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Os protestantes que se dizem voltar ao cristianismo primitivo, que se dizem conhecedores da Palavra de Deus e seus fiéis seguidores, renegam duas parcelas importantíssimas da Palavra de Deus: A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

O escopo de nosso artigo está na Sagrada Tradição, em outra oportunidade trataremos do Sagrado Magistério.

A Ordem Apostólica

Os adeptos da “Sola Scriptura” (Somente as Escrituras), na verdade são adeptos da “Sola alguns versículos da Scriptura”. Negam verdades bem explícitas da Sagrada Escritura como a real presença do Senhor no pão e no vinho da Eucaristia (cf. Jo 6,51-56), negam também que a autoridade apostólica não se encerrou com a geração dos apóstolos, mas se perpetuou em seus legítimos sucessores (cf. At 1,15-26; 1Tm 5,1.19-20; Tt 1,5; 2,9-10.15), negam o preço que o Senhor e São Paulo possuiam pelos celibatários (cf.Mt 19,12; 1Cor 7,1.26-27) e entre outras coisas. Mas se tratando da Sagrada Tradição, fecham seus olhos para a seguinte instrução de São Paulo:“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15).

Verter por escrito a Revelação era uma preocupação secundária

Vejam que São Paulo nos manda guardar toda doutrina apostólica, seja ela oral ou escrita. A Sagrada Tradição é maior que a Escritura, pois foi ela que deu origem à Escritura. A ordem do Senhor foi: “Ide, e pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mt 28,19-20) e não “Ide e imprimi as Escrituras”.

A preocupação da Igreja era anunciar o Evangelho. E fizeram isto de viva voz. Somente em circunstância especiais é que os apóstolos se viram obrigados a colocar algo por escrito. Mas de forma alguma se preocuparam em colocar tudo por escrito (cf. Jo 21,25; 1Cor 11,12; 2Jo 1,12; 3; 3Jo 1,13-14).

Veja o testemunho de Eusébio, Bispo de Cesaréia e historiador da Igreja nos tempos primitivos:“[Os Apóstolos] Anunciaram o reino dos céus a todo orbe habitado, sem a menor preocupação de escrever livros.Assim procediam porque lhes cabia prestar um serviço maior e sobre-humano. Até Paulo, o mais potente de todos na preparação dos discursos, o mais dotado relativamente aos conceitos, só transmitiu por escrito breves cartas, apesar de ter realidades inúmeras e inefáveis a contar […] Outros seguidores de nosso Salvador, os primeiros apóstolos, os setenta discípulos e mil outros mais não eram inexperientes das mesmas realidades. Entretanto, dentre eles todos, somente Mateus e João deixaram memória dos entretenimentos do Salvador. E a Tradição refere que estes escreveram forçados pela necessidade. […] Quanto a João [o Apóstolo], diz-se que sempre utilizava o anúncio oral. Por fim, também ele pôs-se a escrever pelo seguinte motivo. Quando os três evangelhos precedentes já se haviam propagado entre todos os fiéis e chegaram até ele, recebeu-os, atestando sua veracidade. Somente careciam da história das primeiras ações de Cristo e do anúncio primordial da palavra. E trata-se de verdadeiro motivo.” (História Eclesiástica Livro III, 24,3-7. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C)

Pois o Cristianismo não é baseado num manual de instruções, mas sim no Magistério Vivo da Igreja. E é disto que as Sagradas Escrituras (cf. 2Cor 3,6) e os antigos deram testemunho.


Motivos que os protestantes alegam para abandonar a Sagrada Tradição

Os protestantes normalmente apresentam 3 motivos para justificar seu abandono à Sagrada Tradição:

1) O que está na Bíblia é suficiente

Normalmente citam 2Tm 3,16. Mas o referido versículo não diz que a Escritura é suficiente, diz apenas que é útil, para ensinar, e redargüir o homem para toda boa obra. Isto é claro pois na Sagrada Escritura só existe Verdade, mas nem toda Verdade está na Sagrada Escritura.

