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Tanto hebreus como cristãos entendem que o paraíso foi fechado a todas as almas por causa do pecado de nossos primeiros pais. O paraíso somente seria aberto após o sacrifício perfeito oferecido pelo Messias. Enquanto isso, as almas de todos os mortos iam para a morada dos mortos (heb. Sheol; gr. Hades). Nesta reflexão iremos analisar o motivo deste fechamento, e seus efeitos.

3:1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado…

Alguns comentaristas sustentam que a palavra “astuto” em hebraico divide o mesmo significado que a palavra “despido, desprotegido”. O jogo de palavras alude para erumim (despido) e para arum (astuto). Este jogo de palavras, se intencional, é secundário na história em si. A serpente é uma criatura formada por Deus. A tradição diz que Satanás era um anjo caído, provavelmente um seraph, um serafim, o mais alto grau entre os anjos. Serafins aparecem no livro de Isaías 6,2 (Os serafins se mantinham junto dele…) como seres alados. São descritos como serpentes de fogo em Números 21,6 (o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes…). Satanás, em Apocalipse 12, é descrito como um dragão, uma serpente com asas. A que tiver cruzadas suas asas, ou as tiver perdido, parecerá com uma cobra.…Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?

A pergunta da serpente é uma distorção do mandamento divino – faz parecer uma restrição sem justificativa que requer uma resposta se desejar que a conversa seja mantida.2 A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.

A mulher corrige a distorção feita pela serpente, mas acrescenta uma outra de sua própria conta. O mandamento dado ao homem por Deus era simplesmente não comas do fruto da árvore (Gn 2,17). A lenda hebraica entende que isto demonstra o zelo do homem em tentar impedir que a mulher transgrida um mandamento de Deus. Este pecado original se iniciou com uma distorção da verdade da parte tanto da serpente como do gênero humano.4 Tornou a serpente ? vós não morrereis!

Satanás faz referência à morte física em preferência à morte espiritual.5 Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal

Terão o conhecimento tanto do bem quanto do mal. Até este momento, somente experimentaram o bem.6 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente

Vemos que ela não precisou procurar por ele, pois ele estava bem próximo. Gn 2,15 nos mostra que Deus ordenou o homem a “cultivar e guardar” o jardim. A palavra hebraica shammar traduzida como “guardar” também pode ser traduzida como “manter seguro”. Se o homem deve guardar, então deve haver de quem ele deva guardar. Ele estava próximo à mulher mas falhou na sua missão de mantê-la segura. Não foi a mulher quem cometeu o pecado original, mas o homem que falhou no seu dever de guardá-la. Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram… (Rm 5,12 – ênfase nossa). O que o homem deveria ter feito? Ele deveria ter censurado a serpente, tê-la combatido para proteger sua família, uma batalha que poderia muito bem custar a vida física do homem. Como sabemos isto? Porque foi exatamente isto que Jesus, o segundo Adão, fez, Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos (Jo 15,13)7 Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si

Sua nudez tornou-se motivo de vergonha, algo inexistente antes do pecado. Pelo fato de eles estarem bem próximas à arvore, é bem provável que esta árvore do conhecimento do bem e do mal seja uma figueira – uma árvore usada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento como símbolo de Israel e de Jerusalém. A lenda hebraica nos diz que o figo era o fruto proibido.8 E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim 9 Mas o Senhor Deus chamou o homem, e disse-lhe: “Onde estás?”

Deus não é onipotente? Ele não conhece todas as coisas? Sim, claro que conhece – o que Ele está fazendo é dizendo ao homem que Ele sabe que alguma coisa está errada e o convida a dizer por si mesmo. Ele não está questionando uma situação física, temporal, mas está perguntando ao homem “onde estás na tua relação comigo?” Está convidando o homem à oportunidade de arrependimento e obtenção do perdão divino. Sempre será Deus que nos convida a confessarmos nossos pecados com uma pequena ajuda de nossa consciência. Deus conhece todos os nossos pecados tão rápido quanto os cometemos, mas quer que nós os confessemos para que nós tenhamos certeza de que eles existiram.10 E ele respondeu: ?Ouvi o barulho dos vossos passos no jardim; tive medo…

