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A MAÇONARIA E A GUERRA DE 1914

Depois de um profundo estudo da questão, certos autores afirmam que a guerra de 1914 foi, na realidade, uma guerra de judeus e de maçons, talvez provocada e, em todo caso, utilizada por eles, para a realização dos seus fins; foram eles, com efeito, os grandes beneficiários da Paz de Versalhes, pela queda das monarquias e pela democratização da Europa, pelo desmembramento da Áustria católica, pela transferência, para mãos judaicas, da hegemonia financeira, pela criação da Liga das Nações, reclamada e anunciada, há muito tempo, pelas lojas e pelos judeus.

A discussão desta afirmação é assunto que excederia os limites deste estudo; seria também sair do nosso quadro. Mas alguns documentos maçônicos apresentados ao leitor bastarão, sem dúvida, para que possa formar a sua opinião.

O ATENTADO DE SARAJEVO

A 15 de setembro de 1912, a Revista internacional das sociedades secretas, dirigida por Monsenhor Jouim, publicava as seguintes linhas:

“É possível que, um dia, se esclareça estas palavras de um importante maçom suíço, relativas aos herdeiros do Trono austríaco: “É um homem como se quer, é pena que esteja condenado: morrerá nos degraus do Trono”.(Revista Internacional das Sociedades secretas. Avenida Portalis, número 8, Paris, número de 15 de setembro de 1912, página 787-788).

A 28 de junho de 1914, o arquiduque herdeiro da Áustria e sua mulher pereciam em Sarajevo, vítimas das balas dos maçons Sérvios.

A 12 de Outubro do mesmo ano, um dos assassinos, Cabrinovic, declarava tranquilamente aos juízes do Conselho de Guerra: “na maçonaria é permitido matar”.

Tais são, em resumo, as incógnitas inquietantes do crime político que desencadeou a guerra.

Evoquemos brevemente os fatos:

O Arquiduque e sua esposa chegavam em viagem oficial a Sarajevo, cidade da Bósnia Herzegovina, próxima da Fronteira Sérvia. Ocupavam os assentos posteriores de um automóvel, tendo, em frente o general Potiorek e o conde Harrach. O carro percorria lentamente o cais Appel, em direção ao palácio Municipal. Armados de bombas e revólveres, oito Assassinos estavam espalhados na multidão. Três eram mais resolutos: Cabrinovic, princip e Grabes.

Perto da ponte comurja, Cabrinovic lançou uma bomba que caiu sobre o automóvel, oscilou um instante e rolou até o chão, onde explodiu, ferindo diversas pessoas, entre elas as que ocupavam o carro seguinte ao dos Príncipes. O arquiduque parou, para se informar do estado dos feridos; depois continuou, conformando-se ao programa estabelecido. Terminada a recepção no Palácio Municipal, o Conde Harrach resolveu colocar-se no estribo esquerdo, para proteger suas altezas contra um provável atentado desse lado. Mas este havia de vir pela direita. Na esquina da Rua Francisco José, o automóvel parou justamente diante de princip, outro assassino que disparou, de perto, vários tiros de Browning. Os Arquiduques não se moveram, mas, decorrido um instante, a Arquiduquesa caiu lentamente contra o ombro do marido. O Conde Harrach ouviu-o murmurar docemente: “Sofia, Sofia, não morra, viva para os nossos filhos”.

Entretanto o príncipe continuava sentado tranquilamente, amparando a Arquiduquesa; apareceu-lhe um pouco de sangue nos lábios e, à pergunta do conde Harrach, respondeu com voz fraca: “não é nada, não é nada”. Depois, também desmaiou. O cortejo chegava ao Palácio do Governo; os dois corpos foram transportados rapidamente para o primeiro andar, mas os médicos, chamados com urgência, puderam apenas verificar a morte.

O drama terminara. Havia durado só alguns minutos, alguns Breves minutos que deviam abalar o mundo.

Vinte acusados compareceram perante o conselho de Guerra de Sarajevo. Oito haviam participado diretamente do crime. Os quatro mais ativos haviam sido Princip, Cabrinovic, Grabez e Illic. Todos eram moços, entre dezoito e vinte anos de idade; a maior parte eram estudantes. Princip era judeu.

