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A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS?

• PARTE II

• (A maçonaria e o terror) • Os maçons, apóstolos da grande revolução, conseguiram separar, na opinião pública, os três Imortais princípios de 1789 dos excessos do terror. Explicam, portanto, os massacres de 1792 como fatos reprováveis, devidos unicamente a um excesso de entusiasmo na aplicação dos referidos princípios (principalmente os da Fraternidade!).

• Contudo, a Maçonaria, sociedade filantrópica e humanitária, teve a sua parte de responsabilidade na organização do terror.

• Possuímos sobre este ponto testemunhos formais: o de Bertrand de Molleville, Ministro de Luís XVI, o do maçom Marmontel e também o de Duporte, o mais cruel e encarniçado de todos, o autor do plano revolucionário do terror e cujos crimes foram preparados, principalmente pela comissão de propaganda da loja dos “amigos reunidos”.

• OS ESCRITOS DE MARMOTEL:

• “O dinheiro e, mais do que tudo, a esperança da pilhagem são importantes entre este povo. Acabamos de verificar, no subúrbio de Santo Antônio, onde, com incalculável facilidade, o Duque D’ Orleans conseguiu que fosse saqueada a manufatura desse honrado revellion que, no mesmo subúrbio, provia a subsistência de 100 famílias. Mirabeau sustenta, zombeteiramente que, com um milhão de Luíses é possível armar uma boa sedição.

• “Teremos de Recear a hostilidade da maioria da Nação que ignora os nossos projetos e Pode não estar disposta a prestar nos o seu concurso?”

• “É claro que, nos seus lares, nos seus escritórios, nos seus gabinetes, nas suas oficinas, a maior parte desses pacato cidadão deve achar muito ousados esses planos destinados a perturbar-lhe o descanso e os divertimentos. Mas a sua desaprovação será tímida e discreta. Sabe porém, a nação o que quer? Faremos eles dizerem e querer o que nunca pensaram. E se duvidar, lhe Responderemos, como Crispim ao legatário: ‘ É a vossa letargia’.

• “A nação é um grande rebanho, ocupado só em pastar e que, com o auxílio de bons cães, os pastores podem dirigir a seu bel-prazer. Afinal, é para seu bem o que se quer, à sua revelia. Nem o antigo regime, nem o culto, nenhum os costumes, nenhum dos seus antiquados preconceitos merecem consideração. Tudo isso causa pena e vergonha há um século como o nosso; e, para traçar o novo plano, é indispensável limpar o terreno.

• “Para nos impormos à burguesia, teremos, se for necessário, essa classe que não tem nada a perder com a mudança e espera, pelo contrário, ter tudo a ganhar.

• “Para amotiná-la, contamos com os móveis mais poderosos: a carestia, a fome, o dinheiro, os boatos de alarme e de terror e o Delírio de medo e de Cólera com que se impressionam os espíritos.

• “A burguesia só produz oradores elegantes; todos eles nada são, comparados com esses Demóstenes a um escudo que, nas tabernas e nas praças públicas, nos Jardins e nos cais, anunciam estragos, incêndios, aldeias saqueadas e inundadas de sangue e conjurações para sitiar e esfomear Paris.

• “Assim o requer o movimento social. Que se obteria do Povo, amordançando-o com os princípios de honradez e de Justiça? Os homens de bem são fracos e tímidos; só os velhacos são resolutos. A vantagem do Povo, nas Revoluções, é não ter moral. Quem pode resistir a homens, para quem todos os meios são lícitos? Nem uma só das antigas virtudes nos serviria. O povo não precisa delas ou as requer de outra têmpera. Tudo o que é necessário para a Revolução, tudo o que lhe é útil, é justo: eis o grande axioma”.

• desde o princípio da revolução, para se proteger, a Maçonaria ordenará o fechamento de todas as lojas. Mas esta supressão aparente, simples medida de precaução, não lhe prejudicava a atividade, pois as lojas secretas continuavam a existir, como no passado, e as outras eram substituídas pelos clubes. Esta circunstância foi confirmada por um estudo de uma ação schaffer, publicado Em 1880, no boletim maçônico da loja simbólica escocesa.

• Não esqueçamos, aliás, que o papel da Maçonaria propriamente dito é mais criar o Estado de Espírito revolucionário do que combater abertamente, a testa de um movimento.

• A Maçonaria criar a esse estado de espírito e lançará os seus homens ao ataque. Estes, impregnados de princípios maçônicos, aplicaran-nos na Revolução, sem que fossem necessariamente dirigidos pela seita.

• Podemos observar que Adriano Duport conseguiu que a constituinte adotasse a emancipação dos judeus; antes de obter Este resultado, fizera 14 tentativas e só na véspera do encerramento da Assembleia a lei foi votada, depois que Régnault de SaintJean d’angely disse:

• “Requeiro que sejam chamados a ordem todos os que falarem contra essa proposta, pois estarão combatendo a própria Constituição”.

• O que significava: combater o judeus é combater a revolução. Vejamos agora qual foi o papel da maçonaria na França de 1793 aos nossos dias.

• Pela sua demasiada rapidez, a Maçonaria viu malograrem-se os seus fins. O problema foi o excesso do terror que provocou uma violenta reação no país. A Maçonaria Então fez o melhor que podia, reassumiu a sua atitude filosófica e observadora da Ordem Social.

• Apoio, portanto, Napoleão que, Aliás a serviu, espalhando o espírito revolucionário pela Europa inteira; ele proclamava com razão: • “Consagrei a revolução; incorporei-a às leis”.

• “Semeei copiosamente a liberdade, por toda parte onde implantei o meu código civil”.

• Numa palavra, Napoleão foi, para a Europa, o que a Revolução havia sido para a França.

• “Enquanto Bonaparte, General, foi o servidor da revolução, a Maçonaria francesa celebra-o unicamente como o Pacificador que, repelindo o estrangeiro, coloca-o na impossibilidade de prejudicar o desenvolvimento da República”.

• Os dois pontos importantes para a Maçonaria era a separação da igreja e do Estado e a supressão da monarquia absoluta. O regime constitucional foi, pois, instaurado na França e, com ele, a Maçonaria continuava a dominar.

• “Luiz XVIII, diz Bazot, secretário do Grande Oriente da França, concede A Carta; é o governo constitucional; este princípe protege-nos”.

• Em 1861, deu-se a cisão definitiva, após a nota do Senado relativa a manutenção do poder temporal do Papa. Os desastres de 1870 precipitaram os acontecimentos: a Maçonaria foi impedida a uma ação rápida do que teria desejado. Repetindo a experiência de 1789, quis com a violência da comuna, retomar as rédeas do governo. A 26 de abril de 1871, 55 lojas, um ar de 10.000 maçons, chefiados pelos seus dignatários, ostentando as suas insígnias, percorreram em cortejo os baluartes, onde achar um 62 das suas Bandeiras. Saudando, no Paço Municipal, o poder revolucionário, o maçom Tiriforque dissera aos amotinados:

• “A comuna é a maior das revoluções que o mundo pôde contemplar”.

