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Qual a diferença na tradução no idioma greco dos evangelhos, quando o anjo diz que Maria é cheia de graça, para a tradução de eclesiástico 18:17, que é traduzido como justo?

Tanto no Eclesiástico quanto em São Lucas, é usado o particípio perfeito passivo de “χαριτόω” [charitôó], ou seja, “κεχαριτωμένος” [kecharitómênos]. O verbo χαριτόω significa “tornar cheio de graça, tornar agraciado”, o particípio perfeito passivo, portanto, é “tendo sido enchido de graça” ou “o que está cheio de graça” (ou favor etc.). Note que “χαριτόω” deriva de “χάρις” [cháris], “graça”. No Eclesiástico, a tradução de κεχαριτωμένος por “justo” deriva da opção feita por São Jerônimo ao traduzir o texto grego para o latim, mas não é a tradução literal, a tradução do termo grego em si. São Jerônimo traduz já interpretando, em outras palavras, ele implica na tradução a relação entre estar cheio de graça e ser justo, por isso opta pelo último vocábulo.

Obs. Na transliteração, o “ch” das palavras gregas deve ser lido como o “rr” do português em palavras como “carro”.


Mais um texto sobre a confusão que protestantes fazem com os textos:

o“κεχαριτωμενη” (Lucas 1,28) X “κεχαριτωμένῳ” (Eclesiástico 18,17):

Neste caso concreto do significado da palavra «Kecharitomene» movem-me mais razões de ordem lógica, linguística, gramatical e estética, do que qualquer temor de prejuízo teológico quanto à definição do dogma da Imaculada Conceição, até porque os dogmas da Igreja Católica são baseados em fundamentos lógicos, filosóficos e teológicos e não dependem exclusivamente do significado de uma simples palavra. Como dizia A. Vieira: «Não são as palavras que fazem as pessoas grandes, as pessoas é que fazem as palavras grandes». E esta palavra, depois de aplicada à Virgem Maria, tornou-se tão grande, que nunca mais foi aplicada a ninguém, a não ser ao Espírito Santo, como adiante demonstro. Vejamos:

1. O termo «graça», no sentido daquele dom de Deus que torna alguém santo, sem pecado e salvo, é expresso pela palavra grega «charis». Mas «charis» pode significar também beleza física ou espiritual.

2. O verbo grego «charitoo» significa «encher de graça» ou «conceder graça», mas também significa «tornar belo» ou «favorecer».

3. «Kecharitomenos» é um particípio perfeito, do verbo «charitoo». Como todos os particípios perfeitos, de natureza passiva, tem uma natureza adjectival. Ora sabemos que os adjectivos, em determinados contextos, podem assumir uma natureza substantiva. Ex: —«Eu sou velho» – «velho» é adjectivo tomado como adjectivo. —«Eu vi um velho» – «velho» é adjectivo tomado como substantivo.

4. Em Lc. 1, 28, «kecharitomene» é tomado como substantivo no caso vocativo, singular, femino: não caracteriza, mas identifica uma pessoa singular do sexo feminino.

3. Em Sir. 18, 17, «Kecharitomeno» é tomado como adjectivo, no caso dativo do singular masculino: não está a identificar ninguém em concreto, mas está a caracterizar um ser humano genérico que pode adquirir a qualidade da «graça», da «santidade» ou da «salvação».

5. Dito doutra maneira: — em Sir. 18, 17, a pessoa poderá ter a «graça», a «santidade» ou a «salvação», — em Lc. 1, 18, a pessoa é a «graça», é a «santidade» é a «salvação».

6. São Jerónimo, linguista subtil, percebeu bem esta importante diferença entre os dois particípios gregos do verbo «charitoo» na Biblia dos LXX, traduzindo: — em Lc 1, 18: «gratia plena» – natureza substantiva, acentuada pelo vocativo, que identifica a pessoa – ‘ó plenitude da graça’ e não apenas ‘ó mulher que tens graça’. — em Sir. 18, 17: «gratioso» – natureza adjectiva, que atribui uma qualidade a um homem indeterminado: «homine gratioso» – ‘qualquer coisa que existe num homem que tem graça’ e não ‘qualquer coisa que existe neste homem que é a plenitude da graça’.

7. Isto revela a grande diferença entre as duas palavras, a ponto de podemos afirmar que em mais lugar nenhum se encontra a palavra «kecharitomene» usada com a particularidade verificada em Lc. 1, 28: «Eu te saído, ó plenitude da graça».

8. Já em Lc. 1, 42, «Eulogemene su en gunaiksin», o particípio perfeito «eulogemene» = «bendita», no nominativo singular feminino, tem claramente uma natureza adjectival: «Tu és bendita entre as mulheres».

