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Fonte: Ágora

De certo, esta é uma das obras mais intrigantes e provocativas de Chesterton, leitura obrigatória a todo Cristão que interessa-se em adentrar, através da Filosofia, a indelével mística Cristã, que fez-se diferente não por pregar a contingência, a moralidade, a concepção de um Deus uno e trino, mas por fundar o Cristianismo… Esta dura verdade, tão útil e necessária. Tão atual e profunda, que move milhares, pelo caminho estreito, chamado Jesus.

“Uma eloqüente apologia do cristianismo contra as filosofias e doutrinas do início do século XX.” O Globo

Aqui deixo um breve deleite, proporcionado por seu eloquente discurso e pela bela produção visual deste vídeo. A tradução do mesmo foi feita pelo web site Chesterton Brasil. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ITUArebJxRc[/youtube]

 
 
 

Autor: Cesar Vidal Fonte: http://conoze.com Tradução: Carlos Martins Nabeto

Durante décadas, vários historiadores, especialmente os de orientação marxista, insistiram em apresentar as Cruzadas como um fruto resultante exclusivamente de fatores materiais.

Apenas a cobiça e o desejo de obter terras teriam levado os cruzados a abandonar a Europa ocidental e a dirigir-se para a Terra Santa; porém, apesar da comum aceitação desta ideia, teriam sido as Cruzadas fruto de um simples interesse material? A historiografia marxista e aquela que sem sê-lo é influenciada por esta têm insistido por décadas no caráter meramente material das Cruzadas. Neste sentido, por exemplo, a “História das Cruzadas”, de Mijail Zaborov, declara que os cruzados apenas se moveram para o Oriente Próximo nutridos pelo desejo de obter benefícios econômicos que, essencialmente, se traduziriam na posse de terras e no aumento do bem-estar material. Em outras palavras, a Cruzada não passava de uma emigração violenta, movida por causas meramente crematísticas. O elemento espiritual apenas proporcionava a cobertura, bastante ridícula de outra parte, para semelhante aventura de saque e pilhagem.

O ponto de vista de Zaborov, tão repetido posteriormente, resultava especialmente sugestivo à medida em que permitia desacreditar um empreendimento de caráter confessadamente espiritual e, por sua vez, dava um exemplo de como este tipo de fenômeno podia ser explicado recorrendo-se apenas para argumentos economicistas. No entanto, como tantas explicações desta natureza, apesar de sua formulação bem cuidada e instrumental, não resiste a uma análise minimamente sólida da documentação com que contamos. Em primeiro lugar, o que se depreende das fontes da época é que marchar à cruzada não implicava um incentivo econômico, mas sim em um enorme sacrifício monetário que alguém somente poderia empreender se estivesse convencido de que a recompensa seria mais sólida do que um pedaço de terra ou uma bolsa de moedas. A respeito disso, os documentos não poderiam ser mais claros. Um cavaleiro alemão que fosse convocado a servir ao imperador naqueles anos em um lugar tão próximo da Alemanha, gastava, tão somente na viagem e em vestimentas, o equivalente a dois anos de seu soldo; para um francês viajar para a Terra Santa, implicava gastos que chegava a quintuplicar suas rendas anuais. Portanto, como primeira medida, precisavam endividarem-se bastante para acudir à cruzada. Em não poucos casos, inclusive, perderam tudo o que tinham para juntarem-se ao empreendimento.

Não deixa de ser curioso que Henrique IV da Alemanha, em uma carta, se refira a Godofredo de Bulhão e Balduíno de Bolonha – ambos caudilhos da Primeira Cruzada – como pessoas que são “seguras pela esperança de uma herança eterna e, por amor, se prepararam para ir lutar por Deus em Jerusalém, tendo vendido e deixado [para trás] todas as suas posses”. Desde logo, este caso não foi exceção. De fato, o Papa e os bispos reunidos no Concílio de Clermont redigiram uma lei que impunha a pena de excomunhão àqueles que se aproveitassem dessas circunstâncias para despojar os cavaleiros cruzados de suas propriedades, valendo-se de práticas usurárias ou hipotecas elevadas. A relação de cavaleiros que se endividaram extraordinariamente para atender, por exemplo, à Primeira Cruzada é enorme e demonstra que essa era a tendência geral.

