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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Bento XVI e o Primaz da Comunhão Anglicana, Arcebispo Rowan Williams, rezaram juntos na tarde deste sábado, numa homenagem ao Papa São Gregório Magno, considerado o ‘pai’ da cristianização da Inglaterra, nos seculos VI-VII.

O Papa e o Arcebispo da Cantuária estiveram presentes na recitação da oração de vésperas, no mosteiro camaldulense localizado na Colina do Célio, em Roma, por ocasião dos mil anos da fundação do ermitério de Camaldoli, criado por São Romualdo, monge beneditino que deu origem a um novo ramo dessa ordem religiosa. Durante a celebração, as alocuções do Papa e o Primaz anglicano.

Bento XVI destacou a importância do mosteiro enquanto “local de nascimento de um elo entre a Igreja de Roma e o Cristianismo da Inglaterra”. Uma ligação que, segundo o Papa, começou a ser reforçada “especialmente a partir do Concílio Vaticano II” e que hoje já faz parte da “tradição” das duas Igrejas.

O Papa comentou os dois breves trechos proclamados durante a celebração. O primeiro tirado da segunda carta de S. Paulo aos Coríntios que contém a exortação do apostolo a aproveitar do momento favorável para acolher a graça de Deus. E o momento favorável, como explicou o Papa é naturalmente aquele em que Jesus Cristo veio revelar-nos e a dar-nos o amor de Deus por nós com a sua Incarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.

Bento X VI comentou depois a segunda leitura, um breve trecho da Carta de S. Paulo aos Colossenses: as palavras que o apostolo dirige aos membros daquela comunidade para os formar segundo o Evangelho para que tudo aquilo que fazem em palavras e obras aconteça no nome do Senhor Jesus.. Sede perfeitos, dissera o Mestre aos seus discípulos; e agora o Apostolo exorta a viver segundo esta medida elevada da vida cristã que é a santidade.

Bento XVI recordou que na base de tudo está a graça de Deus, está o dom da chamada, o mistério do encontro com Jesus vivo. Mas esta graça – acrescentou – exige a resposta dos batizados: exige o empenho de revestir-se dos sentimentos de Cristo: ternura, bondade, humildade, mansidão, magnanimidade, perdão recíproco e sobretudo, como síntese e coroamento , a ágape, o amor que Deus nos dá mediante Jesus e que o Espírito Santo derramou nos nossos corações.

“Espero que a nossa presença aqui permaneça não só com um sinal de encontro fraterno, mas como um estímulo para todos os fiéis, tanto católicos como anglicanos, rumo à unidade”, sublinhou Bento XVI.

Para o primaz da Comunhão Anglicana, “é sempre bom tocar o solo onde começou a missão cristã de Inglaterra” e “honrar a história de figuras como São Gregório e Santo Agostinho”. “Temos um antepassado comum que nos dá uma relação de familiaridade e estamos trabalhando para que essa relação seja de novo plena, sacramental e visível”, salientou o responsável anglicano, que vai permanecer mais dois dias na capital italiana.

Antes da oração de vésperas, o dia foi marcado por uma audiência privada entre os dois líderes religiosos, que foi pautada pela abordagem à situação dos cristãos no Médio Oriente e pela preparação do Sínodo para a Nova Evangelização, que vai decorrer no mês de outubro, no Vaticano.

No final da oração o Papa e o arcebispo de Cantuária foram até à capela de São Gregório para acender duas velas em memória daquele que enviou Santo Agostinho da Cantuária aos anglo-saxões. (SP)

 
 
 

