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SALVADOR, segunda-feira, 24 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a reflexão de Dom Geraldo M. Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador, sobre a festa de Pentecostes.

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Cristo Jesus, tendo subido aos céus, enviou o seu Espírito Santo para renovar a face da terra. O cristão é chamado a testemunhar no mundo a força renovadora do amor que vem do sacrifício de Cristo na cruz.

Neste domingo celebramos a festa de Pentecostes. Recordamos a descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, reunidos no cenáculo; a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém; a formação da primeira comunidade cristã; o nascimento da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O protagonista escondido de tudo isso é o Espírito Santo. Ele operou outrora e continua operando hoje na sua Igreja. E se lhe damos espaço, intervém com eficácia também em nossa vida. Talvez até agora tenhamos descuidado da presença do Espírito em nós, os seus convites para operar o bem.

Notamos algo de curioso nas três leituras da missa deste domingo. Normalmente, a mais importante é a do evangelho que apresenta Jesus operando no meio dos homens. Nos últimos domingos a importância está na primeira leitura, tomada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas. Este livro nos conta a vida dos discípulos depois da ressurreição do Senhor, a história da Igreja em seus inícios. Nesse livro encontramos o relato por extenso de Pentecostes, acontecimento que dá origem à festa de hoje.

Pentecostes significa quinquagésimo dia. Cinquenta dias depois da Páscoa, os apóstolos com a Mãe de Deus recolheram-se no Cenáculo, a grande sala na qual o Senhor tinha celebrado a última ceia. Eles continuavam a recolher-se ali, depois da ascensão do Senhor, e sobre eles veio descer o Espírito Santo. Nesse dia tem início a história da Igreja no mundo. E, portanto começa também a história dos cristãos.

Desse acontecimento, o trecho do Evangelho nos apresenta somente uma antecipação: narra como Jesus prometeu aos apóstolos o dom do Espírito Santo, e lhes assegurou que nele haveriam de encontrar conforto, e dele receberiam tudo que deveriam conhecer para a sua missão. Era a tarde da Quinta feira Santa, depois da última ceia, durante o longo e comovente discurso de adeus de Jesus aos apóstolos. Vivendo perto de Jesus tinham percebido nele a presença do divino.

Pedro um dia tinha concluído também em nome dos outros: “Tu és o Filho de Deus, tu tens palavras de vida eterna.” Sentiam-se amados por Jesus, e o amavam também. Para segui-lo tinham abandonado casa, família, profissão, tudo. Mas Jesus lhes tinha advertido que um dia os deixaria. Daí o seu desencorajamento, sua desilusão. Por isso a promessa de Jesus: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre”.

A palavra usada por Jesus foi Paráclito que significa Consolador e também  Advogado, para que nas circunstâncias difíceis lhes sugerisse o que dizer diante dos homens e ainda nos tribunais.

Mas tudo isso se desenrolou na “Quinta Feira Santa”, no recolhimento da Última Ceia, na forma privada.

Ao invés, cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo se fez presente de forma sensível, manifesta, clamorosa, com sinais vistosos e surpreendentes. São Lucas fala de “um trovão, um vento impetuoso”. Fala de “línguas como de fogo, que pousavam sobre Maria e os apóstolos”.

Os apóstolos compreenderam bem aqueles sinais, acolheram o Espírito Santo, sentiram-se transformados interiormente, venceram todo o medo. Antes estavam escondidos no Cenáculo. Agora saem fora ao descoberto, falam em público e anunciam a todos o Evangelho.

Assim nasceu a Igreja, como realidade histórica que se radica nas cidades, nas nações e nos continentes, que percorre os séculos e os milênios. Uma experiência de homens em diálogo com Deus, que desde dois mil anos atravessa a história.