Tampouco faltaram os apoios eclesiais em termos econômicos. Por exemplo: o bispo de Lieja obteve fundos para auxiliar o arruinado Godofredo de Bulhões despojando os relicários de sua catedral e arrancando as joias das igrejas de sua diocese. Talvez se pudesse interpretar tudo isto como uma inversão arriscada – e como! -, que seria compensada com as terras que os cruzados conquistaram no Oriente. No entanto, essa análise tampouco resiste à confrontação com os documentos. É certo que durante a Primeira Cruzada um número notavelmente pequeno de cavaleiros optou por permanecer nas terras arrebatadas dos muçulmanos. Não obstante, salvo estas exceções, a imensa maioria dos cruzados retornaram à Europa. Após ocorrer, no curso da Primeira Cruzada, a tomada de Jerusalém e a vitória sobre um exército egípcio (em 12 de agosto de 1099), praticamente a totalidade retornou às suas origens sem bens e com dívidas; porém, ao que parece, com um profundo sentimento de orgulho pela façanha que haviam realizado. De fato, para defender os Santos Lugares, restou necessário articular a existência de ordens militares como os Cavaleiros Hospitalários, primeiramente, e dos Templários posteriormente. E a situação econômica nas Cruzadas seguintes não foi melhor…

Novamente o fator espiritual foi decisivo e, precisamente, para custear os enormes gastos de um empreendimento que recaía sobre os peregrinos, assim se consideravam seus participantes, já que o termo “cruzado” é posterior. Os monarcas recorreram a impostos especiais ou a empréstimos concedidos à Coroa. Uma vez após outra, a possibilidade de permanecer na Terra Santa – se é que alguém a contemplava – revelou-se impossível, porém isso não desanimou os participantes seguintes no decorrer de dois séculos. Certamente, não podemos ter uma imagem excessivamente ideal das Cruzadas e tampouco podemos negar que seu modelo de espiritualidade em muitas ocasiões causa mais calafrios em nossa sensibilidade contemporânea do que entusiasmo. Apesar de tudo, existe um dado que não se pode negar, até porque aparece corroborado em milhares de documentos:

Desconsiderando a maior ou a menor categoria humana e espiritual dos participantes, seu impulso era fundamentalmente espiritual. Movidos pelo desejo de garantir o livre acesso dos peregrinos aos Lugares Santos e de alcançar o céu, abandonaram tudo o que tinham e se lançaram a uma aventura em que não poucos não apenas se arruinaram como também acabaram por encontrar a morte. Um exemplo – diga-se de passagem – que não dissuadiu outros de fazer o mesmo ao longo de dois séculos! Não se tratou, portanto, de um movimento material disfarçado de espiritualidade, mas de um colossal impulso de raízes espirituais que não encontrou inconveniente – apesar de seus enormes defeitos – de enfrentar consideráveis riscos e perdas materiais.

 
 
 

Autor: Pe. Miguel Ángel Fuentes Fonte: http://www.teologoresponde.com.ar Tradução: Carlos Martins Nabeto

– Prezado Padre: ouvimos dizer muitas vezes que a Igreja é “santa”, porém, para dizer a verdade, o que eu vejo é que muitos [cristãos] são pecadores (e, entre estes, há sacerdotes, religiosas e leigos). Inclusive, como se diz às vezes, alguns dos que vão à Missa são piores do que muitos que não vão. Como entender isto? Não é hipocrisia afirmar que a Igreja é “santa”?

Quantos cristãos se escandalizam da Igreja! Apontam, talvez com maior ou menor exatidão, os pecados de muitos fiéis, sacerdotes, consagrados e, inclusive, bispos; pecados e escândalos que fariam ruborecer de vergonha a qualquer homem de bem. E isto os “escandaliza”, isto é, lhes torna pedra de tropeço em sua fé na Igreja, em sua confiança e em seu amor por ela.

Tais pessoas têm razão? Não! Enxergam bem, mas raciocinam mal, inferindo erroneamente.

A Igreja é Santa! É Santa e santificadora! Apesar dos pecados de seus filhos!

Mas como entender o paradoxo desta santidade?

1. A IGREJA É SANTA

A Igreja é santa! As palavra de São Paulo não nos permitem duvidar: “Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, em virtude da palavra, para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e imaculada” (Efésios 5,25-27). Se dizemos que a palavra de Jesus Cristo é eficaz e efetiva em tudo o que diz (e, por isso, se Ele diz: “Isto é o meu Corpo”, esse pão já não é pão mas o seu Corpo), quanto mais efetivos não serão os seus atos e o seu sacrifício! Ele se entregou por ela (=a Igreja) para santificá-la! Portanto, ela é santa porque o sacrifício de Cristo é eficaz.

