãe que também fosse total e completamente humana. E se, como Irineu e outros mantinham, foi a voluntária e virgem na obediência de Maria pela qual a voluntária e virginal desobediência de Eva foi desfeita e corrigida, foi Por meio dessa obediência voluntária que Maria se transformou na segunda Eva e na principal garantia da humanidade de Cristo.

• Como foi exposto em prosa e principalmente em verso, essa argumentação consequência tomou uma forma retórica de saturação dialética e orgia de antíteses, como nas linhas de Richard Crashaw, poeta metafísico britânico do período barroco, puritano convertido ao catolicismo romano:

• Bem vindas, todas as maravilhas em uma visão! • A eternidade concentrada em um momento! • O verão no inverno, o dia na noite! • O céu na terra, e Deus no homem! • Grande pequeno Uno, cujo envolvente Nascimento Eleva a terra aos céus em inclina o céu para Terra

• Até que a Virgem Maria fosse visto como a Nossa Senhora dos paradoxos: virgem porém mãe; mãe humana, mas Mãe de Deus.

• Ela própria criatura, fora também aquela a quem o Logos criador se unira para, por meio dela, criar a natureza humana. É notável o preceito de Gregório de Nissa, que completa de modo contrastante o primeiro Adão com o segundo — “no início, Deus, o Logos tomou o pó da terra e formou o homem, mas dessa vez tomou o pó da Virgem Maria e não formou meramente o homem, mas formou o homem em torno de si mesmo” (Gregório de Nissa, contra Eunonius, 4,3). apesar do arianismo combatido por Atanásio ser corretamente visto como a total e completa negação da integral divindade de Cristo, muitas heresias anteriores negavam sua total humanidade e o próprio arianismo pelo menos de acordo com os ataques de alguns intérpretes. a partir dos ensinamentos sobre a visibilidade e a tangibilidade da carne de Cristo, contra os quais os últimos escritores do novo testamento dirigiram enfáticos ataques, várias interpretações anteriores da figura de Cristo haviam conseguido eximir da impugnante solidez da qual a carne é herdeira. E, no que concerne à carne, nada era mais concreto que o processo de procriação e Nascimento e, para muitos, nada mais repugnante, portanto eles se concentravam sobretudo em resgatar sua humanidade de qualquer envolvimento nesse processo. Isso inevitavelmente Face Maria o principal foco das reinterpretações e das réplicas ortodoxas. Alguns de nós temos afirmavam que Cristo não recebeu nada da Virgem Maria, citado por Irineu encontra-se heresias, de acordo com João de damasco, aparentemente citando Irineu, que ele passou através do corpo de Maria como através de um cano, isto é, sem ter sido afetado pelo meio passivo de sua mãe. Essa noção que nos parece tão exagerada era muito difundida na antiguidade e, mesmo em uma concepção e nascimento normais, acreditava-se que a mãe simplesmente servia como o solo em que a criança germinaria apenas pela ação da semente do pai. Em resposta a essa visão gnóstica de Maria, os antigos teólogos ortodoxos insistiam em que, apesar de de Cristo ter sido concebido de modo sobrenatural, sem a participação de um pai humano, ele verdadeiramente nasceu como todos os outros seres humanos. Ainda em uma época anterior, o Apóstolo Paulo desejava asseverar que o filho de Deus viera na plenitude dos tempos e participará da autêntica humanidade, afirmava que ele foram nascido de mulher (Gálatas 4, 4), aparentemente sem fazer nenhuma referência explícita ao seu nascimento virginal ou à própria pessoa da Virgem Maria.

• Uma observação em relação aos teólogos ocidentais, usando o paralelo grego, acabaram por se tornar capaz de tirar vantagem de uma coincidência verbal na língua latina para brincar com o palíndromo Ave/Eva. Segundo a etimologia do livro do Gênesis, a primeira Eva fora a mãe de todos os seres viventes [Mater panton tom zonton]. E a Septuaginta assim se expressa: e Adão chamou sua mulher vida [Zoe], não Eva Gênesis 3, 20. Assim, a segunda é você tornou a nova mãe de todos os crentes e viveu por meio da crença em seu Divino filho.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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