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A SABOTAGEM DO IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO

Seria muito prolongado a numeração do Papel exercido pela maçonaria nas revoluções modernas da Turquia, da Sérvia, da Grécia, da Alemanha etc. Trataremos apenas da sua ação na Hungria, país muito interessante sob o nosso ponto de vista, porque, após a revolução bolchevista de Bela Jun, o governo aprendeu e publicou os arquivos maçônicos, provando assim claramente a relação da Maçonaria com o movimento revolucionário.

A 28 de abril de 1918, o venerável grão-mestre da Maçonaria húngara, Dr. Arpad Bokai pronunciou, em Viena, um discurso muito patriótico:

“Os inimigos da Hungria são também os inimigos da Áustria; os que se aliaram, para desmembrar a Áustria, querem fazer o mesmo com a Hungria; foi a monarquia o que, na tempestade da Guerra, protegeu mais eficazmente os povos da áustria-hungria, etc.”

Em novembro do mesmo ano, o império desmoronava e na primeira página do seu boletim, que podia finalmente aparecer, sem obstáculos, a Maçonaria Vienense saudava, nestes termos, o acontecimento:

“O novo estado de coisas sobreveio, de surpresa. Repentinamente tornamo-nos republicanos Livres, senhores de nós mesmos. Não éramos mais os escravos e os Mártires de um governo de burocratas, rastejando servilvente perante o absolutismo e o militarismo”

(Wiener Freimauner Zeitung, 1929 pág. 2).

Por uma vez, o doutor Arpad Bokay, Grão-mestre da maçonaria húngara pronunciava a 2 de novembro de 1918, um discurso significativo, de que transcrevo uma passagem, tirada de o (governo revolucionário Karolyi acabava de se constituir):

“Este programa maçônico que o orador acabar para dispor é também o programa do Conselho Nacional Húngaro e do governo Popular Que hora se forma.

“Ele traça nitidamente a nossa atuação.

“Marcharemos com Eles trabalharemos com Eles partilharemos a sua tarefa bastante pesada mas também não abre para que a velha Hungria penetre sem estremecimento na terra abençoada da nova Hungria O que é o voto mais fervoroso de tudo bom Patriota nossos amados e muitos estimados irmãos trabalham hoje na primeira fila e instrui enche-nos de tranquilidade pois nos conhecemos e sabemos que cumpriram com Espírito maçônico a obra que empreenderam”.

( Nota do Jornal — “seis irmãos maçons pertencerão ao primeiro governo Republicano Húngaro, como ministros, secretários e sub-secretários de estado”).

Com o advento de Bella Kun, a Maçonaria teve de afrontar certas dificuldades; por uma ironia da sorte, passava a ser considerada demasiadamente burguesa e desconfiavam dela.

Após a queda do bolchevismo, o governo Húngaro ordenou a dissolução das lojas e publicou seus arquivos. Na sua desgraça Os Maçons húngaros apelaram para os seus irmãos do mundo inteiro.

Relativamente a este ponto, o jornal maçônico Latomia de Leipzig publicava, em março de 1922, um interessante artigo que segue:

“HUNGRIA”

“Mediante informações de um dos nossos irmãos húngaros, residentes em Nuremberg, sobre a triste sorte dos maçons da Hungria, podemos fazer a seguinte comunicação:

“Depois de endereçar durante a guerra, uma mensagem de saudação ao imperador francisco-josé, os maçons aderiram, depois da catástrofe, à ideia republicana socialista, na nobre persuasão de que havia chegado finalmente o tempo de realizar o ideal maçônico; fizeram-lhe, com seus escritos, uma propaganda ativa e a maior parte dos dirigentes foram maçons.

“Quando, mais tarde, a onda bolchevista submergiu a hungria, os homens que se apossaram do poder não tardaram a oprimir a maçonaria, como se fosse uma instituição burguesa.

“Pouco depois, graças ao auxílio estrangeiro, a reação reassumiu o poder e, inspirada por uma direção Clerical,interdisse igualmente as lojas norte-americanas. E, como a Hungria negociava, então, um empréstimo nos estados unidos, os americanos responderam que não era possível tratar desse empréstimo, enquanto as instituições do direito não fossem estabelecidas na Hungria, alusão muito clara a interdição da maçonaria húngara.

“Em consequência, o governo húngaro viu-se obrigado a entrar em relações com o Grão-Mestre. Propôs o restabelecimento livre dos trabalhos maçônicos, com condição de conceder aos profanos direito e acesso.

“Esta proposta foi, naturalmente, recusada pelo Grão- Mestre e o empréstimo não se realizou”.

Leia-se a seguinte carta aberta do deputado Júlio Gombôs ao presidente do Conselho húngaro, conde Paulo Teleki.

“Como todos sabem, o governo Húngaro dissolveu a Maçonaria, Porque alguns dos membros dessa seita cooperaram na preparação da revolução de outubro e na obra de destruição sistemática, contrária aos interesses do povo e do estado da Hungria. Segundo as declarações dos inquisidores, havia, entre esses homens, alguns que, entre nós, representavam as tendências dos judeus para o domínio Universal e que tentaram, sob a proteção do segredo, adormecer o sentimento nacional, para fazer triunfar uma doutrina anti-nacional que nos é estranha, mas que eles muito prezam.

“Sabemos também que as lojas empreenderam a luta contra o que se denomina o clericalismo, porque a força da ideia Cristã e a organização da cristandade eram um obstáculo à realização do seu plano.

“Em tempo, a move e, com ela, segundo creio, grande parte da sociedade cristã da Hungria receberam, com júbilo, a ordem do governo, proscrevendo a Maçonaria, e foi com alegria ainda maior que penetramos nos locais misteriosos dispostos da grande loja simbólica. Não tencionamos abandoná-los, pois veríamos nesse abandono a anulação da obra atual para a salvaguarda nacional.

“Considerando o passado dos órgãos da Maçonaria Húngara e a diversidade das concepções do mundo nós e, segundo creio, o governo só podemos manter o nosso ponto de vista de interdição. Ainda que a decisão da Sorte da Maçonaria Húngara seja um caso de ordem interior, na minha opinião, Vossa Excelência prestaria um valioso serviço ao país, informando aos estrangeiros sobre essa questão e outra que a ela se prende: a questão judaica, para que, no exterior, não se formem ideias errôneas acerca das medidas tomadas para a defesa da religião, da moral, do povo e da nação”.