Por Papa Bento XVI Tradução: Élison Santos Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje quero falar de Santo Isidoro de Sevilha: era irmão menor de Leandro, bispo de Sevilha, e grande amigo do Papa Gregório Magno. Esta observação é importante, pois constitui um elemento cultural e espiritual indispensável para compreender a personalidade de Isidoro. Com efeito, ele deve muito a Leandro, pessoa muito exigente, estudiosa e austera, que havia criado em torno de seu irmão menor um contexto familiar caracterizado pelas exigências ascéticas próprias de um monge e pelos ritmos de trabalho exigidos por uma séria entrega ao estudo. Leandro também havia se preocupado por dispor o necessário para enfrentar a situação político-social do momento: naquela época, os visigodos, bárbaros e arianos haviam invadido a península ibérica e haviam se apossado dos territórios que pertenciam ao Império Romano. Era necessário conquistá-los para os romanos e para o catolicismo. A casa de Leandro e de Isidoro contava com uma biblioteca sumamente rica de obras clássicas, pagãs e cristãs. Isidoro, que sentia a atração tanto por umas como pelas outras, aprendeu sob a responsabilidade de seu irmão mais velho uma disciplina férrea para dedicar-se a seu estudo, com discernimento.

Na sede episcopal de Sevilha se vivia, portanto, em um clima sereno e aberto. Podemos deduzir isso a partir dos interesses culturais e espirituais de Isidoro, tal como emergem de suas próprias obras, que compreendem um conhecimento enciclopédico da cultura clássica pagã e um conhecimento profundo da cultura cristã. Desse modo se explica o ecletismo que caracteriza a produção literária de Isidoro, o qual passa com suma facilidade de Marcial a Agostinho, de Cícero a Gregório Magno. A luta interior que teve de enfrentar o jovem Isidoro, que se converteu em sucessor do irmão Leandro na cátedra episcopal de Sevilha, no ano de 599, não foi fácil. Talvez se deva a esta constante luta consigo mesmo a impressão de um excesso de voluntarismo que se percebe lendo as obras desse grande autor, considerado como o último dos padres cristãos da antiguidade. Poucos anos depois de sua morte, que aconteceu em 636, o Concílio de Toledo (653) o definiu como «ilustre mestre de nossa época, e glória da Igreja Católica».

Isidoro foi, sem dúvida, um homem de contra-posições dialéticas acentuadas. E inclusive, em sua vida pessoal, experimentou um conflito interior permanente, sumamente parecido ao que já haviam vivido São Gregório Magno e Santo Agostinho, entre o desejo de solidão, para dedicar-se unicamente à meditação da Palavra de Deus, e as exigências da caridade para com os irmãos de cuja salvação se sentia encarregado, como bispo. Por exemplo, sobre os responsáveis da Igreja, escreve: «O responsável de uma igreja (vir ecclesiasticus) por uma parte tem de deixar-se crucificar ao mundo com a mortificação da carne, e por outra, tem de aceitar a decisão da ordem eclesiástica, quando procede da vontade de Deus, de dedicar-se ao governo com humildade, ainda que não queira fazê-lo» (Livro das Sentenças III, 33, I: PL 83, col. 705 B).

E acrescenta um parágrafo depois: «Os homens de Deus (sancti viri) não desejam dedicar-se às coisas leigas e sofrem quando, por um misterioso desígnio divino, são encarregados de certas responsabilidades… Fazem todo o possível para evitá-las, mas aceitam aquilo que não quiseram e fazem o que teriam querido evitar. Entram assim no segredo do coração e lá, no fundo, procuram compreender o que lhes pede a misteriosa vontade de Deus. E quando percebem que têm de submeter-se aos desígnios de Deus, inclinam a cabeça do coração sob o jugo da decisão divina» (Livro das Sentenças III, 33, 3: PL 83, col. 705-706).

Para compreender melhor Isidoro, é necessário recordar, antes de tudo, a complexidade das situações políticas de seu tempo, que antes mencionávamos: durante os anos da infância ele teve de experimentar a amargura do exílio. Apesar disso, estava cheio de entusiasmo: experimentava a paixão de contribuir para a formação de um povo que encontrava finalmente sua unidade, tanto no âmbito político quanto no religioso, com a conversão providencial do herdeiro ao trono, o visigodo Ermenegildo, do arianismo à fé católica.

