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Intenção para dezembro do Apostolado da Oração

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1º de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI pede orações, neste mês de dezembro, para que a cultura da vida possa expandir-se graças à obra da Igreja.

O pontífice o propõe nas intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes, para este mês que começa. 

O Papa apresenta duas intenções de oração, uma geral e outra missionária. 

A intenção geral do mês de dezembro diz assim: «Para que frente à crescente expansão da cultura da violência e da morte, a Igreja, por meio de suas atividades apostólicas e missionárias, promova com valentia a cultura da vida». 

A intenção missionária se inspira no Natal já próximo: «Para que os cristãos, especialmente nos países de missão, por meio de gestos concretos de fraternidade, mostrem que o Menino na gruta de Belém é a luminosa esperança do mundo».

 
 
 

VATICANO, 12 Nov. 08 / 03:16 pm (

ACI).- Em sua habitual Audiência Geral das quartas-feiras celebrada hoje na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI ressaltou que “sem a presença de Cristo nunca existirá um mundo realmente justo e renovado”.

Prosseguindo com sua catequese sobre São Paulo, o Santo Padre se referiu a seu ensinamento sobre a escatologia, quer dizer sobre as realidades últimas, e explicou que na Primeira Carta aos Tessalonicenses, o Apóstolo dos Gentis “fala da volta de Jesus, chamada parusia, advento. Paulo descreve a parusia de Cristo com “estar vivo” e com imagens simbólicas que transmitem entretanto uma mensagem singela e profunda: ‘Ao final estaremos sempre com o Senhor. Nosso futuro é estar com o Senhor'”.

Seguidamente Bento XVI ressaltou que para a Segunda Carta aos Tessalonicenses, Paulo “muda a perspectiva; fala de eventos negativos que deverão preceder ao evento final e conclusivo: Não se deve deixar-se enganar, como se o dia do Senhor fosse iminente, segundo um cálculo cronológico”. O texto continua anunciando que “antes da vinda do Senhor deve vir a apostasia e manifestar um indefinível ‘homem da iniqüidade’; o ‘filho da perdição’, que a tradição chamará o Anticristo”.

O Pontífice assinalou logo três atitudes que devem marcar ao cristão ante as realidades como a morte e o fim do mundo: “em primeiro lugar, a certeza de que Jesus ressuscitou e que com o Pai está junto a nós para sempre. Em segundo lugar, a segurança de que Cristo está comigo e como em Cristo o mundo futuro já começou, isto nos dá certeza da esperança. O futuro não é uma escuridão em que ninguém se orienta. Não é assim. Sem Cristo também hoje o futuro é escuro. O cristão sabe que a luz de Cristo é mais forte e portanto vive em uma esperança que não é vaga, em uma esperança que dá certeza e valentia para confrontar o futuro”.

Quanto à terceira atitude, disse logo o Papa, refere-se a “a responsabilidade pelo mundo e pelos irmãos ante Cristo e ao mesmo tempo a certeza de sua misericórdia. Temos que trabalhar para que este mundo se abra a Cristo, seja renovado, sabendo que Deus é um Juiz verdadeiro e temos a segurança de que é bom, conhecemos seu rosto. Por isso, podemos estar seguros de sua bondade e seguir para frente com grande valentia”.

Bento XVI sublinhou logo que São Paulo, ao final da Primeira Carta aos Coríntios, “repete e põe nos lábios dos coríntios uma oração das primeiras comunidades cristãs siro-palestinas: Marana thà! ‘Vêem, Nosso senhor!’, com a que também termina o Apocalipse. Também nós podemos rezar hoje assim? Em nossa vida, em nosso mundo, é difícil rezar sinceramente para que acabe este mundo, para que venha a nova Jerusalém, o último julgamento, o Juiz Cristo”.

Deste modo destacou que “como a primeira comunidade cristã, podemos dizer: Vêem Jesus! Certamente não queremos que agora chegue o fim do mundo, mas por outro lado desejamos que termine este mundo injusto, que o mundo mude, que comece a civilização do amor e que chegue um mundo de justiça, de paz, sem violência, sem fome. Mas –sublinhou– sem a presença de Cristo nunca existirá um mundo realmente justo e renovado”.

