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A Doutrina Importa?

Sim, a doutrina importa. Alguns têm dito que a doutrina não importa desde que “se peça a Jesus em seu coração”. Contudo esta afirmação não concorda com a Bíblia. Em Sua oração no Jardim das Oliveiras (Jo 17), Jesus rezou para que todos fossem um. Isto quer dizer: em proposta, amor e doutrina. Na carta de São Paulo aos Gálatas, ele escreve:

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição , discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus” (Gal 5,19-21).

A palavra “partidos” é traduzida aqui e ali como “heresias”, que é a transliteração da palavra grega latente. Paulo iguala heresia e dissensão com idolatria e imoralidade. Diz que heréticos não herdarão o Reino de Deus, tanto quanto uma pessoa idólatra ou sexualmente imoral. Paulo usa palavras muito fortes. A Timóteo, Paulo escreveu:

“Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante (e não entende nada”). (1Tim 6,3-4).

Para citar Lutero, “nada é senão algo mesquinho”. Paulo fala acerca de não compreender senão algo mesquinho. Paulo diz que eles não entendem “nada” – nada sobre Cristo. Há mais de 20.000 denominações protestantes. Por que o que umas ensinam como verdade, outras ensinam como erro?

Sua igreja vem ensinando a mesma doutrina há 2.000 anos? Ou é uma divisão de uma divisão, de uma divisão “ad nauseam”, que ensina sua própria interpretação que não tem fundamento na Cristandade histórica? Como um apêndice: onde a Bíblia diz que nós devemos pedir a Jesus dentro de nosso coração?

Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal.

 
 
 

Introdução


Em muitos de nossos artigos temos falado sobre como a Sola Scriptura tem colaborado para a divisão doutrinária no Protestantismo. Em contrapartida os protestantes afirmam que a Sagrada Tradição não trouxe para o Catolicismo a unidade doutrinária. E utilizam esta afirmação como desculpa para continuarem professando a Sola Scriptura. Em suma a lógica protestante é esta: a Sagrada Tradição não trouxe unidade doutrinária ao catolicismo então não há motivo para abandonar a Sola Scriptura e/ou aceitar a Sagrada Tradição. Vejamos se este argumento levantado por nossos contendores é válido.

Primeira análise: análise da corroboração histórica e bíblica

Para verificarmos se há verdade na Sola Scriptura devemos verificar se ela foi ensinada pelos Santos Apóstolos. Se examinarmos os escritos dos Pais da Igreja, não acharemos lá a Sola Scriptura. Acharemos sim, eles defendendo a Fé utilizando as Escrituras, mas isso não é Sola Scriptura como alguns sugerem. Da mesma forma os encontraremos defendendo a Fé utilizando o ensino oral dos Apóstolos, ou o que no catolicismo é chamado de Sagrada Tradição.

Nem na Bíblia encontramos a Sola Scriptura, encontraremos sim, versículos dizendo que Escritura é útil para ensinar, exortar na fé. E isso também não é Sola Scriptura. Da mesma forma encontraremos versículos testemunhando que tanto o ensino oral dos Apóstolos também é Palavra de Deus ao lado das Sagradas Escrituras.

Tanto o testemunho histórico quanto o bíblico nega a Sola Scriptura e por isto é suficiente para que esta doutrina humana seja abandonada do meio Cristão; o que não acontece com a Sagrada Tradição que é corroborada por ambos.

Segunda análise: análise da divisão doutrinária católica

Os protestantes normalmente chamam de divisão católica a opinião dos Bispos católicos sobre as questões de fé e moral. Devo informar que a opinião de qualquer clérigo, seja qual for (diácono, padre, Bispo ou Papa) não é doutrina católica. A doutrina católica não é formada pelo conjunto dos pensamentos dos ministros da Igreja, mas sim da Verdade Revelada por Cristo e pelos Apóstolos (Sagrada Tradição e Sagrada Escritura), pelo ensino dos Concílios Ecumênicos e Decretos Papais (Sagrado Magistério), que é claro tem a colaboração de seus clérigos. A síntese de tudo isto pode ser encontrado, por exemplo, no Catecismo da Igreja Católica ou nas Cartas Apostólicas dos Papas.

Desta forma, não pelo fato de existirem (infelizmente) Bispos de orientação TL (Teologia da Libertação) que faz a TL doutrina Católica. A Doutrina Católica possui um corpo bem definido, com fronteiras bem conhecidas pelas quais é possível afirmar se um Bispo lhe é fiel ou não, se está ou não respeitando-a quando ensina algo em nome da Igreja.