9. São sábias as palavras do Papa João Paulo II sobre o «kecharitomene»: «Para tornar mais exacto o sentido do termo grego, não se deveria dizer simplesmente “cheia de graça”, mas sim “feita cheia de graça” ou “plenificada de graça”, o que indicaria claramente que se trata de um dom feito por Deus à Virgem. O termo, na forma de particípio perfeito, revela a imagem de uma graça perfeita e duradoira que implica plenitude. O mesmo verbo, no significado de “dotar de graça”, é adoptado na carta aos Efésios (1, 16), para indicar a abundância da graça, concedida a nós pelo Pai no seu Filho dilecto» (Audiência Geral, 8 de Maio de 1996).

10. O Cardeal Bertone afirmava: «No Livro do êxodo lemos que também Deus é “cheio de graça” (Ex. 34, 6), mas, enquanto Deus o é em sentido activo, como aquele que enche de graças, Maria o é no sentido receptivo, como Aquela que é plenificada de graça e por isso se tornou ícone sublime da divina graça» (Card. Tar. Bertone, Homiia, 8 de Dez de 2007).

11. A Bíblia grega de Simaco também emprega o particípio «kecharitomeno» para traduzir a palavra hebraica «barar» = ‘puro’, no Salmo 18, 26. Da mesma forma este particípio tem uma natureza adjectival que caracteriza um homem indeterminado: «Com o homem puro/gracioso (kecharitomeno) sois complacente».

12. Clemente de Alexandria usa o particípio «kecharitomenon», no género neutro singular, como um adjectivo para caracterizar o Espírito Santo: « Ἡ μὲν οὖν τῶνδέ μοι τῶν ὑπομνημάτων γραφὴ ἀσθενὴς μὲν εὖ οἶδ´ ὅτι παραβαλλομένη πρὸς τὸ πνεῦμα ἐκεῖνο τὸ κεχαριτωμένον» = «Eu sei qual é a fraqueza das reflexões que compõem esta recolha, se as compararmos a este Espírito cheio de graça» (Stromata, I, 1, 14).

13. Jesus e Santo Estêvão são considerados como cheios de graça, mas com palavras diferentes e a eles se não aplica o particípio «kecharitomene»: — Jesus é cheio de graça: «Καὶ ἐκ τοῦ πληρώματος αὐτοῦ ἡμεῖς πάντες ἐλάβομεν, καὶ χάριν ἀντὶ χάριτος· » = «Da sua plenitude todos recebemos graça sobre graça» (Jo. 1, 16) — Santo Estêvão é cheio de graça: «Στέφανος δὲ πλήρης πίστεως καὶ δυνάμεως ἐποίει τέρατα καὶ σημεῖα μεγάλα ἐν τῷ λαῷ. » = «Estêvão, cheio de graça e força, fazia extraordinários milagres entre o povo» (Act. 6, 8).

14. Para aprofundar o assunto: M. Cambe, La χάρις chez saint Luc. Remarques sur quelques textes, notamment le κεχαριτωμένη, in Revue Biblique 70 (1963) 193–202.

 
 
 

A transfiguração de Jesus, Moisés e Elias, essa idéia de taborização é a experiência que redime a matéria, é diferente da idéia que temos que fazer sacrifícios da carne. (Mateus 17,1-8; Marcos 9,2-8; Lucas 9,28-36). toda maneira de disciplinar são formas de auto domínio, quando Cristo encarnou ele santificou a matéria o que é a matéria santificada? é a própria virgem maria é o theotokos , Maria é mais venerada que os querubins e mais gloriosa que os serafins foi nela que o verbo divino se encarnou. ela se purificou e santificada mais que outra criatura, Maria é o protótipo do que será toda a criação. depois que ela foi transfigurada pelo amor do Cristo, Maria é a mostra da santificação da carne, se alguma pessoa chegar a um espírito de paz você vai irradiar uma luz e muitas pessoas serão salvas por você, você vai irradiar luz, teremos um corpo santo, no antigo temos relatos de pessoas que mesmo depois de mortos tinham a unção de Deus ‘certamente Deus vos visitará; e vós haveis de levar daqui convosco os meus ossos”. Exodo 13,19 , na história da igreja temos relatos de corpos incorruptíveis, o corpo passa a ser santo, uma pessoa é um ícone a manifestação de Deus, uma janela pro divino. Uma irradiação de Deus, as energias divinas eles irradiam energia Divina.

Salmo 82, o salmo que Jesus cita em João 10:34. A palavra hebraica traduzida “deuses” em Salmos 82:6 é elohim. Ela geralmente se refere ao único Deus, mas também tem outros usos. Salmo 82:1 diz: ” Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.” Os próximos três versículos deixam bem claro que a palavra “deuses” refere-se a magistrados, juízes e outras pessoas que ocupam posições de autoridade e domínio. Chamar um ser humano em posição de autoridade de “deus” indica três coisas: 1) ele tem autoridade sobre os outros seres humanos; 2) o poder que ele exerce como uma autoridade civil deve ser temido; 3) Ele obtém o seu poder e autoridade de Deus, o qual é retratado como julgando toda a terra no versículo 8.

