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Porquê sofrer pela Sagrada Tradição?

Novembro 24, 2021

Como católico tradicionalista, perguntam-me frequentemente porque é que me dou ao trabalho de continuar a ser tradicionalista. Por que saio da cidade para a Missa Tradicional, quando o Novus Ordo está muito mais perto? Por que acredito que o catolicismo é a única religião verdadeira, fora da qual ninguém será salvo? Por que jejuo de carne às sextas-feiras? Porque é que rejeito o Concílio Vaticano II? Porque é que sou tão rígido? Por que não fico com os tempos?

Acompanhar os tempos seria uma cruz tão leve. Tenho amigos liberais e familiares que amam o Papa Francisco, assim como o Presidente pró-escolha Joe Biden, que é definitivamente o católico mais devoto que o Mundo alguma vez verá! Eu estaria tão perdido sem os lembretes amigáveis que, se discordar do Papa, então não é católico. Mas isso não me deve preocupar de todo, porque Francisco ainda diz que “o bom Deus salvará toda a gente”. Poderia ser muito mais feliz se apenas concordasse com ele.       

Se eu obedecesse a Traditionis Custodes e fosse ao Novus Ordo, não teria de procurar sacramentos de sacerdotes canonicamente irregulares. Pouparia dinheiro em missais em latim-inglês, uma vez que o sacerdote me diz a missa em inglês. Não há necessidade de ser rígido e reverente quando estamos apenas a ter uma refeição comunitária com os amigos. Não é que isto seja o Sacrifício do Calvário nem nada, certo?      

Por mais tentador que possa ser para mim calar-me, sei que há uma razão para eu resistir.      

Se o grande Santo Atanásio tivesse deixado os seus companheiros bispos empurrar a heresia ariana, eles nunca o teriam enviado para o exílio, mas Deus tê-lo-ia feito. A Tradição disse-lhe que Jesus Cristo é divino, mesmo que alguns na hierarquia dissessem o contrário. Foi por isso que escreveu: «Mesmo que os católicos fiéis à Tradição sejam reduzidos a um punhado, são eles que são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo».            

Com isto em mente, os tradicionalistas devem lembrar-se que a essência da Tradição Católica é mais profunda do que a nostalgia litúrgica; é a própria Fé. Se as mudanças na igreja conciliar não ameaçam a Fé católica, estamos a desperdiçar o nosso tempo resistindo-lhes. São Paulo diz-nos: «Portanto, irmãos, estai firmes e conservai as tradições nas quais fostes instruídos por nós, por palavra ou por carta» (2 Ts 2, 15). O Segundo Concílio de Niceia dá-nos a mais severa advertência de que «se alguém rejeitar qualquer tradição eclesiástica, escrita ou não escrita, seja anátema».

Por conseguinte, sofremos pela Sagrada Tradição porque as nossas almas sofreriam eternamente sem ela. Foi por Tradição que recebemos a Fé Católica e é por Tradição que a entregaremos aos nossos filhos. O Papa não está acima da Fé que lhe compete transmitir, especialmente se não a transmitir. Nas palavras do santo Arcebispo Marcel Lefebvre, «nenhuma autoridade, nem mesmo a mais alta da hierarquia, pode forçar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa Fé Católica, tão claramente expressa e professada pelo Magistério da Igreja durante dezanove séculos».  

FONTE: DIES IRAE / Dean Barker

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O demônio existe: os testemunhos da Tradição

Ante a negação gratuita da existência do demônio reafirmamos – com a Igreja – que ele realmente existe. É um anjo que Deus criou bom, mas se perverteu pelo pecado (cf. Carta de S. Leão, Papa, ao Bispo de Astorga, ano 447, in Justo Collantes, SJ. La fé de la Iglesia católica: las ideas e los hombres en los documentos doctrinales del Magisterio. 3ª ed. Madri: BAC, 1983, p. 147-148, n. 199). Vejamos o testemunho da Tradição.

