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  • ROGER SCRUTON, A HERANÇA DE UM CONSERVADOR CRIATIVO – Luca Marcolivio

    Paris, maio de 1968. Da janela de seu apartamento no Quartier Latin, um doutorando inglês de 24 anos observa o tumulto dos protestos estudantis. “Minha experiência em Paris em 1968 — escreveu anos depois — me persuadiu de que a política revolucionária inevitavelmente leva ao niilismo e a um mundo fragmentado pela suspeita e pelo ressentimento”. Aquele jovem intelectual entendeu que era melhor “conservar as coisas do que derrubá-las”. Esse homem era Roger Scruton (1944-2020), o maior intelectual conservador britânico na virada do século. Há quem o chame de “o último dos humanistas”, alguns de “filósofo da beleza”, outros de “polemista brilhante”. Entre os opositores, há aqueles que o chamaram de “filósofo controvertido”, outros de “simpático conservador”. Para além dos rótulos, Scruton é sem dúvida uma figura cujo pensamento será útil levar em consideração daqui para a frente. Um grupo de intelectuais conservadores italianos decidiu dedicar um valioso e denso ensaio a Scruton, escrito a várias mãos ( Roger Scruton. Vida, Obras e Pensamento de um Conservador , Giubilei Regnani, 2021), organizado por Luigi Iannone e Gennaro Malgieri, que resume de forma abrangente todos os aspectos da produção scrutoniana, em todos os âmbitos intelectuais percorridos pelo filósofo britânico: a política , arte, religião, meio ambiente. Além dos editores, contribuíram para o volume Federico Cenci, Renato Cristin, Christopher Fear, Luca Fumagalli, Francesco Giubilei, Giancarlo Ianulardo, Antonio Lombardi, Susanna Manzin, Andrea de Meo Arbore, Giulio Meotti, Corrado Ocone, Oscar Sanguinetti e Aldo Stella. O livro nunca separa o homem Scruton do intelectual. Percorrendo as suas páginas, pode tocar-se com a mão toda a inquietude de quem remou contra a maré durante cinquenta anos, tornando-se não um estudioso de gabinete, que se depara com frios paradigmas acadêmicos, mas uma pessoa que viveu intensamente sua própria vida e sua própria época, buscando compreender o seu tempo e fazendo-o com sucesso. Uma vida que vê a luz na fase de declínio da Segunda Guerra Mundial e que se despede deste mundo no começo da atual pandemia. Entre uma e outra coisa, viu as manifestações de Sessenta e Oito, o colapso do comunismo, a globalização, o ambientalismo radical, o terrorismo islâmico, a crise do projeto europeu. Scruton foi uma testemunha atenta de cada uma dessas mudanças de época, sem nunca abrir mão da abordagem própria do filósofo. Nos anos oitenta, distinguiu-se pelos seus contatos com os dissidentes da Europa do Leste, o que lhe valeu a fama de anticomunista. Scruton, no entanto, ficou um passo atrás (ou talvez já estivesse um passo à frente…) em relação à revolução liberal de Thatcher e Reagan. Na verdade, era muito mais próximo do conservadorismo clássico de um Edmund Burke ou de um lorde Salisbury do que de um von Hayek. “Nem o socialismo nem o liberalismo — escreve Scruton no final dos anos setenta — podem dar conta da real complexidade da sociedade humana, e ambos só parecem plausíveis porque desviam a atenção do que é real, para o que é simplesmente ideal”. Como conservador, Scruton vivencia a descristianização da Europa e a coloca em relação ao desafio do Islã. Suas posições foram identificadas com as dos “teocons” americanos [conservadores de base religiosa], mas, mesmo nesse contexto, o filósofo britânico escapa a rótulos fáceis. Se é verdade que sua oposição ao multiculturalismo e à oikofobia [desprezo pela própria cultura] é frontal, Scruton não minimiza o problema do Islã, nem seu domínio sobre as gerações mais jovens, entediadas pelo secularismo. “Se não defendermos a nossa fé, o Islã levará a vantagem”, observou o filósofo em 2014; no entanto, sendo mais adaptável à modernidade, o cristianismo tem “mais chances de sobrevivência se os fiéis souberem dedicar o seu coração e a sua mente a isso”. Roger Scruton é tudo isso e muito mais. Sua copiosa obra inclui ensaios sobre planejamento urbano, ecologia, até mesmo sobre os prazeres do convívio e, em particular, do vinho. Ele ama a vida no campo e a natureza incontaminada, mas, como conservador, não pode aceitar o ambientalismo como uma nova religião. Ele ama os animais, mas, como um bom conservador, não consegue vê-los como substitutos dos seres humanos. Como conservador, Scruton sentia-se muitas vezes melancólico e amargurado pelos valores que o Ocidente estava perdendo. Ele não era, no entanto, um reacionário ideológico, nem um tradicionalista nostálgico. Para o filósofo britânico, a nobre função do intelectual conservador é ajudar a proteger tudo o que se destina a manter a humanidade viva pelos séculos afora. O de Scruton é um “conservadorismo criativo” do “eterno retorno”. Também por isso, não é retórico considerá-lo um mestre destinado a ensinar muitas coisas às próximas gerações. https://lanuovabq.it/it/scruton-leredita-di-un-conservatore-creativo

  • Por que uma mulher cristã comemoraria o Dia Internacional da Mulher?

    “Dia Internacional da Mulher”… Você já parou para pensar no porquê da comemoração dessa data? Tudo começou no final do século XIX, quando mulheres que trabalhavam em indústrias reivindicaram melhores condições de trabalho e melhores salários. As reivindicações não pararam por aí. Ao longo do tempo, elas foram tomando corpo, fomentadas pelas ideologias feministas, até chegarem hoje nas discussões sobre a igualdade de gêneros, sexualidade e “saúde da mulher” [leia-se a “luta” pela descriminalização do aborto, etc.]. Nenhuma mulher cristã em sã consciência deveria comemorar o dia “8 de Março”. Acredito que as pessoas não têm ideia de como e por que surgiu o “Dia Internacional da Mulher”, pois se soubessem, não ficariam procurando no Google mensagens “católicas” para comemorar este dia, já que de católicas as reivindicações feministas não têm nada! E mais: semelhanças entre teorias comunistas, socialistas e feministas não é mera coincidência! Segundo Clara Zetkin, Lênin “considerava a plena igualdade social da mulher como um princípio indiscutível do comunismo.” Ele afirmava: Devemos criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional, fundado sobre uma base teórica clara e precisa. É claro que não pode haver uma boa prática sem teoria marxista. Nós, comunistas, devemos manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos distinguir-nos claramente de todos os outros partidos. […]. Assista antes de continuar a leitura: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) E infelizmente, este “movimento feminino internacional” aconteceu. Comunismo, marxismo, socialismo, feminismo, tudo de mãos dadas, e eis onde a mulher chegou na modernidade: escrava de princípios e valores totalmente anticristãos. A mulher abdicou do seu papel de mãe e educadora em busca de uma equiparação com o homem que foi lhe imposta por essas ideologias. A maternidade é vista como desgraça e ser mãe hoje em dia é praticamente sinônimo de vergonha! As mulheres almejam, antes de tudo, possuir uma carreira de sucesso do que constituir famílias grandes, sólidas e cristãs, de acordo com a vontade Divina. Alguém já se deu conta de qual é o papel que a mulher assume agora perante o mundo? Ela simplesmente virou escrava do seu trabalho fora do lar . Está fadada a uma jornada dupla, ou até mesmo tripla de trabalho, sendo que isto ocorre, na maioria das vezes, por vontade própria, não por necessidade, já que o que está em jogo é sua “auto realização” e “satisfação pessoal”. A mulher moderna quis “independência” do seu marido, mas, em contrapartida, tornou-se dependente dos seus patrões e de uma carreira de sucesso , mesmo que isto signifique o prejuízo de sua saúde e/ou o abandono da sua família. Às vezes me pergunto: que lugar as crianças de hoje ocupam na vida corrida das suas mães com carreiras brilhantes ? A Igreja sempre ensinou que a tarefa principal da mulher que é mãe e esposa é educar seus filhos e cuidar do seu lar. Ensina Pio XII que “o ofício da mulher, sua maneira, sua inclinação inata, é a maternidade. Toda mulher é destinada a ser mãe; mãe no sentido físico da palavra, ou em um significado mais espiritual e elevado, mas não menos real.”[5] Porém, este ofício feminino vem sendo desmantelado, não coincidentemente. A revolução feminista/marxista/socialista veio exatamente tirar a mulher do centro do seu reino , porque destruindo o lar se destrói a família, e destruindo a família, se destrói e se corrompe a sociedade. Não foi à toa que São Pio X disse a seguinte frase: “Dai-me mães verdadeiramente cristãs e eu lhes darei santos”, e que Pio XII proferiu a seguinte sentença: “a esposa e mãe é o sol da família”[6]. Tirai este sol que ilumina e dá graça ao lar e tudo será escuridão, lugubridade e trevas! Que desde muito tempo os acontecimentos públicos tenham-se desenvolvido de modo não favorável ao bem real da família e da mulher é um fato inegável. E para a mulher, voltam-se vários movimentos políticos, para ganhá-la à sua causa. Alguns sistemas totalitários colocam diante de seus olhos magníficas promessas; igualdade de direitos com os homens, proteção das gestantes e das parturientes, cozinha e outros serviços públicos comuns que libertarão do peso das obrigações domésticas. […] Permanece, porém, o ponto essencial da questão, a que já acenamos: a condição da mulher com isto se tornou melhor? A igualdade de direitos com o homem, trazendo o abandono da casa onde ela era Rainha, sujeita a mulher ao mesmo peso e tempo de trabalho. Desprestigiou-se a sua verdadeira dignidade e o sólido fundamento de todos seus direitos, quer dizer, perdeu-se de vista o fim desejado pelo Criador para o bem da sociedade humana e sobretudo pela família. Nas concessões feitas à mulher é fácil de perceber, mais que o respeito de sua dignidade e de sua missão, a mira de promover a potência econômica e militar do Estado totalitário, do qual tudo deve inexoravelmente ser subordinado.[7] Sabendo que o socialismo, o marxismo, o comunismo e o feminismo são, por essência, anti-cristãos, e sabendo que eles foram as ideologias de base da revolução sócio-psico-cultural feminina e motivadores deste dito “Dia Internacional da Mulher”, pergunto a você, leitor(a): 8 de Março: O que a mulher cristã comemora mesmo? Texto: Melissa Bergonso Assista também: Leia também No Dia Internacional da Mulher, conheça mulheres que são exemplos para a Igreja e o mundo Entenda a ligação entre o Dia Internacional da Mulher e o feminismo socialista Leia abaixo trechos de uma matéria pró-feminismo: Movimento feminista celebra 100 anos do Dia Internacional da Mulher “100 anos de 8 de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos” Há exatos 100 anos, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas , realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. Havia alguns anos, diferentes datas eram marcadas por jornadas de luta feminista, organizadas sobretudo em torno da defesa do voto feminino e da denúncia contra a “exploração e opressão das mulheres”. A partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional. Um século se passou e hoje, em todo o mundo, o dia 8 de março é considerada pelas feministas uma data de “celebração e afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade.” Mas quais os direitos que as feministas ainda lutam? Estão entre as principais reivindicações das feministas: a defesa da integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos, incluindo a resolução sobre o aborto , que foi alterada pelo governo federal; da Lei Maria da Penha, que vem sofrendo inúmeros obstáculos para sua implementação e legitimação; As feministas também denunciam os efeitos da crise econômica na vida das mulheres, que foram as maiores vítimas do desemprego; a criminalização dos movimentos sociais e o acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano, que viola a laicidade do Estado brasileiro. Sobre o 8 de Março Do final do século XIX até 1908, uma série de greves e repressões de trabalhadoras marcaram a construção do movimento feminista nos Estados Unidos . O primeiro “Woman’s day” foi comemorado em Chicago em 1908, e contou com a participação de 1500 mulheres. O dia foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres e defendendo a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, incluindo o direito ao voto. De novembro de 1909 a fevereiro de 1910, uma longa greve dos operários têxteis de Nova Iorque, liderada pelas mulheres, terminou pouco antes do “Woman’s Day”, realizado no Carnegie Hall, quando três mil mulheres se reuniram em favor do sufrágio, conquistado em 1920 em todo os EUA. Neste ano, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, que seguiu sendo celebrado em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. Em 1914, ele foi comemorado pela primeira vez em 8 de março, na Alemanha. Mas é a ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Documentos de 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas revelam a proposta de uma feminista búlgara do 8 de março como data oficial. A partir de 1922, a celebração internacional é oficializada neste dia. Essa história se perdeu nos grandes registros históricos, mas faz parte do passado político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século . Numa era de grandes transformações sociais, o Dia Internacional da Mulher transformou-se no símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a sociedade como um todo. Alguns trechos dos escritos de Clara Zetkin ( Clara Zetkin — in Notas de Meu Diário. Lênin, Tal Como Era. Páginas escritas depois da morte de Lênin ) « Devemos criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional , fundado sobre uma base teórica clara e precisa» — começou ele, depois de haver-me saudado. «É claro que não pode haver uma boa prática sem teoria marxista . Nós, comunistas, devemos manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos distinguir-nos claramente de todos os outros partidos.Infelizmente, nosso II Congresso Internacional não teve tempo de tomar posição sobre esse ponto, embora a questão feminina tivesse sido ali levantada . A culpa é da comissão, que faz com que as coisas se arrastem. Ela deve elaborar uma resolução, teses, uma linha precisa. Mas até agora seus trabalhos não avançaram muito. Deveis ajudá-la .» Dizia Lênin: “ Devemos educar as mulheres que ganharmos para nessa causa e torná-las capazes de participar da luta de classe do proletariado , sob a direção do Partido Comunista . Não me refiro apenas às mulheres proletárias, que trabalham na fábrica ou em casa. Também as camponesas pobres, as pequeno-burguesas, são vítimas do capitalismo e o são ainda mais em caso de guerra. A mentalidade antipolítica, anti-social e atrasada dessas mulheres, o isolamento a que as obriga sua atividade, todo o seu modo de vida; eis fatos que seria absurdo, completamente absurdo, subestimar. Necessitamos de organismos apropriados para realizar o trabalho entre as mulheres. Isso não é feminismo: é o caminho prático, revolucionário… Temos o direito de estar orgulhosos de possuir no Partido e na Internacional a fina flor das mulheres revolucionárias. Mas isso não basta. Devemos atrair para o nosso campo milhões de mulheres trabalhadoras das cidades e do campo. Devemos atrai-las para o nosso lado a fim de que contribuam em nossa luta e particularmente na transformação comunista da sociedade. Sem as mulheres não pode existir um verdadeiro movimento de massas… Pode haver prova mais condenável do que a calma aceitação dos homens diante do fato de as mulheres se consumirem no trabalho humilhante, monótono, da casa, gastando e desperdiçando energia e tempo e adquirindo uma mentalidade mesquinha e estreita, perdendo toda sensibilidade, toda vontade?… Naturalmente, não me refiro às mulheres da burguesia, que descarregam sobre as empregadas a responsabilidade de todo o trabalho doméstico, inclusive a amamentação dos filhos. Refiro-me à esmagadora maioria das mulheres, às mulheres dos trabalhadores e àquelas que passam o dia numa oficina. Pouquíssimos homens — mesmo entre os proletários — se apercebem da fadiga e da dor que poupariam à mulher se dessem uma mão ‘ao trabalho da mulher’. Mas não, isto vai de encontro aos ‘direitos e à dignidade do homem’: este quer paz e comodidade. A vida doméstica de uma mulher constitui um sacrifício diário, feito por mil ninharias . A velha supremacia do homem sobrevive em segredo . A alegria do homem e sua tenacidade na luta diminuem, diante do atraso da mulher, diante de sua incompreensão dos ideais revolucionários: atraso e incompreensão que, como cupim, secretamente, lentamente mas sem salvação, roem e corroem… Um congresso não é uma sala de visitas, onde as mulheres brilham com seus encantos, como dizem os romances. É a arena onde começamos a agir como revolucionários . Demonstrai que sabeis lutar. Antes de tudo, contra o inimigo, naturalmente, mas, se é preciso, mesmo no seio do Partido. Teremos o que fazer, com milhões de mulheres. Nosso Partido russo será favorável a todas as propostas e medidas que contribuam para atraídas para nossa movimento. Se não estão conosco, a contra-revolução poderá conduzi-las contra nós . Devemos sempre pensar nisto. Devemos conquistar as massas femininas, quaisquer que sejam as dificuldades.” Fonte: https://mulhercatolica.com/8-de-marco-o-que-mulher-crista-comemora/ #Feminismo

  • Por que uma mulher cristã comemoraria o Dia Internacional da Mulher?

    “Dia Internacional da Mulher”… Você já parou para pensar no porquê da comemoração dessa data? Tudo começou no final do século XIX, quando mulheres que trabalhavam em indústrias reivindicaram melhores condições de trabalho e melhores salários. As reivindicações não pararam por aí. Ao longo do tempo, elas foram tomando corpo, fomentadas pelas ideologias feministas, até chegarem hoje nas discussões sobre a igualdade de gêneros, sexualidade e “saúde da mulher” [leia-se a “luta” pela descriminalização do aborto, etc.]. Nenhuma mulher cristã em sã consciência deveria comemorar o dia “8 de Março”. Acredito que as pessoas não têm ideia de como e por que surgiu o “Dia Internacional da Mulher”, pois se soubessem, não ficariam procurando no Google mensagens “católicas” para comemorar este dia, já que de católicas as reivindicações feministas não têm nada! E mais: semelhanças entre teorias comunistas, socialistas e feministas não é mera coincidência! Segundo Clara Zetkin, Lênin “considerava a plena igualdade social da mulher como um princípio indiscutível do comunismo.” Ele afirmava: Devemos criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional, fundado sobre uma base teórica clara e precisa. É claro que não pode haver uma boa prática sem teoria marxista. Nós, comunistas, devemos manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos distinguir-nos claramente de todos os outros partidos. […]. Assista antes de continuar a leitura: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) E infelizmente, este “movimento feminino internacional” aconteceu. Comunismo, marxismo, socialismo, feminismo, tudo de mãos dadas, e eis onde a mulher chegou na modernidade: escrava de princípios e valores totalmente anticristãos. A mulher abdicou do seu papel de mãe e educadora em busca de uma equiparação com o homem que foi lhe imposta por essas ideologias. A maternidade é vista como desgraça e ser mãe hoje em dia é praticamente sinônimo de vergonha! As mulheres almejam, antes de tudo, possuir uma carreira de sucesso do que constituir famílias grandes, sólidas e cristãs, de acordo com a vontade Divina. Alguém já se deu conta de qual é o papel que a mulher assume agora perante o mundo? Ela simplesmente virou escrava do seu trabalho fora do lar . Está fadada a uma jornada dupla, ou até mesmo tripla de trabalho, sendo que isto ocorre, na maioria das vezes, por vontade própria, não por necessidade, já que o que está em jogo é sua “auto realização” e “satisfação pessoal”. A mulher moderna quis “independência” do seu marido, mas, em contrapartida, tornou-se dependente dos seus patrões e de uma carreira de sucesso , mesmo que isto signifique o prejuízo de sua saúde e/ou o abandono da sua família. Às vezes me pergunto: que lugar as crianças de hoje ocupam na vida corrida das suas mães com carreiras brilhantes ? A Igreja sempre ensinou que a tarefa principal da mulher que é mãe e esposa é educar seus filhos e cuidar do seu lar. Ensina Pio XII que “o ofício da mulher, sua maneira, sua inclinação inata, é a maternidade. Toda mulher é destinada a ser mãe; mãe no sentido físico da palavra, ou em um significado mais espiritual e elevado, mas não menos real.”[5] Porém, este ofício feminino vem sendo desmantelado, não coincidentemente. A revolução feminista/marxista/socialista veio exatamente tirar a mulher do centro do seu reino , porque destruindo o lar se destrói a família, e destruindo a família, se destrói e se corrompe a sociedade. Não foi à toa que São Pio X disse a seguinte frase: “Dai-me mães verdadeiramente cristãs e eu lhes darei santos”, e que Pio XII proferiu a seguinte sentença: “a esposa e mãe é o sol da família”[6]. Tirai este sol que ilumina e dá graça ao lar e tudo será escuridão, lugubridade e trevas! Que desde muito tempo os acontecimentos públicos tenham-se desenvolvido de modo não favorável ao bem real da família e da mulher é um fato inegável. E para a mulher, voltam-se vários movimentos políticos, para ganhá-la à sua causa. Alguns sistemas totalitários colocam diante de seus olhos magníficas promessas; igualdade de direitos com os homens, proteção das gestantes e das parturientes, cozinha e outros serviços públicos comuns que libertarão do peso das obrigações domésticas. […] Permanece, porém, o ponto essencial da questão, a que já acenamos: a condição da mulher com isto se tornou melhor? A igualdade de direitos com o homem, trazendo o abandono da casa onde ela era Rainha, sujeita a mulher ao mesmo peso e tempo de trabalho. Desprestigiou-se a sua verdadeira dignidade e o sólido fundamento de todos seus direitos, quer dizer, perdeu-se de vista o fim desejado pelo Criador para o bem da sociedade humana e sobretudo pela família. Nas concessões feitas à mulher é fácil de perceber, mais que o respeito de sua dignidade e de sua missão, a mira de promover a potência econômica e militar do Estado totalitário, do qual tudo deve inexoravelmente ser subordinado.[7] Sabendo que o socialismo, o marxismo, o comunismo e o feminismo são, por essência, anti-cristãos, e sabendo que eles foram as ideologias de base da revolução sócio-psico-cultural feminina e motivadores deste dito “Dia Internacional da Mulher”, pergunto a você, leitor(a): 8 de Março: O que a mulher cristã comemora mesmo? Texto: Melissa Bergonso Assista também: Leia também No Dia Internacional da Mulher, conheça mulheres que são exemplos para a Igreja e o mundo Entenda a ligação entre o Dia Internacional da Mulher e o feminismo socialista Leia abaixo trechos de uma matéria pró-feminismo: Movimento feminista celebra 100 anos do Dia Internacional da Mulher “100 anos de 8 de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos” Há exatos 100 anos, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas , realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. Havia alguns anos, diferentes datas eram marcadas por jornadas de luta feminista, organizadas sobretudo em torno da defesa do voto feminino e da denúncia contra a “exploração e opressão das mulheres”. A partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional. Um século se passou e hoje, em todo o mundo, o dia 8 de março é considerada pelas feministas uma data de “celebração e afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade.” Mas quais os direitos que as feministas ainda lutam? Estão entre as principais reivindicações das feministas: a defesa da integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos, incluindo a resolução sobre o aborto , que foi alterada pelo governo federal; da Lei Maria da Penha, que vem sofrendo inúmeros obstáculos para sua implementação e legitimação; As feministas também denunciam os efeitos da crise econômica na vida das mulheres, que foram as maiores vítimas do desemprego; a criminalização dos movimentos sociais e o acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano, que viola a laicidade do Estado brasileiro. Sobre o 8 de Março Do final do século XIX até 1908, uma série de greves e repressões de trabalhadoras marcaram a construção do movimento feminista nos Estados Unidos . O primeiro “Woman’s day” foi comemorado em Chicago em 1908, e contou com a participação de 1500 mulheres. O dia foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres e defendendo a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, incluindo o direito ao voto. De novembro de 1909 a fevereiro de 1910, uma longa greve dos operários têxteis de Nova Iorque, liderada pelas mulheres, terminou pouco antes do “Woman’s Day”, realizado no Carnegie Hall, quando três mil mulheres se reuniram em favor do sufrágio, conquistado em 1920 em todo os EUA. Neste ano, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, que seguiu sendo celebrado em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. Em 1914, ele foi comemorado pela primeira vez em 8 de março, na Alemanha. Mas é a ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Documentos de 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas revelam a proposta de uma feminista búlgara do 8 de março como data oficial. A partir de 1922, a celebração internacional é oficializada neste dia. Essa história se perdeu nos grandes registros históricos, mas faz parte do passado político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século . Numa era de grandes transformações sociais, o Dia Internacional da Mulher transformou-se no símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a sociedade como um todo. Alguns trechos dos escritos de Clara Zetkin ( Clara Zetkin — in Notas de Meu Diário. Lênin, Tal Como Era. Páginas escritas depois da morte de Lênin ) « Devemos criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional , fundado sobre uma base teórica clara e precisa» — começou ele, depois de haver-me saudado. «É claro que não pode haver uma boa prática sem teoria marxista . Nós, comunistas, devemos manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos distinguir-nos claramente de todos os outros partidos.Infelizmente, nosso II Congresso Internacional não teve tempo de tomar posição sobre esse ponto, embora a questão feminina tivesse sido ali levantada . A culpa é da comissão, que faz com que as coisas se arrastem. Ela deve elaborar uma resolução, teses, uma linha precisa. Mas até agora seus trabalhos não avançaram muito. Deveis ajudá-la .» Dizia Lênin: “ Devemos educar as mulheres que ganharmos para nessa causa e torná-las capazes de participar da luta de classe do proletariado , sob a direção do Partido Comunista . Não me refiro apenas às mulheres proletárias, que trabalham na fábrica ou em casa. Também as camponesas pobres, as pequeno-burguesas, são vítimas do capitalismo e o são ainda mais em caso de guerra. A mentalidade antipolítica, anti-social e atrasada dessas mulheres, o isolamento a que as obriga sua atividade, todo o seu modo de vida; eis fatos que seria absurdo, completamente absurdo, subestimar. Necessitamos de organismos apropriados para realizar o trabalho entre as mulheres. Isso não é feminismo: é o caminho prático, revolucionário… Temos o direito de estar orgulhosos de possuir no Partido e na Internacional a fina flor das mulheres revolucionárias. Mas isso não basta. Devemos atrair para o nosso campo milhões de mulheres trabalhadoras das cidades e do campo. Devemos atrai-las para o nosso lado a fim de que contribuam em nossa luta e particularmente na transformação comunista da sociedade. Sem as mulheres não pode existir um verdadeiro movimento de massas… Pode haver prova mais condenável do que a calma aceitação dos homens diante do fato de as mulheres se consumirem no trabalho humilhante, monótono, da casa, gastando e desperdiçando energia e tempo e adquirindo uma mentalidade mesquinha e estreita, perdendo toda sensibilidade, toda vontade?… Naturalmente, não me refiro às mulheres da burguesia, que descarregam sobre as empregadas a responsabilidade de todo o trabalho doméstico, inclusive a amamentação dos filhos. Refiro-me à esmagadora maioria das mulheres, às mulheres dos trabalhadores e àquelas que passam o dia numa oficina. Pouquíssimos homens — mesmo entre os proletários — se apercebem da fadiga e da dor que poupariam à mulher se dessem uma mão ‘ao trabalho da mulher’. Mas não, isto vai de encontro aos ‘direitos e à dignidade do homem’: este quer paz e comodidade. A vida doméstica de uma mulher constitui um sacrifício diário, feito por mil ninharias . A velha supremacia do homem sobrevive em segredo . A alegria do homem e sua tenacidade na luta diminuem, diante do atraso da mulher, diante de sua incompreensão dos ideais revolucionários: atraso e incompreensão que, como cupim, secretamente, lentamente mas sem salvação, roem e corroem… Um congresso não é uma sala de visitas, onde as mulheres brilham com seus encantos, como dizem os romances. É a arena onde começamos a agir como revolucionários . Demonstrai que sabeis lutar. Antes de tudo, contra o inimigo, naturalmente, mas, se é preciso, mesmo no seio do Partido. Teremos o que fazer, com milhões de mulheres. Nosso Partido russo será favorável a todas as propostas e medidas que contribuam para atraídas para nossa movimento. Se não estão conosco, a contra-revolução poderá conduzi-las contra nós . Devemos sempre pensar nisto. Devemos conquistar as massas femininas, quaisquer que sejam as dificuldades.” Fonte: https://mulhercatolica.com/8-de-marco-o-que-mulher-crista-comemora/ #Feminismo

  • A MEDIDA COM QUE MEDIRDES…

    No Evangelho da Missa de um dos últimos domingos, Jesus falou do vício humano de procurar defeitos no outro, antes do implacável examinador mirar-se no espelho mais próximo. É interessante ligar esse assunto com o dos inimigos, aos quais incompreensivelmente Jesus mandou amar. Nada é mais fácil e agradável do que procurar defeitos no próximo, sobretudo se são inimigos. Mas nem os mais próximos e amigos escapam dessa alça de mira. Santo Agostinho disse sabiamente, nalgum lugar, que em vez da preocupação com a virtude faltante no próximo, é preferível verificar como estamos nós em relação a essa virtude, pois certamente ainda deve faltar muito para que ela já esteja vitoriosa sobre o vício oposto. De certo modo, porém, não deixa de ser um bom exercício esse de procurar defeito no próximo, desde que, no milésimo de segundo seguinte à sua localização, o caçador de defeitos alheios se volte imediatamente para o próprio umbigo e comece a trabalhar, em si mesmo, na construção da virtude oposta ao vício ausente no outro (que certamente ainda estará bem no início das obras, talvez ainda na etapa da fundação). Com respeito ao próximo, é utilíssimo e caridoso o conselho cristão — e do próprio senso comum — de nos colocarmos em seu lugar, tentando conhecer as circunstâncias em que vive e viveu, sua história de vida, antes de proferir o julgamento. É inevitável retornar, sempre, à questão do julgamento. Tecnicamente falando, julgar é afirmar a realidade de algo, depois de examiná-lo bem. Se digo que tal bispo alemão é herético, por defender o casamento gay, estou proferindo um julgamento objetivamente legítimo. Há dois modos, porém, de dizer isto: com o desprezo de quem se considera além de todos os pecados, ou com o compadecimento de quem vê a enrascada em que o bispo herético está se metendo, rezando por sua quase impossível conversão. O impossível para seres humanos é perfeitamente possível para Deus. Tenho vários vizinhos de rua que são divorciados e vivem com outras pessoas, em casamento civil ou não. Como eles foram educados para ver o casamento? O que aprenderam de seus pais, de seus catequistas, do padre de sua paróquia, dos professores das escolas por que passaram, das novelas da Globo e dos filmes de Hollywood que viram? Se foi sempre para aceitar o divórcio, o lapidar juízo “eles estão em pecado mortal” terá de ter uma conotação obrigatoriamente mais compreensiva, e isto ainda não significa cair na armadilha do relativismo. Sei que não posso fazer nada por esses vizinhos, objetivamente falando — não posso apertar a campainha de sua porta com o Catecismo debaixo do braço e dizer: “Vem cá, vamos conversar um pouco sobre esse assunto. Que tal deixar de fazer isto ou aquilo?” —, mas subjetivamente ainda posso bastante: está a meu alcance praticar a forma suprema de caridade, que é desejar a salvação dos outros, rezando para que eles um dia acordem para a verdade da indissolubilidade matrimonial e para que Deus tenha piedade dessas almas ludibriadas pelos tempos que correm.

