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  • A IGREJA E A CIÊNCIA e o HELIOCENTRISMO (O PROBLEMA COM COPÉRNICO E GALILEU)

    Vamos começar a saga “desmentindo as mentiras Protestantes”, lembrando que a obra de Copérnico fora até dedicada ao Sumo Pontífice (Papa Paulo III). A razão dessa tolerância por parte da Igreja é que ambos se limitaram a tratar da questão sob o exclusivo ponto de vista científico, sem que introduzissem aí considerações acerca das Sagradas Escrituras. vamos recorrer a alguns escritores bastante conhecidos, e que não são Católicos, parece que não ser católico é uma condição especial para os escritores sobre a história, isso na ótica Protestante. Vamos lá, Terá sido apenas coincidência que a ciência moderna desenvolvesse em um ambiente em ampla medida católico, ou houve alguma coisa no próprio catolicismo que possibilitou o seu progresso? O simples fato de levantarmos está questão já significa transgredir as fronteiras da opinião em voga. No entanto, são cada vez em maior número os estudiosos que a levantam, e as suas respostas podem surpreender-nos. Não é um assunto secundário. Na mentalidade popular, a alegada hostilidade de Igreja Católica para com a ciência talvez continua o seu principal ponto fraco. O caso Galileu, na versão deturpada com a qual a maior parte das pessoas está familiarizada, é largamente responsável pela crença tão difundida de que a Igreja obstruiu o avanço da pesquisa científica. Porém, ainda que esse caso tenha sido bem menos ruim do que as pessoas pensam, o cardeal John Henry Newman, famoso converso do anglicanismo do século XIX, achou revelador que seja esse praticamente o único exemplo que sempre acode à mente das pessoas quando se pensa na relação entre a Igreja e a ciência, sobre o caso Galileu, vamos fazer um texto só abordando esse evento. Os historiadores afirmaram, durante várias gerações, que quando Copérnico propôs o modelo heliocêntrico do sistema solar no séc. XVI, marcou o início de uma revolução científica. Mas a verdade é que foi uma evolução, e não uma revolução. Copérnico apenas deu o passo lógico na cosmologia da época, e o desenvolvimento da ciência renascentista foi a culminação de um processo gradual nos séculos anteriores. Para descrever a evolução rumo ao sistema solar heliocêntrico, é melhor começarmos com os gregos. Os gregos acreditavam que os vácuos eram impossíveis e que o espaço estava cheio de matéria transparente. Portanto, os astros celestes tinham de superar a fricção provocada pela matéria transparente para continuarem a se mover, o que requeria uma aplicação de força continua. Alguns gregos resolveram o problema ao conceber os astros celestes como deuses a percorrer destinos. Outros sugeriram a existência de seres sobrenaturais que empurravam cada esfera. A necessidade de ter alguém pra empurrar os astros terminou com Jean Burridan(1300-58, reitor da universidade de Paris, antecipou a primeira lei do movimento, de Newton. Burridan disse que o espaço é um vácuo, e que a certa altura Deus pôs os astros celestes em movimento; esse movimento não decresceu nem se corrompeu depois porque os astros celestes não desejam outros movimentos. Também não existe resistência para corromper ou reprimir esse ímpeto. Burridan também sugeriu o próximo passo lógico que levaria ao movimento de Copérnico: afirmou que a terra gira sobre seu próprio eixo, mas foi outro reitor da universidade de Paris, Nicolau d’oresme (1325-82), o mais brilhante de todos os cientistas escolásticos, a formular a teoria. O trabalho de d’oresme é matemático, e levantou a possibilidade de todos os subsequente trabalhos de mecânica e astronomia. Depois foi a vez do bispo Nicolau de Cusa ,(1401-64 postular que esteja um homem sobre a terra, ou sobre o sol, ou sobre outra estrela qualquer, parecerá que sempre a sua posição é o centro imóvel, e que todas as outras coisas estão em movimento. Segue-se que as pessoas deviam desconfiar da percepção de que a terra seja privilégio imóvel; talvez não o seja .a partir daqui, é fácil propor que a terra gire ao redor do sol. Copérnico conhecia as teorias da baixa idade média. Não foi uma figura religiosa isolada, trabalhando sozinho numa parte remota da Polônia, como é tantas vezes retratado, mas um dos homens mais bem instruídos da sua geração, educado nas universidades de Cracóvia, Bolonha, Pádua e Ferrara. Houve tanto progresso na chamada”Idade das trevas”, que no século XIII, a Europa já estava a frente de Roma e da Grécia, e do resto do mundo. Por que? principalmente porque o cristianismo sempre ensinou que o progresso é natural e que surgirão sempre novas invenções. Bibliografia: Thomas Woods, Rodney Stark #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Históriadaidademédia #HistóriadaInquisição

  • A IGREJA, A CIÊNCIA E O HELIOCENTRISMO

    Você por muitas vezes, já deve ter ouvido falar que a igreja era contra a teoria de Copérnico, mas na verdade quem era contra era o senhor Martinho Lutero, até ofensas proferiu contra Copérnico, vamos ver um pouco dessa história até Galileu Galilei, serão mais dois textos pra mostrar que os inimigos usam de mentiras pra difamar a igreja, diferente de blogs Protestantes, usamos de honestidade e de referência de historiadores. O papel da Igreja medieval em fomentar a ciência e o progresso. Aqui, abordaremos primeiramente a história da teoria heliocêntrica e a atitude da Igreja no começo da era moderna com relação à ciência e aos cientistas. Em seguida, trataremos daquele que se tornou um dos casos de tribunal mais conhecidos e infames da História. A principal questão em jogo no drama de Galileu Galilei referia-se ao que ocorre nos céus: se a Terra está parada no centro do universo e o Sol e os planetas orbitam ao seu redor, ou se é a própria Terra que orbita em torno de outros corpos celestes. Para nós, o assunto dificilmente parece ter tanta importância a ponto de inflamar uma furiosa controvérsia (que persiste até hoje). Certamente isso nunca tinha ocorrido antes do século XVI, mas naquela época de descobertas, as ciências naturais – incluindo a astronomia – haviam se tornado a paixão (ou hobby) de muitos intelectuais, incluindo monges, cardeais e papas. Galileu não foi o primeiro a teorizar sobre os céus. Antigos astrônomos gregos haviam desenvolvido teorias sobre o movimento celeste. Ptolomeu, Aristóteles e outros adotaram versões da teoria geocêntrica, que situa a Terra como o centro fixo ao redor do qual os outros corpos do nosso sistema solar orbitam. A versão de Ptolomeu provou ser tão precisa na explicação sobre a posição das estrelas que ainda é útil para fins de navegação: foi uma teoria que teve aplicabilidade, 0 primeiro defensor conhecido da teoria heliocêntrica – a ideia de que o Sol é o centro do nosso sistema solar – foi Aristarco no século III a.C. O seu novo sistema, no entanto, não foi aceito no mundo grego. Não funcionava para fins práticos tão bem como a teoria de Ptolomeu, e lhe faltavam as órbitas perfeitamente circulares com centros imóveis, que o pensamento grego preferia. Provavelmente alguns pensadores medievais não estavam satisfeitos com os sistemas de Ptolomeu e Aristóteles, e se encontra uma pista disso em um comentário de São Tomás de Aquino, citado no Capítulo 2, no qual ele diz que não somos obrigados a acreditar nas teorias dos astrônomos, pois poderia haver outras explicações para os movimentos dos corpos celestes. Os últimos físicos da Idade Média, como Jean Buridan, em cujo trabalho Newton se baseou, provavelmente tiveram as mesmas reservas. Foi somente na época de Copérnico, no começo do século XVI, que a teoria heliocêntrica foi novamente trazida ã tona, elaborada e publicada. Nicolau Copérnico foi um clérigo polonês, um cônego envolvido em administração eclesiástica e também professor formado era direito e medicina. A teoria dele situava o Sol, e não a Terra, no centro do universo. Copérnico e seus superiores religiosos estavam conscientes de que certas referências bíblicas aos Céus pareciam ser baseadas na imobilidade da Terra e no movimento do Sol e das estrelas ao redor da Terra. Apoiar uma teoria científica que pudesse ser vista como contraditória às Escrituras era algo delicado; contudo, geralmente aceitava-se que boa parte das Escrituras possuía outros sentidos além daquele estritamente literal. Um dos críticos mais virulentos de Copérnico foi Mar- tinho Lutero, que não mediu palavras em suas críticas. Chamando Copérnico de “tolo”, Lutero notava que, na Bíblia, Josué “ordenou que o Sol parasse, e não Terra.” Outros críticos defendiam que a Terra não podia se mover no espaço tão rápido como Copérnico dissera, por causa do seu tamanho, e que, se a Terra estivesse rodando, isso deveria resultar em movimento traseiro na queda de objetos, em vez de queda diretamente para baixo, partindo do ponto do qual os objetos foram jogados, Eles questionavam como a Lua podia orbitar a Terra e o Sol ao mesmo tempo, e se perguntavam por que as coisas simplesmente não caíam com a movimentação da Terra, Essas não eram perguntas estúpidas, e algumas delas só seriam respondidas no século seguinte, quando Newton analisou o conceito de gravidade e o aplicou à astronomia. Enquanto isso, Joahannes Kepler, baseando-se nas observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, refinaria a teoria de Copérnico para torná-la mais plausível (isso causou a ira de protestantes da Universidade de Tübingen, a ponto de Kepler ter de pedir refúgio aos jesuítas em 1596,) Galileu A controvérsia de Galileu centrou-se em torno do trabalho do astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Alguns estudiosos modernos de Copérnico afirmam que era padre, mas não existe nenhuma evidência direta de que tivesse chegado a receber as ordens maiores, embora tivesse sido nomeado cônego do cabido de Frauenburg no final da década de 1490. Fosse qual fosse o seu estado clerical, porém, o certo é que nasceu e se criou em uma família profundamente religiosa, na qual todos pertenciam à Ordem Terceira de São Domingos, a associação de fiéis vinculada à Ordem que estenderá aos leigos a oportunidade de participar da espiritualidade e da tradição dominicanas. Como cientista, Copérnico era uma figura de renome nos meios eclesiásticos, tendo sido consultado pelo V Concílio de Latrão (1512-1517) sobre a reforma do calendário. A pedido dos amigos, de colegas acadêmicos e de vários prelados, que o insitavam a publicar o seu trabalho, Copérnico acabou por ceder e publicou seis livros sobre as Revoluções das Órbitas Celestes, que dedicou ao papa Paulo III, em 1543. Antes ainda, em 1531, tinha redigido para os amigos um sumário do seu sistema heliocêntrico que viris a atrair as atenções até do papa Clemente VII; este concordaria o humanista e advogado Johann Albert Widmanstadt a dar uma conferência pública no Vaticano sobre a terra, ficando muito bem impressionado com o que ouviu. Continua Bibliografia: Thomas Woods e Diane moczar #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Históriadaidademédia #HistóriadaInquisição

  • Dossiê Frei Betto – O “Papa” das CEBs

    Chegou a hora de conhecer o “papa” das CEBs: Frei Betto, dono de idéias aberrantes. Sua presença confirma a gravidade e a politização da 14ª Intereclesial das CEBs em Londrina. NÃO PERCA! PT e a Igreja: Novas evidências: Arquidiocese de Londrina: (43) 3371-3141 Nunciatura Apostólica no Brasil: (61) 3223-0794 e 3223-0916 E-mail Nunciatura Apostólica no Brasil: nunapost@solar.com.br APOIA-SE: https://apoia.se/bernardokuster Facebook: https://www.facebook.com/bernardopkuster Twitter: @bernardopkuster Instagram: bernardo_kuster #Comunismo #corrupção #heresias

  • O DIA EM QUE A VIRGEM MARIA APARECEU PARA SÃO GREGÓRIO DE NISSA

    NeoCaesarea (Ásia Menor) (238) A Virgem Maria e o Apóstolo João apareceram para São Gregório (213-270), antes de ser ordenado bispo de Neocaesarea. O apóstolo, a pedido de Maria, forneceria todos os esclarecimentos necessários ao Santo em torno das questões teológicas, particularmente sobre o mistério da Trindade, então sujeito de forte controvérsia. Fonte: Gamba, Mario. “Apparizioni mariane nel corso di due millenni” 1999 Ediz.Segno Story A primeira aparição mariana registrada foi para São Gregório, Bispo de Neocesarea, morto em 270 dC. O relato de sua visão é preservado por São Gregório de Nissa na vida do grande teólogo: … Mais uma vez [Gregório] ficou aterrorizado e virou o rosto, incapaz de suportar sua visão. A visão foi especialmente surpreendente, já que a noite estava sombria, pois parecia algo como uma luz iluminada por outra luz. Como ele não podia olhar para esse espetáculo, ele ouviu falar daqueles que lhe apareceram falando em detalhes sobre o que ele estava procurando. Não só ele foi reverenciado em relação ao verdadeiro conhecimento da fé, mas reconheceu os nomes de cada homem que apareceu quando eles se chamavam por seus respectivos nomes. Afirma-se que esta visão de uma forma feminina disse [Gregório] que o evangelista João foi exortado a manifestar o mistério da verdade a um jovem, dizendo que ela foi escolhida para ser a mãe do Senhor que ela apreciava. Ele também disse que essa visão adequada desapareceu de sua visão. Ele imediatamente foi ordenado a escrever esta revelação divina e, depois, proclamá-la na igreja. Desta forma, tornou-se para os outros um legado divinamente dado através do qual as pessoas podem repelir qualquer maldade de heresia. As palavras dessa revelação são as seguintes: Um Deus, Pai da Palavra viva (que consiste de sabedoria, poder e que é o padrão eterno), o Criador perfeito de quem é perfeito, Pai do Filho Unigênito. Um só Senhor, daquele que está sozinho, Deus de Deus, padrão e imagem da divindade, Palavra poderosa, sabedoria que engloba tudo, verdadeiro Filho do Pai verdadeiro, imortal [Filho] do Pai imortal e eterno [Filho] Do eterno [Pai]. Um Espírito Santo cuja vida é de Deus e que se manifestou através do Filho (assim como aos homens), imagem perfeita do Filho perfeito, fonte viva daqueles que estão vivos, santo provedor de santidade em quem Deus Pai apareceu É acima de tudo e, em tudo, Trindade perfeita a quem pertence glória, eternidade e realeza que nunca pode mudar. (Assim, a Trindade não é criada, tem algo mais que afirma ser o primeiro, nem existe qualquer coisa que possa ser introduzida posteriormente. Do mesmo modo, o Filho não carece do Pai, nem o Espírito não possui o Filho, antes, a Trindade para sempre Permanece imutável e constante.) De acordo com Gregório de Nissa (+ 394), a Santíssima Virgem Maria e o apóstolo João apareceram em 231, para São Gregório, (213, aproximadamente 270). Gregório, junto com seu irmão Athenodoros, era um pupilo de Orígenes e naquela época estava engajado em pesadas discussões teológicas. Uma noite, ele teve uma visão extraordinária: viu um homem velho, vestido com roupas dignas, que, com uma voz suada, apontaram para uma mulher muito mais bonita e majestosa do que conhecida pelo homem; Gregório reconheceu isso como a aparição da Santíssima Virgem Maria. A natureza extraordinária da aparição era que, apesar de estar no meio da noite, uma luz brilhava nessas figuras, como se uma lâmpada estivesse acesa. Incapaz de suportar com seus olhos humanos a aparência e a luz, Gregory fechou os olhos e sentou-se sozinho, ouvindo aquela que havia aparecido e que certamente era a Mãe de Deus. João Evangelista (o velho), então, para agradar a Maria, deu a Gregório explicações detalhadas sobre questões de doutrina religiosa, assunto de forte disputa em que ele estava ativamente envolvido. Depois de fornecer esse esclarecimento, os dois desapareceram. Gregório era de uma família pagã distinta. Nasceu em Neocaesarea, Ponto, e estudou direito lá. Cerca de 233, ele e seu irmão, Athenodorus, acompanharam sua irmã, que se juntou ao marido em Cesaréia, na Palestina, enquanto continuavam em Beirute para continuar seus estudos de direito. Eles conheceram Orígenes e, em vez de ir para Beirute, entraram em sua escola em Cesaréia, estudaram teologia, foram convertidos ao cristianismo por Orígenes e se tornaram seus discípulos. Gregório retornou a Neocaesarea por volta de 238, pretendendo praticar a lei, mas foi eleito bispo pelos dezessete cristãos da cidade. Logo se percebeu que ele estava dotado de poderes notáveis. Ele pregou com eloqüência, fez tantos conversos que ele conseguiu construir uma igreja, e logo foi tão conhecido pelos seus milagres que ele tinha o nome de Thaumaturgus (o trabalhador de maravilhas). Ele era um árbitro muito procurado por sua sabedoria e conhecimento e habilidade jurídica, aconselhou seu bando a se esconder quando a perseguição de Decius aos cristãos estourou em 250 e fugiu para o deserto com seu diácono. Em seu retorno, ele ministrou seu rebanho quando a praga atingiu sua Sé e quando os godos devastaram o Ponto, 252-254, que ele descreveu em sua “Carta Canônica”. Ele participou do sínodo de Antioquia, 264-265, contra Paulo de Samosáta, e lutou contra o sabelianismo. É relatado que na sua morte em Neocaesarea, apenas dezessete incrédulos foram deixados na cidade. Ele é invocado contra inundações e terremotos (ao mesmo tempo ele supostamente parou a inundação de Licus. Ele escreveu um panegírico para Orígenes, um tratado sobre o Credo, e uma dissertação dirigida a Theopompus; São Gregório de Nissa escreveu um panegírico para Gregory Thaumaturgus. St. Gregory, apelidado de o fazedor de milagres , nasceu no início do século em Neocaesarea. Seus pais, distinguidos por sua nobreza e riqueza, mas idólatras, levaram ele e seu irmão Athenodorus em superstições pagãs. Mas a Divina Providência tinha predeterminado para fazer dois grandes luminares da Igreja, determinando que mesmo as crianças encontram a verdade e a verdadeira religião. Dotada de grande percepção e de uma sede inextinguível de conhecimento, Gregory foi convidado para participar da escola de filosofia do famoso Orígenes. À luz dessas lições tão eloqüentes, sua mente lógica estava acesa e logo queria ser batizada. Profundamente especialmente no estudo da Sagrada Escritura, ele resolveu dedicar-se inteiramente ao serviço divino e renunciar a cada benção terrena. Na verdade, enquanto ele estava em Cesaréia, A morte dos pais sequestrados, e ele era mestre de muitas riquezas, era parte de viúvas e órfãos e se aposentou em uma solidão. A penitência, a oração e o estudo da Bíblia eram seus grandes meios para ascender à contemplação e à perfeição. Ele não podia, no entanto, permanecer desconhecido, porque a fama de suas virtudes e seus conselhos chegavam aos ouvidos do santo bispo Photinus, aquela revelação especial do Espírito Santo, queria que ele brilhasse no candelabro da Igreja, Bispo de Neocaesarea Criando-o. Provavelmente tentou, em vão, escapar do pesado fardo, mas sabia que a vontade de Deus, depois de uma preparação adequada, fez sua entrada na cidade densamente povoada, mas isso não contava mais de 17 cristãos. Mesmo assim, Sua reputação como um homem notável preparou inconscientemente as pessoas para o culto idólatra do Deus verdadeiro e, por sua vez, o Santo não poupou esforços, orações e milagres, especialmente para acelerar a conversão. Nós citamos alguns. Foi construída a primeira igreja cristã, mas o rio de um lado e as montanhas, por outro lado, tornaram apertado o lugar. As ordens sagradas partem para a montanha, e Monte obedientemente se move conforme necessário. As pessoas queixaram-se de que um pântano já causou discórdia entre os irmãos, tornando o clima insalubre. Gregory com o sinal da cruz está se tornando um campo fértil. Na íntegra, o fluxo explodiu em seus bancos e ameaçou Casalmacco na aldeia: ele apressa a planta sagrada na terra, sua equipe, As águas recuam na cama e a vara torna-se uma planta muito robusta. As muitas maravilhas do bispo milagroso não servem para salvá-lo da perseguição de Decius, nem do exílio. De lá, observou e orou por perseverança na fé de seu rebanho. Então, conhecida pela revelação divina, no tempo de sua morte, ele mandou fazer uma busca diligente daqueles que ainda permanecem pagãos em sua diocese, que tinham 17 anos e sabiam que ele exclamava: “Deo gratias, vim aqui, encontrei apenas 17 cristãos”. Depois de 25 anos, quando o bispo fechou os olhos pacificamente no Senhor. O ano era 270. Autor: Antonio Galuzzi De lá, observou e orou por perseverança na fé de seu rebanho. Então, conhecida pela revelação divina, no tempo de sua morte, ele mandou fazer uma busca diligente daqueles que ainda permanecem pagãos em sua diocese, que tinham 17 anos e sabiam que ele exclamava: “Deo gratias, vim aqui, encontrei apenas 17 cristãos”. Depois de 25 anos, quando o bispo fechou os olhos pacificamente no Senhor. O ano era 270. Autor: Antonio Galuzzi De lá, observou e orou por perseverança na fé de seu rebanho. Então, conhecida pela revelação divina, no tempo de sua morte, ele mandou fazer uma busca diligente daqueles que ainda permanecem pagãos em sua diocese, que tinham 17 anos e sabiam que ele exclamava: “Deo gratias, vim aqui, encontrei apenas 17 cristãos”. Depois de 25 anos, quando o bispo fechou os olhos pacificamente no Senhor. O ano era 270. Autor: Antonio Galuzzi Depois de 25 anos, quando o bispo fechou os olhos pacificamente no Senhor. O ano era 270. Autor: Antonio Galuzzi Depois de 25 anos, quando o bispo fechou os olhos pacificamente no Senhor. O ano era 270. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #históriadaigrejaprimitiva #SantíssimaTrindade