O protagonista é o Espírito de Jesus; protagonista na história da humanidade e na pequena história de cada um de nós. Do Espírito de Deus “está plena a terra”, desde a criação, a Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria, no perdão dos pecados, e no testemunho cristão. Um sentido de amor para a vida e aos irmãos que nasce do Espírito e nos faz imitadores de Cristo.

Dom Geraldo M. Agnelo

Cardeal Arcebispo de Salvador

 
 
 

Achei interessantíssimo este treco do Tractatus de São Zenão, bispo de Verona e mártir do 4º século.

Ele apresenta aos neófitos o horóscopo que devem observar após terem renascido pelo batismo.

“Portanto, irmãos, eis o vosso horóscopo. O primeiro a vos acolher não é Áries, mas o Cordeiro que não rejeita todo aquele que n’Ele crê. Ele revestiu a vossa nudez com o alvo candor de sua lã, com grande bondade derramou o seu leite bendito em nossos lábios que se abriam lamuriosos. Semelhantemente Ele, não como um Touro de pescoço soberbo, de cara agressiva, de chifres ameaçadores, mas como Vitelo ótimo, doce, carinhoso e manso, vos exorta a jamais buscar proteção em alguma atividade, mas a recolher – submetendo-vos sem malícia a sua canga e fecundando, submetendo-a a vós, a terra da vossa carne – nos celestes celeiros a rica safra das sementes divinas. E mediante os Gêmeos que seguem, isto é, mediante os dois Testamentos que vos anunciam a salvação, vos exorta a evitar sobretudo a idolatria, a impureza e a avareza, que é Câncer incurável. Mas o nosso Leão, como ensina o Gênesis, é o leãozinho cujos santos sacramentos celebramos, o qual, reclinando-se, adormeceu para vencer a morte e ressurgiu para conferir-se a imortalidade como dom de sua feliz Ressurreição. Segue-lhe na ordem Virgem, prenunciando Libra, para nos fazer conhecer por meio do Filho de Deus, encarnado e nascido da Virgem, que a equidade e a justiça foram trazidos à terra. Quem as observar constantemente e as administrar fielmente pisará, com pés incólumes, não direi o Escorpião, mas, como afirma o Senhor no Evangelho, todas as demais serpentes. Mas não deverá temer nem mesmo o próprio diabo, que é ferocíssimo Sagitário, armado de flechas incandescentes, constante causa de terror para os corações de todo o gênero humano. Porque assim diz o apóstolo Paulo: Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às insídias do diabo abraçando o escudo da fé, por meio do qual podeis repelir todos os dardos incandescentes do maligno. De fato, ele por vezes lança contra os infelizes o Capricórnio, de aspecto deformado, o qual, atacando com seu chifre, sopra de seus lábios pálidos a espuma fervente de suas veias, com apavorante destruição e terríveis efeitos, sobre todos os membros de quem lhe é prisioneiro. Torna alguns loucos, outros furiosos, outros homicidas, outros sacrílegos, outros cegos pela avareza. Seria longo descer aos particulares: ele possui diferentes e inúmeras artes para causar danos, mas todas elas, escorrendo com suas águas salutares, o nosso Aquário como de costume tornou vãs, sem grande dificuldade. Seguem-no necessariamente em uma única constelação os dois Peixes, isto é, os dois povos, Judeus e Gentios, que recebem a vida da água do batismo, marcados com um único sinal a fim de serem o único povo de Cristo.”

(Zenão de Verona, Trattati, a cura di G. Banterle e R. Ravazzolo, Città Nuova – Società per la conservazione della Basilica di Aquileia, Roma 2008, pp. 151-153.)

Tradução: OBLATVS

 
 
 

VATICANO, 29 Nov. 09 / 11:55 am (

ACI).- Ao presidir as primeiras vésperas do tempo de Advento, o Papa Bento XVI explicou seu significado de autêntica espera, ao mesmo tempo ativa, em que se busca cristo, porque com Ele toda vida humana cobra verdadeiro sentido “mesmo quando outros já não podem nos assegurar nenhum apoio, ainda quando o presente se torna fatigante”.

