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Vaticano, 25 Abr. 12 / 04:15 pm (

O Papa Bento XVI explicou que sem a oração, que a respiração da alma, a vida se converte em um mero ativismo que sufoca e não satisfaz; impedindo além disso “ver a realidade com olhos novos”.

Assim o indicou o Santo Padre na catequese da sua Audiência geral desta quarta-feira com os fiéis na Praça de São Pedro, em uma reflexão sobre a oração nos primeiros tempos da Igreja com os Apóstolos.

Bento XVI explicou que “Sem a oração cotidiana vivida com fidelidade, o nosso fazer se esvazia, perde o sentido profundo, se reduz a um simples ativismo que, no final, nos deixa insatisfeitos. (…) Cada passo da nossa vida, toda ação, também na Igreja, deve ser feita diante de Deus, à luz da sua Palavra”.

“Quando a oração é alimentada pela palavra de Deus, podemos ver a realidade com olhos novos, com os olhos da fé e o Senhor, que fala à mente e ao coração, dá nova luz ao caminho em todos os momentos e em todas as situações. Nós cremos na força da Palavra de Deus e da oração. Também a dificuldade que está vivendo a Igreja diante do problema do serviço aos pobres e a questão da caridade, é superada na oração, à luz de Deus, do Espírito Santo”, afirmou.

“Se os pulmões da oração e da Palavra de Deus não alimentam a respiração da nossa vida espiritual, sofremos o risco de nos sufocarmos em meio às mil coisas de todos os dias: a oração é a respiração da alma e da vida”, alertou o Santo Padre.

Quando rezamos, “quando nos encontramos no silêncio de uma igreja ou de nosso quarto, estamos unidos no Senhor a tantos irmãos e irmãs na fé, como uma junção de instrumentos, que apesar da individualidade de cada um, elevam a Deus uma única grande sinfonia de intercessão, de agradecimento e de louvor”, disse o Papa.

Sobre os primeiros cristãos, Bento XVI disse que “desde o início do seu caminho, (a Igreja) teve que enfrentar situações imprevistas, novas questões e emergências às quais procurou dar respostas à luz da fé, deixando-se guiar pelo Espírito Santo”.

Isso se manifestou já nos tempos dos Apóstolos. O evangelista São Lucas narra no livro dos Atos um problema sério que a primeira comunidade cristã de Jerusalém teve que resolver (…) “a respeito da pastoral da caridade junto às pessoas solitárias e necessitadas de assistência e ajuda”, uma questão difícil que podia provocar divisões dentro da Igreja.

“Neste momento de emergência pastoral, sobressai o discernimento realizado pelos apóstolos. Eles se encontram diante da exigência primária de anunciar a Palavra de Deus segundo o mandato do Senhor, mas – também se esta é uma exigência primária da Igreja – consideram da mesma forma o dever da caridade e da justiça, isto é, o dever de assistir as viúvas, os pobres, de prover com amor diante das situações de necessidade nas quais se encontram irmãos e irmãs, para responder ao mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei””.

A decisão que tomam é clara: não é justo que abandonem a oração e a predicação, por isso foram “são escolhidos sete homens; os apóstolos rezam para pedir a força do Espírito Santo e depois, impõem as mãos para que se dediquem em modo particular a essa diaconia da caridade”.

Esta decisão, explicou o Papa, “mostra a prioridade que devemos dar a Deus, à relação com Ele na oração, tanto pessoal como comunitária. Sem a capacidade de nos parar a escutar ao Senhor, a dialogar com Ele, corre-se o risco de agitar-se e preocupar-se inutilmente pelos problemas e as dificuldades, incluídas as eclesiásticas e pastorais”.

Bento XVI recordou que os santos “experimentaram uma profunda unidade de vida entre oração e ação, entre amor total a Deus e amor aos irmãos”.

“São Bernardo, que é modelo de harmonia entre contemplação e operosidade, no livro De Consideratione, endereçado ao Papa Inocêncio II para oferecer-lhe algumas reflexões a respeito de seu ministério, insiste exatamente sobre a importância do recolhimento interior, da oração para defender-se dos perigos de uma atividade excessiva, qualquer que seja a condição na qual se encontra a tarefa que se está desenvolvendo. São Bernardo afirma que a demasiada ocupação, uma vida frenética, geralmente acabam induzindo o coração a fazer sofrer o espírito”, ressaltou.

“O trecho dos Atos dos Apóstolos nos recorda a importância do trabalho – sem dúvida se é criado um verdadeiro ministério – , do empenho nas atividades cotidianas que são desenvolvidas com responsabilidade e dedicação, mas também a nossa necessidade de Deus, da sua direção, da sua luz que nos dão força e esperança”,concluiu o Santo Padre.

 
 
 

O que que o Papa Bento VXI está tentando ensinar para o mundo?

Já no início do seu pontificado o Papa foi visitar o lugar onde ele cresceu e quis voltar na universidade onde ele mesmo estudou e se formou e lecionou durante anos. Justamente naquela ocasião, o Papa quis dar uma última aula, já como Papa, como professor mais ilustre daquela universidade. E lá ele fez uma aula magistral, e algumas coisas que ele falou causou protestos no mundo todo, principalmente no mundo muçulmano.