  • Liberdade e graça: A polêmica antipelagiana

    Na concepção de Pelágio a vontade humana é absurdamente livre e autônoma com relação a Deus; portanto, as suas forças apenas pode realizar a mais alta perfeição. A liberdade é um dom, uma graça divina; mas, uma vez que o homem a tenha recebido, não tem mais necessidade de Deus. A natureza humana é íntegra e não é admissível que o pecado original a tenha corrompido. O racionalismo pelagiano era um grave perigo: a negação da graça e das consequências do pecado original fazia ruir desde os fundamentos da dogmática cristã. Agostinho contra Pelágio, se faz o defensor da necessidade da graça, após o pecado de Adão. O homem, diz ele, foi criado por Deus dotado dos dons sobrenaturais e também dos preternaturais (extraordinários), não próprios da sua natureza, tais como: o poder não morrer, o não sofrer etc. O homem era verdadeiramente livre, isto é, com a capacidade de escolher entre o bem e o mal mas, pela sua inocência, inclinado para o bem. Para perseverar no bem ADÃO ERA AJUDADO (NÃO DETERMINADO) PELA GRAÇA DIVINA. Adão pecou e foi abandonado por Deus. Nele se ofuscou o amor pelo criador e deu preferência ao amor pelos bens terrestres. Com o pecado Adão perdeu a sobrenatureza como também os dons preternaturais: da vida de inocência precipitou-se na do erro e da concupiscência. A natureza de Adão se corrompeu e com a sua a da humanidade (em Adão existe a natureza seminal). Adão perdeu a liberdade plena restando-lhe apenas a liberdade de livre arbítrio ou a liberdade de escolha. A remição foi possível, por bondade e graça de Deus, com a encarnação do verbo divino em Cristo. A graça divina é, pois, sempre necessária, para que o homem persista no bem e não faça mau uso da liberdade de livre arbítrio. Através da graça e da igreja o homem participa da redenção. A graça santificante repõe no homem o pecado original e outros eventuais, lhe dá novamente a a sobrenatural semelhança com Deus e o torna portanto capaz de obras meritórias na ordem sobrenatural. É necessário também, para o início da fé e para a perseverança, a gratuita graça atual, que incita a vontade humana a querer o bem e a cumpri-lo. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #históriadaigrejaprimitiva #Igreja

  • O CRISTIANISMO FOI HELENIZADO?

    A Transubstanciação é um caso individual do que é denominado o problema da “helenização do Cristianismo”. A acusação de que o oponente teológico de alguém subordina a verdade da revelação divina à filosofia dos gregos é comum nana história das polêmicas teológicas . O pequeno labirinto, provavelmente escrito por Hipólito, atacava o adocionismo de Teodoto e de Artemom porque, entre outros erros, esses heréticos tinham desertado das sagradas escrituras e Deus (ap. Eus. H.e 5. 28.13-14) e conferiram a eles mesmos o estudo de Euclídes e Aristóteles; e Nestório acusou seus oponentes do século V de controvérsias cristológicas de ser “desviados pela mentalidade dos gregos” (Nest. Ep. Cir. 2.7). A acusação voltou a aparecer nos ataques dos reformadores sobre o escolasticismo medieval, mas foi nos tempos modernos que a ideia de dogma como helenização do Cristianismo passou a ser uma explicação amplamente propagada do desenvolvimento da doutrina cristã primitiva. O termo “helenização”, tomado como se apresenta, é muito simplista e desqualificado para o processo que resulta na doutrina cristã, em sua linguagem e, às vezes, em suas idéias, ainda carrega as marcas de sua luta para entender e subjugar o pensamento pagão, para que as gerações seguintes da igreja (incluindo gerações que ignoravam a antiguidade) herdassem o dogma da igreja incluindo também mais um pouco de filosofia grega, sem dúvida, houve a vitória sobre o pensamento clássico, mas a vitória pela qual alguns teólogos cristãos estavam dispostos a pagar um preço bem alto. Eles de várias maneiras, afirmam a tese de que Cristo veio como revelador da verdadeira filosofia, antiga e ainda nova, como correção e também o cumprimento do que a mente filosófica já tinha apreendido. Essa tese recebeu sua exposição mais autoritativa nas apologéticas de Clemente de Alexandria. Este, como outros apologistas, é representado como um HELENIZADOR completo que adaptou à fé cristã para se ajustar às pressuposições de uma filosofia estranha porque”a tradição da igreja era uma coisa estranha para ele tanto em sua totalidade quanto em cada detalhe” (Harnack 1931), daí, seus escritos serem interpretados como exclusivamente, apologético no intento. Mas o tema predominante de sua autoria foi, o problema de treinar sabiamente o imaturo na doutrina cristã e na vida cristã. Mas Clemente na obra exortação aos gregos, dirigiu um apelo aos seus colegas filósofos para completar de mundo aceitando Cristo(H.Chadwik, 1966). Ele denominou o que eles tinham aprendido a respeito da natureza suprema da realidade de pequena centelha , capaz de ser apagada na chama, um traço de sabedoria e um impulso de Deus (Clem.str. 6.17.149.2). Ele reprovou-os por estarem satisfeitos com a percepção religiosa que pintava a divindade como suas religiões a pintavam, enquanto a percepção filosófica deles tinha excedido em muito essas imagens imperfeitas. A representação de Zeus era “uma imagem de uma imagem”, mas a verdadeira imagem de Deus estava no logos; portanto, a autêntica “imagem da imagem” (Clem. Prot. 10.98.4) #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Eucaristia #históriadaigrejaprimitiva

  • A DOUTRINA DE SANTO AGOSTINHO SOBRE A PREDESTINAÇÃO De dono perseverantie (428)

    Ousará alguém afirmar que Deus não conheceu antecipadamente aqueles a quem concederia a fé? Se antecipadamente os conheceu, também previu certamente sua própria Benevolência mediante a qual digna a nós resgatar isso, e não outra coisa, é a predestinação dos santos, a presciência de Deus e a determinação de sua condescendência através da qual certamente são salvos todos os Predestinados. Quanto aos demais…. Onde está o varão que, entregue ao justo juízo Deus, se salvará da massa da perdição onde foram abandonados os de Tiro e de Sídom? Estes, contudo, teriam crido, se tivessem visto os prodígios de Cristo, mas não se lhes concedeu a fé nem, consequentemente, os meios de crerem. Este exemplo nos ensina, evidentemente as coisas de Deus, pelo qual são levados à fé, se ouvirem as palavras ou perceberem os sinais apropriados a sua inteligência. E se alguns, no derradeiro Juízo de Deus, ainda não estão separados da massa de perdição pela predestinação da graça, então nenhuma destas palavras ou destes atos os atinge… … Os judeus, por outra parte, foram abandonados na mesma massa de perdição porque não podia crer…as obras poderosas realizadas à sua vista… “Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos e nem entendam com o coração, e se convertam e sejam curados por mim” (Is 6.10, Jo 12.40). Os olhos dos habitantes de Tiro e sidom não estavam tão cegos, nem seus corações tão endurecidos, pois teriam crido se tivessem presenciado os atos poderosos que os judeus viram. Mas de nada lhes serviu sua capacidade de crer, pois não estavam Predestinados por Aquele cujos “Juízos insondáveis e cujos caminhos são inescrutáveis” (Rm 11. 33). SANTO AGOSTINHO E A GRAÇA IRRESISTÍVEL De corruptione et grátis (427) Devemos distinguir duas espécies de assistência: a assistência sem a qual é impossível realizar determinado propósito (adjutorium quo fit). Assim, por exemplo, sem alimento não é possível viver. Mas , nem por ser o alimento proveitoso e vivificante, sobreviverá o homem decidido a morrer…. No caso da salvação, uma vez concedida a quem dela carecia, para sempre está salvo… Esta é uma assistência simultaneamente sine quo non e quo… O primeiro homem foi criado em estado de justiça e bondade: recebeu a possibilidade de não pecar [posse non peccare], de não morrer [posse nom mori], de não decair do estado de justiça [posse non cadere]. Acrescentou-se-lhe ainda ajuda para perseverar. Esta ajuda, no entanto, não foi de tal natureza que forçosamente levaria à perseverança de fato [adjutorium quo perseveraret], mas, simplesmente, porque sem ela de modo nenhum podia perseverar, por muito que o quisesse [adjutorium sine quo non perseveraret]. Entretanto, no caso dos santos predestinados ao reino de Deus pela graça divina, a ajuda concedida para que perseverassem não foi perseverança de fato [isto é, não só ajuda sine quo non, mas ajuda quo.] …. sendo de tal maneira forte e eficaz que os santos não podiam fazer outra coisa senão perseverar de fato. Depois de Predestinados, não teriam perseverado de fato, se não tivessem recebido ao mesmo tempo o poder e o querer…. De tal maneira foi-lhes inflamada a vontade pelo espírito santo que podiam precisamente porque queriam e queriam porque neles Deus operava o querer. Mas se, na fraqueza profunda de sua condição mortal (fraqueza tal que não dá lugar a jactâncias, pois “O poder se aperfeiçoa na fraqueza”), na sua própria vontade fosse abandonada sem ajuda, de modo que, se eles quisessem, pudessem continuar no amparo de Deus, sem o qual não podiam perseverar, e se Deus não tivesse operado neles o querer em meio a tantas fraquezas, sua vontade humana teria fraquejado e não teriam sido capazes de perseverar até o fim, eles falhariam no querer por causa da fraqueza ou sua vontade seria tão fraca para assegurar sua própria realização. Eiz porque à fraqueza do querer humano foi concedida uma ajuda que a capacitou a ser, invariável e irresistivelmente, influenciadas pela graça de Deus, para que, fraca como era, enfrentasse e vencesse qualquer adversidade. Deste modo, a vontade humana, embora muito fraca e impotente, situada num nível tão baixo de bondade, perseverou pelo poder de Deus nessa bondade, enquanto que a vontade do primeiro homem, embora forte e sadia, situada num nível mais alto de bondade e possuindo o poder de escolher livremente, não perseverou nela. A razão foi que, mesmo não faltando a ajuda de Deus, tal ajuda era apenas um auxílio, sem o qual a vontade não podia perseverar, por muito que o quisesse; não foi aquele auxílio mediante o qual Deus opera o homem a querer . Deus, sem dúvida, deixou o mais forte fazer o que queria e reservou aos mais fracos o seu próprio dom, em virtude do qual mais irresistivelmente busacariam o que é bom e mais irresistivelmente se recusariam a abandoná-la. CONCEPÇÃO AGOSTINIANA DA LIBERDADE “Cujo serviço é liberdade perfeita” (Livro de Oração comum – coleta pela paz) De civitate Dei, X.30 [Agostinho concebe a liberdade não como liberdade de eleição responsável, mas como liberdade de atividade sem empecilhos. Fala de Liberumarbitrium, mas pensa em libera voluntas.] … [Descreve a felicidade sem fim na cidade de Deus.] Não pensemos que carecerão de livre-arbítrio porque os pecados não terão poder para atraí-los. Serão tanto mais livres quanto mais isentos se acharem do prazer de pecar, até conseguirem o prazer imutável de não pecar. A nova liberdade será bem mais poderosa porque consistirá em não ter capacidade para pecar [non posse peccare]. Será esse um dom de Deus e não uma possibilidade natural… Deus não pode pecar ; aquele que de Deus participa dEle recebe a graça de não poder pecar… Assim como a primeira imortalidade, que Adão perdeu pecando, consistia simplesmente em poder não morrer [posse non mori], a nova imortalidade será a incapacidade de morrer [non posse mori]. Do mesmo modo, o primeiro livre-arbítrio consistia na capacidade de não pecar [non posse peccare]… Certamente não se pode dizer que Deus mesmo não tem liberdade de escolha só porque é incapaz de pecar? #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #históriadaigrejaprimitiva