Eis o resumo dos papéis secretos encontrados nas lojas de Budapeste:

O livro sobre a maçonaria na Hungria que a união das sociedades cristãs e nacionais Húngara acaba de editar divide-se em três partes: a primeira intitulada os crimes da Maçonaria por Adorjan Barcsay, reproduz grande número dos documentos apreendidos na época da dissolução das lojas, em 1920. A segunda parte, escrita por Joseph Palatinus, intitula-se: os segredos de uma loja de província e revela, como a primeira, a obra oculta de destruição que arrastou a Hungria à revolução de outubro de 1918 e ao comunismo de 1919.

“A última parte contém lista dos membros das lojas maçônicas da Hungria e prova que 90% dos maçons húngaros eram judeus. Os três primeiros Capítulos resumem brevemente a história geral do movimento maçônico. Os capítulos 4 e 7 analisam os métodos de ação dos maçons húngaros, a sua luta contra a Igreja e o ensino religioso nas escolas, a sua campanha em favor do sufrágio Universal, a sua política das nacionalidades e a sua tendência internacional. Finalmente os últimos capítulos, os que devem mais especialmente, merecem a nossa atenção, demonstram como os judeus agrupados nas lojas, prepararam sistematicamente a derrota e as perturbações que sucederam à guerra.

O Capítulo XI revela-nos com apoio de numerosos documentos, que na Hungria Como em outros lugares, a Maçonaria é uma obra eminentemente Judaica; assim por exemplo o livro que contém a Constituição da Grande Loja simbólica da Hungria, impresso em Budapeste em 1905, traz a data da era Judaica de 5886. O texto dos votos pronunciados pelos adeptos está expresso em idioma hebraico; as senhas secretas eram também palavras hebraicas. A lista publicada no fim do livro prova que 90% dos membros das lojas eram o judeus: Abel, Bloch, Berger, Fuchs, Herz, Lévy, Pollak, Rosenthal, Schon, Jun, Hubar, etc. O autor do livro cita a esse respeito, um prefácio muito característico da obra do professor Pedro Agoston (um dos comissários do povo que participou do poder com Bela Kun e que os tribunais húngaros condenaram à morte, em dezembro último) obra intitulada a vida dos judeus, no qual, entre outras coisas se diz que escrever a história dos judeus da Hungria é escrever a história do movimento maçônico no mesmo país.

“A imprensa judeu-maçônica também foi sempre a defensora dos judeus emigrados da Galícia que, durante a guerra, arruinaram, com suas vergonhosas especulações, a vida económica da Hungria. Os mesmos jornais envenenaram a mocidade das escolas com as suas teorias anti-patriótica. O Vilag de 8 de dezembro de 1910 escrevia: ‘O ensino exagerado da língua Húngara, a exaltação dos Sentimentos patrióticos, pelo estudo dos Cânticos nacionais tem apenas um resultado: o embrutecimento da Infância’. E o Kelet, Jornal Oficial dos maçons húngaros, imprimia, em 15 de dezembro de 1910: ‘Necessitamos conquistar os professores, para chegar, por meio deles, ao coração da mocidade e preparar o ensino leigo. ‘Os mestres devem ser os precursores das ideias mais avançadas’.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus.

As forças secretas da revolução, Léon de poncis

 
 
 

• A MAÇONARIA REVOLUCIONÁRIA NA EUROPA

• PORTUGAL

• “Em Portugal, a liberdade de pensamento, a República e a maçonaria andam de mãos dadas, mas, dos três a que se dirige é a maçonaria que antes de tudo, protege a liberdade de pensamento e difunde o seu ensino”.

• À frente da maçonaria portuguesa está o Grão-Mestre Magalhaes Lima, jornalista, advogado, político, livre pensador, republicano, revolucionário e um dos personagens dirigentes da maçonaria universal.

• Em dezembro de 1907, esteve em Paris e realizou nas Lojas da capital francesa, uma série de conferências sob o título de: Portugal, Destruição da Monarquia, necessidade da República.

• Algumas semanas depois, el-rei D. Carlos e seu filho mais velho eram assassinados. D. Manuel subia ao trono, mas, como era inofensivo, limitaram-se a envia-lo para o exílio.

• Os maçons nem se dignaram ocultar que eram os autores da revolução portuguesa. Na seção de 12 de fevereiro de 1911, o maçom Furnemont, grande orador do Grande Oriente da Bélgica, dizia:

• “Lembrai-vos do profundo sentimento de altivez que todos experimentamos, ao sabermos da rápida revolução portuguesa? Em poucas horas, ruía o trono, o povo triunfava e a república era proclamada. Para os profanos, foi um raio no céu sereno. Mas nós meus irmãos, nós sabíamos, conhecíamos a maravilhosa organização dos nossos irmãos portugueses, o seu zelo infatigável, a sua atividade incessante. Conhecíamos o segredo desse glorioso acontecimento”.

• Citando essa passagem, Wichtl acrescenta:

• “Quereis outra prova? Vede o Bundesblatt, órgão oficial da Grande Loja prussiana Zu den derei Weltkügeln. Esse jornal fala de um livro do professor português Jorge Graínha sobre a história da maçonaria em Portugal, de 1733 a 1912, e cita as primeiras palavras do prefácio:

• “A maioria dos homens que se distinguiram no decorrer das convulsões políticas, religiosas e literárias de Portugal, nos dois últimos séculos, pertencia a maçonaria. ”

• “E o Dr. Grainha acrescenta:

• Todos os chefes importantes da revolução política de 5 de outubro de 1910 eram maçons”

• Os que auxiliaram a queda da monarquia pertenciam as famílias seguintes: Castro, Costa, Cohenn, Pereira, Ferreira, Teixeira, Fonseca, etc; famílias poderosas, ocupando postos importantes na Espanha, na Holanda, na Inglaterra, na América, unidas pela maçonaria e pela aliança israelita universal.

• Espanha

• Na Espanha, como em toda parte, o fim principal da maçonaria é a destruição da Monarquia e da Religião. O Grão-Mestre Morayta disse-o claramente, no congresso maçônico internacional de Madri (julho de 1894):

• “O povo seguiu sempre a política do rei; esse tempo passou; na Espanha, a república é um progresso próximo e necessário”.