  • No Dia Internacional da Mulher, conheça mulheres que são exemplos para a Igreja e o mundo

    Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja. 1. A Virgem Maria “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus. Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento. 2. Santa Hildegarda de Bingen Mais tarde, durante a Idade Média, quando a Igreja já não era perseguida, teve destaque Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas. Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos. “Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010. BÔNUS Antes de continuar a leitura, assista esta impressionante análise do papel da mulher na vida das familias e sua importância: 3. Santa Catarina de Sena Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma. Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna. Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice. A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado. 4. Santa Teresa de Jesus Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita. Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista. Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja. 5. Santa Rosa de Lima Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes. “Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América. São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”. 6. Santa Teresa de Lisieux Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões. Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus. “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa. O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”. 7. Santa Edith Stein Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942). Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus. Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo. São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”. 8. Santa Teresa de Calcutá O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto . “Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979. Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”. 9. Santa Gianna Beretta Molla Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida. Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”. Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família. Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida. Via ACI Digital #Mulher

  • No Dia Internacional da Mulher, conheça mulheres que são exemplos para a Igreja e o mundo

    Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja. 1. A Virgem Maria “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus. Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento. 2. Santa Hildegarda de Bingen Mais tarde, durante a Idade Média, quando a Igreja já não era perseguida, teve destaque Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas. Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos. “Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010. BÔNUS Antes de continuar a leitura, assista esta impressionante análise do papel da mulher na vida das familias e sua importância: 3. Santa Catarina de Sena Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma. Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna. Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice. A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado. 4. Santa Teresa de Jesus Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita. Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista. Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja. 5. Santa Rosa de Lima Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes. “Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América. São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”. 6. Santa Teresa de Lisieux Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões. Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus. “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa. O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”. 7. Santa Edith Stein Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942). Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus. Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo. São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”. 8. Santa Teresa de Calcutá O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto . “Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979. Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”. 9. Santa Gianna Beretta Molla Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida. Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”. Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família. Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida. Via ACI Digital #Mulher

  • VAIDADE, A DOENÇA DOS SAUDÁVEIS

    Vi, não faz muito, trechos de uma entrevista com um ex-jogador de futebol, não tão jovem, mas ainda com uns resquícios de aparência atlética. Nem faltavam as indefectíveis tatuagens que hoje caracteriza a categoria. Era uma metáfora viva da sociedade atual, em que o cuidado do corpo se sobrepõe a todas as modalidades de cultivo espiritual. Se, na aparência, era a encarnação da fortaleza física, tinha lá suas debilidades de comportamento. O repórter perguntava se, com a fama que tinha, havia “pego” muitas mulheres. Diante do constrangimento e do silêncio do jogador, que apenas sorria malicioso, o jornalista não lhe deu tréguas e pressionou. O rapaz não teve outra saída: — Peguei, cara. Peguei muitas. — Todas? — insistiu o outro. — Todas… Hipérbole à parte, admitia-o com uma jactância marota e bem disfarçada, como se tivesse sido objeto de coerção psicológica, e só assim tornado público, contra a vontade, o que gostaria de deixar discretamente guardado em sua memória e na daquelas que “pegou”. A verdade era bem outra. O sorriso, a postura, a entonação com que o atleta respondia — tudo isto falava mais claro do que uma e outra palavra de falso pudor e embaraço. Era a viva encarnação da vaidade, para o deleite dos ex-torcedores e das futuras mulheres que ainda “pegaria” (e, por que não?, para a inveja de muitos que por ele não torciam, nem tinham a sua fama, o seu dinheiro, a sua juventude que parecia eterna). Aparentemente, não passava de despretensiosa conversa de uma celebridade com um frívolo jornalista. Vista, porém, com o distanciamento da consciência — a consciência da condição e da miséria humana —, era difícil não perceber um véu de tristeza envolvendo a dupla. Nada é mais melancólico do que a sobreposição do natural à demais dimensões humanas, do corpo sobre o espírito, das coisas passageiras sobre as que permanecem. Aquele rapaz — que será filho ou, no máximo, neto de camponeses que um dia deram duro na roça — era o resultado do que podem fazer o talento, a fama e o dinheiro no mundo corrompido das metrópoles. O que pudesse haver de virtude propriamente atlética, no ex-jogador, parecia destinada a dissipar-se noutro tipo de atletismo: o sexual. A musculatura da vontade continuava flácida. A pronta ereção convivia com a mais patética frouxidão de caráter. Quando ele cairia “na real” e passaria a ver a vida como ela de fato é — fumaça, sombra, nada —, por trás da efêmera saúde do corpo? Quando “desceria do céu uma luz que iluminaria o outro lado de suas vaidades”, para lembrar a frase dura com que o escritor ateu Marques Rebelo termina o seu romance A estrela sobe ? Uma das curas naturais para essa triste doença da vitalidade mal gerenciada é, certamente, a velhice, que a sociedade hedonista vê como uma grande desgraça, o fim de todos os planos, a queda de todas as torres, mas que, no fundo, pensando bem, é o verdadeiro espelho de Narciso, que jamais engana quem o encara. Há quem veja na velhice a pior de todas as doenças. Mas isto é só uma meia verdade: não é menos certo que ela também traz, no bojo, o mais eficaz dos remédios. Amargo, mas eficaz. É a lanterna que traz a luz a que se referia o mencionado escritor: um último e transcendente esforço para acordar os que vivem na pétrea sonolência do prazer ou da fama. Talvez jamais despertássemos, não fossem as pequenas humilhações do envelhecimento. O que há de mais triste que uma grande tatuagem, na pele seca e encarquilhada de um velho?

  • A desobediência a Deus, a guerra e os apelos de Nossa Senhora a conversão

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (06/03) às 21h. 👉 Clique aqui para abrir no aplicativo do youtube e assistir a formação ao vivo com comentários.

  • A desobediência a Deus, a guerra e os apelos de Nossa Senhora a conversão

    Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (06/03) às 21h. 👉 Clique aqui para abrir no aplicativo do youtube e assistir a formação ao vivo com comentários.

  • QUARENTA DIAS – Scott Hahn medita sobre o 1º Domingo da Quaresma

    Na cena épica do Evangelho de hoje, Jesus revive em sua carne a história de Israel. Já vimos que, igual a Israel, Jesus também passou pelas águas [do Jordão] e foi chamado de Filho amado de Deus (Lucas 3, 22; Êxodo 4, 22). Agora, da mesma maneira como Israel foi provado por quarenta anos no deserto, Jesus ao deserto é conduzido para ser provado por quarenta dias e quarenta noites (Êxodo 15, 25). Ele enfrenta as mesmas tentações que foram apresentadas a Israel: faminto, Ele é tentado a murmurar contra Deus por causa de comida (Êxodo 16,1–13). Como Israel em Massa, Ele foi tentado a duvidar dos cuidados de Deus (Êxodo 17, 1-6). Quando o demônio pede para ser honrado, ele é tentado a fazer o que fez Israel ao criar o bezerro de ouro (Êxodo 32). Jesus, contra o demônio, luta com a arma da Palavra de Deus, citando por três vezes o sermão de Moisés sobre as lições que Israel deveria aprender, depois de suas peregrinações pelo deserto (Deuteronômio 8, 3; 6,16; 6, 12-15). Por que lemos essa história no primeiro domingo da Quaresma? Porque, de forma semelhante ao sinal bíblico do número quarenta (Gênesis 7,12; Êxodo 24,18; 34, 28; 1 Reis 19, 8; Jonas 3, 4), os quarenta dias da Quaresma são um tempo de prova e purificação. A Quaresma existe para nos ensinar a respeito do que ouvimos repetidamente nas leituras de hoje. “Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo”, promete o Senhor no Salmo de hoje. São Paulo promete a mesma coisa na Epístola de hoje (citando Deuteronômio 30,14; Isaías 28,16; Joel 2, 32). Esta foi a experiência de Israel, como lembra Moisés a seu povo, na primeira leitura de hoje: “Clamamos, então, ao Senhor, o Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz”. Mas, como Israel, cada um de nós é tentado a esquecer as grandes obras que Ele realiza em nossas vidas, negligenciando nosso direito de nascer como Seus filhos e filhas amados. Tal como a prece de recordação, que Moisés recomenda a Israel, deveríamos ver na Missa um memorial de nossa salvação e “nos inclinarmos em adoração diante Dele”, oferecendo-nos em ação de graças por tudo o que Ele nos concedeu. https://stpaulcenter.com/forty-days-scott-hahn-reflects-on-the-first-sunday-of-lent/

  • Curso Bíblico Apologético – Inscrições abertas

    Convidamos a todos os interessados em melhor conhecer a nossa fé católica a partir das Sagradas Escrituras, a fazerem o Curso Bíblico Apologético. Assista o convite: O curso tratará de temas como: ➢ O processo de formação da Palavra de Deus, línguas originais e discernimento dos livros inspirados ou não; ➢ A questão das imagens e a Idolatria; ➢ A intercessão dos Santos e mediação única de Jesus Cristo; ➢ Maria Santíssima, a Santa Mãe de Deus; ➢ A Virgindade Perpétua de Nossa Senhora e os “irmãos” de Jesus; ➢ A fundação da única Igreja deixada por Cristo; ➢ O Juízo Particular, o Juízo Universal e o erro da doutrina da reencarnação; ➢ A existência dos Céus, do Inferno e do Purgatório; etc… Clique aqui para se inscrever É de grande importância aprendemos a ler e a compreender a Palavra de Deus de modo correto, tal como a Igreja sempre ensinou. O conhecimento afasta as dúvidas, ilumina a nossa fé e nos capacita para defendermos a verdadeira doutrina e auxiliar outros irmãos a conhecer a Cristo e sua doutrina. ⚠️ O curso é composto por 10 aulas de 1h30min cada uma. Todas as aulas foram gravadas e já estão disponíveis para assistir, sendo possivel ver e rever as formações quantas vezes desejar. O acesso ao curso é vitalício. TAXA ÚNICA DE INSCRIÇÃO: R$ 100,00 Clique aqui para finalizar a inscrição

  • Curso Bíblico Apologético – Inscrições abertas

    Convidamos a todos os interessados em melhor conhecer a nossa fé católica a partir das Sagradas Escrituras, a fazerem o Curso Bíblico Apologético. Assista o convite: O curso tratará de temas como: ➢ O processo de formação da Palavra de Deus, línguas originais e discernimento dos livros inspirados ou não; ➢ A questão das imagens e a Idolatria; ➢ A intercessão dos Santos e mediação única de Jesus Cristo; ➢ Maria Santíssima, a Santa Mãe de Deus; ➢ A Virgindade Perpétua de Nossa Senhora e os “irmãos” de Jesus; ➢ A fundação da única Igreja deixada por Cristo; ➢ O Juízo Particular, o Juízo Universal e o erro da doutrina da reencarnação; ➢ A existência dos Céus, do Inferno e do Purgatório; etc… Clique aqui para se inscrever É de grande importância aprendemos a ler e a compreender a Palavra de Deus de modo correto, tal como a Igreja sempre ensinou. O conhecimento afasta as dúvidas, ilumina a nossa fé e nos capacita para defendermos a verdadeira doutrina e auxiliar outros irmãos a conhecer a Cristo e sua doutrina. ⚠️ O curso é composto por 10 aulas de 1h30min cada uma. Todas as aulas foram gravadas e já estão disponíveis para assistir, sendo possivel ver e rever as formações quantas vezes desejar. O acesso ao curso é vitalício. TAXA ÚNICA DE INSCRIÇÃO: R$ 100,00 Clique aqui para finalizar a inscrição

  • A SOCIEDADE PALIATIVA – Stefano Fontana

    [O filósofo católico italiano Stefano Fontana reflete, aqui, sobre um tema da mais viva atualidade: o surgimento de uma “sociedade paliativa”, analgésica, que foge da dor como o diabo da cruz. E é esta última — a cruz — a única saída para enfrentar esse deplorável mundo novo que já não está mais às portas, pois já a arrombou e entrou, com a pretensão de transformar o Cristo exigente do “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” no anticristo bonzinho do “Se alguém quiser vir comigo, fixe-se em si mesmo, tome seu entorpecente preferido e siga-me”. Nada é mais oportuno do que meditar, neste início de Quaresma, nos engodos da sociedade analgésica]. O Estado assistencial está dando lugar à “sociedade paliativa”, uma noção sociológica que hoje é amplamente utilizada pelos observadores. Recentemente, tem se destacado entre esses o filósofo germano-coreano Byung-Chul Han, com seu livro Sociedade paliativa (em português, pelas editora Vozes). Afinal, se o estado de bem-estar social tinha que prover as necessidades do cidadão do berço à sepultura, por que não avançar agora para a prevenção do sofrimento e da dor? Esta é precisamente a sociedade paliativa. A gestão política da pandemia a pôs em evidência de maneira particular. A maioria dos cidadãos não hesitou em aceitar pesadas restrições à liberdade, em troca da promessa de sobrevivência. Aceitamos o controle; para evitar a dor, estaríamos totalmente disponíveis à tutela do Estado. A sociedade paliativa é aquela que promete banir a dor de nossas vidas. Não é apenas a dor associada à doença, mas também a dor psicológica da frustração, ou mesmo do cansaço, ou aquela que deriva do heroísmo de quem luta pela justiça ou do sacrifício de algum testemunho, a disponibilidade de enfrentar o desconforto ou enfrentar perigos por razões de coerência. E, ainda, a dor de uma decepção e de uma depressão. A sociedade paliativa gostaria de manter todos em estado artificial de anestesia, longe de perigos e conflitos, no interior de um sistema de garantias preventivas. Um sociólogo americano chegou a falar de um direito constitucional de não sentir dor. A sociedade paliativa é a política que nos separa da realidade, visando a proteção do nosso agradável bem-estar garantido (não só contra vírus, mas também contra conflitos e frustrações). A sociedade paliativa pode ao mesmo tempo ser autoritária e com o consenso geral; pode provocar autolimitações pelo próprio cidadão, antes mesmo de serem impostas pelo poder político. Durante a pandemia, vimos que as pessoas fizeram ainda menos do que o pouco permitido, consequência da decisão de censurar o próprio comportamento. Também vimos a Igreja aplicar restrições antes mesmo do Estado, e de uma forma muitas vezes mais rigorosa do que o exigido por lei. A sociedade paliativa é capaz de mudar as coisas com consenso, realizar revoluções silenciosas e planejadas de cima para baixo, garantir a liberdade de expressão e ao mesmo tempo impedi-la de forma não autoritária, mas consentida pelo grupo. O período da pandemia foi como uma longa “anestesia permanente”. Para evitar a dor, foi regulamentada a informação, a vida democrática, a economia, com os cidadãos agradecendo ao poder político (que se tornou o Grande Médico de Família). Esta sociedade tende a se livrar de tudo o que é negativo; a educação já não exige mais sacrifícios e não pune, mas se apoia no fortalecimento das motivações, tendo como objetivo o estar à vontade consigo mesmo e, sobretudo, com o próprio corpo, que se tornou o centro principal de interesse. Já não impele para um compromisso político e social de alta tensão, que poderia ser doloroso. Fala-se, preferencialmente, de superação do mau humor, da tristeza, da raiva, visando tranquilizar psicologicamente as pessoas, favorecendo a otimização de seu desempenho. O poder se torna um grande Trainer psicológico para superar traumas e depressões. A sociedade paliativa é uma sociedade analgésica e entorpecente, que mascara as dinâmicas sociais que provocam dores. O aborto é medicalizado ou privatizado, ou psicologizado, enfim escondido em seu aspecto real de dor. Tendências não naturais são apresentadas como naturais para não criar dor psíquica em seus atores. A dor resultante do divórcio, principalmente a dos filhos, é anestesiada. Também se deve “ajudar” o suicídio a se tornar o que ele não é. A quarentena, disciplinada com tanta precisão durante a pandemia, tornou-se uma situação permanente na sociedade paliativa. Considerada a dor como o principal perigo a ser exorcizado pelo poder, surgiu uma situação de emergência permanente, com a consequente permanência do estado de quarentena. Nós mesmos cuidávamos de nos colocar em quarentena; mesmo quando estávamos sozinhos em uma longa estrada deserta, usávamos máscaras. A disponibilidade permanente para a quarentena envolve o encontro da ideologia liberal com o despotismo suave e indolor do controle social. A modernidade se completa com a forma social de um novo totalitarismo. O verdadeiro problema, porém, é o futuro. Se o propósito do poder político é criar conforto sem dor, e todos estamos dispostos a ser submetidos ao raio X e viver reféns dos algoritmos da engenharia social, por que isso não poderia ser programado desde o nascimento pela bioengenharia? Por que a dor não poderia ser não apenas anestesiada após cada frustração, mas prevenida preventivamente pela intervenção no homem? Aqui se abre o aspecto mais preocupante — o aspecto transumano — da sociedade paliativa. https://lanuovabq.it/it/la-societa-palliativa

  • Aprenda a rezar a Via Sacra

    Um dos mais belos modos de se fazer a meditação sobre a Paixão de Nosso Senhor consiste em rezar a Via Sacra (Via Crucis) . Reze agora e contemple os mistérios da Paixão do Senhor com meditações de Santo Afonso de Ligório! Clique aqui e baixe belas imagens de quadros da Via-Sacra para impressão Leia também Aprenda como lucrar Indulgência Plenária através da oração da Via Sacra Via Sacra Ato de Contrição (opcional) Meu amorosíssimo Jesus, prostrado humildemente aos vossos pés santíssimos, peço-vos, com todo o coração, perdão dos meus pecados os quais eu choro e detesto, especialmente por serem uma ofensa à vossa infinita bondade. Proponho-me querer antes morrer que vos ofender; ao invés, declaro querer vos amar sobre todas as coisas até a morte. Em compensação por tantos débitos por mim contraídos com a vossa divina justiça, ofereço-vos este breve exercício da Via Crucis em união com aquela viagem dolorosa que Vós fizestes ao Calvário por mim, indigníssimo pecador. Aceitai, ó Senhor, esta pequena oferta e dai-me a graça de ganhar todas as santas indulgências concedidas pelos vossos vigários, os Sumos Pontífices, segundo a intenção dos quais ora pretendo rezar, também para sufragar com elas as pobres almas do purgatório, depois de lhes ter aplicado uma indulgência plenária, aplico-a também por mim. Nós te adoramos, ó Cristo, e te bendizemos Porque com a tua santa Cruz redimiste o mundo I ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO À MORTE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado. (Mc 15,15) Meditação Considera-se nesta primeira Estação a admirável submissão do inocente Jesus no receber do iníquo Pilatos a injusta sentença de morte, para que: os pecadores recebessem a vida, e assim fossem libertos da eterna condenação. Adoro, meu Jesus, aquela divina paciência com a qual do iníquo tribunal de Pilatos recebestes a injustíssima sentença de morte: e pelos méritos de tão bela virtude, peço-vos que apagueis aquela justíssima sentença de eterna morte que tantas vezes me mereceram os meus pecados, e que me chameis no dia final entre os vossos eleitos no céu. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. II ESTAÇÃO- JESUS TOMA A CRUZ AOS OMBROS V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as Suas roupas e levaram-No para ser crucificado. (Mt 27,31) Meditação Considera-se nesta segunda estação a resignação de Jesus Cristo ao soto-pôr os seus ombros à cruz a fim de nos animar a caminhar atrás de Si pela via da mortificação e da penitência. Bendigo, meu Jesus, a imensa caridade com a qual, por amor a mim, recebestes sobre vossos ombros feridos a pesadíssima cruz, e Vos peço dar-me a graça de pacientemente levar pela espinhosa estrada do mundo a cruz das minhas labutas, sem separar-me jamais da vossa santíssima vontade. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. III ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve. ( Mt 11,28-30) Meditação Considera-se nesta terceira estação como o nosso benigníssimo Senhor, oprimido pelo peso da cruz e pelos golpes dos malfeitores, cai por terra, a fim de nos obter a graça de não cairmos jamais em pecado. Beijo, meu Jesus, com todo o afeto aquele terreno que Vós ensopastes do vosso sangue na dolorosa queda que sofrestes sob a cruz. Pelos méritos daquela acerbíssima pena que então sofrestes, peço-Vos que não permitais jamais que eu caia da vossa graça; e no caso de eu me encontrar caído, ressurja logo com uma contrição sincera. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. IV ESTAÇÃO – JESUS ENCONTRA SUA MÃE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (Mc 3,35) Meditação Considera-se nesta quarta estação a inefável dor que experimentaram reciprocamente Jesus Cristo e a sua Santíssima Mãe ao se encontrarem no caminho do Calvário, a fim de obterem para nós a graça de fugirmos com toda a cautela de todos os encontros perigosos. Oh, pudesse também eu, ó meu Jesus, consumir-me em pranto por compaixão diante de vossos tormentos, a fim de levar-Vos com as minhas lágrimas algum conforto! Neste momento, peço-Vos, ó Jesus, pelas agonias de vossa Mãe, e a Vós também, peço, ó Maria, pelas dores do vosso Filho, que me comovais o coração e façais que, chorando até a morte, possa ter eu a bela sorte de encontrar-vos e gozar convosco para sempre na beatitude do paraíso. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. V ESTAÇÃO – JESUS É AJUDADO POR SIMÃO DE CIRENE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus perguntou: Qual […] te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu: O que usou de misericórdia para com ele. Jesus retorquiu: Vai e faz tu também o mesmo. (Lc 10, 36-37) Meditação Considera-se nesta quinta estação como Jesus Cristo permite ser ajudado pelo Cireneu a carregar a cruz, a fim de ensinar a nós todos a não nos avergonharmos jamais de levar junto com Ele a cruz misteriosa da pobreza, das doenças, das perseguições e das desgraças. Confundo-me, meu Jesus, ao refletir sobre a repugnância mostrada pelo Cireneu em vos ajudar a levar a cruz, e vos peço humildemente perdão pela pouca resignação com a qual eu mesmo levei até agora a mística cruz dos sofrimentos. Oh, que eu não me abata jamais por qualquer labuta que eu tenha de enfrentar, e que eu reponha sempre minha delícia no viver e morrer crucificado para todos os gostos do mundo. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VI ESTAÇÃO – A VERÔNICA ENXUGA O ROSTO A JESUS V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se existe dor igual à dor que Me atormenta. (Lm 1,12) Meditação Considera-se nesta sexta estação como Jesus Cristo deixou impressa a imagem do seu rosto no pano da Verônica que avançou entre a multidão a fim de enxugá-lo, e com isso nos ensina o dever de desprezar todos os respeitos humanos se queremos ter o seu retrato esculpido no nosso coração. Admiro, meu Jesus, a generosa piedade da Verônica, ao avançar sem temor entre a multidão insolente para enxugar-vos a face toda gotejante de suor e de sangue; e pelos méritos desta tão bela coragem, peço-vos que me deis força para vencer todo o respeito humano e para sempre mais avançar no vosso amor. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VII ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, há-de salvá-la. (Mc 8,3-35) Meditação Considera-se nesta sétima estação como Jesus Cristo cai pela segunda vez sob o peso da sua cruz para nos obter a força de não recairmos nunca em pecado. Oh, não permitais, ó meu Jesus, que com novos pecados eu vos renove as penas atrocíssimas e as horrendas fadigas por vós sofridas na segunda queda! A vossa paixão seja sempre na minha mente e no meu coração a fim de evitá-los com todo o desejo de renovação e de corresponder ao vosso amor com uma fidelidade inalterável no vosso santo serviço. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VIII ESTAÇÃO – JESUS CONSOLA AS PIEDOSAS MULHERES V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. (Lc 23, 28) Meditação Considera-se nesta oitava estação como Jesus Cristo ensinou às mulheres piedosas a chorar por si mesmas em vez de chorar por Ele, a fim de nos ensinar a chorar antes de qualquer coisa os nossos pecados, que foram a causa de todos os Seus sofrimentos. É verdade, ó meu adorável Jesus, que eu tenho mais motivos para chorar os meus pecados que os vossos tormentos, mas se os meus pecados foram a causa de todas as vossas penas, é então meu dever que eu chore por compaixão das vossas dores e por dor dos meus pecados. Concedei-me pois o dom das lágrimas, a fim de que eu chore frutuosamente até a morte, para que eu não tenha de chorar depois inutilmente toda a eternidade no inferno. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. IX ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. E disse-lhes: “A Minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai”. Mc 14,34) Meditação Considerasse nesta nona estação como Jesus Cristo, como reflexo da inutilidade da sua paixão a respeito de muitos, sente-se oprimir de modo a cair pela terceira vez sob a cruz, a fim de nos ensinar que o maior desgosto que nós podemos provocar é o de abusar dos seus benefícios e das suas graças. Não permitais, ó Senhor, que eu esteja no número daqueles que, caminhando num caminho contrário aos vossos exemplos, tornam inúteis para si próprios a vossa paixão e a vossa morte. Sustentai-me com a vossa graça, a fim de que, merecendo estar com os eleitos à vossa direita no dia do juízo, seja com eles introduzido por Vós no reino da glória. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. X ESTAÇÃO – JESUS É DESPOJADO DAS SUAS VESTES V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. (Jo 19,24) Meditação Considera-se nesta décima estação o rubor experimentado por Jesus Cristo ao ser despido diante de todos, a fim de expiar as nossas vaidades e as nossas imodéstias. Depois amargou o fel para descontar os débitos por nós contraídos por tantas gulodices. Oh, por aquele santo rubor que vos subiu, ó meu Jesus, ao ser publicamente despido das vossas vestes, concedei-me a graça de despir-me de todos os hábitos pecaminosos, e de desprezar corajosamente os boatos dos libertinos e todos os preconceitos do mundo. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XI ESTAÇÃO – JESUS É CRUCIFICADO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!” Depois, disse ao discípulo: Eis a tua mãe! E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. (Jo 19, 26-27) Meditação Considera-se nesta décima primeira estação a dolorosa carnificina suportada por Jesus Cristo ao ser estendido e pregado sobre a cruz, a fim de descontar a pena dos pecados que nós cometemos com todos os sentimentos do nosso corpo. Fico horrorizado, meu Jesus, ao pensar na bárbara e desumana atrocidade de vos pregar com tão impiedosos golpes sobre a cruz; e pelos méritos daqueles espasmos que provastes em tão horrenda carnificina, peço-vos que me deis o espírito para crucificar com a mortificação os meus sentidos, a fim de que não possam nunca se rebelar contra a vossa santíssima lei. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XII ESTAÇÃO – JESUS MORRE NA CRUZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Dando um forte grito, Jesus exclamou: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”. Dito isto, expirou. (Lc 23,46) Meditação Considera-se nesta décima segunda estação como Jesus Cristo, depois de três horas de penosíssima agonia, morreu em meio a dois ladrões sobre a cruz, a fim de dar a vida a todo o mundo e de tornar doce a nossa morte. Uma vez que, à vossa morte, ó meu Jesus, se conturbaram os céus e a terra, dai-me, peço-vos, uma contrição vivíssima das minhas culpas, para que eu não apareça mais insensível das mesmas coisas insensatas, mas ao invés, com um coração despedaçado pela dor, eu chore continuamente a vossa paixão e morte. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XIII ESTAÇÃO – JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE A SUA MÃE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações. (Lc 2,25) Meditação Considera-se nesta décima terceira estação a acerbíssima dor de Maria ao ver, entre seus braços, o ensanguentado cadáver de seu Filho. Oh, salvaguardemo-nos de renovar tão grande tormento à Virgem com os nossos pecados, os quais são uma nova crucifixão de Jesus Cristo. Orai conosco, ó grande Virgem, já que o excesso das minhas falhas deram a morte Àquele que era imortal. Eu me doo por isso o quanto posso, e decido sofrer qualquer pena antes que renovar com a minha morte a crucifixão do vosso Filho. Vós, porém, ó Maria, que bem sabeis quanto eu sou frágil e inconstante, obtende-me a força de ser sempre fiel a tão necessário propósito. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XIV ESTAÇÃO – JESUS É SEPULTADO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. [ José de Arimateia ] foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. (Lc 23,52) Meditação Considera-se nesta última estação a devoção de João, de José de Arimateia, de Nicodemos e das outras piedosas mulheres ao dar digna sepultura a Jesus Cristo. Oh, Reavivemos a fé e tenhamos com relação a Ele os mesmos sentimentos de tristeza, quando, na Sagrada Comunhão, Ele vier se depositar no nosso pobre coração. Para cavar-me do sepulcro dos meus pecados, Vós quisestes descer à tumba, ó meu Jesus; agradeço-vos o quanto posso por um benefício assim tão nobre, e vos peço de completar a vossa obra ao fazer com que, vivendo continuamente na vossa graça, eu mereça viver convosco eternamente na glória. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XV ESTAÇÃO – JESUS RESSUSCITA COMO TINHA DITO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus disse [a Maria Madalena]: “Não Me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os Meus irmãos e diz-lhes: Subo para o Meu Pai, que é vosso Pai, para o Meu Deus, que é vosso Deus.'” Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Vi o Senhor!” E contou o que Ele lhe tinha dito. (Jo 20,17-18). Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. Oração Final Em Vós, ó Virgem Dolorosa, recordo a síntese de todos os episódios por mim meditados. Que graças místicas não Vos devem ter sido concedidas em meio àquelas angústias! Graças de sentir em Si mesma as próprias dores do Redentor. Não é sem razão que, debaixo de certo ângulo, Vós podeis ser chamada de Co­Redendora. É a Vós que “recorro e de Vós me valho, gemendo sob o peso de meus pecados”, na inabalável convicção de que “nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado”. Mãe Dolorosa, é a Vós que recorro, imploro e reclamo pelo perdão de meus pecados, pela minha salvação eterna e pela total santificação de minha alma. E muito Vos peço ainda pela sociedade em geral, e pela própria Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, para que cheguem à plenitude de seu esplendor e graça, e possa assim ser realizada a proclamação universal do triunfo do vosso Imaculado Coração: “Por fim Meu Imaculado Coração triunfará!” Amém Leia também Aprenda como lucrar Indulgência Plenária através da oração da Via Sacra Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça e adquira o nosso livro de orações: Devocionário #Oração #PaixãodeCristo #ViaSacra