“A Igreja é, aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, a quem com o Pai e o Espírito Santo é proclamado ‘o único Santo’ amou à Igreja como sua esposa, entregando-se a Si mesmo por ela para santificá-la (cf. Ef. 5,25-26), a uniu a Si como seu próprio Corpo e a enriqueceu com o dom do Espírito Santo para a glória de Deus”[1].

A Igreja é duplamente santa:

a) É santa, em primeiro lugar, porque ela é o próprio Deus santificando os homens em Cristo por seu Espírito Santo. Dizia Pio XII: “Esta piedosa mãe brilha sem mancha alguma em seus sacramentos, com que alimenta seus filhos; na fé, que sempre conserva incontaminada; nas santíssimas leis, com que obriga a todos; nos conselhos evangélicos com que adverte; e, finalmente, nos dons celestiais e carismas, com os quais, inesgotável em sua fecundidade, dá à luz a incontáveis exércitos de mártires, virgens e confessores”[2].

Esta é santidade “objetiva” da Igreja. Ela é um canal inesgotável de santidade porque nela Deus coloca à disposição dos homens os grandes meios de santidade:

  1. Seus tesouros espirituais – os Sacramentos – entre os quais o principal é o próprio Cristo sacramentado, fonte de toda santidade.

  2. Sua doutrina santa e imaculada, que finca suas raízes no Evangelho.

  3. Suas leis e conselhos, que são prescrições e convites à santidade.

  4. O Sangue de Cristo tornado bebida cotidiana do cristão.

  5. A misericórdia do perdão oferecido sacramentalmente aos pecadores.

b) Em segundo lugar, a Igreja é santa porque ela é a humanidade em vias de santificação por Deus. Este é o aspecto complementar do item anterior, ou seja, a santidade “subjetiva” da Igreja.

Os canais de santidade são derramados sobre os filhos da Igreja e, se não sobre todos, pelo menos sobre muitos produz verdadeiros frutos de santidade. Ela é o seio que incessantemente gera frutos de santidade.

Voltaire, apesar de seu ódio contra a Igreja, reconhecia: “Nenhum sábio teve a menor influência nos costumes na rua em que morava; porém, Jesus Cristo influi sobre todo o mundo”. Essa influência são os santos. Quanta diferença entre os frutos “naturais” do Paganismo e os do Cristianismo! Quando a Igreja gera filhos nas águas do batismo, os dá à luz com gérmens de graça e santidade, os quais, quando os homens não colocam obstáculos, crescem e dão ao mundo extraordinárias obras de caridade. Por isso, a Igreja, desde seu início na Jerusalém dos Apóstolos, começou a popular o mundo com:

  1. Jovens virgens, testemunhas da pureza.

  2. Mártires da fé.

  3. Missionários e apóstolos

  4. Ermitães e monges penitentes

  5. Incansáveis operários da caridade, que consagraram suas vidas aos enfermos, aos pobres, aos famintos, aos abandonados…

  6. Seus filhos inventaram os hospitais, leprosários, asilos…

Na Antiguidade se contava a história de Cornélia, a mãe dos Gracos, filha de Escipião Magno, a qual vendo uma de suas amigas fazendo ostentação de suas joias, com um gesto apontou para os seus filhos – futuros heróis de Roma – e disse-lhe: “Estes são os meus ornamentos e as minhas joias!”. Com quanta razão mais a Igreja pode dizer ao mundo, apontando para os santos de todos os tempos: “Estes são as minhas joias!”

E apenas isto já fala da santidade da Igreja, pois para fazer um só santo é necessário um poder divino, já que apenas a graça do Espírito Santo pode santificar um homem. E a Igreja não deixa de ter santos nem quando os horizontes são os mais sombrios!

Três sinais, entre muitos outros – dizia Journet – tornam visível esta santidade da Igreja:

1º) Ela é uma voz que não deixa de proclamar ao mundo as grandezas de Deus. Essa constância em proclamar e cantar as maravilhas de Deus é a sua razão de ser. Encontramos a Igreja ali onde escutamos sem cessar cantar as maravilhas de Deus, defender Sua honra dos erros do mundo, dar testemunho de Sua grandeza e Sua misericórdia para com os homens.

2º) Ela é uma “sede inextinguível” de unir-se a Deus. A Igreja está onde suspiram todos os que esperam a manifestação do Rosto de Deus, os que esperam a vinda de Cristo, os que não se apegam a este mundo e suspiram por uma pátria melhor, os que se sentem como os desterrados filhos de Eva.

