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Revela o relatório anual da “Situação da Missão Global”, realizado em 2011

ROMA, terça-feira, 22 de novembro de 2011(ZENIT.org) – Segundo o relatório anual da “Situação da missão global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de fiéis em todo o mundo e todos os dias mais 34 000 pessoas se tornam parte.

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Segundo o relatório anual da “Situação da Missão Global”, feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de adeptos em todo o mundo e todos os dias aderem mais 34 000 pessoas. Os dados do estudo, divulgado pela agência Analisis Digirtal, afirma que no mundo hoje, existem dois bilhões de pessoas, de um total de sete bilhões, que nunca foram alcançados pela mensagem do Evangelho. Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes, ou conhece vagamente, mas não são cristãos.

“Apesar do fato de que Jesus Cristo fundou uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que -todos fossem um- hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1600 no início do séc.XX, e são 42 000 em 2011”, afirma o estudo. Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes “clássicos” são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia.

As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia. Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia. Aqueles que o estudo define “cristãos marginais” (Testemunhas de Jeová, mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.

“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”. Em 2011, os cristãos de todas as denominações farão circular mais de 71 milhões a mais de Bíblias no mundo (já há 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina). A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas.

 
 
 

FRIBURGO, 26 Set. 11 / 03:31 pm (

Em seu discurso às associações católicas comprometidas com a Igreja e a sociedade na Alemanha, o Papa Bento XVI disse que “a fé cristã é para o homem sempre um escândalo, não só em nosso tempo”.

Ontem pela tarde na Konzerthaus de Friburgo, o Santo Padre agradeceu primeiramente o trabalho destas associações e fez uma reflexão sobre o fato que, ante a progressiva secularização da sociedade cada batizado, “cada cristão e a comunidade dos crentes estão chamados a uma conversão contínua”.

Este processo, explicou, deve considerar o “escândalo” da fé já que “acreditar que o Deus eterno se preocupe dos seres humanos, que nos conheça; que o Inexeqüível se converteu em um momento dado em acessível; que o Imortal tenha sofrido e morto na cruz; que tenha prometido aos mortais a ressurreição e a vida eterna; para nós os homens, tudo isto é verdadeiramente uma ousadia”.

Este escândalo, continuou, “que não pode ser suprimido se não quer anular o cristianismo, foi lamentavelmente escurecido recentemente pelos dolorosos escândalos dos anunciadores da fé”.

“Cria-se uma situação perigosa, quando estes escândalos ocupam o posto do skandalon primário da Cruz, fazendo-o assim inacessível; isto é quando escondem a verdadeira exigência cristã atrás da inépcia de seus mensageiros”, acrescentou.

O Papa disse logo que para cumprir com sua missão de anunciar ao mundo o Evangelho de Cristo para a salvação dos homens, é necessário como dizia Paulo VI, que a Igreja “’diferencie-se profundamente do ambiente humano no qual vive e ao qual se aproxima’. Para cumprir sua missão, ela tomará continuamente as distâncias de seu entorno, deve em certa medida ser desmundanizada”.

A Igreja, explicou Bento XVI, existe graças à vontade de Deus que ama todos sem distinção e respeita a liberdade de cada qual para segui-lo ou não, para responder livremente ao seu amor apesar de que “o homem não pode corresponder com nada equivalente”.

“Também a Igreja deve seu ser a este intercâmbio desigual. Não possui nada de autônomo diante d’Aquele que a fundou. Encontra seu sentido exclusivamente no compromisso de ser instrumento de redenção, de impregnar o mundo com a palavra de Deus e de transformá-lo ao introduzi-lo na união de amor com Deus”.

O Pontífice precisou que “a Igreja deve se abrir uma e outra vez às preocupações do mundo e dedicar-se a elas sem reservas, para continuar e fazer presente o intercâmbio sagrado que começou com a Encarnação”.