Outros protestantes apontam como divisão da doutrina católica a diferença doutrinária entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. O leitor não deve confundir diferença doutrinária com diferença disciplinar.

A doutrina é o conjunto dos ensinamentos sobre a Fé e a Moral e é imutável. A disciplina é o conjunto de normas que regulam as atividades e a vida religiosa da Igreja, e é mutável. Exemplificando, a fé na Trindade é dogma da Igreja, é faz parte da sua doutrina, e não pode ser mudado, a Igreja manhã não pode dizer que Maria faz parte da Trindade (como alguns malucos andaram sugerindo…). O Celibato dos Padres é uma norma disciplinar, a Igreja amanhã poderá mudar isso e autorizar o casamento dos Padres.

A Igreja Católica é formada por todas as dioceses (1) em plena comunhão com o Bispo de Roma. A Igreja Católica devido à diferença de rito e/ou disciplina classifica-se em Igreja Latina (de rito e disciplina Romanos) e Igreja Oriental (de rito e disciplina Orientais, como a Igreja Católica Melquita, Igreja Católica Maronita, etc). As dioceses chefiadas por Bispos cismáticos (legítimos sucessores dos apóstolos mas que não estão com plena comunhão com o Bispo Romano) fazem parte da Igreja Católica, mas sim da Igreja Ortodoxa, por isso não podem ser chamados de católicos já que não fazem parte da comunhão católica, são tão somente Igrejas Particulares (2). Assim enganam-se aqueles que imaginam uma divisão doutrinária no Catolicismo.

Contextualizando isso, há sim, diferenças doutrinárias entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. Por exemplo, a grande maioria dos católicos ortodoxos não aceitam a Infabilidade do Bispo de Roma, outros não aceitam as duas naturezas de Cristo (monofisistas) e ainda há aqueles que dizem que o Espírito Santo procede somente do Pai e não também do Filho.

A diferença doutrinária entre Católicos e Ortodoxos é ínfima se comparada com a diferença doutrinária existente entre as milhares de denominações protestantes. A estrada que divide a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa é curta, o que torna a unidade doutrinária entre ambas possível. Há muitos esforços da Santa Sé neste sentido. Já no protestantismo o desejo do Senhor de que todos sejam um (cf. Jo 17,11. Jo 17,21-22) torna-se praticamente é impossível.

Depois do Cisma do Oriente, o desenvolvimento (não invenção) da doutrina que se dava em comunhão entre todos os Bispos, desde o Concílio de Jerusalém, acontecia de forma separada entre Igreja Católica e Ortodoxa. Daí que tem origem as divergências doutrinárias hoje existentes entre as duas Igrejas.

Este delta doutrinário poderia ser maior se não fosse pela Sagrada Tradição, que tem exercido a função de uma verdadeira liga, já que tanto a Igreja Católica como a Igreja Ortodoxa guardam (também) como Palavra de Deus a mesma Sagrada Tradição, e a utilizam como fundamento para o desenvolvimento de suas doutrinas (3).

Conclusão

A atual desculpa protestante para continuar no erro da Sola Scriptura não se sustenta pela análise da corroboração histórica e bíblica, já que esta doutrina não encontra amparo na memória cristã e nem na própria Sagrada Escritura.

Também não se sustenta pela análise da divisão doutrinária católica. Embora a Sagrada Tradição não tenha impedido a divisão doutrinária entre Católicos e Ortodoxos, pela própria natureza desta divisão (como anteriormente foi exposto), ela não corrobora com isto, ao contrário da Sola Scriptura ( já que embute em si própria a dourina do Livre Exame, que faz de cada cristão o seu próprio mestre e professor.). É exatamente a Sagrada Tradição que torna possível que cristãos católicos e ortodoxos se encontrem, caminhando a pé pela estrada que os separa.

Notas

(1) Uma diocese ( do latim diocesis) é uma organização com base territorial que abrange determinada população sujeita á autoridade e administração de um Bispo legítimo, isto é ordenado através da sucessão dos Apóstolos.

(2) “É católica toda a Igreja particular (isto é, a diocese e a eparquia), formada pela comunidade de fiéis cristãos que estão em comunhão de fé e de sacramentos seja com o seu Bispo, ordenado na sucessão apostólica, seja com a Igreja de Roma, que «preside à caridade» (S. Inácio de Antioquia).” (Catecismo da Igreja Católica Compêndio no. 167. ver também CIC 832-835).  A Igreja Particular perde sua catolicidade se não está integrada à Comunhão Católica.