  • Aprenda a rezar a Via Sacra

    Um dos mais belos modos de se fazer a meditação sobre a Paixão de Nosso Senhor consiste em rezar a Via Sacra (Via Crucis) . Reze agora e contemple os mistérios da Paixão do Senhor com meditações de Santo Afonso de Ligório! Clique aqui e baixe belas imagens de quadros da Via-Sacra para impressão Leia também Aprenda como lucrar Indulgência Plenária através da oração da Via Sacra Via Sacra Ato de Contrição (opcional) Meu amorosíssimo Jesus, prostrado humildemente aos vossos pés santíssimos, peço-vos, com todo o coração, perdão dos meus pecados os quais eu choro e detesto, especialmente por serem uma ofensa à vossa infinita bondade. Proponho-me querer antes morrer que vos ofender; ao invés, declaro querer vos amar sobre todas as coisas até a morte. Em compensação por tantos débitos por mim contraídos com a vossa divina justiça, ofereço-vos este breve exercício da Via Crucis em união com aquela viagem dolorosa que Vós fizestes ao Calvário por mim, indigníssimo pecador. Aceitai, ó Senhor, esta pequena oferta e dai-me a graça de ganhar todas as santas indulgências concedidas pelos vossos vigários, os Sumos Pontífices, segundo a intenção dos quais ora pretendo rezar, também para sufragar com elas as pobres almas do purgatório, depois de lhes ter aplicado uma indulgência plenária, aplico-a também por mim. Nós te adoramos, ó Cristo, e te bendizemos Porque com a tua santa Cruz redimiste o mundo I ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO À MORTE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado. (Mc 15,15) Meditação Considera-se nesta primeira Estação a admirável submissão do inocente Jesus no receber do iníquo Pilatos a injusta sentença de morte, para que: os pecadores recebessem a vida, e assim fossem libertos da eterna condenação. Adoro, meu Jesus, aquela divina paciência com a qual do iníquo tribunal de Pilatos recebestes a injustíssima sentença de morte: e pelos méritos de tão bela virtude, peço-vos que apagueis aquela justíssima sentença de eterna morte que tantas vezes me mereceram os meus pecados, e que me chameis no dia final entre os vossos eleitos no céu. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. II ESTAÇÃO- JESUS TOMA A CRUZ AOS OMBROS V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as Suas roupas e levaram-No para ser crucificado. (Mt 27,31) Meditação Considera-se nesta segunda estação a resignação de Jesus Cristo ao soto-pôr os seus ombros à cruz a fim de nos animar a caminhar atrás de Si pela via da mortificação e da penitência. Bendigo, meu Jesus, a imensa caridade com a qual, por amor a mim, recebestes sobre vossos ombros feridos a pesadíssima cruz, e Vos peço dar-me a graça de pacientemente levar pela espinhosa estrada do mundo a cruz das minhas labutas, sem separar-me jamais da vossa santíssima vontade. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. III ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve. ( Mt 11,28-30) Meditação Considera-se nesta terceira estação como o nosso benigníssimo Senhor, oprimido pelo peso da cruz e pelos golpes dos malfeitores, cai por terra, a fim de nos obter a graça de não cairmos jamais em pecado. Beijo, meu Jesus, com todo o afeto aquele terreno que Vós ensopastes do vosso sangue na dolorosa queda que sofrestes sob a cruz. Pelos méritos daquela acerbíssima pena que então sofrestes, peço-Vos que não permitais jamais que eu caia da vossa graça; e no caso de eu me encontrar caído, ressurja logo com uma contrição sincera. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. IV ESTAÇÃO – JESUS ENCONTRA SUA MÃE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (Mc 3,35) Meditação Considera-se nesta quarta estação a inefável dor que experimentaram reciprocamente Jesus Cristo e a sua Santíssima Mãe ao se encontrarem no caminho do Calvário, a fim de obterem para nós a graça de fugirmos com toda a cautela de todos os encontros perigosos. Oh, pudesse também eu, ó meu Jesus, consumir-me em pranto por compaixão diante de vossos tormentos, a fim de levar-Vos com as minhas lágrimas algum conforto! Neste momento, peço-Vos, ó Jesus, pelas agonias de vossa Mãe, e a Vós também, peço, ó Maria, pelas dores do vosso Filho, que me comovais o coração e façais que, chorando até a morte, possa ter eu a bela sorte de encontrar-vos e gozar convosco para sempre na beatitude do paraíso. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. V ESTAÇÃO – JESUS É AJUDADO POR SIMÃO DE CIRENE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus perguntou: Qual […] te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu: O que usou de misericórdia para com ele. Jesus retorquiu: Vai e faz tu também o mesmo. (Lc 10, 36-37) Meditação Considera-se nesta quinta estação como Jesus Cristo permite ser ajudado pelo Cireneu a carregar a cruz, a fim de ensinar a nós todos a não nos avergonharmos jamais de levar junto com Ele a cruz misteriosa da pobreza, das doenças, das perseguições e das desgraças. Confundo-me, meu Jesus, ao refletir sobre a repugnância mostrada pelo Cireneu em vos ajudar a levar a cruz, e vos peço humildemente perdão pela pouca resignação com a qual eu mesmo levei até agora a mística cruz dos sofrimentos. Oh, que eu não me abata jamais por qualquer labuta que eu tenha de enfrentar, e que eu reponha sempre minha delícia no viver e morrer crucificado para todos os gostos do mundo. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VI ESTAÇÃO – A VERÔNICA ENXUGA O ROSTO A JESUS V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se existe dor igual à dor que Me atormenta. (Lm 1,12) Meditação Considera-se nesta sexta estação como Jesus Cristo deixou impressa a imagem do seu rosto no pano da Verônica que avançou entre a multidão a fim de enxugá-lo, e com isso nos ensina o dever de desprezar todos os respeitos humanos se queremos ter o seu retrato esculpido no nosso coração. Admiro, meu Jesus, a generosa piedade da Verônica, ao avançar sem temor entre a multidão insolente para enxugar-vos a face toda gotejante de suor e de sangue; e pelos méritos desta tão bela coragem, peço-vos que me deis força para vencer todo o respeito humano e para sempre mais avançar no vosso amor. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VII ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, há-de salvá-la. (Mc 8,3-35) Meditação Considera-se nesta sétima estação como Jesus Cristo cai pela segunda vez sob o peso da sua cruz para nos obter a força de não recairmos nunca em pecado. Oh, não permitais, ó meu Jesus, que com novos pecados eu vos renove as penas atrocíssimas e as horrendas fadigas por vós sofridas na segunda queda! A vossa paixão seja sempre na minha mente e no meu coração a fim de evitá-los com todo o desejo de renovação e de corresponder ao vosso amor com uma fidelidade inalterável no vosso santo serviço. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. VIII ESTAÇÃO – JESUS CONSOLA AS PIEDOSAS MULHERES V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. (Lc 23, 28) Meditação Considera-se nesta oitava estação como Jesus Cristo ensinou às mulheres piedosas a chorar por si mesmas em vez de chorar por Ele, a fim de nos ensinar a chorar antes de qualquer coisa os nossos pecados, que foram a causa de todos os Seus sofrimentos. É verdade, ó meu adorável Jesus, que eu tenho mais motivos para chorar os meus pecados que os vossos tormentos, mas se os meus pecados foram a causa de todas as vossas penas, é então meu dever que eu chore por compaixão das vossas dores e por dor dos meus pecados. Concedei-me pois o dom das lágrimas, a fim de que eu chore frutuosamente até a morte, para que eu não tenha de chorar depois inutilmente toda a eternidade no inferno. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. IX ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. E disse-lhes: “A Minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai”. Mc 14,34) Meditação Considerasse nesta nona estação como Jesus Cristo, como reflexo da inutilidade da sua paixão a respeito de muitos, sente-se oprimir de modo a cair pela terceira vez sob a cruz, a fim de nos ensinar que o maior desgosto que nós podemos provocar é o de abusar dos seus benefícios e das suas graças. Não permitais, ó Senhor, que eu esteja no número daqueles que, caminhando num caminho contrário aos vossos exemplos, tornam inúteis para si próprios a vossa paixão e a vossa morte. Sustentai-me com a vossa graça, a fim de que, merecendo estar com os eleitos à vossa direita no dia do juízo, seja com eles introduzido por Vós no reino da glória. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. X ESTAÇÃO – JESUS É DESPOJADO DAS SUAS VESTES V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. (Jo 19,24) Meditação Considera-se nesta décima estação o rubor experimentado por Jesus Cristo ao ser despido diante de todos, a fim de expiar as nossas vaidades e as nossas imodéstias. Depois amargou o fel para descontar os débitos por nós contraídos por tantas gulodices. Oh, por aquele santo rubor que vos subiu, ó meu Jesus, ao ser publicamente despido das vossas vestes, concedei-me a graça de despir-me de todos os hábitos pecaminosos, e de desprezar corajosamente os boatos dos libertinos e todos os preconceitos do mundo. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XI ESTAÇÃO – JESUS É CRUCIFICADO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!” Depois, disse ao discípulo: Eis a tua mãe! E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. (Jo 19, 26-27) Meditação Considera-se nesta décima primeira estação a dolorosa carnificina suportada por Jesus Cristo ao ser estendido e pregado sobre a cruz, a fim de descontar a pena dos pecados que nós cometemos com todos os sentimentos do nosso corpo. Fico horrorizado, meu Jesus, ao pensar na bárbara e desumana atrocidade de vos pregar com tão impiedosos golpes sobre a cruz; e pelos méritos daqueles espasmos que provastes em tão horrenda carnificina, peço-vos que me deis o espírito para crucificar com a mortificação os meus sentidos, a fim de que não possam nunca se rebelar contra a vossa santíssima lei. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XII ESTAÇÃO – JESUS MORRE NA CRUZ V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Dando um forte grito, Jesus exclamou: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”. Dito isto, expirou. (Lc 23,46) Meditação Considera-se nesta décima segunda estação como Jesus Cristo, depois de três horas de penosíssima agonia, morreu em meio a dois ladrões sobre a cruz, a fim de dar a vida a todo o mundo e de tornar doce a nossa morte. Uma vez que, à vossa morte, ó meu Jesus, se conturbaram os céus e a terra, dai-me, peço-vos, uma contrição vivíssima das minhas culpas, para que eu não apareça mais insensível das mesmas coisas insensatas, mas ao invés, com um coração despedaçado pela dor, eu chore continuamente a vossa paixão e morte. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XIII ESTAÇÃO – JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE A SUA MÃE V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações. (Lc 2,25) Meditação Considera-se nesta décima terceira estação a acerbíssima dor de Maria ao ver, entre seus braços, o ensanguentado cadáver de seu Filho. Oh, salvaguardemo-nos de renovar tão grande tormento à Virgem com os nossos pecados, os quais são uma nova crucifixão de Jesus Cristo. Orai conosco, ó grande Virgem, já que o excesso das minhas falhas deram a morte Àquele que era imortal. Eu me doo por isso o quanto posso, e decido sofrer qualquer pena antes que renovar com a minha morte a crucifixão do vosso Filho. Vós, porém, ó Maria, que bem sabeis quanto eu sou frágil e inconstante, obtende-me a força de ser sempre fiel a tão necessário propósito. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XIV ESTAÇÃO – JESUS É SEPULTADO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. [ José de Arimateia ] foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. (Lc 23,52) Meditação Considera-se nesta última estação a devoção de João, de José de Arimateia, de Nicodemos e das outras piedosas mulheres ao dar digna sepultura a Jesus Cristo. Oh, Reavivemos a fé e tenhamos com relação a Ele os mesmos sentimentos de tristeza, quando, na Sagrada Comunhão, Ele vier se depositar no nosso pobre coração. Para cavar-me do sepulcro dos meus pecados, Vós quisestes descer à tumba, ó meu Jesus; agradeço-vos o quanto posso por um benefício assim tão nobre, e vos peço de completar a vossa obra ao fazer com que, vivendo continuamente na vossa graça, eu mereça viver convosco eternamente na glória. Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. XV ESTAÇÃO – JESUS RESSUSCITA COMO TINHA DITO V. Nós Vos adoramos e Vos bendizemos, Senhor Jesus. R. Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo. Jesus disse [a Maria Madalena]: “Não Me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os Meus irmãos e diz-lhes: Subo para o Meu Pai, que é vosso Pai, para o Meu Deus, que é vosso Deus.'” Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Vi o Senhor!” E contou o que Ele lhe tinha dito. (Jo 20,17-18). Pai Nosso, Ave Maria, Glória Ó santa Mãe da dor, gravai no meu coração as chagas do Salvador. Oração Final Em Vós, ó Virgem Dolorosa, recordo a síntese de todos os episódios por mim meditados. Que graças místicas não Vos devem ter sido concedidas em meio àquelas angústias! Graças de sentir em Si mesma as próprias dores do Redentor. Não é sem razão que, debaixo de certo ângulo, Vós podeis ser chamada de Co­Redendora. É a Vós que “recorro e de Vós me valho, gemendo sob o peso de meus pecados”, na inabalável convicção de que “nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado”. Mãe Dolorosa, é a Vós que recorro, imploro e reclamo pelo perdão de meus pecados, pela minha salvação eterna e pela total santificação de minha alma. E muito Vos peço ainda pela sociedade em geral, e pela própria Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, para que cheguem à plenitude de seu esplendor e graça, e possa assim ser realizada a proclamação universal do triunfo do vosso Imaculado Coração: “Por fim Meu Imaculado Coração triunfará!” Amém Leia também Aprenda como lucrar Indulgência Plenária através da oração da Via Sacra Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual Conheça e adquira o nosso livro de orações: Devocionário #Oração #PaixãodeCristo #ViaSacra

  • DUAS GUERRAS NA EUROPA – Padre Santiago Martín

    Duas guerras terríveis estão em curso na Europa, neste momento. Uma, visível, na Ucrânia. A outra, mais dissimulada, na Alemanha. A guerra na Ucrânia é feroz. Cidades bombardeadas, milhares de mortos e feridos, mais de um milhão de deslocados, famílias separadas, a economia arruinada e até o risco de um desastre ainda maior, à medida que as centrais nucleares do país vão sendo atacadas. Qualquer que seja a desculpa ou motivo de Putin para avançar com este conflito, o seu comportamento é inaceitável e, pelo que está fazendo, merece ser considerado um criminoso à altura dos maiores assassinos da história, incluindo Stalin e Hitler. Entretanto, uma outra guerra, muito próxima da da Ucrânia, está sendo travada na Alemanha. As bombas não derrubam edifícios, nem há mísseis lançados por aviões. A arma utilizada é de um tipo diferente, mas é também mortífera. Intriga e calúnia são usadas. Os promotores do Sínodo herético alemão procuram, a todo o custo, livrar-se da pequena oposição interna que encontram no Episcopado daquele país. O chefe visível desta oposição é o Cardeal Voelki, de Colónia. Antes de mais nada, organizaram um relatório supostamente profissional acusando-o de permissividade para com um padre pedófilo. Esse relatório foi feito, não por acaso, pelos mesmos advogados que mais tarde tentaram implicar Bento XVI num caso semelhante, de forma fraudulenta. Também não é coincidência que esta equipe de advogados seja de Munique e que, pelo ataque ao Papa Emérito, tenham sido pagos pela Arquidiocese de Munique, presidida pelo Cardeal Marx. Voelki não aceitou o relatório, por ser tendencioso; e encomendou outro, cujos resultados entregou à polícia, para que não houvesse dúvidas quanto à sua fiabilidade. Apesar disso, ele foi denunciado ao Papa, que lhe pediu, mesmo sendo inocente, que se retirasse durante seis meses do governo da Arquidiocese. Por outro lado, o bispo de Hamburgo, claramente implicado, não foi punido e continuou a governar a sua diocese. Deve dizer-se que o Bispo de Hamburgo é um dos mais firmes apoiantes do Sínodo Alemão e das suas reformas heréticas. Mas a guerra não terminou aí. Agora o Cardeal Voelki está sendo constrangido a deixar sua própria arquidiocese. Os setores liberais da arquidiocese solicitaram ao Papa que o despedisse. Até mesmo o presidente dos bispos europeus, o Cardeal jesuíta Hollerich, apelou publicamente a isso. Sob este assédio, Voelki colocou mais uma vez o seu cargo à disposição do Pontífice. É um caso exemplar, já utilizado por Hitler e Stalin: tentava-se destruir moralmente o inimigo, desacreditá-lo, para que a sua opinião deixasse de ser ouvida (e, se isto falhasse, o eliminavam). Agora isto está sendo utilizado contra o Cardeal Voelki e seria extremamente grave se o Papa cedesse, caindo nesta armadilha. Seria muito grave para a pessoa envolvida, para a Arquidiocese de Colónia, para a Igreja na Alemanha e para a Igreja universal, se o Santo Padre aceitasse a demissão de Voelki. Seria extremamente grave, porque ele é inocente e, mais ainda, porque seria um prêmio não só ao bispo de Hamburgo, mas inclusive ao Cardeal Marx de Munique, que também ofereceu a sua demissão e não foi aceita, apesar de estar claramente implicado não só em situações da sua própria diocese, mas também na de Treveris, da qual foi bispo. O sinal enviado a toda a Igreja é que, para além dos discursos, o Sínodo alemão tem o apoio indireto do Pontífice, que cede às pressões dos que promovem o Sínodo, eliminando os poucos que a ele se opõem. Rezemos pelo fim das duas guerras, a com bombas que destroem edifícios e matam corpos, e aquela outra com calúnias que arruínam a reputação dos inocentes. Rezemos para que o Papa não castigue estes inocentes e não dê a vitória aos inimigos da Igreja.

  • COMO AMAR A TANTOS INIMIGOS?

    O filósofo católico espanhol Julián Marías escreveu, certa vez, que a globalização dos meios de comunicação teria criado uma fonte a mais de sofrimento na vida das pessoas, ao concentrar, num noticiário de poucos minutos, as principais tragédias mundiais que acontecem, num único dia, em todo o planeta. O que acabou gerando, de certa forma, uma visão algo catastrofista do mundo, em que o mal, de algum modo, parece amplificado, maior do que efetivamente é, e tudo provocado pelo acúmulo artificial de notícias ruins espremidas num mesmo pacote de informações, despejado de súbito na sensibilidade do público. O homem anterior à comunicação de massa não conhecia essa espécie de sofrimento. Num certo sentido, também como consequência da expansão desses meios de comunicação, e, sobretudo hoje, com a proliferação das redes sociais na internet, houve um aumento assustador dos nossos inimigos, reais ou imaginários, cada vez mais poderosos, que antes eram locais e agora são nacionais e até internacionais. O cristianismo é bem claro, e verdadeiramente revolucionário, sobre a forma como se deve tratar o inimigo: com caridade. Jesus ensina a amar o inamável e o desamável, que em termos práticos significa rezar pelos inimigos e desejar a sua salvação. Contudo, como amar assim a tantos e tantos inimigos, agora virtuais, que as mídias colocam diante de nossa impotente estupefação, cada vez que ligamos o celular ou o notebook? Não há outra saída. É preciso rezar e desejar a salvação eterna de todos os ministros da nossa suprema corte de Justiça, todas as vezes que determinam o cancelamento de tantos canais do youtube , só por exprimirem opiniões diferentes das politicamente corretas (segundo eles, produzem “discurso de ódio”), deixando de lado tantas letras de música “funk” ou “sertanejo universitário” que, elas sim, atentam contra tudo o que ainda há de decente no mundo. É preciso rezar e desejar a salvação eterna de todos os políticos corruptos do país, especialmente os que, por parcialidade da Justiça, se habilitam novamente a concorrer a cargos públicos, com grandes chances de se reelegerem governadores de alguns estados ou até presidente da República. É preciso rezar e desejar a salvação da alma do falso cristão Putin, ameaçando o mundo com seu eurasianismo imperialista. É preciso rezar e desejar a salvação da alma de um Zelensky, que sonha transformar a Ucrânia em mais país típico da União Europeia, totalmente descristianizado. É preciso rezar e desejar a salvação da alma de um Biden, que defende o aborto e, ainda assim, apresenta-se com a maior desfaçatez para comungar nas Missas. Seria infindável a lista dos inamáveis homens públicos a quem é preciso urgentemente amar, inimigos de Deus e do gênero humano.

  • Bispos ucranianos pedem ao Papa que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria

    “Pedimos humildemente a Vossa Santidade que realize publicamente o ato de consagração da Ucrânia e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, conforme solicitado pela Santíssima Virgem em Fátima” Os bispos ucranianos enviaram uma carta ao Papa Francisco pedindo que ele consagre a Ucrânia e a Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Confira o texto escrito pelo episcopado, conforme notícia veiculada pelo portal Credo : “Santo Padre! Nestas horas de incomensurável dor e terrível provação para o nosso povo, nós, Bispos da Conferência Episcopal da Ucrânia, somos porta-vozes da frequente e sincera súplica, apoiada pelos nossos sacerdotes e pelas pessoas consagradas, que nos chega de todo o povo cristão, para que Vossa Santidade consagre a nossa Pátria e a Rússia. Assim, pedimos humildemente a Vossa Santidade que realize publicamente o ato de consagração da Ucrânia e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, conforme solicitado pela Santíssima Virgem em Fátima. Que a Mãe de Deus, Rainha da Paz, aceite nossa prece: Regina pacis, ora pro nobis ! [em latim, ‘Rainha da paz, rogai por nós’, ndr]”. Antes de continuar a leitura, assista a formação para entender o conflito entre Rússia e Ucrânia: As controvérsias sobre a consagração da Rússia De fato, a consagração da Rússia tal como foi pedida por Nossa Senhora em Fátima é um tema que ainda gera debates entre muitos católicos. Vários Papas já consagraram o mundo ao Coração Imaculado de Maria, mas existe um debate sobre até que ponto essas consagrações “ do mundo ” equivalem a uma consagração “ da Rússia ” especificamente. A Rússia foi consagrada ao Imaculado Coração, como pedira a Virgem de Fátima? Trata-se de um assunto muito debatido. As vozes se dividem. No entanto, a resposta já foi dada, e pela própria Virgem Maria. Assista: Existem controvérsias entre os que defendem que a consagração está feita e é válida e aqueles que afirmam que ela não foi feita explicitamente Nossa Senhora pediu, em Fátima , que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração : “Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados . Se os meus pedidos forem ouvidos, a Rússia se converterá e haverá paz; se não, ela irá espalhar os seus erros pelo mundo, causando guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre vai ter muito que sofrer; várias nações serão destruídas. No fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre vai consagrar a Rússia a mim e ela se converterá, e um período de paz será concedido ao mundo”. Controvérsias Vários Papas já consagraram o mundo ao Coração Imaculado de Maria, mas existe um debate sobre até que ponto essas consagrações “ do mundo ” equivalem a uma consagração “ da Rússia ” especificamente. Após as aparições de Fátima, houve ao menos 7 atos de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, realizados pelos Papas. São eles: 31 de outubro de 1942: Pio XII faz uma consagração do mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria. 7 de julho de 1952: Pio XII consagra os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, em sua carta apostólica Sacro Vergente Anno : “Tal como alguns anos atrás consagramos a humanidade inteira ao Imaculado Coração da Virgem Maria, Mãe de Deus, também hoje a consagramos e de forma especial confiamos todos os povos da Rússia a este Imaculado Coração”. 21 de novembro de 1964 : Paulo VI renova a consagração da Rússia ao Imaculado Coração, na presença dos Padres do Concílio Vaticano, mas sem a participação deles. 13 de maio de 1982 : São João Paulo II convida os bispos do mundo a se unirem a ele para consagrar o mundo e, com ele, a Rússia ao Imaculado Coração. Muitos não receberam o convite a tempo da viagem do Papa a Fátima, onde ele fez a consagração. A irmã Lúcia diz, mais tarde, que as condições não foram cumpridas. Outubro de 1983 : durante o Sínodo dos Bispos, São João Paulo II renova a consagração de 1982. 25 de março de 1984 : São João Paulo II, “ unido a todos os pastores da Igreja por um vínculo especial sob o qual eles constituem um corpo e um colégio “, consagra “ o mundo inteiro, especialmente as pessoas cuja situação vos leva a ter por elas um amor e solicitude particulares “. Em correspondência de 29 de agosto de 1989, a Irmã Lúcia afirma que a consagração da Rússia “ foi feita ” e que “ Deus manterá a Sua palavra “. De fato, subseguem-se eventos significativos, como a queda do Muro de Berlim (9 de novembro de 1989) e a dissolução da União Soviética (25 de dezembro de 1991). 13 de outubro de 2013 : o Papa Francisco consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Mesmo com essas consagrações, inclusive mencionando-se explicitamente a Rússia em algumas delas, muitas pessoas ainda divergem sobre a “validade” ou pelo menos a “liceidade” da consagração da Rússia, afirmando que não foram seguidas à risca as instruções de Nossa Senhora nas aparições em Fátima. A tese de que a Rússia não foi adequadamente consagrada Quem contesta que a Rússia tenha sido validamente consagrada enfatiza que: Os Papas consagraram o mundo, mas não especificamente a Rússia, e tampouco em união com todos os bispos. A Rússia não se converteu, o que Maria prometeu que aconteceria caso a consagração fosse feita. A tese de que a Rússia foi adequadamente consagrada Quem considera que a consagração está feita e é válida observa que: A própria Irmã Lúcia, que foi quem recebeu a mensagem de Maria, declarou que a consagração da Rússia foi feita pelo Papa João Paulo II em 25 de março de 1984, acrescentando que “ Deus manterá a Sua palavra “. Em 26 de junho de 2000, a Santa Sé revelou o terceiro segredo de Fátima e afirmou que a consagração estava feita. A revelação foi feita pelos cardeais Bertone e Ratzinger – e Ratzinger viria a ser eleito Papa como Bento XVI. Quanto à conversão da Rússia, é verdade que este fruto ainda é um fato amplamente questionável, mas também é verdade que existe por parte de todos os católicos a responsabilidade de rezar o terço todos os dias e manter a devoção dos 5 primeiros sábados . Ao fazerem parte de um mesmo pedido de Nossa Senhora, a consagração da Rússia e as nossas responsabilidades de oração, devoção e conversão pessoal parecem ter um vínculo direto com a promessa de conversão da Rússia e de um período de paz no mundo. #Rússia #Ucrânia

  • Bispos ucranianos pedem ao Papa que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria

    “Pedimos humildemente a Vossa Santidade que realize publicamente o ato de consagração da Ucrânia e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, conforme solicitado pela Santíssima Virgem em Fátima” Os bispos ucranianos enviaram uma carta ao Papa Francisco pedindo que ele consagre a Ucrânia e a Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Confira o texto escrito pelo episcopado, conforme notícia veiculada pelo portal Credo : “Santo Padre! Nestas horas de incomensurável dor e terrível provação para o nosso povo, nós, Bispos da Conferência Episcopal da Ucrânia, somos porta-vozes da frequente e sincera súplica, apoiada pelos nossos sacerdotes e pelas pessoas consagradas, que nos chega de todo o povo cristão, para que Vossa Santidade consagre a nossa Pátria e a Rússia. Assim, pedimos humildemente a Vossa Santidade que realize publicamente o ato de consagração da Ucrânia e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, conforme solicitado pela Santíssima Virgem em Fátima. Que a Mãe de Deus, Rainha da Paz, aceite nossa prece: Regina pacis, ora pro nobis ! [em latim, ‘Rainha da paz, rogai por nós’, ndr]”. Antes de continuar a leitura, assista a formação para entender o conflito entre Rússia e Ucrânia: As controvérsias sobre a consagração da Rússia De fato, a consagração da Rússia tal como foi pedida por Nossa Senhora em Fátima é um tema que ainda gera debates entre muitos católicos. Vários Papas já consagraram o mundo ao Coração Imaculado de Maria, mas existe um debate sobre até que ponto essas consagrações “ do mundo ” equivalem a uma consagração “ da Rússia ” especificamente. A Rússia foi consagrada ao Imaculado Coração, como pedira a Virgem de Fátima? Trata-se de um assunto muito debatido. As vozes se dividem. No entanto, a resposta já foi dada, e pela própria Virgem Maria. Assista: Existem controvérsias entre os que defendem que a consagração está feita e é válida e aqueles que afirmam que ela não foi feita explicitamente Nossa Senhora pediu, em Fátima , que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração : “Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados . Se os meus pedidos forem ouvidos, a Rússia se converterá e haverá paz; se não, ela irá espalhar os seus erros pelo mundo, causando guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre vai ter muito que sofrer; várias nações serão destruídas. No fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre vai consagrar a Rússia a mim e ela se converterá, e um período de paz será concedido ao mundo”. Controvérsias Vários Papas já consagraram o mundo ao Coração Imaculado de Maria, mas existe um debate sobre até que ponto essas consagrações “ do mundo ” equivalem a uma consagração “ da Rússia ” especificamente. Após as aparições de Fátima, houve ao menos 7 atos de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, realizados pelos Papas. São eles: 31 de outubro de 1942: Pio XII faz uma consagração do mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria. 7 de julho de 1952: Pio XII consagra os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, em sua carta apostólica Sacro Vergente Anno : “Tal como alguns anos atrás consagramos a humanidade inteira ao Imaculado Coração da Virgem Maria, Mãe de Deus, também hoje a consagramos e de forma especial confiamos todos os povos da Rússia a este Imaculado Coração”. 21 de novembro de 1964 : Paulo VI renova a consagração da Rússia ao Imaculado Coração, na presença dos Padres do Concílio Vaticano, mas sem a participação deles. 13 de maio de 1982 : São João Paulo II convida os bispos do mundo a se unirem a ele para consagrar o mundo e, com ele, a Rússia ao Imaculado Coração. Muitos não receberam o convite a tempo da viagem do Papa a Fátima, onde ele fez a consagração. A irmã Lúcia diz, mais tarde, que as condições não foram cumpridas. Outubro de 1983 : durante o Sínodo dos Bispos, São João Paulo II renova a consagração de 1982. 25 de março de 1984 : São João Paulo II, “ unido a todos os pastores da Igreja por um vínculo especial sob o qual eles constituem um corpo e um colégio “, consagra “ o mundo inteiro, especialmente as pessoas cuja situação vos leva a ter por elas um amor e solicitude particulares “. Em correspondência de 29 de agosto de 1989, a Irmã Lúcia afirma que a consagração da Rússia “ foi feita ” e que “ Deus manterá a Sua palavra “. De fato, subseguem-se eventos significativos, como a queda do Muro de Berlim (9 de novembro de 1989) e a dissolução da União Soviética (25 de dezembro de 1991). 13 de outubro de 2013 : o Papa Francisco consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Mesmo com essas consagrações, inclusive mencionando-se explicitamente a Rússia em algumas delas, muitas pessoas ainda divergem sobre a “validade” ou pelo menos a “liceidade” da consagração da Rússia, afirmando que não foram seguidas à risca as instruções de Nossa Senhora nas aparições em Fátima. A tese de que a Rússia não foi adequadamente consagrada Quem contesta que a Rússia tenha sido validamente consagrada enfatiza que: Os Papas consagraram o mundo, mas não especificamente a Rússia, e tampouco em união com todos os bispos. A Rússia não se converteu, o que Maria prometeu que aconteceria caso a consagração fosse feita. A tese de que a Rússia foi adequadamente consagrada Quem considera que a consagração está feita e é válida observa que: A própria Irmã Lúcia, que foi quem recebeu a mensagem de Maria, declarou que a consagração da Rússia foi feita pelo Papa João Paulo II em 25 de março de 1984, acrescentando que “ Deus manterá a Sua palavra “. Em 26 de junho de 2000, a Santa Sé revelou o terceiro segredo de Fátima e afirmou que a consagração estava feita. A revelação foi feita pelos cardeais Bertone e Ratzinger – e Ratzinger viria a ser eleito Papa como Bento XVI. Quanto à conversão da Rússia, é verdade que este fruto ainda é um fato amplamente questionável, mas também é verdade que existe por parte de todos os católicos a responsabilidade de rezar o terço todos os dias e manter a devoção dos 5 primeiros sábados . Ao fazerem parte de um mesmo pedido de Nossa Senhora, a consagração da Rússia e as nossas responsabilidades de oração, devoção e conversão pessoal parecem ter um vínculo direto com a promessa de conversão da Rússia e de um período de paz no mundo. #Rússia #Ucrânia

  • Na quaresma, devemos trocar as penitências pelo Jejum da Língua?