“No desenvolvimento histórico da Igreja se manifesta, entretanto, também uma tendência contrária, a de uma Igreja que se acomoda a este mundo, chega a ser auto-suficiente e se adapta a seus critérios. Por isso dá uma maior importância à organização e à institucionalização que à sua vocação à abertura”.

Ante esta situação, disse o Papa, e “para corresponder à sua verdadeira tarefa, a Igreja deve uma e outra vez fazer o esforço de separar-se do mundano do mundo. Com isto segue as palavras de Jesus: ‘Não são do mundo, como eu também não sou do mundo’”.

Em um certo sentido, continuou o Papa Bento, “a história vem em ajuda da Igreja através de distintas épocas de secularização que contribuíram de modo essencial à sua purificação e reforma interior”.

“Com efeito, as secularizações –seja que consistam em expropriações de bens da Igreja ou em cancelamento de privilégios ou coisas similares– significaram sempre um profundo desenvolvimento da Igreja, no qual se despojava de sua riqueza terrena ao mesmo tempo em que voltava a abraçar plenamente sua pobreza terrena”.

O Papa destacou assim “os exemplos históricos mostram que o testemunho missionário da Igreja ‘desmundanizada’ resulta mais claro. Liberada de seu fardo material e político, a Igreja pode dedicar-se melhor e verdadeiramente cristã ao mundo inteiro, pode verdadeiramente estar aberta ao mundo. Pode viver novamente com mais soltura sua chamada ao ministério da adoração a Deus e ao serviço do próximo”.

Para obter isto, explicou Bento XVI, é necessário que a Igreja experimente a fé “no hoje vivendo-a totalmente precisamente na sobriedade do hoje, levando-a à sua plena identidade, tirando o que só aparentemente é fé, mas em realidade não são mais que convenções e hábitos”.

O Papa Bento XVI disse logo que “estar abertos às vicissitudes do mundo significa portanto para a Igreja ‘desmundanizada’ testemunhar, segundo o Evangelho, com palavras e obras, aqui e agora, a senhoria do amor de Deus”.

Ao final do seu discurso o Papa disse: “queridos amigos, resta só implorar para todos nós a bênção de Deus e a força do Espírito Santo, para que possamos, cada um em seu próprio campo de ação, reconhecer uma e outra vez e testemunhar o amor de Deus e sua misericórdia”.

 
 
 

Vaticano, 20 Set. 11 / 06:17 pm (

Papa Bento XVI enviou uma mensagem aos católicos do Reino Unido no aniversário de sua visita a esta nação. No texto ele alenta os fiéis a “darem um testemunho jubiloso da verdade do Evangelho”.

Na mensagem assinada pelo Secretário de estado, Cardeal Tarcisio Bertone, o Santo Padre expressou sua gratidão pelas “calorosas boas-vindas” que recebeu na Inglaterra, aonde foi beatificar o Cardeal John Henry Newman.

No domingo celebrou-se na Catedral de Westminster (Londres) uma Missa de ação de graças na qual participaram todos os bispos e os seminaristas locais, assim como alguns representantes anglicanos e do governo.

Em sua mensagem, o Papa expressou sua esperança de que a celebração “sirva como uma nova exortação a responder ao desafio lançado há um ano: dar um testemunho jubiloso da verdade do Evangelho, que liberta as mentes e ilumina os esforços por viver sabiamente e bem na sociedade”.

O Papa animou também os seminaristas “a terem o olhar fixo em Jesus Cristo”, para dedicar-se completamente à formação intelectual e espiritual, e para ser “firmes arautos da nova evangelização”.

O Papa também recordou a beatificação do Cardeal Newman. Naquela ocasião, em 19 de setembro de 2010, Bento XVI explicou que o lema deste sacerdote “cor ad cor loquitur” (o coração fala ao coração), “oferece-nos a perspectiva de sua compreensão da vida cristã como uma chamada à santidade, experimentada como o desejo profundo do coração humano de entrar em comunhão íntima com o Coração de Deus”.

 
 
 
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