Finalmente o Papa ressaltou que “podemos e devemos dizer também nós com grande urgência nas circunstâncias de nosso tempo: Vêem Senhor! Vêem do modo que Tu sabes, vêem onde há injustiça e violência, aos campos de prófugos, a Darfur, a Kivu do Norte, a tantas partes do mundo. Vêem onde domina a droga, também vêem entre aqueles ricos que te esqueceram, e que vivem somente para si. Vêem onde és desconhecido, e renova o mundo de hoje. Vêem também aos nossos corações para que sejamos luz de Deus, presença tua”.

 
 
 

Por Papa Bento XVI Tradução: Zenit Fonte: Vaticano/Zenit

Queridos irmãos e irmãs:

Com a catequese de hoje retomamos o filho abandonado por ocasião da viagem no Brasil e seguimos falando das grandes personalidades da Igreja antiga: são mestres de fé também para nós hoje e testemunhas da perene atualidade da fé cristã.

Hoje falaremos de um africano, Tertuliano, que entre o final do século II e inícios do século III inaugura a literatura cristã em latim. Com ele começa uma teologia nesse idioma. Sua obra deu frutos decisivos, que seria imperdoável infravalorizar. Sua influência se desenvolve em diversos níveis: desde a linguagem e a recuperação da cultura clássica, até a individualização de uma «alma cristã», comum no mundo e na formulação de novas propostas de convivência humana.

Não conhecemos exatamente as datas de seu nascimento e de sua morte. Contudo, sabemos que em Cartago, ao final do século II, recebeu de pais e mestres pagãos uma sólida formação retórica, filosófica, jurídica e histórica. Converteu-se ao cristianismo atraído, segundo parece, pelo exemplo dos mártires cristãos.

Começou a publicar seus escritos mais famosos no ano 197. Mas uma busca muito individual da verdade junto com a intransigência de seu caráter, o levaram pouco a pouco a abandonar a comunhão com a Igreja e a unir-se à seita do montanismo. Contudo, a originalidade de seu pensamento e a incisiva eficácia de sua linguagem lhe dão um lugar de particular importância na literatura cristã antiga.

São famosos sobretudo seus escritos de caráter apologético. Manifestam dois objetivos principais: em primeiro lugar, o de refutar as gravíssimas acusações que os pagãos dirigiam contra a nova religião; e em segundo lugar, de maneira mais positiva e missionária, o de comunicar a mensagem do Evangelho em diálogo com a cultura de sua época.

Sua obra mais conhecida, «Apologético», denuncia o comportamento injusto das autoridades políticas com a Igreja; explica e defende os ensinamentos e os costumes dos cristãos, apresenta as diferenças entre a nova religião e as principais correntes filosóficas da época; manifesta o triunfo do Espírito, que opõe à violência dos perseguidores o sangue, o sofrimento e a paciência dos mártires: «Por mais que seja refinada — escreve o autor africano –, vossa crueldade não serve de nada: ainda mais, para nossa comunidade constitui um convite. Depois de cada um de vossos golpes de machado, nós nos tornamos mais numerosos: o sangue dos cristãos é semente eficaz! (semen est sanguis christianorum!)» (Apologético 50, 13). No final, o martírio e o sofrimento vencem, e são mais eficazes que a crueldade e a violência dos regimes totalitários.

Mas Tertuliano, como todo bom apologeta, experimenta ao mesmo tempo a necessidade de comunicar positivamente a essência do cristianismo. Por este motivo, adota o método especulativo para ilustrar os fundamentos racionais do dogma cristão. Ele os aprofunda de maneira sistemática, começando com a descrição do «Deus dos cristãos». «Aquele a quem adoramos é um Deus único», testifica o apologeta. E prossegue, utilizando os paradoxos característicos de sua linguagem: «Ele é invisível, ainda que possa ser visto; inalcançável, ainda que esteja presente através da graça; inconcebível, ainda que os sentidos possam concebe-lo; por este motivo é verdadeiro e grande» (ibidem 17, 1-2).

Tertuliano também dá um passo enorme no desenvolvimento do dogma trinitário; ele nos deixou a linguagem adequada em latim para expressar este grande mistério, introduzindo os termos de «uma substância» e «três Pessoas». Também desenvolveu muito a linguagem correta para expressar o mistério de Cristo, Filho de Deus e verdadeiro Homem.