    Tornou-se muito comum católicos desmerecerem as práticas penitenciais recomendadas para a quaresma. Logo dizem: “Fazer penitência é besteira, o jejum mais importante é o da língua!” Será mesmo? Assista esta importante formação e descubra qual o ensinamento da Igreja acerca disso, para saber responder quando alguém vier com essa bobagem de jejum da língua… Já adiantamos que, não fazer fofoca, ser humilde e ajudar o próximo é nossa obrigação! Não é penitência! Penitência é algo que não é pecado fazer e que você gosta de fazer mas, que livremente você renuncia para se disciplinar, reparar os seus pecados e se fortalecer espiritualmente! Nós temos que fazer jejum, abstinência e penitência SIM na Quaresma! Antes de continuar a leitura, assista a formação: Como viver bem o tempo da Quaresma? Quando o mundo desperta no dia seguinte ao Carnaval, é Quarta-feira de Cinzas. Para os mundanos e pagãos, trata-se de mais um dia como qualquer outro. Para nós, católicos, porém, inicia-se um tempo forte de oração e penitência: o tempo da Quaresma. A Igreja, mãe e mestra dos homens, tem o dever de ensinar-lhes o caminho da santidade. Por isso, ela possui toda uma pedagogia, com métodos e programas de ensino, que movem o coração do homem na direção do Céu. A Quaresma faz parte dessa pedagogia como um tempo especial dedicado a um combate mais denso contra as nossas tendências pecaminosas. Não se trata, portanto, de um período em que a Igreja simplesmente se veste de roxo, mas de um kairós , ou seja, um tempo oportuno para nossa conversão. Para viver bem esse período, o homem deve conhecer o seu fundo mau e reconhecer-se necessitado da graça divina. O tempo da Quaresma é esse tempo em que o homem passa quarenta dias meditando sobre a Paixão de Nosso Senhor , a fim de afastar-se do homem velho e, na Páscoa, ressurgir como um homem novo. Afinal, o que a Igreja deseja não é somente a nossa libertação do pecado, mas a nossa santificação e configuração a Cristo; ela quer, portanto, a nossa conversão mais profunda — uma espécie de segunda decolagem, por assim dizer —, que retira o cristão da lógica do mundanismo. Na Quaresma, a Igreja nos exorta a praticar a esmola, o jejum e, sobretudo, a oração, como descrito no Sermão da Montanha (cf. Mt 6). Essas três práticas servem para “matar” o homem velho dentro de nós e abrir o nosso coração à graça santificante . Elas desligam o motor do pecado — isto é, aquilo que São João chama de concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (cf. 1Jo 2, 16) — e dispõem as nossas almas a serem movidas pelo amor de Deus. O jejum mortifica a concupiscência da carne, a esmola mortifica a concupiscência dos olhos e a oração mortifica a soberba da vida. Tudo que há no mundo é a concupiscência da carne . Essa carne de que fala São João não é bem o nosso corpo, mas aquela inclinação da alma a querer os prazeres ilícitos da criatura. A alma humana, quando dominada pelo pecado, vive uma desordem. Ela deixa de governar a vida do homem para submeter-se às paixões carnais. Por isso ela recebe o nome de “carne”. O jejum serve justamente para moderar essa fuga da dor e busca pelo prazer, ordenando o nosso espírito, de modo que a alma domine sobre as paixões e não o contrário. Assim, privar-se de coisas agradáveis como doces, refrigerantes e o consumo de carne (brancas e vermelhas, atenção) é algo bastante recomendável. A concupiscência dos olhos. O homem é a única criatura de Deus que possui uma sede de conhecimento, esse desejo que move o nosso olhar para tudo que seja “belo” e “interessante” às vistas. Por exemplo, nenhum outro animal é capaz de passar o dia inteiro no Facebook, ou mudando de canal, ou passeando no shopping sem comprar nada, como faz o ser humano. O homem nasceu para conhecer a verdade. Porém, o pecado original causou uma desordem no seu interesse pelas coisas, de modo que as pessoas se perdem na curiosidade malsã. Daí a necessidade da esmola como exercício de desapego e abnegação. A soberba da vida . O pecado original maculou o ser humano com o vício diabólico do orgulho, essa atitude de achar-se suficiente e dizer “eu me basto”. Na história da Igreja, esse vício se espalhou por heresias como o pelagianismo e o semipelagianismo, que pregavam a ideia de uma santificação sem a necessidade da graça de Deus, mas apenas por méritos humanos. O método mais eficaz para combater o orgulho é a oração. Colocando-se de joelhos diante de Deus, o homem reconhece a sua debilidade e incapacidade para todo bem, qual um mendigo na soleira da porta de Deus. Isso abre o nosso coração para o dom da caridade, para a verdadeira esperança, que reside apenas em Deus, pois Ele é que vai nos capacitar a amar e santificar os nossos irmãos. De resto, o homem desespera-se de si mesmo para esperar apenas na providência divina. Uma prática bastante recomendável para o tempo da Quaresma é a participação diária à Santa Missa, com Comunhões bem feitas , e a frequência à Confissão. Nessa dinâmica, a nossa alma vai se identificando mais depressa à vontade do Divino Mestre, que toca o nosso corpo e a nossa alma por meio dos sacramentos . Com essa força, tornamo-nos mais resistentes às tentações, às concupiscências da carne e dos olhos e à soberba da vida. Não podemos nos esquecer ainda que o tempo da Quaresma é também o tempo de Nossa Senhora, a mulher do Apocalipse que se retirou para o deserto, a fim de vencer o dragão, a serpente maligna que pretendia devorar seu Filho. Peçamos, pois, o auxílio da Mãe Divina e vivamos esses quarenta dias na expectativa de novos céus e nova terra, no dia da ressurreição . Formas de penitência e suas razões Numa sociedade que cria os seus filhos sem limites e como “crianças mimadas”, fica realmente muito difícil entender o porquê de se fazer penitência. Neste vídeo, Pe. Paulo Ricardo fala sobre as formas de mortificação e explica como podemos educar o nosso corpo para crescermos na vida em Deus. O corpo humano pode ser comparado a uma criança mimada, aquela que deseja ter todas as suas vontades satisfeitas e, mesmo que isso ocorra, ela ainda é irritadiça, preguiçosa e indolente. Assim é o ser humano, assim é o corpo humano. Quanto mais come, mais letárgico fica; quanto mais dorme, mais sono tem; e assim por diante. Trata-se da primeira consequência do pecado original, da mãe de todas as doenças: a filáucia, que pode ser definida como o amor de si contra si e cujo lema é “foge da dor, busca o prazer”. Esse lema está muito presente na sociedade moderna, que incentiva a busca desenfreada pelo prazer, pela satisfação de todos os desejos, representado pela “liberdade”. Enquanto isso, o ser humano se torna cada vez mais vazio e menos resistente à dor. Não suporta ser contrariado e se desestrutura quando perde algo ou alguém. Pudera, não foi ensinado a isso, não exercitou a moderação, não praticou a ascese e a disciplina. O tempo da Quaresma está chegando. A Igreja ensina e estimula o católico a praticar o jejum, a oração e a esmola. Essas três formas de penitência são um remédio para o combate das doenças espirituais, sendo que o jejum auxilia no combate à gula, a oração no combate ao orgulho e à soberba, e a esmola no combate à avareza. São exercícios que, se feitos com seriedade, têm a capacidade de arrancar o cristão católico das garras do relativismo que domina o mundo atualmente. Assista também: Como o cristão de hoje deve se mortificar? A mortificação é um elemento tão necessário à vida cristã, que quem não quiser renunciar a si mesmo jamais poderá ser santo. Mas quais são, no fim das contas, as formas de mortificação mais adequadas para os dias de hoje? A direção espiritual de hoje é dedicada ao tema das mortificações. O problema aqui tratado, de modo mais particular, consiste em saber quais são as formas de mortificação mais adequadas aos tempos e às condições em que vivemos atualmente. Porque se é verdade, por um lado, que a mortificação é parte integrante da vida cristã e, portanto, um elemento indispensável a quem almeja chegar à perfeição no amor, nem por isso devemos afirmar, por outro, que todas as práticas penitenciais do passado sejam oportunas e convenientes ao cristão de hoje. Os tempos mudam e, com eles, os critérios do que é ou não confortável e incômodo, fácil e difícil, agradável e custoso tendem também a passar por sensíveis variações. Seja como for, é importante ter sempre em mente que a mortificação ativa, em suas diversas manifestações, é, sim, uma necessidade , não só para repararmos os muitos pecados com que ofendemos a Deus, mas ainda para a nossa própria purificação e santificação . Precisamos mortificar-nos, no corpo e no espírito, a fim de pormos em ordem nossos afetos e dirigirmos nossa vida ao seu único e último fim: a glória a Deus . Por isso, o motivo principal da nossa mortificação não deve ser outro senão dispor o nosso coração, matando nele o que há de egoísmo e apego às criaturas, para amar o verdadeiro Amor. Pois bem, feitas essas considerações iniciais, podemos encontrar em ninguém menos que S. Teresinha do Menino Jesus um guia mais do que confiável para saber como e e m que medida devemos mortificar-nos. S. Teresinha, com efeito, foi um grande mensageiro enviado pelo Espírito Santo para iluminar os fiéis dos tempos modernos. E isso, antes de tudo, devido à sua profunda compreensão do espírito de ascese de S. João da Cruz. Para ela, assim como para o Doutor Místico, as mortificações extraordinárias, embora possam ter o seu valor, tendem muitas vezes a converter-se num caminho para o pior dos orgulhos, o orgulho espiritual de crer-se e sentir-se mais santo e virtuoso, e isto à custa das próprias forças e flagelos. Daí que o principal vício que temos de combater não é tanto a gula ou a preguiça quanto esta soberba , que nos nossos dias se expressa como uma revolta sobranceira da inteligência e da razão. Com Lutero surge a pretensão do livre exame, em que cada um é para si mesmo palavra final e infalível; com o Iluminismo, do outro lado, deifica-se a razão humana e se lhe presta um culto que é a marca da nossa civilização laicista. É preciso, pois, ir direito ao pecado deste século — o orgulho da inteligência, virada de costas para Deus —, combatendo-o com humildade de espírito e coração. Isso significa que, mais do que em praticar mortificações ativas, a nossa vida espiritual deve estar centrada em aceitar as mortificações passivas que Deus quiser-nos enviar. Não se trata, como é óbvio, de renunciar por completo à purificação dos sentidos e das potências da alma mediante privações justas e razoáveis, moderando os apetites, sabendo negar o que mais agrada ao paladar etc. Trata-se, isso sim, de uma infância espiritual , ou seja, da perfeita abnegação de si mesmo , inclusive nos menores e mais “insignificantes” detalhes de vida diária. A nossa mortificação, nesse sentido, consistirá sobretudo em vencer-se a si mesmo e suportar, com ânimo resignado e docemente entregue à vontade divina, as dificuldades do dia-a-dia, as calúnias e detrações, as injustiças que nos atingem somente a nós, as humilhações e vexações que nos expõem a ridículo etc. Consistirá, noutras palavras, em querer ser esquecido e desprezado por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo : Pati et contemni pro Te . Será uma renúncia diária, descoberta apenas aos olhos do Pai, em que os sofrimentos involuntários se veem como uma visita amorosa de Deus. Será, enfim, um martírio continuado , às “alfinetadas”, pois quem não quer vencer o orgulho que lateja dentro de si, pela abnegação dos próprios caprichos e critérios, jamais se santificará, por maiores que sejam as mortificações ativas com que sulque a própria carne. #Quaresma #jejum #FormaçõesCatólicas #quartafeiradecinzas #abstinência

  • Na quaresma, devemos trocar as penitências pelo Jejum da Língua?

    Tornou-se muito comum católicos desmerecerem as práticas penitenciais recomendadas para a quaresma. Logo dizem: “Fazer penitência é besteira, o jejum mais importante é o da língua!” Será mesmo? Assista esta importante formação e descubra qual o ensinamento da Igreja acerca disso, para saber responder quando alguém vier com essa bobagem de jejum da língua… Já adiantamos que, não fazer fofoca, ser humilde e ajudar o próximo é nossa obrigação! Não é penitência! Penitência é algo que não é pecado fazer e que você gosta de fazer mas, que livremente você renuncia para se disciplinar, reparar os seus pecados e se fortalecer espiritualmente! Nós temos que fazer jejum, abstinência e penitência SIM na Quaresma! Antes de continuar a leitura, assista a formação: Como viver bem o tempo da Quaresma? Quando o mundo desperta no dia seguinte ao Carnaval, é Quarta-feira de Cinzas. Para os mundanos e pagãos, trata-se de mais um dia como qualquer outro. Para nós, católicos, porém, inicia-se um tempo forte de oração e penitência: o tempo da Quaresma. A Igreja, mãe e mestra dos homens, tem o dever de ensinar-lhes o caminho da santidade. Por isso, ela possui toda uma pedagogia, com métodos e programas de ensino, que movem o coração do homem na direção do Céu. A Quaresma faz parte dessa pedagogia como um tempo especial dedicado a um combate mais denso contra as nossas tendências pecaminosas. Não se trata, portanto, de um período em que a Igreja simplesmente se veste de roxo, mas de um kairós , ou seja, um tempo oportuno para nossa conversão. Para viver bem esse período, o homem deve conhecer o seu fundo mau e reconhecer-se necessitado da graça divina. O tempo da Quaresma é esse tempo em que o homem passa quarenta dias meditando sobre a Paixão de Nosso Senhor , a fim de afastar-se do homem velho e, na Páscoa, ressurgir como um homem novo. Afinal, o que a Igreja deseja não é somente a nossa libertação do pecado, mas a nossa santificação e configuração a Cristo; ela quer, portanto, a nossa conversão mais profunda — uma espécie de segunda decolagem, por assim dizer —, que retira o cristão da lógica do mundanismo. Na Quaresma, a Igreja nos exorta a praticar a esmola, o jejum e, sobretudo, a oração, como descrito no Sermão da Montanha (cf. Mt 6). Essas três práticas servem para “matar” o homem velho dentro de nós e abrir o nosso coração à graça santificante . Elas desligam o motor do pecado — isto é, aquilo que São João chama de concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (cf. 1Jo 2, 16) — e dispõem as nossas almas a serem movidas pelo amor de Deus. O jejum mortifica a concupiscência da carne, a esmola mortifica a concupiscência dos olhos e a oração mortifica a soberba da vida. Tudo que há no mundo é a concupiscência da carne . Essa carne de que fala São João não é bem o nosso corpo, mas aquela inclinação da alma a querer os prazeres ilícitos da criatura. A alma humana, quando dominada pelo pecado, vive uma desordem. Ela deixa de governar a vida do homem para submeter-se às paixões carnais. Por isso ela recebe o nome de “carne”. O jejum serve justamente para moderar essa fuga da dor e busca pelo prazer, ordenando o nosso espírito, de modo que a alma domine sobre as paixões e não o contrário. Assim, privar-se de coisas agradáveis como doces, refrigerantes e o consumo de carne (brancas e vermelhas, atenção) é algo bastante recomendável. A concupiscência dos olhos. O homem é a única criatura de Deus que possui uma sede de conhecimento, esse desejo que move o nosso olhar para tudo que seja “belo” e “interessante” às vistas. Por exemplo, nenhum outro animal é capaz de passar o dia inteiro no Facebook, ou mudando de canal, ou passeando no shopping sem comprar nada, como faz o ser humano. O homem nasceu para conhecer a verdade. Porém, o pecado original causou uma desordem no seu interesse pelas coisas, de modo que as pessoas se perdem na curiosidade malsã. Daí a necessidade da esmola como exercício de desapego e abnegação. A soberba da vida . O pecado original maculou o ser humano com o vício diabólico do orgulho, essa atitude de achar-se suficiente e dizer “eu me basto”. Na história da Igreja, esse vício se espalhou por heresias como o pelagianismo e o semipelagianismo, que pregavam a ideia de uma santificação sem a necessidade da graça de Deus, mas apenas por méritos humanos. O método mais eficaz para combater o orgulho é a oração. Colocando-se de joelhos diante de Deus, o homem reconhece a sua debilidade e incapacidade para todo bem, qual um mendigo na soleira da porta de Deus. Isso abre o nosso coração para o dom da caridade, para a verdadeira esperança, que reside apenas em Deus, pois Ele é que vai nos capacitar a amar e santificar os nossos irmãos. De resto, o homem desespera-se de si mesmo para esperar apenas na providência divina. Uma prática bastante recomendável para o tempo da Quaresma é a participação diária à Santa Missa, com Comunhões bem feitas , e a frequência à Confissão. Nessa dinâmica, a nossa alma vai se identificando mais depressa à vontade do Divino Mestre, que toca o nosso corpo e a nossa alma por meio dos sacramentos . Com essa força, tornamo-nos mais resistentes às tentações, às concupiscências da carne e dos olhos e à soberba da vida. Não podemos nos esquecer ainda que o tempo da Quaresma é também o tempo de Nossa Senhora, a mulher do Apocalipse que se retirou para o deserto, a fim de vencer o dragão, a serpente maligna que pretendia devorar seu Filho. Peçamos, pois, o auxílio da Mãe Divina e vivamos esses quarenta dias na expectativa de novos céus e nova terra, no dia da ressurreição . Formas de penitência e suas razões Numa sociedade que cria os seus filhos sem limites e como “crianças mimadas”, fica realmente muito difícil entender o porquê de se fazer penitência. Neste vídeo, Pe. Paulo Ricardo fala sobre as formas de mortificação e explica como podemos educar o nosso corpo para crescermos na vida em Deus. O corpo humano pode ser comparado a uma criança mimada, aquela que deseja ter todas as suas vontades satisfeitas e, mesmo que isso ocorra, ela ainda é irritadiça, preguiçosa e indolente. Assim é o ser humano, assim é o corpo humano. Quanto mais come, mais letárgico fica; quanto mais dorme, mais sono tem; e assim por diante. Trata-se da primeira consequência do pecado original, da mãe de todas as doenças: a filáucia, que pode ser definida como o amor de si contra si e cujo lema é “foge da dor, busca o prazer”. Esse lema está muito presente na sociedade moderna, que incentiva a busca desenfreada pelo prazer, pela satisfação de todos os desejos, representado pela “liberdade”. Enquanto isso, o ser humano se torna cada vez mais vazio e menos resistente à dor. Não suporta ser contrariado e se desestrutura quando perde algo ou alguém. Pudera, não foi ensinado a isso, não exercitou a moderação, não praticou a ascese e a disciplina. O tempo da Quaresma está chegando. A Igreja ensina e estimula o católico a praticar o jejum, a oração e a esmola. Essas três formas de penitência são um remédio para o combate das doenças espirituais, sendo que o jejum auxilia no combate à gula, a oração no combate ao orgulho e à soberba, e a esmola no combate à avareza. São exercícios que, se feitos com seriedade, têm a capacidade de arrancar o cristão católico das garras do relativismo que domina o mundo atualmente. Assista também: Como o cristão de hoje deve se mortificar? A mortificação é um elemento tão necessário à vida cristã, que quem não quiser renunciar a si mesmo jamais poderá ser santo. Mas quais são, no fim das contas, as formas de mortificação mais adequadas para os dias de hoje? A direção espiritual de hoje é dedicada ao tema das mortificações. O problema aqui tratado, de modo mais particular, consiste em saber quais são as formas de mortificação mais adequadas aos tempos e às condições em que vivemos atualmente. Porque se é verdade, por um lado, que a mortificação é parte integrante da vida cristã e, portanto, um elemento indispensável a quem almeja chegar à perfeição no amor, nem por isso devemos afirmar, por outro, que todas as práticas penitenciais do passado sejam oportunas e convenientes ao cristão de hoje. Os tempos mudam e, com eles, os critérios do que é ou não confortável e incômodo, fácil e difícil, agradável e custoso tendem também a passar por sensíveis variações. Seja como for, é importante ter sempre em mente que a mortificação ativa, em suas diversas manifestações, é, sim, uma necessidade , não só para repararmos os muitos pecados com que ofendemos a Deus, mas ainda para a nossa própria purificação e santificação . Precisamos mortificar-nos, no corpo e no espírito, a fim de pormos em ordem nossos afetos e dirigirmos nossa vida ao seu único e último fim: a glória a Deus . Por isso, o motivo principal da nossa mortificação não deve ser outro senão dispor o nosso coração, matando nele o que há de egoísmo e apego às criaturas, para amar o verdadeiro Amor. Pois bem, feitas essas considerações iniciais, podemos encontrar em ninguém menos que S. Teresinha do Menino Jesus um guia mais do que confiável para saber como e e m que medida devemos mortificar-nos. S. Teresinha, com efeito, foi um grande mensageiro enviado pelo Espírito Santo para iluminar os fiéis dos tempos modernos. E isso, antes de tudo, devido à sua profunda compreensão do espírito de ascese de S. João da Cruz. Para ela, assim como para o Doutor Místico, as mortificações extraordinárias, embora possam ter o seu valor, tendem muitas vezes a converter-se num caminho para o pior dos orgulhos, o orgulho espiritual de crer-se e sentir-se mais santo e virtuoso, e isto à custa das próprias forças e flagelos. Daí que o principal vício que temos de combater não é tanto a gula ou a preguiça quanto esta soberba , que nos nossos dias se expressa como uma revolta sobranceira da inteligência e da razão. Com Lutero surge a pretensão do livre exame, em que cada um é para si mesmo palavra final e infalível; com o Iluminismo, do outro lado, deifica-se a razão humana e se lhe presta um culto que é a marca da nossa civilização laicista. É preciso, pois, ir direito ao pecado deste século — o orgulho da inteligência, virada de costas para Deus —, combatendo-o com humildade de espírito e coração. Isso significa que, mais do que em praticar mortificações ativas, a nossa vida espiritual deve estar centrada em aceitar as mortificações passivas que Deus quiser-nos enviar. Não se trata, como é óbvio, de renunciar por completo à purificação dos sentidos e das potências da alma mediante privações justas e razoáveis, moderando os apetites, sabendo negar o que mais agrada ao paladar etc. Trata-se, isso sim, de uma infância espiritual , ou seja, da perfeita abnegação de si mesmo , inclusive nos menores e mais “insignificantes” detalhes de vida diária. A nossa mortificação, nesse sentido, consistirá sobretudo em vencer-se a si mesmo e suportar, com ânimo resignado e docemente entregue à vontade divina, as dificuldades do dia-a-dia, as calúnias e detrações, as injustiças que nos atingem somente a nós, as humilhações e vexações que nos expõem a ridículo etc. Consistirá, noutras palavras, em querer ser esquecido e desprezado por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo : Pati et contemni pro Te . Será uma renúncia diária, descoberta apenas aos olhos do Pai, em que os sofrimentos involuntários se veem como uma visita amorosa de Deus. Será, enfim, um martírio continuado , às “alfinetadas”, pois quem não quer vencer o orgulho que lateja dentro de si, pela abnegação dos próprios caprichos e critérios, jamais se santificará, por maiores que sejam as mortificações ativas com que sulque a própria carne. #Quaresma #jejum #FormaçõesCatólicas #quartafeiradecinzas #abstinência

  • O HOMEM NÃO PODE VIVER SEM HARMONIA COM O REAL – Corrado Gnerre

    [Corrado Gnerre parte de uns curtos versos de Guiseppe Ungaretti para essa bela meditação entre o vínculo indissolúvel existente entre o ser humano a a realidade: “Il mio supplizio/ È quando/ Non mi credo/ In armonia” (“Meu suplício é quando não me creio em harmonia”) . São versos do poema “I fiume” (“Os rios”), escrito em 1916, mais de dez anos antes da conversão católica do poeta]. Há uns versos de Giuseppe Ungaretti (1880-1970) que dizem o seguinte: “Meu suplício é quando não me creio em harmonia”. Com estas palavras o poeta quer expressar um fato indiscutível: o homem precisa reconhecer que há uma harmonia entre ele e a realidade. No sentido de que o homem deve encontrar-se na realidade. Ou seja, ele não deve julgar sua existência como algo que está fora do real, pois a essa espécie de existência não se poderia conferir nenhum significado. Não perceber uma harmonia entre vida e realidade causa desconforto. É o aborrecimento de descobrir a falência da própria vida: uma descoberta que é uma verdadeira tortura, como Ungaretti deve admitir. O homem aspira à felicidade, mas a felicidade nesta vida não pode ser uma alternativa ao sofrimento, porque este (o sofrimento) é infelizmente inevitável. Em vez disso, a verdadeira felicidade só pode ser uma alternativa ao desespero. Ou seja, a felicidade possível consiste em evitar o desespero; e o desespero é precisamente a percepção de que não pode haver harmonia entre a vida e a realidade. Harmonia a ser entendida no sentido que indicamos anteriormente: como descoberta de um sentido, como convicção de que a vida responde a um projeto, ou seja, a uma razão de ser. O discurso da harmonia entre existência humana e realidade remete ao dilema fundamental: o homem é “lançado” no mundo ou sua vida responde a um projeto de amor? É a alternativa entre o domínio da irracionalidade ou o domínio da racionalidade. Entre o absurdo e o sentido. Entre o sem sentido e o Significado. Bento XVI disse aos jovens, reunidos na Basílica de São Pedro em 6 de abril de 2006: “Deus existe ou não existe. Existem apenas duas opções. Ou se reconhece a prioridade da razão, da Razão criadora que está no início de tudo e é o princípio de tudo — a prioridade da razão é também a prioridade da liberdade — ou se mantém a prioridade do irracional, segundo a qual tudo o que ocorre em nosso planeta e em a nossa vida seria apenas ocasional, marginal, um produto irracional; a razão seria um produto da irracionalidade.” Portanto, trata-se realmente de uma questão de harmonia. No que Ungaretti tem razão. http://itresentieri.it/l8-febbraio-del-1888-nacque-giuseppe-ungaretti-il-poeta-che-diceva-che-luomo-non-puo-fare-a-meno-dell-armonia/