  •    A QUEDA DE ADÃO

    A despeito de todos os privilégios sobrenaturais que Adão gozava, o homem permanecia livre, e foi submetido a uma prova, para poder, com o auxílio da graça, merecer o céu. Esta prova consistia no cumprimento das leis divinas, e, em particular, de um preceito positivo acrescentado á lei natural, e que é expresso pelo Gênesis sob a forma da proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. A sagrada escritura narra como o demônio, sob forma de serpente, vem tentar os nossos primeiros pais, suscitando-lhes no espírito uma dúvida sobre a legitimidade desta proibição. Procura persuadir-lhes que, se comerem desse fruto. Longe de morrerem, serão como deuses, sabendo por si mesmos o que é bem e o que é mal, sem necessidade de recorrer a lei divina: gêneses 3,5. Era uma tentação de orgulho, de revolta contra Deus. O homem sucumbe e comete formalmente um ato de desobediência, como nota De. Paulo (Rm 5), mas inspirado pelo orgulho, e imediatamente seguido de outras faltas. Era uma culpa grave, pois era recusar submeter-se à autoridade de Deus; era uma espécie de negação do seu domínio supremo e da sua sabedoria, já que este preceito era um meio de provar a fidelidade do primeiro homem; culpa tanto mais grave, quanto melhor conhecíamos nossos primeiros pais a infinita liberalidade de Deus para com eles, os seus direitos imprescritíveis, a gravidade do preceito manifestado pela gravidade da Sanção que lhe fora anexa; e, como não eram arrastados pelo ímpeto das paixões, tinham tempo de refletir sobre as consequências formidáveis do seu ato. Não se explica até sem uma dificuldade como é que eles puderam pecar, se não estavam sujeitos à tirania da concupiscência. Para o compreendermos, é preciso recordar que não há criatura alguma impecável; pode, efetivamente, desviar os olhos do bem verdadeiro para os voltar para o bem aparente, apegar-se a este último e preferi-lo ao primeiro; e é precisamente esta preferência que constitui o pecado. Como bem nota São Tomás, impecável é somente aquele cuja vontade se confunde com a lei moral, o que é privilégio exclusivo de Deus. DONS PRETERNATURAIS CONFERIDOS A ADÃO O Dom da integridade aperfeiçoa a natureza do homem, sem a elevar até às ordem divina: é seguramente um dom gratuito, preternatural, que transcende as suas exigências e forças; não é, porém, ainda o sobrenatural por essência. Compreende três grandes privilégios que, sem mudarem a natureza humana substancialmente, lhe conferem uma perfeição, à qual ela não tinha o mínimo direito: a ciência infusa, o domínio das paixões ou a isenção da concupiscência, a imortalidade do corpo. A ciência infusa. Por natureza, não temos direito a uma ciência que é privilégio dos anjos: só progressivamente e com dificuldade é que segundo as leis psicológicas, chegamos à conquista da ciência. Ora, para facilitar ao primeiro homem o seu múnus de cabeça e educador do gênero humano, outorgou-lhe Deus gratuitamente o conhecimento infuso de todas as verdades, que lhe importava conhecer, é uma certa facilidade para adquirir a ciência experimental: assim se aproximava ele dos anjos. O domínio das paixões ou a isenção dessa concupiscência tirânica que torna tão dificultosa. Dissemos que, em virtude da sua própria constituição, há no homem uma luta formidável entre o desejo sincero do bem e o apetite desordenado dos prazeres e bens sensíveis, além de uma tendência acentuada para o orgulho: em suma, é o que chamamos a tríplice concupiscência. Para remediar este defeito natural, conferiu Deus aos nossos primeiros pais um certo domínio das paixões, que, sem os tornar impecáveis, lhes facilitava a virtude. Não havia em Adão essa tirania da concupiscência que inclina violentamente para o mal, mas tão somente uma certa tendência para o prazer, subordinada à razão. Como sua vontade estava sujeita a Deus, as faculdades inferiores estavam submetidas à razão, e o corpo à alma: era a ordem , a retidão perfeita. A imortalidade corporal. Por natureza, está o homem sujeito a doença e à morte; por especial providência, foi preservado desta dupla fraqueza, para assim mais livremente poder a alma aplicar-se ao cumprimento dos seus deveres superiores. Mas estes privilégios eram destinados a tornar o homem mais apto para receber e utilizar um dom muito mais precioso, inteira e absolutamente sobrenatural, o da graça santificante. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Igreja

  • O QUE FOI O CONCÍLIO VATICANO II?

    O concílio Vaticano II não foi um Concílio infalível.Se alguém quiser discordar de alguma coisa do Vaticano II, pode fazê-lo desde que isso não implique negar alguma verdade de fé ou de moral antes definida (Magistério vs Extraordinário) ou pertencente ao constante Magistério Ordinário da Igreja. Outros limite para o fiel que eventualmente discorde de algum ponto são: 1- não pode acusar de heresia o que ali se diz 2- não pode deixar de prestar obediência ao que está ali determinado (levando em conta os legítimos desdobramentos posteriores no direito canônico e litúrgico). Estes são os limites [Magistério Extraordinário] Não se deve colocar o Concílio num degrau acima do que seria exato: Na prática é assim: 1- o que é definido por via do Magistério extraordinário, não se discute. É lícito tentar entender o dogma em maior profundidade e clareza, mas sempre no mesmo sentido. 2- o que é de Magistério ordinário deve ser acatado com “religioso obséquio” (expressão do Código), ou seja, com docilidade interior. É uma obrigação moral geral. Porém há diferenças. Porque no exercício Magistério ordinário pode haver erros ou equívocos. Portanto, Se o Magistério de um Bispo ou Pontífice estiver em clara continuidade com todo o Magistério anterior (ordinário e extraordinário), deve ser acatado assim. Porém, se parece contradizer seja o Magistério extraordinário, seja o conjunto do Magistério ordinário, é lícito (e pode ser necessário) questioná-lo. Todos os Concílios até o Vaticano I exerceram o Magistério extraordinário em alguma(s) questão (ões). O Vaticano II não o fez. Mas reportou-se abundantemente aos demais Concílios, ao Magistério ordinário constante dos pontífices e ao Magistério extraordinário. Como digo, se algum fiel vê dissonância entre o Magistério do Vaticano II e o Magistério extraordinário ou o constante Magistério ordinário dos pontífices, é lícito questionar. Mas dentro dos limites que foi apontado acima. Outro problema são pessoas que não entende nada de Teologia e já saem jogando São Tomás de Aquino aleatoriamente e o mesmo com os documentos da igreja, por isso muitas vezes parecem Católicos/Protestantes. : Summa Ignorantiae #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoB #Históriamoderna

  • A REFORMA PROTESTANTE, FILHA DA RENASCENÇA PARTE II

    Continuando a segunda parte sobre o quarto capítulo da Conjuração anticristã, vamos ver o desenvolvimento dos humanistas, não se deve crer que os humanistas, literatos e artistas, cujas aberrações vimos do Tríplice ponto de vista intelectual, moral e religioso, formassem apenas pequenos cenáculos fechados, em eco, sem ação no exterior. Inicialmente, os artistas falavam à vista de todos; e quando, para ficar apenas neste exemplo filarète tomou emprestada a mitologia a decoração das portas de bronze da Basílica de São Pedro, ele certamente não edificou o povo que por ali passava. Ademais, era na Corte dos Príncipes que os humanistas tinham suas academias; era ali que compunham os seus livros; era ali que espalhavam suas idéias, que estabeleciam os seus costumes; e é sempre do alto que desce todo mal e todo bem, toda pervesão assim como toda edificação. Não há, pois, motivo para espanto no fato de a reforma, que foi uma primeira tentativa de aplicação prática das novas idéias formuladas pelos humanistas, ter sido recebida e propaganda com tanto ardor e os príncipes na Alemanha e outras regiões e te encontrado no acolhimento tão fácil. A resistência foi muito fraca na Alemanha; foi mais vigorosa na França. O cristianismo tinha penetrado mais profundamente nas almas dos nossos pais mais do que em qualquer outro lugar; combatido na sua teoria pelos humanistas, ele sobreviveu mais tempo na maneira de viver, e de pensar e de sentir. De, entre nós, uma luta mais encarnada e mais prolongada. Ela começou pelas guerras de religião, continuou na Revolução, ela dura sempre, como muito bem assinalou waldeck-rousseau. Através de meios diversos dos início, continua sempre o conflito entre o espírito Pagão, que quer renascer, e o Espírito Cristão, que quer se manter. Há, como desde o primeiro dia, um e outro querem triunfar sobre o adversário: o primeiro, pela violência que fecha as escolas Livres, despoja e exila os Religiosos e ameaças igrejas; o segundo, pelo recurso a Deus e pela continuidade do ensino Cristão por todos os meios que permanecem à sua disposição ponto. As diversas peripécias desse longo drama mantém em expectativa o céu, a terra e o inferno: porque se a França decidir-se por rejeitar o veneno revolucionário, ela restaurará no mundo inteiro a civilização que ela foi a primeira a compreender, a adotar e a propagar. Se ela sucumbir, o mundo terá tudo a temer. O protestantismo veio-nos da Alemanha e sobretudo de Genebra. Ele foi bem denominado. Era impossível qualificar a reforma de Lutero com uma palavra diferente de protesto, porque ela é protesto contra civilização cristã, protesto contra a igreja que fundara essa civilização, protesto contra Deus, do qual essa civilização emanava. O protestantismo de Lutero é o eco sobre a terra do Non serviam de Lúcifer. Ele proclama a liberdade, a dos Rebeldes, a de Satã: o liberalismo. ele diz aos reis e aos Príncipes: “empregai vosso poder para sustentar e para fazer triunfar minha revolta contra a Igreja e eu vos entregarei toda autoridade religiosa”,(ouvres de Luther). Tudo o que é a reforma tinha recebido da Renascença e que devia transmitir a revolução está contido nesta palavra: protestantismo. Transmitida de indivíduo a indivíduo, o protestantismo Logo ganhou província após província. O historiador alemão e protestante Ranke, diz qual foi seu grande meio de sedução: o desregramento Moral, que a Renascença havia colocado em lugar de honra. “muitas pessoas Abraçaram a reforma, diz ele, com a esperança de que ela lhes asseguraria uma maior liberdade na conduta privada”.com efeito, existe entre o catolicismo e o protestantismo, tal como Lutero, uma diferença radical sob Esse aspecto. O catolicismo promete Recompensas futuras para a virtude e ameaça o vício com castigos eternos; por aí, ele põe o mais poderoso freio às paixões humanas. A reforma vinha prometer o paraíso a todo homem, mesmo ao mais criminoso, com a única ressalva de um ato de fé interior para a justificação pessoal, por imputação dos méritos de Cristo; só pelo efeito dessa persuasão, que é fácil de se conceder, os homens recebem a garantia de ir ao paraíso, mesmo continuando a se entregarem ao pecado e até ao Crime, muito tolo seria aquele que renunciasse a obter aqui embaixo tudo o que encontra à sua disposição. A presença, num país profundamente católico, de pessoas que têm esses princípios e se esforçam em propagá-los devia já causar algum transtorno ao estado; esse transtorno se tornou profundo quando o protestantismo não mais se contentou em pregar aos indivíduos a fé sem as obras, mas se sentiu suficientemente forte para querer se apoderar do reino a fim de arrancá-lo de suas tradições e de moldá-lo a seu modo. A partir de Clóvis, o catolicismo não tinha deixado um só dia seguer de ser a religião do Estado. Das tradições carolíngeas e merovíngeas foi a única conservada completamente intacta até a revolução. Durante meio século os protestantes tentaram separar de sua mãe a filha primogênita da igreja; usaram alternadamente a astúcia e a força para se apoderarem do governo, para colocar o tão católico povo francês sobre o jugo dos reformadores, como acabavam de fazer na Alemanha, na Inglaterra, na Escandinávia . Estiveram prestes a conseguir. Após a morte de Francisco de guise, os huguenotes eram senhores de todo o modo. Não hesitaram, Pois, para se assenhorearem do restante, em apelar aos alemães e aos Ingleses, seus correligionários . Aos Ingleses eles entregaram Havre; aos alemães Prometeram a administração dos Bispados de Metz, Toul e Verdun. Enfim, com la Rochelle, eles mesmos tinham criado materialmente um estado dentro do estado. Sua intenção era substituir a monarquia Cristã por um governo e um gênero de vida “modelados segundo os de Genebra”, quer dizer, a república. Os huguenotes, diz Tavannes, estão a caminho de fundar uma democracia”. O plano para isso tinha sido traçado em Béarn, e os estados do languedoc reclamavam sua execução em 1573. O jurista protestante François Hatman exerceu sobre os espíritos, no sentido democrático, uma grande influência com seu livro Franco-Gallia, 1573. Ele coloca a serviço das teorias republicanas uma história à sua maneira, para conduzir, com grande reforço de textos e de afirmações, os franceses à sua “constituição primitiva”. “A soberania e principal administração do reino, dizia ele pertence à geral e solene Assembléia dos três estados”. O rei reina mas não governa. O estado, a República é tudo, o rei quase nada. ele joga seus leitores na plena soberania do Povo. (essas informações têm um imprimatur da igreja e o Nihil obstat e também é indicada pelo Papa Pio X). #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo

  • A ORIGEM DA DECADÊNCIA RELIGIOSA, MORAL E ARTÍSTICA

    “Os antigos humanistas, dis com muita razão jean jansen, não tinha menos entusiasmo pela herança grandiosa negada pelos povos na antiguidade do que tiveram mais tarde seus sucessores. Antes destes, eles tinham visto no estudo na antiguidade um dos mais poderosos meios de Educar com sucesso a inteligência humana. Mas no seu pensamento os clássicos gregos e latinos não deviam ser estudados com o objetivo de alcançar, com eles e por eles, o fim de toda educação. Eles entendiam Dever colocá-los a serviço dos interesses cristãos: desejavam antes de tudo chegar, graças a ele, a uma compreensão mais profunda do cristianismo e à melhoria da vida moral. Mas pelos mesmos motivos os Padres da igreja tinham recomendado e encorajado o estudo das línguas antigas. A luta não começou e não se tornou necessária senão quando os jovens humanistas rejeitaram toda a antiga ciência teológica e filosófica por serem bárbaras, pretenderam que toda noção científica está contida unicamente nas obras dos antigos, entraram em luta aberta com a igreja e o cristianismo, e muito frequentemente lançaram um desafio à moral”. A mesma observação vale para os artistas. “A igreja, colocara arte a serviço de Deus, chamando os artistas para cooperarem na propagação do Reino de Deus sobre a terra e convidando-os “a anunciar o evangelho aos pobres”. Os artistas respondendo fielmente a esse apelo, não erguiam o Belo sobre um altar para dela fazer um ídolo, adorado por si mesmo, mas trabalhavam “para glória de Deus”. Através de suas obras de arte eles desejavam despertar e aumentar nas almas o desejo e o amor dos bens celestes. Enquanto a arte conservou os princípios religiosos que a trouxeram a luz, manteve-se em constante Progresso. Mas na medida em que se evanesceram a fidelidade e a solidez dos Sentimentos religiosos, ela viu escapar-lhe a inspiração, mas ela olhou para as divindades estrangeiras, mais ela quis ressuscitar e dar uma vida artificial ao paganismo, e mais também viu desaparecer sua força criadora, sua originalidade; ela caiu enfim numa secura e numa aridez completa. Sob a influência desses intelectuais, a vida moderna tomou uma direção inteiramente nova, que foi o posto da verdadeira civilização. Porque Como disse muito bem Lamartine: “Toda civilização que não vem da ideia de Deus é falsa”. “Toda civilização que não tente a ideia de Deus é curta”. “Toda civilização que não é penetrada da idéia de Deus é fria e vazia”. “A última expressão de uma civilização perfeita é Deus melhor visto, melhor adorado, melhor servido pelos homens”. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Históriamoderna #humanismo #Igreja