Contudo, não se pode menosprezar a enorme dificuldade que supõe enfrentar de maneira adequada os problemas sumamente graves, como os das relações com os hereges e com os judeus. Toda uma série de problemas que são ainda hoje muito concretos, se pensarmos no que acontece em algumas regiões onde parecem repropor-se situações muito parecidas às da península ibérica do século VI. A riqueza dos conhecimentos culturais de que Isidoro dispunha lhe permitia confrontar continuamente a novidade cristã com a herança clássica greco-romana. Mais que o dom precioso das sínteses, parece que tinha o dacollatio, ou seja, a recopilação, que se expressava em uma extraordinária erudição pessoal, nem sempre tão ordenada como se poderia desejar.

Em todo caso, deve-se admirar sua preocupação por não deixar de lado nada do que a experiência humana produziu na história de sua pátria e do mundo. Ele não quis perder nada do que o ser humano aprendeu nas épocas antigas, fossem experiências pagãs, judaicas ou cristãs. Portanto, não deve surpreender que, ao buscar este objetivo, não conseguisse transmitir adequadamente, como teria querido, os conhecimentos que possuía, através das águas purificadoras da fé cristã. Contudo, segundo as intenções de Isidoro, as propostas que apresenta sempre estão em sintonia com a fé católica, defendida por ele com firmeza. Ele percebe a complexidade da discussão dos problemas teológicos e propõe, com freqüência, com firmeza, soluções que recolhem e expressam a verdade cristã completa. Isso permitiu que os fiéis, através dos séculos até nossos dias, fossem ajudados com gratidão por suas definições.

Um exemplo significativo neste sentido é o ensinamento de Isidoro sobre as relações entre vida ativa e vida contemplativa. Ele escreve: «Quem procura de conseguir o descanso da contemplação tem de exercitar-se antes no estágio da vida ativa; deste modo, libertos dos resíduos do pecado, serão capazes de apresentar esse coração puro que permite ver Deus» (Diferenças II, 34, 133: PL 83, col 91A).

O realismo de autêntico pastor o convence do risco que os fiéis correm de viver uma vida reduzida a uma só dimensão. Por este motivo, acrescenta: «O caminho intermediário, composto por uma e outra forma de vida, é geralmente o mais útil para resolver essas questões, que com freqüência aumentam com a opção por um só tipo de vida; contudo, são mais moderadas por uma alternância das duas formas» (o.c., 134: ivi, col 91B).

Isidoro busca a confirmação definitiva de uma orientação adequada de vida no exemplo de Cristo e diz: «O Salvador Jesus nos ofereceu o exemplo da vida ativa, quando durante o dia se dedicava a oferecer sinais e milagres na cidade, mas mostrou a vida contemplativa quando se retirava à montanha e passava a noite dedicado à oração» (o.c. 134: ivi). À luz desse exemplo do divino Mestre, Isidoro oferece este preciso ensinamento moral: «Por este motivo, o servo de Deus, imitando Cristo, deve dedicar-se à contemplação, sem negar-se à vida ativa. Comportar-se de outra maneira não seria justo. De fato, assim como é preciso amar a Deus com a contemplação, também é preciso ao próximo com a ação. É impossível, portanto, viver sem uma nem outra forma de vida, nem é possível amar se não se faz a experiência tanto de uma como de outra» (o.c., 135; ivi, col 91C).

Considero que esta é a síntese de uma vida que busca a contemplação de Deus, o diálogo com Deus na oração e na leitura da Sagrada Escritura, assim como a ação ao serviço da comunidade humana e do próximo. Esta síntese é a lição que o grande bispo de Sevilha deixa aos cristãos de hoje, chamados a testemunhar Cristo ao início do novo milênio.

 
 
 

Por Papa Bento XVI Tradução: Élison Santos Fonte: Vaticano

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje quero falar do santo abade Columbano, o irlandês mais famoso da Alta Idade Média: com razão pode ser chamado de santo «europeu», pois como monge, missionário e escritor trabalhou em vários países da Europa ocidental. Junto aos irlandeses de sua época, era consciente da unidade cultural da Europa. Em uma de suas cartas, escrita em torno do ano 600, dirigida ao Papa Gregório Magno, encontra-se pela primeira vez a expressão «totius Europae – de toda a Europa», em referência à presença da Igreja no continente (cf. Epistula I,1).