A Bíblia protestante King James (KJV) diz: Qual fora a voz que eles escutaram? O salmo 29,3-9 descreve a ‘voz’ do Senhor: “Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas! O Deus de grandeza atroou: o Senhor trovejou sobre as águas imensas! A voz do Senhor faz-se ouvir com poder! A voz do Senhor faz-se ouvir com majestade! Fendem-se os cedros à voz do Senhor, quebra o Senhor os cedros do Líbano. Faz saltar o Líbano como um novilho, e o Sarion como um búfalo novo. A voz do Senhor despede relâmpagos, A voz do Senhor abala o deserto. O Senhor faz tremer o deserto de Cades. A voz do Senhor retorce os carvalhos, desnuda as florestas. E em seu templo todos bradam: glória!”. Eles não ouviram o sussurro das folhas, nem o gentil quebrar de galhos sob os pés, eles ouviram um grandioso e estrondoso bradar.…porque estou nu; e ocultei-me

O homem se conscientizou de que precisava de alguma coisa. Não somente de roupas, pois haviam resolvido este problema amarrando folhas de figueira em seus corpos. Ele estava necessitado da graça de Deus.11 O Senhor Deus disse: ?Quem te revelou que estavas nu?…

Sendo que haviam apenas dois seres humanos nos jardins, Deus estava dizendo que fora a consciência do homem quem o mostrou as conseqüências do seu pecado. Quando Deus, em sua misericórdia, deu o livre-arbítrio ao homem, também o deu consciência. O desejo de fazer o que é certo está gravado na alma. Um livre-arbítrio sem uma consciência resultaria em anarquia total.…Terias tu porventura comido do fruto da árvore que eu te havia proibido de comer

Deus está colocando qual fora o resultado do pecado – ele havia comido da árvore do conhecimento do bem e do mal e agora sabia que havia feito o mal. Foi-lhe ensinado que por comer do fruto da árvore ele estaria apto a decidir por si mesmo o que seria bom e o que seria mal, mas o pecado é absoluto – e não relativo à situação e/ou ao participante.12 O homem respondeu: A mulher que pusestes ao meu lado apresentou-me deste fruto, e eu comi.

O homem, apesar de conhecer o seu pecado, a desobediência a Deus, tenta transferir a culpa à mulher chegando a culpar o próprio Deus: Se Deus não tivesse dado a mulher a ele, provavelmente não cometeria tal falta. Porque será que Deus conversou primeiro com o homem? Afinal de contas, a mulher foi quem primeiro comeu o fruto. Antes de fazer a mulher, Deus colocou o homem no paraíso para cultivá-lo e guardá-lo. Então ordenou que o homem não comesse o fruto da árvore. O homem, porém, falhou na sua missão de manter sua mulher, e a si mesmo, protegidos. Eles tinham apenas um mandamento a cumprir: não comas do fruto da árvore.13 O Senhor Deus disse à mulher: Porque fizeste isso? A serpente enganou-me,? respondeu ela ? e eu comi.

Não tendo aceitado o pecado do homem, Deus se volta para a mulher. Pergunta a ela porque havia feito tal coisa. O mandamento de não comer do fruto foi dado ao homem antes que a mulher fosse criada. O homem havia instruído a mulher, mas ela preferiu dar ouvidos à serpente. Preferiu a serpente ao seu esposo – um caso de adultério. Lembrem-se que a Bíblia inteira apresenta pactos familiares. Ela comeu com a serpente de preferência ao seu marido; tinha comunhão com a serpente, e não com seu marido. Tanto o homem com a mulher rejeitaram Deus como pai de sua família por desobedecer seu mandamento e comer o que fora proibido com a serpente.14 Então o Senhor Deus disse à serpente…

Deus não faz nenhum questionamento à serpente ou lhe confere alguma oportunidade de defesa. O mal é sumariamente rejeitado.…Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos…

O demônio não tem influência sobre nenhuma criatura de Deus, com exceção do homem. O único caso de possessão demoníaca de um animal está descrita em Mt 8,32 (Mc 5,13; Lc 8,33 e textos paralelos) e os porcos preferiram cometer suicídio que permanecer possuídos.…andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida

Existem duas imagens projetadas aqui: primeiro, comer poeira como sinal de submissão (como que comendo a poeira da sola das sandálias de alguém); segundo, sendo o homem feito do “barro da terra” (Gn 2,7), Satanás continuaria a atacar o homem. Estas imagens são apropriadas para demonstrar que o mal continuaria a perseguir o homem, mas não teria poder sobre ele, a menos que este lhe desse tal capacidade.15 Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela…

Têm a mulher, ou homem que seja, total separação/rejeição entre si e satanás? Obviamente que não, mas a mulher era imaculada até este evento. Desde então ocorre uma disputa entre o demônio e o gênero humano. Inimizade total somente ocorrerá quando uma outra mulher surgir; uma mulher cujo filho iria se referir a ela justamente como “mulher”, em reconhecimento de sua natureza imaculada.…Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar

