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A homilia de Raniero Cantalamessa na Sexta-Feira Santa (2 de Abril) provocou aquilo que ela própria queria evitar: violência. Verbal, mas violência.

No Domingo, o “Diário de Notícias” titulava “Críticas judaicas abrem nova crise para o Vaticano” (4 de Abril). E o “Público”: “Rabis e vítimas indignadas com comparação ao anti-semitismo”. Na entrada, este último (texto de Ana Fonseca Pereira) afirma: “Padre Cantalamessa equiparou ataques à Igreja com perseguição aos judeus. Polémica adensa uma crise que ensombra esta Páscoa”.

Comparou mesmo? Talvez. Mas quem fez primeiro a comparação foi um judeu.

Se eu me sentisse perseguido, como muitos responsáveis da Igreja se dizem sentir, e se tivesse recebido um carta de alguém que pertence a um povo que foi a maior vítima do século XX, julgo que a usaria, como fez Cantalamessa. Não reivindicaria para mim tal estatuto de vítima – nem ele o fez. O Holocausto, o cúmulo do anti-semitismo, foi algo inominável e não é invocável para autodefesa por quem nele não participou. Mas se um elemento do povo judeu adverte para mecanismos semelhantes aos do anti-semitismo, de “recurso ao estereótipo” e de “passagem da responsabilidade pessoal para a colectividade”, nos tempos de hoje, em relação à Igreja, não poderei eu usar essas palavras?

O melhor é ler que o pregador do Papa disse (versão brasileira da Zenit, aqui):

«Por uma rara coincidência, neste ano nossa Páscoa cai na mesma semana da Páscoa judaica, que é a matriz na qual esta se constituiu. Isso nos estimula a voltar nosso pensamento aos nossos irmãos judeus. Estes sabem por experiência própria o que significa ser vítima da violência coletiva e também estão aptos a reconhecer os sintomas recorrentes. Recebi nestes dias uma carta de um amigo judeu e, com sua permissão, compartilho um trecho convosco. Dizia:

“Tenho acompanhado com desgosto o ataque violento e concêntrico contra a Igreja, o Papa e todos os féis do mundo inteiro. O recurso ao estereótipo, a passagem da responsabilidade pessoal para a coletividade me lembram os aspectos mais vergonhosos do anti-semitismo. Desejo, portanto, expressar à ti pessoalmente, ao Papa e à toda Igreja minha solidariedade de judeu do diálogo e de todos aqueles que no mundo hebraico (e são muitos) compartilham destes sentimentos de fraternidade. A nossa Páscoa e a vossa têm indubitáveis elementos de alteridade, mas ambas vivem na esperança messiânica que seguramente reunirá no amor do Pai comum. Felicidades a ti e a todos os católicos e Boa Páscoa”».

A citação no final de um belíssimo texto contra a violência (de como com a morte de Jesus se ultrapassa a violência que á alma de um certo tipo de sagrado) transformou-se em mais um episódio de violência mediática. Chamou-se “obsceno”, “inapropriado” e “moralmente errado” ao sermão de Cantalamessa (via “Público”), quando as palavras são de um judeu. Foi imprudente Cantalamessa? Dizer que sim é admitir que a pressão mediática nos priva de liberdade.

A reacção ao sermão por parte de judeus e de vítimas de abusos, apesar de o porta-voz do Vaticano ter vindo dizer que havia palavras que podiam ser mal interpretadas, revela que a violência verbal está latente na nossa sociedade. Como já nem se olha aos factos e aos contextos, como já não se distingue e muito se confunde, começo a pensar que a Igreja está mesmo a ser perseguida (mas nada desculpa os abusos). Ou pelo menos é um alvo fácil para quem quer fazer pontaria.

 
 
 

VATICANO, 28 Mar. 10 / 02:22 pm (

ACI).- Ao presidir esta manhã a Missa de Domingo do Ramos na Praça de São Pedro perante milhares de fiéis, o Papa Bento XVI se dirigiu especialmente aos jovens ao celebrar-se também a 25º Jornada Mundial da Juventude, e recordou-lhes que ser cristãos “significa considerar o caminho de Jesus Cristo como a via justa para ser homens, como aquele que conduz à meta, a uma humanidade plenamente realizada e autêntica”.