Resolvido o assassínio, os conjurados careciam de armas, e aqui se entrevê, pela primeira vez, o poder oculto cuja influência nesse drama teve consequências tão formidáveis. Faltavam-lhe as armas e, para as obter, dirigiram-se de comum acordo, a narodna odbrana, na pessoa de um dos seus membros, Ciganovic, que, em tudo isso, serviu de traço de união entre os conjurados e o major Sérvio Tankosic, um dos dirigentes da narodna odbrana, sociedade secreta do gênero dos carbonários, cujos chefes eram também maçons.(vejam os detalhes do processo em: Der Prozess gengen die attentater von Sarajevo, trechos do relatório estenográfico do processo, reunidos pelo professor Pharos, de Berlim, Deckers Verlag. 1918).

Sob uma aparência filantrópica de educação popular, o seu verdadeiro intuito era provocar uma situação revolucionária entre as populações eslavas da áustria-hungria.

Ciganovic recebeu os conjurados, de braços abertos; garantiu-lhes logo que a norodna se encarregaria de fornecer as armas e de organizar a conspiração, com a condição de que eles se conservação tranquilo e esperassem. No momento oportuno, seriam prevenidos.

E o Major Tankosic tomou logo o caso a seu cargo. Um tal Casimirovic, cuja atuação se conserva obscura, Partiu para uma misteriosa viagem, em visita a certas lojas maçônicas da Europa.

Depois do seu regresso, os conjurados foram enviados a Sarajevo e o atentado se realizou, tal como foi narrado. Além da narodna, vejo que é importante citar a influência da Maçonaria internacional, que no decorrer do processo foi definida por certo trechos dos interrogatórios, cujo relatório estenográfico foi reproduzido, vou colocar apenas um pequeno trecho deste interrogatório, pois ficaria muito prolongado o texto, quem quiser saber todo o interrogatório é só entrar em contato comigo:

Cabrinovic — “Casimirovic era maçom e, de um certo modo, um chefe. Partiu quase imediatamente (depois que os conjurados se ofereceram para perpetrar o crime) para o estrangeiro. Esteve na Rússia, na França, em Budapeste. Toda vez que eu perguntava a Ciganovic, quando se realizariam os nossos projetos ele respondia: ‘Quando Casimirovic voltar’. Naquela época, as Ciganovic contou-me também que, dois anos antes, os maçons haviam condenado à morte o Herdeiro do Trono, mas não haviam encontrado ainda quem quisesse executar essa sentença. Mais tarde, quando me entregou a browning e os cartuchos, disse-me: ‘O homem voltou ontem de Budapeste’. Eu sabia que o móvel dessa viagem fora a nossa empresa, acerca da qual ele conferenciara, no estrangeiro, com certos círculos (organizações)”.

Presidente — “não são histórias o que me estás contando?”

Cabrinovic — “é a verdade pura, muito mais exato do que os vossos documentos da narodna odbrana”…….

 
 
 

A SABOTAGEM DO IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO

Seria muito prolongado a numeração do Papel exercido pela maçonaria nas revoluções modernas da Turquia, da Sérvia, da Grécia, da Alemanha etc. Trataremos apenas da sua ação na Hungria, país muito interessante sob o nosso ponto de vista, porque, após a revolução bolchevista de Bela Jun, o governo aprendeu e publicou os arquivos maçônicos, provando assim claramente a relação da Maçonaria com o movimento revolucionário.

A 28 de abril de 1918, o venerável grão-mestre da Maçonaria húngara, Dr. Arpad Bokai pronunciou, em Viena, um discurso muito patriótico:

“Os inimigos da Hungria são também os inimigos da Áustria; os que se aliaram, para desmembrar a Áustria, querem fazer o mesmo com a Hungria; foi a monarquia o que, na tempestade da Guerra, protegeu mais eficazmente os povos da áustria-hungria, etc.”

Em novembro do mesmo ano, o império desmoronava e na primeira página do seu boletim, que podia finalmente aparecer, sem obstáculos, a Maçonaria Vienense saudava, nestes termos, o acontecimento:

“O novo estado de coisas sobreveio, de surpresa. Repentinamente tornamo-nos republicanos Livres, senhores de nós mesmos. Não éramos mais os escravos e os Mártires de um governo de burocratas, rastejando servilvente perante o absolutismo e o militarismo”

(Wiener Freimauner Zeitung, 1929 pág. 2).