  • A REFORMA PROTESTANTE, FILHA DA RENASCENÇA

    O início da democracia O Franco-Gallia teve uma repercussão enorme. Os panfletários huguenotes plagiaram-no, um melhor que o outro. O sistema exposto neste texto é a democracia tal como compreendida. Hoje em dia. Essa forma de governo, que dava aos agitadores fácil acesso aos primeiros cargos do estado, propiciou-lhes o poder para propagarem suas doutrinas; ao mesmo tempo, ela deu melhor resposta às idéias de independência que estavam no fundo da reforma, ao direito que a Renascença Queria conferir ao homem para que se dirigisse por si mesmo em direção ao ideal de felicidade que ela lhe apresentava. A França, por causa dos huguenotes, Estava à Beira do Abismo. A situação não era menos crítica para a igreja católica Ela acabou de perder a Alemanha, a Escandinávia, a Inglaterra e a Suíça; os países baixos se insurgiram contra ela. A apostasia da França, se viesse a confirmar-se, devia causar no mundo inteiro o escândalo mais pernicioso e o mais profundo Abalo: tanto mais que a Espanha deveria segui-la. O objetivo constante de todo partido protestante, para o Qual Coligny Não cansou de trabalhar, era arrastar a França para uma liga geral com todos os estados protestantes, a fim de esmagar a Espanha, única grande nação católica que permanecerá poderosa, isto teria sido a ruína completa da civilização cristã. Deus não não permitiu e a França também não. Os Valois fraquejavam, hesitavam, adotavam variações na política. A Liga nasceu para tomar em suas mãos a defesa da fé, para mantê-la na nação e no governo do país. Os católicos, que formavam agora a quase totalidade dos Franceses (os protestantes eram apenas 400.000 em 1558, é o número que dá o historiador protestante Ranke castelnau, testemunha bem informada, vai mais longe; afirma que os protestantes estavam para o resto da Nação na proporção de 1 para 100. Os católicos viram seu país devastado durante 50 anos por esse punhado de calvinistas), quiseram ter chefes absolutamente inquebrantáveis em sua fé. Escolheram a casa de Guise. “em qualquer apreciação que se faça sobre as guerras de religião, diz Boselli, é impossível deslconhecer que a casa de Guise foi, durante todo esse período, a própria encarnação da religião do Estado, do culto nacional e tradicional ao qual tantos franceses permaneciam Unidos. Ela personificou a idéia da fidelidade católica Os Guise provavelmente ter-se-iam tornado Reis de França se Henrique III se tivesse feiti de Protestantes, ou se Henrique IV não se tivesse feito católico”. Deus quis conservar à França sua estirpe real, como ele havia feito uma primeira vez pela Missão dada a Joana D’arc. O Herdeiro do Trono, segundo a lei sálica, era Henrique de Navarra, aluno de coligny, Protestante e chefe dos Protestantes. Deus mudou seu coração. A França recobrou a paz, e Luís XIII e Luiz XIV recolocaram a França no caminho da civilização católica. digamos, entretanto, que esse último cometeu a falta, que por si só teria graves consequências, de desejar a declaração de 1682. Ela trazia nos seus flancos a Constituição Civil do clero, ela começava a obra, nefasta entre todas, da secularização que prossegue hoje até às suas últimas consequências. Luís XV, que se entregara aos costumes da Renascença, viu a obra de descristianização iniciada pela Reforma ser retomada por Voltaire e pelos enciclopedistas precursores de Robespierre, ancestrais daqueles que nos governa atualmente. Taine disse com muita propriedade: “A reforma não é senão um movimento particular dentro de uma revolução que começou antes dela. O século XIV abre o caminho; e depois, cada século se ocupa apenas a preparar, na ordem das idéias, novas concepções, e, na ordem prática, novas instituições. desde aquele tempo, a sociedade não mais reencontrou seu guia na igreja, nem a igreja sua imagem na sociedade”. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #maçonaria #humanismo #Históriamoderna #Revoluçãofrancesa

  • POR QUE AS VERDADES INACESSÍVEIS À INVESTIGAÇÃO DA RAZÃO FORAM CONVENIENTEMENTE PROPOSTAS AOS HOMENS

    Pareceu a alguns que não se devia propor aos homens Como de fé as verdades que a razão não é capaz de descobrir, visto que a sabedoria divina providencia para cada coisa o que lhe cabe, segundo a natureza das coisas. Por tal, deve-se provar que foi necessário ter-se proposto ao homem, como de fé Divina, também as verdades que excede a capacidade da razão. Nenhum desejo ou Cuidado se dirige para uma coisa se esta não for previamente conhecida. Ora, os homens estão ordenados pelo providência divina para um bem mais elevado que o capaz de ser experimentado pela fragilidade humana da presente vida. devido a isso, foi conveniente que a mente fosse atraída para algo mais alto que o atingido no presente pela nossa razão, de modo que esta aprendesse a desejar algo que excedesse totalmente o estado da presente vida, e se esforçasse para procurá-lo. Isto pertence propriamente a religião cristã, que promete de modo especial aos bens espirituais e eternos. Daí o serem propostos por ela muitos bens que excedem a percepção humana. A lei antiga, que prometia bens temporais, propôs umas poucas verdades que serve o conhecimento da Razão Humana. Também os filósofos, com este intento, procurar ao mostrar que a bens mais valiosos que os sensíveis, a fim de levarem os homens, desde os prazeres sensíveis, para a honestidade. Ora, como o gozo destes bens mais valiosos deleitam-se muito mais suavemente os que praticam as virtudes, tanto da Vida Ativa quanto contemplativa. Foi também necessário terem sido tais verdades propostas a fé dos homens, para que estes tivessem um conhecimento mais veraz de Deus. Com efeito, Só conhecemos verdadeiramente Deus quando cremos que ele está acima de tudo aquilo que é possível ser pensado a respeito de Deus pelo homem, dado que a substância Divina eleva-se acima do conhecimento natural do homem, como já foi dito acima. por isso, pelo fato de que são propostas ao homem verdades a respeito de Deus que excede a razão, firma-se no homem a opinião de que Deus é algo acima de tudo aquilo que se possa pensar. Disto vem também para o homem uma utilidade, qual seja o afastamento da presunção, que é a mãe do erro. Há muitos, de fato tão presunçosos da sua capacidade mental que julgam abarcar toda a natureza das coisas pelo seu intelecto, e pensam que tudo que vêem é verdadeiro e falso o que não vêem. Para que, Pois, o espírito humano, libertado desta presunção, se aproximasse da modesta investigação da Verdade, necessário foi proporem-se ao homem algumas verdades divinas que lê CD sem o intelecto. Encontra-se uma outra utilidade no que narra o filósofo. Um certo simônides, desejando persuadir os homens a que abandonassem o conhecimento das coisas divinas e aplicassem a razão só as coisas humanas, dizia-lhes: basta ao homem saber as coisas humanas, e ao mortal as coisas Mortais. Contestava-o o filósofo, então: o homem deve, na medida do possível, elevar-se às coisas Imortais e divinas. Afirma o mesmo, que embora pouco captemos das substâncias superiores, contudo, este pouco é mais amado e desejado que todo o conhecimento que temos das substâncias inferiores. Descreve ainda, que, apesar de as questões sobre os corpos celestes serem explicadas limitada superficialmente, isto traz para o leitor imensa alegria. Conclui-se, pois, do que dizemos, que por mais imperfeito que seja o nosso conhecimento das coisas sutilíssimas, ele traz para a alma a máxima perfeição. Conclui-se, finalmente, que não obstante a razão humana não poder compreender plenamente as verdades que estão acima de si, contudo, ela adquire grande perfeição se ao menos as admitir pela fé. Por isso, é dito no livro de Eclesiástico: muitas coisas apresentadas estão acima da razão humana (Eclo 3,25), e na primeira carta aos Coríntios: a nós, no entanto, Deus revelou pelo seu espírito (1Cor 2,11). Suma contra os gentios, capítulo V #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #Igreja #SantoTomásdeAquino

  • A astúcia e perfídia dos protestantes

    Depois de ajudarem o xogunato a destruir as forças cristãs católicas no cerco ao castelo de Hara, não obstante, os protestantes quiseram, séculos depois, enganar os católicos japoneses para lhe converterem. E, para isso, chegaram ao cúmulo da baixeza de se dizerem continuadores da missão de Francisco Xavier. Pasmen! Contexto: Quando o pe. Petitjean foi interpelado por camponesas Católicas japonesas que lhe fizeram 3 perguntas: Se amava a virgem, se era casado e se obedecia ao papa, pois, estes foram os 3 sinais que seus descendentes lhe haviam deixado para que se reconhecesse a fé verdadeira que um dia voltaria ( depois de 250 anos de supressão), é característico a confissão que elas fazem. Texto em espanhol: —Es que hay otros Padres, repusieron las mujeres refiriéndose a los protestantes que habían llegado a Japón [ diciéndose continuadores de San Francisco Javier ] , que no aman a la Virgen: son los que están en Yokojama.( Consignas de nuestros días por JUAN ROIG GIRONELLA, S . I ; pág 3). Tradução: – É que existem outros Padres, disseram as mulheres, referindo-se aos protestantes que chegaram ao Japão [dizendo-se continuadores de São Francisco Xavier], que não amam a Virgem: são os que estão em Yokohama. (Consignas de nuestros días por JUAN ROIG GIRONELLA, S. I; página 3). A que ponto chegamos! Esse é o protestantismo. Há 500 anos fraudando e mentindo! #Japão

  • Um Santo Japonês, você o conhece?

    “Fomos nós mesmos que jogamos esta terrível bomba sobre nossas cabeças”… Afirmou o audacioso servo de Deus, o médico Paulo Takashi Nagai (1908-1951) logo após o bombardeio de Nagasaki, naquele terrível 9 de agosto de 1945, há 72 anos. Quando disse isso, a população de Nagasaki sobrevivente ao ataque nuclear americano ficou revoltada com seu discurso, mas, nada intimidado, ele enfrentou a multidão e disse que a solução para aquela tragédia estava na oração. Convidou, assim, todos a rezarem o terço e a oferecerem a Deus aquele terrível holocausto. Poderia parecer demagogia barata de pacifistas esquerdóides do Green Peace, mas Takashi Nagai, que atendera centenas de pessoas queimadas, tinha apenas acabado de encontrar o que sobrara de sua amada esposa Midori: um pedaço queimado de sua coluna vertebral. O pobre médico perdeu absolutamente tudo com a bomba, menos a Fé Católica Apostólica Romana. Na juventude, quando começou a fazer medicina, Takashi Nagai não demorou para se perceber ateu e que apenas a ciência poderia oferecer respostas razoáveis ao mundo. Ao ver, contudo, durante a cruel ocupação japonesa da China, a ajuda que católicos vicentinos do Japão e da China se prestavam mutuamente, em um gesto de genuína caridade que superava a inimizade oficial, ficou profundamente impressionado com a religião Católica. Buscou entende-la e, lendo o filósofo católico Pascal, fez uma pergunta rara de se fazer entre os japoneses: qual o sentido da vida? Atordoado e sem conseguir mais resistir, pediu o batismo e escolheu para si o nome do apóstolo da caridade, São Paulo – que lhe era, assim como para Pier Giorgio Frassati, a leitura bíblica favorita. Passou a ser um católico atuante na comunidade, atendia pobres gratuitamente, fazia grandes sacrifícios pela ciência e tinha profunda vida de oração. Havia se encontrado com o Sentido último, Jesus Cristo. Poucos sabem, mas Hiroshima e Nagasaki eram as cidades mais católicas do Japão. Quando as ogivas nucleares foram detonadas sobre essas cidades, muitas católicos literalmente evaporaram. Os padres que, no momento da bomba, estavam atendendo confissões na catedral de Urakami, por exemplo, foram encontrados totalmente carbonizados sob os destroços daquela que era a maior igreja católica do oriente, fundada diretamente por São Francisco Xavier. Mas a pior parte ficou para os sobreviventes: as terríveis sequelas da radioatividade, órfãos desamparados aos milhares, agonizantes queimados cheios de moscas e larvas se proliferando nas feridas abertas, pessoas em surto esquizofrênico, etc. Também nisso, por providência do Senhor, a bondade de Paulo Takashi Nagai procurou tratar, confortar e orientar. A Igreja fez-se presente nessa tragédia da História e foi, talvez, a maior vítima dela. Para ele, a guerra não era culpa dos americanos, mas do Homem que não tinha Deus, que não buscava a Paz e isso, sabia bem, incluía o regime militarista japonês, iniciador dos conflitos. Tornou-se referência internacional da luta pela paz. Para própria surpresa, recebeu a visita do Imperador Hiroito em pessoa e, inclusive, ganhou uma grande imagem de Nossa Senhora de Evita Perón, primeira dama argentina. Encontrou-se várias vezes com São Maximiliano Kolbe e pressentiu sua morte no campo de concentração nazista. Devido a experimentos científicos em radiografia, passou a sofrer de leucemia. Começou a viver em uma pequena cabana, na pobreza, onde recebia diariamente a visita de pessoas em busca de orientação. Recomendava a todos o perdão. Por causa da postura penitente e católica de Takashi Nagai, há uma gigantesca diferença entre as cidades de Hiroshima e de Nagasaki: enquanto na primeira fazem-se protestos revoltosos no dia 6 de agosto, na segunda, o dia 9 de agosto traz um clima de profundo lamento, de perdão, de oração pela paz. Morreu em 1º de maio de 1951 e deixou dois filhos ainda pequenos. Dr. Takashi Nagai, um verdadeiro santo que enfrentou pessoalmente a bomba atômica, é um grande exemplo de conversão, do apostolado católico da dedicação profissional, da busca do sentido da vida em uma sociedade que despreza a religião. Que esse santo servo de Deus nos ajude a sermos instrumentos de paz neste mundo de guerras. “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5, 9 Fonte: Os Sinos de Nagasaki (長崎の鐘) http://catolicaconect.com.br/um-santo-japones-voce-o-conhece #DavidNesta #Japão

  • O TERRÍVEL PRESSENTIMENTO DE TAKASHI NAGAI

    Após a segunda temporada na China, Takashi começou a interessar- se por política japonesa e política internacional. Fez anotações sobre sérios pressentimentos sobre Mussolini e, principalmente, Hitler. Quando o volúvel Ministro do Exterior, Matsuoka, assinou uma aliança com a Alemanha e a Itália, isto foi de pouca consolação para Takashi. Ficou abalado quando os ministérios caíram um após outro, e, no dia 18 de outubro de 1941, o general Hideki tornou- se primeiro- ministro. Não foi à toa que o apelidaram de “O Navalha”. Depois da missa, a Família Nagai voltou apressadamente para casa, encontrando no caminho muitos operários que se dirigiam para a fábrica bélica Mitsubishi, a 1 kilômetro ao norte da casa dos Nagai. Em Nagasaki havia, ao todo, sete complexos da Mitsubishi incluindo um grande estaleiro. Ao recordar- se dos bombardeios aéreos na China, Takashi pensou: “Se houver uma guerra , Nagasaki indubitavelmente será um dos alvos”. Ele começou rapidamente o café da manhã que Midori colocara diante dele: Sopa de pasta de feijão, arroz com algas marinhas secas e um peixe fresco assado. O peixe era um prato especial, pelo dia de Nossa Senhora, um costume cristão que Midori sempre respeitava. Rematou com chá verde e cinco minutos depois já estava na rua dirigindo- se à universidade. Naquele momento, ouviu- se na rua um alto – falante com muita crepitação: “Nesta Madrugada, nossas forças imperiais travaram combate com as forças aliadas do Reino Unido e dos Estados Unidos”. Um jovem que estava perto exultou: “Banzai! Finalmente, Finamente!” Takashi sentiu um calafrio ao mesmo tempo que lhe ocorreu o pressentimento terrível de que as construções ao redor seriam destruídas! Tremia sem suspeitar de que estava parado a 200 metros do lugar que se imortalizaria como “ponto zero”, o epicentro da explosão da bomba atômica. ( Hino a Nagasaki, Paul Glynn. Tradução : Pe. Lino Stahl, SJ. Edições Loyola. Pág. 129-130). * Hino a Nagasaki é um livro que um leitor sério dificilmente deixará de ler até o fim. Conta à história de um ateísta japonês que se tornou cristão católico. Isto, por si, não é um fato inteiramente novo – São Francisco Xavier já batizava japoneses 200 anos antes de os europeus se fixarem na Austrália. Entretanto, o personagem principal deste livro, Takashi Nagai, é um homem excepcional que se tornou um exemplo característico da história cristã japonesa, de um compromisso total e até mesmo de martírio. Créditos: Mari Iwano #Japão