Em sua homilia, o Santo Padre disse que “o ser cristão é um caminho, ou melhor: uma peregrinação, um ir juntos com Jesus Cristo. Um ir naquela direção que Ele nos indicou e nos indica”.

Conforme informa Rádio Vaticano, o Papa ressaltou que este caminho exterior de cada ser humano é a “imagem do movimento interior da existência, que se cumpre no seguimento de Cristo: é uma ascensão à verdadeira altitude do ser humano. O homem pode escolher um caminho cômodo e descansar de toda fadiga. Pode inclusive descender ao baixo, ao vulgar. Pode afundar-se no barro da mentira e a desonestidade. Jesus nos guia para o que é grande, puro, para a vida segundo a verdade; para a coragem que não se deixa intimidar pelo falatório das opiniões dominantes; para a paciência que suporta e sustenta o outro”.

Cristo, continuou o Papa, “conduz a ajudar aos que sofrem, aos abandonados; para a fidelidade que está da parte do outro, ainda quando a situação se torna difícil. Conduz à disponibilidade para procurar ajuda; para a bondade que não se deixa desarmar nem sequer pela ingratidão: Ele nos conduz para o amor, o amor nos conduz para Deus”.

“Caminho e meta que nos recordam que Deus é um só em todo mundo, que supera imensamente todos nossos lugares e tempos. Aquele Deus a quem pertence toda a criação. O Deus que todos os homens procuram e que de algum modo conhecem. Infinito e ao mesmo tempo próximo, que não pode ser encerrado em nenhum edifício, que quer habitar em meio de nós, estar totalmente conosco”.

Bento XVI recordou que em No domingo do Ramos, “Jesus junto com o Israel peregrino sobe para Jerusalém, para celebrar a Páscoa: o memorial da liberação de Israel, memória que, ao mesmo tempo, é sempre esperança da liberdade definitiva, que Deus dará. Vai com a consciência de ser Ele mesmo o Cordeiro no qual se cumprirá aquilo que o Livro do Êxodo diz a respeito. Ele permanece sempre perto de nós na terra e ao mesmo tempo já chegou diante Deus, nos guia sobre a terra e além da terra”.

“Jesus quer conduzir-nos à comunhão com Deus e na Igreja. Ele nos impulsiona e sustenta. Forma parte do seguimento de Cristo que nos deixemos integrar em tal grupo; aceitar que não podemos obtê-lo sozinhos. Em ato de humildade e responsável, sem teima e presunção. Sem correr atrás de uma idéia equivocada de emancipação. A humildade do ‘estar-com’ é essencial para a ascensão. Forma parte dela que nos Sacramentos nos deixemos sempre tomar de novo pela mão do Senhor; que Dele nos deixemos purificar e corroborar; que aceitemos a disciplina da ascensão, embora estejamos cansados”.

E a Cruz, prosseguiu, “forma parte da ascensão para a altura de Jesus Cristo, da ascensão até a altura de Deus mesmo. Como nas vicissitudes deste mundo não se podem alcançar grandes resultados sem renúncias e duro exercício, como a grande alegria por um grande descobrimento cognitivo ou por uma verdadeira capacidade operativa está ligada à disciplina, é mais à fadiga da aquisição de conhecimentos, assim o caminho para a vida mesma, para a realização da própria humanidade está ligada à comunhão com Aquele que subiu à altura de Deus através da Cruz. ‘A Cruz é expressão do que significa o amor: só quem se perde a si mesmo, se encontra’”.

“Resumamos: o seguimento de Cristo requer como primeiro passo o renovar-se na nostalgia pelo autêntico ser homens e assim o renovar-se por Deus. Requer, pois, que se entre no grupo de quantos sobem, na comunhão da Igreja. requer-se ademais que se escute a Palavra de Jesus Cristo e que seja vivida: na fé, a esperança e o amor. Assim estaremos em caminho por volta da Jerusalém definitiva e já a partir de agora, de algum modo, encontraremo-nos lá, na comunhão de todos os Santos de Deus”.

“Nossa peregrinação no seguimento de Cristo não vai para uma cidade terrena, e sim para a nova Cidade de Deus que cresce em meio deste mundo. E, entretanto, esta peregrinação para a Jerusalém terrestre, pode ser também para nós, os cristãos, um elemento útil para essa viagem maior”.

