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Importante resposta anglicana ao convite da Santa Sé

LONDRES, segunda-feira, 2 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Um grupo de bispos anglicanos afirmou a “generosidade de Roma” ao abrir um caminho para que eles entrem em comunhão com a Santa Sé, mas admitem que ainda há “perplexidade” sobre como isto sucederá.

Esta foi uma observação geral realizada no congresso de Forward in Faith, que aconteceu em Londres de 23 a 24 de outubro.

Forward in Faith (Avançar na fé) é uma associação de sacerdotes e fiéis anglicanos que se opõem à ordenação de mulheres e de homossexuais ativos na Comunhão Anglicana. O grupo afirma que isto é contrário à Escritura e à consistente interpretação de dois mil anos de cristianismo, além de constituir um obstáculo à unidade cristã.

A associação foi fundada em 1992 e tem cerca de mil membros do clero.

Ainda que a conferência da semana passada estava marcada há tempos, o tema que mais se debateu foi a próxima constituição apostólica anunciada pelo Vaticano, que oferecerá aos anglicanos uma maneira de entrar na Igreja Católica, respeitando ao mesmo tempo elementos de sua liturgia e a tradição.

O presidente de Forward in Faith, o bispo John Broadhurst, ofereceu o discurso de encerramento e a benção.

“Trata-se de uma luta pelas verdades do Evangelho”, resumiu o bispo.

Destacou a consternação dos membros da Comunhão Anglicana, quando a Igreja decidiu que era possível ordenar as mulheres. Disse que, se os bispos da Igreja da Inglaterra eram surdos a essas preocupações, o bispo de Roma as havia escutado.

“Roma pensa em nós de modo diferente de como acreditávamos que pensava durante os últimos 40 anos”, disse.

O bispo Broadhurst caracteriza o passo de aceitar os anglicanos em grupo como uma “resposta eclesial” a um “problema eclesial” – em contraste com as conversões individuais dos anglicanos ao catolicismo, que foi o habitual desde que a Comunhão decidiu ordenar mulheres.

“[A Constituição Apostólica] é generosa”, disse o bispo. “Respeita-se nossa integridade”.

O prelado anglicano também assinalou que o estabelecimento de ordinariados pessoais é um “enfoque mundial do que formaremos parte”. Afirmou que os bispos envolvidos em Forward in Faith se propõem responder unidos à constituição apostólica.

 
 
 

Entrevista com Angela Ales Bello, docente da Pontifícia Universidade Lateranense

Por Carmen Elena Villa

ROMA, terça-feira, 31 de março de 2009 (ZENIT.org).- Este mês se completam 30 anos da publicação da primeira encíclica de João Paulo II, Redemptor Hominis.

Neste importante documento eclesial, o Pontífice começou a exortar os católicos a que se preparassem para a celebração do jubileu do ano 2000, chamando aqueles anos precedentes de um «novo advento».

O Pontífice desenvolveu assim a cristologia proposta já em diversos textos do magistério pontifício e dos Padres da Igreja e concretizada na constituição Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, que assegura que o mistério do homem só pode ser esclarecido à luz do Verbo Encarnado.

O Papa mostrou assim que em Cristo, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, encontra-se a base da dignidade humana, da liberdade – que deve ser custodiada pela Igreja – e da defesa aos direitos humanos.

Sobre este tema, Zenit conversou com a Profa. Angela Ales Bello, docente de História da Filosofia Contemporânea na Pontifícia Universidade Lateranense.

Ela participou do congresso «30 anos após a Redemptoris Hominis: memória e profecia», que se realizou em dias passados na Pontifícia Universidade Lateranense, com sua palestra «Razões e especificidades do personalismo wojtyliano».

– Quais são as principais bases contidas no magistério pontifício para o desenvolvimento desta encíclica?

– Angela Ales Bello: Toda a tradição da Igreja Católica está detrás desta encíclica, sem dúvida. Desde os padres da Igreja. Contudo, o Concílio Vaticano II, em particular, deu uma grande atenção ao povo de Deus, por exemplo. Deu uma grande função à comunidade e isso é um elemento importante que reaparece nesta encíclica.

– Qual é a importância desta encíclica para a cristologia e quais são as novidades que a Redemptor Hominis oferece nesta matéria?

– Angela Ales Bello: É de uma importância capital, porque se continua refletindo sobre a figura de Cristo fundamentalmente e sobre sua unidade de ser humano e de Ser Divino. Propriamente na linha desta unidade, é possível uma grande valorização do homem, do ser humano em geral, que está inclusa e esclarecida à luz de Cristo.

Já no título «Redentor do Homem» se vê a função específica que é a da redenção e a de dar uma resposta fundamental aos desejos profundos de todos os seres humanos, mas é uma resposta que não se refere só aos cristãos. Está dirigida a todos, porque todos os seres humanos foram salvos por Cristo. A função redentora de Cristo se estende a toda a humanidade.

– Qual é a importância desta encíclica para a Igreja e sua contínua preocupação pelo ser humano?