Este uso da palavra “deuses” para se referir a humanos é rara, mas é encontrada em outro lugar no Antigo Testamento. Por exemplo, quando Deus enviou Moisés ao Faraó, Ele disse: “Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta” (Êxodo 7:1). Isto significa simplesmente que Moisés, como o mensageiro de Deus, estava comunicando as palavras de Deus e era, portanto, o representante de Deus para o rei. A palavra hebraica elohim é traduzida como “juízes” em Êxodo 21:6 e 22:8, 9 e 28.

“Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois assim como oferecestes os vossos membros à escravidão da impureza e da iniqüidade, para a iniqüidade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim, a vida eterna” (Rm 6.19,22).

“[…] Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22,23).

“O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).

Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).

“Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos” (1Co 6.18.19).

“E nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Ef 2.22).

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-seapressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49OTodo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

Os estudiosos descobrem neste relato uma série de ressonâncias vetero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição documentada a partir do séc. IV diz que é Ain Karem (fonte da vinha), uma povoação a uns 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de caminho em caravana desde Nazaré (130 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses».

Apocalipse 11, 19; 12, 1-6a.10ab

19 o templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a arca da aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de granizo. 12, 1. Um sinal grandioso apareceu no céu: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre cabeça uma coroa de doze estrela. Estava grávida e gritava, entre as dores de parto, atormentada para dar à luz. 3 apareceu então outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e sobre as cabeças sete diademas. 4 sua cauda arrastava um terço das estrelas do céu, lançou-as para a terra. O dragãopostou-se diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho, tão logo nascesse. 5 Ela deu a luz um filho, um varão, que regerá todas as nações com ceptro de ferro. Seu filho porém foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono 6 e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar em que fosse alimentada por mil duzentos e sessenta dias. 10 ouvi então uma voz forte no Céu: «Agora realizou se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo».

Sob a imagem da Arca (v. 19) e da mulher (vv. 1-17) é-nos apresentada, na intenção da Liturgia, a Virgem Maria. Entretanto os exegetas continuam a discutir, sem chegar a acordo, se estas imagens se referem à Igreja ou a Maria. Sem nos metermos numa questão tão discutida, podemos pensar com alguns estudiosos que a Mulher simboliza, num primeiro plano, a Igreja, mas, tendo em conta as relações tão estreitas entre a Igreja e Maria -«membro eminente e único da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade… sua Mãe amorosíssima» (Vaticano II, LG 53) – podemos englobar a Virgem Maria nesta imagem da mulher do Apocalipse. Tendo isto em conta, citamos o comentário de Santo Agostinho ao Apocalipse (Homilia IX):

4-5 «O Dragão colocou-se diante da mulher…»: «A Igreja dá à luz sempre no meio de sofrimentos, e o Dragão está sempre de vigia a ver se devora Cristo, quando nascem os seus membros. Disse-se que deu à luz um filho varão, vencedor do diabo».

6 «E a mulher fugiu para o deserto»: «O mundo é um deserto, onde Cristo governa e alimenta a Igreja até ao fim, e nele a Igreja calca e esmaga, com o auxílio de Cristo, os soberbos e os ímpios, como escorpiões e víboras, e todo o poder de Satanás».

Sl 44 (45), 10.11.12.16 (R. cf. 10b)

O Salmo que é proposto para ler é um hino de louvor dirigido pelo noivo à esposa no dia das núpcias.

A Liturgia da igreja aplica-o ao canto de glória em honra de Maria, na sua Assunção em corpo e alma ao Céu. Associemo-nos ao triunfo de Maria

À VOSSA DIREITA, SENHOR, A RAINHA DO CÉU, ORNADA DO OURO MAIS FINO.

Ou: À VOSSA DIREITA, SENHOR, ESTÁ A RAINHA DO CÉU.

Ao vosso encontro vêm filhas de reis,

à vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir.

Ouve, minha filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Da tua beleza se enamora o Rei

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

Cheias de entusiasmo e alegria,

entram no palácio do Rei.

Para S. Paulo, na Primeira Carta aos fiéis de Corinto, Maria é nova Eva. Jesus Cristo Novo Adão, faz da Virgem Santa Maria uma nova Eva, a Mãe da Vida, sinal de esperança para todos os homens.

1 Coríntios 15, 20-27

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 21Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos 22porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida. 23Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder. 25É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26E o último inimigo a ser aniquilado é a morte, porque Deus tudo colocou debaixo dos seus pés. 27Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido é claro que se exceptua Aquele que Lhe submeteu todas as coisas.