2) Que Jesus condenou o uso da Tradição

Alguns protestantes alegam que as palavras do Senhor registradas em Mc 7,9 justificam o abandono à Sagrada Tradição. Se isto fosse verdade São Paulo não nos deixaria a ordem que também guardar o ensino oral dos apóstolos. O problema que é os Fariseus ensinavam informalmente sua própria tradição em vez da Tradição que foi comunicada desde Abraão até os Profetas. É isso mesmo que o leitor leu, ensinavam informalmente sua doutrina, pois ensino formal, isto é, o ministério da Palavra era feito nas Sinagogas aos Sábados. Se os Fariseus ensinassem sua doutrina formalmente, o Senhor não teria dito ao povo que os ouvisse quando estes estivessem ensinando da Cadeira de Moisés, isto é, ensinando formalmente como legítimos sucessores de Moisés (cf. Mt 23,2).

É por isto que todo católico deve observar apenas o que a Igreja ensina oficialmente. A opinião do Padre Zezinho, do Frei Beto, do Padre Marcelo, ou até mesmo do Santo Padre João Paulo segundo, de forma alguma é norma de fé e prática para católico.

3) A Tradição pode ser muito bem deturpada com o tempo como a brincadeira do telefone-sem-fio

Outro motivo apresentado pelos protestantes para negarem a Tradição Apostólica, é de que o ensino oral pode ser deturpado com o tempo. Se São Paulo não confiasse na fidelidade da Igreja em guardar toda doutrina apostólica, seja oral ou escrita, não teria dito a Timóteo: “E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Tm 2,2). São Paulo disse isto porque sabia que a Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade (cf. 1Tm 3,15) e que ela guardaria fielmente a doutrina revelada (cf. Mt 16,18-19)

Fora este fato, não só protestantes, mas o que muitos católicos também não sabem, é que a Sagrada Tradição não foi conservada pela Igreja apenas oralmente, mas também foi sendo vertida por escrito pelas gerações que sucederam os santos apóstolos.

Mesmo durante a era apostólica, muitos já queriam se separar da Igreja, pregando um Evangelho diferente. Mas todas estas heresias caíram por terra, por causa do testemunho vivo dos Apóstolos. Coma morte dos Apóstolos, seus legítimos sucessores se preocuparam em escrever aquilo que os Apóstolos não deixaram por Escrito, para combater heresias nascentes, e para deixar para a posteridade a memória cristã.

Vejam os testemunhos primitivos:“Em primeiro lugar [Inácio de Antioquia], acautelava-se a conservar firmemente a tradição dos apóstolos que, por segurança, julgou necessário fixar ainda por escrito. Estava já prestes a ser martirizado.” (História Eclesiástica Livro III, 36,4. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).“Em teu favor, não hesitarei em aditar às minhas explanações que aprendi outrora dos presbíteros e cuja lembrança guardei fielmente, a fim de corroborar a manifestação da verdade.” (Pápias Bispo de Hierápolis, – ou – 120 d.C).

“Pápias, de quem nos ocupamos agora, reconhece ter recebido as palavras dos apóstolos por meio dos que com eles conviveram; declara, além disso, ter sido ele mesmo ouvinte de Aristion e do presbítero João. De fato, cita-os com freqüência nominalmente em seus escritos, referindo as palavras que transmitiram.Não foi ocioso ter dito tais coisas. É justo acrescentar às palavras supramencionadas de Pápias umas narrações ainda de fatos extraordinários e outras que chegaram até ele por meio da tradição.” (História Eclesiástica Livro III, 39,7-8. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

“Floresciam nesta época na Igreja [tempo do Imperador Vero, por volta de 140 d.C], Hegesipo, já conhecido pelas narrações precedentes; Dionísio, bispo de Corinto; Pintos, bispo de Creta. Além disso, Filipe, Apolinário, Melitão, Musano e Modesto, e sobretudo Ireneu. Através de todos eles, chegou até nós por escrito a ortodoxia da tradição apostólica, a verdadeira fé.” (História Eclesiástica Livro IV, 21. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

