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• ATÉ DEUS PERDEU A PACIÊNCIA COM OS JUDEUS • (JUDEUS, PACIÊNCIA TEM LIMITE!) • Pois até Deus perdeu a paciência com os judeus, como querem cobrar tolerância dos Reis católicos e da Igreja? Vejamos:( 2cronicas 36,“11.Sedecias tinha a idade de vinte e um anos quando foi elevado ao trono; reinou onze anos em Jerusalém. 12.Fez o mal aos olhos do Senhor, seu Deus, e não se humilhou diante do profeta Jeremias que lhe tinha vindo falar da parte do Senhor. 13.Revoltou-se contra o rei Nabucodonosor, que, contudo, lhe tinha feito prestar um juramento em nome de Deus. Endureceu a cerviz e tornou inflexível seu coração para não se converter ao Senhor, Deus de Israel. 14.Todos os chefes dos sacerdotes e o povo continuaram a multiplicar seus delitos, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs e profanando o templo que o Senhor tinha consagrado para si em Jerusalém. 15.Em vão o Senhor, Deus de seus pais, lhes tinha enviado, por meio de seus mensageiros, avisos sobre avisos, pois tinha compaixão de seu povo e de sua própria habitação; 16.eles zombavam de seus enviados, desprezavam seus conselhos e riam de seus profetas, até que a ira de Deus se desencadeou sobre o seu povo, e não houve mais remédio.” • A Semana Santa de 1477 foi, de certa forma, a última gota que fez com que transbordasse o vaso. O caso é que se descobriram uma reunião de judeus congregados para blasfemar a Cristo, assunto que seria levado ao conhecimento da rainha pelo Prior Frei Alonso Hojeda. • Por causa desta Conjuração descoberta, e de outros crimes provados contra alguns conversos e judeus, temia-se que o povo se levantasse de maneira indiscriminada e selvagem Contra Eles, Como já havia acontecido entre as perseguições mais importantes em 1391. Comenta o historiador espanhol José Martinez Millán que ” a situação de crise social era especialmente tensa na Andaluzia, como os monarcas tiveram oportunidades de comprovar durante a primeira visita que fizeram a Sevilha, em 1477, onde se deram conta de que havia risco de uma revolta social. Admitir a implantação da instituição inquisitorial parecia o remédio mais útil e menos Custoso para eles”. É preciso acrescentar e destacar que este remédio foi, em primeiro lugar, sem dúvida, favorável aos próprios judeus e conversos, culpados ou inocentes, pois evitou-se um linchamento quase certo, já que a inquisição, aliada à coroa, castigada severamente os Perseguidores de judeus e conversos. Não seria exagerado afirmar que, se houvesse existido um tribunal da Inquisição naquele sangrento ano de 1391, e supondo que tivesse podido proceder contra os judeus, os massacres populares Jamais teriam ocorrido. Desta forma os judeus não teriam sequer sido processados, se se levam em conta as razões da maior parte dos historiadores, que afirmam que aquela revolta contra os judeus careceu de motivos e acusações legítimas. Isto é, não teria sido possível nem iniciar o processo, Pois para isto era necessário as denúncias de comprovada a probidade; portanto, era muito improvável que um povo fanatizado e difamador conseguisse provê-las. • Devemos destacar que, o tribunal da Inquisição já estivesse autorizado a proceder em 1478, mas apenas em 1481 foi que começou a trabalhar ativamente com a instauração do tribunal de Sevilha, Isto demonstra que em nenhum momento se procurou agilizar sua ação (Juan António Escudero traz um dado de muita importância. Conta que no início das revoltas de Toledo, João II pede em 1451 ao Papa Nicolau V a introdução de uma inquisição, pedido que seria acatado pelo pontífice. Mas de forma misteriosa — não se sabe as razões —, a medida foi deixada sem efeito. O mesmo sucedeu em 1462, quando Henrique IV requereu o estabelecimento do tribunal em Castela. A bula foi redigida, mas não publicada. Juan Antônio Escudero Crê que isto se deveu às gestões de vários conversos para impedir sua promulgação), mas justamente o contrário: preferiu-se conceder mais três anos de graça aos hereges para que cessassem em sua obstinação, mesmo apesar das constantes pressões que continuavam recebendo os Monarcas. É preciso mencionar, também, que os reis não se lançaram a estas medidas sem ter aconselhamento dos homens mais eruditos do reino, como Cardeal Mendonça, autor de um catecismo fundamental para conversos. Esta decisão teve o elogio efusivo de um dos homens mais cultos do seu tempo: Jerônimo Zurita, o qual, louvando o Tribunal do Santo Ofício e os reis católicos, afirmou: “como por inspiração divina foram iluminados aqueles Príncipes”, acrescentando que graças a esta instituição a Espanha não padeceu as guerras civis e religiosas que assolaram as regiões protestantes, onde os mortos contam-se dezenas de milhares. O padre Mariana acreditava que a inquisição “era um remédio dado pelo céu” embora llorente o ignore convenientemente. • É bastante importante e significativo, um dado trazido por Henry Kamen, que comenta com assombro o fato de que, em um tempo em que o povo tinha refrões para tudo (reis, ladrões, hereges, etc) para expressar sua gratidão ou descontentamento, não se registra nenhum que se expresse contra a inquisição. Foi sem dúvida, uma medida popular, exigida e respeitada por todas as camadas da sociedade. • Quando os rumores sobre o estabelecimento da Inquisição correu o reino, os judeus e conversos ofereceram 30 mil ducados de Ouro aos reis para suspender a inquisição. Esta oferta foi recusada pelos Reis, aconselhados por Frei torquemada. Esta negativa diante do Ouro judeu constituía, de alguma maneira, algo diferente, pois no passado tanto os judeus quanto os nobres corruptos haviam podido com frequência influir de forma