• Isto deveu-se com a licença do termo, “a um monarca leigo”, leigo porque ele levou a França no caminho da revolução, era um império que seguia como uma república legal, este homem foi Napoleão III, um monarca bem estranho. Os Monarcas procuravam fazer esquecer o passado, este se vangloriava de ter sido elevado ao trono para demolir as monarquias Inclusive a sua.

• A Civilização Moderna

• A necessidade de suprimir a Igreja para assegurar o triunfo da civilização moderna foi o que Waldeck-Rousseau tinha dado a entender no discurso de Toulouse. Foi o que Viviani disse brutalmente, em 15 de janeiro de 1901, do alto da tribuna.

• “Estamos encarregados de preservar o patrimônio da Revolução de todo atentado… Apresentamo-nos aqui carregando em nossas mãos, além das tradições republicanas, essas tradições francesas atestadas por séculos de combate, nos quais, pouco a pouco, o espírito laico foi se insinuando nas fissuras da sociedade religiosa… Nós não estamos apenas frente à frente com as congregações, nós estamos frente à frente com a Igreja Católica… “Acima deste combate de um dia, não paira, mais uma vez, esse conflito formidável em que o poder espiritual e o poder temporal disputam prerrogativas soberanas, tentando, ao conquistarem as consciências, manter até ao fim a direção da humanidade?

• “Como eu dizia no início, credes que esta lei nos leva à última batalha? Mas esta é apenas uma escaramuça em relação às batalhas do passado e do futuro! A verdade é que aqui se reencontram, segundo a bela expressão do Sr. de Mun, em 1878, a sociedade baseada na vontade do homem e a sociedade baseada na vontade de Deus. Trata-se de saber se, nessa batalha, uma lei sobre as Associações vai ser suficiente para nós. As Congregações e a Igreja não vos ameaçam apenas por suas intrigas, MAS PELA PROPAGAÇÃO DA FÉ… Não temais as batalhas que se vos oferecerão, ide; e se encontrardes diante de vós essa religião divina que torna poético o sofrimento mediante promessa de reparações futuras, oponde-lhe a religião da humanidade que, ela também, torna poético o sofrimento, oferecendo-lhe como recompensa a felicidade das gerações.”

• Eis aí a questão claramente posta.

• Ouvem-se nessas palavras menos os pensamentos pessoais de Viviani do que os da seita anticristã. Ela declara lutar há séculos contra a Igreja Católica: ela se vangloria de já ter obtido que o espírito laico se insinuasse pouco a pouco nas fissuras da sociedade religiosa; diz que, no esforço feito para destruir as congregações, ela empenha apenas uma escaramuça, e que, para garantir o triunfo definitivo, ela deverá aplicar-se a novas e numerosas batalhas.

• Em seu nome, Viviani declara que na batalha atual trata-se de coisa muito diferente da “defesa republicana”, de um lado, e da aceitação da forma de governo, do outro. Eis do que se trata: “insinuar o espírito laico nas estreitezas da sociedade religiosa”, “tomar as rédeas da humanidade”, “e destruir a sociedade baseada na vontade de Deus, para construir uma sociedade nova, baseada na vontade do homem”.

• Eis por que a guerra declarada contra as congregações é apenas um alistamento. A verdadeira campanha é aquela que põe frente a frente a Igreja Católica e o Templo maçônico, isto é, a Igreja de Deus e a Igreja de Satã, conflito formidável do qual depende a sorte da humanidade. Durante o tempo em que a Igreja estiver de pé, Ela propagará a fé, Ela colocará no coração dos que sofrem – e quem não sofre? – as esperanças eternas. É somente sobre suas ruínas, pois, que se poderá edificar “a religião da humanidade, que promete a felicidade sobre esta terra”.

• A continuação da discussão, no Senado assim como na Câmara, apenas acentuou a importância dessas declarações. Algumas curtas citações mostrarão que o discurso de Waldeck-Rousseau e de Viviani têm exatamente o significado que acabamos de dar.

• Jacques Piou: “Aquilo que os socialistas querem, Viviani disse-o outro dia, sem rebuços, é arrancar as consciências do poder espiritual e conquistar a direção da humanidade”. O orador é interrompido por um membro da esquerda que lhe grita: “Não são somente os socialistas que o querem, são todos os republicanos”. Piou não o contradiz. Ele lê um discurso em que Bourgeois afirmara: “Desde que o pensamento francês se liberalizou, desde que o espírito da Reforma, da Filosofia e da Revolução entrou nas instituições da França, o clericalismo é o inimigo”. Bourgeois interrompe; Viviani replica: “A citação que fiz é exata, e Bourgeois mantém-na por inteiro. Ele a mantém porque ela constitui o fundo de seu pensamento; ela explica seu ardor em sustentar a lei sobre as associações, porque a lei sobre as associações é a vitória do espírito da Revolução, da Filosofia e da Reforma sobre a afirmação católica”.

• Na sessão de 22 de janeiro, Lasies repõe a questão em seu verdadeiro terreno, nestes termos: “Há duas frases, direi dois atos, que dominam todo este debate. A primeira frase foi pronunciada por nosso nobre colega Viviani. Ele disse: ‘Guerra ao catolicismo!’ Levantei-me e respondi-lhe: ‘Obrigado, eis o que é franqueza!’ Uma outra palavra foi pronunciada, é esta pelo digno Léon Bourgeois. A convite de Piou, Bourgeois afirmou novamente que o objetivo que ele persegue com seus amigos é substituir o espírito da Igreja, isto é, o espírito do catolicismo, pelo espírito da reforma, pelo espírito da Revolução e pelo espírito da razão.

• Quais devem ser essas medidas? Para onde devem tender? Viviane disse: “substituir a religião católica pela religião da humanidade”, ou segundoa fórmula de Bourgeois, “dar ao espírito da revolução, da filosofia e da reforma, a vitória sobre a afirmação Católica”: a afirmação Católica que mostra o fim do homem além deste mundo e da vida presente, e o espírito da filosofia e da revolução, que limita o horizonte da humanidade à vida animal terrestre. À grande questão é que essas palavras não foram pronunciadas em uma loja maçônica, mas foram foram ditas no congresso Francês, esta é uma questão que realmente deve ser levada a sério.

• Viviane ainda afirmou: ” Não estamos somente enfrentando o congresso, nós estamos face a face com a Igreja Católica”, para combatê-la, para dedicar-lhe uma guerra de EXTERMÍNIO.