“Ora, sob [o episcopado de] Clemente, grave divergência surgiu entre os irmãos de Corinto. A Igreja de Roma enviou aos coríntios importante carta, exortando-os à paz e procurando reavivar-lhes a fé, assim como a tradição que, há pouco tempo, ela havia recebido dos apóstolos.” (História Eclesiástica Livro IV, 6,3. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

“Esses mestres [Policarpo, Ireneu, Pápias, Justino, Clemente de Roma, Clemente de Alexandria, entre outros pois a lista é grande], que guardaram a verdadeira tradição da feliz doutrina recebida, como que transmitida de pai a filho, oriunda imediatamente dos santos Apóstolos Pedro e Tiago, João e Paulo (poucos são, contudo os filhos semelhantes aos pais), chegaram até nossos dias, por dom de Deus, a fim de lançar as sementes de seus antepassados e dos apóstolos em nossos corações” (História Eclesiástica Livro V, 11,5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

“Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras ainda agora representam a tradição da doutrina apostólica” (História Eclesiástica Livro III, 37,4. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

Onde a verdadeira Tradição dos Apóstolos pode ser encontrada

Eusébio não só é testemunha que os sucessores dos apóstolos deixaram por escrito a legítima Tradição Apostólica, como dá testemunho que a genuína Tradição Apostólica só pode ser encontrada na Igreja Apostólica, isto é, na Igreja que possui sua origem na legítima sucessão dos bispos.

Para combater o erro de ontem e de hoje, os antigos sempre apontavam para as Igrejas Apostólicas, isto é, para aquelas que tinham bispos legitimamente instituídos pelos Apóstolos e seus sucessores, pois segundo eles eram elas que guardavam a legítima Tradição Cristã. Para eles somente na Igreja Apostólica é se pode encontrar a Verdade.

Da mesma forma como a pregação paulina foi confiada a Timóteo (cf 2 Tm 1,13-14) e este confiou a seus sucessores, da mesma forma Tradição Apostólica foi conservada pela Igreja, através da legítima sucessão dos bispos.

Veja os testemunhos primitivos:“Mas a Igreja de Éfeso, fundada por Paulo e onde João permaneceu até o tempo de Trajano, é também testemunha genuína da tradição dos apóstolos” (Contra as Heresias, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C).“Nesta ocasião [tempo do Imperador Vero. Meados do segundo século e início do terceiro], muitos homens da Igreja lutaram em prol da verdade com eloqüência e defenderam as proposições apostólicas e eclesiásticas. Alguns até, com seus escritos, deixaram aos pósteros uma profilaxia contra as heresias que acabamos de citar” (História Eclesiástica Livro IV, 7,5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

Depois Eusébio nos remete a uma imensa lista de autores e seus respectivos livros, pelos quais deixaram para a memória cristã a autêntica pregação Apostólica.“A Clemente [3º sucessor de São Pedro na Cáthedra de Roma] sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre, depois, em sexto lugar desde os apóstolos, foi estabelecido Xisto; logo, Telésforo, que prestou glorioso testemunho; em seguida, Higino; após este, Pio, e depois, Aniceto. Tendo sido Sotero o sucessor de Aniceto, agora detém o múnus espiscopal Eleutério, que ocupa o duodécimo lugar na sucessão apostólica. Em idêntica ordem e idêntico ensinamento na Igreja, a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram até nós.” (História Eclesiástica Livro V, 6,4-5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).“E quando, por nossa vez, os levamos [os hereges] à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõe à Tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade.” (Contra as Heresias, III,2,1, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

“Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

Acho também interessante citar a observância de Eusébio quanto à degeneração doutrinária das seitas, assim como acontece no Protestantismo:“Extinguiram-se, pois rapidamente as maquinações dos inimigos, confundidas pela atuação da Verdade. As heresias, uma após outras, apresentavam inovações; as mais antigas continuamente desvaneciam e desvirtuavam-se, de diferentes modos, para dar lugar a idéias diversas e variadas. Ao invés, ia aumentando e crescendo o brilho da única verdadeira Igreja católica, sempre com a mesma identidade, e irradiando sobre gregos e bárbaros o que há de respeitável, puro, livre, sábio, casto em sua divina conduta e filosofia. […] Além do mais, na época de que tratamos, a verdade podia apresentar numerosos defensores, em luta contra as heresias atéias, não somente através de refutações orais, mas também por meio de demonstrações escritas.” (História Eclesiástica Livro IV, 7,13.15. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).