  •    A EXPULSÃO DOS JUDEUS DA ESPANHA

    A EXPULSÃO DOS JUDEUS DA ESPANHA • O antissemitismo, como aponta Bernard Lazare há mais de um século, esteve presente em todos os tempos da história onde houve judeus e, como reconhecem alguns de seus correligionários, nem sempre foi infundado (Cecil Roth, Tuberville, Meinvielle “em o JUDEU no mistério da história”). O antissemitismo, diz o historiador protestante César Vidal, é muito anterior ao surgimento do cristianismo, e aparece em egípcios como maneton ou autores clássicos como Cícero, Tácito ou Juvenal. Portanto, não foi o espanhol, alemão e nem o fruto de nenhuma nação em particular. Mas sempre, antes de tudo, um fenômeno Universal. Todos os odiaram, e até que ponto ainda os odeiam seus irmãos semitas, os árabes. Confirma-o de maneira sintética outro judeu, o escritor Teodoro Reinach, em sua história dos israelitas, ao dizer que “o antijudaísmo é tão antigo quanto o judaísmo”. • As expulsões em massa de povos inteiros, não apenas de judeus, foi mais ou menos frequente em todos os cantos da terra em todas as épocas. Não obstante, será um erro classificá-las todas em um mesmo lugar sem distinguir previamente entre umas e outras, e as razões que levaram a isso. • Antes de 1492, os judeus haviam sido expulsos de praticamente todas as nações europeias, e Inclusive das regiões do norte da África. Como reconhece o historiador Wells, “a medida não era nova, nem foi inventada pelos Reis católicos. Em 1164 o sultão almôada Abdelmumen expulsou de seus domínios todos os cristãos e judeus que não se convertessem ao Islamismo. A intolerância religiosa era absoluta e terrível sobre certos príncipes muçulmanos. • Não foram parecidas as condições e os motivos das expulsões sofridas pelos judeus Por parte dos egípcios — antes de Cristo — com aquelas sob Felipe o belo da França ou as dos Reis católicos. Algumas, sem dúvida, foram provocadas por interesses econômicos e foram realizadas da pior forma possível, como no caso da expulsão sofrida na França, onde foram expropriados de todos os seus bens, sendo perseguidos até o último dia. Outras, entretanto, corresponderam a motivos legítimos de estrita segurança interna e externa, como na Espanha dos Reis católicos, que só aceitaram a expulsão definitiva como último recurso. Houve alguns países europeus dos quais foram expulsos duas vezes e até 3 vezes: França (1182, 1306 e 1394) e Alemanha (1348, 1375). Em 1290 os judeus foram prescritos da Inglaterra, sendo aceitos novamente apenas no século XVII. Os califas muçulmanos, por sua vez, haviam-nos expulsado de seus domínios em 1066, e da mesma forma no século XIII, quando Reinavam os últimos califas abássidas de Bagdá sob a proteção dos grandes capitães turcos. Quando chegaram os almôades, foram expulsos da Andaluzia Moura, precisando mudar o centro da Comunidade Judaica espanhola para os Estados cristãos do Norte da península. Os judeus Russos haviam sido expulsos pelos cumanos (tribo nômade de origem turca que no século XIV estabeleceu-se em diversas partes da Europa Oriental) no século XII, e também de outras regiões depois de 1492: de Viena em 1670, da Boêmia em 1744, de Rotemburgo em 1519, de Bremen, Lubeck, Colónia, Frankfurt, Worns, etc. • Na Espanha, foram expulsos apenas em 1492, após serem concedidas reiteradas oportunidade, permitindo-lhes venderem seus bens e propriedade e levarem suas Posses — até mesmo para evitar a queda dos preços de venda —, de modo que não ficassem nas mãos de terceiros que poderiam liquidá-las mais tarde. • A expulsão definitiva dos judeus em 1492 não deveria causar surpresa, pois no final de 1482 haviam sido expulsos da Andaluzia, no ano seguinte do arcebispado de Sevilha e do bispado de Córdoba, e em 1486 da arquidiocese de Saragoça e das dioceses de Albarracin e Teruel. Estes antecedentes de expulsões parciais dão uma pauta precisa de que o rigor foi sendo aplicado, gradual e lentamente, como aviso do que estava por vir, caso continuassem os assassinatos e as práticas anticristãs. não se deve esquecer que, até o decreto de expulsão, os judeus continuavam ostentando vários dos cargos mais importantes da Península Ibérica. Os que regressavam para receber o batismo eram acolhidos e era devolvida a totalidade de seus bens pelos preços que tivessem recebido. É preciso notar que, apesar da determinação real que impedia a maior parte dos judeus de levar seu dinheiro em forma de ouro — determinação que se aplicava a todos os espanhóis, e não apenas aos judeus —registra-se uma grande quantidade de casos em que o fizeram, de forma legal e ilegal (a determinação que proibia tirar o ouro da Península Ibérica valia para todos os espanhóis, não apenas para o judeus. No entanto já se provou que esta disposição como tantas outras não foi cumprida de forma efetiva, principalmente por que a vigilância Era bastante fraca. Mesmo quando se tentou ter algum controle sobre isto, os judeus engoliam o ouro. Estes casos são relatados pelo Historiador americano Thomas walsh principalmente em seu livro Isabel A Cruzada. Outro Historiador Ricardo albanes, assegura que o tesouro real Não fez nenhuma apreensão dos bens dos judeus, nem os expropriou de seus Imóveis. Ricardo albanez os judeus através dos séculos México 1939). • Foi-lhes concedido um prazo de 4 meses — alguns afirmam de 6 meses — para preparar sua partida, tempo durante o qual estiveram sob seguro Real; quer dizer, ninguém podia molestar-lhes. Convém destacar o gesto do Inquisidor Geral Torquemada, que acrescentou Por sua conta outros nove dias a este prazo para compensar os atrasos havidos na publicação do Decreto. • É preciso admitir que a expulsão dos judeus da Espanha foi uma medida Popular celebrada inclusive pela Universidade de Paris (a Sorbonne), que felicitou abertamente os reis católicos (Jean Dumont, processo contraditório contra a inquisição espanhola ediciones encuentro Madrid 2000). Por sua vez, Maquiavel, Giucciardini, Pico Della Mirandola e muitos outras conhecidas figuras culturais do renascimento consideravam a expulsão como “um ato de bom governo”. O Judeu protestante Henry Kamen reconhece que “não houve nada de surpreendente nem de extraordinário na expulsão”. Através da sua história, os judeus haviam sido expulsos da maior parte dos países da Europa, por razões que iam geralmente do fanatismo à cobiça. A Espanha, ou a sociedade medieval espanhola, deve ser elogiada por haver tolerado essa minoria por muito mais tempo do que outras Nações: a expulsão de 1492, por exemplo ocorreu dois séculos depois da expulsão dos judeus da Inglaterra, decretada em 18 de julho de 1290 por Eduardo I. Assim, a importância da que ocorreu em 1492 não está na expulsão em si, mas em seu contexto histórico”(Henry Kamen, A Inquisição Espanhola). Da mesma opinião, Julián Juderias escreve: “e assim, a expulsão dos judeus deve ser julgada tendo-se em conta o que então se pensava dos judeus não só na Espanha, mas em toda a Europa”. Diz o Santanderino menendez y pelayo: “Por muito menos os judeus foram expulsos de toda a Europa”, acrescentando que “é muito fácil dizer — como o senhor Amador de los Ríos — que os reis católicos deveriam ter-se oposto à corrente da intolerância. Mas quem é capaz de opor-se ao sentimento de todo um povo? Uma vez excitadas as paixões até o último grau, quem poderia impedir que se repetissem as matanças de 1391? A decisão dos Reis católicos não era boa nem má: era a única que se poderia tomar, o cumprimento de uma lei histórica. • Sobre os motivos do Decreto de expulsão dos Reis católicos que geraram a conversão em massa de judeus. Alguns atribuíram as razões econômicas, o que é aberto, pois ao expulsá-los perdia-se justamente importantes fontes de empréstimos da Coroa, deixando a península em uma situação econômica frágil, e perdendo Além disso dezenas de milhares de seus melhores contribuintes. Quando os judeus foram expulsos da Espanha, o sultão Bayeceto (1481-1502) falou dessa medida, dizendo que o rei da Espanha queria empobrecê-la prescindindo de gente tão hábil para ganhar dinheiro. Por isso, bem observa o académico espanhol Antonio Domínguez Ortiz, quando diz que “a melhor maneira de estabelecer o imposto sobre o capital não é suprimir o capitalismo e os capitalistas; Seria o mesmo que matar a galinha dos ovos de ouro”. • Henry Kamen reconhece que “o rei insistia em que as razões espirituais eram mais importantes do que as meras considerações materiais da economia nacional”. Esta política de antepor sempre os interesses da Fé — que eram um alimento da sociedade — aos financeiros refletir-se-ia em sua resposta às cortes da Catalunha, que se opunham ao estabelecimento da Inquisição nessa cidade por crerem que isso prejudicaria suas atividades comerciais — dada a quantidade de conversas judeus que residiam ali —, trazendo como consequência uma crise econômica: “antes que houvéssemos deliberado dar lugar a que esta Inquisição se fizesse em qualquer cidade de nossos reinos, pesamos e consideramos bem todos os danos em incrementos que disto resultaria e que nossos direitos e renda Reais proviriam. Porém nossa firme intenção e zelo é antepor o serviço do Senhor Nosso Deus ao nosso, e assim queremos que aquela em todo caso se realize, não obstante todos os outros interesses”. Por isso, diz Joseph Pérez Que tal hipótese de uma suposta cobiça dos Reis “não resiste ao exame”. • Existe uma série de estudos amplamente aceitos, como os do Historiador francês Jean Dumont, que rechaçam a crença comum pela qual os judeus eram os principais financiadores dos projetos nacionais. Observa que o patrimônio de Abraham Senior, chefe da Comunidade Judaica, e seu homem mais rico, rondava 1.500.000 maravedis, enquanto que o orçamento do Estado Castelhano era então de 240.000.000. outro grande financista judeu, Abravanel, devia ao estado cerca de um milhão de maravedis: “era, Portanto, o estado Cristão que o financiava”, conclui o historiador francês, acrescentando que os 2.275.000 maravedis que entraram no tesouro real vindos dos judeus que permaneceram por concessão mal foram suficientes para cobrir os gastos com a expulsão. Este fato foi provado e publicado pelo Historiador Azcona. Em apoio a sua tese, publicou-se recentemente um estudo da Universidade de Castela — La Mancha, em que se comenta sobre a grande quantidade de judeus endividados no momento da expulsão, chegando Alguns deles a dever importantes somas de dinheiro à coroa e a diversos credores, que naturalmente não puderam ser cobrados. Isto confirmam, uma vez mais, o quão longe estiveram os reis de Pretender algum benefício econômico com esta medida. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoB #HistóriadaInquisição

  • AS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS  ATRAVÉS DOS SÉCULOS.

    Através deste textos, e outros, que já foram produzidos e ainda serão produzidos, temos apenas a intenção de mostrar as questões das perseguições, nem é preciso dizer, estiveram presentes, da mesma forma que as expulsões, em toda época e lugar, contra e entre diferentes povos. Com relação às sofridas pelos judeus, devem-se colocar na vanguarda algumas seitas pagãs e muçulmanas, e certos hierarcas protestantes como Lutero, o qual, segundo o historiador judeu Poliakov, foi “provavelmente o maior antissemita da história”, embora nem sempre tenha sido assim. No princípio, o contraditório apóstata alemão manifestou-se como “amigo” dos judeus, aos quais deviam em boa parte a Reforma. Sua prosa, tão transbordante de servilismo e adulação dos judeus como de desprezo para com a Igreja, demonstra-o claramente, como cita Enciclopédia judaica Nossos tolos, os papistas, os bispos, os sofistas e os monges trataram tão mal os judeus, que um bom cristão deveria, falando propriamente, converter-se em judeu; e se eu fosse israelita e visse aqueles que administram e ensinam a fé cristã, preferia converter-se em porco antes de chegar a ser cristão. Esta situação mudou radicalmente quando a maioria dos judeus recusou converter-se ao luteranismo. O que o hierarca protestante não havia levado em conta, como observa Lazare, é que os judeus “continuavam a ser o povo obstinado da Escritura, o povo de cabeça dura, rebelde às solicitações, tenaz e intrepidamente fiel a seu Deus e sua Lei”. Por causa desta recusa, Lutero converteu-se em feroz inimigo dos judeus, publicando duas obras violentamente antissemitas que clamavam por seu extermínio, a queima das sinagogas, a perseguição, etc. O primeiro texto — ou libelo — foi sobre os judeus e suas mentiras (1542), e pouco depois foi publicado o Schem Hamephoras. Lutero, segundo relata seu apologista Seckendorff, destruir suas casas, tirar-lhes os livros de orações, o Talmude, e até mesmo os livros do Velho Testamento, proibir os rabinos de ensinarem, e obrigar–lhes a ganhar a vida por meio de trabalhos penosos”. Na sequência, referir-se-á aos judeus, turcos e “papistas” como “mentirosos e demônios”. Mais à frente falaremos um pouco mais sobre a intolerância protestante. Por sua vez, a indignação popular e as revoltas contra judeus foram bastantes comuns nas regiões dominadas pelos reformistas. Poliakov relata o caso ocorrido na Inglaterra em 1753, quando “surgiu” uma revolta popular de uma violência inusitada, poucas vezes igualada nos anais da história inglesa”. É um caso particularmente significativo, se se observa que, desde muito tempo antes, não se registravam nas regiões católicas massacres contra os judeus. Mencionamos também as crudelíssimas perseguições que os czares e membros fanáticos da Igreja Ortodoxa Russa e outros países eslavos perpetraram contras os católicos. André Bobola, depois canonizado pela igreja, foi martirizado de maneira sádica pelos cossacos em 1657. Apenas no ano de 1768, no reinado de Catarina II, foram assassinados mais de 200.000 católicos. Os massacres contra católicos por parte da igreja Ortodoxa Russa seguiram seu curso até bem depois do século XX. Finalizando este texto não queremos ofender ninguém com os relatos, mas simplesmente demonstrar que as perseguições houveram em muitos países, lugares e por diferentes credos e religiões, estamos apresentando o que na verdade era pra ser apresentado nas escolas e faculdades, onde a Igreja Católica e apresentada como uma instituição malvada e cruel, que perseguia todos e não tolerava diferenças, que possam fazer bom proveito das informações que estamos fornecendo. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoB #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #HistóriadaInquisição

  • AS MENTIRAS DE QUE SE ACUSAM A INQUISIÇÃO, A IGREJA E A ESPANHA (Llorente o Traidor e mentiroso)