Columbano havia nascido em torno do ano 543 na província de Leinster, no sudeste da Irlanda. Educado em sua casa por ótimos professores, que o encaminharam no estudo das artes liberais, ele foi confiado depois à guia do abade Sinell, da comunidade de Cluain-Inis, na Irlanda do Norte, onde pôde aprofundar no estudo das Sagradas Escrituras.

Quando tinha cerca de 20 anos, entrou no mosteiro de Bangor, no nordeste da ilha, onde era abade Comgall, um monge conhecido por sua virtude e seu rigor ascético. Em plena sintonia com seu abade, Columbano praticou com zelo a severa disciplina do mosteiro, levando uma vida de oração, ascese e estudo. Lá foi ordenado sacerdote. A vida em Bangor e o exemplo de abade influíram em sua concepção do monaquismo, que Columbano amadureceu com o tempo e difundiu depois no transcurso de sua vida.

Aos 50 anos, seguindo o ideal ascético tipicamente irlandês da «peregrinatio pro Christo», ou seja, de tornar-se peregrino por Cristo, Columbano deixou a ilha para empreender com 12 companheiros uma obra missionária no continente europeu. Devemos recordar que a migração de povos do norte e do leste provocou um regresso ao paganismo de regiões inteiras que haviam sido cristianizadas.

Por volta do ano 590, esse pequeno grupo de missionários desembarcou na costa bretanha. Acolhidos com benevolência pelo rei dos francos da Austrásia (a atual França), só pediram um pedaço de terra sem cultivar. Foi-lhes entregue a antiga fortaleza romana de Annegray, em ruínas, recoberta pela vegetação. Acostumados a uma vida de máxima renúncia, os monges conseguiram levantar em poucos meses, das ruínas, o primeiro mosteiro. Desse modo, a reevangelização começou antes de tudo pelo testemunho de vida.

Com o cultivo da terra começaram também um novo cultivo das almas. A fama desses religiosos estrangeiros que, vivendo de oração e em grande austeridade, construíam casas, difundiu-se rapidamente, atraindo peregrinos e penitentes. Sobretudo muitos jovens pediam ser acolhidos na comunidade monástica para viver como eles esta vida exemplar que renovava o cultivo da terra e das almas. Logo tiveram de fundar um segundo mosteiro. Foi construído a poucos quilômetros, nas ruínas de uma antiga cidade termal, Luxeuil. O mosteiro se converteria em centro da irradiação monástica e missionária da tradição irlandesa no continente europeu. Erigiu-se um terceiro mosteiro em Fontaine, a uma hora de caminho para o norte.

Em Luxeuil, Columbano viveu durante quase 20 anos. Lá o santo escreveu para seus seguidores de Regula manochorum – durante um certo tempo mais difundida na Europa que a de São Bento –, perfilando a imagem ideal do monge. É a única antiga regra monástica irlandesa que hoje possuímos. Como complemento, redigiu a Regula coenobialis, uma espécie de código penal para as infrações dos monges, com castigos mais surpreendentes para a sensibilidade moderna, que só se podem explicar com a mentalidade daquele tempo e ambiente. Com outra obra famosa, titulada De poenitentiarum misura taxanda, que também escreveu em Luxeuil, Columbano introduziu no continente a confissão privada e reiterada com a penitência, que previa uma proporção entre a gravidade do pecado e a reparação imposta pelo confessor. Estas novidades suscitaram suspeitas entre os bispos da região, uma suspeita que se converteu em hostilidade quando Columbano teve a valentia de repreendê-los abertamente pelos costumes de alguns deles.

Este contraste, manifestou-se com as disputas sobre a data de Páscoa: a Irlanda seguia a tradição oriental, ao contrário da tradição romana. O monge irlandês foi convocado no ano 603 em Châlon-Saôn para prestar contas ante um sínodo de seus costumes sobre a penitência e a Páscoa. Em vez de apresentar-se ante o sínodo, mandou uma carta na qual minimizava a questão, convidando os padres sinodais a discutirem não só sobre o problema pequeno, «mas também sobre todas as normas canônicas necessárias que são descuidadas por muitos, o qual é mais grave» (cf. Epistula II, 1). Ao mesmo tempo, escreveu ao Papa Bonifácio IV – alguns anos antes já se havia dirigido ao Papa Gregório Magno (cf. Epistula I) – para defender a tradição irlandesa (cf. Epistula III).