Conclusão

Pois é esta mesma memória cristã que nós Católicos Romanos, Gregos, Russos, Orientais, Coptas, Nestorianos e Maronitas, guardamos. E é por causa dela é que apesar de separados por um cisma de 1000 anos (com exceção dos Católicos Maronitas que até hoje estão em plena comunhão com a Igreja Católica Romana), possuímos praticamente a mesma fé e doutrina. Divergimos mais em questões disciplinares. E é esta mesma memória que um dia colocou por terra as heresias do passado, é que nós que congregamos nas legítimas Igrejas Apostólicas (aquelas que guardam a legítima sucessão dos bispos), trazemos à luz para combater as heresias de hoje também.

E como se pode ver o Protestantismo ao se ao abandonar a Tradição Apostólica, berço das Sagradas Escrituras, comete o mesmo erro as primeiras seitas, e identificamos nele o mesmo diagnóstico delas. Acabam pregando sua própria tradição em vez da Tradição Divina, erro que Jesus condenou dos Fariseus.

Com qual o quê você vai ficar? Com a Tradição dos Apóstolos ou com a tradição de Lutero, Calvino, John Knox, Ellen White, Tasse Russel, Edir Macedo, David Miranda, etc?

Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 

Temos escritos vários artigos falando sobre a Sagrada Tradição, que é o veículo oral da Revelação de Cristo. Os Santos Apóstolos receberam a pregação do Senhor Jesus e depois foram difundindo esta pregação por todo o mundo conhecido. A pregação dos Apóstolos, foi transmitida na Igreja de Deus de duas formas: por via oral e por escrito.

Temos também publicado vários testemunhos primitivos(1) que mostram que tanto a Sagrada Escritura quanto a Sagrada Tradição sempre foram guardados pela Igreja de Deus como verdadeira Palavra de Deus.

No séc. XVI com o movimento da “Reforma Protestante”, os “reformadores” pregavam que a Palavra de Deus é somente a Sagrada Escritura, contrariando é claro a fé antiga que a Igreja recebeu dos apóstolos.

Nossos artigos têm provacado verdadeiro tumulto no mundo protestante, pois a maioria das pessoas que estão em suas fileiras não sabiam da existência da Sagrada Tradição. Em contra-partida os apologistas protestantes têm afirmado que a Tradição a que se refere os primitivos cristãos não se refere a algo que está fora das Sagradas Escrituras. Dos muitos artigos que se encontram na Internet defendendo esta tese, transcrevo abaixo o trecho de um que muito bem apresenta tal argumento:A Tradição de Que Paulo Trata Não É Extra bíblica. Em Gálatas 1: 13 e 14 Paulo fala que perseguia os cristãos seguindo a tradição de seus pais pela qual tinha grande zelo. Em Colossenses 2:8 ele recomenda cuidar-se contra os que ensinavam ‘sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens’. E quando o apóstolo dos gentios refere-se à tradição cristã, ele de modo algum está falando de algo derivado do pensamento popular mas do que ele mesmo ensinou: ‘Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa’.

Certos autores católicos citam esta passagem para dar a entender que além do texto escrito, haveria tradições relevantes não registradas nas páginas sagradas. Contudo, a própria passagem ressalta aos leitores primários do apóstolo a importância de se aterem ao que lhes fora ensinado, ‘seja por palavra, seja por epístola nossa’. Que o ‘seja por palavra’ não difere do que foi dado ‘por epístola’ é a conclusão mais lógica a se tirar. Ou será que algum tema fundamental, básico para a fé e prática cristãs, ficaria sem registro? Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã? O que ele expressou ‘por palavra’ certamente não destoaria do que fez ‘por epístola’.” (Artigo “A fonte de verdade e salvação: Sola Scriptura ou Bíblia e Tradição?“. Autor: Azenilto G. Brito. Fonte: http://www.azenilto.com/34dVERDSALVA.html)

O autor das linhas acima conclui que quando São Paulo se refere ao que ele ensinou “seja por palavra” o Santo Apóstolo está se referindo ao que ele ensinou “por epístola nossa.”. Para ele essa “é a conclusão mais lógica a se tirar“, pois “Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã?“.