Ao iniciar sua homilia de ontem pela tarde na Basílica de São Pedro, o Santo Padre explicou que Advento provém da palavra latina adventus, que “pode traduzir-se como ‘presença’, ‘chegada’, ‘vinda’”. “Com a palavra adventus queria dizer substancialmente: Deus está aqui, que não se retirou do mundo, não nos deixou sós. Embora não o possamos ver nem tocar, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem nos visitar de múltiplas formas”, disse o Pontífice.

Então, prosseguiu o Papa, “o significado da expressão ‘advento’ compreende, portanto, também o de ‘visitatio’, que quer dizer simples e propriamente ‘visita’. Neste caso, trata-se de uma visita de Deus: Ele entra em minha vida e quer dirigir-se a mim. Todos experimentamos, na existência cotidiana, ter pouco tempo para o Senhor e pouco tempo também para nós. Acaba-se sendo absorvidos pelo ‘afazer”.

Seguidamente o Papa alertou sobre como “às vezes as coisas nos ‘atropelam’. O Advento, este tempo litúrgico forte que estamos começando, nos convida a determo-nos em silencio para perceber uma presença. É um convite a compreender que cada uma das vivencias do dia são sinais que Deus nos dirige, sinais da atenção que tem para com cada um de nós. Quão freqüentemente Deus nos faz perceber algo de seu amor!”

Bento XVI ressaltou logo que outro elemento fundamental do Advento é a espera que é ao mesmo tempo esperança.

“O homem, em sua vida, está em espera constante: quando é menino quer crescer; sendo adulto tende à realização e ao êxito e, avançando na idade, deseja o merecido descanso. Mas chega o tempo em que descobre que esperou muito pouco se, além de sua profissão ou de sua posição social, não fica nada mais por esperar. A esperança marca o caminho da humanidade, mas para os cristãos está animada por uma certeza: o Senhor está presente no transcurso de nossa vida, nos acompanha e um dia enxugará também nossas lágrimas. Um dia, não longínquo, tudo encontrará seu cumprimento no Reino de Deus, Reino de justiça e de paz”.

“Mas há formas muito distintas de esperar. Se o tempo não for repleto com um presente que tenha sentido, a espera corre o risco de tornar-se insuportável; sim esperamos algo, mas neste momento não há nada –quer dizer se o presente ficar vazio– cada instante que passa parece exageradamente longo, e a espera se transforma em um peso muito grave, porque o futuro fica totalmente na incerteza. Entretanto, quando o tempo está dotado de sentido, e em cada instante percebemos algo específico e válido, então a alegria da espera faz que o presente seja mais precioso”.

Depois de reiterar que o Advento se converte então em “ocasião para voltar a despertar em nós o sentido verdadeiro da espera, voltando para o coração de nossa fé, que é o mistério de Cristo”, o Papa sublinhou que “também nós podemos dirigir-lhe a palavra, apresentar-lhe os sofrimentos que nos afligem, nossa impaciência, as perguntas que brotam de nosso coração”.

“Estejamos seguros de que nos escuta sempre! E se Jesus estiver presente, já não existe nenhum tempo sem sentido e vazio. Se Ele estiver presente, podemos seguir esperando, ainda quando outros já não podem nos assegurar nenhum apoio, ainda quando o presente se volta fatigante”.

“Queridos amigos, o Advento é o tempo da presença e da espera do eterno. Precisamente por esta razão é, em especial, o tempo da alegria, de uma alegria interiorizada, que nenhum sofrimento pode cancelar. A alegria pelo fato de que Deus se fez menino”.

“Esta alegria, invisivelmente presente em nós, nos alenta a caminhar confiantes”, concluiu o Papa pedindo à Virgem Maria que “nos obtenha a graça de viver este tempo litúrgico vigilantes e ativos na espera. Amém!”

 
 
 
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