• Em junho de 1903, a Verité Francaise relatava que Robótica, numa conversa íntima, falará da mesma maneira: “sei o que se prepara; conheço os detalhes as malhas da vasta rede que esta estendida. Muito bem, se a Igreja Romana escapar desta vez na França, isto será um milagre, milagre tão deslumbrante a meus olhos que me farei Católico convosco”.

• Nós vimos esse milagre no passado, e o veremos no futuro. Os jacobinos podiam crer-se muito seguros, mais seguros mesmo do sucesso do que nossos livre-pensadores; eles tiveram de reconhecer que se tinham enganado… e eles não se converteram. “Vi, disse Barruel em suas Mémoires, vi Cerutti acercar-se insolentemente do secretário do Núncio de Pio VI, e com uma alegria ímpia, com o sorriso da piedade, dizer-lhe: “Protegei bem vosso Papa; protegei bem este, e embalsamai-o bem após sua morte, porque eu vos anuncio, e podeis estar bem certo disto, não tereis outro”. Ele então não adivinhava, esse pretenso profeta, continua Barruel, que ele apareceria antes de Pio VI perante o Deus que, apesar das tempestades do jacobinismo, como apesar de tantas outras, nem por isso não estará menos com Pedro e Sua Igreja até o fim dos séculos”.

• Viviani disse que se a maçonaria queria aniquilar a Igreja, o seu objetivo era poder substituir a religião de Cristo pela religião da humanidade.

• Constituir uma nova religião, a “religião da humanidade”, é, com efeito, nós o veremos, o objetivo para o qual a franco-maçonaria direciona o movimento começado na Renascença: a libertação da humanidade.

• Numa obra editada em Friburgo, sob o título A deificação da humanidade, ou o lado positivo da franco-maçonaria, o padre Patchtler bem demonstrou o significado que a maçonaria dá à palavra “humanidade” e o uso que dela faz. “Essa palavra, diz ele, é empregada por milhares de homens (iniciados ou ecos inconscientes dos iniciados), num sentido confuso, sem dúvida, mas sempre, entretanto, como o nome de guerra de um certo partido para uma certa finalidade, que é a oposição ao cristianismo positivo. Essa palavra, na boca deles, não significa somente o ser humano por oposição ao ser bestial… ela coloca, em tese, a independência absoluta do homem no domínio intelectual, religioso e político; ela nega todo fim sobrenatural do homem, e requer que a perfeição puramente natural da raça humana seja encaminhada pelas vias do progresso. A esses três erros correspondem três etapas na via do mal: a Humanidade sem Deus, a Humanidade que se faz de Deus, a Humanidade contra Deus. Tal é o edifício que a maçonaria pretende erguer no lugar da ordem divina que é Humanidade com Deus.

• Quando a seita fala da religião do futuro, da religião da humanidade, é este edifício, este Templo que tem em mente.

• Em 1870, por volta do fim de julho e começo de agosto, realizou-se em Metz um congresso do qual participaram as lojas de Strasbourg, Nancy, Vesoul, Metz, Châlons-sur-Marne, Reims, Mulhouse, Sarreguemines, numa palavra, todo o Leste. A questão do “Ser supremo” foi colocada, e as discussões que se seguiram propagaram-se de loja em loja.

• Para resumir, o Monde Maçonnique, edições de janeiro e maio, fez a seguinte declaração: “A franco-maçonaria nos ensina que não há senão uma só religião verdadeira, e por conseguinte uma só natural, o culto da humanidade. Porque, meus irmãos, Deus, essa abstração que, erigida em sistema, serviu para formar todas as religiões, nada mais é do que o conjunto de todos nossos instintos mais elevados, aos quais demos um corpo, uma existência distinta; esse Deus é apenas o produto de uma concepção generosa, mas erroneamente, da humanidade, que se despojou em benefício de quimera”. Nada mais claro: a humanidade é Deus, os direitos do homem devem substituir os da Lei Divina, o culto dos instintos do homem deve tomar o lugar daquele rendido ao Criador, a procura do Progresso nas satisfações dadas aos sentidos deve substituir as aspirações da vida Futura.

• A Maçonaria começa a abandonar o véu e, em toda parte, celebra o seu Triunfo. Já em setembro de 1893, o Martin, que é considerado o reflexo das ideias predominantes no seio do Grande Oriente, diz francamente não dos seus artigos:

• “Pode-se afirmar, sem ousadia, que a maior parte das leis que estão subordinados os franceses — referimo-nos às grandes leis políticas — antes de aparecerem no officiel, foram estudadas pela maçonaria”.

• Acrescentava:

• “As leis sobre o ensino primário, sobre o divórcio e, entre outras, a lei sobre o serviço militar para os seminaristas alcançaram-se na rua Cadet (sede do Grande Oriente) para o palácio Bourbon: voltaram invioláveis e definitivas”.

• E concluía com este brado de triunfo:

• “Somos ainda onipotentes, mas com a condição de sintetizarmos as nossas aspirações numa fórmula. Durante 10 anos, avançamos, repetindo: ‘O clero é o inimigo!’ Temos, por toda parte, escolas leigas, os padres foram reduzidos ao silêncio, os seminaristas são soldados. Não é um resultado vulgar, para uma nação que se denomina a ‘filha predileta da igreja’. (Artigo do Marinheiro citado pela “maçonaria desmascarada; setembro 1893; Págs, 322-325).

• Na convenção de 1894, foi adotado o voto seguinte, publicado pela coleção Maçônica, página 308:

• “Todo profano admitido a receber a luz deverá antes Assumir o compromisso seguinte: seja qual for a situação política ou de qualquer outra Espécie a que possa chegar um dia, prometo pela minha honra, responder a toda convocação da Maçonaria e defender, por todos os meios ao meu alcance, todas as soluções dadas por ela às questões políticas e sociais”.

• Essa intromissão da Maçonaria nos negócios do Parlamento e o domínio exercido sobre grande número de deputados e senadores afirmou-se ainda mais, no ministério Herriot, após as eleições de 1924, nas quais resultou a vitória do Cartel.

• “Que é o Cartel? É, há mais de 30 anos e sob diferentes formas, a coalizão do partido socialista-radical e do partido coletivista S.F.I.O., aliança travada no seio da Maçonaria que é, desde 1871 a verdadeira Senhora da República.

• “O ramo radical da Maçonaria, que durante muito tempo dominou quase sozinho a grande organização Secreta, especializou-se sempre em extirpar do país o cristianismo por meio do Iluminismo ireligioso.

• Fizeram ouvir clamar que a escola leiga — aliás escola de livre pensamento — se tornou um viveiro de revoltados e fabrica, por séries, legiões de revolucionários; que a estirpação do cristianismo, por meio da escola leiga e das leis especiais contra as congregações religiosas, é a fonte da corrupção moral que penetra, gradualmente, em todas as camadas da nação e da assustadoras despovoação que nos reduziu, numéricamente, a uma nação de segunda ordem.