Desta forma, o apologista protestante defende a Sola Scriptura alegando que o que São Paulo ensinou por palavra não vai além daquilo que ele ensinou por Escrito. E como ele chega a esta “conclusão mais lógica a se tirar”? Partindo do princípio de que o Apóstolo escreveu tuda a sua doutrina. Ora, mas não é exatamente isto que se quer provar? Como pode ele defender a Veracidade da Sola Scritpura assumindo como premissa exatamente aquilo que está sendo questionado?

Aqui está o problema da “petição de princípio”. Ora, quando se quer provar a veracidade de um argumento, não se pode assumir como premissa aquilo que se quer provar. E esse é exatamente o recurso da “brilhante” apologética protestante que infelizmente consegue atrair para o erro os mais simples.

O que ensina a Sagrada Escritura?

A Sagrada Escritura dá testemunho de que os Apóstolos não deixaram por escrito toda a sua teologia.

“Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12).

“Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14)

Os dois trechos acima mostram que o Apóstolo São João não deixou por escrito tudo aquilo que comunicou aos crentes, tendo comunicado outras coisas somente de viva vóz.

“[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3)

Veja que o que o Senhor Ressucitado comunicou aos Apóstolos durante os 40 dias em que permaneceu ainda na terra antes de ir ao Céu, não foi colocado por escrito por nenhum dos Apóstolos. Outro fato interessante é que a grande maioria dos apóstolos nada escreveu, não deixou nada por escrito, tramitindo sua teologia somente por via oral.

A Sagrada Escritura dá testemunho de instruções que foram transmitidas somente por via oral

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10). Aqui São Tiago faz referência a uma das instruções que não se encontram nos Evangelhos ou nas espístolas dos Apóstolos.

“Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35). Aqui o Santo Apóstolo faz referência a palavras de Cristo que não se encontram em nenhum dos Evangelhos.

Testemunhos dos Primitivos Cristãos

Mostramos acima que a Sagrada Escritura dá testemunho da existência de outro “veículo” da Revelação Divina, que trasmitiu esta Revelação por via meramente oral. A este “veículo” os antigos chamavam de Sagrada Tradição, que ao contrário do que imagina a apologética protestante, é algo bem distinto da Sagrada Escritura. Transcreveremos abaixo alguns trechos de uma famosa e grandiosa obra do Período Patrístico, obra muito estimada na antiguidade Cristã e que serviu como referência para a Igreja Antiga definir no Concílio de Constantinopla o dogma da Divindade do Espírito Santo. Vejamos agora o testemunho que ela dá do pensamento primitivo quanto à Verdade Revelada que não constra na Sagrada Escritura:

“Entre as verdades conservadas e anunciadas na Igreja, umas nós as recebemos por escrito e outras nos foram transmitidas nos mistérios, pela Tradição apostólica. Ambas as formas são igualmente válidas relativamente à piedade. Ninguém que tiver, por pouco que seja, experiência das instituições eclesiásticas, há de contradizer. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não escritos, como desprovidos de maior valor, prejudicaríamos imperceptivelmente o evangelho, em questões essenciais. Antes, transformaríamos o anúncio em palavras ocas. ” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 66. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.).

“Um dia inteiro nao nos bastaria se quiséssemos expor os mistérios da Igreja que não constam das Escrituras. Deixando de lado tudo mais, pergunto de quais passagens retiramos a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Se a extraímos da tradição batismal, de acordo com a piedade (pois devemos crer segundo a maneira como fomos batizados), para entregarmos uma profissão batismal, essencial ao batismo, conseqüentemente nos seja permitido também glorificar conforme nossa fé. Mas, se esta forma de dar glória nos é recusada, por não constar das Escrituras, sejam-nos mostradas provas escritas da profissão de fé e de todo o restante, que enumeramos. Desde que há tantas coisas que não foram escritas, e coisas tão importantes para o mistério da piedade, ser-nos-á recusada uma só palavra, proveniente dos Pais, que nós vemos persistir por um uso espontâneo nas Igrejas isentas de desvios, uma palavra muito razoável, e que muito contribui para a força do mistério?” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 67. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.).