• Se não conseguiram assassinar Afonso XIII, não foi por faltas de tentativas. O número de atentados contra o rei é impressionante. Todavia, falaremos apenas do caso Ferrer que é interessante, porque revela a organização mundial da maçonaria:

• “Sob um vão pretexto, ouve em Barcelona uma revolta e os incêndios e os massacres obrigaram o governo a estabelecer, na cidade, o estado de sitio. O agitador Ferrer foi preso. Em lugar de ser fuzilado imediatamente, foi entregue ao tribunal militar que o condenou à morte. E, logo, despachos mentirosos foram enviados a todos os jornais do mundo: Ferrer não julgado conforme as leis, seu defensor foi preso. O clero e o próprio Papa foram responsabilizados pelo fato. ‘A mão sangrenta da igreja, que é parte no processo, escrevia a lanterna, dirigiu tudo e os esbirros do rei da Espanha cumpriram apenas as suas determinações. Todos os povos se devem insurgir contra essa religião de assassínio e de sangue’. E para reforçar o efeito de tais palavras, uma caricatura representava um padre com um punhal nas mãos. Ameaças de represálias, de assassínios do Rei e do Papa choveram em Madri e em Roma. Petições circulavam de Paris a Roma, a Bruxelas a Londres e a Berlim, para protestar contra o julgamento. Ferrer foi executado. Imediatamente, se realizaram em todas as principais cidades da França e de todos os países europeus, numerosas e sangrentas manifestações. Para cúmulo, armou-se, nas ruas de Paris, uma espécie de Triunfo em que, sob a proteção da polícia e com a participação do exército, Ferrer foi glorificado, ao som das estrofes da Internacional.

• “Os governos foram interpelados, nos diversos parlamentos, conselhos departamentais e municipais assinaram protestos. 57 cidades da França resolveram dar o nome de Ferrer a uma de suas ruas.

• “A espontaneidade e o número prodigioso dessas manifestações, por uma causa estranha aos interesses dos diversos países indicam uma organização extensiva a todos os povos atuando até nas suas localidades menos importantes.

• “O conselho da Ordem do Grande Oriente de Paris enviou a todas as suas Lojas e a todos os poderes maçônicos do mundo um protesto contra a execução de Ferrer, no qual reivindicavam o agitador como um dos seus membros: ‘Ferrer foi um dos nossos. Sentiu que na obra maçônica, se concentra o mais sublime ideal que o homem pode realizar. Afirmou os nossos princípios, até a morte. O que procuraram ferir nele foi o ideal maçônico. Diante da marcha do Indefinido Progresso da humanidade, eleva-se uma força retrógrada que, com seus princípios e sua ação, visa rejeitar nos nas trevas da Idade Média’

• “A maçonaria declarou, portanto, com palavras e atos, que considerava e defendia Ferrer como a Encarnação do seu ideal. Por uma carta do próprio ser a um dos seus amigos conheceremos uma parte desse ideal: “para não alarmar o povo e não oferecer ao governo o protesto de fechar os meus estabelecimentos, denomino-os Escola Moderna, em lugar de Escola de Anarquistas. Porque o fim da minha propaganda, confesso-o francamente, é formar nas minhas escolas anarquistas convictos. O meu voto é atrair a revolução. Momentaneamente, todavia, devemos limitar-nos inculcar aos cérebros da Mocidade o princípio da revolução violenta. Ela deve aprender que, contra os esbirros e a tonsura, existe um único meio: a bomba e o veneno”.

• Eis o homem que a Maçonaria apresentou ao mundo, como um dos Apóstolos do seu ideal.

• Alguns dias depois da execução de Ferrer, o ministério de Madri foi obrigado a apresentar sua demissão; os chefes dos partidos liberal e democrático, obedecendo, sem dúvida, as injunções das Lojas, comunicarão ao presidente Maura que se oporiam implacavelmente a qualquer projeto ou medida apresentados por ele. A sua retirada encheu de alegria todos os adeptos da liberdade de pensamento, na Europa. O jornal Acácia escreveu:

• “Não é verdade que no mundo inteiro se travou um duelo formidável, o mesmo em toda parte, entre as religiões e o pensamento Livre, entre a autocracia e a Democracia, entre o absolutismo e a revolução? A fronteiras para a igreja e tenho Vaticano para? Não se encontra o drama da humanidade, não se encontra o drama da humanidade, ao redor das forças internacionais que são a convenção e a escola? A queda do gabinete Maura e a execução de Ferrer são apenas episódios desse grande e infinito drama”.

• Itália

• As revoluções que, a partir de 1821, se desencadearam, na Itália, foram obra da maçonaria, segundo afirmou o maçom Chiossone, em uma conferência realizada, em 1907, na loja parisiense solidariedade.

• O mais célebre revolucionário italiano é Mazzini, cuja atividade Europeia, entre 1830 e 1872, é tão conhecida, que não há necessidade de evocar nestas páginas. Seu intuito era a revolução universal e ele mantinha relações com os revolucionários do mundo inteiro. Mazzini e Garibaldi são considerados as estrelas de primeira grandeza da maçonaria italiana.

• Mazzine for nomeado grão-mestre em 1875. Como seria necessário dedicar um livro inteiro para mencionar os nomes dos revolucionários italianos, vou apenas mencionar alguns, com poucas palavras sobre os documentos da Alta Venda Romana de que já foi falado em outros textos. Essas cartas, de cujo conteúdo foi enviada, naquela época, uma cópia a todas as cortes da Europa, tem uma importância capital, pois provém de um dos grandes Supremos da Maçonaria; foram publicadas em parte, no livro de Crétineau-Joly, L’Église Romaine em face de la révolution, e revelam a organização secreta geral do movimento revolucionário, na Itália. Na base, estavam as lojas maçônicas; acima destas, as associações ou vendas ou carbonários que eram, segundo Louis Blanc, a parte militante da maçonaria.

• À frente de todas, ficava a Alta Venda, composta de 40 membros, todos Escolhidos cuidadosamente, entre os revolucionários de eleição das lojas e das vendas. o chefe era Nubius, cujo verdadeiro nome não foi revelado pelo Vaticano. Nubius dirigiu a Alta Venda até 1844. Tornou-se então, repentinamente fraco de espírito e morreu quatro anos depois.

• Entre esses 40 adeptos, muitos eram membros das mais importantes famílias de Roma; outros haviam sido admitidos pelo seu valor pessoal, outros, finalmente, eram judeus, pois Como já vimos e veremos em outros textos posteriormente, que os judeus constituem sempre a maioria nos conselhos superiores das sociedades secretas.

• Diversos membros da alta renda frequentavam continuamente a corte de Roma, eram íntimos dos Cardeais e do Papa, sem que ninguém tivesse qualquer suspeita, nem pudesse desconfiar deles. Foi só mais tarde que se descobriu o seu verdadeiro papel, quando os documentos caíram em poder do Papa; entretanto, não se pôde saber como o Vaticano os conseguiu obter.