  • Bispo Católico alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo

    “ O Carnaval é um jeitinho brasileiro que o diabo encontrou para levar muitas almas para o inferno ” São João Maria Vianney: o Santo Cura D’ars, há pouco mais de 150 anos atrás dizia que ”não há um só mandamento que os bailes não transgridam”. Esse grande santo, modelo dos párocos, dizia ainda que ”os bailes eram a escola de todos os vícios, caminho certo para o inferno.” O detalhe é que os bailes daquele tempo eram com violinos e as mulheres tinham longos vestidos… Ele dizia também que ”quando alguém entra em um baile, seu anjo da guarda fica do lado de fora e quem o acompanha é uma espécie de ‘demônio da guarda’, e que aquele ambiente teria então tantos demônios quantos fossem os bailarinos”. O que o santo diria então dos carnavais de hoje? Parafraseando o Pe. Marcelo Rossi creio que ele diria: ”Não sei o inferno subiu ou a terra desceu… só sei que está cheio de capeta naquele lugar…” . Assista o vídeo antes de continuar a leitura: O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA Se em algum tempo ou lugar o carnaval já foi uma festa sadia, desde muito deixou de sê-lo. O fato é que essa festa se tornou a expressão de uma sociedade paganizada que virou as costas para Deus e que, cegada pelas paixões acabou por exaltar e promover os vícios que a tem destruído. Regada com abundante dinheiro de nossos impostos, essa festa diabólica, querida por muitos do povo, incentivada por políticos fanfarrões e abençoada por boa parte do clero que perdeu a clareza fé e o compromisso de conduzir o rebanho de Deus à salvação eterna, tem feito estragos sempre maiores na vida de muitas pessoas, famílias e na sociedade em geral. A pretexto de se divertirem ou terem momentos de alegria, se manda às favas os valores e à saúde moral e mesmo física de nosso povo. Colaboram nessa loucura muitos cristãos que compreendendo mal o conceito de alegria e de liberdade acabam por apoiar ou participar de um evento que leva ao pecado e à destruição de muitos. Estes bons moços que se dizem seguidores de Cristo, sempre alegam que o carnaval não é mal em si mesmo, basta não fazer nada de errado…basta participar como um cristão…que não é pecado se divertir…que Deus nos quer ver com alegria, etc, etc, etc… Não é por acaso que no profeta Oséas(4,6) Deus diz: ”Meu povo se perde por falta de conhecimento.” A ignorância e o desprezo pela Palavra de Deus estão na raiz desse tipo de argumento por parte dos que se dizem cristãos. Mas a Palavra de Deus, em vários pontos é pródiga em condenar esse tipo de evento (Rom.1,29; 1Cor.6,9ss; Gal.5,19ss; 2Tim.3,1ss; etc…) e deixa claro que não entrará nos céus os que deles participam ou os promovem. O carnaval promove toda espécie de vícios e pecados e é completamente incompatível com os ensinamentos de Cristo, que veio justamente para nos libertar do pecado e de sua consequência última que é o inferno. O carnaval é o caminho mais curto para a condenação. É o jeitinho brasileiro que o diabo encontrou para levar muitas almas para o inferno. Nessa época, por meio desse evento o demônio faz uma grande colheita sob o olhar cúmplice dos pastores que não vigiam sobre seus rebanhos. Mas porque mesmo o carnaval é tão mal? vejamos entre outras coisas: 1- Exalta e promove a nudez, pornografia, sexo livre, prostituição e adultério; 2- Promove e incentiva o consumo de álcool e drogas em geral, razão pela qual muitos se encorajam a fazerem muitas loucuras, que em circunstâncias normais não fariam; 3- Nos meses que se seguem após o carnaval o índice de aborto aumenta muito por conta dos que se prostituíram naquele evento; 4- Grande aumento de acidentes com considerável número de vítimas, por causa das bebidas e drogas; 5- Aumento da violência, brigas, assassinatos e estupros; 6- famílias que se desfazem ou entram em crise por causa dos adultérios e prostituição; 7- A disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente da AIDS(pois ao contrário da propaganda, os preservativos falham); 8- A disseminação de uma moral relativista que quebra ou enfraquece a resistência ao pecado e ao que é condenado pela Palavra de Deus. Ainda que haja padres ou bispos que ”abençoem” sambódromos e por seu incentivo ou omissão, apoiem essa festa imunda, Deus jamais aprovará. Leia também: A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney É imoral que cristãos participem ou apoiem esse evento. É imoral que os governos patrocinem essa escola de vício e pecado. O conceito filosófico de alegria é: deleite de um bem honesto. Portanto, ainda que a pessoa não entre em nenhum vício, a sua simples participação nessa festa é uma forma de apoio um evento que arrasta milhões de pessoas a práticas pecaminosas e aos vícios condenados por Deus. Sendo assim, não se trata de uma diversão sadia ou de uma verdadeira alegria pois é uma satisfação obtida às custas da perda de muitos. Quem participa do carnaval ou o apoia de alguma forma é cúmplice moral de tudo o que ali acontece e é promovido. Templário de Maria #Carnaval

  • Bispo Católico alerta: Carnaval não combina com Jesus Cristo

    “ O Carnaval é um jeitinho brasileiro que o diabo encontrou para levar muitas almas para o inferno ” São João Maria Vianney: o Santo Cura D’ars, há pouco mais de 150 anos atrás dizia que ”não há um só mandamento que os bailes não transgridam”. Esse grande santo, modelo dos párocos, dizia ainda que ”os bailes eram a escola de todos os vícios, caminho certo para o inferno.” O detalhe é que os bailes daquele tempo eram com violinos e as mulheres tinham longos vestidos… Ele dizia também que ”quando alguém entra em um baile, seu anjo da guarda fica do lado de fora e quem o acompanha é uma espécie de ‘demônio da guarda’, e que aquele ambiente teria então tantos demônios quantos fossem os bailarinos”. O que o santo diria então dos carnavais de hoje? Parafraseando o Pe. Marcelo Rossi creio que ele diria: ”Não sei o inferno subiu ou a terra desceu… só sei que está cheio de capeta naquele lugar…” . Assista o vídeo antes de continuar a leitura: O CARNAVAL E A COLHEITA MALDITA Se em algum tempo ou lugar o carnaval já foi uma festa sadia, desde muito deixou de sê-lo. O fato é que essa festa se tornou a expressão de uma sociedade paganizada que virou as costas para Deus e que, cegada pelas paixões acabou por exaltar e promover os vícios que a tem destruído. Regada com abundante dinheiro de nossos impostos, essa festa diabólica, querida por muitos do povo, incentivada por políticos fanfarrões e abençoada por boa parte do clero que perdeu a clareza fé e o compromisso de conduzir o rebanho de Deus à salvação eterna, tem feito estragos sempre maiores na vida de muitas pessoas, famílias e na sociedade em geral. A pretexto de se divertirem ou terem momentos de alegria, se manda às favas os valores e à saúde moral e mesmo física de nosso povo. Colaboram nessa loucura muitos cristãos que compreendendo mal o conceito de alegria e de liberdade acabam por apoiar ou participar de um evento que leva ao pecado e à destruição de muitos. Estes bons moços que se dizem seguidores de Cristo, sempre alegam que o carnaval não é mal em si mesmo, basta não fazer nada de errado…basta participar como um cristão…que não é pecado se divertir…que Deus nos quer ver com alegria, etc, etc, etc… Não é por acaso que no profeta Oséas(4,6) Deus diz: ”Meu povo se perde por falta de conhecimento.” A ignorância e o desprezo pela Palavra de Deus estão na raiz desse tipo de argumento por parte dos que se dizem cristãos. Mas a Palavra de Deus, em vários pontos é pródiga em condenar esse tipo de evento (Rom.1,29; 1Cor.6,9ss; Gal.5,19ss; 2Tim.3,1ss; etc…) e deixa claro que não entrará nos céus os que deles participam ou os promovem. O carnaval promove toda espécie de vícios e pecados e é completamente incompatível com os ensinamentos de Cristo, que veio justamente para nos libertar do pecado e de sua consequência última que é o inferno. O carnaval é o caminho mais curto para a condenação. É o jeitinho brasileiro que o diabo encontrou para levar muitas almas para o inferno. Nessa época, por meio desse evento o demônio faz uma grande colheita sob o olhar cúmplice dos pastores que não vigiam sobre seus rebanhos. Mas porque mesmo o carnaval é tão mal? vejamos entre outras coisas: 1- Exalta e promove a nudez, pornografia, sexo livre, prostituição e adultério; 2- Promove e incentiva o consumo de álcool e drogas em geral, razão pela qual muitos se encorajam a fazerem muitas loucuras, que em circunstâncias normais não fariam; 3- Nos meses que se seguem após o carnaval o índice de aborto aumenta muito por conta dos que se prostituíram naquele evento; 4- Grande aumento de acidentes com considerável número de vítimas, por causa das bebidas e drogas; 5- Aumento da violência, brigas, assassinatos e estupros; 6- famílias que se desfazem ou entram em crise por causa dos adultérios e prostituição; 7- A disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente da AIDS(pois ao contrário da propaganda, os preservativos falham); 8- A disseminação de uma moral relativista que quebra ou enfraquece a resistência ao pecado e ao que é condenado pela Palavra de Deus. Ainda que haja padres ou bispos que ”abençoem” sambódromos e por seu incentivo ou omissão, apoiem essa festa imunda, Deus jamais aprovará. Leia também: A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney É imoral que cristãos participem ou apoiem esse evento. É imoral que os governos patrocinem essa escola de vício e pecado. O conceito filosófico de alegria é: deleite de um bem honesto. Portanto, ainda que a pessoa não entre em nenhum vício, a sua simples participação nessa festa é uma forma de apoio um evento que arrasta milhões de pessoas a práticas pecaminosas e aos vícios condenados por Deus. Sendo assim, não se trata de uma diversão sadia ou de uma verdadeira alegria pois é uma satisfação obtida às custas da perda de muitos. Quem participa do carnaval ou o apoia de alguma forma é cúmplice moral de tudo o que ali acontece e é promovido. Templário de Maria #Carnaval

  • LADAINHA DA HUMILDADE – Cardeal Merry del Val

    O Papa São Pio X despachando com seu Secretário de Estado – Foto: Reprodução [Cardeal Rafael Merry de Val nasceu em Londres em 1865. Filho de diplomata, era de uma família rica e aristocrática, de origem anglo-hispânica. Teve educação esmerada, falava várias línguas, tornando-se bispo aos trinta e cinco anos e cardeal aos trinta e nove. Foi o braço direito de São Pio X na luta contra a heresia modernista. Apesar de tudo isto, tinha fama de grande humildade — humildade que o fez compor essa bela ladainha. Em 1953 teve início o seu processo de beatificação e logo foi declarado “servo de Deus”, primeiro dos três degraus que conduzem à canonização. Com o Vaticano II, o processo foi interrompido]. Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me. Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser difamado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus. Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros sejam estimados mais do que eu, Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, E que eu possa ser diminuído, Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Que os outros possam ser mais santos do que eu, Embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

  • A Invasão da Ucrânia, os Erros da Rússia, e a Profecia de Nossa Senhora

    “Os erros da Rússia se espalharão pelo mundo”, alertou Nossa Senhora em Fátima. Bem, essa profecia cumpre-se cada dia mais. Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (27/02) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir a formação ao vivo com comentários. A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA O processo de boiolização do ocidente o tornou incapaz de reagir a essa agressão russa a Ucrânia. Putin, o falso conservador, que a muitos tem enganado, está a seguir os mesmos passos de Hitler, mas a OTAN e as nações ocidentais, governadas por sujeitos frouxos, apenas esperneia e joga saliva fora com um dialoguismo estéril, que pretende afetar virtude, mas apenas demostra a incapacidade de lerem a realidade e darem respostas concretas a esse grave problema que ameaça a humanidade inteira. O tempo do diálogo com os russos já passou. Ao aceitarem a invasão da Crimeia em 2014, sussurrando algumas reprovações estéreis, mas seguirem fingindo que nada aconteceu, os dirigentes da OTAN e europeus, acabaram por alimentar o lobo, fortalecendo-o para uma ulterior investida, como a que agora estamos testemunhando. “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra… e terão a guerra!”. A famosa frase de Churchill a respeito do “acordo ” feito por Chamberlain com o invasor Hitler, poderia perfeitamente ser aplicada aos líderes ocidentais de nosso tempo. Não aprenderam nada com os erros do passado… O acordo de cooperação mútua assinado por Rússia e China em 04 de fevereiro desse ano de 2022, que antecedeu a agressão da Rússia a Ucrânia, inaugurou o início de um novo momento na ordem internacional. Como não recordar o pacto Ribbentrop- Molotov que garantiu a não agressão e a cooperação entre a Alemanha de Hitler e a Rússia de Stalin, garantindo uma relativamente tranquila invasão alemã a Polônia? A história de novo… Com a demonstração de covardia e inação do ocidente, todos os protoditadores com pretensões expansionistas poderão se incentivar a concretizar seus intentos. Talvez Taiwan seja a próxima vítima, ou, quem sabe, bem perto de nós, a Venezuela se anime a invadir o Suriname. Putin, que já afirmou em diferentes ocasiões, que a desintegração do império soviético foi o pior desastre geopolítico do século XX, quer de volta aquilo que outrora foi a antiga União Soviética, quer a glória da “mãe” Rússia, tal como Hitler queria o Terceiro Rash. Quer ser o restaurador do novo império soviético. E se depender dos atuais frouxos líderes ocidentais, seguramente isso acontecerá. A guerra virá com ou sem reações, mas quanto mais demostram fraqueza e pusilanimidade, mais motivam o inimigo e mais se tornam um mal exemplo para essa geração já por demais afrescaiada. Em 1917 Nossa Senhora disse para consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração, mas como nenhum Papa obedeceu ao apelo da Mãe de Deus, a profecia se cumpriu o erro da Rússia foi espalhado pelo mundo… entretanto a outra parte da profecia diz que por fim o Imaculado Coração Triunfará e então a Rússia se converterá. Enquanto o mundo se apequena diante do mal e rifa sua liberdade em troca de uma falsa paz, procuremos fortalecer nossa fé e nossa virtude para, ao menos, deixar aos nossos filhos um testemunho de fé, de maior virilidade, de disposição ao sacrifício por Deus, por nossa pátria e pela liberdade, pois tempos muito difíceis se seguirão. Templário de Maria Leia também Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial? #PadreRodrigoMaria

  • A Invasão da Ucrânia, os Erros da Rússia, e a Profecia de Nossa Senhora

    “Os erros da Rússia se espalharão pelo mundo”, alertou Nossa Senhora em Fátima. Bem, essa profecia cumpre-se cada dia mais. Convidamos a todos para assistir a formação ao vivo que acontecerá hoje (27/02) às 21h. 👉 Clique aqui para assistir a formação ao vivo com comentários. A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA O processo de boiolização do ocidente o tornou incapaz de reagir a essa agressão russa a Ucrânia. Putin, o falso conservador, que a muitos tem enganado, está a seguir os mesmos passos de Hitler, mas a OTAN e as nações ocidentais, governadas por sujeitos frouxos, apenas esperneia e joga saliva fora com um dialoguismo estéril, que pretende afetar virtude, mas apenas demostra a incapacidade de lerem a realidade e darem respostas concretas a esse grave problema que ameaça a humanidade inteira. O tempo do diálogo com os russos já passou. Ao aceitarem a invasão da Crimeia em 2014, sussurrando algumas reprovações estéreis, mas seguirem fingindo que nada aconteceu, os dirigentes da OTAN e europeus, acabaram por alimentar o lobo, fortalecendo-o para uma ulterior investida, como a que agora estamos testemunhando. “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra… e terão a guerra!”. A famosa frase de Churchill a respeito do “acordo ” feito por Chamberlain com o invasor Hitler, poderia perfeitamente ser aplicada aos líderes ocidentais de nosso tempo. Não aprenderam nada com os erros do passado… O acordo de cooperação mútua assinado por Rússia e China em 04 de fevereiro desse ano de 2022, que antecedeu a agressão da Rússia a Ucrânia, inaugurou o início de um novo momento na ordem internacional. Como não recordar o pacto Ribbentrop- Molotov que garantiu a não agressão e a cooperação entre a Alemanha de Hitler e a Rússia de Stalin, garantindo uma relativamente tranquila invasão alemã a Polônia? A história de novo… Com a demonstração de covardia e inação do ocidente, todos os protoditadores com pretensões expansionistas poderão se incentivar a concretizar seus intentos. Talvez Taiwan seja a próxima vítima, ou, quem sabe, bem perto de nós, a Venezuela se anime a invadir o Suriname. Putin, que já afirmou em diferentes ocasiões, que a desintegração do império soviético foi o pior desastre geopolítico do século XX, quer de volta aquilo que outrora foi a antiga União Soviética, quer a glória da “mãe” Rússia, tal como Hitler queria o Terceiro Rash. Quer ser o restaurador do novo império soviético. E se depender dos atuais frouxos líderes ocidentais, seguramente isso acontecerá. A guerra virá com ou sem reações, mas quanto mais demostram fraqueza e pusilanimidade, mais motivam o inimigo e mais se tornam um mal exemplo para essa geração já por demais afrescaiada. Em 1917 Nossa Senhora disse para consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração, mas como nenhum Papa obedeceu ao apelo da Mãe de Deus, a profecia se cumpriu o erro da Rússia foi espalhado pelo mundo… entretanto a outra parte da profecia diz que por fim o Imaculado Coração Triunfará e então a Rússia se converterá. Enquanto o mundo se apequena diante do mal e rifa sua liberdade em troca de uma falsa paz, procuremos fortalecer nossa fé e nossa virtude para, ao menos, deixar aos nossos filhos um testemunho de fé, de maior virilidade, de disposição ao sacrifício por Deus, por nossa pátria e pela liberdade, pois tempos muito difíceis se seguirão. Templário de Maria Leia também Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial? #PadreRodrigoMaria

  • AS PALAVRAS E O CORAÇÃO – Scott Hahnn medita sobre o 8º Domingo do Tempo Comum

    Nas leituras de hoje, ouvimos Jesus falando na Galileia, assim como um sábio judeu, chamado Sirach, que escreveu em Jerusalém mais de um século antes. Os dois tocam em uma única verdade: as palavras, que saem de nossas bocas, tornam conhecidos os pensamentos que estão ocultos dentro de nós. A linguagem revela os segredos do coração. Sirach ensina que a palavra é “a prova dos homens” e de seu caráter (Eclo 27, 7). Quem é reto, proferirá palavras verdadeiras e encorajadoras para os outros. Mas aquele, cujo coração está cheio de “refugo”, estará necessariamente exposto, uma vez que o “fruto” de sua boca diz muito sobre a “árvore” que o produz (Eclo 27, 6). Sirach também compara a “prova” de nossas palavras ao barro queimado em um forno: se preparado adequadamente, surge um vaso proveitoso; mas se o barro não estiver completamente seco, ele se quebrará sob o calor extremo (Eclo 27, 5). De maneira semelhante, Jesus insiste que uma pessoa só fala daquilo que lhe enche o coração (Lucas 6, 45). Ele também compara a nossa linguagem, boa ou ruim, ao fruto que cresce em uma árvore: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons.” (Lucas 6, 43). Ambas as leituras nos estimulam a fazer da fala saudável um hábito. Afinal, muito daquilo que somos é trazido à luz por aquilo que dizemos. Mas há um passo além: o Senhor nos pede que olhemos para dentro, examinando nossos corações e os preenchendo com o “bom tesouro” que Deus espera de nós. Por que é tão importante a pureza de coração e das palavras? Porque, como Jesus declara em outro lugar, “é pelas tuas palavras que serás justificado ou condenado” (Mt 12, 37). Elas são importantes, pois ajudarão a decidir o nosso julgamento final — e é nesse ponto que entra a Segunda Leitura. São Paulo nos lembra que Deus destruirá a morte para sempre; e, se quisermos participar dessa vitória e viver para sempre com o Senhor, devemos tomar todas as medidas necessárias para depositar em nossos corações e nossos lábios aquilo que é bom. https://stpaulcenter.com/heart-and-mouth-scott-hahn-reflects-on-the-eighth-sunday-in-ordinary-time/

  • A TRANSGRESSÃO DO PRIMEIRO MANDAMENTO – Pedro Abelló

    [Em 17 de novembro de 2019, o primeiro caso de contágio de Covid-19 ocorreu em Wuhan, menos de um mês após certos acontecimentos num jardim do Vaticano, em Roma. E, desde então, o mundo que conhecíamos já não é mais o mesmo]. Nos últimos dias pudemos ler uma grande quantidade de notícias sobre o chamado Comboio da Liberdade dos caminhoneiros canadenses, diante das sérias limitações à liberdade impostas pelas decisões políticas do governo de seu país. Embora as ações desses caminhoneiros mereçam toda a minha admiração e respeito, temo que, por si só, não sirva para resolver a situação que estamos vivendo, pois não conseguimos compreender a dimensão sobrenatural do problema. Estou ciente de que acabei de pronunciar duas “heresias”: a primeira, contra aqueles que pensam que o ativismo é o caminho para resolver essas situações. A segunda, contra a mentalidade modernista, que considera qualquer referência ao sobrenatural simplesmente absurda, pois só acredita no que pode ver e tocar. Aos ativistas, responderei que não subestimo de forma alguma a ação heroica desses homens e a respeito profundamente. Não esqueçamos que a Escola de Salamanca, pela voz de Francisco Suárez, estabeleceu a legitimidade da resistência à tirania em nome do bem comum. Simplesmente, acho que hoje a solução não pode vir exclusivamente por esse caminho, e tentarei explicar por que. Não vou responder aos modernistas, porque concordo com quem cunhou esse ditado (e não lembro quem foi): “Quem acredita não precisa de explicações; para quem não acredita, qualquer explicação é inútil”. No dia 17 de fevereiro, a revista digital Crisis Magazine publicou um artigo de Eric Sammons intitulado Pachamama Did This , um artigo magistral que recomendo a quem quiser se aprofundar neste tema, e que define a natureza profunda da questão, embora Sammons não seja o primeiro a abordar o problema dessa perspectiva, pois é uma perspectiva facilmente acessível a qualquer mente aberta ao espírito. Limitar-me-ei, modestamente, a reafirmar os pontos fundamentais da questão. Quem conhece as Sagradas Escrituras, especialmente o Antigo Testamento, reconhecerá facilmente uma relação de causa e efeito entre certos pecados coletivos do povo de Israel e os grandes infortúnios que se abatem sobre eles: invasões de povos estrangeiros, destruição do Templo, deportações, massacres, fomes, diáspora… O principal dos pecados relacionados a esses infortúnios é a idolatria. Desde o episódio do bezerro de ouro no deserto, cada vez que Israel trai Javé adorando outros deuses, os mais terríveis castigos recaem sobre ele. A idolatria é o pecado mais grave contra Deus. Não é em vão que o primeiro dos Mandamentos é este: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” Deus retira sua proteção de seu povo quando este peca gravemente contra Ele, permitindo-lhe experimentar as maiores desgraças, mas volta para dar a sua proteção quando o povo, arrependido, se volta para Ele e repara as suas ofensas. Quando os israelitas na Babilônia retornam a Deus, o cativeiro e o exílio cessam, eles retornam a Israel e reconstroem o Templo. Pois bem, não há razão para pensar que as coisas deveriam ser diferentes hoje. De fato, as aparições marianas reconhecidas pela Igreja estão repletas de advertências sobre os castigos que vieram ou virão sobre nós, se não pararmos de ofender a Deus. Em 1917, em Fátima, Nossa Senhora anuncia o fim iminente da Primeira Guerra Mundial, mas adverte que, se a humanidade não se arrepender e se penitenciar, outra guerra pior será desencadeada durante o pontificado de Pio XI, anunciando o sinal que precederá: o céu será iluminado por uma luz estranha. E o mundo viu, de fato, em 25 de janeiro de 1938, a noite iluminada pelo que se chamou de “uma estranha aurora boreal”. Em outubro a Alemanha ocupou os Sudetas, dando início ao processo que levará à Segunda Guerra Mundial. Toda transgressão traz seu castigo. As transgressões individuais podem ser punidas na vida após a morte, mas os entes coletivos não sobrevivem a este mundo, razão pela qual as transgressões coletivas sejam punidas aqui. Nossa civilização deu as costas a Deus, tornando-se coletivamente merecedora de um castigo, que provavelmente estamos começando a sofrer. O evento que marcou o início do castigo, não foi um ato de idolatria? Em 4 de outubro de 2019, nos jardins do Vaticano, ocorreu um ato de veneração a um ídolo pagão, a Pachamama. Nas palavras de Monsenhor Nicola Bux: “Eles se curvaram, com a testa no chão, como se adorassem uma nova divindade: a Mãe Terra”. No dia 8 de outubro, na Missa de abertura do Sínodo da Amazônia, na Basílica de São Pedro, grupos indígenas cantam à Mãe Terra: “Sínodo da Amazônia, ouça o clamor da Mãe Terra e dos povos, e te transformes numa Igreja profética”, e o foto do ídolo é levada em procissão até a Basílica. Nos dias seguintes, a igreja de Santa Maria in Traspontina torna-se um santuário dedicado à Pachamama, com imagens e outros objetos de culto no centro da nave. Kathy Clubb escreve, em 8 de outubro em Fetzen Fliegen, seu artigo “Violando o Primeiro Mandamento”. Em 17 de novembro de 2019, o primeiro caso de contágio do chamado Covid-19 ocorreu em Wuhan, menos de um mês após os eventos em Roma, e desde então o mundo que conhecíamos não existe mais. É possível não ver uma relação clara entre as duas coisas? Somente aquele que rejeita o sobrenatural pode permanecer cego à evidência. Deus retirou sua proteção desta civilização ateia e agora idólatra, e, como as Sagradas Escrituras indicam, Ele não voltará a dá-la novamente, até que deixemos de ofendê-lo e reparemos a ofensa através da oração, sacrifício e penitência, em medida proporcional à gravidade do delito cometido. O ativismo político, por si só, não reparará a ofensa ao Primeiro Mandamento (nem o afastamento de Deus da parte de toda uma civilização), se não estiver vinculado à oração, sacrifício e penitência de uma parte suficientemente representativa da coletividade, começando, obviamente, por aquelas hierarquias que permitiram ou participaram dos eventos mencionados. Até que isso não aconteça, esta civilização está exposta à ira de Deus — aliás, já começou a beber o cálice de Sua ira. (Publicado originalmente em Infovaticana ) La transgresión del Primer Mandamiento

  • LIÇÕES DE UMA GUERRA – Pe. Santiago Martín

    A guerra está de volta. Na realidade, nunca foi embora. Desde a Segunda Guerra Mundial, tem havido uma sucessão de guerras periféricas, por vezes tão grandes e graves, como as do Iraque ou Afeganistão, para não falar das guerras que alguns países travam para evitarem tornar-se narco-estados. Mas agora é diferente. A guerra regressou à Europa e um arrepio de medo abala muitos de nós (para outros, enquanto continuarem a ter as suas drogas, álcool e sexo preferidos, para eles é tudo o mesmo). Esta “blitzkrieg” que a Rússia desencadeou sobre a Ucrânia envolve a invasão de um país soberano por outro, e isso é inaceitável. Foi apenas o medo de uma grande catástrofe, como uma guerra nuclear global, que possivelmente impediu uma reação mais forte por parte dos Estados Unidos e dos seus aliados. As sanções econômicas deixam Putin indiferente; ameaçá-lo de que será muito mal julgado pela História, imagino eu, fê-lo rir em voz alta. Além disso, não ousaram sequer carregar no chamado “botão nuclear econômico” (a expulsão de todos os bancos russos do sistema de códigos SWIFT, que é essencial para as operações internacionais). Parece que as medidas tomadas são, em grande medida, um exercício de posturas públicas. Os aliados não enviam os seus jovens para lutar pela Ucrânia, porque podem não estar dispostos a lutar nem mesmo pelos seus próprios países. Mas não se deve esquecer que existe um setor pró-russo da população na Ucrânia, e não apenas na área de Dombás. Anos de História comum não podem ser apagados com o golpe de uma caneta, com tudo o que isto significou para os fluxos populacionais. Vale a pena recordar isto para outros cenários, que não são os mesmos, mas têm algo em comum (a Catalunha, por exemplo). Prova disto é o que aconteceu com a Igreja Ortodoxa na Ucrânia. Uma parte da mesma rompeu laços com o Patriarcado de Moscovo e, com o apoio do Patriarca de Constantinopla, declarou-se independente. Isto não só colocou Moscou contra Constantinopla, mas também dividiu os próprios ucranianos, formando duas Igrejas Ortodoxas na Ucrânia. O que poucos sabem, e é muito significativo, é que a grande maioria dos mosteiros, igrejas, padres e fiéis ucranianos ainda pertencem à Igreja Ortodoxa leal à Rússia. Isto é suficientemente significativo e deveria ter sido tido em conta, ao medir o pulso dos sentimentos da população. A Igreja Católica — tanto de rito grego como latino — sempre foi a favor da independência em relação à Rússia e da aproximação com a Europa, mas é uma pequena minoria num país ortodoxo como um todo. As represálias contra eles não devem ser descartadas, embora eu não pense que chegue ao que aconteceu na época soviética, quando muitos padres foram mortos ou forçados a aderir à Igreja Ortodoxa e as suas igrejas confiscadas. De momento, o arcebispo grego católico de Kiev disse que não fugirá, aconteça o que acontecer. O Papa apelou a um dia de jejum e oração, coincidindo com a Quarta-feira de Cinzas. A oração é a nossa arma principal e penso que é correto usá-la. A Igreja polaca está cooperando ativamente com o seu governo, no acolhimento dos milhares de refugiados que já chegam ao país. Não se deve esquecer que a parte norte da Ucrânia era uma parte da Polónia e sua capital, Lvov, foi outrora uma bela cidade polaca. A Igreja reza por isso e ajuda as vítimas da guerra. Porque, no final, o que importa são as vítimas, vítimas do imperialismo russo, da política das maiorias contra as minorias ou da passividade de um Ocidente que, acreditando apenas no deus do dinheiro, pensa que, ao coçar um pouco as contas bancárias dos seus inimigos, estes últimos começarão a tremer. Não só não conhecem a História — o que aconteceu com Hitler, por exemplo —, como estão praticando uma política que é ainda mais suicida, porque os seus vizinhos e potenciais inimigos estão praticando o oposto: anti-aborto, rejeição total da ideologia do gênero, apoio à família e à Igreja. Putin não é o campeão da cultura cristã, mas está usando a religião e os seus valores morais para fortalecer o seu povo. O verdadeiro, no Ocidente, é o oposto. Esta terrível guerra deveria fazer com que os políticos ocidentais se perguntassem para onde estão conduzindo o seu povo. Com exceção dos polacos e dos húngaros, os outros não o farão. E todos pagaremos as consequências. Hoje, a Europa é um fruto rico e indolente, apenas à espera de que um aventureiro sem escrúpulos apareça e o colha.