Outra obra célebre da Antiga Igreja que é bem anterior a obra de São Basílio de Cesaréia, também dá testemunho da distinção que há entre a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura:

“Quando são [os gnósticos] vencidos pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, (…) E quando, por nossa vez, os levamos à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição.” (Contra as Heresias 2,1-2 Livro III. Santo Ireneu de Lião (Bispo). 220 D.C).

Portanto, o nosso argumento de que São Paulo ao se referir às tradições ensinadas “por palavra” refere-se a algo distinto daquilo que fora ensinado “por epístola”, não vem de nossa imaginação, mas da Antiga Fé que a Igreja recebeu dos Apóstolos. Se a Sagrada Tradição não fosse algo distinto da Sagrada Escritura, São Paulo em sua epístola aos Tessalonicenses não precisaria fazer referência “às tradições que foram transmitidas por palavra”. No entanto ele faz referência a ambas tradições, tanto as “ensinadas seja por palavra, seja epístola nossa”, exatamente por se tratar de algo distinto um do outro, conforme dá testemunho dos antigos Cristãos.

Esta é a doutrina que está no ceio da Igreja Católica desde os tempos apostólicos. Tendo Ela recebido este Evangelho jamais poderá aliar-se a um Evangelho diferente daquele recebido dos Apóstolos (Gl 1,8). Mas infelizmente muitos por falta de conhecimento e fé no Magistério da Igreja (cf. 1Tm 3,15) acabam de bom grado acolhendo outro “evangelho” (cf. 1Cor 11,3-4).

Já nos tempos mais remotos a Igreja combatia aqueles que incentivavam o esquecimento da Sagrada Tradição, conforme podemos a testar no testemunho de São Basílio de Cesaréia (o Magno):

“Meta comum de todos os adversários, inimigos da sã doutrina, é abalar o fundamento da fé em Cristo, arrasando, fazendo desaparecer a Tradição apostólica.

Por isso, eles, aparentando ser detentores de bons sentimentos, recorrem a provas extraídas das Escrituras, e lançam para bem longe, como se fossem objetos vis, os testemunhos orais dos Padres.” (Tratado sobre o Espírito Santo, Cap 25).

Como vemos o incentivo de se esquecer a Sagrada Tradição de forma alguma é algo que surgiu com a Reforma Protestante.

Na verdade os antigos erros surgidos na Cristantade cada qual em seu próprio tempo e que a Igreja de Deus tanto lutou para combater e enterrar; depois de muitos séculos esquecidos em suas tumbas, foram ressucitados de uma só vez com o movimento da Reforma Protestante. Este fato me parece ser o cumprimento da seguinte visão profética do Santo Apóstolo:

“Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo.” (Ap 20,1-3) Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 

“Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: ‘No dizer do povo, quem é o Filho do homem?’ Responderam: ‘Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.’ Disse-lhes Jesus: ‘E vós quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!’ Jesus então lhe disse: ‘Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.'” (Mt 16, 13-19)

Cristo estabeleceu um verdadeiro primado em Sua Igreja, conferindo a São Pedro as chaves do Reino. A Bíblia mostra, na passagem acima, a promessa de Nosso Senhor ao Príncipe dos Apóstolos: estabelecerá sobre ele a Sua única Igreja. Mais tarde, antes de subir ao céu, irá conferir o primado a Pedro, cumprindo Suas santíssimas palavras.

De fato, é preciso que na Igreja exista autoridade, e essa é a razão de ser do episcopado – o conjunto dos Bispos, sucessores dos Apóstolos. Todavia, para haver uma unidade nesse episcopado, Cristo instituiu, como vínculo indispensável entre seus detentores, o primado. O primado é a capacidade de São Pedro, e seus sucessores, de liderar a Igreja, como atesta a Escritura. Assim, vemos pelos textos dos Atos dos Apóstolos e mesmo pelos Evangelhos, escritos todos após Pedro ter recebido o primado, como este Apóstolo tem destaque sobre os demais, e como lhe é reservada uma nítida posição de liderança. Se os Apóstolos exercem autoridade sobre a Igreja Católica, São Pedro é a palavra final entre eles. Primado e episcopado derivam, portanto, da única autoridade conferida por Jesus Cristo à Igreja.