– Angela Ales Bello: Seguir a linha desta encíclica significa fazer transpirar na ação da Igreja, seja do ponto de vista doutrinal, intelectual e pastoral, a presença de Cristo. A Igreja tem um sentido porque a ela pertence quem se uniu a Cristo e quer imitá-lo. Esta deve ser a mensagem da Igreja Católica.

– Qual seria a base antropológica incluída nesta encíclica para temas relativos à defesa da vida e da dignidade humana?

– Angela Ales Bello: A base antropológica já se encontra na obra de João Paulo II, que havia escrito como filósofo e que justifica também esta posição teológica. Nestas obras se vê o grande valor que ele dá à pessoa humana e ao fato de que propriamente a pessoa humana se apresenta como um ser único, singular e por isso não manipulável, não sujeito a transformações que alterem sua natureza.

– Como se desenvolve nesta encíclica o pensamento wojtyliano?

– Angela Ales Bello: Creio que é justamente nesta encíclica que João Paulo II consegue integrar de forma orgânica e também pastoral todo o seu conhecimento do ponto de vista da antropologia filosófica, da antropologia teológica e, como diz a Fides et Ratio, uma observação geral sobre a relação entre teologia e filosofia neste texto, porque encontram uma aplicação precisa e uma forte correlação.

– Como o Papa nos apresenta no texto Cristo como modelo de uma integridade psicológica, espiritual e biológica?

– Angela Ales Bello: A imitação de Cristo significa justamente aquele que o ser humano tem como ponto de referência de seus valores. As próprias ações devem ser feitas sobre a base que esta pessoa, ou seja, Cristo, cumpriu. Toda a parte que tem que ver com o corpo e a psique. Também estes sentimentos que nós temos, que podem ser bons ou maus, não devem ser eliminados. Ao contrário, devem ser encaminhados em uma ação que pode ser positiva e que tem um valor. Por exemplo: se eu vejo uma pessoa que me incomoda, este sentimento espontâneo, natural, eu não uso, mas posso me perguntar: é justo que eu atue negativamente se esta pessoa me incomoda? O que faria Jesus? Por isso, posso controlar também meu aspecto físico e emotivo.

– Qual é a contribuição desta encíclica para a pessoa como um ser social?

– Angela Ales Bello: É necessário entender o que quer dizer comunidade. Por exemplo, quer dizer que nós devemos ser amigos das pessoas que conhecemos no aspecto cristão. Daqueles que são simpáticos, que nos agradam, são movimentos espontâneos emotivos. Devemos também fazer um trabalho ulterior como comunidade, quer dizer, construção de comunidade recíproca entre as pessoas e nós; temos um grande exemplo na comunidade que Jesus construiu com seus discípulos. Isso é um ponto de referência fundamental para nós.

– Trinta anos depois, como você acredita que a Igreja acolheu a mensagem desta encíclica?

– Angela Ales Bello: Penso que alguns elementos foram acolhidos. Não é necessário ser pessimistas, porque ainda quando algumas sementes se perderam, outras foram recolhidas. Talvez nem todos conseguiram isso adequadamente, mas algumas coisas de fundo representam alguns pontos que podem ser vistos no processo da compreensão da mensagem cristã, porque na realidade todo o esforço humano é o de compreender a mensagem cristã sempre melhor. Agora entendemos a mensagem que Jesus havia dito, que talvez tenha sido compreendida só recentemente em seu valor. Nós pensamos, por exemplo, no papel do homem e da mulher na Mulieris Dignitatem, que era um elemento que se tomou dos textos evangélicos mas que se desenvolveu quase dois mil anos depois.

 
 
 

Proposta das Fraternidades Monásticas de Jerusalém

Por Nieves San Martín

PARIS, quinta-feira, 10 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Passar o tempo em férias com Deus graças à internet. Aproveitando o Ano Paulino, as Fraternidades Monásticas de Jerusalém propõem em seu site uma leitura acompanhada da Carta de Paulo aos Romanos.

Qualificada de difícil, a Carta merece ser relida, considera esta nova realidade eclesial surgida na França. Mas os cristãos de Roma, no século I, não eram mais teólogos que nossos contemporâneos, acrescentam.

As questões que esse escrito de Paulo apresenta são essenciais e «trataremos, em dez dias, de ajudá-los a perceber toda sua atualidade e sua profundidade espiritual», indica o site http://jerusalem.cef.fr/, em francês.

O itinerário está previsto para 10 dias, mas cada um pode ir a seu ritmo. Para cada dia se propõe: ler uma pequena parte da Carta (introduzida por um curto comentário); uma passagem mais curta para meditar; e uma curta oração para retomar a temática da jornada.

E para quem quiser ir mais longe se propõe: dicas da «lectio divina»; um ponto «para compreender»; e um comentário bíblico.

Os participantes podem consultar on-line, ou baixar e/ou imprimir tudo ou parte do itinerário, segundo seu interesse.

Como complemento ao itinerário bíblico, pode-se solicitar, no mesmo site, o próximo número da revista «Sources Vives», que terá como tema «Paulo apóstolo», e com a qual se pode completar a própria ‘lectio divina’ e encontrar resposta a muitas questões. Esta oferta finaliza em 15 de julho.

 
 
 
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