  • Papa Francisco vai à Embaixada Russa interceder sobre invasão à Ucrânia

    O Papa Francisco quebrou o protocolo e foi até a Embaixada Russa na Santa Sé na manhã desta sexta-feira (25) para acompanhar e mostrar sua preocupação com os recentes acontecimentos na Ucrânia. O país foi atacado por mísseis russos, deixando mais de 130 mortos e as tropas já ocupam grandes cidades e importantes locais. A situação é tensa e pode gerar conflitos ainda mores em toda a Europa. Chegando num carro simples por volta do meio-dia, o Santo Padre permaneceu na Embaixada por cerca de quarenta minutos, para conversar com o embaixador Aleksandr Avdeyev e expressar sua “grande preocupação com a guerra”. A informação foi confirmada pelo diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni. Outras agências de notícias pelo mundo informaram ainda que o Papa Francisco se ofereceu para atuar pessoalmente como mediador do conflito entre Rússia e Ucrânia, mas o embaixador Avdeyev recusou a proposta, de acordo a agência de notícias russa TASS. Na Audiência Geral desta quarta-feira (23), o Papa pediu um dia mundial de jejum e oração em 2 de março -Quarta-feira de Cinzas- e a permanência em oração para que “a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. “Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia.”, disse o Papa Francisco. “Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte”, disse ele. Rezemos pela paz na Ucrânia! Papa Francisco pede um dia de oração e jejum na Quarta-feira de Cinzas pela paz na Ucrânia Devido à escalada da crise entre a Rússia e a Ucrânia, o Papa Francisco lançou um apelo para que todos os cristãos jejuem na Quarta-feira de Cinzas. Na Audiência Geral de 23 de fevereiro, o Santo Padre pediu um dia mundial de jejum em 2 de março e a permanência em oração para que “a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. “Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia.”, disse o Papa Francisco. “Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte.“. “Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que façam um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional.”. “E agora, gostaria de apelar a todos, crentes e não crentes. Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum.”, disse o Papa Francisco. “Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra.” Oração de São João Paulo II pela paz São João Paulo II foi um Papa especialmente empenhado em gerar amizade entre os povos, construindo pontes onde havia conflito. Ele é conhecido como o Santo Padre que mais promoveu o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, mas acima de tudo, era conhecido como o “Papa peregrino”, além de um lutador ativo pela paz. Em 1978, ele interveio no “Conflito Beagle” entre Argentina e Chile, que parecia destinado a uma guerra irremediável. Em 1986, num gesto inédito, convocou os chefes e representantes das Igrejas e religiões cristãs de todo o mundo para o Dia Mundial de Oração pela Paz. Por isso, nesta delicada situação pela paz mundial, partilhamos esta breve mas intensa oração pela paz que São João Paulo II rezou no Parque Memorial da Paz de Hiroshima. Rezemos: “Ao Criador da natureza e do homem, da verdade e da beleza, rogo: Ouve a minha voz, pois é a voz das vítimas de todas as guerras e violências entre indivíduos e nações. Ouve a minha voz, pois é a voz de todas as crianças que sofrem e sofrerão quando as pessoas depositarem sua fé nas armas e na guerra. Ouve a minha voz quando te imploro que infundas no coração de todos os homens a sabedoria da paz, a força da justiça e a alegria da fraternidade. Ouve a minha voz, pois falo pelas multidões de todos os países e de todos os períodos da história que não querem a guerra e estão preparados para trilhar os caminhos da paz. Ouve a minha voz e concede-nos discernimento e força para que possamos sempre responder ao ódio com amor, à injustiça com total dedicação à justiça, à necessidade compartilhando o que é nosso, à guerra com paz.” Nos unamos ao Papa, à Igreja e ao mundo em oração e jejum pela paz na Ucrânia! Via ChurchPop #papafrancisco

  • Papa Francisco vai à Embaixada Russa interceder sobre invasão à Ucrânia

    O Papa Francisco quebrou o protocolo e foi até a Embaixada Russa na Santa Sé na manhã desta sexta-feira (25) para acompanhar e mostrar sua preocupação com os recentes acontecimentos na Ucrânia. O país foi atacado por mísseis russos, deixando mais de 130 mortos e as tropas já ocupam grandes cidades e importantes locais. A situação é tensa e pode gerar conflitos ainda mores em toda a Europa. Chegando num carro simples por volta do meio-dia, o Santo Padre permaneceu na Embaixada por cerca de quarenta minutos, para conversar com o embaixador Aleksandr Avdeyev e expressar sua “grande preocupação com a guerra”. A informação foi confirmada pelo diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni. Outras agências de notícias pelo mundo informaram ainda que o Papa Francisco se ofereceu para atuar pessoalmente como mediador do conflito entre Rússia e Ucrânia, mas o embaixador Avdeyev recusou a proposta, de acordo a agência de notícias russa TASS. Na Audiência Geral desta quarta-feira (23), o Papa pediu um dia mundial de jejum e oração em 2 de março -Quarta-feira de Cinzas- e a permanência em oração para que “a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. “Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia.”, disse o Papa Francisco. “Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte”, disse ele. Rezemos pela paz na Ucrânia! Papa Francisco pede um dia de oração e jejum na Quarta-feira de Cinzas pela paz na Ucrânia Devido à escalada da crise entre a Rússia e a Ucrânia, o Papa Francisco lançou um apelo para que todos os cristãos jejuem na Quarta-feira de Cinzas. Na Audiência Geral de 23 de fevereiro, o Santo Padre pediu um dia mundial de jejum em 2 de março e a permanência em oração para que “a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”. “Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia.”, disse o Papa Francisco. “Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte.“. “Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que façam um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional.”. “E agora, gostaria de apelar a todos, crentes e não crentes. Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum.”, disse o Papa Francisco. “Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra.” Oração de São João Paulo II pela paz São João Paulo II foi um Papa especialmente empenhado em gerar amizade entre os povos, construindo pontes onde havia conflito. Ele é conhecido como o Santo Padre que mais promoveu o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, mas acima de tudo, era conhecido como o “Papa peregrino”, além de um lutador ativo pela paz. Em 1978, ele interveio no “Conflito Beagle” entre Argentina e Chile, que parecia destinado a uma guerra irremediável. Em 1986, num gesto inédito, convocou os chefes e representantes das Igrejas e religiões cristãs de todo o mundo para o Dia Mundial de Oração pela Paz. Por isso, nesta delicada situação pela paz mundial, partilhamos esta breve mas intensa oração pela paz que São João Paulo II rezou no Parque Memorial da Paz de Hiroshima. Rezemos: “Ao Criador da natureza e do homem, da verdade e da beleza, rogo: Ouve a minha voz, pois é a voz das vítimas de todas as guerras e violências entre indivíduos e nações. Ouve a minha voz, pois é a voz de todas as crianças que sofrem e sofrerão quando as pessoas depositarem sua fé nas armas e na guerra. Ouve a minha voz quando te imploro que infundas no coração de todos os homens a sabedoria da paz, a força da justiça e a alegria da fraternidade. Ouve a minha voz, pois falo pelas multidões de todos os países e de todos os períodos da história que não querem a guerra e estão preparados para trilhar os caminhos da paz. Ouve a minha voz e concede-nos discernimento e força para que possamos sempre responder ao ódio com amor, à injustiça com total dedicação à justiça, à necessidade compartilhando o que é nosso, à guerra com paz.” Nos unamos ao Papa, à Igreja e ao mundo em oração e jejum pela paz na Ucrânia! Via ChurchPop #papafrancisco

  • A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA

    O processo de boiolização do ocidente o tornou incapaz de reagir a essa agressão russa a Ucrânia. Putin, o falso conservador, que a muitos tem enganado, está a seguir os mesmos passos de Hitler, mas a OTAN e as nações ocidentais, governadas por sujeitos frouxos, apenas esperneia e joga saliva fora com um dialoguismo estéril, que pretende afetar virtude, mas apenas demostra a incapacidade de lerem a realidade e darem respostas concretas a esse grave problema que ameaça a humanidade inteira. O tempo do diálogo com os russos já passou. Ao aceitarem a invasão da Crimeia em 2014, sussurrando algumas reprovações estéreis, mas seguirem fingindo que nada aconteceu, os dirigentes da OTAN e europeus, acabaram por alimentar o lobo, fortalecendo-o para uma ulterior investida, como a que agora estamos testemunhando. “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra… e terão a guerra!”. A famosa frase de Churchill a respeito do “acordo ” feito por Chamberlain com o invasor Hitler, poderia perfeitamente ser aplicada aos líderes ocidentais de nosso tempo. Não aprenderam nada com os erros do passado… O acordo de cooperação mútua assinado por Rússia e China em 04 de fevereiro desse ano de 2022, que antecedeu a agressão da Rússia a Ucrânia, inaugurou o início de um novo momento na ordem internacional. Como não recordar o pacto Ribbentrop- Molotov que garantiu a não agressão e a cooperação entre a Alemanha de Hitler e a Rússia de Stalin, garantindo uma relativamente tranquila invasão alemã a Polônia? A história de novo… Com a demonstração de covardia e inação do ocidente, todos os protoditadores com pretensões expansionistas poderão se incentivar a concretizar seus intentos. Talvez Taiwan seja a próxima vítima, ou, quem sabe, bem perto de nós, a Venezuela se anime a invadir o Suriname. Putin, que já afirmou em diferentes ocasiões, que a desintegração do império soviético foi o pior desastre geopolítico do século XX, quer de volta aquilo que outrora foi a antiga União Soviética, quer a glória da “mãe” Rússia, tal como Hitler queria o Terceiro Rash. Quer ser o restaurador do novo império soviético. E se depender dos atuais frouxos líderes ocidentais, seguramente isso acontecerá. A guerra virá com ou sem reações, mas quanto mais demostram fraqueza e pusilanimidade, mais motivam o inimigo e mais se tornam um mal exemplo para essa geração já por demais afrescaiada. Em 1917 Nossa Senhora disse para consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração, mas como nenhum Papa obedeceu ao apelo da Mãe de Deus, a profecia se cumpriu o erro da Rússia foi espalhado pelo mundo… entretanto a outra parte da profecia diz que por fim o Imaculado Coração Triunfará e então a Rússia se converterá. Enquanto o mundo se apequena diante do mal e rifa sua liberdade em troca de uma falsa paz, procuremos fortalecer nossa fé e nossa virtude para, ao menos, deixar aos nossos filhos um testemunho de fé, de maior virilidade, de disposição ao sacrifício por Deus, por nossa pátria e pela liberdade, pois tempos muito difíceis se seguirão. Templário de Maria Leia também Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial? Clique aqui para se inscrever #Comunismo #Rússia #Ucrânia

  • A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA

    O processo de boiolização do ocidente o tornou incapaz de reagir a essa agressão russa a Ucrânia. Putin, o falso conservador, que a muitos tem enganado, está a seguir os mesmos passos de Hitler, mas a OTAN e as nações ocidentais, governadas por sujeitos frouxos, apenas esperneia e joga saliva fora com um dialoguismo estéril, que pretende afetar virtude, mas apenas demostra a incapacidade de lerem a realidade e darem respostas concretas a esse grave problema que ameaça a humanidade inteira. O tempo do diálogo com os russos já passou. Ao aceitarem a invasão da Crimeia em 2014, sussurrando algumas reprovações estéreis, mas seguirem fingindo que nada aconteceu, os dirigentes da OTAN e europeus, acabaram por alimentar o lobo, fortalecendo-o para uma ulterior investida, como a que agora estamos testemunhando. “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra… e terão a guerra!”. A famosa frase de Churchill a respeito do “acordo ” feito por Chamberlain com o invasor Hitler, poderia perfeitamente ser aplicada aos líderes ocidentais de nosso tempo. Não aprenderam nada com os erros do passado… O acordo de cooperação mútua assinado por Rússia e China em 04 de fevereiro desse ano de 2022, que antecedeu a agressão da Rússia a Ucrânia, inaugurou o início de um novo momento na ordem internacional. Como não recordar o pacto Ribbentrop- Molotov que garantiu a não agressão e a cooperação entre a Alemanha de Hitler e a Rússia de Stalin, garantindo uma relativamente tranquila invasão alemã a Polônia? A história de novo… Com a demonstração de covardia e inação do ocidente, todos os protoditadores com pretensões expansionistas poderão se incentivar a concretizar seus intentos. Talvez Taiwan seja a próxima vítima, ou, quem sabe, bem perto de nós, a Venezuela se anime a invadir o Suriname. Putin, que já afirmou em diferentes ocasiões, que a desintegração do império soviético foi o pior desastre geopolítico do século XX, quer de volta aquilo que outrora foi a antiga União Soviética, quer a glória da “mãe” Rússia, tal como Hitler queria o Terceiro Rash. Quer ser o restaurador do novo império soviético. E se depender dos atuais frouxos líderes ocidentais, seguramente isso acontecerá. A guerra virá com ou sem reações, mas quanto mais demostram fraqueza e pusilanimidade, mais motivam o inimigo e mais se tornam um mal exemplo para essa geração já por demais afrescaiada. Em 1917 Nossa Senhora disse para consagrar a Rússia ao seu Imaculado Coração, mas como nenhum Papa obedeceu ao apelo da Mãe de Deus, a profecia se cumpriu o erro da Rússia foi espalhado pelo mundo… entretanto a outra parte da profecia diz que por fim o Imaculado Coração Triunfará e então a Rússia se converterá. Enquanto o mundo se apequena diante do mal e rifa sua liberdade em troca de uma falsa paz, procuremos fortalecer nossa fé e nossa virtude para, ao menos, deixar aos nossos filhos um testemunho de fé, de maior virilidade, de disposição ao sacrifício por Deus, por nossa pátria e pela liberdade, pois tempos muito difíceis se seguirão. Templário de Maria Leia também Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial? Clique aqui para se inscrever #Comunismo #Rússia #Ucrânia

  • A AGENDA LGBTI EXISTE E ESTÁ INDO MUITO BEM NO MUNDO – Luca Volontè

    O Mal avança. E não é só a guerra militar nas fronteiras europeias, depois da guerra híbrida travada, há já algum tempo, pelos traficantes de migrantes. Trata-se de um Mal que deve preocupar-nos e obrigar-nos a pedir a ajuda do Céu. Justamente nestes dias tristes, o jornal inglês The Guardian revelou o que todos nós já intuíamos há algum tempo: não apenas existe uma Agenda Gay, mas já está funcionando! Desde os primeiros parágrafos do artigo do jornal inglês, fica claro que a complacência não está relacionada apenas aos beijos em público de homossexuais e lésbicas. A ‘agenda’ de que estamos falando vai além: trata-se da nova ‘tendência’, da nova moda de pretender que todo mundo seja pelo menos bissexual e provavelmente ‘transexual’. Este é o verdadeiro objetivo do projeto, que é elogiado e se orgulha de ter sido implementado com sucesso em todos os cantos do mundo ocidental, e já com os primeiros sinais de crescimento no resto do mundo. Não surpreende que os dados, vindos dos Estados Unidos, concordem entre si. A pesquisa do Gallup de 17 de fevereiro mostra que a porcentagem de adultos americanos que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros etc., atingiu um novo recorde de 7,1% da população, exatamente o dobro desde 2012, que foi quando se começou a mensurar essas tendências. É verdade que 86,3% dos americanos se dizem heterossexuais, mas o que deve preocupar são os dados relativos à Geração Z (nascidos entre 1997 e 2007), dos quais 21% dizem ser LGBTIs. São adolescentes e jovens adultos que foram educados para considerar a fluidez de seu gênero ou de sua sexualidade como um acidente a reboque de seus próprios sentimentos e desequilíbrios. O avanço da ‘agenda’ LGBTI utiliza as ferramentas de destruição da identidade sexual, já existentes em muitos países ocidentais, por meio da imposição de uma educação com ideologia de gênero para todas as faixas etárias e em todos os tipos de escola. Já descrevemos, noutros artigos, as terríveis doses [de ideologia de gênero] administradas nas escolas do Reino Unido, Canadá, Austrália e Estados Unidos. A recente legislação, ainda mais invasiva, na Espanha e na França, apenas ampliará o objetivo desses verdadeiros abusos da infância, do senso de pudor, da espontaneidade própria de crianças e jovens. Vemos tudo isso no noticiário diário, vindo de todos os lugares, em detrimento dos direitos dos pais e da liberdade educacional das escolas de inspiração cristã. Se pretende avançar a Agenda LGBTI mesmo em detrimento das mulheres e de sua feminilidade, como demonstram não apenas as contínuas controvérsias e ameaças contra escritoras e cantoras internacionais, mas também as últimas pesquisas de várias universidades inglesas: “O uso de termos neutros relativos à feminilidade e à maternidade, correm o risco de criar graves problemas e danos à saúde da mulher”. E a mídia social? Certamente, se um vídeo de propaganda transgênero, no TikTok, coleta 26 bilhões de visualizações (a China, que controla essa rede social, está usando todo o seu potencial destrutivo), haverá também razões geopolíticas para a difusão dos dogmas LGBT. A Agenda LGBTI e seus lobbies trabalham em sua busca implacável para criar uma nova sociedade e uma nova humanidade. A extensão da agressão às crianças é global: apenas na semana passada, o ministro da Saúde de Israel proibiu ‘terapias de conversão’ [“cura gay”]. Na Argentina, a mudança de sexo de um jovem de 13 anos foi reconhecida. A maioria do parlamento holandês iniciou o debate para proibir as “terapias de conversão”. O Parlamento da Nova Zelândia proibiu as “terapias de conversão” e criou pena de prisão para quem tenta convencer os outros da exclusiva identidade sexual masculina e feminina. A Escócia introduziu novas diretrizes sobre a proibição de informar os pais de crianças de 13 anos, caso decidam ceder à pregação LGBTI. Houve um tempo, apenas vinte anos atrás, em que a Agenda LGBTI aparecia apenas para reivindicar privilégios para homossexuais gays e lésbicas. Agora não é mais assim. Aliás, na realidade nunca foi assim: o trabalho e as conquistas daquela época foram só precursoras do desafio real de hoje: a humanidade transexual (ou seja, fluida, manipulável, sem identidade, a partir de sua própria identidade sexual e biológica). Este sempre foi o desafio básico. Não um desafio somente à realidade e à biologia, mas um atentado que atinge a primeira evidência do coração de cada homem: a consciência de ser criado por um Outro. O avanço da Agenda LGBTI não é outro senão o velho desafio (terrível e ilusório) do Éden, aquela promessa mentirosa da serpente, consequência da rebelião de Lúcifer. O Mal avança. Chamemo-lo corajosamente pelo próprio nome, e invoquemos o Céu. Somos ‘intoleráveis’ aos olhos do mundo, mas não podemos ficar calados. https://lanuovabq.it/it/lagenda-lgbti-esiste-e-sta-funzionando-nel-mondo

  • Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial?

    Todos os dias recebemos notícias de possíveis conflitos em nível mundial que podem se tornar a terceira grande guerra. Por isso trouxemos, não somente algumas das últimas notícias, para que possamos rezar juntos pela paz, mas também vídeo com explicações sobre como devemos nos posicionar ante a este risco iminente. A notícia mais recente é sobre o ataque da Rússia à Ucrânia. Ao menos 10 regiões foram bombardeadas, segundo ministros; Putin autorizou operação militar no país, e isso gerou especulação sobre uma Terceira Guerra Mundial. “Os erros da Rússia se espalharão pelo mundo”, alertou Nossa Senhora em Fátima. Essa profecia cumpre-se cada dia mais. Oremos pela paz! Assista o vídeo abaixo para entender qual deve ser nossa posição diante de uma possível 3a Guerra Mundial: Leia também A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA Clique aqui para se inscrever Devemos ter medo do Fim dos Tempos? Podemos incluir na formação de hoje um tema que desperta muita curiosidade nas pessoas, mas também provoca muito alvoroço, mal entendidos e que atrai interpretações muito singulares, normalmente equivocadas, a respeito do tema, que é: “O Fim dos Tempos”. Quando tocamos neste tema, a maioria das pessoas logo demonstram preocupação e medo diante da incerteza que tais acontecimentos produzem. Isso é fruto daquilo que se tornou muito comum na vida do homem moderno, o ciclo: “Busca o Prazer e Foge da Dor”. O que podemos fazer para tirar de nós este medo que nos consome toda vez que pensamos no que está por vir?Assista a formação: #Guerra

  • Qual deve ser a postura de um cristão na iminência de uma 3° Guerra Mundial?

    Todos os dias recebemos notícias de possíveis conflitos em nível mundial que podem se tornar a terceira grande guerra. Por isso trouxemos, não somente algumas das últimas notícias, para que possamos rezar juntos pela paz, mas também vídeo com explicações sobre como devemos nos posicionar ante a este risco iminente. A notícia mais recente é sobre o ataque da Rússia à Ucrânia. Ao menos 10 regiões foram bombardeadas, segundo ministros; Putin autorizou operação militar no país, e isso gerou especulação sobre uma Terceira Guerra Mundial. “Os erros da Rússia se espalharão pelo mundo”, alertou Nossa Senhora em Fátima. Essa profecia cumpre-se cada dia mais. Oremos pela paz! Assista o vídeo abaixo para entender qual deve ser nossa posição diante de uma possível 3a Guerra Mundial: Leia também A INVASÃO DA UCRÂNIA, A COVARDIA DO OCIDENTE E A EXPANSÃO DA GUERRA Clique aqui para se inscrever Devemos ter medo do Fim dos Tempos? Podemos incluir na formação de hoje um tema que desperta muita curiosidade nas pessoas, mas também provoca muito alvoroço, mal entendidos e que atrai interpretações muito singulares, normalmente equivocadas, a respeito do tema, que é: “O Fim dos Tempos”. Quando tocamos neste tema, a maioria das pessoas logo demonstram preocupação e medo diante da incerteza que tais acontecimentos produzem. Isso é fruto daquilo que se tornou muito comum na vida do homem moderno, o ciclo: “Busca o Prazer e Foge da Dor”. O que podemos fazer para tirar de nós este medo que nos consome toda vez que pensamos no que está por vir?Assista a formação: #Guerra

  • A IDEOLOGIA PROGRESSISTA

    Acaba de ser lançado, na França, um Dicionário do progressismo (Éditions du Cerf, 2022), sob a direção de Olivier Dard, Christophe Boutin e Frédéric Rouvillois. A Amazon vende aqui a versão kindle. Ao mesmo tempo corrente filosófica, política, religiosa, artística, modo de viver e de conceber o mundo, o progressismo, muito mais do que simplesmente melhorar permanentemente do nosso cotidiano, pretende, segundo seus promotores, uma verdadeira redefinição da condição humana, em linha direta com a ideologia do Iluminismo. Trata-se de criar um homem novo, numa imitação diabólica do mandamento de São Paulo aos Efésios (IV, 24). Revestir-se do novo homem é revestir-se de Cristo. No entanto, o objetivo da ideologia progressista é recriar o homem à imagem, não mais de Deus, mas… As ideologias totalitárias do século XX são a consequência lógica dessa concepção. A cultura do cancelamento é um de seus avatares mais recentes. Comprendre l’idéologie progressiste

  • ONDE ESTÃO OS QUE ANTES DE NÓS VIVERAM NO MUNDO?

    O topos (ou tema recorrente) do ubi sunt , cristalizou-se na literatura medieval a partir da famosa pergunta (que os céticos acreditam sem resposta…) atribuída ao filósofo e poeta latino Boécio: “Ubi sunt qui ante nos in mundo fuere?” (Onde estão os que antes de nós viveram no mundo?). Para o cristão, só pode haver uma resposta: perdidos ou salvos na eternidade. O ensaísta Otto Maria Carpeaux, considerando improvável a formulação desta questão no seio da cristandade medieval, julga-a nascida das correntes averroístas que se infiltraram na Idade Média (Averróis, filósofo muçulmano que viveu no século XII, negava a imortalidade das almas individuais). Segundo Carpeaux, foco importante de heresia, na Europa cristã medieval, foi a Universidade de Paris, onde estudou o poeta francês François Villon (nascido no século XV), antes de retomar o tema do ubi sunt e perguntar, em poema célebre — “Ballade des dames du temps jadis” (“Balada das damas de outros tempos”) —, pelas neiges d’antan (“as neves de outrora”): “Dites-moi où, n’en quel pays, Est Flo ra la belle Romaine, Archipiadé, ne Thaïs, Qui fut sa cousine germaine, Écho, parlant quant bruit on mène Dessus rivière ou sus étang, Qui beauté ot trop plus qu’humaine? Mais où sont les neiges d’antan?” (“Dizei-me em que terra ou país Está Flora, a bela romana; Onde Arquipíada ou Taís, Que foi sua prima germana; Eco, a imitar na água que mana De rio ou lago, a voz que a aflora, E de beleza sobre-humana? Mas onde estais, neves de outrora?” Trad. de Modesto de Abreu) Nesse mesmo século XV, Jorge Manrique, da Espanha, perguntava: “Qué se hizieron las damas, sus tocados e vestidos, sus olores? Qué se hizieron las llamas de amadores? Qué se hizo aquel trovar, las músicas acordadas que tañian? Qué se hize aquel dançar, aquellas ropas chapadas que traían?” (“O que foi feito das damas, Seus penteados e vestidos, Seus perfumes? O que foi feito do ardor De seus amantes? O que foi feito das trovas E das serestas Que eles cantavam? O que foi feito daquelas danças, Daquelas belas roupas Que elas traziam?”) O poeta americano Edgar Lee Masters (1868-1950) fez um belo e conhecido poema com esse topos medieval, “The hill”, que tem estrutura semelhante aos de Villon e Manrique. Seguem a primeira estrofe no original e na tradução do poeta Jorge de Lima: “Where are Elmer, Herman, Bert, Tom and Charley, The weak of will, the strong of arm, the clown,the boozer, the fighter? All, all, are sleeping on the hill. One passed in a fever, One was burned in a mine, One was killed in a brawl, One died in a jail, One fell from a bridge toiling for children and wife — All, all are sleeping, sleeping, sleeping on the hill.” “Onde estão Elmer, Herman, Bert, Tom e Charley, O irresoluto, o de braço forte, o palhaço,o ébrio, o guerreiro? Todos, todos estão dormindo na colina. Um morreu de febre, Um lá se foi queimado numa mina, O outro assassinaram-no num motim, O quarto se extinguiu na prisão, E o derradeiro caiu de uma ponte quando trabalhava para a esposa e os filhos, Todos, todos estão dormindo, dormindo, dormindo na colina.”) Manuel Bandeira foi, talvez, o poeta brasileiro que melhor trabalhou esse assunto, e mais de uma vez. Veja-se o final do poema “Profundamente”: “Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente.” Enfim, “Ubi sunt qui ante nos in mundo fuere?” (Onde estão os que antes de nós viviam no mundo?). A resposta, para o ex-católico e desconvertido Carpeaux, só poderia ser uma: “Não estão”, ponto de chegada do averroísmo medieval transformado em materialismo moderno. Se a pergunta ubi sunt? ecoou por todos os lados da Europa, na época do declínio da Idade Média, quando agonizava a cristandade, hoje é marca registrada de nossa época pós-cristã, que tem como feição principal a instabilidade progressista e revolucionária, num total desprezo pelas coisas permanentes.

  • A FALSA MENDIGA

    Parei o carro no semáforo e a moça se aproximou, andrajosa e suja. Estava coberta de farinha de trigo, fedendo a ovo, com maquiagem de índio. — Uma moedinha pro “bicho”, tio — implorou. Quanta diferença entre a miséria fingida e a verdadeira! Era só uma caloura de universidade, recém-aprovada nalgum vestibular por aí e submetendo-se ao ritual do trote. — Infelizmente não tenho nem uma aqui… — disse eu. Na verdade tinha, mas eram para os mendigos de verdade. Ela agradeceu sorrindo e foi mendigar no carro de trás. Tive dó da moça. Logo o sinal abriu e segui pensando naquela estranha forma de comemorar o fato de ter restado viva, após o massacre dos exames: a incluída assumindo, ao menos por algumas horas, a condição de excluída. É uma atitude dúplice que a universidade só aprimorará, condicionando os jovens a manter na ponta da língua o discurso igualitarista, sem abrir mão, um só milímetro que seja, da prática competitivo-consumista. Seria uma atitude até cristã de auto-humilhação, se não fosse antes mera farra carnavalesca. De qualquer modo, não deixa de ser uma atitude bem simbólica: o primeiro gesto de alguns jovens universitários brasileiros é pedir esmola.