• ” Nada o desvia da aplicação implacável das leis ireligiosa, ditas leigas.

• “Quanto aos intuitos do partido coletivista S.F.I.O de Blum, segundo ramo da Maçonaria, com tendência a sobrepujar o ramo simplesmente socialista-radical, são bem conhecidos não é somente um partido anti-religioso, mas um partido de luta de classes, e de revolução social, que tem por objetivo a destruição do chamado regime capitalista, isto é, de propriedade individual, para substituí-lo por uma sociedade coletivista ou comunista, em que os bancos, as minas, as fábricas, os meios de transporte e as terras seriam exploradas pelo Estado proletário.

• “Ora, esse partido S.F.I.O. enviou à Câmara atual, cem deputados que concentraram sobre seus nomes, nas eleições de 1928, mil e setecentos sufrágios, sem contar com partido comunista, momentaneamente divorciado do Cartel, e que por sua vez reuniu 1.100.000 votos.

• “Eis o ponto a que chegamos.

• “E cada ano que passa agrava o perigo.

• “A cada ano que passa a escola leiga, entregue ao magistério cuja maioria professa as ideias da extrema-esquerda, prepara, para a vida pública, uma nova classe de jovens que vai engrossar as fileiras dos partidos revolucionários.

• “A cada ano que trascorre, uma nova parte dos ambientes populares é contaminada por I’Humanité e outros jornais revolucionários que podem, impunemente — como nós mesmos fazíamos no tempo do nosso iluminismo subversivo — solapar os alicerces da autoridade e as bases da sociedade.

• ” Finalmente, a cada ano que passa a natalidade diminui”.

• G. Michel publicou o livro “A ditadura da maçonaria na França” analisando as resoluções tomadas nos diferentes congressos maçônicos e, simultaneamente, a sua realização oficial, durante o ministério Herriot.

• 1ª)As lojas decretam a supressão da embaixada, junto Vaticano (boletim oficial da Grande Loja da França, Janeiro de 1923 página 39).

• 2ª) as lojas requerem a aplicação da lei sobre as congregações. (boletim oficial da Grande Loja da França, convenção de 1922, página 220).

• Primeira declaração ministerial Herriot, seguida de realização:17 de junho de 1924.

• 3ª) As lojas querem o triunfo das ideias leigas. (convenção do Grande Oriente, 1923, página 220).

• 4ª) As lojas reclamam Anistia plena e sem restrições para os condenados e os traidores, especialmente Marty, Caillaux, Malvy, Goldsky, etc., (Grande conferência na sede do Grande Oriente, Rua Cadet n°16, a 31 de janeiro de 1923 — boletim hebdomadário n°339 1923, página 13).

• 5ª) As lojas protestam contra os decretos-leis. (Grande Loja da França, fevereiro-abril de 1924, páginas 209 e 210).

• 6ª) As lojas querem o escrutínio dos distritos. (Grande loja da França, 1922, pág.287).

• 7ª)As lojas decretam a introdução do regime leigo na Alsácia-Lorena, apesar das promessas contrárias. (Convenção do Grande Oriente da França, pág. 271, 1922).

• 8ª)As lojas reclamam o estabelecimento da escola única e o monopólio do ensino. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág.265-266).

• 9ª) As lojas querem a continuação das relações com os sovietes. (Boletim oficial da Grande Loja, outubro de 1922, pág. 286).

• 10ª) As lojas querem instaurar um regime econômico, preparatório do socialismo. (Convenção do Grande Oriente da França, em 1922, pág. 246).

• 11ª) As lojas adotam uma política Colonial leiga e emancipadora. (Convenção do Grande Oriente da França, 1923, pág. 247).

• 12ª) As as lojas hostilizam o exército. (Convenção do Grande Oriente, 1922, pág. 142-143).

• 13ª) As lojas são favoráveis à reconciliação com a Alemanha e à Liga das Nações, para torná-la a internacional dos povos e a Federação Mundial. (Grande Oriente da França, 1923, pág. 97).

• Estas são etapas de um programa maçônico para o futuro que é:

• A DESTRUIÇÃO DO CATOLICISMO E O SOCIALISMO UNIVERSAL.

• Para finalizar este texto vamos mostrar as tendências atuais da maçonaria, segue um trecho de Albert Lantoine que nos mostra como ela as aplica e de que modo influencia a política francesa e mundial.

• “A instituição existe, para preparar constantemente o futuro, pelo estudo do presente, e não para impor uma ideia, pelo prestígio efêmero e sua influência.

• “Cabe às organizações profanas, mais aparelhadas do que a ordem Maçônica, a realização dessa ideia; e o seu evento ao insucesso não poderia atingir a Maçonaria, habilmente entrincheirada no seu papel especulativo. Os atos da vida pública nunca deveriam ser, para ela, um campo de ação, mas um campo de experiências, para a correção dos seus erros e o aperfeiçoamento de sua inteligência. Assim não haveria a política militante de que o Grande Oriente pretende, sem razão, se ocupar e pela qual a grande loja, contrariamente aos seus interesses bem compreendidos, tem às vezes, a fraqueza de se deixar influenciar. Haveria, apenas, política filosófica. Por este motivo, se devemos suprimir o artigo que interdiz, nas lojas, as discussões sobre a própria vida do país, devemos conservar zelosamente (Pois é a própria base da nossa instituição) o que só se preocupa com a sinceridade e a lealdade dos postulantes, sem averiguar as suas opiniões. Porque — note-se a desastrosa contradição — ousa-se escrever que se interdizem os assuntos políticos e, na prática, rejeita-se sistematicamente um Republicano demasiado tíbio ou um católico.

Bibliografia: conjuração anticristã, Monsenhor Delassus. As forças secretas da revolução, Léon de poncis








 
 
 

A REVOLUÇÃO FRANCESA E A REFORMA PROTESTANTE, ERA DAS LUZES OU TREVAS?

É preciso mentir como um demônio, escrevia Voltaire: não timidamente, nem só temporariamente,mas sempre e com audácia” (Carta a Theriot).

Para entender melhor a relação entre reforma protestante, renascença e maçonaria eu indico ler um outro texto meu de título “A REFORMA PROTESTANTE FILHA DA RENASCENÇA”.

O papel revolucionário da maçonaria consiste mais em criar o estado de ânimo revolucionário do que em agir diretamente.

Vou citar, como prova, através deste texto bem resumido alguns textos maçônicos, e palestras dadas por alguns maçons, que foram registradas dentro da história:

“À República francesa, filha da Maçonaria francesa, à república Universal do Futuro, filha da Maçonaria Universal…” >>( Brinde do presidente do Grande Oriente em 1923. Convenção do Grande Oriente 1923 página 403).

“Quando consideramos o trabalho realizado, temos o direito de nos orgulharmos da nossa propaganda. Sabemos perfeitamente que a tarefa ainda está incompleta; mas que são dois séculos, na vida da humanidade?”