O autor africano fala também do Espírito Santo, demonstrando seu caráter pessoal e divino: «Cremos que, segundo sua promessa, Jesus Cristo enviou por meio do Pai o Espírito Santo, o Paráclito, o santificador da fé de quem crê no Pai, no Filho e no Espírito» (ibidem 2,1).

Em suas obras se lêem também numerosos textos sobre a Igreja, que Tertuliano reconhece como «mãe». Inclusive após sua adesão ao montanismo, ele não esqueceu que a Igreja é a Mãe de nossa fé e de nossa vida cristã. Analisa também a conduta moral dos cristãos e a vida futura.

Seus escritos são importantes também para compreender tendências vivas nas comunidades cristãs sobre Maria Santíssima, sobre os sacramentos da Eucaristia, do Matrimônio e da Confissão, sobre o primado de Pedro, sobre a oração…

Em especial, naqueles anos de perseguição nos quais os cristãos pareciam uma minoria perdida, o apologeta os exorta à esperança, que — segundo seus escritos — não é simplesmente uma virtude, mas um estilo de vida que envolve cada um dos aspectos da existência cristã.

Temos a esperança de que o futuro seja nosso porque o futuro é de Deus. Deste modo, a ressurreição do Senhor se apresenta como o fundamento de nossa ressurreição futura, e representa o objeto principal da confiança dos cristãos: «A carne ressuscitará — afirma categoricamente o africano: toda a carne, precisamente a carne. Ali onde se encontre, ela se encontra em consigna ante Deus, em virtude do fidelíssimo mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, que restituirá Deus ao homem e o homem a Deus» («A ressurreição do corpo», 63, 1).

Desde o ponto de vista humano, pode-se falar sem dúvida do drama de Tertuliano. Com o passar do tempo, ele se tornou cada vez mais exigente com os cristãos. Pretendia deles em toda circunstância, e sobretudo nas perseguições, um comportamento heróico. Rígido em suas posições, não poupava duras críticas e acabou inevitavelmente isolando-se. De fato, hoje em dia ainda ficam abertas muitas questões, não só sobre o pensamento teológico e filosófico de Tertuliano, mas também sobre sua atitude ante as instituições políticas da sociedade pagã.

Esta grande personalidade moral e intelectual, este homem que ofereceu uma contribuição tão grande ao pensamento cristão, me faz refletir muito. Vê-se no final que lhe falta a simplicidade, a humildade para integrar-se na Igreja, para aceitar suas fraquezas, para ser tolerante com os outros e consigo mesmo.

Quando só se vê o próprio pensamento em sua grandeza, no final se perde esta grandeza. A característica essencial de um grande teólogo é a humildade para estar com a Igreja, para aceitar suas próprias fraquezas, pois só Deus é totalmente santo. Nós, contudo, sempre temos necessidade de perdão.

Em definitivo, o autor africano permanece como uma testemunha interessante dos primeiros tempos da Igreja, quando os cristãos se converteram em sujeitos de «nova cultura» no encontro entre herança clássica e mensagem evangélica. É sua a famosa afirmação, segundo a qual, nossa alma é «naturaliter cristã» («Apologético», 17, 6), com a qual Tertuliano evoca a perene continuidade entre os autênticos valores humanos e os cristãos; e também é sua a reflexão, inspirada diretamente no Evangelho, segundo a qual «o cristão não pode odiar nem sequer seus próprios inimigos» (cf. «Apologético», 37). Implica uma conseqüência moral ineludível, a opção de fé que propõe a «não-violência» como regra de vida: e não é possível deixar de ver a dramática atualidade do ensinamento, à luz do acendido debate das religiões.

Nos escritos do africano, em definitivo, são tratados numerosos temas que ainda hoje temos de enfrentar. Eles nos envolvem em uma fecunda busca interior, à qual convido todos os fiéis, para que saibam expressar de maneira cada vez mais convincente a «Regra da fé», segundo a qual, como diz Tertuliano, «nós cremos que há um só Deus, e não há outro fora do Criador do mundo: ele fez tudo do nada por meio de seu Verbo, gerado antes de tudo» («A prescrição dos hereges» 13, 1).

 
 
 
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