Por uma vez, o doutor Arpad Bokay, Grão-mestre da maçonaria húngara pronunciava a 2 de novembro de 1918, um discurso significativo, de que transcrevo uma passagem, tirada de o (governo revolucionário Karolyi acabava de se constituir):

“Este programa maçônico que o orador acabar para dispor é também o programa do Conselho Nacional Húngaro e do governo Popular Que hora se forma.

“Ele traça nitidamente a nossa atuação.

“Marcharemos com Eles trabalharemos com Eles partilharemos a sua tarefa bastante pesada mas também não abre para que a velha Hungria penetre sem estremecimento na terra abençoada da nova Hungria O que é o voto mais fervoroso de tudo bom Patriota nossos amados e muitos estimados irmãos trabalham hoje na primeira fila e instrui enche-nos de tranquilidade pois nos conhecemos e sabemos que cumpriram com Espírito maçônico a obra que empreenderam”.

( Nota do Jornal — “seis irmãos maçons pertencerão ao primeiro governo Republicano Húngaro, como ministros, secretários e sub-secretários de estado”).

Com o advento de Bella Kun, a Maçonaria teve de afrontar certas dificuldades; por uma ironia da sorte, passava a ser considerada demasiadamente burguesa e desconfiavam dela.

Após a queda do bolchevismo, o governo Húngaro ordenou a dissolução das lojas e publicou seus arquivos. Na sua desgraça Os Maçons húngaros apelaram para os seus irmãos do mundo inteiro.

Relativamente a este ponto, o jornal maçônico Latomia de Leipzig publicava, em março de 1922, um interessante artigo que segue:

“HUNGRIA”

“Mediante informações de um dos nossos irmãos húngaros, residentes em Nuremberg, sobre a triste sorte dos maçons da Hungria, podemos fazer a seguinte comunicação:

“Depois de endereçar durante a guerra, uma mensagem de saudação ao imperador francisco-josé, os maçons aderiram, depois da catástrofe, à ideia republicana socialista, na nobre persuasão de que havia chegado finalmente o tempo de realizar o ideal maçônico; fizeram-lhe, com seus escritos, uma propaganda ativa e a maior parte dos dirigentes foram maçons.

“Quando, mais tarde, a onda bolchevista submergiu a hungria, os homens que se apossaram do poder não tardaram a oprimir a maçonaria, como se fosse uma instituição burguesa.

“Pouco depois, graças ao auxílio estrangeiro, a reação reassumiu o poder e, inspirada por uma direção Clerical,interdisse igualmente as lojas norte-americanas. E, como a Hungria negociava, então, um empréstimo nos estados unidos, os americanos responderam que não era possível tratar desse empréstimo, enquanto as instituições do direito não fossem estabelecidas na Hungria, alusão muito clara a interdição da maçonaria húngara.

“Em consequência, o governo húngaro viu-se obrigado a entrar em relações com o Grão-Mestre. Propôs o restabelecimento livre dos trabalhos maçônicos, com condição de conceder aos profanos direito e acesso.

“Esta proposta foi, naturalmente, recusada pelo Grão- Mestre e o empréstimo não se realizou”.

Leia-se a seguinte carta aberta do deputado Júlio Gombôs ao presidente do Conselho húngaro, conde Paulo Teleki.

“Como todos sabem, o governo Húngaro dissolveu a Maçonaria, Porque alguns dos membros dessa seita cooperaram na preparação da revolução de outubro e na obra de destruição sistemática, contrária aos interesses do povo e do estado da Hungria. Segundo as declarações dos inquisidores, havia, entre esses homens, alguns que, entre nós, representavam as tendências dos judeus para o domínio Universal e que tentaram, sob a proteção do segredo, adormecer o sentimento nacional, para fazer triunfar uma doutrina anti-nacional que nos é estranha, mas que eles muito prezam.

“Sabemos também que as lojas empreenderam a luta contra o que se denomina o clericalismo, porque a força da ideia Cristã e a organização da cristandade eram um obstáculo à realização do seu plano.