    • AS MENTIRAS DE QUE SE ACUSAM A INQUISIÇÃO, A IGREJA E A ESPANHA • (Llorente o traidor e mentiroso) • Em primeiro lugar, é preciso compreender que o espanhol não era uma pessoa rancorosa nem apreciadora da difamação, pois acreditava que isso era impróprio a um cavalheiro Cristão. A prova está em que praticamente não se conhece nenhum folheto ou declaração difamatória por parte dos Reis católicos nem de seus sucessores, confessores ou cronistas. O humanista Siciliano Lucio Marineo Cículo dirá daqueles espanhóis: “Agradam-me muito os costumes dos espanhóis, satisfaz-me a sua condição, e considero bom o seu hábito, pelo qual Sempre procurei conversar com eles e seguir sua maneira de viver. Porque não consideram as coisas de Deus e a saúde de suas almas com menos diligência e cuidado do que as riquezas e passatempos do mundo. Verdadeiramente é hoje muito grande a religião dos espanhóis, Grande é o temor e a consideração que tem acerca da honra de Deus, grande o cuidado das almas dos sacerdotes, os quais não apenas celebram solenemente suas missas e horas canônicas, mas instruem também o povo que tem o seu encargo com muitos sermões e Bom exemplo”. • O contrário observa-se particularmente nos líderes reformistas. Provam-no de forma Cabal as milhares de ameaças violentas, acusações e nomes ofensivos à Espanha e à igreja (muitas vezes em forma de panfletos) desde as mais altas esferas protestantes e saxões. Desde Genebra, por exemplo, Calvino escreveu ao rei da Inglaterra: “Quem não quer matar os papistas é um traidor; pois salva o lobo e deixa inermes as ovelhas”. em outra de suas conhecidas declarações, dizia que os que se negasse a abandonar a fé católica Romana deveriam ser passados a fio de espada (Pastor, Op cor, tomo XV, capítulo XLII). O antissemitismo e Ódio militante de Lutero e seus seguidores seria notável; em outros momentos falaremos sobre este assunto. • O espanhol, ao contrário, era um homem integrador, como foi demonstrado na época da convivência dos três Povos Bíblicos em Toledo, e durante a ação missionária na América. Era também um homem bem disposto para perdoar, mas que não tolerava aceitação do erro. Assim diz Saavedra Fajardo sobre os espanhóis: “Os espanhóis amam a religião e a justiça, são constantes nos trabalhos, profundos nos conselhos, e por isso lentos na execução. Tão altivos, que não se deixam desvanecer pela prosperidade e nem são humilhados pela adversidade. Isto, que na Espanha é um esplendor nativo e liberdade de espírito, é atribuído à soberba e ao desprezo pelas outras Nações, quando na verdade é ela que está em melhores relações com estas e mais as estima, e também a que mais obedece a razão e assim subjuga com maior facilidade seus afetos e Paixões”. H. G Wells explica o triunfo da grande conquista espanhola da seguinte maneira: “É muito simples: deve-se a sua religião cristã e a seu direito. O catolicismo é amplo, chama a seu seio a todos os homens e oferece o perdão aos que atacam. É, por exemplo, uma religião contrária ao judaísmo, que não busca novos adeptos e reserva-se apenas para seus fiéis. O catolicismo explica, portanto, a ampla e Generosa universalidade de todo espanhol”. • O profundo sentido da religião e do transcendente fazia os homens daquela época temerem a Deus e amá-lo ao mesmo tempo. Cria que uma fé sem respaldo de obras era insuficiente para alcançar a salvação. Era assim natural que um homem com essas características não conciliasse com métodos como a difamação e as calúnias. Roth descreve desta maneira o homem daqueles tempos: “Com certeza, é possível ver o espírito espanhol fundido Em Cada traço de Carlos V. Como exemplo, veja-se sua conhecida disputa com Francisco I, Rei da França. Quando o rei espanhol inteirou-se de que Francisco I planejava invadir a Espanha junto com os mouros, pediu-lhe cavalheirescamente, apelando à razão e a caridade, que interrompesse seu projeto, fazendo-lhe notar que, na qualidade de Reis cristãos, deviam evitar o derramamento inútil de sangue entre as duas Nações. O rei gaulês, obstinado em suas pretensões e cobiça, rechaçaria esta e outras exortações, não restando outro remédio ao Neto de Isabel e Fernando senão propor um duelo até a morte com seu par francês, afim de evitar as mortes que é uma guerra causaria: “Portanto, prometo a V. S., diante deste sacro colégio, e de todos estes Cavaleiros que aqui estão, que se o Rei da França quiser comigo lutar com armas entre sua pessoa e a minha, que o faça, com armadura ou sem, com espada ou com punhal ,em terra ou em Mar, em uma ponte, ou uma ilha, ou campo fechado, ou diante de nossos exércitos; ou onde quer que queira, como queira, e assim seja justo”. O rei francês, é claro, não aceitou o desafio. • O grande apologistas espanhol Julián Juderias descreve com perfeição este espírito espanhol: “Dom Quixote não saiu de sua Aldeia para ganhar dinheiro, e sim honra; Sancho, por sua vez, pensava continuamente na ilha, ou nos escudos que encontrou na cela da mula morta em Serra Morena: entre nossos ideais e os de outros povos existe a mesma diferença”. Tanto o rei como seus súditos temiam igualmente por sua salvação. • A subestimação do valor concreto da propaganda de guerra constituiu sem dúvida outro motivo a considerar. É preciso ter em conta que naqueles tempos a imprensa (especialmente como Máquina de Guerra) constituía toda uma novidade, sendo muito difícil, para não dizer impossível, prever-se as nefastas consequências que poderia ter o fato de subestimá-la. Hoje, o leitor do Século XXI acha inexplicável o relativo silêncio da Espanha frente a propaganda impressa, Pois todos conhecem quem foram Goebbels,Gransci e os propagandistas da guerra fria, e sabem também quão Fundamental e determinante foi para eles a propaganda e a imprensa na guerra. • Sem dúvida, agora são previsíveis as consequências de subestimar a propaganda de guerra, a mentira Como arma revolucionária – máxima leninista -, porém não era assim naquela época. Provavelmente, se a imprensa, como máquina de propaganda desenfreada, não tivesse existido na Idade Moderna, os protestantes se teriam extinguido ,como antes o fizeram a todas as demais seitas. • Quando a Espanha começou a tomar consciência da eficácia que vinha tendo a propaganda, já era tarde demais; contavam-se por centenas de milhares os folhetos e escritos panfletários de detratores difundidos pela Europa, e que circulavam de mão em mão ,não havia tempo nem espaço suficiente para refutar cada uma de suas acusações. Se é verdade que o primeiro golpe vale o dobro, certamente Quem deu este primeiro golpe foram os reformadores. Foi depois muito difícil neutralizar e reverter essa tendência, já indelevelmente impregnada na mente e no coração de alguns homens. O próprio Joseph Pérez, que tem pouca simpatia pela inquisição ,ressalta A pobre reação espanhola contra a lenda Negra. Destacamos como uma das primeiras e mais decididas reações em favor da Espanha a do célebre Quevedo. • A fraca censura dos livros danosos que se praticava, é indubitavelmente Outro fator a considerar. Ao contrário do que costuma crer-se, a inquisição proibiu bem pouco, seja por negligência, escassez de pessoal e outros recursos, prioridades mais imediatas, ou simplesmente por disparidade de critérios entre os censores. Um exemplo concreto de tolerância do tribunal pode ser o caso da obra difamatória de bartolomé de Las Casas -Brevíssimo relato da destruição das Índias -, o qual, publicada em 1578, seria proibido apenas em 1660. O próprio Llorente, cuja condição de jansenista já era conhecida, só foi censurado depois de provado sua incorrência em um delito grave. Se há algo que se poderia usar os censores e a suprema ,Considerando o momento histórico não é certamente seu Rigor, mas sim sua excessiva mansidão. #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #HistóriadaInquisição

  • O AMOR ARDENTE PARA COM JESUS E SUA SANTA MÃE

    Se o trabalho nos preserva o espírito dos Pensamentos perigosos o amor de Deus resguarda nos coração das afeições sensíveis e agitando chacina um sem-número de tentações. O coração do homem é feito para amar; o sacerdócio ou o estado religioso não tira este lado afetuoso da natureza do homem, mas ajuda-os sobrenaturalizá-lo. Se amarmos a Deus com toda a alma, se amarmos a Jesus sobre todas as coisas, sentiremos muito menos o desejo de nos expandir sobre as criaturas. Assim observa São João Clímaco: “É Virtuoso aquele que tem a tal ponto gravadas no espírito as belezas celestes que não se digna lançar os olhos sobre as belezas da terra, e assim não sente o ardor desse fogo que abrasa o coração dos outros. Mas, para produzir esse resultado, o amor de Jesus, deve ser inflamado, Generoso, absorvente. Então, de fato produz uma Tríplice vantagem: 1) enche de tal modo o espírito e o coração, que quase se não pensa mas nas afeições humanas; se por vezes estas se insinuam em nós rechaçamo-las, repetindo as palavras de Santa Inês: “estou desposada com aquele a quem os anjos servem, aquele diante de cuja Beleza se maravilham Sol e a Lua”. É claro que, em presença daquele que possui a plenitude da beleza, da Bondade e do poder, todas as criaturas desaparecem e não tem Encantos. 2) Mas, além disso, Jesus, que não pode sofrer Ídolos em nosso coração, nos exprobrará vivamente as nossas afeições naturais; Se tivermos a infelicidade de cair nessa fraqueza, estimulados pela censura, e seremos mais fortes para as combater.3) enfim, ele mesmo protege com o mais zeloso desveloso o coração daqueles que se lhe entregam; virá, pois, em nosso auxílio no momento da tentação e nos fortificará contra as seduções das criaturas. Este amor generoso para com Jesus, alcança-se na oração, nas Fervorosas comunhões e visitas ao Santíssimo Sacramento; tornas Ritual e permanente pela vida da União íntima com nosso senhor Jesus Cristo. Ao amor para com Jesus, acrescente-se uma grande devoção para com a virgem Imaculada. O seu nome respira pureza, e parece que invocá-la com confiança é já por em Fuga a tentação. Mas sobretudo, se nos consagramos totalmente a esta boa mãe. Ela velará sobre nós como sobre coisa e propriedade sua, e nos ajudará a repulsar vitoriosamente as tentações mais perturbadoras. Recitemos, pois, com muita Piedade a oração O Domina, tão eficaz contra as sugestões impuras, O Ave Maris Stella, sobretudo a estrofe: Virgo singulares, Inter omnes mitis. Nos culpis solutos Mites fac et castos. ” virgem singular; humilde entre todas; livrai-nos do pecado; fazei-nos mansos, Puros”. E se algum dia fôssemos vencidos na luta, nós que somos que o Coração Imaculado de Maria é ao mesmo tempo o refúgio seguro dos pecadores; que encontraremos; se a invocarmos, a graça do arrependimento, seguida da graça da absolvição; e que ninguém melhor que a Virgem fiel nos pode assegurar a terceira herança. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #mariologia

  • Cronologia de eventos desde a morte de Maomé até a proclamação da Primeira Cruzada:

    Século VII 632: Maomé morre. 633: Mesopotamia cai face à invasão muçulmana. Segue-se a queda de todo o Império Persa. 635: Damasco cai. 638: Jerusalém é capitulada. 643: Alexandria cai terminando assim 1000 anos de cultura helénica. 648: Chipre é atacado. 649: Chipre cai. 653: Rodas cai. 673: Constantinopla é atacada. 698: Todo o Norte da África é tomado pelos muçulmanos. São apagados os vestígios de cultura romana. Século VIII 711: Hispânia é atacada. O reino visigodo colapsa. 717: Os muçulmanos atacam Constantinopla de novo e são repelidos pelo Imperador Leão III. 720: Narbona cai. 721: Saragoça cai. Avistamentos de muçulmanos na França. 732: Bordeus é atacada e as suas igrejas são queimadas. Carlos Martel e o seu exército detêm os muçulmanos. Os ataques na França continuam. 734: Avinhão capturada por uma expedição muçulmana. 743: Lyon é saqueada. 759: Os árabes são expulsos de Narbona. Século IX 800: Começam as incursões muçulmanas na península itálica. As ilhas de Ponza e Isquia são saqueadas. 813: Civitavecchia, o porto de Roma, é saqueado. 826: Creta cai perante as forças muçulmanas. 827: Os muçulmanos começam a atacar a Sicilia (sul da península itálica). 837: Nápoles repele um ataque muçulmano. 838: Marselha saqueada e conquistada. 840: Bari cai. 842: Mesina capturada e o estreito de Mesina controlado pelos muçulmanos. 846: Os esquadrões muçulmanos chegam a Ostia, na foz do Tiber, e saqueiam Roma e a Basílica de Sao Pedro. Tarento, em Apulia, é conquistado pelas forças muçulmanas. 849: O exército do Papa repele uma frota muçulmana na foz do Tiber. 853-871: A costa italiana desde Bari até Reggio Calabria é controlada pelos sarracenos. Os muçulmanos semeiam o terror no Sul de Itália. 859: Os muçulmanos tomam controlo de toda a Mesina. 870: Malta capturada pelos muçulmanos. Bari reconquistada aos muçulmanos pelo Imperador Luis II. 872: O Imperador Luis II derrota uma frota sarracena em Capua. As forças muçulmanas devastam Calabria. 878: Siracusa cai após um cerco de 9 meses. 879: O Papa João VII é obrigado a pagar aos muçulmanos um tributo anual de 25.000 mancusos (cerca de 625.000 dólares americanos modernos). 880: Os comandantes bizantinos conseguem uma vitória em Nápoles. 881-921: Os muçulmanos capturam uma fortaleza em Anzio e saqueiam as terras circundantes sem retaliações durante 40 anos. 887: Os exércitos muçulmanos tomam Hysela e Amasia, na Asia Menor. 889 Toulon capturado. Século X 902: As frotas muçulmanas saqueiam e destroem Demetrias, na Tesalia, Grécia central. 904: Tesalónica cai perante as forças muçulmanos. 915: Após 3 meses de bloqueio, as forças cristãs saem victoriosas contra os sarracenos entrincheirados na sua fortaleza no norte de Nápoles. 921: Peregrinos ingleses a caminho a Roma são esmagados por uma derrocada de rochas causada pelos sarracenos nos Alpes. 934: Génova atacada pelos muçulmanos. 935: Génova conquistada. 972: Os sarracenos são finalmente expulsos de Faxineto. 976: O Califa do Egipto envia novas expedições muçulmanas ao sul de Itália. O Imperador Oto II, que tinha o seu quartel general em Roma, consegue derrotar os sarracenos. 977: Sérgio, arcebispo de Damasco, é expulsado da sua sede por los muçulmanos. 982: As forças do Imperador Oto II são emboscadas e derrotadas. Século XI 1003: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Antibes, na França. 1003-1009: Hordas de saqueadores sarracenos provenientes de bases na Sardenha saqueiam a costa italiana desde Pisa até Roma. 1005: Os muçulmanos da Espanha saqueiam Pisa. 1009: O Califa do Egipto ordena a destruição do Santo Sepulcro em Jerusalém, a tumba de Jesus. 1010: Os sarracenos apoderam-se da Cosenza, no Sul da Itália. 1015: A Sardenha cai completamente em poder muçulmano. 1016: Os muçulmanos de Espanha saqueiam de novo Pisa. 1017: Frotas de Pisa e Génova dirigem-se à Sardenha e encontram os muçulmanos a crucificar cristãos e expulsam o líder muçulmano. Os sarracentos tentaram retomar a Sardenha até 1050. 1020: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Narbona. 1095: O Imperador bizantino Aleixo I Comneno pede ao papa Urbano II ajuda contra os turcos. 1096: É proclamada a Primeira Cruzada. Tradução: Carlos morago #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoB #Históriadaidademédia #Igreja

  • AVANÇOS DA SOCIEDADE PORNOGRÁFICA – Universidade americana promove workshop sobre masturbação

    O site americano Breitbart publicou matéria, sobre um evento promovido pelo Diretório Acadêmico da Universidade Estadual do Arizona, que ilustra bem o que disse Chesterton sobre a sexualidade humana: se não dominamos o sexo, ele nos dominará. Abaixo, a íntegra da matéria do Breitbart: A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO ARIZONA PLANEJOU UMA OFICINA DE MASTURBAÇÃO INTITULADA “FODA-SE A SI MESMO” A Universidade Estadual do Arizona hospedará uma oficina de masturbação, em fevereiro, que inicialmente deveria ser intitulada “Foda-se a si mêsmo”. O workshop, agora intitulado “Ame-se a si mesmo”, acontecerá na Universidade Estadual do Arizona em 13 de fevereiro. O evento abordará temas de auto-satisfação sexual, como a masturbação. O workshop, que originalmente deveria ser intitulado “Foda-se a si mêsmo”, terá uma sessão de treinamento dirigida por uma “profissional do prazer”. “Entre em contato consigo, tocando-se a si mesmo”, lê-se numa página do Facebook criada para o evento. “Junte-se à profissional de prazer Natalie Treacy para uma discussão ‘sem vergonha’, focada no prazer da masturbação e da auto-exploração sexual, visando obter o prazer que você deseja e merece”. O evento foi organizado pelo diretório acadêmico da Universidade Estadual do Arizona, que organizou recentemente vários eventos sobre o tema da sexualidade. Em novembro de 2017, o mesmo diretório organizou uma palestra intitulada “A educação sexual que você merece”. Além desses eventos, foi contratado um Diretor de Bem-estar Sexual para supervisionar todas as questões relacionadas à sexualidade no campus. Além do Diretor de Bem-estar Sexual, o diretório acadêmico da Universidade Estadual do Arizona anunciou planos para criar outro cargo de consultoria, sobre “intimidade e relacionamentos saudáveis”. Uma vez preenchido o cargo, o Diretor de Intimidade e Relacionamentos Saudáveis supervisionará questões de “intimidade e relacionamentos saudáveis” no campus. O site do diretório afirma que a participação ativa dos “diretores” em discussões em torno da sexualidade ajudará a prevenir a violência sexual no campus. “Ao diminuir a distância entre agressão sexual e outros tópicos, como identidade de gênero, controle de natalidade ou prevenção e testes de STI (infecções sexualmente transmissíveis), temos o poder de influir positivamente sobre a intimidade sexual em nosso campus”, afirmou o diretório acadêmico. http://www.breitbart.com/tech/2018/01/31/arizona-state-hosts-masturbation-workshop-titled-go-fck-yourself/