O Papa se referiu logo à sua viagem a Terra Santa em 2009. Explicando que “a fé em Jesus Cristo não é uma invenção legendária”, mas que “fundamenta-se em uma história verdadeiramente ocorrida. História que podemos, por assim dizer, contemplar e tocar”, o Santo Padre falou de sua intensa experiência nos Santos lugares: “seguir os caminhos exteriores de Jesus deve nos ajudar a caminhar mais alegremente e com uma nova certeza sobre o caminho interior que Ele nos indicou e que é Ele mesmo”, disse.

“Quando vamos a Terra Santa como peregrinos –destacou– vamos também como mensageiros da paz, com a oração pela paz; com o convite a todos de fazer naquele lugar, que leva no nome a palavra ‘paz’, todo o possível para que chegue a ser verdadeiramente um lugar de paz. Assim esta peregrinação é ao mesmo tempo –como terceiro aspecto– um estímulo para os cristãos a permanecer no país de suas origens e a comprometer-se intensamente nele pela paz”.

“’Bendito o que vem, o rei, em nome do Senhor’. Esta aclamação é expressão de uma profunda pena e é oração de esperança”, sublinhou o Papa e exortou a orar “ao Senhor para que nos traga o céu: a glória de Deus e a paz dos homens. Entendamos tal saudação no espírito do pedido do Pai Nosso: ‘seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!’”.

“Saibamos que o céu é céu, lugar da glória e da paz, porque ali reina totalmente a vontade de Deus. E saibamos que a terra não é o céu desde quando nela não se realiza a vontade de Deus. Saudemos, portanto, a Jesus que vem do céu e peçamos-lhe que nos ajude a conhecer e a fazer a vontade de Deus. Que a realeza de Deus entre no mundo e assim seja repleto com o esplendor da paz. Amém”, concluiu.

 
 
 

MADRI, 08 Mar. 10 / 03:41 pm (

ACI).- Quase um milhão de espanhóis saíram este domingo às ruas das diversas cidades do país para defender o direito do não nascido e para exigir ao governo socialista de Rodríguez Zapatero a derrogação da “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”, a lei do aborto aprovada pelo Senado e finalmente assinada pelo Rei Juan Carlos.

302 Associações pró-vida convocaram a imponente “Marcha Internacional pela Vida 2010” celebrada simultaneamente na maior parte das capitais de províncias da Espanha.

A mais importante das manifestações teve lugar sem dúvida em Madrid, onde mais de 600.000 pessoas, muitas delas famílias inteiras, marcharam entre a Plaza Cibeles e a Porta do Sol com camisetas vermelhas, globos e cartazes. O ato em Madrid concluiu com a leitura, pela jornalista Sonsoles Calavera, do manifesto que exige a derrogação da nova Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e Interrupção Voluntária da Gravidez.

Outras 10.000 pessoas se concentram em Castilla e León, em um clima pacífico e familiar, para protestar contra a recente aprovação na Espanha da lei do aborto mais permissiva da Europa. A mobilização mais numerosa da província teve lugar em Burgos, onde se reuniram 5.000 pessoas, seguida de Soria, com 1.500.

Em Sevilha, ao sul do país, mais de 7,000 manifestantes convocados por todas as irmandades e confrarias de Sevilha se concentraram este domingo em Sevilha para a “III Marcha pela Vida” local, para defender os direitos da mulher grávida e dos não-nascidos e exigir a derrogação da “Lei Orgânica de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”.

Outras 5.000 partiram nas principais cidades da Galícia (La Coruña, Vigo, Pontevedra e Ferrol), enquanto que Barcelona foi cenário da concentração para reivindicar a defesa do direito à vida das crianças não nascidas e rechaçar a nova Lei do aborto.

Mais de 3.000 pessoas encheram a praça Bonanova e seus arredores em Barcelona levando numerosos cartazes, pôsteres e globos; enquanto no estrado se alternavam várias intervenções e atuações dirigidas às crianças.

Tania Fernández, da plataforma “Direito a Viver”, recordou em Barcelona que em 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e destacou que o aborto é também “violência contra as mulheres grávidas e as meninas que representam mais da metade de abortos que se produzem”.

 
 
 
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