notável na vontade de vários Reis, especialmente durante a regência de Pedro o cruel e Henrique IV. Com Isabel e Fernando a história será muito diferente: o zelo e a firmeza de suas convicções nas razões que os conduziam eram tão Profundas que nada poderia afastá-los do caminho proposto. • Será um erro supor o crer que os judeus e falsos conversos sempre adotaram uma posição passiva frente às perseguições lícitas ou ilícitas, por boa parte do Povo ou das leis que lhes desagradavam. O próprio Bodeslao Lewin trata de reconhecê-lo, dizendo que “alguns dos cristãos novos em posições mais elevadas participaram do complô para impedir o estabelecimento da Inquisição mediante o emprego da força ou o exercício do terror contra os inquisidores. • Quando os judeus e conversos convenceram-se de que nenhum ouro do mundo poderia influir na decisão dos Monarcas, optaram por semear o terror “lançando alguns mortos” na mesa de negociação. Sem dúvida, este constituiria seu maior erro e sua decisão menos inteligente, por suas ações homicidas não gerariam outra coisa senão um vigoroso impulso ao tribunal que pretendiam abolir. Em 1485 — assim Como haviam feitos os hereges na Idade Média, matando o inquisidor São Pedro de Verona —, Assassinariam de forma selvagem e Covarde O Inquisidor Pedro de Arbués de Saragoça, a alma do tribunal, enquanto rezava a sós em sua Capela. Entre os principais conspiradores encontrava-se o primo de Luiz Santangel, secretário do Rei. Assim comenta esse fato o historiador judeu Simon wiesenthal: “os marranos, desesperados, recorreram a medidas extremas. Sancho de Portnoy, principal tesoureiro de Aragão, O vice-chanceler Alfonso de la caballeria, que tinha lugar reservado a sinagoga de Saragoça, Juan Pedro Sanches, Pedro de Almazán, Pedro Montfort, Juan de la Abadia, Mateo Ram, García de Moros, Pedro de Vera, Gaspar de Santa Cruz e outros companheiros de infortúnio de saragoça, catalayud e Barbastro celebraram um pequeno Concílio na casa de Luis de santangel, tio do Futuro tesoureiro chefe de Aragão de mesmo nome. Concordaram em eliminar o inquisidor. Na noite de 15 de setembro de 1485, Pedro Arbués foi ferido por Juan Esperandeu e Vida Durango na igreja metropolitana de La Seo. 48 horas depois estava morto. • É de notar-se, como reconhece o crítico Gerrard Dufour, a nobre atitude do Arcebispo de Saragoça, Alfonso de Aragão, diante deste acontecimento, “impedindo uma verdadeira carnificina”, ao evitar que a multidão assassinasse a com versos e quando a notícia veio a público. • Este fato manifesta o fervor popular e o respeito que existia para com a Inquisição e sua natural aversão à heresia. O próprio Charles Lea conta que, quando ocorreu entre o povo a notícia de que Pedro de Arbués havia sido assassinado, “uma multidão foi empapar seu sangue em suas roupas e escapulários”. Em jaén, o condestável de Castela, partidário da tolerância, foi barbaramente assassinado pelos marranos quando estava ajoelhado diante do altar. E em 10 de Maio de 1484, os conversos de Aragão assassinaram — afirma-se que por envenenamento — o inquisidor Gaspar Julglar. Sobre este acontecimento em particular chama a atenção o reconhecimento sem meias palavras que faz o historiador judeu Cecil Roth, destacando as frequentes violência dos judeus conversos. Rechaçando a tese de envenenamento, diz: “um modo tão pouco aparatos de satisfazer seu desejo de Vingança não parece estar de acordo com Espírito belicoso dos conversos”. • Além das matanças de inquisidores, registram-se vários casos de judeus fanáticos organizando matanças contra os cristãos em geral. O historiador Thomas walsh transcreve as seguintes exortação feita pelo Milionário e judeu Diego de Susan a seus correligionários: “não somos nós os principais proprietários desta cidade, e bemquistos pelo povo? Juntemos a gente; e se nos prender, com a gente e o povo provocaremos um rebuliço; os mataremos e nos vingaremos de nossos inimigos”. • A violência dos judeus conversos contra os cristãos havia sido comum em muitas outras oportunidades onde não existia a inquisição, como, por exemplo, naquele ano de 1467, “quando organizaram-se, é um de seus chefes Fernando de La Torre, Homem violento e abastado, foi insensato o bastante para gabar-se de ter 4 mil guerreiros bem armados, seis vezes mais do que os antigos cristãos possuíam. Em 21 de julho, dirigiu suas tropas contra a Catedral Enquanto os cristãos participavam da missa”(Jaime Balmes) Provocando uma verdadeira Matança. Não fosse pela pronta intervenção do governador Cristão Cabrera, cuja ação mereceria o elogio do dia dos Reis católicos, se não fosse a intervenção um grande número de conversas e judeus teriam sido aniquilados pelo povo. • O ódio Manifesto de alguns judeus se vê claramente refletido no crime ritual ao Santo Menino de La Guardia, em 1490, Crendo aqueles ingenuamente que estas ações fariam com que os Reis e inquisidores desistiriam de uma vez por todas de sua empreitada. O este cruel assassinato, e temendo uma revolta do povo, os judeus pediram proteção aos Reis. Em outra notável mostra de benignidade, estes enviaram um salvo-conduto, proibindo a todos de causarem danos aos judeus ou as suas propriedades, sob penas distintas e escalonados, desde uma multa até a morte. Com relação aos homicidas, foi só depois de uma minuciosa investigação que o estado procedeu à castigá-los. Observa-se em acontecimentos como eles que, até mesmo nos casos de indícios mais graves de culpabilidade, o tribunal e os reis atuavam sempre com prudência. Todos deviam ter, acreditavam, a possibilidade de um julgamento justo. • Bibliografia: Agostino Barromeu, L’Inquisizione. • Cristian Iturrale, A Inquisição