  • A Crisma (parte II) na Patrística

    Estritamente falando, Tertuliano não é considerado um pai da Igreja, mas um apologista e escritor eclesiástico, já que no final de sua vida cai em heresia abraçando o montanismo. Porém foi lido antes de seu abandono da Igreja Católica. Tanto em seu período ortodoxo quanto em seu período herético temos em Tertuliano um testemunho que nos informa sobre a prática primitiva da Crisma na Igreja. “Depois disso, quando emitimos a partir da fonte, nós somos completamente ungidos com uma unção abençoada, (uma prática derivada) da antiga disciplina, onde ao entrar no sacerdócio, então estavam acostumados a serem ungidos com óleo de um chifre, desde que Aarão foi ungido por Moisés [Êxodo 30, 22-30]. Donde Aarão é chamado de ‘Cristo’, do ‘crisma’, que é ‘a unção;’. que, quando feito espiritualmente, forneceu um nome apropriado para o Senhor, porque Ele era ‘ungido’ pelo Espírito de Deus, o Pai, como está escrito em Atos: ‘pois, na verdade eles estavam reunidos nesta cidade contra o teu Santo Filho a quem Tu ungiu” [Atos 4, 27]. Assim, também, no nosso caso, a unção vai carnalmente (isto é, no corpo), mas os ganhos espiritualmente, da mesma forma que o próprio ato de batismo também é carnal, no qual somos mergulhados na água, mas o efeito é espiritual, em que somos libertos do pecado.” (Tertuliano, Sobre o Batismo,7-8). Santo Hipólito de Roma O lugar e a data do seu nascimento são desconhecidos, embora saiba-se que foi discípulo de Santo Ireneu de Lião. Seu grande conhecimento da filosofia e dos mistérios gregos, e sua própria psicologia, indicam que procedia do Oriente. Até o ano 212 era presbítero em Roma, onde Orígenes – durante sua viagem à capital do Império – o ouviu pronunciar um sermão. “O bispo, impondo a mão sobre eles, deve fazer uma invocação, dizendo: ‘Ó Senhor Deus, que os fez dignos do perdão dos pecados através da lavagem do Espírito Santo até o renascimento, enviai a eles a tua graça, para que possam servi-lo de acordo à sua vontade, pois há glória a ti, para o Pai, e do Filho com o Espírito Santo, na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amen.’ Então, vertendo o óleo consagrado em sua mão e impondo-a sobre a cabeça do batizado, ele dirá, ‘Eu te unjo com óleo santo no Senhor, o Pai Todo-Poderoso, e Jesus Cristo e o Espírito Santo. Marcai-os na testa, ele deve beijá-los e dizer: ‘O Senhor esteja convosco.’ Aquele que foi marcado dirá: ‘E com teu espírito’. Assim, ele deve fazer para cada um.”(Tradição Apostólica 21-22). “‘E ela disse a suas empregadas, Traga-me óleo’. Pois a fé e o amor preparam o óleo e ungüentos para aqueles que são lavados. Mas o que eram esses ungüentos, senão os mandamentos da santa Palavra? E que foi o óleo, senão o poder do Espírito Santo, com o qual os crentes são ungidos como com pomada após a camada de lavagem? Todas essas coisas foram figurativamente representadas na bendita Susanna, por nossa causa, para que nós, que agora acreditamos em Deus não podussemos considerar as coisas que são feitas agora na Igreja como estranhas, mas acreditando que todas elas foram estabelecidas nas figuras dos patriarcas de outrora, como o apóstolo também diz: ‘Ora, estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para nossa instrução, sobre quem o fim dos mundo está chegando.’ ”(Hipólito de Roma, Commentário sobre Daniel, 6, 18) São Cipriano de Cartago São Cipriano nasceu em torno do ano 200, provavelmente em Cartago, de família rica e culta. Dedicou-se, em sua juventude, à retórica. por volta do ano 246. Pouco depois, em 248, foi eleito bispo de Cartago. Durante a perseguição de Décio, em 250, julgou melhor afastar-se para outro lugar, para continuar a se Dele conservamos uma dezena de opúsculos sobre diversos temas de então e, particularmente, uma coleção de 81 cartas. Em 253 d.C expõe a passagem de Atos 8, a qual já citamos acima, e conecta o episódio ao entendimento da Igreja do que é a confirmação: “Alguns dizem que no que diz respeito àqueles que foram batizados em Samaria que, quando os apóstolos Pedro e João foram lá, apenas as mãos foram impostas sobre eles para que eles pudessem receber o Espírito Santo, e que eles não foram re-batizados. Mas vemos, queridos irmãos, que esta situação em nada diz respeito ao presente caso. Aqueles em Samaria que haviam crido tinha acreditado na verdadeira fé, e foi pelo diácono Filipe, a quem esses mesmos apóstolos tinham enviado para lá, que eles tinham sido batizados dentro da Igreja. . . . Desde então, eles já tinham recebido o batismo legítimo e eclesiástico, não era necessário batizá-los novamente. Ao contrário, somente o que estava faltando foi feito por Pedro e João. A oração foi feita sobre eles e as mãos foram impostas sobre eles, o Espírito Santo foi chamado e foi derramado sobre eles. Esta é até agora a prática entre nós, de modo que aqueles que são batizados na Igreja, em seguida, são levados para os prelados da Igreja, através da nossa oração e da imposição das mãos, eles recebem o Espírito Santo e são aperfeiçoados com o selo do Senhor” (Epistola 73 [72], 9). Orígenes de Alexandria Ilustre teólogo e escritor eclesiástico. Nascido em Alexandria por volta do ano 231, foi reconhecido como o maior mestre da doutrina cristã emsua época, exercendo uma extraordinária influência como intérprete da Bíblia: “E não se surpreenda que este santuário é reservado somente para os sacerdotes. Pois todos aqueles que foram ungidos com o óleo da crisma tornaram-se sacertdotes, como também Pedro diz a toda a Igreja: “Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa”. (1 Pedro 2, 9). Portanto, vocês são um ‘povo sacerdotal’, e por conta disso você abordam as coisas sagradas.”(Homilia sobre o Levítico 9) Santo Agostinho Bispo de Hipona e doutor da Igreja, é reconhecido como um dos quatro doutores mais distintos da Igreja latina. Nasceu em 354 e chegou a ser bispo de Hipona durante 34 anos. Combateu duramente todas as heresias de sua época e morreu no ano 430. “E você tem a unção do Santo, que pode ser manifesta a vós mesmos (1 João 2:20). A unção espiritual é o próprio Espírito Santo, do qual o sacramento é a unção visível.” (Dez Homilias sobre a Epístola de São João para os partos, 3, 5) “Batismo e a água tiveram. Você foi transpassado, por assim dizer, de modo que você pôde vir na forma de pão. Mas ainda não é pão, sem fogo. O que, portanto, o fogo representa? É a crisma. Pois o óleo de nosso fogo é o sacramento do Espírito Santo.”(Agostinho, Sermão 227, 1 (c. 420 dC) “Por que, então, é o próprio chefe, de onde que a unção de unidade descende, isto é, a fragrância espiritual de amor fraternal, Por que, eu digo, é o próprio Chefe que se expõe a sua resistência, ao mesmo tempo que atesta e declara que “o arrependimento e a remissão dos pecados deve ser pregado em Seu nome entre todas as nações, começando por Jerusalém”? E por esta unção se deseja que o sacramento da crisma seja entendido, o que é realmente santo como entre as classes de sinais visíveis, como o próprio batismo…” (Agostinho, Cartas de Petilian o donatista, 2,104:239) São Basílio Magno Nasceu por volta do ano 329 em Cesaréia da Capadócia. Chegou a ser um dos Padres da Igreja grega que mais brilharam no século IV. Morreu em torno do ano 379. “Das crenças e práticas se geralmente aceitas ou publicamente estimadas que são preservadas na Igreja, algumas que possuimos derivadas do ensino de escrito, outras que recebemos que nos foram entregues ‘em um mistério’ pela tradição dos Apóstolos; e ambas em relação a verdadeira religião tem a mesma força. E estes ninguém vai contradizer; ninguém, em todos os casos, que é até mesmo moderadamente versados nas instituições da Igreja. Pois estávamos tentando rejeitar tais costumes como não tendo autoridade escrita, sobre o fundamento de que a importância que eles possuem é pequena, nós devemos acidentalmente ferir o Evangelho nestas questões, especialmente, ou melhor, deve fazer a nossa definição pública de uma mera frase e nada mais… Qual dos santos nos deixou por escrito as palavras da invocação ao apresentar o pão da Eucaristia e o cálice de bênção? Pois nós não estamos, como é bem sabido, contentes com o que o apóstolo ou o Evangelho gravou, mas ambos em prefácio e a conclusão adicionamos outras palavras, como sendo de grande importância para a validade do ministério, e estas que derivam de ensino não escrito . Além disso, nós abençoamos a água do batismo e o óleo do crisma, e, além disso catecúmeno que está sendo batizado. Com que autoridade escrita que fazemos isso? Não é a nossa autoridade tradição silenciosa e mística? Não, por qual palavra escrita a unção do óleo é ensinada? E de onde vem o costume de batizar três vezes? E quanto aos outros costumes do batismo de qual Escritura podemos derivar a renúncia de Satanás e seus anjos? Isso não vem de um ensinamento inédito e secreto que nossos pais guardram em um silêncio fora do alcance da intromissão de curiosos e da investigação inquisitiva?… Da mesma maneira, os apóstolos e pais que estabeleceram as leis Igreja do início, assim, guardaram a terrível dignidade dos mistérios em segredo e silêncio, para o que é divulgado no exterior de forma aleatória entre o povo comum, não é mistério.” (Sobre Espírito Santo, Capítulo 27) São Basílio argumenta que algumas práticas nos vêm de tradições, e não de escritos específicos. Ele ilustra com detalhes do ritual de batismo. “Nós também abençoamos a água do batismo, o óleo da unção, e até mesmo os próprios batizados. Por virtude de quais escritos? Não é em virtude da tradição protegida, secreta e escondida? De verdade! Mesmo o óleo da unção, o que a palavra escrita tem ensinado sobre isso? A tripla imersão, de onde ela vem? E tudo o que rodeia o batismo: a renúncia a Satanás e seus anjos de qual Escritura é que isso veio? […] Não é daquele ensino mantido privado e secreto, que os nossos pais guardaram em silêncio, protegidos da ansiedade e curiosidade, sabendo muito bem que guardando tranquilos, salvam caráter sagrado dos mistérios? Pois, como seria razoável divulgar escrevendo a instrução, o que não é permitido para os não iniciados contemplarem?” (Basílio, o Grande, sobre o Espírito Santo, 15, 35 (c. 375 dC)) São Cirílo de Jesusalém Nasceu em Jerusalém ou em suas proximidades, por volta do ano 313 ou 315; em 348 já era bispo. Morreu aproximadamente no ano 386. “Mas cuidado ao supor que isso seja uma unção simples. Porque, assim como o Pão da Eucaristia, após a invocação do Espírito Santo não é mais simplesmente pão, mas o Corpo de Cristo, assim também esta unção santa não é mais uma simples unção, nem (por assim dizer) ações ordinárias, depois de invocação, mas é dom da graça de Cristo, e, com o advento do Espírito Santo, faz-se apto a transmitir a Sua natureza divina. Que a unção é aplicada simbolicamente na sua testa e seus outros sentidos, e enquanto o seu corpo é ungido com o ungüento visível, sua alma é santificada pelo Santo e vivificante Espírito.” (Leituras catequéticas 21, 3) “‘Você ungiu minha cabeça com óleo’(Salmo 22:05). Com óleo ungiu a cabeça em cima de sua testa, pelo selo que você tem de Deus; que pode ser feito pela gravação do sinal, a Santidade a Deus.” (Leituras Catequéticas 22, 7) São Gregório Magno Papa e doutor da Igreja, é o quarto e último dos originais Doutores da Igreja latina. Defendeu a supremacia do Papa e trabalhou pela reforma do clero e da vida monástica. Nasceu em Roma por volta do ano 540 e faleceu em 604. “Também chegou aos nossos ouvidos que alguns têm sido ofendidos pelos nossos presbíteros que têm proibido tocar com o crisma aqueles que estão para ser batizado. E nós, na verdade agimos de acordo com o antigo uso da nossa Igreja, mas, se houver são, na verdade aqui angustiado, nós permitimos que, quando há a falta de bispos, presbíteros podem tocar com o crisma, mesmo em suas testas, aqueles que serão batizado.” (Carta ao Bispo Januário, Livro 4, n º 26) São Teófilo de Antioquia Sexto bispo de Antioquia, segundo Eusébio de Cesaréia e São Jerônimo. Conservaram-se apenas 3 livros escritos aproximadamente pelo ano de 180 d.A. (A Autólico). Em seu primeiro livro, fala de como seremos julgados em conformidade com as nossas obras e de como os que perseveram nas boas obras obtêm a vida eterna: “E sobre o seu riso sobre mim e me chamando de ‘cristão’, você não sabe o que está dizendo. Primeiro, porque o que é ungido é doce e útil, e longe de ser desprezível. Pois qual navio pode ser útil e em condições de navegar, a menos que ser primeiro calafetados [ungido]? Ou qual castelo ou casa é bonita e útil quando ainda não foi ungida? E o homem, quando ele entra nesta vida ou no ginásio, não é ungido com óleo? E qual trabalho tem um tanto enfeite quanto beleza a menos que seja ungido e polido? Então, o ar e tudo o que há debaixo do céu está de certa forma ungido pela luz e o espírito; e você está disposto a ser ungido com o óleo de Deus? Portanto, somos chamados cristãos spor este motivo, porque somos ungidos com o óleo de Deus.” (Teófilo de Antioquia, a Autólico, I, 12)

  • A Crisma (parte I) nas Escrituras

    “Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, E da doutrina [διδαχὴν] dos batismos [βαπτισμῶν, lit. batismos], e da imposição das mãos [ἐπιθέσεώς τε χειρῶν], e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.” (Hebreus 6, 1-2) Observe no grego a partícula enclítica τε: é, infelizmente, muitas vezes não traduzida em modernas traduções da Bíblia, como é o caso aqui. É um forte copulativa, na maioria das vezes simplesmente traduzida como “e”, mas denotando uma estreita, inseparável e intrínseca ligação entre as palavras ou idéias que se junta: neste caso, βαπτισμῶν διδαχὴν ἐπιθέσεώς τε χειρῶν (baptismōn didachēn epitheseōs te cheirōn) deve traduzir como “ensino de batismos e imposição de mãos”- com estas duas coisas que compartilham um vínculo interior, como se partisse da mesma ação ou idéia. Este versículo é uma referência ao “dualsacramento” da Igreja Primitiva do Batismo e da Confirmação. Além disso, observe a progressão clara das idéias aqui: uma vez que o autor está prestes a mudar a partir do “leite” do cristianismo para “alimento sólido” (Hebreus 5, 12-14), ele resume as idéias essenciais: o arrependimento dos pecados, a fé em Deus, o Batismo, confirmação, Ressurreição dos Mortos, e Juízo final. Este é o caminho da vida cristã, os estágios, desde o nascimento cristão para a eternidade cristã. Há pelo menos dois episódios nos Atos dos Apóstolos da Igreja Primitiva administrando a Confirmação de novos convertidos. No primeiro, São Filipe, o Evangelista (não São Felipe Apóstolo, o Filipe é um dos sete diáconos ordenados em Atos 6,1-6) foi enviado para anunciar o Evangelho em Samaria (Atos 8, 4-8 ). Filipe batizou o novo convertido lá – uma vez que qualquer cristão pode administrar o Sacramento do Batismo (CIC 1256). Os novos cristãos receberam a graça batismal, e, em alguma medida, o Espírito Santo. Mas porque só um apóstolo poderia realizar o Sacramento da Confirmação (e, portanto, hoje só um bispo ou um sacerdote a quem ele explicitamente delegou a autoridade), os samaritanos não receberam este imediatamente. E assim: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.” (Atos8,14-17) Aqui, pela imposição das mãos, os novos cristãos Samaritanos estão confirmados na graça de Deus e receberam a medida mais completa do Espírito Santo. Uma vez que, no momento em que São Lucas escreveu o livro de Atos, a Igreja Primitiva estava ainda consubstanciar sua teologia e trabalhando para entender plenamente as efusões da graça que os cristãos estavam a receber, a terminologia teológica de Lucas ainda estava um pouco incerta. Sabemos que os cristãos recebem a graça do Espírito Santo no Batismo – tão aparentemente esses cristãos tinham sido batizados, mas não confirmados. Outro Episódio acorre mais tarde, quando São Paulo está em Éfeso: “E Sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. E estes eram, ao todo, uns doze homens.” (Atos19, 1-7) Depois que Paulo batizou esses homens, em nome de Jesus, ele colocou as mãos sobre eles e eles receberam a plenitude do Espírito Santo, uma vez que tinha caído no dia de Pentecostes. Este é mais um exemplo claro de que a Igreja chegou a chamar de confirmação. E mais, a Sagrada Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento, promete a efusão do Espírito Santo nos tempos messiânicos. O Espírito ou Sopro (ruach, em hebraico) de Javé, no Antigo Testamento, significa geralmente a força de Deus a suscitar vida e obras dignas do Altíssimo através da história sagrada. Como se entende, os israelitas, não tendo conhecimento do dogma da Ssma. Trindade, ainda não concebiam o Espírito como Pessoa Divina. Assim já nos primórdios da criação o Espírito aparece sobre o caos do mundo como que para acalentá-lo e nele fomentar a vida; cf. Gên 1,1. No decorrer dos tempos, o Espírito se comunicava aos homens chamados para realizar grandes feitos: os Juízes (cf. Jz 3,10; 6,34; 11,29), Saul (cf. 1 Sam 11,6), Moisés (cf. Núm 11,17), Davi (cf. 2 Sam 23,2), Elias (cf. 4 Rs 2,9), os profetas em geral. Por excelência, como se dirá mais abaixo, dever-se-ia derramar sobre a natureza humana do Messias, chamado a ser Rei, Sacerdote e Profeta em grau eminente (cf. Is 11,2). Na plenitude dos tempos, a plenitude do Espírito Santo devia ser outorgada não somente a indivíduos privilegiados, mas a todos os justos. É o que prediz muito claramente o profeta Joel: num quadro dramático, Javé promete «derramar seu Espírito sobre toda carne», de modo a renovar o mundo (3,1). Ezequiel, por sua vez, anunciava a renovação interior dos fiéis mediante o Espírito de Deus como característica da era messiânica; dando o seu Espírito ou um novo princípio de vida aos homens, Javé os tornaria observantes da Lei Divina, portadores de frutos de justiça e santidade, que o Espírito faria germinar à semelhança da água que toma fecunda a terra (cf. Ez 36,26s ; 37,14 ; 39,24.29 ; Is 32,15-19; Zac 12,10). A efusão do Espírito devia efetuar-se por intermédio do Messias. Este em sua natureza humana seria cumulado dos dons do Espírito Santo, a fim de realizar a sua obra de salvação (cf. Is 11,1-3 ; 42,1 ; 61,1). No Novo Testamento, Cristo aparece realmente como o depositário do Espírito Santo: sobre a sua santíssima humanidade desceu o Espírito no dia do batismo (cf. Mt 3,16), penetrando-a à semelhança do óleo com que se pratica uma unção; dai o nome de Ungido (= Christós, em grego; Mashiah, em hebraico) que toca a Jesus: «O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me consagrou por uma unção», diz o Salvador no inicio da sua vida pública, citando Is 61,1 (cf. Lc 4,17-22). E note-se como em torno de Jesus, justamente no limiar da era messiânica, como que para assinalar a presença do Ungido, surge um grupo de figuras ricamente agraciadas pelo Espírito Santo: Elisabete (cf. Lc 1,41-43), Zacarias (cf. Lc 1,67), João Batista (cf. Lc 1,15), Maria Santíssima (cf. Lc 1,35), Simeão (cf. Lc 2,25-32), a viúva Ana (cf. 2,36-38)… Antes de sua volta ao Pai, Jesus, confirmando as predições do Antigo Testamento, prometeu enviar a todos os fiéis o Espírito Santo, o qual se tornaria o Advogado ou Consolador (= Paráclito) e o Mestre interior de cada um (cf. Jo 7, 37-39; 14,16s. 26 ; Lc 24,49 ; At 1,4). Pelo Espírito e no Espírito de Deus é que haviam de viver os discípulos de Cristo (cf. 1 Cor 12,3).