“Em tempo, a move e, com ela, segundo creio, grande parte da sociedade cristã da Hungria receberam, com júbilo, a ordem do governo, proscrevendo a Maçonaria, e foi com alegria ainda maior que penetramos nos locais misteriosos dispostos da grande loja simbólica. Não tencionamos abandoná-los, pois veríamos nesse abandono a anulação da obra atual para a salvaguarda nacional.

“Considerando o passado dos órgãos da Maçonaria Húngara e a diversidade das concepções do mundo nós e, segundo creio, o governo só podemos manter o nosso ponto de vista de interdição. Ainda que a decisão da Sorte da Maçonaria Húngara seja um caso de ordem interior, na minha opinião, Vossa Excelência prestaria um valioso serviço ao país, informando aos estrangeiros sobre essa questão e outra que a ela se prende: a questão judaica, para que, no exterior, não se formem ideias errôneas acerca das medidas tomadas para a defesa da religião, da moral, do povo e da nação”.

Eis o resumo dos papéis secretos encontrados nas lojas de Budapeste:

O livro sobre a maçonaria na Hungria que a união das sociedades cristãs e nacionais Húngara acaba de editar divide-se em três partes: a primeira intitulada os crimes da Maçonaria por Adorjan Barcsay, reproduz grande número dos documentos apreendidos na época da dissolução das lojas, em 1920. A segunda parte, escrita por Joseph Palatinus, intitula-se: os segredos de uma loja de província e revela, como a primeira, a obra oculta de destruição que arrastou a Hungria à revolução de outubro de 1918 e ao comunismo de 1919.

“A última parte contém lista dos membros das lojas maçônicas da Hungria e prova que 90% dos maçons húngaros eram judeus. Os três primeiros Capítulos resumem brevemente a história geral do movimento maçônico. Os capítulos 4 e 7 analisam os métodos de ação dos maçons húngaros, a sua luta contra a Igreja e o ensino religioso nas escolas, a sua campanha em favor do sufrágio Universal, a sua política das nacionalidades e a sua tendência internacional. Finalmente os últimos capítulos, os que devem mais especialmente, merecem a nossa atenção, demonstram como os judeus agrupados nas lojas, prepararam sistematicamente a derrota e as perturbações que sucederam à guerra.

O Capítulo XI revela-nos com apoio de numerosos documentos, que na Hungria Como em outros lugares, a Maçonaria é uma obra eminentemente Judaica; assim por exemplo o livro que contém a Constituição da Grande Loja simbólica da Hungria, impresso em Budapeste em 1905, traz a data da era Judaica de 5886. O texto dos votos pronunciados pelos adeptos está expresso em idioma hebraico; as senhas secretas eram também palavras hebraicas. A lista publicada no fim do livro prova que 90% dos membros das lojas eram o judeus: Abel, Bloch, Berger, Fuchs, Herz, Lévy, Pollak, Rosenthal, Schon, Jun, Hubar, etc. O autor do livro cita a esse respeito, um prefácio muito característico da obra do professor Pedro Agoston (um dos comissários do povo que participou do poder com Bela Kun e que os tribunais húngaros condenaram à morte, em dezembro último) obra intitulada a vida dos judeus, no qual, entre outras coisas se diz que escrever a história dos judeus da Hungria é escrever a história do movimento maçônico no mesmo país.

“A imprensa judeu-maçônica também foi sempre a defensora dos judeus emigrados da Galícia que, durante a guerra, arruinaram, com suas vergonhosas especulações, a vida económica da Hungria. Os mesmos jornais envenenaram a mocidade das escolas com as suas teorias anti-patriótica. O Vilag de 8 de dezembro de 1910 escrevia: ‘O ensino exagerado da língua Húngara, a exaltação dos Sentimentos patrióticos, pelo estudo dos Cânticos nacionais tem apenas um resultado: o embrutecimento da Infância’. E o Kelet, Jornal Oficial dos maçons húngaros, imprimia, em 15 de dezembro de 1910: ‘Necessitamos conquistar os professores, para chegar, por meio deles, ao coração da mocidade e preparar o ensino leigo. ‘Os mestres devem ser os precursores das ideias mais avançadas’.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus.