“Dois séculos depois do seu aparecimento, o próprio cristianismo não parecia ter correspondido à esperança dos seus profetas e, contudo, acabou dominando o mundo ocidental”.

“Dar-se-á o mesmo com a Maçonaria, porque, com o progresso constante da instrução e da ciência que matam os deuses e as superstições, ela aparecerá, cada vez mais, como a única religião Divina dois homens”.

“Não temos o direito de desanimar, porque o nosso segredo continua sendo o que revelava um curioso livrinho, hoje esgotado, publicado em Bruxelas em 1744, A Maçonaria ou a revelação dos mistérios dos maçons por Mim, consiste em edificar, insensívelmente, uma república Universal e democrática que terá como rainha a razão e como Supremo conselho, uma assembleia de sábios…”>>( Albert Lantoine, Hiran aí jardim des Oliveira, pág.30-32, Paris, 1928).

A MAÇONARIA E A REVOLUÇÃO DE 1789

De todos os historiadores clássicos que atuaram na Revolução, e deram continuidade às suas ideologias, nenhum deles menciona o papel que a Maçonaria desempenhou na revolução.

É sabido que alguns, muito raros, souberam a verdade, e por termo ou por interesse, conservaram-se sob silêncio.

Pouquíssimos falaram: foram considerados visionários. Muitos dentre eles — que destacamos como pessoas sinceras — perceberam que as manifestações revolucionárias de 1789 não eram inteiramente espontâneas. Presentiram um impulso secreto, sem poder descobrir a origem.

Na época atual, a maçonaria reconhece abertamente a revolução francesa como obra sua.

Na câmara dos deputados, na sessão de 1 de julho de 1904, o marquês de Rosanbo pronunciou as seguinte palavras:

“A Maçonaria trabalhou em surdina, mas de uma maneira constante, para preparar a revolução”.

Junel —”efetivamente orgulhamo-nos disto”.

Alexandre Zévaès — “É o maior elogio que V.Sª Só pode fazer”.

Henri Michel (Bocas do Ródano)—”Eis a razão pela qual vossa senhoria e os seus amigos a detestam”.

Mas Rosanbo — “Estamos, pois, perfeitamente de acordo sobre este ponto: a Maçonaria foi a única autora da revolução e os aplausos que recebo da esquerda e aos quais estou pouco habituado, provam senhores, que reconheceis comigo que ela fez a revolução francesa”.

Junel — “fazemos Mais Do Que reconhecê-lo: proclamamo-lo”.

O plano maçônico foi o seguinte:

É preciso destruir a civilização cristã no mundo. O ataque deve começar pela França que é a sua representante mais poderosa; é preciso aniquilar o que constitui a sua força: a monarquia e o catolicismo. Privada destas bases, a ordem social ficará indefesa e será possível abolir a Hierarquia, a disciplina, a família, a propriedade, a moral.

Como a Maçonaria não pode entrar em luta aberta com a igreja, atacará os seus esteios naturais: a monarquia e a nobreza; Portanto o seu sentido e contigo não é só político, mas essencialmente social e religioso, desde que a civilização ocidental tem por base a doutrina e a disciplina Cristã.

Abolição da monarquia por direito divino era a condição do êxito do plano inteiro. A revolução que aceleram ter sido feita pelo povo foi, na realidade, praticada contra ele. A monarquia e à nobreza não foram aniquiladas, porque oprimiam a França, mas, pelo contrário, porque a protegiam demais.

Esse plano foi traçado minuciosamente e por escrito, pela mão de Weishaupt, chefe da seita maçonica dos iluminados, eram visíveis no arquivo de Munique. (Esses documentos foram reproduzidos, em parte, pelo Padre barruel, em seu livro Memoires pour servir a l’histoire du jacobinisme, 1798, e mais recentemente, na Conjuração anticristã de Monsenhor Delassus,1910. Veja também Le Forestier, Les iluminès de Bavière, 1914 e N. H webster, the world Revolution, 1922).

Segundo Colorido d’ Herbois, o princípio geral é: “tudo é lícito para a Vitória da revolução”.

Essa força misteriosa que dirigia o ataque espalhava algumas ideias belas e sublimes, Na aparência, mas que eram, na realidade, uma arma terrível de destruição. Além disto, teve a seu serviço o verdadeiro gênio da fórmula: o essencial é dizer as massas a frase exata, sonora e cheia de Belas promessas; pode ser depois fazer o contrário do que se promete, que não terá mas nenhuma importância. Sirvam de exemplos as três palavras de origem maçônica: liberdade, igualdade, fraternidade, que serviram para destruir a França.

Resumindo: a revolução de 1789 não foi o movimento espontâneo de revolta contra a tirania do antigo regime, nem um impulso sincero e entusiástico a favor das ideias novas de liberdade, igualdade e fraternidade, como se desfazer acreditar. A Maçonaria foi a inspiradora do movimento. Se não criou completamente a nova doutrina, cuja origem provém da reforma, colaborou os princípios de 1789, difundidos nas massas e contribuiu ativamente para sua realização.

Vamos fazer agora conhecer a preparação revolucionária dois enciclopedistas. O que se ignora é o papel preponderante que a maçonaria desempenhou em toda a revolução. Vamos ver o testemunho do maçom Bonet, orador da convenção do Grande Oriente da França em 1904:

” No século XVIII a gloriosa casta 2 enciclopedistas encontrou nos nossos tempos um auditório fervoroso que, o único naquela época, invocava a radiosa divisa, ainda desconhecida das multidões: “liberdade, igualdade e fraternidade”. A semente revolucionária germinou depressa nesse meio seleto. Os nossos ilustres irmãos d’Alembert, Diderot, Helvétius, d’Holbach, Voltaire, Condorctet relataram a evolução dos espíritos, prepararam a NOVA ERA. E, quando a Bastilha desmoronou, coube à Maçonaria a suprema honra de outorgar à humanidade a carta que, com tanto carinho elaborara.

Foi o nosso irmão de La Fayette quem primeiro apresentou ‘o projeto de uma declaração dos direitos naturais do homem e do cidadão vivendo em sociedade’, que forma o primeiro capítulo da Constituição.

A 25 de agosto de 1789, a constituinte, que contava, entre seus membros, mais de 300 maçons, adotou definitivamente e quase palavra por palavra, tal como fora longamente estudado nas lojas, o texto da Imortal Declaração dos Direitos do Homem. Naquela hora decisiva para civilização, a Maçonaria francesa representou a consciência Universal e não cessou, depois, de contribuir com o resultado das lentas elaborações das suas lojas para as improvisações e as iniciativas dos constituintes”.

Entre os documentos que atestam ação revolucionária da maçonaria, os mais completos são os dois iluminados.