Diga-se, logo, que “a Tradição Apostólica é a transmissão da mensagem de Cristo, realizada desde as origens do cristianismo, mediante a pregação, o testemunho, as instituições, o culto, os escritos inspirados. Os Apóstolos transmitiram aos seus sucessores, os Bispos, e, através deles, a todas as gerações até ao fim dos tempos, tudo o que receberam de Cristo e aprenderam do Espírito Santo” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica n 12; cf. Jo 20,30-31).

São Vicente de Lérins († 450) diz: “Quem quiser descobrir as fraudes dos hereges nascentes, evitar seus laços e permanecer íntegro na sadia fé, há de resguardá-la, sob o duplo auxílio divino: primeiro, com a autoridade da Lei Divina e segundo com a Tradição da Igreja Católica”. Para tanto, importa “que nos atenhamos ao que, em toda a parte, sempre e por todos foi professado como de fé” (Commonitorium, 2).

A Constituição Dogmática Dei Verbum (1965), por sua vez, assevera que “o ensinamento dos santos Padres testemunha a presença vivificadora desta Tradição, cujas riquezas se transfundem na prática e na vida da Igreja crente e orante” (n. 8). Ora, os Padres da Igreja – homens que, nos primeiros 8 séculos da Igreja, muito ajudaram na formulação da reta fé – também escreveram sobre o demônio. Citemo-los.

São Justino Mártir († 165) diz: “Todo demônio é exorcizado, vencido e submetido no nome daquele que é o Filho de Deus e primogênito de toda criatura, nascido por meio de uma Virgem e que se tornou homem sujeito ao sofrimento, crucificado sob Pôncio Pilatos pelo vosso povo, morto e elevado aos céus” (Diálogo com Trifão 85,2). Hipólito de Roma († 236) afirma que, durante o Batismo, “após a renúncia de cada um, unja-o com o óleo do exorcismo, dizendo-lhe: ‘Afaste-se de ti o espírito impuro’ (Tradição Apostólica, 46).

Santo Ambrósio de Milão († 397) escreve: “O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do Diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio: ‘Se Deus é por nós, quem será contra nós?’ (Rm 8,31)” (Vida de Antão, 42).

Dando um passo além, chegamos à Idade Média. Aí, São Tomás de Aquino († 1274) escreve: “Deus permite ao Diabo enganar certas pessoas em certos tempos e lugares, por uma razão oculta dos seus juízos. Mas sempre, pela Paixão de Cristo, está preparado aos homens o remédio para se defenderem das perversidades dos demônios, mesmo no tempo do Anticristo. E o fato de alguns descuidarem de servir-se desse remédio em nada faz diminuir a eficácia da Paixão de Cristo” (Suma Teológica III a, q. 49, a 2, ad. 3).

São Boaventura († 1274), contemporâneo de São Tomás, registrou o seguinte: “A crueldade do Diabo é tal que ele nos devoraria a qualquer momento se o poder divino não nos protegesse” (Diaeta salutis, VII, cap. 1).

São João Maria Vianney († 1859) escreve que “o demônio tenta principalmente as almas belas. Sempre que prevê que alguém fará o bem, redobra seus esforços. Os maiores santos foram os mais tentados” (George Huber. O diabo hoje. São Paulo: Quadrante, 1999, p. 51). São João Paulo II († 2005), em fevereiro de 2004, recordou – entre tantas vezes – que o próprio Cristo combateu Satanás. “Somos chamados a uma luta decidida contra o diabo. Só assim, com renovada visão da vontade de Deus, podemos ser fiéis à vocação cristã de ser testemunhas do Evangelho” (O papa que enfurece o diabo: São João Paulo II fez exorcismo dentro do Vaticano, Aleteia, 26/10/2016, online).

Eis o que a Igreja sempre ensinou (aqui vai apenas uma pequena amostra) sobre a existência e ação do demônio. Não é lícito nem sábio falar demais dele, assim como é errôneo não falar, pois ele existe e age – sobretudo disfarçado – para perder as almas.

Peçamos, pois, que Deus nos guarde sempre do Mal. Amém.

FONTE: https://pt.aleteia.org/2021/03/21/o-demonio-existe-os-testemunhos-da-tradicao/

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