As forças secretas da revolução, Léon de poncis

 
 
 

• A MAÇONARIA REVOLUCIONÁRIA NA EUROPA

• PORTUGAL

• “Em Portugal, a liberdade de pensamento, a República e a maçonaria andam de mãos dadas, mas, dos três a que se dirige é a maçonaria que antes de tudo, protege a liberdade de pensamento e difunde o seu ensino”.

• À frente da maçonaria portuguesa está o Grão-Mestre Magalhaes Lima, jornalista, advogado, político, livre pensador, republicano, revolucionário e um dos personagens dirigentes da maçonaria universal.

• Em dezembro de 1907, esteve em Paris e realizou nas Lojas da capital francesa, uma série de conferências sob o título de: Portugal, Destruição da Monarquia, necessidade da República.

• Algumas semanas depois, el-rei D. Carlos e seu filho mais velho eram assassinados. D. Manuel subia ao trono, mas, como era inofensivo, limitaram-se a envia-lo para o exílio.

• Os maçons nem se dignaram ocultar que eram os autores da revolução portuguesa. Na seção de 12 de fevereiro de 1911, o maçom Furnemont, grande orador do Grande Oriente da Bélgica, dizia:

• “Lembrai-vos do profundo sentimento de altivez que todos experimentamos, ao sabermos da rápida revolução portuguesa? Em poucas horas, ruía o trono, o povo triunfava e a república era proclamada. Para os profanos, foi um raio no céu sereno. Mas nós meus irmãos, nós sabíamos, conhecíamos a maravilhosa organização dos nossos irmãos portugueses, o seu zelo infatigável, a sua atividade incessante. Conhecíamos o segredo desse glorioso acontecimento”.

• Citando essa passagem, Wichtl acrescenta:

• “Quereis outra prova? Vede o Bundesblatt, órgão oficial da Grande Loja prussiana Zu den derei Weltkügeln. Esse jornal fala de um livro do professor português Jorge Graínha sobre a história da maçonaria em Portugal, de 1733 a 1912, e cita as primeiras palavras do prefácio:

• “A maioria dos homens que se distinguiram no decorrer das convulsões políticas, religiosas e literárias de Portugal, nos dois últimos séculos, pertencia a maçonaria. ”

• “E o Dr. Grainha acrescenta:

• Todos os chefes importantes da revolução política de 5 de outubro de 1910 eram maçons”

• Os que auxiliaram a queda da monarquia pertenciam as famílias seguintes: Castro, Costa, Cohenn, Pereira, Ferreira, Teixeira, Fonseca, etc; famílias poderosas, ocupando postos importantes na Espanha, na Holanda, na Inglaterra, na América, unidas pela maçonaria e pela aliança israelita universal.

• Espanha

• Na Espanha, como em toda parte, o fim principal da maçonaria é a destruição da Monarquia e da Religião. O Grão-Mestre Morayta disse-o claramente, no congresso maçônico internacional de Madri (julho de 1894):

• “O povo seguiu sempre a política do rei; esse tempo passou; na Espanha, a república é um progresso próximo e necessário”.

• Se não conseguiram assassinar Afonso XIII, não foi por faltas de tentativas. O número de atentados contra o rei é impressionante. Todavia, falaremos apenas do caso Ferrer que é interessante, porque revela a organização mundial da maçonaria:

• “Sob um vão pretexto, ouve em Barcelona uma revolta e os incêndios e os massacres obrigaram o governo a estabelecer, na cidade, o estado de sitio. O agitador Ferrer foi preso. Em lugar de ser fuzilado imediatamente, foi entregue ao tribunal militar que o condenou à morte. E, logo, despachos mentirosos foram enviados a todos os jornais do mundo: Ferrer não julgado conforme as leis, seu defensor foi preso. O clero e o próprio Papa foram responsabilizados pelo fato. ‘A mão sangrenta da igreja, que é parte no processo, escrevia a lanterna, dirigiu tudo e os esbirros do rei da Espanha cumpriram apenas as suas determinações. Todos os povos se devem insurgir contra essa religião de assassínio e de sangue’. E para reforçar o efeito de tais palavras, uma caricatura representava um padre com um punhal nas mãos. Ameaças de represálias, de assassínios do Rei e do Papa choveram em Madri e em Roma. Petições circulavam de Paris a Roma, a Bruxelas a Londres e a Berlim, para protestar contra o julgamento. Ferrer foi executado. Imediatamente, se realizaram em todas as principais cidades da França e de todos os países europeus, numerosas e sangrentas manifestações. Para cúmulo, armou-se, nas ruas de Paris, uma espécie de Triunfo em que, sob a proteção da polícia e com a participação do exército, Ferrer foi glorificado, ao som das estrofes da Internacional.