Na forma masculina hebraica não ocorre necessariamente uma referência direta a Cristo, ainda que seja ele quem será o vencedor sobre Satanás, ocorrendo aqui que uma referência a todos os descendentes do primeiro casal, toda a humanidade. Toda a humanidade deverá suportar e vencer as tentações de Satanás, todos os dias, e não somente Cristo.16 Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio

Quando um pacto é violado, existem punições que recaem sobre quem viola. Neste caso, a punição é dada à mulher. O parto, um dom único dado à natureza feminina, será mediante dor, ainda que o desejo pelo homem seja forte, apesar das conseqüências, e a sua posição dentro da situação doméstica e social será menor que a do homem. Em Gn 1,28, Deus ordena ao homem a à mulher, frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a, mas porque cometeram o pecado da desobediência, a dor no momento do parto (frutificação/fertilidade) será como uma memória constante desta ordem divina. Da mesma forma, à mulher, que fora dada ao homem para ser sua ajudante (Gn 2,18), é dada a tarefa, não de comandar a batalha, mas de auxiliar seu companheiro em seus esforços de cumprir o desígnio de Deus para eles.17 E disse em seguida ao homem: Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida

Ao contrário da mulher e da serpente, o homem não é punido diretamente. Em preferência, a sua punição vem pela terra. Não mais a terra dará seus frutos abundantemente. O homem deverá trabalhar para que receba qualquer coisa (o homem será fértil não somente em produzir descendentes, mas em retirar da terra o necessário para o seu sustento e da sua família). O nome Adão se refere às suas origens, pois foi feito do barro da terra (heb. àdämäh).18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra

Espinhos e abrolhos são características de terras difíceis de se cultivar, e espinhos geralmente enfatizam algo que é ruim. O homem deverá batalhar contra os obstáculos, suportar os maus resultados e esforçar-se para ser fértil.19 Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar

Nada mais será dado ao homem; ele deverá lutar desde agora para poder manter a sua família e a si próprio.20 Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes

Em Gn 2,23, Adão já havia denominado a sua “mulher” (o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem), e agora altera o seu nome para “Eva” (mãe de todos os viventes). Os nomes na Sagrada Escritura são importantes porque descrevem as características e o destino de quem os recebe. A mudança de nome indica mudança de destino e este é o primeiro registro de alteração de nome.21 Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu

Como podemos ver, ainda que eles tenham transgredido a aliança e carregando as suas devidas punições, Deus ainda se importa com eles. Ele não os abandona, e os dá o suficiente para suas necessidades básicas, como um verdadeiro Pai.22 E o Senhor Deus disse: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal…

Os anjos estavam presentes desde a criação, e Satanás, um anjo decaído, por si próprio rejeitou a Deus. O homem havia se tornado como Deus e experimentado ele mesmo uma rejeição, se bem que a rejeição de seu próprio gênero, e agora poderia reconhecer o mal tanto como bem ou como mal. O mal não é relativo para que o homem possa determinar o que é bom para si e o que não é, mas o homem é capaz de reconhecer o mal como algo bom ou algo ruim.…Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente

Gn 2,9 nos diz que havia duas árvores no centro dos jardins do Éden: a árvore do conhecimento do bem e do mal, que eles eram proibidos de comer, e a árvore da vida. Se o homem e a mulher foram criados imortais e sem pecado, para quê serventia haveria tal árvore da vida? Deus sabia que eles poderiam ser tentados, e lhes deu o livre-arbítrio. Quando foram tentados à desobedecer a Deus, poderiam comer da árvore da vida e receber as graças para resistir às tentações. A árvore da vida era o sinal dos sacramentos.23 O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado 24 E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida

Como um sacramento, a árvore da vida sempre fora eficaz e por esse motivo Adão e Eva, que não mostraram nenhuma contrição pelo seu ato de desobediência, foram impedidos de desfrutar das graças advindas por ela (foram excomungados). O céu fora fechado por causa da rejeição de nossos primeiros pais e permaneceu fechado até a vinda do Messias, que ofereceria um sacrifício puro e perfeito. A árvore da vida não mais será mencionada na Sagrada Escritura (exceto em Provérbios, quando a sabedoria, o desejo realizado, o fruto do justo e a língua sã fazem referência a ela) até o livro do Apocalipse, onde vemos que todos os que estão no céu podem comer de seus frutos (Ap 22,14, felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas).