3º) Ela é um zelo insaciável por dar Deus aos homens. A encontramos ali onde, com infatigável ardor, existe um verdadeiro cristão que trabalha pela conversão dos pecadores, por fazer que os ignorantes conheçam a Deus, por levar o Evangelho aos que ainda não o ouviram…

Porém…

2) NEM TUDO É SANTO NA IGREJA

A Igreja é santa e santificadora, porém, muitos dos seus filhos são pecadores e a Igreja, consciente disso, não os exclui de seu seio, salvo em casos extremos. Dizia Pio XII: “Que todos aborreçam o pecado. Porém, quem pecou e não se tornou indigno, por sua contumácia, da comunhão dos fiéis, seja acolhido com amor… Pois mais vale, como adverte o Bispo de Hipona, ‘ser curado permanecendo no corpo da Igreja, do que serem cortados dela como membros incuráveis. Porque não é desesperada a cura daquilo que ainda está unido ao corpo, enquanto que, tendo sido amputado, já não pode ser curado nem sanado'”[3].

Os pecadores são membros da Igreja, mas não o são no mesmo grau nem do mesmo modo que o justo; e assim é rigorosamente exato o que disse o Cardeal Journet: quanto mais se peca, menos se pertence à Igreja. Por isso, a maioria dos autores é categórica em afirmar que é inconcebível uma Igreja integrada exclusivamente por pecadores.

Se os pecadores são membros da Igreja, o são não em razão dos seus pecados, mas por causa dos valores espirituais que subsistem neles e em cuja virtude, todavia, permanece viva de alguma forma: valores espirituais pessoais (fé e esperança teologais informes, caráteres sacramentais, aceitação da hierarquia etc.), aos quais é preciso acrescentar os impulsos interiores do Espírito Santo e a influência da comunidade cristã que os envolve e arrasta em seu seio, tal como uma mão paralisada, que nada pode fazer por si, ainda assim participa de todos os deslocamentos e mudanças de toda a pessoa humana.

E podemos prosseguir dizendo que, apesar dos pecadores, a Igreja é santa e imaculada? Sim! A Igreja continua sendo a Igreja dos Santos, apesar do pecado e inclusive em seus membros pecadores. Como isto pode ser possível? Porque, assim como a santidade é uma realidade da Igreja e que, como tal, não está só na Igreja mas também procede da Igreja, o pecado não é uma realidade “da Igreja”; mesmo quando o pecado estiver na Igreja, não procede dela, precisamente por ser o ato com que alguém nega a influência da Igreja.

Mais ainda: à medida em que aceita permanecer na Igreja santificadora, mesmo que seja apenas por fé e sem caridade, esta (=a Igreja) o ajuda em sua luta contra o pecado. Por isso, Journet dizia: “A Igreja carrega, dentro de seu coração, Cristo lutando contra Belial”.

Por isso, o pecado não pode impedir que a Igreja seja santa, mas pode impedir que seja tão santa quanto deveria! Dizia Santo Ambrósio: “Não nela, mas em nós é ferida a Igreja. Vigiemos, pois, para que a nossa falta não constitua uma ferida para a Igreja”[4].

Assim, então, concluía o Cardeal Journet: “A Igreja divide em nós o bem e o mal. Fica com o bem e deixa o mal… [A Igreja] não está livre de pecadores, mas está sem pecado. Por isso, não é pecadora nem pode pedir perdão por seus pecados. Pede, ao contrário, perdão para os pecados de seus filhos e por isso ‘a Igreja [é] santa e, por sua vez, necessitada da purificação’ em seus filhos”[5].

Monsenhor Tihamer Toth dizia: “A Igreja somos nós: eu, tu, nós, todos… e quanto mais bela é a nossa alma, mais [bela a Igreja]”.

E outro autor pôde escrever: “A Igreja é um mistério: tem sua cabeça oculta no céu, sua visibilidade não a manifesta mais do que de um modo sumamente inadequado; se procurais o que a representa sem traí-La, contemplai ao Papa e ao Episcopado, que nos ensinam nas coisas de fé e costumes; contemplai aos seus santos no céu e na terra; não vos fixeis em nós, pecadores. Ou melhor: vede como a Igreja cura as nossas chagas e nos conduz com dificuldades à vida eterna… A grande glória da Igreja é constituída pelo fato de ser santa com membros pecadores”[6].

—– NOTAS: [1] Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 39. [2] Encíclica Mystici Corporis, nº 30. [3] Idem, nº 10. [4] De Virginitate 8,48; PL 16,278-D. [5] Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 8. [6] J. Maritain. Religião e Cultura. Paris, 1930, p.60.

 
 
 
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