• “Os governos foram interpelados, nos diversos parlamentos, conselhos departamentais e municipais assinaram protestos. 57 cidades da França resolveram dar o nome de Ferrer a uma de suas ruas.

• “A espontaneidade e o número prodigioso dessas manifestações, por uma causa estranha aos interesses dos diversos países indicam uma organização extensiva a todos os povos atuando até nas suas localidades menos importantes.

• “O conselho da Ordem do Grande Oriente de Paris enviou a todas as suas Lojas e a todos os poderes maçônicos do mundo um protesto contra a execução de Ferrer, no qual reivindicavam o agitador como um dos seus membros: ‘Ferrer foi um dos nossos. Sentiu que na obra maçônica, se concentra o mais sublime ideal que o homem pode realizar. Afirmou os nossos princípios, até a morte. O que procuraram ferir nele foi o ideal maçônico. Diante da marcha do Indefinido Progresso da humanidade, eleva-se uma força retrógrada que, com seus princípios e sua ação, visa rejeitar nos nas trevas da Idade Média’

• “A maçonaria declarou, portanto, com palavras e atos, que considerava e defendia Ferrer como a Encarnação do seu ideal. Por uma carta do próprio ser a um dos seus amigos conheceremos uma parte desse ideal: “para não alarmar o povo e não oferecer ao governo o protesto de fechar os meus estabelecimentos, denomino-os Escola Moderna, em lugar de Escola de Anarquistas. Porque o fim da minha propaganda, confesso-o francamente, é formar nas minhas escolas anarquistas convictos. O meu voto é atrair a revolução. Momentaneamente, todavia, devemos limitar-nos inculcar aos cérebros da Mocidade o princípio da revolução violenta. Ela deve aprender que, contra os esbirros e a tonsura, existe um único meio: a bomba e o veneno”.

• Eis o homem que a Maçonaria apresentou ao mundo, como um dos Apóstolos do seu ideal.

• Alguns dias depois da execução de Ferrer, o ministério de Madri foi obrigado a apresentar sua demissão; os chefes dos partidos liberal e democrático, obedecendo, sem dúvida, as injunções das Lojas, comunicarão ao presidente Maura que se oporiam implacavelmente a qualquer projeto ou medida apresentados por ele. A sua retirada encheu de alegria todos os adeptos da liberdade de pensamento, na Europa. O jornal Acácia escreveu:

• “Não é verdade que no mundo inteiro se travou um duelo formidável, o mesmo em toda parte, entre as religiões e o pensamento Livre, entre a autocracia e a Democracia, entre o absolutismo e a revolução? A fronteiras para a igreja e tenho Vaticano para? Não se encontra o drama da humanidade, não se encontra o drama da humanidade, ao redor das forças internacionais que são a convenção e a escola? A queda do gabinete Maura e a execução de Ferrer são apenas episódios desse grande e infinito drama”.

• Itália

• As revoluções que, a partir de 1821, se desencadearam, na Itália, foram obra da maçonaria, segundo afirmou o maçom Chiossone, em uma conferência realizada, em 1907, na loja parisiense solidariedade.

• O mais célebre revolucionário italiano é Mazzini, cuja atividade Europeia, entre 1830 e 1872, é tão conhecida, que não há necessidade de evocar nestas páginas. Seu intuito era a revolução universal e ele mantinha relações com os revolucionários do mundo inteiro. Mazzini e Garibaldi são considerados as estrelas de primeira grandeza da maçonaria italiana.

• Mazzine for nomeado grão-mestre em 1875. Como seria necessário dedicar um livro inteiro para mencionar os nomes dos revolucionários italianos, vou apenas mencionar alguns, com poucas palavras sobre os documentos da Alta Venda Romana de que já foi falado em outros textos. Essas cartas, de cujo conteúdo foi enviada, naquela época, uma cópia a todas as cortes da Europa, tem uma importância capital, pois provém de um dos grandes Supremos da Maçonaria; foram publicadas em parte, no livro de Crétineau-Joly, L’Église Romaine em face de la révolution, e revelam a organização secreta geral do movimento revolucionário, na Itália. Na base, estavam as lojas maçônicas; acima destas, as associações ou vendas ou carbonários que eram, segundo Louis Blanc, a parte militante da maçonaria.