 
 
 

A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS?

É preciso mentir como um demônio, escrevia Voltaire: não timidamente, nem só temporariamente,mas sempre e com audácia” (Carta a Theriot).

Para entender melhor a relação entre reforma protestante, renascença e maçonaria eu indico ler um outro texto meu de título “A REFORMA PROTESTANTE FILHA DA RENASCENÇA”.

O papel revolucionário da maçonaria consiste mais em criar o estado de ânimo revolucionário do que em agir diretamente.

Vou citar, como prova, através deste texto bem resumido alguns textos maçônicos, e palestras dadas por alguns maçons, que foram registradas dentro da história:

“À República francesa, filha da Maçonaria francesa, à república Universal do Futuro, filha da Maçonaria Universal…” >>( Brinde do presidente do Grande Oriente em 1923. Convenção do Grande Oriente 1923 página 403).

“Quando consideramos o trabalho realizado, temos o direito de nos orgulharmos da nossa propaganda. Sabemos perfeitamente que a tarefa ainda está incompleta; mas que são dois séculos, na vida da humanidade?”

“Dois séculos depois do seu aparecimento, o próprio cristianismo não parecia ter correspondido à esperança dos seus profetas e, contudo, acabou dominando o mundo ocidental”.

“Dar-se-á o mesmo com a Maçonaria, porque, com o progresso constante da instrução e da ciência que matam os deuses e as superstições, ela aparecerá, cada vez mais, como a única religião Divina dois homens”.