• A existência da alta venda era ignorada de todas as vendas inferiores e, portanto, da Maçonaria inferior. Contudo, acima dela, havia outro grupo ainda mais secreto, desconhecido dos próprios membros da Alta Venda que lhes obedeciam cegamente, sem saber de onde provinha a ordem. Prova-o a carta de um deles, Melegari, dirigido ao doutor Breintenstein em 1836.

• “Queremos sacudir todo jugo e a um que não se vê, que apenas se sente e pesa sobre nós. Donde vem? Onde está? Ninguém o sabe ou, pelo menos, ninguém o diz. A sociedade é secreta, até para nós veteranos das sociedades secretas. Exigem de nós, às vezes, coisas de arrepiar os cabelos; e acreditareis que me informam, de Roma, de que dois dos nossos, bem conhecidos pelo seu ódio ao fanatismo, foram obrigados, por ordem do Chefe Supremo, a ajoelhar e a comungar, pela última Páscoa? Não discuto a minha obediência, mas quisera saber o objeto de Tais falsas provas de devoção”.

• Essas cartas são, sem dúvida, documentos extraordinários, como eram trocadas entre confrades, os 40 membros não se constrangiam e manifestavam claramente os seus verdadeiros pensamentos, dando provas de um cinismo frio e tranquilo e diversidade impressionante.

• Infelizmente, a maior parte dos textos originais foram queimadas e Crétineau-joly compôs o seu livro, baseando-se em notas e borrões que haviam sido conservados. Foi, portanto, acusado de não ter publicado o texto original e de ter feito Literatura. Embora a parte essencial da obra seja exata, pois, do contrário, o Vaticano não autorizaria a sua publicação, não é possível garantir a autenticidade literal do texto. Transcrevo, a título de amostra, a carta de Vindice, escrita de Castellamare a Núbius, a 9 de agosto de 1838, na qual se desenvolve o plano da Alta Venda:

• “Os assassínios que os nossos comentem, ora na França, ora na Suíça e sempre na Itália, causa-nos vergonha e remorso. É o apólogo de Cain e de Abel, explicando a origem do mundo, e nós progredimos tanto que tais meios já não nos podem satisfazer. De que serve matar o homem? Só para amedrontar os tímidos e afastar de nós os corações valentes. Os carbonários, nossos predecessores, não compreendiam o seu poder. Não é no sangue de um homem isolado ou de um traidor que deve ser exercido, mas sobre as massas. Não individualizemos o crime; para emgrandecê-lo até às proporções do patriotismo e do ódio contra a Igreja, devemos generalizá-lo. Uma punhalada não tem significação nem consequência. Que resulta, para o mundo, de alguns cadáveres desconhecidos, semeados nas ruas pela vingança das Sociedades Secretas? Que importa ao povo que o sangue de um operário, de um artista, de um fidalgo e até de um príncipe seja derramado, em virtude de uma sentença de Mazzini ou de algum dos seus sicários”? O mundo não tem tempo de prestar ouvidos aos gritos das vítimas; passa esquece. Somos nós, meu Nubius, os únicos que podem suspender-lhe a marcha. O catolicismo não teme mais do que a monarquia, mas estas duas bases da ordem social podem desmoronar, pela corrupção; logo, não cessemos de corromper. Tertuliano dizia, com razão, que o sangue dos Mártires gerava cristãos. ficou assentado, em nossos Concílios, que não queremos mais crostãos; logo, não façamos novos mártires, mas vulgarizemos o vício entre as multidões. Respirem-no estas, pelos cinco sentidos, até à saturação; esta terra, em que caiu a sementeira de Arentino, está sempre disposta a receber ensinamentos lúbricos. Formai corações de viciosos e não tereis mais católicos. Afastai o sacerdote do trabalho, do altar e da virtude, procurai habilmente dar outra ocupação ao seu tempo e aos seus pensamentos, tornai-o ocioso, guloso e patriota, e ele será ambicioso, intrigante e perverso. Alcançareis um resultado mil vezes melhor do que matando e estilhaçando os ossos de alguns pobres coitados.

• Eu não quero e vós também não desejais — não é verdade, amigo Nubius? — dedicar a minha vida aos conspiradores, para continuarmos a trilhar a senda antiga. • Empreendamos a corrupção em larga escala, a corrupção do povo pelo clero e a corrupção do clero por nós; a corrupção nos levará, um dia, a enterrar a Igreja. • Ouvi, ultimamente um dos nossos amigos rir-se filosoficamente dos nossos projetos, observando: “Para abater o catolicismo seria preciso suprimir, primeiro a mulher. O conceito é verdadeiro, mas, como não podemos suprimir a mulher, corrompamo-la com a Igreja. Corruptio optime pessima. O fim tem bastante atrativos, para tentar homens da nossa têmpera. Não nos desviemos dele, pela satisfação de algumas míseras vinganças pessoais. O punhal mais apropriado, para ferir o coração da Igreja, é a corrupção. Mãos à obra, pois, e até o fim!”

• Após a morte de Mazzine, seus discípulos melhores e mais fiéis assumiram a direção da Maçonaria. Foi nomeado então o primeiro conselho da ordem dos maçons italianos, com 33 membros. No decorrer de 1872, fundou-se a unidade Maçônica italiana que, em 1887 consolidou as suas posições. • A Maçonaria italiana foi sempre unicamente revolucionária e, assumindo o poder, o fascismo a dissolveu. • A este respeito, Popolo d’itália publicou:

• “Pela primeira vez, um partido no poder tem a coragem de quebrar o obscuro abraço envolvente e sufocante da maçonaria. Pela primeira vez, uma coalisão governamental ousa lançar um desafio irreparável e essa velha seita secreta, cujos tentáculos, se haviam insinuado em todas as organizações do Estado e que, até há pouco tempo, costumava impor uma espécie de investidura a todos os gabinetes derivados do temeroso e vacilante liberalismo italiano. Desde que era necessário resolver o problema, toda tergiversação reforçaria o oculto poder do Palácio Giustiniani e confirmaria mais uma vez, a invulnerabilidade da seita que se julgava um governo dos governos, um Estado acima do Estado. O ato corajoso do Grande Conselho demonstrou, pelo contrário, que o fascismo, partido de mocidade e de reforma, possui um poder tão seguro e mediato, que ousa desafiar a maçonaria e afrontar, com iluminada energia, todo risco de desordens interiores. • “Uma vida nova se inicia para a Itália”.

• COMENTANDO ESTE MANIFESTO, ALBERT LANTOINE, ESCREVEU:

• “Obrigada, por assim dizer, a retroceder sobre si mesma, a Maçonaria vai consagrar-se a trabalhos espirituais, evitar toda tentativa de manifestação, que seria muito mal recebida, e, chegada a hora da possibilidade de represália, saberá vingar-se da afronta que lhe foi infligida”.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus.