Observamos quê em circunstâncias diversas o governo da base área mandou apreender, em Munique, o arquivo da seita do Iluminismo, a 11 de outubro de 1786. O chefe Weishaupt conseguiu fugir. Da perseguição Uberaba que resultou o descobrimento de um minucioso plano de revolução Mundial. (Todos os documentos foram reunidos sob o título de escritos originais da ordem e da seita dos iluminados e publicados por A. François, tipografia da corte, em Munique, 1787.

A alma da sociedade era o seu chefe, Weishaupt. Na sua histoire de la révolution, Louis Blanc, revolucionário bastante puro para que não seja possível duvidar das suas palavras, assim lhe caracterizou a ação:

“Conseguir simplesmente pela atração do mistério, única força da sociedade, submeter a mesma vontade e animar com a mesma ideia milhares de homens, em várias regiões do mundo e principalmente na Alemanha e na França, transformar esses homens em seres inteiramente novos, por meio de uma educação lenta e gradual, tornando-se obediente até ao delírio e á morte a chefe invisíveis e ignoradas, influir secretamente com peso de semelhante Região sobre os corações, circundar os soberanos, dirigir, sem que percebam, os governos elevar a Europa inteira ao ponto de aniquilar toda superstição (leia-se religião cristã) de derrubar toda monarquia, de declarar injusto qualquer privilégio de nascença e de abolir o próprio direito de propriedade: tal foi o plano gigantesco do Iluminismo”.

Para passar da preparação à atividade, trabalho de organização e de concentração maçônica. Para este fim, instalou-se em Wilhelmsbad, perto de Frankfurt, em 1784, congresso maçônico europeu no qual os iluminados tiveram um papel preponderante e em que foi posta em discussão A Marcha da obra e, segundo alguns autores, a morte de Luís XVI e de Gustavo III da Suécia.

Temos sobre este ponto os testemunhos particulares de mirabeau, no conde de Haugwitz, do conde de Virieu, do Reverendo P. Abel, etc.

No Congresso de Verona em 1822, o delegado da Prússia, Conde Haugwitz, leu um relatório em que confessava ter sido maçom e encarregado das reuniões maçônicas em diversos países. ( O escrito desse estadista foi publicado pela primeira vez em Berlim, no ano de 1840 na obra intitulada Dorrev’s Denkschiften und Briefe zur Charakteristik der welt Endereço Literatura, [vol.IV, pág. 211-221].

Eis um trecho do seu relatório:

“Foi em 1777 que me incumbi da direção das lojas da Prússia, da Polônia, e da Rússia.

Frequentando as adquire a firme convicção de que tudo quanto aconteceu na França desde 1788, Ou seja a revolução francesa, inclusive o assassinato do Rei com todos seus horrores, não só fora resolvido naquela época, mas fora preparado com reuniões, instruções, juramentos e indícios que não permitem a mínima dúvida, acerca da Inteligência que tudo preparou e dirigiu”.

O Conde de virieu Fora delegado em Wilhelmsbad, como representante da loja maçônica dos cavaleiros benfeitores de Lião. Depois do seu regresso a Paris, atemorizado pelo que soubera, declarou:

“Não vos direi os segredos de que sou portador, mas jogo podemos adiantar que se está tramando uma Conjuração tão bem urdida e tão profunda, que dificilmente a religião e o governo deixaram de sucumbir”.

O Reverendo P. Abel, filho do ministro da Baviera, numa conferência em Viena, por ocasião da Quaresma de 1898, pronunciou estas palavras:

pronunciou estas palavras:

“Em 1784, houve, em Frankfurt, uma reunião extraordinária da Grande Loja eclética. Um dos membros por pois a votação da sentença de morte de Luiz XVI, rei de França, e de Gustavo III, rei da Suécia. Esse homem era meu avô”.

Um jornal O Judeu a nova Imprensa Livre censurou o orador porque assim diz considerado a sua família na conferência seguinte o P. Abeu declarou:

“Antes de morrer, meu pai determinou, como última vontade, queria aplicar-se em reparar o mal que ele e os nossos parentes tinham praticado. Se eu não tivesse de executar essa prescrição do testamento de meu pai, datado de 31 de julho de 1870, não diria essas palavras que pronunciei”.

Copin Albancelli, na sua obra Le pouvoir occulte contre la France (o poder oculto contra a França),analisa, nestes termos, o estudo de Cochin e Charpentier:

“Esses dois escritores estudaram os documentos dois arquivos municipais e nacionais de 1788 e 1789, Nos quais encontraram inúmeros vestígios da são maçônica. Para exemplificar, diremos que se aplicaram de maneira especial ao estudo Eleitoral de 1789 na Província de Borgonha, e aqui está transcrito o resultado desse estudo:

Verificaram que as principais petições contidos nos cadernos desta província não tinham sido redigidos pelos Estados nem pelas corporações da região, mas por uma insignificante minoria, por um reduzido grupo composto de uma dúzia de membros, médicos, cirurgiões, procuradores e advogados. Esse grupo não só redigia as proposições, mas manobrava, para que fossem aceitas sucessivamente por todas as corporações; usava astúcias e subterfúgios, para atingir os seus fins; e, quando não os alcançava, chegava ao ponto de falsificar os votos adotados.

“Não é tudo: verificaram mais que, os documentos provenientes desse grupo em ação na Borgonha, era empregada uma gíria que agora conhecemos perfeitamente a gíria maçônica. E, finalmente, para completarem a sua demonstração, os nossos dois autores, estendendo as suas pesquisas, encontraram processos análogos aplicados em outras províncias, as mesmas insignificantes minorias, formadas de elementos semelhantes, agindo em toda parte do mesmo modo, obedecendo, portanto, à mesma ordem, empregando essa mesma gíria tão especial e tão fácil de reconhecer e provando por conseguinte, que essa ordem emanava da maçonaria. De modo que — concluem Cochin e Charpentier — de 1787 a 1795 nenhum movimento — excedo o da Vendéia — foi propriamente popular, mas todos foram decididos, organizados, determinados em todos os seus detalhes pelos chefes de uma organização Secreta, agindo, em toda parte, ao mesmo tempo e com os mesmos métodos e fazendo executar, em todos os lugares, a mesma ordem”.

A obra do maçom Gastão Martins fornece sobre o papel preparatório da revolução desempenhado pela maçonaria uma série clara e copiosa de documentos. Este autor acusa de marfim todos os adversários da maçonaria. Isto corta qualquer discussão. ” A Maçonaria não é subversiva, afirma ele; respeita o rei, a religião e as leis. Todavia, convém acrescentar que esse respeito não é passivo. As leis são respeitáveis, mas não são intangíveis” (pág.43). Como espíritos esclarecidos que se orgulham de ser, os Maçons reservam-se o direito de alterar as leis e efetivamente propagam princípios que tem por objeto a sua destruição.

