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A Bíblia ensina a doutrina da Sola Scriptura dos Cristãos Reformados? Ou seja, seria a Bíblia a única fonte de autoridade para o cristão?

Não. A Bíblia ensina que as Escrituras têm autoridade, mas não é a única autoridade.

Quando Jesus foi tentado por Satanás no deserto, respondeu a Satanás: “Está escrito…”, uma citação das Escrituras. Mas, também vemos Jesus participando do Hanukkah (Festa da Dedicação – cf. Jo 10,22) que está registrado em Macabeus, livro ausente do cânon protestante. Também vemos Jesus celebrando a Páscoa com uma taça de vinho (a Última Ceia), que era da tradição judaica e não das Escrituras. Por segurança, São Paulo escreveu a Timóteo:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (2Tim 3,16-17).

Mas São Paulo também escreveu:

“Intimamo-vos, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido” (2Tess 3,6); e

“O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco” (Fil 4,9).

A doutrina dos Protestantes da Sola Scriptura é-lhes necessária porque rejeitaram a autoridade existente na Igreja histórica, ordenada por Deus. A Igreja histórica sempre reivindicou que sua autoridade veio da sucessão apostólica e a verdadeira autoridade deu Jesus aos apóstolos, e mais especificadamente, a São Pedro:

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

Já que os Protestantes rejeitam a autoridade da Igreja histórica, apelam para o que consideram que seja a mais alta autoridade: a Palavra de Deus. Isto pede uma pergunta, obviamente: Jesus fundou uma Igreja ou um livro? Jesus mesmo não foi, pessoalmente, autor de nenhum livro da Bíblia. As palavras atribuídas a Jesus foram escritas e testemunhadas pelos Apóstolos. As próprias Escrituras têm sua autoridade fundamentadas na autoridade para ensinar da Igreja. Sem a Igreja, não haveria a coleção de livros chamados Novo Testamento. Além disso, a doutrina da Sola Scriptura teria sido impossível sem a invenção da imprensa. Até a invenção da imprensa, a Bíblia não estava disponível a todo cristão. Agora, que qualquer um é livre para interpretar as Escrituras para si mesmo, o que acontece? Embora haja dezenas de milhares de denominações, haverá sempre mais e mais interpretações das Escrituras.

O fato verdadeiro é que Jesus fundou uma única Igreja e deu-lhe a autoridade para ensinar e emitir regras. Foi justamente por não atentar à essa verdade que os três principais Reformadores (Lutero, Calvino e Zwínglio) discordavam do sentido e efeito dos Sacramentos, da Ceia do Senhor e do Batismo, cada um ensinando uma doutrina diversa. Isto nos mostra que, em vez da autoridade ser a Sola Scriptura, é “Somente a Interpretação” a real autoridade nas igrejas que proclamam a Bíblia como sua única autoridade.

A menos que você tenha a interpretação correta, de que vale a Bíblia?

Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal.

 
 
 

Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a liturgia do próximo domingo, II do Advento.

* * *

II Domingo do Advento [A] Isaías 11, 1-10; Romanos 15, 4-9; Mateus 3, 1-12

Uma voz no deserto

O Evangelho do II domingo de Advento, não é Jesus que nos fala diretamente, mas seu precursor, João Batista. O coração da pregação do Batista está contido nessa frase de Isaías, que repete a seus contemporâneos com grande força: «Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!». Isaías, para dizer a verdade, expressava: «Uma voz clama: no deserto, abri caminho ao Senhor» (Is 40, 3). Não é, portanto, uma voz no deserto, mas um caminho no deserto. Os evangelistas, aplicando o texto ao Batista que pregava no deserto da Judéia, modificaram a pontuação, mas sem mudar o sentido da mensagem.

Jerusalém era uma cidade rodeada pelo deserto: ao Oriente, os caminhos de acesso, enquanto se traçavam, facilmente desapareciam pela areia que o vento move, enquanto ao Ocidente se perdiam entre as asperezas do terreno para o mar. Quando uma comitiva ou um personagem importante devia chegar à cidade, era necessário sair e caminhar pelo deserto para abrir uma via menos provisória; cortavam as sarças, aplainavam os obstáculos, reparavam a ponte ou uma passagem. Assim se fazia, por exemplo, por ocasião da Páscoa, para acolher os peregrinos que chegavam da Diáspora. Neste dado, de fato, inspira-se João Batista. Está a ponto de chegar, clama, aquele que está acima de todos, «aquele que deve vir», o esperado os povos: é necessário traçar um caminho no deserto para que possa chegar.

Mas eis aqui o salto da metáfora à realidade: este caminho não se traça no terreno, mas no coração de cada homem: não se traça no deserto, mas na própria vida. Para fazê-lo, não é necessário pôr-se materialmente ao trabalho, mas converter-se: «Endireitai os caminhos do Senhor»: este mandato pressupõe uma amarga realidade: o homem é como uma cidade invadida pelo deserto; está fechado em si mesmo, em seu egoísmo; é como um castelo com um fosso ao redor e as pontes levantadas. Pior: o homem complicou seus caminhos com o pecado e aí permaneceu, seduzido, como em um labirinto. Isaías e João Batista falam metaforicamente de precipícios, de montes, de passagens tortuosas, de lugares impraticáveis. Basta chamar estas coisas por seus verdadeiros nomes, que são orgulho, humilhações, violências, cobiças, mentiras, hipocrisia, imundices, superficialidades, embriaguez de todo tipo (pode-se estar ébrio não só de vinho ou de drogas, mas também da própria beleza, da própria inteligência, de si mesmo, que é a pior embriaguez!). Então se percebe imediatamente que o discurso também é para nós, é para cada homem que nesta situação deseja e espera a salvação de Deus.

Endireitar um caminho para o Senhor ,portanto, tem um significado concretíssimo: significa empreender a reforma da nossa vida, converter-se. Em sentido moral, o que se deve aplanar e os obstáculos que se deve retirar são o orgulho – que leva a ser impiedoso, sem amor para com os demais – , a injustiça – que engana o próximo, talvez abduzindo pretextos de compensação para calar a consciência –, por não falar de rancores, vinganças, traições no amor. São vales cheios de preguiça, incapacidade de impor-se um mínimo de esforço, todo pecado de omissão.

A palavra de Deus jamais nos esmaga sob um monte de deveres sem dar-nos ao mesmo tempo a segurança de que Ele nos dá o que nos manda fazer. Deus, diz [o profeta] Baruc, «dispôs que sejam abaixados os montes e as colinas, e enchidos os vales para que se uma o solo, para que Israel caminhe com segurança sob a glória divina» [Ba 5, 7, N. da R.] Deus abaixa, Deus enche, Deus traça o caminho; é tarefa nossa corresponder à sua ação, recordando que «quem nos criou sem nós, não nos salva sem nos».

Traduzido por Zenit

 
 
 
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