As forças secretas da revolução, Léon de poncis.

 
 
 







A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS?

• PARTE II

• (A maçonaria e o terror) • Os maçons, apóstolos da grande revolução, conseguiram separar, na opinião pública, os três Imortais princípios de 1789 dos excessos do terror. Explicam, portanto, os massacres de 1792 como fatos reprováveis, devidos unicamente a um excesso de entusiasmo na aplicação dos referidos princípios (principalmente os da Fraternidade!).

• Contudo, a Maçonaria, sociedade filantrópica e humanitária, teve a sua parte de responsabilidade na organização do terror.

• Possuímos sobre este ponto testemunhos formais: o de Bertrand de Molleville, Ministro de Luís XVI, o do maçom Marmontel e também o de Duporte, o mais cruel e encarniçado de todos, o autor do plano revolucionário do terror e cujos crimes foram preparados, principalmente pela comissão de propaganda da loja dos “amigos reunidos”.

• OS ESCRITOS DE MARMOTEL:

• “O dinheiro e, mais do que tudo, a esperança da pilhagem são importantes entre este povo. Acabamos de verificar, no subúrbio de Santo Antônio, onde, com incalculável facilidade, o Duque D’ Orleans conseguiu que fosse saqueada a manufatura desse honrado revellion que, no mesmo subúrbio, provia a subsistência de 100 famílias. Mirabeau sustenta, zombeteiramente que, com um milhão de Luíses é possível armar uma boa sedição.

• “Teremos de Recear a hostilidade da maioria da Nação que ignora os nossos projetos e Pode não estar disposta a prestar nos o seu concurso?”

• “É claro que, nos seus lares, nos seus escritórios, nos seus gabinetes, nas suas oficinas, a maior parte desses pacato cidadão deve achar muito ousados esses planos destinados a perturbar-lhe o descanso e os divertimentos. Mas a sua desaprovação será tímida e discreta. Sabe porém, a nação o que quer? Faremos eles dizerem e querer o que nunca pensaram. E se duvidar, lhe Responderemos, como Crispim ao legatário: ‘ É a vossa letargia’.

• “A nação é um grande rebanho, ocupado só em pastar e que, com o auxílio de bons cães, os pastores podem dirigir a seu bel-prazer. Afinal, é para seu bem o que se quer, à sua revelia. Nem o antigo regime, nem o culto, nenhum os costumes, nenhum dos seus antiquados preconceitos merecem consideração. Tudo isso causa pena e vergonha há um século como o nosso; e, para traçar o novo plano, é indispensável limpar o terreno.

• “Para nos impormos à burguesia, teremos, se for necessário, essa classe que não tem nada a perder com a mudança e espera, pelo contrário, ter tudo a ganhar.

• “Para amotiná-la, contamos com os móveis mais poderosos: a carestia, a fome, o dinheiro, os boatos de alarme e de terror e o Delírio de medo e de Cólera com que se impressionam os espíritos.

• “A burguesia só produz oradores elegantes; todos eles nada são, comparados com esses Demóstenes a um escudo que, nas tabernas e nas praças públicas, nos Jardins e nos cais, anunciam estragos, incêndios, aldeias saqueadas e inundadas de sangue e conjurações para sitiar e esfomear Paris.

• “Assim o requer o movimento social. Que se obteria do Povo, amordançando-o com os princípios de honradez e de Justiça? Os homens de bem são fracos e tímidos; só os velhacos são resolutos. A vantagem do Povo, nas Revoluções, é não ter moral. Quem pode resistir a homens, para quem todos os meios são lícitos? Nem uma só das antigas virtudes nos serviria. O povo não precisa delas ou as requer de outra têmpera. Tudo o que é necessário para a Revolução, tudo o que lhe é útil, é justo: eis o grande axioma”.

• desde o princípio da revolução, para se proteger, a Maçonaria ordenará o fechamento de todas as lojas. Mas esta supressão aparente, simples medida de precaução, não lhe prejudicava a atividade, pois as lojas secretas continuavam a existir, como no passado, e as outras eram substituídas pelos clubes. Esta circunstância foi confirmada por um estudo de uma ação schaffer, publicado Em 1880, no boletim maçônico da loja simbólica escocesa.

• Não esqueçamos, aliás, que o papel da Maçonaria propriamente dito é mais criar o Estado de Espírito revolucionário do que combater abertamente, a testa de um movimento.

• A Maçonaria criar a esse estado de espírito e lançará os seus homens ao ataque. Estes, impregnados de princípios maçônicos, aplicaran-nos na Revolução, sem que fossem necessariamente dirigidos pela seita.

• Podemos observar que Adriano Duport conseguiu que a constituinte adotasse a emancipação dos judeus; antes de obter Este resultado, fizera 14 tentativas e só na véspera do encerramento da Assembleia a lei foi votada, depois que Régnault de SaintJean d’angely disse:

• “Requeiro que sejam chamados a ordem todos os que falarem contra essa proposta, pois estarão combatendo a própria Constituição”.

• O que significava: combater o judeus é combater a revolução. Vejamos agora qual foi o papel da maçonaria na França de 1793 aos nossos dias.

• Pela sua demasiada rapidez, a Maçonaria viu malograrem-se os seus fins. O problema foi o excesso do terror que provocou uma violenta reação no país. A Maçonaria Então fez o melhor que podia, reassumiu a sua atitude filosófica e observadora da Ordem Social.

• Apoio, portanto, Napoleão que, Aliás a serviu, espalhando o espírito revolucionário pela Europa inteira; ele proclamava com razão: • “Consagrei a revolução; incorporei-a às leis”.

• “Semeei copiosamente a liberdade, por toda parte onde implantei o meu código civil”.

• Numa palavra, Napoleão foi, para a Europa, o que a Revolução havia sido para a França.

• “Enquanto Bonaparte, General, foi o servidor da revolução, a Maçonaria francesa celebra-o unicamente como o Pacificador que, repelindo o estrangeiro, coloca-o na impossibilidade de prejudicar o desenvolvimento da República”.

• Os dois pontos importantes para a Maçonaria era a separação da igreja e do Estado e a supressão da monarquia absoluta. O regime constitucional foi, pois, instaurado na França e, com ele, a Maçonaria continuava a dominar.

• “Luiz XVIII, diz Bazot, secretário do Grande Oriente da França, concede A Carta; é o governo constitucional; este princípe protege-nos”.