Tudo isto não passa de um jogo de palavras; restam os fatos, sobre os quais todas as opiniões coincidem.

A Maçonaria proclama e difunde em grupo sistema de ideias políticas e religiosas que constituem uma civilização diferente e radicalmente opostas à antiga. Para a Maçonaria, ela é, por definição, superior; portanto a maçonaria é uma força construtora.

Nós a julgamos, pelo contrário, perigosa e maléfica e como, para estabelecer essa nova civilização, é indispensável destruir primeiro a outra, temos o direito de afirmar que a Maçonaria é uma força destrutiva.

G. Martin estuda a ação da maçonaria francesa no período preparatório da revolução.

1ª) A elaboração da doutrina revolucionária

2ª) A propagação da doutrina.

3ª) O papel ativo da maçonaria.

Bibliografia: A conjuração anticristã, Monsenhor Delassus As forças secretas da revolução, Léon de poncis

 
 
 

MAÇONARIA





: LIBERDADE FRATERNIDADE, IGUALDADE, PARA OS CRISTÃOS A MORTE

Parte II

O termo “moderno” já era usado na Filosofia Medieval, mas o conceito de modernidade veio de duas noções fundamentais relacionadas – a ideia de progresso e a valorização do indivíduo, que são decorrentes de fatores históricos como:

O Humanismo Renascentista (século XV); A Revolução Científica (século XVII); A Reforma Protestante (século XVI).

O primeiro fator histórico que já falamos é o Humanismo Renascentista do século XV.

O conceito de Renascimento abrange os séculos: XV e XVI, que foi o período histórico intermediário entre o medieval e o moderno. Podemos dizer que o traço mais característico desse período foi o humanismo. Um dos principais pontos de partida do humanismo foi o grande Concílio Ecumênico de Florença, em 1431.

O humanismo teve também uma grande importância na política. As partes centrais do ideário humanista tratam da rejeição da tradição escolástica em favor de uma recuperação da natureza humana individual, ponto de partida de uma nova ordem. O principal pensador político mais original desse período foi sem dúvida Nicolau Maquiavel (autor de O Príncipe, publicado em 1532).

PROTESTANTISMO

No século seguinte, a Guerra dos Trinta Anos opõe católicos e protestantes por toda Europa.

A ética protestante, principalmente calvinista, proporcionou grande desenvolvimento econômico da Europa, permitindo a acumulação do capital.

Calvino em suas cartilhas orientava os protestantes que não parassem para beber nas tabernas, pois eles gastariam o dia de trabalho com cerveja, era melhor economizar e fazer uma poupança para poder gastar com as novidades da modernidade, daí que surge o conceito puritano de não poder beber, além de orientar aos trabalhadores que começassem à trabalhar antes do Sol surgir, isso para que seus credores Judeus ouvissem o barulho dos martelos bem cedo e tivessem certeza que seriam pagos, estes relatos você pode encontrar em “A ética Protestante e o espírito do capitalismo, Max Weber”.

Revolução científica

Além do Humanismo Renascentista e da Reforma Protestante, a Revolução Científica também contribuiu para o conceito de modernidade.

A Revolução Cientifica moderna teve seu ponto de partida na obra de Nicolau Copérnico, através de cálculos dos movimentos por meio dos corpos celestes.

paganismo modernista





A civilização cristã procede de uma concepção de vida diversa da que deram origem a civilização pagã.

Podemos afirmar que o paganismo foi um fator que levou o gênero humano há de cair na situação em que o pecado original colocará disse ao homem que ele estava sobre a terra Para fluir a vida e os bens deste mundo e oferece O Pagão não adiciona não buscava Nada Além disso e a sociedade pagam estava constituída para oferecer-lhe esses bens tão abundantes e esses Prazeres tão refinado ou também tão grosseiros quanto possam ser para aqueles que desejam a civilização antiga nasceu deste princípio todas as suas instituições dele decorriam sobretudo as duas principais a escravidão e a guerra. É bem áudio que podemos traçar um paralelo entre o paganismo a Igreja Católica destruiu e o novo paganismo que nasceu com a Renascença ganhou força com a reforma protestante e a Revolução Francesa deu um impulso sobre-humano e continua dando até os nossos dias trazendo o que eles chamam de uma nova humanidade uma nova ordem.

O aparecimento do cristianismo fez o homem compreender que devia procurar em outra direção a felicidade por necessidade não acessa de ator No Natal ele destruiu a noção que O Pagão criar WhatsApp sem o Divino Salvador ensinou-nos por sua palavra que sua Dill nos por sua morte e ressurreição e a vida presente é uma vida ela não é A VIDA para Qual seu pai nos destinou.

A vida presente não é senão a preparação da vida eterna. Aquela é o caminho que conduz a esta. Nós estamos in via, diziam os escolásticos, caminhando ad terminum, na estrada para o céu. Os sábios de hoje exprimiriam a mesma ideia, dizendo que a Terra é o laboratório no qual se formam as almas, no qual se recebem e se desenvolvem as faculdades Sobrenaturais que o Cristão, após a morte gozará na morada Celeste. Como a vida embrionária no seio materno: ela é também uma vida, mas uma vida em formação, na qual se elaboram os sentidos que deverão funcionar na estrada e terrestre: os olhos que contemplarão a natureza, o ouvido que recolher as suas harmonias, a voz que a isso misturará seus cantos etc.

No céu veremos Deus Face a Face Esta é a grande promessa que nos foi feita toda a religião católica está baseada nela e no entanto nenhuma natureza criada É capaz dessa visão.

Assim são as coisas. Eis o que Jesus fez a respeito do que Ele veio informar o gênero humano. Desde então a concepção da vida presente foi radicalmente alterada.

O homem não estava mais sobre a terra para GOZAR e MORRER, mas para se preparar para a vida do alto e merecê-la.

GOZAR E MERECER, são as duas palavras que caracterizam, que separam, que opõe as duas civilizações.

Isto não significa que desde o momento em que o cristianismo foi pregado os homens não pensaram em mais nenhuma outra coisa que não fosse a sua Santificação.

Eles continuaram a perseguir as finalidades secundárias da vida presente, e a cumprir, na família e na sociedade, as funções que elas requerem e os deveres que elas impõem.

Ademais, a Santificação não se opera unicamente pelos exercícios espirituais, Mas pelo cumprimento de todo dever de estado, por todo ato feito com pureza de intenção. “Tudo quanto fizerdes, diz o apóstolo São Paulo, por palavras ou por obras, fazei-o em nome de nosso Senhor Jesus Cristo… trabalhai para agradar a Deus em todas as coisas, e dareis frutos em Toda boa obra” (Colossenses 1, 10 e 3, 17).