(3) O desenvolvimento doutrinário tanto da Igreja Católica quanto da Igreja Ortodoxa também se apóia na Sagrada Escritura.

 
 
 

Entrevista com o presidente da Comissão diocesana da Ostensão 2010

Por Chiara Santomiero

TURIM, quarta-feira, 14 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Com o começo da Solene Ostensão do Santo Sudário, ZENIT pediu ao monsenhor Giuseppe Ghiberti, presidente da Comissão diocesana do Sudário, que explique o valor religioso do véu que, segundo a tradição, teria envolvido o corpo de Jesus antes da Ressurreição.

–Somente uma resposta positiva sobre a autenticidade do Santo Sudário legitima a relação religiosa entre o crente e este objeto? –Monsenhor Ghiberti: O problema da justificação da relação religiosa com o Sudário é visto de diversas maneiras. Não são poucas as pessoas que consideram que somente a segurança de sua autenticidade dá legitimidade a sua veneração por parte dos fieis. A teoria oposta afirma por outro lado: trata-se de um objeto venerável e portanto é autêntico.

Ambas posições não parecem convincentes. A relação religiosa do fiel com o Santo Sudário, quer dizer, de uma pessoa que viveu em uma tradição na qual a pessoa e as circunstâncias da vida de Jesus são centrais, nasce ao se dar conta – no momento em que se aproxima do manto – que há uma perfeita correspondência entre o que é visto e o que se refere ao relato evangélico a propósito da Paixão de Jesus.

Pode-se qualificar como uma “função precursora”. São João Batista afirmava a respeito de Jesus: ”Ele deve crescer e eu diminuir. Ele é o Esposo, e eu, o amigo do Esposo”; para o Sudário é o mesmo, em sua pobreza está sua nobreza, porque seu valor não está no que é, mas sim ao que remete.

Há um caráter pré-científico nesse tipo de relação com o Sudário. Nesse ponto, ainda não estabeleço questionamentos sobre sua autenticidade: simplesmente tomo a mensagem que dele emana e que consiste em uma referência ao relato evangélico da Paixão.

Só em seguida eu pergunto à ciência se nesse manto esteve o corpo de Jesus. Isso para o meu coração é importantíssimo. Na ciência estou, portanto, interessado, mas não sou influenciado por ela. Essa forma de raciocínio creio que oferece uma proposta precisa e, aceitando-a, estou muito mais livre.

–Portanto, o Santo Sudário tem uma função auxiliar para a fé? –Monsenhor Ghiberti: Quando se adquire esta liberdade interior – e olha que eu sou um “fã” da autenticidade do Sudário!” – o resultado não influi na recepção da mensagem. Devemos perguntar: Qual o significado do Santo Sudário para mim, para a pastoral, para a Igreja?

As coisas estão ligadas umas às outras. O Sudário não é certamente objeto de fé, são outras as verdades fundamentais em que acreditar. João Paulo II o disse claramente na ostensão de 1998. Mas me ajuda a acreditar. É que um desses meios que o Senhor põe no caminho de seus filhos para chamá-los a Si. Não é necessário – há muitos cristãos que foram santos sem o Sudário, bastou o Evangelho e sua consciência –, mas da mesma forma que o Senhor quis que estes fossem meus pais e que este fosse meu caminho na vida, Ele quis que eu deparasse o Sudário e, como eu, muitas pessoas.

Essas são cada vez mais, talvez porque a cultura de nosso tempo tenha uma maior sensibilidade para a imagem, apesar de que seja muito distinta das que são celebradas hoje: ainda que pelas dimensões harmoniosas corporais se pode notar que o do Santo Sudário é um homem bonito, trata-se contudo de um corpo destruído pela tortura.

As pessoas sempre pedem para permanecer mais tempo diante do manto, mas quem pode estar diante dele por mais tempo, como aconteceu comigo, deve se esforçar para não fugir, porque é um testemunho de sofrimento indescritível. A dor que transparece através dele, em uma civilização da imagem como a nossa, é mais eloquente que muitos discursos. João Paulo II, nessa mesma ocasião, disse: “Não poderia nos amar mais”.