Padre Paulo Ricardo durante pregação

Foto: Clarissa Oliveira – CN

O Papa disse: “nós cristãos temos o compromisso com a racionalidade, nós cremos que o mesmo Deus que se revelou na Bíblia em Jesus Cristo, é o mesmo Deus criador do Universo, e portando, quando eu me debruço sobre o mundo e começo a estudar na universidade as coisas, eu encontro ali uma verdade do mesmo Deus que revelou a Bíblia”. É por isso que o conhecimento que eu tenho que vem da Bíblia não pode entrar em contradição com o conhecimento que eu tenho proveniente da ciência. Por quê? O Deus que se revelou na Bíblia é o Deus que fez o mundo, é o criador do céu e da terra.

Assim como você olha a obra de um artista eu vejo ali, traços do artista, assim Deus deixa os seus sinais, suas pegadas, seus traços, por onde Ele passa. Portanto quando eu olho uma obra eu tenho os sinais de seu criador. Logo, quando eu olho para o mundo que Deus criou eu vejo a racionalidade de Deus que está em sua obra. Aqui entra a grande proposta do Papa: Nós podemos sentar à mesa com todas religiões do mundo inteiro e dialogar, falar a respeito do mundo e da racionalidade que está no mundo porque eu vejo nas coisas criadas por Deus uma racionalidade que provém de Deus.

O Papa fez uma citação de um diálogo que aconteceu no final da idade medida entre um imperador bizantino e um teólogo muçulmano e neste diálogo o imperador disse para o muçulmano: veja que o que é o que o islã, a religião muçulmana trouxe para o mundo a não ser fanatismo”. E o Papa disse que sabe que os muçulmano não são assim, e que podem aceitar um diálogo na racionalidade e não no fanatismo. E isso era a ideia de imperador, e o Papa fez uma citação. E o mundo inteiro começou a se rebelar dizendo que o Papa disse que o mundo muçulmano era fanático, mas era o contrário o que ele estava dizendo.

Nós católicos devemos ser os primeiros a aceitar esse diálogo. Isso é um compromisso para nós. Por quê? Porque existe uma tendência de separar a fé e a razão, e isso não tem fundamento, a fé e a razão não são duas coisas que se opõem, pelo contrário, não sabem viver uma sem a outra. Porque a fé sem a razão fica cega, e a razão sem a fé fica louca.

Tem gente que diz que quem estuda demais perde a fé, isso é mentira. Estudar é a busca pela verdade. Deus não tem duas personalidades. Existe uma heresia em que pensavam em dois deuses. Nós cristão não pensamos que a alma é boa e o corpo é ruim, não! A alma e o corpo são bons porque foram criados por Deus. A alma foi feita para guiar o corpo, e não para ser guiada pelo corpo como o demônio quer. Devemos viver em harmonia corpo e alma, temos que nos livrar dos resquícios das heresias. Se você estudou e perdeu a fé, é porque, ou você estudou errado, ou não entendia sua fé.

A Igreja tem um compromisso histórico e verdadeiro com a racionalidade, nós cristão, católicos sabemos que aquilo que nós cremos por fé revelada, não está em contradição com o que sabemos pela razão, por observação.

Existe coisa que a ciência enxerga, mas que não tem explicação, mas se a gente tem fé a coisa fica mais lógica. O ser humano precisa de um sentido transcendente para a sua vida. A fé ilumina o desconhecido. Todas ciências constatam que quando uma pessoa é encurralada, ela tem tendência para burlar a lei, para mentir, mas a ciência não tem explicação para isso, somente a fé pode explicar, isso se chama pecado original.

Existe uma corrente de pensamento chamado marxismo que explica que esta tendência para o pecado não vem do pecado original, é que temos uma sociedade injusta que tem um sistema capitalista que faz a pessoa praticar o mal, por isso eles se setem absorvidos de todos os pecados porque a culpa é do sistema capitalista. Che Guevara, por exemplo, tem muita gente que é fã dele, que anda com a camisa com a estampa de Che Guevara, ele era um revolucionário assassino, máquina de matar, e fizeram dele um herói. Eu vi um cara vestido de Che Guevara até com a barbinha dele, onde chega a demência humana?! Ele matava e dizia que era vítima do sistema, se sentia coitadinho, é típico do marxismo, ele te oprime, coloca você na cadeia e fala que estão te perseguindo.

Eles colocaram essa ideia na cabeça deles, de que eles vão fazer uma sociedade maravilhosa, que vai chegar o dia em que vamos ter uma terra sem males, um mundo justo. Eles acham que vão libertar o mundo do pecado e vão reinar aqui na terra. Essa sua solução não vai funcionar.

Os marxistas e socialistas já mataram no século XX mais de 200 milhões de pessoas, são os próprios documentos deles que diz isso, no livro negro do comunismo, você pode comprar; e essa estatística só vai subindo. É esse pessoal que quer criar um mundo maravilhoso, já mataram mais de 200 milhões.