A Renascença, ponto de partida da civilização moderna

Na sua admirável introdução à Vida de Santa Elizabeth, Montalembert diz que o século XIII foi — pelo menos no que concerne ao passado — o apogeu da civilização cristã: “talvez jamais a esposa de Cristo tenha reinado com um império tão absoluto sobre o pensamento e sobre o coração dos povos… Então, mais do que em qualquer outro momento desse combate, o amor de seus filhos, sua dedicação Sem Limites, sua quantidade e sua coragem a cada dia crescentes, os santos que ela via eclodir diariamente entre eles, ofereciam a essa mãe imortal forças e consolações das quais ela não foi cruelmente privada senão depois de muito tempo. Graças a Inocêncio III, que continua a obra de Gregório VII, a cristandade é uma vasta unidade política, um reino sem fronteiras habitado por múltiplas raças. Os senhores e os reis tinham aceitado a supremacia pontifícia. Foi preciso que viesse o protestantismo para destruir essa obra.

Mas, antes do protestantismo, um primeiro golpe foi dado na sociedade Cristã, a partir de 1308. O que constituía a força dessa sociedade era, como diz montalembert, a reconhecida e respeitada autoridade do soberano pontífice, o chefe da cristandade, o regularizador da civilização cristã. Essa autoridade foi contraditada, insultada e quebrada pela violência e astúcia do Rei Felipe IV, na perseguição que dirigiu contra o Papa Bonifácio VIII; ela também foi diminuída pela complacência de Clemente V em relação a esse mesmo Rei, que chegou até a mudar a sede do papado para Avignon não em 1305. Urbano VI só voltaria Roma em 1378. Durante esse longo exílio, os Papas perderam boa parte de sua independência e seu prestígio encontrou-se singularmente enfraquecido. Quando retornaram a Roma, após 70 anos de ausência, tudo estava pronto para o grande cisma do Ocidente, que iria durar até 1416, e que por um momento decapitou o Mundo Cristão.

Desde então, a força começou a crescer sobre o direito, como antes de Jesus Cristo. As guerras retomaram o caráter pagão de conquista e perderam o caráter de libertação. A “filha primogênita” (França), que tinha esbofeteado sua mãe em Anagni, foi a primeira a sofrer as consequências de sua prevaricação: Guerra dos Cem Anos, Crécy, poitiers, azincourt. Em nossos dias, para não falar do que precedeu, a ocupação de Roma, a ampliação da Prússia às custas de seus vizinhos, a impassibilidade da Europa diante do massacre dos cristãos pelos turcos, e a imolação de um povo à cobiça do império britânico: tudo isso é muito pagão.

A Renascença se produziu numa época de moleza, de decadência quase geral da vida religiosa, período lamentável cujas características são, a partir do século XIV, o enfraquecimento da autoridade dos papas, a invasão do espírito mundano no clube, a decadência da filosofia e da teologia escolástica, uma espantosa desordem na vida política em civil. Nessas circunstâncias se colocavam sob os olhos de uma geração intelectual e fisicamente sobre excitada, doentia sob todos os aspectos, as deploráveis lições contidas na literatura antiga.

“Sob a influência de uma admiração excessiva, Poderíamos dizer doentia, pelos Encantos dos escritores clássicos, arvorava-se francamente o estandarte do paganismo; os seguidores dessa reforma pretendiam modelar tudo exatamente como na antiguidade, os costumes e as ideias, restabelecer a preponderância do Espírito Pagão e destruir radicalmente o estado de coisas existentes, considerado por eles como uma degenerescência.

“A influência desastrosas exercida na moral pelo humanismo fez-se igualmente sentir cedo e de maneira assustadora no domínio da religião. Os seguidores da Renascença pagã consideravam sua filosofia antiga e a fé da igreja como dois mundos inteiramente dinstintos e sem nenhum ponto de contato”.

Eles queriam que o homem tivesse a felicidade na terra, isso foi proposto pelo iluminismo, o comunismo, é hoje pela pós modernidade, sabemos exatamente onde isso nos leva, eles ensinam que todas as suas forças toda sua atividade fossem empregadas para buscar a felicidade temporal; dizendo que o dever da sociedade era o de se organizar de tal maneira que ela conseguisse chegar a oferecer a cada um o que pudesse satisfazer e volta todos os desejos em todos os sentidos.

Nada de mais oposto à doutrina e a moral Cristã.

Os antigos humanistas, diz Jean Jansen, não tinham menos entusiasmo pela herança grandiosa legada pelos povos da antiguidade do que tiveram mais tarde os seus sucessores. Antes destes, eles tinham visto no estudo da antiguidade um dos mais poderosos meios de Educar com sucesso a inteligência humana. Mas no seu pensamento os clássicos gregos e latinos não deveriam ser estudados com objetivo de alcançar, com eles e por eles, o fim de toda educação, eles entendiam dever colocá-los a serviço dos interesses cristãos; desejavam antes de tudo chegar, graças a eles, a uma compreensão mais profunda do cristianismo e à melhoria da vida moral. mas pelos mesmos motivos os padres da igreja tinham recomendado e encorajado o estudo das línguas antigas. A luta não começou e não se tornou necessária senão quando os jovens humanistas rejeitaram toda a antiga ciência teológica e filosófica por serem bárbaros, pretenderam que toda noção científica está contida unicamente nas obras dos antigos, entraram em luta aberta com a igreja e o cristianismo, e muito frequentemente lançando um desafio à moral.

O mesmo aconteceu com os artistas. A igreja, diz o mesmo historiador, colocara a arte a serviço de Deus, chamando artistas para cooperarem na propagação do reino de Deus sobre a terra e convidando-os a anunciar o evangelho aos pobres. Os artistas, respondendo fielmente a esse apelo, não erguiam o Belo sobre um altar para dele fazer um ídolo, adorado por si mesmo, mas trabalhavam “para a glória de Deus”. Através de suas obras de arte eles desejavam despertar e aumentar nas almas o desejo e o amor dos bens celestes. Enquanto a arte conservou os princípios que a trouxeram à luz, manteve-se em constante progresso.

Mas na medida em que se evanesceram a fidelidade e a solidez dos sentimentos religiosos, ela viu escapar-lhe a inspiração. Mas ela olhou para as divindades estrangeiras, mais ela quis ressuscitar e dar uma vida artificial ao paganismo, e mais também viu desaparecer sua força criadora, sua originalidade; ela caiu enfim numa secura e numa aridez completa.

Sob a influência desses intelectuais, a vida moderna tomou uma direção inteiramente nova, que foi o oposto da verdadeira civilização. Porque, Como disse muito bem Lamartine:

“Toda civilização que não vem da ideia de Deus é falsa.

“Toda a civilização que não entende a ideia de Deus é curta.

“Toda a civilização que não é penetrada da ideia de Deus é fria e vazia.

“A Última expressão de uma civilização perfeita é Deus melhor visto, melhor adorado, melhor servido pelos homens”.

 
 
 
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