“Não temos o direito de desanimar, porque o nosso segredo continua sendo o que revelava um curioso livrinho, hoje esgotado, publicado em Bruxelas em 1744, A Maçonaria ou a revelação dos mistérios dos maçons por Mim, consiste em edificar, insensívelmente, uma república Universal e democrática que terá como rainha a razão e como Supremo conselho, uma assembleia de sábios…”>>( Albert Lantoine, Hiran aí jardim des Oliveira, pág.30-32, Paris, 1928).

A MAÇONARIA E A REVOLUÇÃO DE 1789

De todos os historiadores clássicos que atuaram na Revolução, e deram continuidade às suas ideologias, nenhum deles menciona o papel que a Maçonaria desempenhou na revolução.

É sabido que alguns, muito raros, souberam a verdade, e por termo ou por interesse, conservaram-se sob silêncio.

Pouquíssimos falaram: foram considerados visionários. Muitos dentre eles — que destacamos como pessoas sinceras — perceberam que as manifestações revolucionárias de 1789 não eram inteiramente espontâneas. Presentiram um impulso secreto, sem poder descobrir a origem.

Na época atual, a maçonaria reconhece abertamente a revolução francesa como obra sua.

Na câmara dos deputados, na sessão de 1 de julho de 1904, o marquês de Rosanbo pronunciou as seguinte palavras:

“A Maçonaria trabalhou em surdina, mas de uma maneira constante, para preparar a revolução”.

Junel —”efetivamente orgulhamo-nos disto”.

Alexandre Zévaès — “É o maior elogio que V.Sª Só pode fazer”.

Henri Michel (Bocas do Ródano)—”Eis a razão pela qual vossa senhoria e os seus amigos a detestam”.

Mas Rosanbo — “Estamos, pois, perfeitamente de acordo sobre este ponto: a Maçonaria foi a única autora da revolução e os aplausos que recebo da esquerda e aos quais estou pouco habituado, provam senhores, que reconheceis comigo que ela fez a revolução francesa”.

Junel — “fazemos Mais Do Que reconhecê-lo: proclamamo-lo”.

O plano maçônico foi o seguinte:

É preciso destruir a civilização cristã no mundo. O ataque deve começar pela França que é a sua representante mais poderosa; é preciso aniquilar o que constitui a sua força: a monarquia e o catolicismo. Privada destas bases, a ordem social ficará indefesa e será possível abolir a Hierarquia, a disciplina, a família, a propriedade, a moral.

Como a Maçonaria não pode entrar em luta aberta com a igreja, atacará os seus esteios naturais: a monarquia e a nobreza; Portanto o seu sentido e contigo não é só político, mas essencialmente social e religioso, desde que a civilização ocidental tem por base a doutrina e a disciplina Cristã.

Abolição da monarquia por direito divino era a condição do êxito do plano inteiro. A revolução que aceleram ter sido feita pelo povo foi, na realidade, praticada contra ele. A monarquia e à nobreza não foram aniquiladas, porque oprimiam a França, mas, pelo contrário, porque a protegiam demais.

Esse plano foi traçado minuciosamente e por escrito, pela mão de Weishaupt, chefe da seita maçonica dos iluminados, eram visíveis no arquivo de Munique. (Esses documentos foram reproduzidos, em parte, pelo Padre barruel, em seu livro Memoires pour servir a l’histoire du jacobinisme, 1798, e mais recentemente, na Conjuração anticristã de Monsenhor Delassus,1910. Veja também Le Forestier, Les iluminès de Bavière, 1914 e N. H webster, the world Revolution, 1922).

Segundo Colorido d’ Herbois, o princípio geral é: “tudo é lícito para a Vitória da revolução”.

Essa força misteriosa que dirigia o ataque espalhava algumas ideias belas e sublimes, Na aparência, mas que eram, na realidade, uma arma terrível de destruição. Além disto, teve a seu serviço o verdadeiro gênio da fórmula: o essencial é dizer as massas a frase exata, sonora e cheia de Belas promessas; pode ser depois fazer o contrário do que se promete, que não terá mas nenhuma importância. Sirvam de exemplos as três palavras de origem maçônica: liberdade, igualdade, fraternidade, que serviram para destruir a França.

Resumindo: a revolução de 1789 não foi o movimento espontâneo de revolta contra a tirania do antigo regime, nem um impulso sincero e entusiástico a favor das ideias novas de liberdade, igualdade e fraternidade, como se desfazer acreditar. A Maçonaria foi a inspiradora do movimento. Se não criou completamente a nova doutrina, cuja origem provém da reforma, colaborou os princípios de 1789, difundidos nas massas e contribuiu ativamente para sua realização.