Enquanto estiver nascendo crianças vai ter a tendência ao pecado. Temos que evangelizar para que lutem contra a maldade dentro delas a vida inteira. Não adianta ser apenas virtuoso, temos que ter a coragem de lutar contra a maldade dentro de nós. A tendência da maldade está dentro de nós, por causa do pecado original, temos que ensinar as pessoas a terem a coragem de lutar contra o pecado que é o mal que está dentro de nós.

Você diz: eu amo a verdade, mas e quando você se sentir encurralado? Você prefere dizer a verdade e pagar um preço ou mentir e escapar? Qual dos dois você vai escolher? Se você não coloca dentro de si esta condição que você vai ser sempre tentado pelo demônio, você não vai viver uma vida boa. É uma luta a vida do homem sobre a terra, o pecado original está sempre aí. Só a conscientização não adianta, tem que haver uma luta contra o pecado, primeiro dentro de mim, para depois poder cobrar os outros. Sempre temos que lutar contra a maldade que está dentro de nós, só assim o mundo será um pouco melhor.

Se alguém oferecer uma sociedade sem males, sai correndo, é um maluco, não funciona. Uma sociedade perfeita e sem males, isso não existe, não funcionou, nem funcionará.

Quer melhorar o mundo? Comece fazendo a sua parte, lute contra a maldade que está em você. Como ensina o Papa Bento XVI, nós precisamos conquistar a força moral para lutar contra o pecado que está dentro e fora de nós até o último dia de nossa vida.

A razão quando joga fora a fé, fica maluca. E nós que temos a fé não podemos jogar fora a razão, precisamos exercer a razão em favor da fé. Nós católicos não podemos ter medo de estudar, mas também, não podemos ter medo de ter fé. A fé é uma luz, a mais, para os meus estudos.

A fé e a razão não se contradizem, é muito importante a gente compreender que nós somos racionais porque a racionalidade foi dada por Deus, e a fé também foi dada por Deus. “A fé e razão são como duas asas que nos levam em direção da verdade” (João Paulo II).

Transcrição e adaptação: Willieny Isaias

 
 
 

Conclusões de um encontro sem precedentes organizado pelo patriarcado de Moscou e o Vaticano

VIENA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A contribuição dos cristãos é indispensável para «dar uma alma à Europa», constataram em Viena católicos e ortodoxos, em um encontro cultural sem precedentes, celebrado entre 3 e 5 de maio.

«Cremos que os cristãos, ao anunciar a esperança da ressurreição de Cristo, unidos a pessoas de outros credos e convicções, podem ajudar a viver em uma sociedade com base ética, justa e pacífica», afirmaram os participantes em sua mensagem final.

Foi a primeira vez que um organismo da Santa Sé organizava um simpósio destas características em colaboração com o patriarcado ortodoxo de Moscou.

O simpósio foi presidido pelo cardeal Paul Poupard, presidente Conselho Pontifício da Cultura, e pelo metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou.

Da iniciativa participaram especialistas de todo o velho continente, leigos e religiosos, escolhidos conjuntamente pelos dois organismos que convocaram a iniciativa.

Nas conclusões do encontro, apresentadas esta sexta-feira pelo padre Bernard Ardura, secretário do Conselho Pontifício da Cultura, constata-se a crise atual que o processo de união européia vive por causa do fracasso na adoção do Tratado constitucional da União Européia.

Agora, para os católicos e ortodoxos, «a crise que desgarra a Europa é de ordem cultural: sua identidade cristã está-se diluindo. A situação dos povos europeus caracteriza-se por uma dúvida profunda do homem sobre ele mesmo: sabe o que é que pode fazer, mas não sabe quem é».

Esta crise, reconheceram os participantes, tem «conseqüências demográficas dramáticas: a rejeição dos filhos, as uniões sem futuro ou o matrimônio à prova, as uniões homossexuais, a rejeição a compartilhar a vida com uma pessoa no matrimônio».

«Tudo isto é um autêntico suicídio demográfico europeu, em nome do egoísmo e do hedonismo», disse-se nas conclusões.

Para responder a estes desafios, os participantes «decidiram dar um papel importante à entusiasta missão da educação e da formação».

«Toda educação é descoberta de uma herança que suscita o amor e o reconhecimento. Deste modo, poderemos contribuir a redescobrir as raízes cristãs», explicam.

Católicos e ortodoxos insistiram na formação dos cristãos «para apresentar os valores cristãos de maneira compreensível: disto depende a pastoral da cultura».

«Não antepor nada ao amor de Cristo» é o lema que se propôs para «encontrar caminhos de sinergia, de testemunho comum da fé para uma generosa nova evangelização da Europa, esse gigante econômico, anão espiritual».

Segundo os participantes, este «testemunho comum concerne especialmente aos campos afetados pela destruição da família, à bioética e aos domínios da doutrina social da Igreja».

O encontro aconteceu graças à ajuda da Fundação «Pro Oriente», com sede em Viena, e à generosidade da Bradley Foundation, dos Estados Unidos.

 
 
 
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