–Ícone ou relíquia? –Monsenhor Ghiberti: O primeiro a usar a terminologia de ícone foi o cardeal Ballestrero e lhe criticaram por usar um escamotage, um conceito para evitar a pronúncia de relíquia no momento em que se proclamavam os resultados do carbono 14 que conduzia à datação da Idade Média, para resguardar sua santidade. Essa é uma polêmica injustificada. O conceito de ícone é útil não só para evitar o problema da autenticidade, porque ainda que essa não se demonstrasse, não haveria dificuldade em usá-lo. Porém o problema hoje é poder usar o conceito de relíquia, ou seja, de objeto que teria contato com Jesus.

No jogo entre os dois conceitos, o de ícone tem algo mais e algo a menos. Tem a vantagem de não ter de se expressar com respeito ao contato físico com o corpo de Jesus – sem negá-lo, não se pronuncia nesse aspecto –;  no menos, adverte-se como um conceito um pouco mais distante. O conceito de relíquia tem a desvantagem de antecipar, no sentido comum, conclusões que ainda não foram dadas.

Ainda que em uma acepção ampla de termo, relíquia pode indicar algo que teve referência com um santo sem necessariamente supor contato físico. Nesse sentido, é um termo que se pode utilizar também para o Sudário, especificando o significado com o qual se usa.

A teologia do ícone tem uma grande densidade de significado enquanto que expressa, segundo a tradição do uso que está presente na Escritura e no cristianismo antigo, o conceito de uma semelhança que tende inclusive à identificação com o ponto de partida.

–Pode-se dizer que essa incerteza sobre a autenticidade do Sudário tem em si uma função educativa que Deus oferece aos crentes? –Monsenhor Ghiberti: É um dos aspectos da pobreza que é característica do mistério da Encarnação. Se algo nos diz este mistério, é o escondimento da divindidade no corporeidade, o aspecto mais tangível da presença de uma pessoa humana. Ao tomar o Sudário como ajuda para a fé, mas sem libertá-lo das incertezas científicas, Deus nos convida a concentrar no essencial da mensagem, que remete a seu Filho, encarnado em um corpo, morto e ressuscitado. Também na pobreza dos sinais que estão no estilo de Jesus, que servem de instrumentos “frágeis” para converter os corações.

–Por um lado está o milhão e meio de peregrinos inscritos para a ostensão, por outro há ceticismo sobre o Sudário entre muitos crentes: por que na incerteza é mais fácil acreditar que ele não é autêntico, mais que o contrário? –Monsenhor Ghiberti: Teria de perguntar se muitos crentes acreditam verdadeiramente nas verdades de fé como a Ressurreição e a presença real de Jesus na Eucaristia. É muito difícil, quando se trata de acolher na consciência os conteúdos dessas afirmações fundamentais da fé, dizer “eu creio”. Mesmo alguns que vão à Igreja regularmente talvez pensem que são modos de falar.

O aspecto extraordinário, com o passar dos anos, torna-se convidativo relativizar; cada um que vive uma quantidade de experiências que não são em si extraordinárias, e o que não passou em minhas experiências coloco entre parênteses e excluo. Algo semelhante acontece com a fé. No momento em que sinto o convite para acreditar, digo sim, sei que é um convite para ir além, só que à medida que o tempo passa, tiro do coração o que me havia lançado a ir além.

Quando, como na minha idade, em que se aproximam os últimos momentos da vida, o pensamento de um futuro no qual esta minha realidade tem uma transformação beatificante não é fácil de confirmar nem de aceitar. Acreditar é um processo de conquista que tem suas dificuldades e suas alegrias em todas as idades, e não me surpreende que a respeito do Santo Sudário suceda algo semelhante. É mais preocupante para as verdades da fé. O Sudário eu posso colocá-lo entre parênteses: talvez eu fique mal, porque perco uma ajuda, mas o Senhor não me pedirá contas disso, como me pedirá se eu renunciar a uma ou mais verdades de fé. Trata-se, contudo, de âmbitos que apresentam semelhanças. Acontece que o que serve para a fé tem as mesmas dificuldades que a própria fé para ser aceita.

–O que pode se recomendar aos peregrinos, qual atitude, como abordar esse mistério?

–Monsenhor Ghiberti: Para se desejar surpreender por essa realidade é necessário se empenhar em silêncio, renunciar os comentários, viver este momento de modo pessoal. É necessário também cuidar da preparação, para não ficar completamente em falta.

Para que não se limite a uma emoção, existe a possibilidade de se dirigir à capela da adoração, ou encaminhar-se à confissão. Muitos voltam a cruzar o portão central da catedral para ficar diante do Santo Sudário com mais calma, ainda que de longe.

Isso se refere ao amor infinito de Jesus: esta é a mensagem acima de todas as considerações possíveis.

 
 
 
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