Dado que era intransigente em questões morais, Columbano entrou em conflito também com a casa real, pois havia repreendido duramente o rei Teodorico por suas relações de adultério. Surgiu uma rede de intrigas e manobras no âmbito pessoal, religioso e político que, em 610, provocou um decreto de expulsão de Luxeuil de Columbano e de todos os monges de origem irlandesa, que foram condenados a um exílio definitivo. Escoltaram-nos até chegar ao mar e foram embarcados em um navio da corte rumo à Irlanda. Mas o barco encalhou a pouca distância da praia e o capitão, ao ver nisso um sinal do céu, renunciou à empresa e, por medo a ser maldito por Deus, voltou com os monges a terra firme. Estes, em vez de regressar a Luxeuil, decidiram começar uma nova obra de evangelização. Embarcaram no Rin e voltaram ao rio. Depois de uma primeira etapa em Tuggen, no lago de Zurich, eles se dirigiram à região de Bregenz, no lago de Costanza, para evangelizar os alemães.

Agora, pouco depois, Columbano, por causa de problemas políticos, decidiu atravessar os Alpes com a maior parte de seus discípulos. Só restou um monge, chamado Gallus. De seu mosteiro se desenvolveria a famosa abadia de Sankt Gallen, na Suíça. Ao chegar à Itália, Columbano foi recebido na corte imperial longobarda, mas logo teve de enfrentar grandes dificuldades: a vida da Igreja estava lacerada pela heresia ariana, ainda majoritária entre os longobardos por um cisma que havia separado a maior parte das Igrejas da Itália do Norte da comunhão com o bispo de Roma.

Columbano se integrou com autoridade neste contexto, escrevendo um lindo libelo contra o arianismo e uma carta a Bonifácio IV para convencê-lo a comprometer-se decididamente no restabelecimento da unidade (cf. Epistula V). Quando o rei dos longobardos, em 612 ou 613, entregou-lhes um terreno em Bobbio, no valle de Trebbia, Columbano fundou um novo mosteiro que logo se converteria em um centro de cultura comparável ao famoso de Montecasino. Lá ele concluiu seus dias: faleceu em 23 de novembro de 615 e nessa data é comemorado pelo rito romano até nossos dias.

A mensagem de São Columbano se concentra em um firme convite à conversão e ao desapego das coisas terrenas em vista da herança eterna. Com sua vida ascética e seu comportamento frente à corrupção dos poderosos, evoca a figura severa de São João Batista. Sua austeridade, contudo, nunca é um fim em si mesma, mas um meio para abrir-se livremente ao amor de Deus e corresponder com todo o ser aos dons recebidos d’Ele, reconstruindo em si a imagem de Deus e ao mesmo tempo trabalhando a terra e renovando a sociedade humana.

Diz em suas Instruções: «Se o homem utiliza retamente essas faculdades que Deus concedeu à sua alma, então será semelhante a Deus. Recordemos que devemos devolver-lhe todos os dons que nos confiou quando nos encontrávamos na condição originária. Ele nos ensinou o jeito de fazê-lo com seus mandamentos. O primeiro deles é o de amar o Senhor com todo o coração, pois Ele, em primeiro lugar, nos amou, desde o início dos tempos, antes ainda de que víssemos a luz deste mundo» (cf. Instructiones XI).

O santo irlandês encarnou realmente estas palavras em sua vida. Homem de grande cultura e rico de dons de graça, seja como incansável construtor de mosteiros, seja como pregador penitencial intransigente, dedicou todas as suas energias a alimentar as raízes cristãs da Europa que estava nascendo. Com sua energia espiritual, com sua fé, com seu amor a Deus e ao próximo, ele se converteu em um dos pais da Europa, e nos mostra hoje onde estão as raízes das quais a nossa Europa pode renascer.

 
 
 
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