Fonte: Veritatis Splendor Tradução: Rondinelly Ribeiro

 
 
 

Em suas intenções para o mês de agosto

ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No mês de agosto, Bento XVI rezará especialmente «para que os fiéis cristãos sejam conscientes de sua vocação missionária em todos os ambientes e circunstâncias».

É o que anuncia o Apostolado da Oração, uma iniciativa seguida por 50 milhões de pessoas nos cinco continentes, através da qual leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes e bispos do mundo inteiro oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa indica a cada mês.

A Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos encarregou o comentário desta intenção missionária a Irmã Elisabetta Adamiak, superiora geral das Irmãs Missionárias de São Pedro Claver (SSPC).

A religiosa recorda que todos os fiéis, «por causa do batismo, são responsáveis da missão da Igreja», e que eles «estão chamados a contribuir para a santificação do mundo, principalmente com o testemunho de sua vida e com o fulgor da fé, da esperança e da caridade, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus».

Daí que em seu «compromisso social e político, buscam promover a dignidade da pessoa humana, colocando o homem no centro da vida econômica e social; e se empenham em defender o inviolável direito à vida, à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», exemplifica.

Mas «o primeiro espaço de seu empenho social é a família e a alma de seu empenho apostólico é a caridade», afirma.

Ponto de partida: o amor de Deus

É que, como alude a religiosa, essa é a «formula sintética da existência cristã» –em palavras de Bento XVI–: «Nós temos reconhecido o amor de Deus por nós e nele acreditamos» (Deus caritas est, n.1).

De forma que «reconhecer e acreditar no amor de Deus por cada um de nós» «estimula fortemente a compartilhá-lo, a comunicá-lo aos outros», afirma.

No entanto, é consciente de que se pode apresentar a dificuldade de «acreditar que Deus nos ama, ou melhor, que foi o primeiro a nos amar», coisa que «explica, ao menos em parte, o enfraquecimento da consciência sobre a grandeza da vocação cristã».

«Como reforçar tal consciência?», pergunta. E oferece uma indicação expressa do Papa: «Diante do ativismo e do oprimente secularismo de muitos cristãos, chegou o momento de reafirmar a importância da oração» (Deus caritas est, n.37).

«Por conseguinte –acrescenta Irmã Elisabetta Adamiak–, todos nós, membros da Igreja – ministros ordenados, consagrados e leigos -, devemos apostar na oração, cultivando uma sempre mais profunda familiaridade com Deus e o abandono à sua vontade».

«Somente assim, apesar de “pequeno rebanho”, nos tornaremos o fermento evangélico capaz de fermentar a grande massa da humanidade», conclui.

O Papa reza também todos os meses por uma intenção geral, que para o mês de agosto diz assim: «Para que não faltem aos órfãos as devidas atenções para sua formação humana e cristã».

 
 
 

Supõem «uma grave violação da liberdade religiosa», denuncia seu porta-voz

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Com «profundo desgosto» Bento XVI recebeu as notícias das ordenações episcopais ilegítimas celebradas na China continental –fatos que levam a Santa Sé a «dar voz» ao sofrimento da comunidade católica do país–.

«Um ato tão relevante para a vida da Igreja, como é uma ordenação episcopal, foi realizado» –duas vezes no espaço de três dias– «sem respeitar as exigências da comunhão com o Papa», expressou na manhã desta quinta-feira o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls.

«Estou capacitado –iniciou sua declaração– para dar a conhecer a postura da Santa Sé acerca das ordenações episcopais dos sacerdotes Giuseppe Ma Yinglin e Giuseppe Liu Xinhong, que aconteceram, respectivamente, no domingo passado, 30 de abril, em Kunming (província de Yunnan), e na terça-feira, 2 de maio, em Wuhu (província de Anhui)».

«Trata-se de uma grave ferida à unidade da Igreja», lamentou o porta-voz vaticano, recordando as «severas penas canônicas» previstas para estes casos.

O Código de Direito Canônico, em seu cânon 1.382 –em sede da «usurpação de funções eclesiásticas e dos delitos no exercício das mesmas»– estabelece que «o bispo que confere a alguém a ordenação episcopal sem mandato pontifício, assim como o que recebe dele a ordenação, incorre em excomunhão latae sententiae, reservada à Sede Apostólica». Uma pena latae sententiae é aquela na qual se incorre ipso facto (cânon 1.314) («no ato», «imediatamente». Ndr).

O porta-voz vaticano fez-se eco das informações segundo as quais «bispos e sacerdotes foram submetidos –por parte de organismos alheios à Igreja– a fortes pressões e ameaças, a fim de que tomassem parte nas ordenações episcopais que, estando privadas do mandato pontifício, são ilegítimas e, também, contrárias à consciência deles».