Os testemunhos antigos dos mais venerandos escritores eclesiásticos, chamados apropriadamente de Padres da Igreja, confirmam o destaque dado a Pedro e, principalmente, que seu primado é uma instituição permanente: não cessa nele, mas deve ser transmitida. Morrendo Pedro, quem comandará a Igreja? Seu sucessor, o Bispo da Igreja por ele fundada na cidade de Roma. O Papa São Clemente Romano, terceiro na sucessão de São Pedro, tendo sido discípulo dos Apóstolos, prova-nos tal tese na prática, ao intervir em uma querela na Igreja de Corinto. Tal Igreja, fundada por São Paulo, era mais antiga que a de Roma, e, entretanto, vê-se julgada por esta! E mais: a teoria de que Roma interveio apenas motivada pela solidariedade entre as Igrejas é falsa, eis que outras Igrejas, vizinhas a Corinto, poderiam, então ter intervido. Por que só a de Roma? É uma prova cabal de que cabia à Igreja Romana, sede de São Pedro e seus sucessores, exercer o primado. Como São Pedro liderava a Igreja no tempo dos Apóstolos, seus sucessores, os Bispos de Roma, deveriam continuar fazendo, como o fizeram no decorrer da história – eis o exemplo de São Clemente –, o que prova a transmissibilidade do primado. Ora, ainda há um outro dado interessante. Na época da carta enviada por São Clemente à Igreja de Corinto, em que está consubstanciada a intervenção romana naquela comunidade, ainda era vivo o Apóstolo São João, residindo em Éfeso, “… cidade muito mais próxima a Corinto e com comunicações muito mais fáceis e freqüentes.” (Pe. Manoel Augusto Santos dos Santos. O Primado Pontifício. EDIPUCRS, Porto Alegre, 1997, p. 50) Consulta-se o Bispo de Roma e não um Apóstolo!! Qual a razão disso, senão a de que a autoridade suprema da Igreja estava confiada aos sucessores de São Pedro, Bispos de Roma, Papas, e não a qualquer outro, mesmo sendo ele Apóstolo? “Portanto, deduz-se que a questões com a Igreja de Roma e seu Bispo punham-se num plano diverso daquele com o apóstolo João que, mesmo sendo apóstolo, não ocupava o centro da unidade que era exclusivamente de Pedro e de seus sucessores.” (idem)

Santo Atanásio de Alexandria e São João Crisóstomo, importantes Patriarcas de Sés da Igreja Oriental, também reconhecem o primado do sucessor de São Pedro, como também São Basílio Magno, Bispo de Cesaréia, todos num importante testemunho que, nos dias de hoje, poderia reconduzir tais dioceses à plena comunhão com Roma.

Outros Padres da Igreja fundamentam a fé de que o primado dado a São Pedro foi transmitido aos seus sucessores, os Bispos de Roma, chamados mais tarde de Papas.

Para exercer seu primado, conta o Papa com um carisma especial, o da infalibilidade. Não é tal prerrogativa dada em função da santidade pessoal do Romano Pontífice, mas como um dom para salvaguardar a comunidade dos fiéis a ele unidos. Tampouco se trata de uma impecabilidade: o Papa, como qualquer ser humano, peca. O Papa é infalível quando, usando de sua autoridade suprema, define como pertencente ao depósito da Fé um ponto de doutrina ou de moral.

Não é, outrossim, a infalibilidade uma mera inerrância de fato, como adiante será explicado.