É a partir deste texto e do de Romanos 5 que os Padres da Igreja estabelecem a tipologia baseada num paralelismo antiético, entre Eva e Maria: Eva, associada a Adão no pecado e na morte; Maria, associada a Cristo na obra de reparação do pecado e na ressurreição.

20-23 S. Paulo, começando por se apoiar no facto real da Ressurreição de Cristo, procura demonstrar a verdade da ressurreição dos já falecidos (vv. 1-19). Nestes versículos, diz que «Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (v. 20). As primícias eram os primeiros frutos do campo que se deviam oferecer a Deus e só depois se podia comer deles (cf. Ex 28; Lv 23, 10-14; Nm 15, 20-21). De igual modo, Cristo nos precede na ressurreição. Nós (exceptuando pelo menos a Virgem Maria) havemos de ressuscitar «por ocasião da sua vinda» (v. 23). Não se pode confundir esta ressurreição sobrenatural e misteriosa de que aqui se fala com a imortalidade da alma. O Credo do Povo de Deus de Paulo VI, no nº 28, diz: «Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo – tanto as que ainda devem ser purificadas com o fogo do Purgatório, como as que são recebidas por Jesus no Paraíso logo que se separem do corpo, como o Bom Ladrão – constituem o Povo de Deus depois da morte, a qual será destruída por completo no dia da Ressurreição, em que as almas se unirão com os seus corpos». Por seu turno, a S. Congregação para a Doutrina da Fé, na carta de 17-5-79, declara: “A Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem depois da morte, exclui qualquer explicação com que se tirasse o seu sentido à Assunção de Nossa Senhora, naquilo que esta tem de único, ou seja, o facto de ser a glorificação que está destinada a todos os outros eleitos”.

 
 
 





Se o trabalho nos preserva o espírito dos Pensamentos perigosos o amor de Deus resguarda nos coração das afeições sensíveis e agitando chacina um sem-número de tentações.

O coração do homem é feito para amar; o sacerdócio ou o estado religioso não tira este lado afetuoso da natureza do homem, mas ajuda-os sobrenaturalizá-lo. Se amarmos a Deus com toda a alma, se amarmos a Jesus sobre todas as coisas, sentiremos muito menos o desejo de nos expandir sobre as criaturas. Assim observa São João Clímaco: “É Virtuoso aquele que tem a tal ponto gravadas no espírito as belezas celestes que não se digna lançar os olhos sobre as belezas da terra, e assim não sente o ardor desse fogo que abrasa o coração dos outros.

Mas, para produzir esse resultado, o amor de Jesus, deve ser inflamado, Generoso, absorvente. Então, de fato produz uma Tríplice vantagem: 1) enche de tal modo o espírito e o coração, que quase se não pensa mas nas afeições humanas; se por vezes estas se insinuam em nós rechaçamo-las, repetindo as palavras de Santa Inês: “estou desposada com aquele a quem os anjos servem, aquele diante de cuja Beleza se maravilham Sol e a Lua”. É claro que, em presença daquele que possui a plenitude da beleza, da Bondade e do poder, todas as criaturas desaparecem e não tem Encantos. 2) Mas, além disso, Jesus, que não pode sofrer Ídolos em nosso coração, nos exprobrará vivamente as nossas afeições naturais; Se tivermos a infelicidade de cair nessa fraqueza, estimulados pela censura, e seremos mais fortes para as combater.3) enfim, ele mesmo protege com o mais zeloso desveloso o coração daqueles que se lhe entregam; virá, pois, em nosso auxílio no momento da tentação e nos fortificará contra as seduções das criaturas.

Este amor generoso para com Jesus, alcança-se na oração, nas Fervorosas comunhões e visitas ao Santíssimo Sacramento; tornas Ritual e permanente pela vida da União íntima com nosso senhor Jesus Cristo.

Ao amor para com Jesus, acrescente-se uma grande devoção para com a virgem Imaculada. O seu nome respira pureza, e parece que invocá-la com confiança é já por em Fuga a tentação. Mas sobretudo, se nos consagramos totalmente a esta boa mãe. Ela velará sobre nós como sobre coisa e propriedade sua, e nos ajudará a repulsar vitoriosamente as tentações mais perturbadoras. Recitemos, pois, com muita Piedade a oração O Domina, tão eficaz contra as sugestões impuras, O Ave Maris Stella, sobretudo a estrofe:

Virgo singulares,

Inter omnes mitis.

Nos culpis solutos

Mites fac et castos.

” virgem singular; humilde entre todas; livrai-nos do pecado; fazei-nos mansos, Puros”.

E se algum dia fôssemos vencidos na luta, nós que somos que o Coração Imaculado de Maria é ao mesmo tempo o refúgio seguro dos pecadores; que encontraremos; se a invocarmos, a graça do arrependimento, seguida da graça da absolvição; e que ninguém melhor que a Virgem fiel nos pode assegurar a terceira herança.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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