  • São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja – 21 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 21 DE FEVEREIRO – SÃO PEDRO DAMIÃO Bispo e Doutor da Igreja (1007-1072) Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote. Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldolense, por seus méritos logo tornou o superior diretor. As regras da Ordem já eram duras, mas ele as tornou mais rígidas ainda. Passou a criticar severamente conventos onde não havia pobreza e sua influência se estendeu por mosteiros da Itália e da França, entre eles Montecassino e Cluny, que passaram a seguir seus conceitos. Com seu reformismo, trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na austeridade da solidão e da penitência. Pedro Damião era um sacerdote contemplativo, de vida simples, adepto à vida monástica e desse modo singular atacava o luxo dos cardeais. Citava os apóstolos Pedro e Paulo como exemplos, pois percorreram o mundo para evangelizar, sendo magros e andando descalços, ou seja, para levar a Palavra de Deus, era necessário sobretudo se despojar dos apegos materiais. Foi desse modo que solidificou a austeridade religiosa e como viveu toda sua existência terrena. Seu trabalho não parou aí. Havia, na época, a venda de títulos, funções e cargos da Igreja, como se fazia com os títulos feudais. A essa troca de favores se deu o nome de simonia clerical. O ato de comprar ou vender benesses espirituais, era antigo e esse nome deriva de Simão, o Mago, que procurou comprar dos Apóstolos graças espirituais. Dessa forma, cargos da Igreja acabavam ocupados por pessoas despreparadas e indignas que se rebelavam contra a disciplina exigida deles, principalmente com relação ao celibato. A Igreja, assim dilacerada, vitimada pelas discórdias e cismas, tinha necessidade de homens cultos e austeros como padre Pedro Damião. Por isso, ele foi chamado à Santa Sé para auxiliar nesses combates. Esteve ao lado de seis papas, como viajante da paz, e em particular colaborou com o cardeal Hildebrando, o grande reformador que se tornou o Papa Gregório VII. Pedro Damião após várias peregrinações à cidade de Milão, à França e à Alemanha, se tornou cardeal e foi designado para a diocese de Óstia. Seus escritos, após a sua morte, prosseguiram doutrinando religiosos importantes. Aos poucos, a situação da Igreja foi se normalizando. Já velho, foi enviado à Ravena para recompor a questão do antipapa. Morreu em 1072, na cidade italiana de Faenza, quando voltava de uma missão de paz. A fama de sua santidade em vida se cristalizou junto aos fiéis, que então passaram a venerá-lo como santo. Em 1828 o papa Leão XII declarou Santo Pedro Damião e o proclamou também doutor da Igreja, por seus numerosos escritos teológicos e pela incansável e eficiente atuação para a unidade da Santa Mãe, a Igreja Católica de Roma. São Pedro Damião Nasceu Pedro Damião em Ravena em 1007. Sendo o último de um grande número de filhos, queixou-se um dos mais velhos a sua mãe de lhe dar tantos co-herdeiros; e era tão sensível a pobre mãe, torcendo as mãos, se pôs a gritar que era uma miserável indigna de viver. Deixou de nutrir o pobre filhinho, que em breve se tornou lívido de fome e de frio, e já quase não tinha voz, quando uma mulher, espécie de criada na casa, sobrevindo, disse à mãe: “Será proceder como mãe cristã, senhora, fazer pior que os tigres e os leões, que não abandonam os filhotes? Talvez esta criança não seja a menor da família.” Disse, sentou-se ao pé do fogo e, após ungir e esfregar o filho com boa quantidade de gordura, o fez recobrar o calor e as cores. A mãe, recobrando a lucidez, tornou a se apoderar do filho e terminou de alimentá-lo. Pedro Damião era ainda pequenino quando perdeu o pai e mãe. Um dos irmãos, casado, incumbiu-se de educá-lo; mas tanto ele como sua esposa era avarentos, duros, e tratavam o menino como se fosse um escravo. Só o olhavam de soslaio, davam-lhe a pior alimentação, deixavam-no descalço e mal vestido, cobriam-no de pancadas. Finalmente, quando Pedro cresceu mais um pouco, mandaram que guardasse os porcos. Naquele estado achou, um dia, uma moeda de prata e julgando-se rico, ficou sem saber o que compraria que mais lhe causasse prazer. Finalmente, murmurou entre si: “Esse prazer passará imediatamente: é melhor dar o dinheiro a um sacerdote, para que ofereça o santo sacrifício a meu pai.” Se bem o disse, bem o fez. Outro de seus irmãos, chamado Damião, tirou-o da miséria, abrigou-o em sua casa e tratou-o com ternura e afetos paternais. Esse Damião foi arcipreste de Ravena e em seguida monge, e ao que se crê foi dele que Pedro tomou o apelido que o distingue. Pelos cuidados do irmão, Pedro estudou primeiramente em Faiença, depois em Parma, onde teve por mestre a Yves; e foi tão grande o seu progresso nas letras humanas, que não tardou em ser capaz de ensiná-las, atraindo-lhe a reputação, e de todos os lados, grande número de discípulos. Vendo-se rico e honrado no vigor da mocidade, não sucumbiu absolutamente às tentações da vaidade e do prazer; pelo contrário fez salutares reflexões: “Irei apegar-me a esses bens que devem perecer? E se a eles devo renunciar por outros maiores, não será mais agradável a Deus fazê-lo eu desde agora?” Começou, pois, a usar um cilício debaixo de hábitos de fino estofo , a dedicar-se aos jejuns, às vigílias e às preces. De noite, se experimentava excessivos impulsos de sensualidade, levantava-se e mergulhava no rio: depois, visitava as igrejas e recitava o saltério antes do ofício. Dava muitas esmolas, nutria frequentemente os pobres e servia-os com as suas próprias mãos. Resolveu, finalmente, abandonar de vez o mundo e abraçar a vida monástica, mas fora da sua terra, de medo de que tal idéia tratassem de afastá-lo parentes e amigos. Estava pensando nisso, quando encontrou dois ermitães do deserto de Fonte- Avellana, dos quais ouvira falar; abrindo-se com eles, fortificaram-no ambos no plano, e, dando o jovem sinais de pretender retirar-se com eles, prometeram-lhe que o abade o acolheria. Pedro ofereceu-lhes um vaso de prata para que o levassem ao abade, mas os dois responderam que era demasiadamente grande e que os embaraçaria no caminho … Pedro admirou-se do desapego daqueles homens. Para submeter-se a uma prova, passou quarenta dias numa cela semelhante à dos ermitães; depois, tendo resolvido, fugiu aos seus e rumou para Fonte Avellana, onde, segundo o uso, o confiaram a um dos irmãos, incumbido de o instruir. Este irmão, depois de o conduzir à cela, mandou que despisse a roupa, revestiu-o de um cilício e tornou a levá-lo à presença do abade, o qual imediatamente mandou o revestissem de uma cógula. Admirou-se Pedro de lhe darem sem preda de tempo o hábito, independentemente de qualquer prova; mas submeteu-se à vontade do superior, embora, naquele tempo, não estivesse separado da profissão o recebimento do hábito. O deserto de Fonte Avellana, dedicado à Santa Cruz, encontrava-se na úmbria, na diocese de Eugubio, e nele passara algum tempo São Romualdo. Os ermitães que o habitavam viviam aos pares em celas separadas, constantemente entretidos na salmodia, na oração e na leitura. Viviam de pão e água em quatro dias da semana; nas terças e quintas, comiam um pouco de legumes, por eles próprios cozidos nas celas. Nos dias de jejum, recebiam a ração de pão e, só tinham vinho para o santo sacrifício, ou para os doentes. Caminhavam sempre descalços, submetiam-se à disciplina, faziam genuflexões, batiam o peito, ficavam de braços estendidos, cada um segundo as suas forças e devoção. Depois do ofício da noite, recitavam todo saltério antes do amanhecer. Pedro velava muito antes que fossem tocadas as matinas, e não deixava de velar ainda, depois como os outros persuadido de que as devoções particulares dever ser praticadas sem prejuízo da observância geral. Aqueles vigílias excessivas lhe causaram uma insônia da qual se curou a muito custo: depois, todavia, passou a comportar-se com mais sensatez e, concedendo considerável tempo ao estudo, tornou-se tão sábio nas Sagradas Escrituras como o fora nos livros profanos. Começou, portanto, por ordem do superior, a dirigir exortações aos confrades; alastrando-se-lhe a reputação, o santo abade Guido de Pomposa, perto de Ferrara, rogou ao abade de Fonte de Avellana que lhe enviasse para ensinar durante algum tempo na sua comunidade que se constituía de cem monges. Pedro Damião lá ficou dois anos, pregando com excelentes frutos; tendo-o chamado de volta o seu abade, não tardou a ser enviado para a mesma função ao mosteiro de São Vicente, perto de Pedro Pertusa, também bastante numeroso. Finalmente o abade de Avellana o declarou seu sucessor, com o consentimento dos irmãos, porém contra a vontade de Pedro; depois da morte desse abade, não somente governou Pedro, e aumentou a comunidade, como também fundou mais cinco semelhantes. Assim era Pedro Damião. Quando soube em 1045 da ascensão do Papa Gregório VI e deu mostras de grande júbilo nas suas cartas. Rejubilava-se pela restauração dos costumes e da disciplina eclesiástica, e iria ajudar poderosamente os sucessores do pontífice no grande empreendimento, sobretudo São Leão IX e o seu arquidiácono Hildebrando, o qual, mais tarde, se tornou Gregório VII. Para tanto compôs vários escritos. Entre outros, escreveu a vida de São Rodolfo, bispo de Eugubio; a vida e as terríveis penitências de São Domingos o Escudado, que ainda vivia. Conhecendo o Papa Estevão IX, antes cardeal Frederico da Lorena, o mérito de São Pedro Damião, tirou-o da solidão e fê-lo bispo de Óstia e primeiro dos cardeais, como digníssimo do episcopado e necessaríssimo aos assuntos da Igreja. O Papa, os Bispos e todos os que amavam a Igreja assim acreditavam; mas Pedro não conseguia resolver-se a abandonar o retiro e resistia com todas as forças de que dispunha. Foi preciso ameaçá-lo de excomunhão, no caso de continuar a se obstinar, e o Papa, pegando-lhe a mão, lhe deu o anel e o bordão pastoral para significar que desposava a igreja de Óstia. Contudo, Pedro queixou-se sempre da violência de que fora vítima, fazendo tudo para desincumbir-se do bispado. (…) O santo Cardeal-Bispo de Óstia aspirava sempre a voltar à solidão. Um santo amigo, o cardeal Hildebrando, que mais tarde foi o Papa Gregório VII a tal se opunha, julgando-o mais útil e necessário no governo da Igreja. Daí amigáveis queixas de Pedro. Incorrera a cidade de Ravena na excomunhão por ter aderido ao cisma do último antipapa com o seu arcebispo. Tende esse arcebispo morrido no primeiro dia de janeiro de 1070, enviou o Papa Alexandre II, algum tempo depois, Pedro Damião a Ravena, com o poder de retirar a excomunhão que ainda pesava sobre o povo, certo de que ninguém estava mais indicado do que Pedro para aquela função, tanto pela autoridade de que desfrutava por si mesmo, como por ser filho daquela Igreja.(…) Regressando a Roma, instalou-se o santo ancião, no primeiro dia de viagem, em Faiença, no mosteiro de Nossa Senhora, fora da porta. Lá o acometeu a febre que foi crescendo cada vez mais. Pela meia-noite do oitavo dia, mandou o santo que os monges acompanhantes recitassem, em volta do leito, as noturnas e as matinas ou louvores do Trono de São Pedro. Pouco depois de haverem os monges terminado, o santo entregou o espírito em 22 de Fevereiro de 1072.(…) Honrado, desde então, como santo da igreja de Faiença, estendeu-se-lhe o culto nos nossos dias, à Igreja universal como doutor. #SantodoDia

  • São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja – 21 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 21 DE FEVEREIRO – SÃO PEDRO DAMIÃO Bispo e Doutor da Igreja (1007-1072) Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote. Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldolense, por seus méritos logo tornou o superior diretor. As regras da Ordem já eram duras, mas ele as tornou mais rígidas ainda. Passou a criticar severamente conventos onde não havia pobreza e sua influência se estendeu por mosteiros da Itália e da França, entre eles Montecassino e Cluny, que passaram a seguir seus conceitos. Com seu reformismo, trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na austeridade da solidão e da penitência. Pedro Damião era um sacerdote contemplativo, de vida simples, adepto à vida monástica e desse modo singular atacava o luxo dos cardeais. Citava os apóstolos Pedro e Paulo como exemplos, pois percorreram o mundo para evangelizar, sendo magros e andando descalços, ou seja, para levar a Palavra de Deus, era necessário sobretudo se despojar dos apegos materiais. Foi desse modo que solidificou a austeridade religiosa e como viveu toda sua existência terrena. Seu trabalho não parou aí. Havia, na época, a venda de títulos, funções e cargos da Igreja, como se fazia com os títulos feudais. A essa troca de favores se deu o nome de simonia clerical. O ato de comprar ou vender benesses espirituais, era antigo e esse nome deriva de Simão, o Mago, que procurou comprar dos Apóstolos graças espirituais. Dessa forma, cargos da Igreja acabavam ocupados por pessoas despreparadas e indignas que se rebelavam contra a disciplina exigida deles, principalmente com relação ao celibato. A Igreja, assim dilacerada, vitimada pelas discórdias e cismas, tinha necessidade de homens cultos e austeros como padre Pedro Damião. Por isso, ele foi chamado à Santa Sé para auxiliar nesses combates. Esteve ao lado de seis papas, como viajante da paz, e em particular colaborou com o cardeal Hildebrando, o grande reformador que se tornou o Papa Gregório VII. Pedro Damião após várias peregrinações à cidade de Milão, à França e à Alemanha, se tornou cardeal e foi designado para a diocese de Óstia. Seus escritos, após a sua morte, prosseguiram doutrinando religiosos importantes. Aos poucos, a situação da Igreja foi se normalizando. Já velho, foi enviado à Ravena para recompor a questão do antipapa. Morreu em 1072, na cidade italiana de Faenza, quando voltava de uma missão de paz. A fama de sua santidade em vida se cristalizou junto aos fiéis, que então passaram a venerá-lo como santo. Em 1828 o papa Leão XII declarou Santo Pedro Damião e o proclamou também doutor da Igreja, por seus numerosos escritos teológicos e pela incansável e eficiente atuação para a unidade da Santa Mãe, a Igreja Católica de Roma. São Pedro Damião Nasceu Pedro Damião em Ravena em 1007. Sendo o último de um grande número de filhos, queixou-se um dos mais velhos a sua mãe de lhe dar tantos co-herdeiros; e era tão sensível a pobre mãe, torcendo as mãos, se pôs a gritar que era uma miserável indigna de viver. Deixou de nutrir o pobre filhinho, que em breve se tornou lívido de fome e de frio, e já quase não tinha voz, quando uma mulher, espécie de criada na casa, sobrevindo, disse à mãe: “Será proceder como mãe cristã, senhora, fazer pior que os tigres e os leões, que não abandonam os filhotes? Talvez esta criança não seja a menor da família.” Disse, sentou-se ao pé do fogo e, após ungir e esfregar o filho com boa quantidade de gordura, o fez recobrar o calor e as cores. A mãe, recobrando a lucidez, tornou a se apoderar do filho e terminou de alimentá-lo. Pedro Damião era ainda pequenino quando perdeu o pai e mãe. Um dos irmãos, casado, incumbiu-se de educá-lo; mas tanto ele como sua esposa era avarentos, duros, e tratavam o menino como se fosse um escravo. Só o olhavam de soslaio, davam-lhe a pior alimentação, deixavam-no descalço e mal vestido, cobriam-no de pancadas. Finalmente, quando Pedro cresceu mais um pouco, mandaram que guardasse os porcos. Naquele estado achou, um dia, uma moeda de prata e julgando-se rico, ficou sem saber o que compraria que mais lhe causasse prazer. Finalmente, murmurou entre si: “Esse prazer passará imediatamente: é melhor dar o dinheiro a um sacerdote, para que ofereça o santo sacrifício a meu pai.” Se bem o disse, bem o fez. Outro de seus irmãos, chamado Damião, tirou-o da miséria, abrigou-o em sua casa e tratou-o com ternura e afetos paternais. Esse Damião foi arcipreste de Ravena e em seguida monge, e ao que se crê foi dele que Pedro tomou o apelido que o distingue. Pelos cuidados do irmão, Pedro estudou primeiramente em Faiença, depois em Parma, onde teve por mestre a Yves; e foi tão grande o seu progresso nas letras humanas, que não tardou em ser capaz de ensiná-las, atraindo-lhe a reputação, e de todos os lados, grande número de discípulos. Vendo-se rico e honrado no vigor da mocidade, não sucumbiu absolutamente às tentações da vaidade e do prazer; pelo contrário fez salutares reflexões: “Irei apegar-me a esses bens que devem perecer? E se a eles devo renunciar por outros maiores, não será mais agradável a Deus fazê-lo eu desde agora?” Começou, pois, a usar um cilício debaixo de hábitos de fino estofo , a dedicar-se aos jejuns, às vigílias e às preces. De noite, se experimentava excessivos impulsos de sensualidade, levantava-se e mergulhava no rio: depois, visitava as igrejas e recitava o saltério antes do ofício. Dava muitas esmolas, nutria frequentemente os pobres e servia-os com as suas próprias mãos. Resolveu, finalmente, abandonar de vez o mundo e abraçar a vida monástica, mas fora da sua terra, de medo de que tal idéia tratassem de afastá-lo parentes e amigos. Estava pensando nisso, quando encontrou dois ermitães do deserto de Fonte- Avellana, dos quais ouvira falar; abrindo-se com eles, fortificaram-no ambos no plano, e, dando o jovem sinais de pretender retirar-se com eles, prometeram-lhe que o abade o acolheria. Pedro ofereceu-lhes um vaso de prata para que o levassem ao abade, mas os dois responderam que era demasiadamente grande e que os embaraçaria no caminho … Pedro admirou-se do desapego daqueles homens. Para submeter-se a uma prova, passou quarenta dias numa cela semelhante à dos ermitães; depois, tendo resolvido, fugiu aos seus e rumou para Fonte Avellana, onde, segundo o uso, o confiaram a um dos irmãos, incumbido de o instruir. Este irmão, depois de o conduzir à cela, mandou que despisse a roupa, revestiu-o de um cilício e tornou a levá-lo à presença do abade, o qual imediatamente mandou o revestissem de uma cógula. Admirou-se Pedro de lhe darem sem preda de tempo o hábito, independentemente de qualquer prova; mas submeteu-se à vontade do superior, embora, naquele tempo, não estivesse separado da profissão o recebimento do hábito. O deserto de Fonte Avellana, dedicado à Santa Cruz, encontrava-se na úmbria, na diocese de Eugubio, e nele passara algum tempo São Romualdo. Os ermitães que o habitavam viviam aos pares em celas separadas, constantemente entretidos na salmodia, na oração e na leitura. Viviam de pão e água em quatro dias da semana; nas terças e quintas, comiam um pouco de legumes, por eles próprios cozidos nas celas. Nos dias de jejum, recebiam a ração de pão e, só tinham vinho para o santo sacrifício, ou para os doentes. Caminhavam sempre descalços, submetiam-se à disciplina, faziam genuflexões, batiam o peito, ficavam de braços estendidos, cada um segundo as suas forças e devoção. Depois do ofício da noite, recitavam todo saltério antes do amanhecer. Pedro velava muito antes que fossem tocadas as matinas, e não deixava de velar ainda, depois como os outros persuadido de que as devoções particulares dever ser praticadas sem prejuízo da observância geral. Aqueles vigílias excessivas lhe causaram uma insônia da qual se curou a muito custo: depois, todavia, passou a comportar-se com mais sensatez e, concedendo considerável tempo ao estudo, tornou-se tão sábio nas Sagradas Escrituras como o fora nos livros profanos. Começou, portanto, por ordem do superior, a dirigir exortações aos confrades; alastrando-se-lhe a reputação, o santo abade Guido de Pomposa, perto de Ferrara, rogou ao abade de Fonte de Avellana que lhe enviasse para ensinar durante algum tempo na sua comunidade que se constituía de cem monges. Pedro Damião lá ficou dois anos, pregando com excelentes frutos; tendo-o chamado de volta o seu abade, não tardou a ser enviado para a mesma função ao mosteiro de São Vicente, perto de Pedro Pertusa, também bastante numeroso. Finalmente o abade de Avellana o declarou seu sucessor, com o consentimento dos irmãos, porém contra a vontade de Pedro; depois da morte desse abade, não somente governou Pedro, e aumentou a comunidade, como também fundou mais cinco semelhantes. Assim era Pedro Damião. Quando soube em 1045 da ascensão do Papa Gregório VI e deu mostras de grande júbilo nas suas cartas. Rejubilava-se pela restauração dos costumes e da disciplina eclesiástica, e iria ajudar poderosamente os sucessores do pontífice no grande empreendimento, sobretudo São Leão IX e o seu arquidiácono Hildebrando, o qual, mais tarde, se tornou Gregório VII. Para tanto compôs vários escritos. Entre outros, escreveu a vida de São Rodolfo, bispo de Eugubio; a vida e as terríveis penitências de São Domingos o Escudado, que ainda vivia. Conhecendo o Papa Estevão IX, antes cardeal Frederico da Lorena, o mérito de São Pedro Damião, tirou-o da solidão e fê-lo bispo de Óstia e primeiro dos cardeais, como digníssimo do episcopado e necessaríssimo aos assuntos da Igreja. O Papa, os Bispos e todos os que amavam a Igreja assim acreditavam; mas Pedro não conseguia resolver-se a abandonar o retiro e resistia com todas as forças de que dispunha. Foi preciso ameaçá-lo de excomunhão, no caso de continuar a se obstinar, e o Papa, pegando-lhe a mão, lhe deu o anel e o bordão pastoral para significar que desposava a igreja de Óstia. Contudo, Pedro queixou-se sempre da violência de que fora vítima, fazendo tudo para desincumbir-se do bispado. (…) O santo Cardeal-Bispo de Óstia aspirava sempre a voltar à solidão. Um santo amigo, o cardeal Hildebrando, que mais tarde foi o Papa Gregório VII a tal se opunha, julgando-o mais útil e necessário no governo da Igreja. Daí amigáveis queixas de Pedro. Incorrera a cidade de Ravena na excomunhão por ter aderido ao cisma do último antipapa com o seu arcebispo. Tende esse arcebispo morrido no primeiro dia de janeiro de 1070, enviou o Papa Alexandre II, algum tempo depois, Pedro Damião a Ravena, com o poder de retirar a excomunhão que ainda pesava sobre o povo, certo de que ninguém estava mais indicado do que Pedro para aquela função, tanto pela autoridade de que desfrutava por si mesmo, como por ser filho daquela Igreja.(…) Regressando a Roma, instalou-se o santo ancião, no primeiro dia de viagem, em Faiença, no mosteiro de Nossa Senhora, fora da porta. Lá o acometeu a febre que foi crescendo cada vez mais. Pela meia-noite do oitavo dia, mandou o santo que os monges acompanhantes recitassem, em volta do leito, as noturnas e as matinas ou louvores do Trono de São Pedro. Pouco depois de haverem os monges terminado, o santo entregou o espírito em 22 de Fevereiro de 1072.(…) Honrado, desde então, como santo da igreja de Faiença, estendeu-se-lhe o culto nos nossos dias, à Igreja universal como doutor. #SantodoDia

  • FAZER COMO DAVI FEZ COM SAUL – Scott Hahnn medita sobre o 7º Domingo do Tempo Comum

    A história de Davi e Saul, na primeira leitura de hoje, funciona quase como uma parábola. Mostrando misericórdia para com seu inimigo mortal, Davi dá um exemplo concreto do que Jesus espera que seja a forma de vida de Seus discípulos. A nova lei que Jesus apresenta, no Evangelho de hoje, nos transformaria todos em “Davis”, amando nossos inimigos, fazendo o bem àqueles que nos prejudicaram, oferecendo uma linha de crédito àqueles que nunca nos reembolsarão. A Lei Antiga exigia apenas que os israelitas amassem seus compatriotas (Levítico 19,18). A nova lei, trazida por Jesus, nos faz parentes de todos os homens e mulheres (Lucas 10, 29-36). Seu reino não é uma tribo, nem uma nação. É uma família. Como seguidores de Jesus, devemos viver como Ele viveu entre nós: como “filhos do Altíssimo” (Lucas 6, 35; 1, 35). No contexto da liturgia de hoje, somos todos “Sauls”, pois por nossa condição de pecadores, e nosso orgulho, nos tornamos inimigos de Deus. E só fomos poupados de uma morte justamente merecida, porque Deus amou e mostrou misericórdia a Seus inimigos, que somos nós (“os ingratos e os iníquos”, como diz Jesus). Jesus nos mostrou esse amor em Sua Paixão, perdoando Seus inimigos quando eles O despiam de seu manto e de sua túnica, quando O amaldiçoavam e O golpeavam na face, condenando-O à morte de cruz (Lucas 22, 63–65; 23,34) . “Da sepultura Ele salva a tua vida”, Davi nos lembra no Salmo de hoje. Essa é também a promessa da Epístola deste domingo: nós, que cremos no “último Adão”, que é Jesus, ressuscitaremos dos mortos à Sua imagem, tal como Ele ressuscitou, ainda que tenhamos de carregar nesta vida a imagem do “primeiro Adão”, cujo pecado fez de Deus um inimigo e trouxe a morte ao mundo (1 Coríntios 15, 21-22). https://stpaulcenter.com/davids-and-sauls-scott-hahn-reflects-on-the-seventh-sunday-in-ordinary-time/

  • O CIENTISTA AGNÓSTICO QUE AMAVA A IGREJA CATÓLICA

    [O biólogo francês Luc Montagnier, agnóstico, morreu na última semana, aos 89 anos. Mais precisamente, no dia 8 de fevereiro de 2022. Recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por liderar pesquisas sobre a descoberta do vírus da AIDS. Era um homem sem fé, mas o texto abaixo revela o respeito que tinha pela Igreja Católica, em especial pelas aparições marianas de Lourdes]. O debate sobre as aparições e curas em Lourdes dura há décadas, e o desprezo e as críticas dos ateus mais beligerantes contrastam com o respeito e consideração de profissionais de reconhecido prestígio, face a um fenómeno religioso que não deixa ninguém indiferente. Como exemplo, cite-se o Prémio Nobel da Medicina, e Prémio Príncipe de Astúrias, Jean-Luc Montagnier. Este médico francês [recentemente falecido] tornou-se famoso por ter descoberto o vírus do HIV bem como outros importantes contributos para a ciência. É de extremo interesse conhecer a opinião de este reconhecido cientista, e ex-diretor do Instituto Pasteur, acerca de Lourdes, um lugar que exige ter uma enorme fé. Esta opinião ficou registrada no livro que recolhe os diálogos entre Montagnier e o monge cisterciense Michel Niassaut, sob o título Le Moine et le Nobel . Num momento específico, a conversa versou acerca das curas inexplicáveis em Lourdes. Que opinião teria um Nobel da Medicina e não-crente sobre o assunto? A sua resposta significaria um exemplo de coerência para o mundo da ciência. “Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada”, afirmou peremptoriamente Luc Montagnier. E continuando neste sentido, o Nobel da Medicina assegurou que “nos milagres de Lourdes há algo inexplicável”. Além disso, Montagnier critica a conduta de alguns dos seus colegas, e diz neste livro que “muitos cientistas cometem o erro de rejeitar o que não entendem. Não gosto dessa atitude. Frequentemente cito a frase do astrofísico Carl Sagan: ‘A ausência de prova não é prova de ausência’”. “Os Milagres são inexplicáveis”. Neste sentido, acrescentou ,“relativamente aos milagres de Lourdes que estudei, creio que realmente se trata de algo inexplicável (…) Não consigo entender estes milagres mas reconheço que há curas que não estão previstas no estado actual da ciência”. Tendo sido quem descobriu o vírus do HIV, Montagnier teve uma enorme relevância na segunda metade do século XX e, apesar das críticas tradicionais do mundo anticatólico referentes ao posicionamento da Igreja face à Aids, este cientista louva o papel do mundo católico face a estes dramas. De fato, relata que “o meu colega dos Estados Unidos da América, Robert Gallo, teve uma audiência com o Papa (João Paulo II), tentando perceber qual o modo em que seria possível aumentar a nossa colaboração com as equipes que trabalham na sombra nas missões Católicas em África. Ali tratam-se pessoas infectadas com Aids e faz-se prevenção contra a propagação do vírus”. Este importante, e muitas vezes esquecido, trabalho, é muito destacado por este Prémio Nobel. “As ordens religiosas cristãs têm um papel muito positivo no cuidado dos doentes. Reconheço que, no âmbito da atenção hospitalar, a Igreja foi pioneira”. “Pude contactar de perto, ao longo destes largos anos de investigação sobre a Aids, e sobretudo ao princípio, com pacientes condenados a uma morte inevitável. Frequentemente, a fé e proximidade da Igreja ajudaram-nos a fazer frente à doença, e com que cada doente não se sentisse abandonado. Foi por esta experiência que sempre reconheci a contribuição pioneira e inestimável da Igreja no campo da atenção hospitalar”, afirmou o cientista francês. A estima do agnóstico Montagnier pela Igreja é grande. Inclusive ofereceu-se, e ajudou a João Paulo II, a travar o avanço do Parkinson de que sofria. Na sua opinião, se os valores cristãos prevalecessem no mundo, o planeta ganhara imenso. “Há 2000 milhões de cristãos, de entre os quais 1100 são católicos. Os seus bons sentimentos fazem-se presentes” mas não são os que governam o mundo. Seria bom, considera, que o amor ao próximo conduzisse o mundo”. [Tradução de João Silveira] https://www.religionenlibertad.com/personajes/58627/los-milagros-lourdes-son-algo-inexplicable-confiesa-nobel-.html