• Em 1861, deu-se a cisão definitiva, após a nota do Senado relativa a manutenção do poder temporal do Papa. Os desastres de 1870 precipitaram os acontecimentos: a Maçonaria foi impedida a uma ação rápida do que teria desejado. Repetindo a experiência de 1789, quis com a violência da comuna, retomar as rédeas do governo. A 26 de abril de 1871, 55 lojas, um ar de 10.000 maçons, chefiados pelos seus dignatários, ostentando as suas insígnias, percorreram em cortejo os baluartes, onde achar um 62 das suas Bandeiras. Saudando, no Paço Municipal, o poder revolucionário, o maçom Tiriforque dissera aos amotinados:

• “A comuna é a maior das revoluções que o mundo pôde contemplar”.

• Isto deveu-se com a licença do termo, “a um monarca leigo”, leigo porque ele levou a França no caminho da revolução, era um império que seguia como uma república legal, este homem foi Napoleão III, um monarca bem estranho. Os Monarcas procuravam fazer esquecer o passado, este se vangloriava de ter sido elevado ao trono para demolir as monarquias Inclusive a sua.

• A Civilização Moderna

• A necessidade de suprimir a Igreja para assegurar o triunfo da civilização moderna foi o que Waldeck-Rousseau tinha dado a entender no discurso de Toulouse. Foi o que Viviani disse brutalmente, em 15 de janeiro de 1901, do alto da tribuna.

• “Estamos encarregados de preservar o patrimônio da Revolução de todo atentado… Apresentamo-nos aqui carregando em nossas mãos, além das tradições republicanas, essas tradições francesas atestadas por séculos de combate, nos quais, pouco a pouco, o espírito laico foi se insinuando nas fissuras da sociedade religiosa… Nós não estamos apenas frente à frente com as congregações, nós estamos frente à frente com a Igreja Católica… “Acima deste combate de um dia, não paira, mais uma vez, esse conflito formidável em que o poder espiritual e o poder temporal disputam prerrogativas soberanas, tentando, ao conquistarem as consciências, manter até ao fim a direção da humanidade?

• “Como eu dizia no início, credes que esta lei nos leva à última batalha? Mas esta é apenas uma escaramuça em relação às batalhas do passado e do futuro! A verdade é que aqui se reencontram, segundo a bela expressão do Sr. de Mun, em 1878, a sociedade baseada na vontade do homem e a sociedade baseada na vontade de Deus. Trata-se de saber se, nessa batalha, uma lei sobre as Associações vai ser suficiente para nós. As Congregações e a Igreja não vos ameaçam apenas por suas intrigas, MAS PELA PROPAGAÇÃO DA FÉ… Não temais as batalhas que se vos oferecerão, ide; e se encontrardes diante de vós essa religião divina que torna poético o sofrimento mediante promessa de reparações futuras, oponde-lhe a religião da humanidade que, ela também, torna poético o sofrimento, oferecendo-lhe como recompensa a felicidade das gerações.”

• Eis aí a questão claramente posta.

• Ouvem-se nessas palavras menos os pensamentos pessoais de Viviani do que os da seita anticristã. Ela declara lutar há séculos contra a Igreja Católica: ela se vangloria de já ter obtido que o espírito laico se insinuasse pouco a pouco nas fissuras da sociedade religiosa; diz que, no esforço feito para destruir as congregações, ela empenha apenas uma escaramuça, e que, para garantir o triunfo definitivo, ela deverá aplicar-se a novas e numerosas batalhas.

• Em seu nome, Viviani declara que na batalha atual trata-se de coisa muito diferente da “defesa republicana”, de um lado, e da aceitação da forma de governo, do outro. Eis do que se trata: “insinuar o espírito laico nas estreitezas da sociedade religiosa”, “tomar as rédeas da humanidade”, “e destruir a sociedade baseada na vontade de Deus, para construir uma sociedade nova, baseada na vontade do homem”.

• Eis por que a guerra declarada contra as congregações é apenas um alistamento. A verdadeira campanha é aquela que põe frente a frente a Igreja Católica e o Templo maçônico, isto é, a Igreja de Deus e a Igreja de Satã, conflito formidável do qual depende a sorte da humanidade. Durante o tempo em que a Igreja estiver de pé, Ela propagará a fé, Ela colocará no coração dos que sofrem – e quem não sofre? – as esperanças eternas. É somente sobre suas ruínas, pois, que se poderá edificar “a religião da humanidade, que promete a felicidade sobre esta terra”.

• A continuação da discussão, no Senado assim como na Câmara, apenas acentuou a importância dessas declarações. Algumas curtas citações mostrarão que o discurso de Waldeck-Rousseau e de Viviani têm exatamente o significado que acabamos de dar.

• Jacques Piou: “Aquilo que os socialistas querem, Viviani disse-o outro dia, sem rebuços, é arrancar as consciências do poder espiritual e conquistar a direção da humanidade”. O orador é interrompido por um membro da esquerda que lhe grita: “Não são somente os socialistas que o querem, são todos os republicanos”. Piou não o contradiz. Ele lê um discurso em que Bourgeois afirmara: “Desde que o pensamento francês se liberalizou, desde que o espírito da Reforma, da Filosofia e da Revolução entrou nas instituições da França, o clericalismo é o inimigo”. Bourgeois interrompe; Viviani replica: “A citação que fiz é exata, e Bourgeois mantém-na por inteiro. Ele a mantém porque ela constitui o fundo de seu pensamento; ela explica seu ardor em sustentar a lei sobre as associações, porque a lei sobre as associações é a vitória do espírito da Revolução, da Filosofia e da Reforma sobre a afirmação católica”.

• Na sessão de 22 de janeiro, Lasies repõe a questão em seu verdadeiro terreno, nestes termos: “Há duas frases, direi dois atos, que dominam todo este debate. A primeira frase foi pronunciada por nosso nobre colega Viviani. Ele disse: ‘Guerra ao catolicismo!’ Levantei-me e respondi-lhe: ‘Obrigado, eis o que é franqueza!’ Uma outra palavra foi pronunciada, é esta pelo digno Léon Bourgeois. A convite de Piou, Bourgeois afirmou novamente que o objetivo que ele persegue com seus amigos é substituir o espírito da Igreja, isto é, o espírito do catolicismo, pelo espírito da reforma, pelo espírito da Revolução e pelo espírito da razão.

• Quais devem ser essas medidas? Para onde devem tender? Viviane disse: “substituir a religião católica pela religião da humanidade”, ou segundoa fórmula de Bourgeois, “dar ao espírito da revolução, da filosofia e da reforma, a vitória sobre a afirmação Católica”: a afirmação Católica que mostra o fim do homem além deste mundo e da vida presente, e o espírito da filosofia e da revolução, que limita o horizonte da humanidade à vida animal terrestre. À grande questão é que essas palavras não foram pronunciadas em uma loja maçônica, mas foram foram ditas no congresso Francês, esta é uma questão que realmente deve ser levada a sério.