“Quanto ao Magistério estabelecido por Jesus Cristo em Sua Igreja, é manifesto que a infalibilidade com a qual está ela divinamente provida não é uma simples inerrância de fato, mesmo que perpetuamente realizada; é uma inerrância de direito, em virtude da qual a autoridade docente na Igreja está preservada de todo erro.” (E. Dublanchy. Dictionnaire de Théologie Catholique. verbete Église, Letouzei et Ané, Paris, 1920)

Dois renomados cardeais da Santa Igreja Romana ajudam a explicar a diferença:

“Ela é mais que uma simples inerrância de fato, ela representa uma inerrência de direito, porque a Igreja pode, em todas as circunstâncias, contar com o socorro especial de Deus.” (Cardeal Charles Journet. A Igreja do Verbo Encarnado, vol. I)

“A infalibilidade se distingue da simples inerrância. Há inerrância quando alguém está, de si, exposto ao erro, mas de fato possui a verdade. Há infalibilidade quando uma pessoa não se engana nem pode se enganar. Entretanto, a inerrância de direito, oposta à simples inerrância de fato, não se distinguiria da infalibilidade.” (Cardeal L. Billot, SJ. De Ecclesia Christi. Aedes Universitatis Gregorianae, Roma, 4ª ed., tomo I, p. 336)

O Papa, sucessor de São Pedro, não goza, portanto, somente de uma inerrância de fato, senão de uma inerrância de direito, de uma verdadeira infalibilidade, que consiste, como bem foi definido pelos preclaros autores citados, como a incapacidade de falhar, de se enganar. O Papa, nestes termos, não erra quando define algum dogma, declarando ser determinado pensamento como contido na Revelação divina. E essa infalibilidade, vimos, é mais do que uma ausência de erro ou uma inerrância habitual que é fruto de quem é afeito ao bem e à sabedoria. O Papa é infalível não porque nunca tenha se enganado, em questões de fé e moral, mas porque lhe é impossível se enganar nestes assuntos.

Exemplificando: posso ter certeza moral de que meu diretor espiritual, pois que é experimentado nas coisas de Deus, não praticará assassinato ou incesto; entretanto, mesmo tendo essa certeza moral, baseada na inerrância habitual de meu diretor, porque não é infalível, é possível, ainda que pouco provável, que ele cometa tais crimes; em vez do referido sacerdote, posso colocar o exemplo do próprio Papa, o qual é extremamente provável que não pratique os mesmos crimes, nem por isso, sendo impossível que não os faça, sendo assim que não é infalível nesse caso, ainda que na prática, por não ter sido criminoso, seja inerrante; bem diferente é o caso do Papa nos terrenos da fé e da moral, eis que não só é extremamente possível que acerte, como, mais, não poderá errar. Não digo que o Papa não erra quando proclama, ex cathedra, algo relativo à fé e à moral, pelo simples fato de confiar nele, mas que, independente de sua santidade pessoal, por especial proteção do Espírito Santo, não poderá errar, mesmo que queira.

O Espírito Santo, protegendo o Papa do erro, com a capa da infalibilidade, está, na verdade, protegendo a Igreja, os fiéis católicos, pois dessa maneira sabemos que o ensino de Roma é seguro e não vem apenas de uma interpretação pessoal do Sumo Pontífice das Escrituras – como ocorre com as seitas protestantes que, pela absurda tese do livre-exame, vem se dividindo e se opondo umas às outras.

Por exercer o primado de jurisdição sobre a Igreja, e ainda por cima ter o carisma da infalibilidade, temos de confiar no Papa e aderir firmemente às suas proposições. “Devemos procurar aderir pela fé à doutrina, aos princípios, à disciplina, aderir afetiva e efetivamente, falando sempre do Papa de forma construtiva (…). Se vocês não viverem e agirem assim, é inútil estarem dizendo que apreciam o Papa, que amam a Igreja, que têm uma grande fé, porque já estão começando a fazer as suas restrições; simplesmente estão se afastando. Temos de procurar aderir pessoalmente, e levar os outros a se somarem mediante uma grande fé, afeto, obediência ao Vigário de Cristo, sempre dispostos a defendê-lo de todos os ataques que ele puder sofrer, venham de onde vierem, de dentro da Igreja, de fora, de inimigos, de amigos, de quem for.” (Pe. Marcial Maciel, LC. Palestra em Monticchio, a 27 de agosto de 1971)

Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 
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