Vamos fazer agora conhecer a preparação revolucionária dois enciclopedistas. O que se ignora é o papel preponderante que a maçonaria desempenhou em toda a revolução. Vamos ver o testemunho do maçom Bonet, orador da convenção do Grande Oriente da França em 1904:

” No século XVIII a gloriosa casta 2 enciclopedistas encontrou nos nossos tempos um auditório fervoroso que, o único naquela época, invocava a radiosa divisa, ainda desconhecida das multidões: “liberdade, igualdade e fraternidade”. A semente revolucionária germinou depressa nesse meio seleto. Os nossos ilustres irmãos d’Alembert, Diderot, Helvétius, d’Holbach, Voltaire, Condorctet relataram a evolução dos espíritos, prepararam a NOVA ERA. E, quando a Bastilha desmoronou, coube à Maçonaria a suprema honra de outorgar à humanidade a carta que, com tanto carinho elaborara.

Foi o nosso irmão de La Fayette quem primeiro apresentou ‘o projeto de uma declaração dos direitos naturais do homem e do cidadão vivendo em sociedade’, que forma o primeiro capítulo da Constituição.

A 25 de agosto de 1789, a constituinte, que contava, entre seus membros, mais de 300 maçons, adotou definitivamente e quase palavra por palavra, tal como fora longamente estudado nas lojas, o texto da Imortal Declaração dos Direitos do Homem. Naquela hora decisiva para civilização, a Maçonaria francesa representou a consciência Universal e não cessou, depois, de contribuir com o resultado das lentas elaborações das suas lojas para as improvisações e as iniciativas dos constituintes”.

Entre os documentos que atestam ação revolucionária da maçonaria, os mais completos são os dois iluminados.

Observamos quê em circunstâncias diversas o governo da base área mandou apreender, em Munique, o arquivo da seita do Iluminismo, a 11 de outubro de 1786. O chefe Weishaupt conseguiu fugir. Da perseguição Uberaba que resultou o descobrimento de um minucioso plano de revolução Mundial. (Todos os documentos foram reunidos sob o título de escritos originais da ordem e da seita dos iluminados e publicados por A. François, tipografia da corte, em Munique, 1787.

A alma da sociedade era o seu chefe, Weishaupt. Na sua histoire de la révolution, Louis Blanc, revolucionário bastante puro para que não seja possível duvidar das suas palavras, assim lhe caracterizou a ação:

“Conseguir simplesmente pela atração do mistério, única força da sociedade, submeter a mesma vontade e animar com a mesma ideia milhares de homens, em várias regiões do mundo e principalmente na Alemanha e na França, transformar esses homens em seres inteiramente novos, por meio de uma educação lenta e gradual, tornando-se obediente até ao delírio e á morte a chefe invisíveis e ignoradas, influir secretamente com peso de semelhante Região sobre os corações, circundar os soberanos, dirigir, sem que percebam, os governos elevar a Europa inteira ao ponto de aniquilar toda superstição (leia-se religião cristã) de derrubar toda monarquia, de declarar injusto qualquer privilégio de nascença e de abolir o próprio direito de propriedade: tal foi o plano gigantesco do Iluminismo”.

Para passar da preparação à atividade, trabalho de organização e de concentração maçônica. Para este fim, instalou-se em Wilhelmsbad, perto de Frankfurt, em 1784, congresso maçônico europeu no qual os iluminados tiveram um papel preponderante e em que foi posta em discussão A Marcha da obra e, segundo alguns autores, a morte de Luís XVI e de Gustavo III da Suécia.

Temos sobre este ponto os testemunhos particulares de mirabeau, no conde de Haugwitz, do conde de Virieu, do Reverendo P. Abel, etc.

No Congresso de Verona em 1822, o delegado da Prússia, Conde Haugwitz, leu um relatório em que confessava ter sido maçom e encarregado das reuniões maçônicas em diversos países. ( O escrito desse estadista foi publicado pela primeira vez em Berlim, no ano de 1840 na obra intitulada Dorrev’s Denkschiften und Briefe zur Charakteristik der welt Endereço Literatura, [vol.IV, pág. 211-221].

Eis um trecho do seu relatório:

“Foi em 1777 que me incumbi da direção das lojas da Prússia, da Polônia, e da Rússia.