• Viviane ainda afirmou: ” Não estamos somente enfrentando o congresso, nós estamos face a face com a Igreja Católica”, para combatê-la, para dedicar-lhe uma guerra de EXTERMÍNIO.

• Em junho de 1903, a Verité Francaise relatava que Robótica, numa conversa íntima, falará da mesma maneira: “sei o que se prepara; conheço os detalhes as malhas da vasta rede que esta estendida. Muito bem, se a Igreja Romana escapar desta vez na França, isto será um milagre, milagre tão deslumbrante a meus olhos que me farei Católico convosco”.

• Nós vimos esse milagre no passado, e o veremos no futuro. Os jacobinos podiam crer-se muito seguros, mais seguros mesmo do sucesso do que nossos livre-pensadores; eles tiveram de reconhecer que se tinham enganado… e eles não se converteram. “Vi, disse Barruel em suas Mémoires, vi Cerutti acercar-se insolentemente do secretário do Núncio de Pio VI, e com uma alegria ímpia, com o sorriso da piedade, dizer-lhe: “Protegei bem vosso Papa; protegei bem este, e embalsamai-o bem após sua morte, porque eu vos anuncio, e podeis estar bem certo disto, não tereis outro”. Ele então não adivinhava, esse pretenso profeta, continua Barruel, que ele apareceria antes de Pio VI perante o Deus que, apesar das tempestades do jacobinismo, como apesar de tantas outras, nem por isso não estará menos com Pedro e Sua Igreja até o fim dos séculos”.

• Viviani disse que se a maçonaria queria aniquilar a Igreja, o seu objetivo era poder substituir a religião de Cristo pela religião da humanidade.

• Constituir uma nova religião, a “religião da humanidade”, é, com efeito, nós o veremos, o objetivo para o qual a franco-maçonaria direciona o movimento começado na Renascença: a libertação da humanidade.

• Numa obra editada em Friburgo, sob o título A deificação da humanidade, ou o lado positivo da franco-maçonaria, o padre Patchtler bem demonstrou o significado que a maçonaria dá à palavra “humanidade” e o uso que dela faz. “Essa palavra, diz ele, é empregada por milhares de homens (iniciados ou ecos inconscientes dos iniciados), num sentido confuso, sem dúvida, mas sempre, entretanto, como o nome de guerra de um certo partido para uma certa finalidade, que é a oposição ao cristianismo positivo. Essa palavra, na boca deles, não significa somente o ser humano por oposição ao ser bestial… ela coloca, em tese, a independência absoluta do homem no domínio intelectual, religioso e político; ela nega todo fim sobrenatural do homem, e requer que a perfeição puramente natural da raça humana seja encaminhada pelas vias do progresso. A esses três erros correspondem três etapas na via do mal: a Humanidade sem Deus, a Humanidade que se faz de Deus, a Humanidade contra Deus. Tal é o edifício que a maçonaria pretende erguer no lugar da ordem divina que é Humanidade com Deus.

• Quando a seita fala da religião do futuro, da religião da humanidade, é este edifício, este Templo que tem em mente.

• Em 1870, por volta do fim de julho e começo de agosto, realizou-se em Metz um congresso do qual participaram as lojas de Strasbourg, Nancy, Vesoul, Metz, Châlons-sur-Marne, Reims, Mulhouse, Sarreguemines, numa palavra, todo o Leste. A questão do “Ser supremo” foi colocada, e as discussões que se seguiram propagaram-se de loja em loja.

• Para resumir, o Monde Maçonnique, edições de janeiro e maio, fez a seguinte declaração: “A franco-maçonaria nos ensina que não há senão uma só religião verdadeira, e por conseguinte uma só natural, o culto da humanidade. Porque, meus irmãos, Deus, essa abstração que, erigida em sistema, serviu para formar todas as religiões, nada mais é do que o conjunto de todos nossos instintos mais elevados, aos quais demos um corpo, uma existência distinta; esse Deus é apenas o produto de uma concepção generosa, mas erroneamente, da humanidade, que se despojou em benefício de quimera”. Nada mais claro: a humanidade é Deus, os direitos do homem devem substituir os da Lei Divina, o culto dos instintos do homem deve tomar o lugar daquele rendido ao Criador, a procura do Progresso nas satisfações dadas aos sentidos deve substituir as aspirações da vida Futura.

• A Maçonaria começa a abandonar o véu e, em toda parte, celebra o seu Triunfo. Já em setembro de 1893, o Martin, que é considerado o reflexo das ideias predominantes no seio do Grande Oriente, diz francamente não dos seus artigos:

• “Pode-se afirmar, sem ousadia, que a maior parte das leis que estão subordinados os franceses — referimo-nos às grandes leis políticas — antes de aparecerem no officiel, foram estudadas pela maçonaria”.

• Acrescentava:

• “As leis sobre o ensino primário, sobre o divórcio e, entre outras, a lei sobre o serviço militar para os seminaristas alcançaram-se na rua Cadet (sede do Grande Oriente) para o palácio Bourbon: voltaram invioláveis e definitivas”.

• E concluía com este brado de triunfo:

• “Somos ainda onipotentes, mas com a condição de sintetizarmos as nossas aspirações numa fórmula. Durante 10 anos, avançamos, repetindo: ‘O clero é o inimigo!’ Temos, por toda parte, escolas leigas, os padres foram reduzidos ao silêncio, os seminaristas são soldados. Não é um resultado vulgar, para uma nação que se denomina a ‘filha predileta da igreja’. (Artigo do Marinheiro citado pela “maçonaria desmascarada; setembro 1893; Págs, 322-325).

• Na convenção de 1894, foi adotado o voto seguinte, publicado pela coleção Maçônica, página 308:

• “Todo profano admitido a receber a luz deverá antes Assumir o compromisso seguinte: seja qual for a situação política ou de qualquer outra Espécie a que possa chegar um dia, prometo pela minha honra, responder a toda convocação da Maçonaria e defender, por todos os meios ao meu alcance, todas as soluções dadas por ela às questões políticas e sociais”.

• Essa intromissão da Maçonaria nos negócios do Parlamento e o domínio exercido sobre grande número de deputados e senadores afirmou-se ainda mais, no ministério Herriot, após as eleições de 1924, nas quais resultou a vitória do Cartel.