• À frente de todas, ficava a Alta Venda, composta de 40 membros, todos Escolhidos cuidadosamente, entre os revolucionários de eleição das lojas e das vendas. o chefe era Nubius, cujo verdadeiro nome não foi revelado pelo Vaticano. Nubius dirigiu a Alta Venda até 1844. Tornou-se então, repentinamente fraco de espírito e morreu quatro anos depois.

• Entre esses 40 adeptos, muitos eram membros das mais importantes famílias de Roma; outros haviam sido admitidos pelo seu valor pessoal, outros, finalmente, eram judeus, pois Como já vimos e veremos em outros textos posteriormente, que os judeus constituem sempre a maioria nos conselhos superiores das sociedades secretas.

• Diversos membros da alta renda frequentavam continuamente a corte de Roma, eram íntimos dos Cardeais e do Papa, sem que ninguém tivesse qualquer suspeita, nem pudesse desconfiar deles. Foi só mais tarde que se descobriu o seu verdadeiro papel, quando os documentos caíram em poder do Papa; entretanto, não se pôde saber como o Vaticano os conseguiu obter.

• A existência da alta venda era ignorada de todas as vendas inferiores e, portanto, da Maçonaria inferior. Contudo, acima dela, havia outro grupo ainda mais secreto, desconhecido dos próprios membros da Alta Venda que lhes obedeciam cegamente, sem saber de onde provinha a ordem. Prova-o a carta de um deles, Melegari, dirigido ao doutor Breintenstein em 1836.

• “Queremos sacudir todo jugo e a um que não se vê, que apenas se sente e pesa sobre nós. Donde vem? Onde está? Ninguém o sabe ou, pelo menos, ninguém o diz. A sociedade é secreta, até para nós veteranos das sociedades secretas. Exigem de nós, às vezes, coisas de arrepiar os cabelos; e acreditareis que me informam, de Roma, de que dois dos nossos, bem conhecidos pelo seu ódio ao fanatismo, foram obrigados, por ordem do Chefe Supremo, a ajoelhar e a comungar, pela última Páscoa? Não discuto a minha obediência, mas quisera saber o objeto de Tais falsas provas de devoção”.

• Essas cartas são, sem dúvida, documentos extraordinários, como eram trocadas entre confrades, os 40 membros não se constrangiam e manifestavam claramente os seus verdadeiros pensamentos, dando provas de um cinismo frio e tranquilo e diversidade impressionante.

• Infelizmente, a maior parte dos textos originais foram queimadas e Crétineau-joly compôs o seu livro, baseando-se em notas e borrões que haviam sido conservados. Foi, portanto, acusado de não ter publicado o texto original e de ter feito Literatura. Embora a parte essencial da obra seja exata, pois, do contrário, o Vaticano não autorizaria a sua publicação, não é possível garantir a autenticidade literal do texto. Transcrevo, a título de amostra, a carta de Vindice, escrita de Castellamare a Núbius, a 9 de agosto de 1838, na qual se desenvolve o plano da Alta Venda:

