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Dom Walmor de Azevedo enfatiza que tratado respeita a laicidade do Estado

BELO HORIZONTE, sexta-feira, 14 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, considera que será um “gesto de lucidez” dos deputados aprovar no Plenário da Câmara o Acordo Brasil-Santa Sé.

O Acordo foi aprovado nessa quarta-feira pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Poderá agora ser apreciado por outras Comissões da Câmara ou seguir direto para a votação em Plenário.

O arcebispo explica primeiramente –em artigo enviado a Zenit hoje– que “o entendimento da laicidade não pode, absolutamente, tornar-se um aríete iconoclasta destruidor da força própria que a experiência da fé possui em si – com propriedade específica para configurar sociedades mais equilibradas norteando-as com princípios de validade universal e fecundidade própria”.

A discussão do Acordo Brasil-Santa Sé –prossegue Dom Walmor– “tem ensejado abordagens que estão iluminando compreensões que precisam considerar elementos outros com importância própria”.

“Há quem aponte, por limitação no uso de conceitos e princípios, que um Acordo internacional desta ordem seja um simples privilégio para a Igreja Católica em detrimento de outras opções confessionais.”

“Este tipo de consideração nivela o que precisa ser considerado na diferença para não se perder a riqueza própria de cada contribuição, ou conjunto de contribuições próprias, que vem do exercício singular de cada confissão religiosa”, afirma.

A proposta do Acordo Brasil-Santa Sé “põe em evidência a herança ética, espiritual e religiosa de uma história – como frisa o Papa Bento XVI, herança nascida da fé”.

“E que não pode ser considerada como menos importante do que o numerário em divisas como posse de uma sociedade ou mesmo em relação aos seus superávits primários ou secundários.”

O arcebispo de Belo Horizonte considera que “desconhecer ou desconsiderar esta herança da fé como alavanca é cometer um grande crime contra a própria cultura”.

“A fé cristã, com seu arcabouço de valores, oferecida e vivenciada pela missão da Igreja Católica no Brasil, numa história de mais de quinhentos anos, remodelando e alargando perspectivas antropológicas, abrindo caminhos novos de comprometimentos com os pobres, produzindo cultura, em valores, monumentos, arte e educação – esta fé cristã católica não pode, repentinamente, ser desconsiderada ou vista como possivelmente nociva ao conceito de laicidade do Estado.”

“A maneira de viver e pensar da sociedade brasileira tem nesta alavanca da fé cristã católica uma herança de alta qualidade e indispensável significação, em se considerando também o cenário mundial”, afirma Dom Walmor.

Na verdade –assinala o arcebispo– “trata-se, não de uma tinta, mas de questão de raiz na história e na vida de um povo”.

“Assim, o Acordo Brasil-Santa Sé caracteriza-se pela vontade de respeitar a laicidade do Estado. Uma laicidade positiva, entendida não como aquela que preconceituosamente considera a religião como perigo ou nega o seu direito próprio e histórico.”

Dom Walmor destaca que “espera-se a aprovação deste Acordo, no plenário da Câmara dos Deputados, como gesto de lucidez, garantia de diferenças, direitos, reconhecimento da fé na busca dos equilíbrios que só ela oferece –  não como privilégio, mas como trunfo e alavanca”.

 
 
 

A Santa Sé publica um documento com orientações para formadores e bispos

Por Carmen Villa

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- A Sagrada Congregação para a Educação Católica divulgou hoje o documento «Orientações para o uso das competências da psicologia na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio», apresentado numa coletiva de imprensa pelo prefeito, Cardeal Zenon Grocholewsky, e pelo secretário, Dom Jean-Louis Brugues.

O texto ressalta a importância de que os bispos e formadores possam orientar os aspirantes em uma sólida maturidade psicológica e afetiva, assim como em uma rica vida espiritual, que lhes permitam enfrentar as exigências próprias da vocação ao sacerdócio, especialmente no que referente ao tema do celibato.

O documento assegura que quem sente a vocação cristã ao sacerdócio, além de estar chamado a viver as virtudes morais e teologais, deve ter um «sólido equilíbrio humano e psíquico, particularmente no campo afetivo, de forma que permita ao sujeito estar predisposto de maneira adequada a uma doação verdadeiramente livre na relação com os fiéis, segundo a vida celibatária».

Assinala também as qualidades que devem caracterizar todo sacerdote: «o sentido positivo e estável da própria identidade viril e a capacidade de relacionar-se de forma madura com outras pessoas ou grupos de pessoas; um sólido senso de pertença, fundamento da futura comunhão com o presbitério e de uma responsável colaboração com o ministério do bispo».

Segundo o documento, o candidato poderá ter uma correta compreensão do significado de sua vocação se esta for cultivada em um «clima de fé, oração, meditação da Palavra de Deus, estudo da teologia e vida comunitária».

Também adverte que quem aspira a entrar no seminário reflete em maior ou menor medida os males da sociedade atual como o materialismo, a instabilidade familiar, o relativismo moral, uma visão errada da sexualidade e uma influência negativa por parte dos meios de comunicação.

O papel dos formadores

O documento afirma que a pessoa que se encarrega da formação de seminaristas deve ser «um bom conhecedor da pessoa humana, de seus ritmos de crescimento, de suas potencialidades e fraquezas e de seu modo de viver a relação com Deus».

Assegura que é necessário que se conheça prudentemente a história do candidato; este não deve ser o único critério decisivo, mas é necessário que o formador veja «a pessoa em sua globalidade e em seu progresso de desenvolvimento», para assim evitar que se cometam erros no discernimento, freqüentes na preparação dos candidatos para a vida sacerdotal.

Indica também que é dever dos formadores conhecer com precisão «a personalidade, as potencialidades, as disposições e a diversidade dos prováveis tipos de feridas, avaliando sua natureza e intensidade». E adverte as tendências de alguns dos candidatos a «minimizar ou negar as próprias fraquezas, temendo a possibilidade de não serem entendidos e, por este motivo, não serem aceitos».

Ajuda da psicologia

A publicação assegura que, nos casos excepcionais que apresentem particulares dificuldades, o recurso ao psicólogo pode «ajudar o candidato na superação daquelas feridas, visando sempre a uma cada vez mais estável e profunda interiorização do estilo de vida de Jesus, Bom Pastor, Cabeça e Esposo da Igreja».

Para isso, recomenda a realização de testes ou entrevistas com o «prévio, explícito, informado e livre consentimento do candidato» e, por sua vez, pede evitar «o uso de técnicas psicológicas e psicoterapêuticas especializadas por parte dos formadores».

Os psicólogos que realizem este tipo de trabalho devem ter uma «sólida maturidade humana e espiritual» assim como uma «concepção cristã sobre a pessoa humana, a sexualidade, a vocação sacerdotal e o celibato».

O documento deixa claro que o candidato deve fazer uma livre escolha sobre o psicólogo que for de seu agrado. E declara que «a direção espiritual não pode ser de forma alguma substituída por formas de análise ou de ajuda psicológica» e que a vida espiritual «por si mesma favorece um crescimento nas virtudes humanas, se não existem bloqueios de natureza psicológica».

 
 
 
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