• “Que é o Cartel? É, há mais de 30 anos e sob diferentes formas, a coalizão do partido socialista-radical e do partido coletivista S.F.I.O., aliança travada no seio da Maçonaria que é, desde 1871 a verdadeira Senhora da República.

• “O ramo radical da Maçonaria, que durante muito tempo dominou quase sozinho a grande organização Secreta, especializou-se sempre em extirpar do país o cristianismo por meio do Iluminismo ireligioso.

• Fizeram ouvir clamar que a escola leiga — aliás escola de livre pensamento — se tornou um viveiro de revoltados e fabrica, por séries, legiões de revolucionários; que a estirpação do cristianismo, por meio da escola leiga e das leis especiais contra as congregações religiosas, é a fonte da corrupção moral que penetra, gradualmente, em todas as camadas da nação e da assustadoras despovoação que nos reduziu, numéricamente, a uma nação de segunda ordem.

• ” Nada o desvia da aplicação implacável das leis ireligiosa, ditas leigas.

• “Quanto aos intuitos do partido coletivista S.F.I.O de Blum, segundo ramo da Maçonaria, com tendência a sobrepujar o ramo simplesmente socialista-radical, são bem conhecidos não é somente um partido anti-religioso, mas um partido de luta de classes, e de revolução social, que tem por objetivo a destruição do chamado regime capitalista, isto é, de propriedade individual, para substituí-lo por uma sociedade coletivista ou comunista, em que os bancos, as minas, as fábricas, os meios de transporte e as terras seriam exploradas pelo Estado proletário.

• “Ora, esse partido S.F.I.O. enviou à Câmara atual, cem deputados que concentraram sobre seus nomes, nas eleições de 1928, mil e setecentos sufrágios, sem contar com partido comunista, momentaneamente divorciado do Cartel, e que por sua vez reuniu 1.100.000 votos.

• “Eis o ponto a que chegamos.

• “E cada ano que passa agrava o perigo.

• “A cada ano que passa a escola leiga, entregue ao magistério cuja maioria professa as ideias da extrema-esquerda, prepara, para a vida pública, uma nova classe de jovens que vai engrossar as fileiras dos partidos revolucionários.

• “A cada ano que trascorre, uma nova parte dos ambientes populares é contaminada por I’Humanité e outros jornais revolucionários que podem, impunemente — como nós mesmos fazíamos no tempo do nosso iluminismo subversivo — solapar os alicerces da autoridade e as bases da sociedade.

• ” Finalmente, a cada ano que passa a natalidade diminui”.

• G. Michel publicou o livro “A ditadura da maçonaria na França” analisando as resoluções tomadas nos diferentes congressos maçônicos e, simultaneamente, a sua realização oficial, durante o ministério Herriot.

• 1ª)As lojas decretam a supressão da embaixada, junto Vaticano (boletim oficial da Grande Loja da França, Janeiro de 1923 página 39).

• 2ª) as lojas requerem a aplicação da lei sobre as congregações. (boletim oficial da Grande Loja da França, convenção de 1922, página 220).

• Primeira declaração ministerial Herriot, seguida de realização:17 de junho de 1924.

• 3ª) As lojas querem o triunfo das ideias leigas. (convenção do Grande Oriente, 1923, página 220).

• 4ª) As lojas reclamam Anistia plena e sem restrições para os condenados e os traidores, especialmente Marty, Caillaux, Malvy, Goldsky, etc., (Grande conferência na sede do Grande Oriente, Rua Cadet n°16, a 31 de janeiro de 1923 — boletim hebdomadário n°339 1923, página 13).

• 5ª) As lojas protestam contra os decretos-leis. (Grande Loja da França, fevereiro-abril de 1924, páginas 209 e 210).

• 6ª) As lojas querem o escrutínio dos distritos. (Grande loja da França, 1922, pág.287).

• 7ª)As lojas decretam a introdução do regime leigo na Alsácia-Lorena, apesar das promessas contrárias. (Convenção do Grande Oriente da França, pág. 271, 1922).

• 8ª)As lojas reclamam o estabelecimento da escola única e o monopólio do ensino. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág.265-266).

• 9ª) As lojas querem a continuação das relações com os sovietes. (Boletim oficial da Grande Loja, outubro de 1922, pág. 286).

• 10ª) As lojas querem instaurar um regime econômico, preparatório do socialismo. (Convenção do Grande Oriente da França, em 1922, pág. 246).

• 11ª) As lojas adotam uma política Colonial leiga e emancipadora. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág. 247).

• 12ª) As as lojas hostilizam o exército. (Convenção do Grande Oriente, 1922, pág. 142-143).

• 13ª) As lojas são favoráveis à reconciliação com a Alemanha e à Liga das Nações, para torná-la a internacional dos povos e a Federação Mundial. (Grande Oriente da França, 1923, pág. 97).

• Estas são etapas de um programa maçônico para o futuro que é:

• A DESTRUIÇÃO DO CATOLICISMO E O SOCIALISMO UNIVERSAL.

• Para finalizar este texto vamos mostrar as tendências atuais da maçonaria, segue um trecho de Albert Lantoine que nos mostra como ela as aplica e de que modo influencia a política francesa e mundial.

• “A instituição existe, para preparar constantemente o futuro, pelo estudo do presente, e não para impor uma ideia, pelo prestígio efêmero e sua influência.

• “Cabe às organizações profanas, mais aparelhadas do que a ordem Maçônica, a realização dessa ideia; e o seu evento ao insucesso não poderia atingir a Maçonaria, habilmente entrincheirada no seu papel especulativo. Os atos da vida pública nunca deveriam ser, para ela, um campo de ação, mas um campo de experiências, para a correção dos seus erros e o aperfeiçoamento de sua inteligência. Assim não haveria a política militante de que o Grande Oriente pretende, sem razão, se ocupar e pela qual a grande loja, contrariamente aos seus interesses bem compreendidos, tem às vezes, a fraqueza de se deixar influenciar. Haveria, apenas, política filosófica. Por este motivo, se devemos suprimir o artigo que interdiz, nas lojas, as discussões sobre a própria vida do país, devemos conservar zelosamente (Pois é a própria base da nossa instituição) o que só se preocupa com a sinceridade e a lealdade dos postulantes, sem averiguar as suas opiniões. Porque — note-se a desastrosa contradição — ousa-se escrever que se interdizem os assuntos políticos e, na prática, rejeita-se sistematicamente um Republicano demasiado tíbio ou um católico.

Bibliografia: conjuração anticristã, Monsenhor Delassus. As forças secretas da revolução, Léon de poncis








 
 
 
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