Frequentando as adquire a firme convicção de que tudo quanto aconteceu na França desde 1788, Ou seja a revolução francesa, inclusive o assassinato do Rei com todos seus horrores, não só fora resolvido naquela época, mas fora preparado com reuniões, instruções, juramentos e indícios que não permitem a mínima dúvida, acerca da Inteligência que tudo preparou e dirigiu”.

O Conde de virieu Fora delegado em Wilhelmsbad, como representante da loja maçônica dos cavaleiros benfeitores de Lião. Depois do seu regresso a Paris, atemorizado pelo que soubera, declarou:

“Não vos direi os segredos de que sou portador, mas jogo podemos adiantar que se está tramando uma Conjuração tão bem urdida e tão profunda, que dificilmente a religião e o governo deixaram de sucumbir”.

O Reverendo P. Abel, filho do ministro da Baviera, numa conferência em Viena, por ocasião da Quaresma de 1898, pronunciou estas palavras:

pronunciou estas palavras:

“Em 1784, houve, em Frankfurt, uma reunião extraordinária da Grande Loja eclética. Um dos membros por pois a votação da sentença de morte de Luiz XVI, rei de França, e de Gustavo III, rei da Suécia. Esse homem era meu avô”.

Um jornal O Judeu a nova Imprensa Livre censurou o orador porque assim diz considerado a sua família na conferência seguinte o P. Abeu declarou:

“Antes de morrer, meu pai determinou, como última vontade, queria aplicar-se em reparar o mal que ele e os nossos parentes tinham praticado. Se eu não tivesse de executar essa prescrição do testamento de meu pai, datado de 31 de julho de 1870, não diria essas palavras que pronunciei”.

Copin Albancelli, na sua obra Le pouvoir occulte contre la France (o poder oculto contra a França),analisa, nestes termos, o estudo de Cochin e Charpentier:

“Esses dois escritores estudaram os documentos dois arquivos municipais e nacionais de 1788 e 1789, Nos quais encontraram inúmeros vestígios da são maçônica. Para exemplificar, diremos que se aplicaram de maneira especial ao estudo Eleitoral de 1789 na Província de Borgonha, e aqui está transcrito o resultado desse estudo:

Verificaram que as principais petições contidos nos cadernos desta província não tinham sido redigidos pelos Estados nem pelas corporações da região, mas por uma insignificante minoria, por um reduzido grupo composto de uma dúzia de membros, médicos, cirurgiões, procuradores e advogados. Esse grupo não só redigia as proposições, mas manobrava, para que fossem aceitas sucessivamente por todas as corporações; usava astúcias e subterfúgios, para atingir os seus fins; e, quando não os alcançava, chegava ao ponto de falsificar os votos adotados.

“Não é tudo: verificaram mais que, os documentos provenientes desse grupo em ação na Borgonha, era empregada uma gíria que agora conhecemos perfeitamente a gíria maçônica. E, finalmente, para completarem a sua demonstração, os nossos dois autores, estendendo as suas pesquisas, encontraram processos análogos aplicados em outras províncias, as mesmas insignificantes minorias, formadas de elementos semelhantes, agindo em toda parte do mesmo modo, obedecendo, portanto, à mesma ordem, empregando essa mesma gíria tão especial e tão fácil de reconhecer e provando por conseguinte, que essa ordem emanava da maçonaria. De modo que — concluem Cochin e Charpentier — de 1787 a 1795 nenhum movimento — excedo o da Vendéia — foi propriamente popular, mas todos foram decididos, organizados, determinados em todos os seus detalhes pelos chefes de uma organização Secreta, agindo, em toda parte, ao mesmo tempo e com os mesmos métodos e fazendo executar, em todos os lugares, a mesma ordem”.

A obra do maçom Gastão Martins fornece sobre o papel preparatório da revolução desempenhado pela maçonaria uma série clara e copiosa de documentos. Este autor acusa de marfim todos os adversários da maçonaria. Isto corta qualquer discussão. ” A Maçonaria não é subversiva, afirma ele; respeita o rei, a religião e as leis. Todavia, convém acrescentar que esse respeito não é passivo. As leis são respeitáveis, mas não são intangíveis” (pág.43). Como espíritos esclarecidos que se orgulham de ser, os Maçons reservam-se o direito de alterar as leis e efetivamente propagam princípios que tem por objeto a sua destruição.

Tudo isto não passa de um jogo de palavras; restam os fatos, sobre os quais todas as opiniões coincidem.