• “Os assassínios que os nossos comentem, ora na França, ora na Suíça e sempre na Itália, causa-nos vergonha e remorso. É o apólogo de Cain e de Abel, explicando a origem do mundo, e nós progredimos tanto que tais meios já não nos podem satisfazer. De que serve matar o homem? Só para amedrontar os tímidos e afastar de nós os corações valentes. Os carbonários, nossos predecessores, não compreendiam o seu poder. Não é no sangue de um homem isolado ou de um traidor que deve ser exercido, mas sobre as massas. Não individualizemos o crime; para emgrandecê-lo até às proporções do patriotismo e do ódio contra a Igreja, devemos generalizá-lo. Uma punhalada não tem significação nem consequência. Que resulta, para o mundo, de alguns cadáveres desconhecidos, semeados nas ruas pela vingança das Sociedades Secretas? Que importa ao povo que o sangue de um operário, de um artista, de um fidalgo e até de um príncipe seja derramado, em virtude de uma sentença de Mazzini ou de algum dos seus sicários”? O mundo não tem tempo de prestar ouvidos aos gritos das vítimas; passa esquece. Somos nós, meu Nubius, os únicos que podem suspender-lhe a marcha. O catolicismo não teme mais do que a monarquia, mas estas duas bases da ordem social podem desmoronar, pela corrupção; logo, não cessemos de corromper. Tertuliano dizia, com razão, que o sangue dos Mártires gerava cristãos. ficou assentado, em nossos Concílios, que não queremos mais crostãos; logo, não façamos novos mártires, mas vulgarizemos o vício entre as multidões. Respirem-no estas, pelos cinco sentidos, até à saturação; esta terra, em que caiu a sementeira de Arentino, está sempre disposta a receber ensinamentos lúbricos. Formai corações de viciosos e não tereis mais católicos. Afastai o sacerdote do trabalho, do altar e da virtude, procurai habilmente dar outra ocupação ao seu tempo e aos seus pensamentos, tornai-o ocioso, guloso e patriota, e ele será ambicioso, intrigante e perverso. Alcançareis um resultado mil vezes melhor do que matando e estilhaçando os ossos de alguns pobres coitados.

• Eu não quero e vós também não desejais — não é verdade, amigo Nubius? — dedicar a minha vida aos conspiradores, para continuarmos a trilhar a senda antiga. • Empreendamos a corrupção em larga escala, a corrupção do povo pelo clero e a corrupção do clero por nós; a corrupção nos levará, um dia, a enterrar a Igreja. • Ouvi, ultimamente um dos nossos amigos rir-se filosoficamente dos nossos projetos, observando: “Para abater o catolicismo seria preciso suprimir, primeiro a mulher. O conceito é verdadeiro, mas, como não podemos suprimir a mulher, corrompamo-la com a Igreja. Corruptio optime pessima. O fim tem bastante atrativos, para tentar homens da nossa têmpera. Não nos desviemos dele, pela satisfação de algumas míseras vinganças pessoais. O punhal mais apropriado, para ferir o coração da Igreja, é a corrupção. Mãos à obra, pois, e até o fim!”

• Após a morte de Mazzine, seus discípulos melhores e mais fiéis assumiram a direção da Maçonaria. Foi nomeado então o primeiro conselho da ordem dos maçons italianos, com 33 membros. No decorrer de 1872, fundou-se a unidade Maçônica italiana que, em 1887 consolidou as suas posições. • A Maçonaria italiana foi sempre unicamente revolucionária e, assumindo o poder, o fascismo a dissolveu. • A este respeito, Popolo d’itália publicou:

• “Pela primeira vez, um partido no poder tem a coragem de quebrar o obscuro abraço envolvente e sufocante da maçonaria. Pela primeira vez, uma coalisão governamental ousa lançar um desafio irreparável e essa velha seita secreta, cujos tentáculos, se haviam insinuado em todas as organizações do Estado e que, até há pouco tempo, costumava impor uma espécie de investidura a todos os gabinetes derivados do temeroso e vacilante liberalismo italiano. Desde que era necessário resolver o problema, toda tergiversação reforçaria o oculto poder do Palácio Giustiniani e confirmaria mais uma vez, a invulnerabilidade da seita que se julgava um governo dos governos, um Estado acima do Estado. O ato corajoso do Grande Conselho demonstrou, pelo contrário, que o fascismo, partido de mocidade e de reforma, possui um poder tão seguro e mediato, que ousa desafiar a maçonaria e afrontar, com iluminada energia, todo risco de desordens interiores. • “Uma vida nova se inicia para a Itália”.

• COMENTANDO ESTE MANIFESTO, ALBERT LANTOINE, ESCREVEU:

• “Obrigada, por assim dizer, a retroceder sobre si mesma, a Maçonaria vai consagrar-se a trabalhos espirituais, evitar toda tentativa de manifestação, que seria muito mal recebida, e, chegada a hora da possibilidade de represália, saberá vingar-se da afronta que lhe foi infligida”.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus.

As forças secretas da revolução, Léon de poncis.

 
 
 
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