  • O AMOR, QUANDO ESTÁ FORA DA ORDEM NATURAL, PODE JUSTIFICAR QUALQUER LOUCURA – Corrado Gnerre

    Cada vez mais a mídia está nos põe ao par de uma loucura: apaixonar-se por si mesmo, ou por animais, ou mesmo por coisas. Pessoas que querem se casar com seu cachorro, que se casam consigo mesmo, que demonstram um afeto desproporcional em relação a algum objeto. É certamente uma loucura, mas uma loucura “lógica”; e o que estamos dizendo não é um contrassenso. Quando se perde a bússola, navega-se sem orientação e pode-se ir a qualquer lugar, sem ir a lugar nenhum. Assim, quando se perde a verdade e, consequentemente, a ordem natural das coisas, tudo se torna possível. Desse modo, quando a primazia da verdade é substituída pela do desejo, vai-se fazer o quê?… Não há argumentos que convençam! E assim se chega ao matrimônio não-matrimonial. Ou seja, àquilo sobre o qual falamos no começo: casar-se consigo mesmo, casar-se com animais, objetos e várias outras bobagens do gênero. Em suma, a vontade, quando não é conduzida pela verdade, torna-se uma potência enlouquecida. Da mesma forma ocorre com o amor: quando não está na ordem natural, portanto na verdade, pode se tornar qualquer coisa e pode endossar qualquer loucura. Tudo lógico. Mas por que só poucas pessoas compreendem essas coisas, atualmente? A resposta é simples: a inteligência ficou cega. Foi por isso que Jesus disse: “Ao que tem se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, será tirado até mesmo o que tem” (São Mateus, 13, 12) São palavras que parecem difíceis de interpretar e talvez até um pouco injustas. Mas é o contrário: são perfeitamente lógicas e corretas, pois quando se decide pela desordem mental e o repúdio da verdade, perde-se a pouca luz que ainda resta. Coisa que não ocorre com quem se apaixona pela verdade, cultiva-a e a ela permanece fiel. Livros e intelectualismo não têm nada a ver com isso. É tudo uma questão de sabedoria. http://itresentieri.it/lamore-quando-non-e-nellordine-naturale-puo-giustificare-qualsiasi-follia/

  • UMA ÉPOCA DE TERROR – Padre Santiago Martín

    Numa entrevista recente, o Cardeal Müller disse que em muitos lugares os católicos vivem numa “época de tribulação e terror psicológico”. São palavras muito fortes, ditas por alguém que tem informação suficiente para as dizer. Infelizmente, isto está acontecendo em muitos países de todo o mundo, alguns dos quais não viram notícias porque estão em África ou na Ásia. Por exemplo, nesta semana muçulmanos radicais incendiaram um seminário menor no Burkina Faso e ameaçaram os seminaristas de que seriam mortos se regressassem. Não sei se estão sendo perseguidos porque são africanos, ou se é porque são católicos ou, pior ainda, porque são católicos africanos. Também nesta semana, os radicais hindus destruíram um centro católico na Índia que servia de capela e oferecia ajuda aos pobres. Tal como no caso de África, quase ninguém sabe disto, exceto as pessoas afetadas. Mas chegamos a um ponto em que os meios de comunicação social, que estão tão empenhados em descobrir se um padre, mesmo que há setenta anos, abusou de um menor, nem sequer reparam nas agressões que sofremos no coração do Ocidente. Tomemos a França, por exemplo. Em 2021 houve 856 incidentes anticristãos, incluindo a morte de um padre. Tudo isto gera o clima de terror psicológico que o Cardeal Müller denunciou. E não só por causa dos ataques aos que participam numa procissão ou porque insultos e blasfêmias são pintados nas fachadas das igrejas. As leis dos países oficialmente democráticos são cada vez mais agressivas contra aqueles que são fiéis aos ensinamentos cristãos. No Congresso dos EUA, acaba de ser aprovada uma lei, com o apoio de alguns republicanos, que impedirá a concessão de vistos àqueles que vêm de países que rejeitam a ideologia do gênero ou se eles próprios se pronunciaram pessoalmente contra ela. Na Espanha, foi aprovada uma lei que impede as pessoas de rezarem nas proximidades das clínicas de aborto. Na Finlândia, uma antiga primeira-ministra está sendo julgada por publicar que a homossexualidade é um pecado, citando uma frase da Bíblia; o procurador disse-lhe que pode acreditar no que quiser, mas que não o pode dizer publicamente. Na Espanha, o mesmo aconteceu com o bispo de Tenerife, Monsenhor Alvarez. A Polônia e a Hungria acabam de ser severamente multadas pela União Europeia por não quererem incluir alguns aspectos da ideologia do género na sua legislação. O maravilhoso é que, apesar de tudo isto, ainda há muitas pessoas que vão à missa, procuram a confissão, recebem a comunhão e rezam. Se qualquer outra instituição, que não a Igreja, fosse sujeita à campanha de descrédito e assédio que estamos vivendo, já teria desaparecido há muito tempo. Vivemos em tempos de terror psicológico, de perseguição por coisas que podem ser verdadeiras e de calúnia por muitas outras que não o são. Contudo, já passamos por situações semelhantes e sabemos que é na perseguição que a fé amadurece e se purifica. Alguns, até muitos, deixam-se infelizmente arrastar pela feroz campanha desencadeada contra a Igreja e voltam-se contra ela. Muitos outros permanecem fiéis e mostram que a sua fé não se baseia na santidade dos homens, mas em Jesus Cristo, o único que merece toda a nossa confiança. Vivemos em tempos de terror e, por isso, vivemos em tempos de santos e mártires. Com tudo isto que está desabando sobre nós, é um ato heroico continuar indo à missa aos domingos (e temos de agradecer àqueles que o fazem). Há muito tempo que professar e praticar a fé deixou de ser uma questão de moda ou de pressão social. Hoje a pressão, gritante e brutal, está na direção oposta. Hoje em dia, os hipócritas não vão mais à missa. Missa, atualmente, é para os que professam a fé e para os mártires.

  • Os Sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) – 17 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 17 DE FEVEREIRO – OS SETE SANTOS FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVOS DE MARIA (SERVITAS) Fundadores (século XIII) Na Europa dos séculos XII e XIII houve uma grande ruptura dos valores cristãos, tanto por parte da sociedade civil e dos religiosos. Com isso, surgiram várias confrarias de penitências onde os leigos buscavam viver a plenitude do evangelho, em oposição à ganância, luxo, prazeres fúteis e o gosto pelo poder que imperava. Algumas ordens são bem conhecidas, mas uma estendeu suas raízes por quase todo o mundo, foi a ‘Ordem dos Servidores de Nossa Senhora’, ou Servitas. Conta a tradição que, no dia 15 de agosto de 1233 os sete jovens estavam reunidos para as orações, onde também cantavam ‘laudas’ de poemas religiosos dedicados à Virgem Maria e a imagem da Santa se mexeu. Mais tarde, quando atravessavam a ponte para voltar para casa, Nossa Senhora apareceu vestida de luto e chorando. Falou que a causa de sua tristeza era a guerra civil que ocorria em Florença, há dezoito anos. Naquele momento, os setes nobres, abandonaram os bens e as famílias, e se dedicaram às orações e à assistência aos pobres, para ‘vivenciar o compromisso cristão da pobreza, humildade e caridade’. Eram eles: Bonfiglio Monardi, Bonaiuto Manetti, Amadio de Amadei, Ugoccio de Ugoccioni, Sostenio de Sosteni, Maneto d’Antela e Aleixo Falconieri. O bispo de Florença que era monge e nutria pelo grupo grande estima, soube do projeto que tinham de fundar uma comunidade religiosa de vida eremita. Resolveu ajudar doando o seu terreno de monte Senário, que ficava a dezoito quilômetros da cidade. Ali, os sete irmãos fundaram a Companhia de Nossa Senhora das Dores e passaram a se vestir de preto, em homenagem à Virgem de luto. Viviam reclusos em êxtases de orações e se mantendo em constante vigília penitente. Uma vez por semana iam rezar para Nossa Senhora numa pequena capela, que existia na estrada de Cafagio, próxima da cidade. O grupo as vezes era visto mendigando pelas ruas para conseguir ajuda para os pobres, doentes e sem recursos. Certo dia, quando distribuíam alimentos aos pobres, um menino passou e perguntou: ‘Vocês são os servidores de Maria?’. Perceberam que era mais um sinal de Nossa Senhora. Fundaram uma ordem religiosa mariana, sob as Regras de Santo Agostinho e mudaram o nome para ‘Servidores de Maria’. A ordem recebeu apoio tanto das autoridades religiosas quanto sociais. Mais tarde, a capelinha inicial usada pelos sete fundadores foi transformada num santuário dedicado a Nossa Senhora das Dores, um dos mais visitados templos marianos do mundo. Com exceção de Aleixo, todos os outros fundadores foram ordenados padres. A atuação da Ordem dos Servitas produziu frutos em muitos países, inclusive no Brasil, principalmente em São Paulo, Santa Catarina e Acre onde foram construídos vários conventos. Ainda há uma missão dela em Rio Branco, no Acre. Os ‘Sete Fundadores’ foram canonizados pelo papa Leão XIII, em 1888 e são celebrados juntos no dia 17 de fevereiro, dia da morte do último fundador: Aleixo Falconieri. Ele que na sua humildade se recusou a tomar o hábito de padre, por se considerar indigno de ser representante de Cristo. Os Sete Fundadores da Ordem dos Servos de Maria Cerca do ano de 1233, quando Florença era dilacerada por lutas fratricidas, sete comerciantes, membros de uma sociedade de leigos devotos da Virgem, ligados entre si pelo ideal evangélico de comunhão e de serviço aos pobres, decidiram retirar-se à solidão, para uma vida comum de penitência e contemplação. Abandonaram os negócios, suas casas e distribuíram os bens aos pobres. Por volta de 1245 retiraram-se ao Monte Senario, perto de Florença, onde construíram uma pequena casa e um oratório dedicado a Santa Maria. Levavam uma vida austera e solitária, não rejeitando, no entanto, o encontro com pessoas que, impulsionadas pela ansiedade e dúvidas, procuravam o conforto de suas palavras. Cada vez mais propagada a sua fama de santidade, muitos pediram para fazer parte da sua família. Então eles decidiram começar uma Ordem dedicada à Virgem, de quem se disseram Servos – a Ordem dos Servos de Maria – adotando a Regra de Santo Agostinho. Em 1888 Leão XIII canonizou em conjunto os sete primeiros Padres. No Monte Senario um único túmulo recolheu os restos mortais daqueles que partilhando a vida tinham se tornado um só coração e uma alma. São Bonfíglio Monaldi Pai e lider do grupo e, em seguida, prior da nascente comunidade dos Servos de Maria. É representado com a pomba branca que repousa sobre o seu ombro direito para indicar que os dons do Espírito Santo dos quais cada um dos sete era ornado, manifestado de modo especial nele que pai do primeiro grupo e da comunidade. Ele morreu, segundo a tradição, em 1 de Janeiro de 1262. São Bonaiuto Manetti Homem austero em relação a si mesmo, mas doce, amoroso e compreensivo para com os outros. Ocupou o cargo de Prior Geral entre 1256 e 1257. Por sua tenacidade na defesa da verdade e da justiça, tentaram envenená-lo, mas foi salvo por Deus. Ele morreu em 31 agosto 1267. Também ele prior geral, era um homem de grande capacidade organizativa e de direção, tanto que se atribuem a ele as primeiras fundações na França. Ele que acolheu Arrigo de Badovino, primeiro da grande multidão de leigos que se agregou à Ordem dos Servos. A Tradição coloca o dia de sua morte em 20 de Agosto de 1268. São Manetto del Ántella Também ele prior geral, era um homem de grande capacidade organizativa e de direção, tanto que se atribuem a ele as primeiras fundações na França. Ele que acolheu Arrigo de Badovino, primeiro da grande multidão de leigos que se agregou à Ordem dos Servos. A Tradição coloca o dia de sua morte em 20 de Agosto de 1268. Santo Amadio Amidei Podemos dizer que, no Grupo dos Sete, ele era como a chama que dava calor a todos com sua grande caridade que se nutria do amor de Deus. Seu nome, Ama a Deus, era um verdadeiro presságio, um sinal da riqueza de sua vida espiritual e de caridade. Ele morreu em 18 abril 1266. São Sostenio e Sosteni e São Ugoccio Ugoccioni Entre estes dois santos é lembrada em particular sua amizade, tanto qu e a iconografia os representa juntos, e a morte de ambos foi no mesmo dia e ano (3 de Maio 1282), sendo um sinal e um selo de autenticidade do Céu à sua fraternidade. No grupo dos sete, eles permaneceram como um símbolo de fraternidade vivida em comunhão de vida e de intenções, mas também como um sinal especial de amizade que, se for verdadeira e gratuita, é inspirada por Deus e ajuda uns aos outros a subir à Deus . São Aleixo Falconieri Da família Falconieri, tio de Santa Giuliana, brilhante exemplo de humildade e pureza. Sua vida foi um contínuo louvor a Deus. Gostava de pedir esmolas, empenhando-se especialmente em sustentar os frades enviados para estudar na Sorbonne, em Paris. Ele morreu na idade de 110 anos em 17 de Fevereiro de 1310.

  • Os Sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) – 17 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 17 DE FEVEREIRO – OS SETE SANTOS FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVOS DE MARIA (SERVITAS) Fundadores (século XIII) Na Europa dos séculos XII e XIII houve uma grande ruptura dos valores cristãos, tanto por parte da sociedade civil e dos religiosos. Com isso, surgiram várias confrarias de penitências onde os leigos buscavam viver a plenitude do evangelho, em oposição à ganância, luxo, prazeres fúteis e o gosto pelo poder que imperava. Algumas ordens são bem conhecidas, mas uma estendeu suas raízes por quase todo o mundo, foi a ‘Ordem dos Servidores de Nossa Senhora’, ou Servitas. Conta a tradição que, no dia 15 de agosto de 1233 os sete jovens estavam reunidos para as orações, onde também cantavam ‘laudas’ de poemas religiosos dedicados à Virgem Maria e a imagem da Santa se mexeu. Mais tarde, quando atravessavam a ponte para voltar para casa, Nossa Senhora apareceu vestida de luto e chorando. Falou que a causa de sua tristeza era a guerra civil que ocorria em Florença, há dezoito anos. Naquele momento, os setes nobres, abandonaram os bens e as famílias, e se dedicaram às orações e à assistência aos pobres, para ‘vivenciar o compromisso cristão da pobreza, humildade e caridade’. Eram eles: Bonfiglio Monardi, Bonaiuto Manetti, Amadio de Amadei, Ugoccio de Ugoccioni, Sostenio de Sosteni, Maneto d’Antela e Aleixo Falconieri. O bispo de Florença que era monge e nutria pelo grupo grande estima, soube do projeto que tinham de fundar uma comunidade religiosa de vida eremita. Resolveu ajudar doando o seu terreno de monte Senário, que ficava a dezoito quilômetros da cidade. Ali, os sete irmãos fundaram a Companhia de Nossa Senhora das Dores e passaram a se vestir de preto, em homenagem à Virgem de luto. Viviam reclusos em êxtases de orações e se mantendo em constante vigília penitente. Uma vez por semana iam rezar para Nossa Senhora numa pequena capela, que existia na estrada de Cafagio, próxima da cidade. O grupo as vezes era visto mendigando pelas ruas para conseguir ajuda para os pobres, doentes e sem recursos. Certo dia, quando distribuíam alimentos aos pobres, um menino passou e perguntou: ‘Vocês são os servidores de Maria?’. Perceberam que era mais um sinal de Nossa Senhora. Fundaram uma ordem religiosa mariana, sob as Regras de Santo Agostinho e mudaram o nome para ‘Servidores de Maria’. A ordem recebeu apoio tanto das autoridades religiosas quanto sociais. Mais tarde, a capelinha inicial usada pelos sete fundadores foi transformada num santuário dedicado a Nossa Senhora das Dores, um dos mais visitados templos marianos do mundo. Com exceção de Aleixo, todos os outros fundadores foram ordenados padres. A atuação da Ordem dos Servitas produziu frutos em muitos países, inclusive no Brasil, principalmente em São Paulo, Santa Catarina e Acre onde foram construídos vários conventos. Ainda há uma missão dela em Rio Branco, no Acre. Os ‘Sete Fundadores’ foram canonizados pelo papa Leão XIII, em 1888 e são celebrados juntos no dia 17 de fevereiro, dia da morte do último fundador: Aleixo Falconieri. Ele que na sua humildade se recusou a tomar o hábito de padre, por se considerar indigno de ser representante de Cristo. Os Sete Fundadores da Ordem dos Servos de Maria Cerca do ano de 1233, quando Florença era dilacerada por lutas fratricidas, sete comerciantes, membros de uma sociedade de leigos devotos da Virgem, ligados entre si pelo ideal evangélico de comunhão e de serviço aos pobres, decidiram retirar-se à solidão, para uma vida comum de penitência e contemplação. Abandonaram os negócios, suas casas e distribuíram os bens aos pobres. Por volta de 1245 retiraram-se ao Monte Senario, perto de Florença, onde construíram uma pequena casa e um oratório dedicado a Santa Maria. Levavam uma vida austera e solitária, não rejeitando, no entanto, o encontro com pessoas que, impulsionadas pela ansiedade e dúvidas, procuravam o conforto de suas palavras. Cada vez mais propagada a sua fama de santidade, muitos pediram para fazer parte da sua família. Então eles decidiram começar uma Ordem dedicada à Virgem, de quem se disseram Servos – a Ordem dos Servos de Maria – adotando a Regra de Santo Agostinho. Em 1888 Leão XIII canonizou em conjunto os sete primeiros Padres. No Monte Senario um único túmulo recolheu os restos mortais daqueles que partilhando a vida tinham se tornado um só coração e uma alma. São Bonfíglio Monaldi Pai e lider do grupo e, em seguida, prior da nascente comunidade dos Servos de Maria. É representado com a pomba branca que repousa sobre o seu ombro direito para indicar que os dons do Espírito Santo dos quais cada um dos sete era ornado, manifestado de modo especial nele que pai do primeiro grupo e da comunidade. Ele morreu, segundo a tradição, em 1 de Janeiro de 1262. São Bonaiuto Manetti Homem austero em relação a si mesmo, mas doce, amoroso e compreensivo para com os outros. Ocupou o cargo de Prior Geral entre 1256 e 1257. Por sua tenacidade na defesa da verdade e da justiça, tentaram envenená-lo, mas foi salvo por Deus. Ele morreu em 31 agosto 1267. Também ele prior geral, era um homem de grande capacidade organizativa e de direção, tanto que se atribuem a ele as primeiras fundações na França. Ele que acolheu Arrigo de Badovino, primeiro da grande multidão de leigos que se agregou à Ordem dos Servos. A Tradição coloca o dia de sua morte em 20 de Agosto de 1268. São Manetto del Ántella Também ele prior geral, era um homem de grande capacidade organizativa e de direção, tanto que se atribuem a ele as primeiras fundações na França. Ele que acolheu Arrigo de Badovino, primeiro da grande multidão de leigos que se agregou à Ordem dos Servos. A Tradição coloca o dia de sua morte em 20 de Agosto de 1268. Santo Amadio Amidei Podemos dizer que, no Grupo dos Sete, ele era como a chama que dava calor a todos com sua grande caridade que se nutria do amor de Deus. Seu nome, Ama a Deus, era um verdadeiro presságio, um sinal da riqueza de sua vida espiritual e de caridade. Ele morreu em 18 abril 1266. São Sostenio e Sosteni e São Ugoccio Ugoccioni Entre estes dois santos é lembrada em particular sua amizade, tanto qu e a iconografia os representa juntos, e a morte de ambos foi no mesmo dia e ano (3 de Maio 1282), sendo um sinal e um selo de autenticidade do Céu à sua fraternidade. No grupo dos sete, eles permaneceram como um símbolo de fraternidade vivida em comunhão de vida e de intenções, mas também como um sinal especial de amizade que, se for verdadeira e gratuita, é inspirada por Deus e ajuda uns aos outros a subir à Deus . São Aleixo Falconieri Da família Falconieri, tio de Santa Giuliana, brilhante exemplo de humildade e pureza. Sua vida foi um contínuo louvor a Deus. Gostava de pedir esmolas, empenhando-se especialmente em sustentar os frades enviados para estudar na Sorbonne, em Paris. Ele morreu na idade de 110 anos em 17 de Fevereiro de 1310.

  • O LAPSO DO PROFESSOR JORDÃO

    Fiquei sabendo do fato numa das últimas conversas que tive com o Prof. Murilo Jordão, já aposentado, quando fui levar-lhe minha tese de doutorado finalmente transformada em livro e publicada pela própria editora da universidade (nenhuma editora comercial o teria feito, pois seria encalhe na certa). Passou-me a xícara e perguntou-me, enquanto enchia a sua: — Você está lembrado de minha aula no concurso de titular? Lembrava-me muito bem. — Uma aula memorável — disse-lhe, enquanto pingava o adoçante. Foi há alguns anos. Fugindo da rotina acadêmica, o professor deixou de lado o ponto que a banca tinha sorteado para a aula — as soníferas correntes da crítica literária contemporânea —, saindo-se com uma bela e até diria comovente confissão sobre como se aproximou da literatura, que deixou sua vida “cada vez mais cheia de tudo”. Foi a partir deste verso de Manuel Bandeira que o professor começou a falar de sua aventura entre livros: uma vida que, depois da adolescência, teve como principal dieta o que lia nos poemas, romances, contos, peças de teatro, ensaios. Uma vida toda dedicada às letras e ao seu ensino. As paixões humanas no fundo eram poucas, dizia o velho mestre — amor, ódio, alegria, tristeza, inveja, ciúme, cobiça, espanto, mais duas ou três. A maneira, porém, como apareciam em cada obra literária, vividas em situações diferentes por pessoas diferentes — fazia questão de dizer  pessoas , em vez de  personagens  —, ampliavam quase infinitamente aquele pequeno quadro. E nossa ilusão de conhecimento do mundo aumentava a cada página virada, a cada metáfora ou pessoa que surgiam na “janela iluminada da leitura”, deixando o leitor atento “cada vez mais cheio de tudo”. Nos cinquenta minutos da aula, Prof. Jordão passou em revista os livros de sua vida, aqueles que tinham sido “os degraus da escalada”. A imagem era do grego Nikos Kazantzakis, a quem não apreciava nem como escritor nem como marxista, mas nosso professor era de uma época em que a universidade ainda podia contratar homens que gostavam de livros e sabiam civilizadamente respeitar diferenças no acidentado terreno das ideias. — Meus degraus foram ótimos. Meu espírito é que era fraco das pernas — disse ele na aula, virando um gole de água mineral. Com ajuda do velho relógio de bolso, que veio de Portugal com o pai, arrematou seu tempo com uma chave de ouro, de efeito irresistível, afirmando que definitivamente não existiam correntes críticas, mas indivíduos solitários e limitados que reagiam pessoalmente às obras lidas, após anos e anos de convívio com os grandes autores. Voltou a mencionar o velho Anatole: “A crítica é uma aventura do espírito entre obras-primas. O resto é pífia abstração, pseudociência”. Deu um discreto tapinha na mesa e levantou-se: foi cumprimentar, um a um, os membros da banca. Não sei o que pensaram os cinco examinadores. Pelo menos três, ali, eram notórios partidários da crítica dita científica. Mas o certo é que Prof. Murilo Jordão, o mais velho dos nossos colegas, foi aprovado com nota máxima: saiu do pequeno auditório como Professor Titular, o pódio mais alto da universidade. — Sem favor algum, foi a melhor aula que ouvi em minha vida — confessei-lhe, deixando a xícara pela metade sobre a mesa de centro. — Pois garanto que foi a pior aula da minha vida — sorriu entre rugas, acendendo um cigarro. Diante do meu espanto, começou a contar o que realmente aconteceu naquela tarde. Como pessoa metódica, tinha preparado os doze pontos do programa, um a um, nos dois meses que antecederam o concurso. De modo que as vinte e quatro horas que teria entre o sorteio do ponto e o início da aula, seriam só para passar em revista o roteiro já cuidadosamente elaborado. Foi o que fez. Quando o presidente da banca deu sinal verde para o começo da aula, o velho emudeceu: — Fiquei sem voz, meu caro — confessou-me naquela tarde. — Sem voz e ação. Jurei-lhe que não me lembrava de nada que pudesse insinuar um repentino “branco” na memória do professor. — Mas foi precisamente isso que se deu. Um branco total, um branco e moby-dickeano campo de neve condensado em alguns segundos, talvez meio minuto, espertamente disfarçados. O branco antecipador da morte… Concorda que a morte é mais branca do que preta? — Plenamente, professor. — Não sabia o que dizer — ele continuou —, embora os tópicos estivessem bem à minha frente, na folha de almaço: formalismo russo, new criticism , estilística, estruturalismo, estética da recepção, desconstrucionismo, e outras bobagens do gênero. Não sabia mais o que significava aquilo. Sorte que Deus me iluminou depressa e comecei aquele improviso sobre os livros da minha vida, no fundo uma grande malandragem, concluindo com a negação veemente do que fiz durante toda a minha vida: crítica literária acadêmica… Prof. Jordão gargalhou longamente, puxou uma tragada sincera e prosseguiu: — No fundo, sempre pensei assim, mas nunca tive coragem de assumir minha íntima boemia literária. De súbito, na hora H, alguns meses antes de me aposentar, em minha provavelmente última aparição pública, o subconsciente aproveitou-se de uma falha em minha máquina mental, já a caminho da senilidade, e tirou as rédeas da mão da consciência, fazendo com que dissesse aquelas coisas temerosas, verdadeiras mas temerosas, pondo em risco o próprio concurso. Um desabafo involuntário, que depois assinei de bom grado na frente e no verso. Não passo de um velho, velhíssimo discípulo da vida, como diria o grande Ungaretti. Saiba que a velhice tem lá suas vantagens, sobretudo a velhice da mente!

  • PASSEIO NO PURGATÓRIO COM O ESCRITOR MARQUES REBELO

    O escritor Marques Rebelo, ateu, só admitia uma espécie de purgatório: o da reescrita obsessiva. Pertencia a uma espécie de escritores que não admitiam espontaneísmo no jogo literário, fazendo uma espécie de literatura da literatura. Eram desmistificadores por excelência, responsáveis por uma literatura autorreflexiva: criavam e ao mesmo tempo investigavam os segredos da criação, correndo sempre o risco de sucumbir diante dos riscos e perigos da inteligência esterilizante. Gustave Flaubert era, com pleno direito, o demônio-chefe dessa seita quase gnóstica. Rebelo tinha consciência de pertencer a essa família pouco numerosa de eleitos. Sem ter exercido a crítica literária, foi sempre leitor atento de si mesmo e dos outros, vivendo e pensando o tempo todo em literatura, o que transparece nitidamente em O espelho partido , romance ensaístico em forma de diário, em que cultivava, num misto de dor e prazer, essa dupla e irreprimível tendência de sua personalidade intelectual: criar com o máximo de dificuldade possível e investigar os porquês da criação artística. Esse “diabo de língua solta” (como o definiu Drummond), que via na prática da maledicência literária uma estranha espécie de obrigação moral, era no entanto excessivamente cuidadoso quando se tratava de palavra escrita: sua obsessão da reescrita (“De cada página que publico, faço de quatro a oito versos”) tornava-o à Flaubert um perseguidor quase doentio da forma absoluta, como se houvesse um céu literário a conquistar, mas que só franqueasse suas portas após um longo e purgativo exercício de reescrita. Nesse purgatório da reescrita, o ateu Rebelo via-se como uma espécie de monge ou sacerdote: Arqueólogo noturno, faço as minhas pacientes escavações, pena na mão qual picareta rombuda de tanta tentativa (…) Ofício torturante (…) exercendo-o com a severa paixão de um sacerdócio (…) a cada passo mais tempo e esforço me consome o ingrato exercício monacal, como se o cérebro não soubesse coar as idéias, nem filtrar as memórias, como se as palavras esgotadas, inválidas, recusassem a me obedecer e no tinteiro a pena só encontrasse borra. Mas, em contrapartida, constitui uma necessidade — necessidade, ânsia, sorvedoiro — a que me torno mais constante. Há, em O espelho partido , dezenas de notas e reflexões sobre essa “necessidade, ânsia, sorvedoiro” da reescrita — expressão, sem dúvida, de um espírito religioso que, à falta do Deus verdadeiro a quem adorar, transformava a atividade literária numa espécie de ídolo substitutivo, confirmando a verdade bem percebida por Chesterton: quando se deixa de crer em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa. É certo que a criação literária, sobretudo essa que aspira o máximo de beleza possível, não é “qualquer coisa”, mas não deixa de ter um aspecto idolátrico, mesmo se, de certa forma, indiretamente aponte para a existência do Deus em que o escritor, por insondáveis razões, não conseguia crer.

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