A Maçonaria proclama e difunde em grupo sistema de ideias políticas e religiosas que constituem uma civilização diferente e radicalmente opostas à antiga. Para a Maçonaria, ela é, por definição, superior; portanto a maçonaria é uma força construtora.

Nós a julgamos, pelo contrário, perigosa e maléfica e como, para estabelecer essa nova civilização, é indispensável destruir primeiro a outra, temos o direito de afirmar que a Maçonaria é uma força destrutiva.

G. Martin estuda a ação da maçonaria francesa no período preparatório da revolução.

1ª) A elaboração da doutrina revolucionária

2ª) A propagação da doutrina.

3ª) O papel ativo da maçonaria.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus As forças secretas da revolução, Léon de poncis

 
 
 

CÁTAROS, GNOSE, FEITIÇARIA E INCESTO

Um Aviso, esse, e futuros textos são registros do Inquisidor Jacques Fournier (3 volumes), todas as notas entre parenteses são do registro, (por exemplo: I, 41; II, 52 etc.) Texto latino editado por Jean Duvernoy.

Estas informações podem causar horror à algumas pessoas, mas é necessário para esclarecer os leitores sobre este assunto, muitos Protestantes que não conhecem a história tem defendido este movimento que causou graves problemas doutrinais e sociais nos séculos XI ao XII, como sempre acusam a Igreja de atacar pobres camponeses indefesos que não causavam mal algum, avalie você mesmo que tipo de mal esse movimento poderia causar à futuras gerações se não fosse contido.

Em Montaillou, a casa tem o seu astro, a sua boa sorte, <<na qual os defuntos ainda participavam>> (1, 313-314). Salvaguarda-se este astro e esta sorte conservando em casa fragmentos de unhas e de cabelos do defunto chefe de família: na medida em que continuam a crescer depois da morte, os cabelos e as unhas são portadores de uma energia vital especialmente intensa. Graças à prática deste rito, a casa <<imbui-se de certas qualidades mágicas da pessoa>> e é capaz de as transmitir, posteriormente, a outras pessoas da linhagem. Quando Pons Clergue, o pai do pároco Montaillou, morreu, conta-nos Alazais Azéma (1, 313-314), Mengarde Clergue, sua esposa, pediu-me a mim e a Brune Paurcel que cortássemos ao cadáver as madeixas de cabelo que tinha à volta da testa, assim como fragmentos de todas as unhas das mãos e dos pés; isto para que a sorte continuasse a proteger a casa do defunto, fechamos, pois, a porta da casa de Clergue onde jazia o corpo do morto, cortamos–lhes os cabelos e as unhas; e demo-las a Guillemette, a criada da casa, que por sua vez, os deu a Mengarde Clergue. Esta <<abcião>> dos cabelos e das unhas foi realizada depois de termos deitado água sobre o rosto do morto (porque em Montaillou não se lava todo o cadáver).


Uma outra mulher de Montaillou, Fabrisse Rives, dá, a respeito do mesmo episódio, alguns esclarecimentos suplementares: por ocasião do falecimento de Pons Clergue, pai do abade, vieram muitas pessoas da região de Aillon a casa deste. O cadáver foi posto naquela <<casa dentro da casa>>, que de chama <<foganha>> (a cozinha); ainda não estava envolto num sudário; o abade mandou, então, sair toda a gente de casa, à excepção de Alazais Azéma e de Brune Paurcel, filha bastarda de Prades Tavernier; estas mulheres ficaram sozinhas com o morto e o pároco; as mulheres e o pároco tiraram as madeixas de cabelos e os fragmentos de unhas do cadáver… Mais tarde correu o boato de que o pároco fez o mesmo ao cadáver da mãe (1, 328). Estes relatos sublinham as precauções tomadas pelos herdeiros para que o morto não leve com ele a sorte da domus: expulsam-se os numerosos visitantes que vieram expressar os seus pêsames; fecha-se a porta; trancam-se na cozinha, que é a casa dentro da casa: não lavam o corpo, receando que se percam, devido à água da lavagem, algumas particularidades preciosas adstritas à pele e à sua sujidade. Estas precauções são comparáveis às mencionadas por Pierre Bourdieu, a propósito da casa cabila: aí também se tomam todas as medidas possíveis para que o morto, no momento da lavagem e, depois, à partida para o túmulo, não leve com ele a baraka (sorte) da casa.