«Vários prelados opuseram uma rejeição a tais pressões, enquanto que alguns não puderam fazer outra coisa que suportá-las com grande sofrimento interior», apontou.

Por isso, denunciou que se está «frente a uma grave violação da liberdade religiosa, apesar de que se tenha tentado, com pretextos, apresentar as duas ordenações episcopais como um ato necessário para prover de pastor dioceses vacantes».

Daí que a Santa Sé considere «seu preciso dever dar voz ao sofrimento de toda a Igreja católica, em particular da comunidade católica na China e especialmente dos bispos e sacerdotes –acrescentou–, que se vêem obrigados contra consciência a realizar ou participar de ordenações episcopais que nem os candidatos nem os bispos ordenantes querem realizar sem ter recebido o mandato pontifício.

Origem das ordenações ilegítimas Segundo foi informado e analisado estes dias pela Agência do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (PIME) «AsiaNews», detrás destas ordenações episcopais sem o consentimento do Papa está a «Associação Patriótica» chinesa (AP) (Zenit, 3 de maio de 2006).

Na China, o governo permite a prática religiosa só com pessoas reconhecidas e em locais registrados no Departamento de Assuntos Religiosos e sob o controle da AP.

Isso explica a diferença entre uma Igreja «oficial» e os fiéis que tentam sair do citado controle para pôr-se em obediência direta do Papa, formando a Igreja «não oficial», ou «clandestina».

No contexto do anúncio da ordenação ilegítima do domingo passado, o diretor da agência do PIME, padre Bernardo Cervellera, explicou que «em tema de relações diplomáticas, tanto o governo (chinês) como o Vaticano desejam atuar sem a AP».

«Nos últimos anos, o governo de Pequim e o Vaticano haviam chegado a um acordo que deixava a Roma a indicação do candidato ao episcopado. Desta maneira foram ordenados os bispos auxiliares de Xangai, Xian, Wanxian e o ordinário de Suzhou», recordava.

Da análise do sacerdote desprendia-se que tal acordo «situava à margem a AP –«por décadas detentora das ordenações»–, «diminuindo seu poder sobre a Igreja oficial», algo com o qual aquela demonstrou não estar de acordo.

Sublinhou que, «por parte vaticana, da Igreja oficial e clandestina, abre cada vez mais caminho a idéia de aceitar a inscrição das comunidades e dos bispos no Escritório de Governo de Assuntos Religiosos, mas sem se aderir à AP, que trabalha por uma Igreja nacional e independente de Roma».

Navarro-Valls afirmou esta quinta-feira que «a Santa Sé segue com atenção o doloroso caminho da Igreja Católica na China e, ainda consciente de algumas peculiaridades de tal caminho, pensava e esperava que tais episódios deploráveis (as ordenações episcopais ilegítimas. Ndr) pertencessem já ao passado».

Viveu-se uma situação similar em 2000: «Precisamente enquanto circulavam vozes de uma aproximação entre China e Vaticano, a AP programou para 6 de janeiro» desse ano «a ordenação de doze novos bispos», comentou recentemente o padre Cervellera.

«Sete deles rejeitaram a designação, ao conhecer que não havia aprovação da Santa Sé –prosseguiu–; os cinco restantes foram isolados e enganados para aceitarem a ordenação», celebrada na catedral de Pequim com a participação «só de alguns prelados ?patrióticos?».

«Sacerdotes, fiéis e outros bispos convidados ausentaram-se. Até os seminaristas do seminário nacional de Pequim desertaram da cerimônia » e em uma carta a seu reitor «expressaram seu desgosto pela ordenação celebrada sem o consentimento do Vaticano», recordou.

«A Santa Sé afirma a necessidade do respeito da liberdade da Igreja e da autonomia de suas instituições de qualquer ingerência exterior», manifestou esta quinta-feira seu porta-voz ante a eventualidade de mais ordenações episcopais ilegítimas.

Reiterada vontade eclesial de diálogo Em sua declaração, Navarro-Valls sublinhou a reiterada disponibilidade da Santa Sé «a um diálogo honesto e construtivo com as autoridades chinesas competentes, para encontrar soluções que satisfaçam as legítimas exigências de ambas partes».

Mas iniciativas como estas ordenações episcopais ilegítimas «não só não favorecem tal diálogo –reconhece–, mas criam novos obstáculos contra o mesmo».

 
 
 
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