Pierre Clergue passa noites em branco, ele que deseja a intocabilidade do ostal, ao ponto de chegar, como vimos, a justificar o incesto: Olha, declara o padre à sua bela amante, num momento de abandono afetivo e de fermentação ideológica, nós somos quatro irmãos (1, 225). (Eu, sou padre, e não quero esposa.) Se os meus irmãos Guillemette e Bernard se tivessem casado com as nossas irmãs Esclarmonde e Guillemette, a nossa casa não teria ficado arruinada, por causa do capital (averium) que elas levaram como dote; o nosso ostal teria ficado absolutamente intacto e apenas teríamos de trazer uma mulher para o nosso irmão Bernard, teríamos bastante mulheres (sic) e o nosso ostal seria agora mais rico.

Esta estranha apologia do incesto justifica igualmente, por extensão, o celibato (não casto) dos eclesiásticos, assim como o concubinato, frequente em Montaillou. Tem origem no medo que toda a Dinis consciente e organizada sente perante a ideia de perder as suas <<aderências separáveis>> : entre as quais figuram não apenas os dotes levados pelas raparigas mas também a parte fraterna ou fratrisia devida ao filho que, por não ser o mais velho ou por qualquer outro motivo, não vem a ser chefe de casa; este encontra-se deserdado do essencial, exceto desta Fratrisia que lhe é concedida pela domus ou pelo chefe de domus a título de compensação: perdi a parte fraterna (Fratrisia) que tinha em Montaillou e tive medo (por causa da Inquisição) de voltar à aldeia para a recuperar, declara Pierre Maury, na Catalunha, numa conversa com Arnaud Sucre (II,30). Mais uma boa informação de época está relacionada a importância das casas, e a comparação do valor de uma residência com a bíblia, a domus distingue-se mais pelos investimentos reais ou afetivos que provoca, do que pelo seu valor monetário: uma casa de aldeia ou de pequeno burgo vale 40 libras tornesa, ou seja, apenas duas vezes o preço de uma bíblia completa.


O uso de pedaços do corpo humano, a fim de preservar simultaneamente a continuidade da linhagem e a da casa, relaciona-se com outros ritos mágicos do mesmo tipo pertencentes ao folclore occitânico. Béatrice de Planissoles conserva o primeiro sangue menstrual da filha como filtro de amor destinado a enfeitiçar um futuro genro, e os cordões umbilicais dos netos, como talismãs para ganhar os seus processos. Em ambos os casos, os fragmentos orgânicos são dotados de fecundidade, tal como as unhas e os cabelos de Pons Clergue: destinam-se à manutenção da prosperidade de linhagem (amor do genro pela filha) e da prosperidade proprietária (ganhar os processos). Numa época ainda recente, as raparigas languedoquianas punham uma gota de sangue ou uma apara de unha num bolo ou numa bebida, a fim de fazer com que um rapaz se apaixonasse por elas.

(…) pois, como ele diz, foi o diabo que a trouxe: desde que ela está naquela casa, é impossível receber perfeitos! Quanto a Bernard Rives, o velho pai de Pons, vive encolhido na casa em que sempre residiu mas que é agora governada pelo filho: um dia, a filha, Guillemette, mulher do outro Pierre Clergue (não confundir com o pároco) veio pedir-lhe uma mula emprestada para ir buscar trigo (de que precisava) a Tarascon. Bernard Rives só lhe pôde dizer: não posso fazer nada sem o consentimento do meu filho. Volta amanhã que ele empresta-te a mula. Quanto a Alazaïs Rives, mulher de Bernard e mãe de Pons, vive igualmente aterrorizada com a chefia do filho, verdadeiro tirano doméstico, mas resigna-se.

A submissão ao chefe da casa – desde que este tenha uma personalidade suficientemente forte, atraente, e diabólica – pode tornar-se culto da personalidade, admiração e adoração. Na prisão, Bernard Clergue toma conhecimento da morte do irmão, o pároco, que se tinha convertido (desde antes do falecimento do velho Pons Clergue) no verdadeiro chefe da casa fraterna. Bernard, aniquilado, sucumbe, diante de quatro testemunhas, gemendo: morreu o meu Deus. Morreu o meu governador. Os traidores Pierre Azéma e Pierre de Gaillac mataram o meu Deus (II, 285). Pierre Clergue tinha, portanto, sido divinizado em vida pelo irmão.

Bibliografia: Emanuel Le Roy Ladure, Montaillou Cátaros e Católicos numa aldeia occitana.

 
 
 
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