  • A Didaqué: a Instrução dos Apóstolos

    B O DOCUMENTO conhecido como Didaqué (Διδαχń) é antiquíssimo; remonta aos tempos da primeiríssima geração da Santa Igreja. É anterior a alguns livros da própria Bíblia Sagrada, tendo sido escrito provavelmente antes do Evangelho de S. João, do Apocalipse e de algumas das epístolas. “Didaqué” é uma palavra grega que significa “instrução” ou “doutrina”, e a obra era conhecida como “A Instrução dos Doze Apóstolos”, – o que lembra muito o que diz o livro de Atos (2,42) sobre “o ensinamento dos Apóstolos”. Assim como ocorre com relação a alguns livros do Novo Testamento, torna-se uma tarefa mais do que complexa precisar se a obra foi escrita diretamente por algum(ns) dos Apóstolos de Jesus ou sob a sua orientação, e se foi produzida por um só ou por vários autores. De todo modo, trata-se indiscutivelmente de uma preciosidade documental, um conjunto de textos que nos permite um mergulho profundo no inconsciente dos primeiros seguidores de Jesus, contemporâneos dos Apóstolos e/ou de seus sucessores diretos; um olhar impressionantemente vivo e preciso sobre a maneira de ser e pensar das comunidades cristãs de dois mil anos atrás. Atualmente, a maior parte dos estudiosos parece concordar que a obra é fruto da reunião de várias fontes escritas e/ou orais, que retratam a tradição viva das comunidades cristãs do primeiro século. Os locais mais prováveis de sua origem são a Palestina e a Síria. A Didaqué é um manual da Religião, uma espécie de Catecismo dos primeiros cristãos: era o principal referencial escrito com que os primeiros seguidores do Cristo contavam além das Escrituras hebraicas (o conjunto organizado de livros que compõem a Bíblia Cristã, tal como a conhecemos hoje, ainda não estava completo nem definido). Esse documento, portanto, nos permite entender melhor as origens do cristianismo, nos dá uma ideia de como eram a iniciação, as celebrações, a organização e a vida das primeiras comunidades. O(s) autor(es) dirige(m) seus ensinamentos especialmente às comunidades formadas pelos primeiros convertidos, que vinham principalmente do paganismo. O conteúdo e o estilo da Didaqué lembram imediatamente muitos textos do Antigo e do Novo Testamento, bem como outros escritos do século I dC. – O tom e os temas de muitas exortações se parecem bastante com os da literatura sapiencial e com diversos trechos dos Evangelhos canônicos. Dessa forma, esse Catecismo original é um testemunho incrivelmente preciso do modo de vida da Igreja primitiva. Entre outros elementos essenciais da fé da Igreja de sempre, o texto menciona Bispos e Diáconos, além dos Sacramentos do Batismo, da Confissão ou Penitência e da Eucaristia. Um ponto notável é o clima de preocupação que a comunidade vive, dentro de uma sociedade estruturalmente pagã, de não se confundir com o ambiente, de não se deixar manipular por aproveitadores oportunistas disfarçados de profetas. Sente-se também uma esperança um pouco nervosa de uma escatologia (fim dos tempos) próxima. O tema da perseverança heroica no caminho da fé é outra característica marcante das comunidades nascentes, que ainda estão descobrindo a sua vocação e a sua missão no mundo. Abaixo, disponibilizamos o conteúdo integral da Didaqué, para todos aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos a respeito da fé, das origens da Igreja e das raízes da verdadeira doutrina cristã. Que seja útil. A DIDAQUÉ: A INSTRUÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS “O Caminho da Vida e o caminho da morte” Capítulo I 1 Existem dois caminhos: um da vida e outro da morte [Cf Jer 21,8; Dt 5,32s; 11,26-28; 30,15-20; Ecli 15,15-17]. A diferença entre ambos é grande. 2 O caminho da vida é, pois, o seguinte: primeiro amarás a Deus que te fez; depois a teu próximo como a ti mesmo [Cf Dt 6,5; 10,12s; Ecli 7,30; Lev 19,18; Mt 22,37]. E tudo o que não queres que seja feito a ti, não o faças a outro [Cf Mt 7,12; Lc 6,31]. 3 Eis a doutrina relativa a estes mandamentos: Bendizei aqueles que vos amaldiçoam, orai por vossos inimigos, jejuai por aqueles que vos perseguem. Com efeito, que graça vós tereis, se amais os que vos amam? Não fazem os gentios o mesmo? Vós, porém, amai os que vos odeiam e não tenhais inimizade [Cf Mt 5,44s; Lc 6,27s; 6,32s]. 4 Abstém-te dos prazeres carnais [Cf 1Ped 2,11]. Se alguém te bate na face direita, dá-lhe também a outra e tu serás perfeito. Se alguém te obrigar a mil (passos), anda dois mil com ele. Se alguém tomar teu manto, dá-lhe também tua túnica. Se alguém toma teus bens, não reclames, pois de todo o jeito não podes [Cf Mt 5,39ss; Lc 6,29]. 5 Dá a todo aquele que te pedir, sem exigir devolução. Pois a Vontade do Pai é que se dê dos seus próprios dons. Bem-aventurado é aquele que dá conforme a lei, pois é irrepreensível. Ai daquele que toma (recebe)! Se, porém, alguém tiver necessidade de tomar (receber), é isento de culpa. Mas se não estiver em necessidade, terá que se responsabilizar pelo motivo e pelo fim por que recebeu. Colocado na prisão, ele não sairá de lá, até ter pago o último quadrante (centavo) [Mt 5,25s; Lc 12,58s]. 6 Mas é verdade que a este propósito também foi dito: Que tua esmola sue em tuas mãos, até souberes a quem dar [Cf Ecli 12,1]. Capítulo II 1 O segundo mandamento da Instrução (dos Doze Apóstolos) é: 2 Não matarás, não cometerás adultério; não te entregarás à pederastia, não fornicarás, não furtarás, não exercerás magia nem bruxaria (charlatanice). Não matarás criança por aborto, nem criança já nascida; não cobiçarás os bens do próximo. 3 Não serás perjuro [Cf Mt 5,33; Ex 20,7] nem darás falso testemunho; não falarás mal do outro nem lhe guardarás rancor. 4 Não usarás de ambiguidade nem no pensamento nem na palavra, pois a duplicidade é uma trama fatal [Cf Prov 21,6]. 5 Tua palavra não seja falsa, nem vã; mas, ao contrário, seja cheia de sinceridade e seriedade (comprovada pela ação). 6 Não serás cobiçoso nem rapace, nem hipócrita, nem malicioso, nem soberbo. Não nutrirás má intenção contra teu próximo [Cf Ex 20,13-17; Dt 5,17-21]. 7 Não odiarás ninguém, mas repreenderás uns e rezarás por outros, e ainda amarás aos outros mais que a ti mesmo (que tua alma). Capítulo III 1 Meu filho, evita tudo o que é mau e semelhante ao mal. 2 Não sejas odiento ou rancoroso, pois o ódio conduz à morte; nem ciumento, nem brigão ou provocador, pois de tudo isso nascem os homicidas. 3 Meu filho, não sejas cobiçoso de mulheres, pois a cobiça conduz à fornicação. Evita a obscenidade e os maus olhares, pois de tudo isto nascem os adúlteros. 4 Meu filho, não te dês à adivinhação, pois ela conduz à idolatria. Abstém-te também da encantação (feitiçaria) e da astrologia e das purificações, nem procures ver ou ouvir (entender) estas coisas, pois tudo isto origina a idolatria. 5 Meu filho, não sejas mentiroso, pois a mentira conduz ao roubo; não sejas avarento ou cobiçoso de fama, pois tudo isto origina o roubo. 6 Meu filho, não sejas furioso, pois isto conduz à blasfêmia; não sejas insolente nem malvado, pois tudo isto origina as blasfêmias. 7 Sê, antes, manso, pois os mansos possuirão a Terra [Cf Mt 5,5; Sl 31,11]. 8 Sê longânime (têm grandeza de ânimo), misericordioso, sem falsidade, tranquilo e bom, e guarda com toda a reverência a instrução ouvida. 9 Não te eleves a ti mesmo e não entregues teu coração à insolência; não vivas com os “grandes” (deste mundo), mas com os justos e humildes. 10 Tu aceitarás os acontecimentos da vida como sendo bons, sabendo que a Deus nada daquilo que acontece é estranho. Capítulo IV 1 Meu filho, lembra-te dia e noite daquele que te anuncia a Palavra de Deus e o honrarás como ao Senhor, pois onde se proclama sua Soberania aí está o Senhor presente [Cf Hb 13,7]. 2 Todos os dias procurarás a companhia dos santos, para encontrar apoio em suas palavras. 3 Não causarás cismas, mas reconciliarás os que lutam entre si. Julgarás de maneira justa, sem considerar a pessoa na correção das faltas [Cf Dt 1,16s; Pr 31,9]. 4 Não te demorarás em procurar o que te há de acontecer (adivinhação do futuro) ou não. 5 Não terás as mãos sempre estendidas para receber, retirando-as quando se trata de dar. 6 Se possuíres algo, graças ao trabalho de tuas mãos, dá-o em reparação por teus pecados. 7 Não hesitarás em dar e, dando, não murmurarás, pois algum dia reconhecerás quem é o verdadeiro Dispensador da Recompensa. 8 Não repelirás o indigente, mas antes repartirás tudo com teu irmão, não considerando nada como teu, pois, se divides os bens da imortalidade, quanto mais o deves fazer com os corruptíveis [Cf At 4,32; Hb 13,16]. 9 Não retirarás a mão de teu filho ou de tua filha, mas desde sua juventude os instruirás no temor a Deus. 10 Não darás ordens com rancor ao teu povo ou à tua serva, que esperam no mesmo Deus que tu, para que não percam o temor de Deus que está acima de todos. Com efeito, Ele não virá chamar segundo a aparência da pessoa, mas segundo a preparação do espírito. 11 Vós, servos, sede submissos aos vossos senhores como se eles fossem uma imagem de Deus, com respeito e reverência [Cf Ef 6,1-9; Col 3,20-25]. 12 Detestarás toda a hipocrisia e tudo o que é desagradável ao Senhor. 13 Não violarás os mandamentos do Senhor e guardarás o que recebeste, sem acrescentar nem tirar algo. 14 Na assembleia, confessarás tuas faltas e não entrarás em oração de má consciência. – Este é o caminho da vida. Capítulo V 1 O caminho da morte é o seguinte: em primeiro lugar, é mau e cheio de maldições: mortes, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatrias, práticas mágicas, bruxarias (necromancias), rapinagens, falsos testemunhos, hipocrisias, ambiguidades (falsidades), fraude, orgulho, maldade, arrogância, cobiça, má conversa, ciúme, insolência, extravagância, jactância, vaidade e ausência do temor de Deus; 2 Perseguidores dos bons, inimigos da verdade, amantes da mentira, ignorantes da recompensa da justiça, não-desejosos do bem nem do justo juízo, vigilantes, não pelo bem, mas pelo mal, estranhos à doçura e à paciência, amantes da vaidade, cobiçosos de retribuição, sem compaixão com os pobres, sem cuidado para com os necessitados, ignorantes de seu Criador, assassinos de crianças, destruidores da obra de Deus, desprezadores dos indigentes, opressores dos aflitos, defensores dos ricos, juízes iníquos dos pobres, pecadores sem fé nem lei. – Filho, fica longe de tudo isso. Capítulo VI 1 Vigia para que ninguém te afaste deste caminho da instrução, ensinando-te o que é estranho a Deus [Cf Mt 24,4]. 2 Pois, se puderes portar todo o jugo do Senhor, serás perfeito; se não puderes, faze o que puderes. 3 Quanto aos alimentos, toma sobre ti o que puderes suportar, mas abstém-te completamente das carnes oferecidas aos ídolos, pois este é um culto aos deuses mortos. “Celebração Litúrgica” Capítulo VII 1 No que diz respeito ao batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente [Cf Mt 28,19]. 2 Se não tens água corrente, batiza em outra água; se não puderes em água fria, faze-o em água quente. 3 Na falta de uma e outra, derrama três vezes água sobre a cabeça em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. 4 Mas, antes do batismo, o que batiza e o que é batizado, e se outros puderem, observem um jejum; ao que é batizado, deverás impor um jejum de um ou dois dias. Capítulo VIII 1 Vossos jejuns não tenham lugar com os hipócritas; com efeito, eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana; vós, porém, jejuai na quarta-feira e na sexta (dia de preparação). 2 Também não rezeis como os hipócritas, mas como o Senhor mandou no seu Evangelho: Nosso Pai no Céu, que Vosso Nome seja santificado, que Vosso Reino venha, que Vossa vontade seja feita na Terra, assim como no Céu; dá-nos hoje o pão necessário (cotidiano), perdoa a nossa ofensa assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal [Cf Mt 6,9-13; Lc 11,2-4], pois Vosso é o Poder e a Glória pelos séculos. 3 Assim rezai três vezes por dia. Capítulo IX 1 No que concerne à Eucaristia, celebrai-a da seguinte maneira: 2 Primeiro sobre o Cálice, dizendo: Nós vos bendizemos (agradecemos), nosso Pai, pela santa vinha de Davi, vosso servo, que vós nos revelastes por Jesus, vosso Servo; a Vós, a Glória pelos séculos! Amém. 3 Sobre o Pão a ser quebrado: Nós vos bendizemos (agradecemos), nosso Pai, pela Vida e pelo Conhecimento que nos revelastes por Jesus, vosso Servo; a Vós, a Glória pelos séculos! Amém. 4 Da mesma maneira como este Pão quebrado primeiro fora semeado sobre as colinas e depois recolhido para tornar-se um, assim das extremidades da Terra seja unida a Vós vossa Igreja  em vosso Reino; pois vossa é a Glória e o Poder pelos séculos! Amém. 5 Ninguém coma nem beba de vossa Eucaristia, se não estiver batizado em Nome do Senhor. Pois a respeito dela disse o Senhor: “Não deis as coisas santas aos cães!”. Capítulo X 1 – Mas depois de saciados, bendizei (agradecei) da seguinte maneira: 2 Nós vos bendizemos (agradecemos), Pai Santo, por vosso Santo Nome, que fizestes habitar em nossos corações, e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos revelastes por Jesus, vosso Servo; a Vós, a Glória pelos séculos. Amém. 3 Vós, Senhor Todo-poderoso, criastes todas as coisas para a Glória de Vosso nome e, para o gozo deste alimento e a bebida aos filhos dos homens, a fim de que eles vos bendigam; mas a nós deste uma Comida e uma Bebida espirituais para a vida eterna por Jesus, vosso Servo. 4 Por tudo vos agradecemos, pois sois poderoso; a Vós, a Glória pelos séculos. Amém. 5 Lembrai-vos, Senhor, de vossa Igreja, para livrá-la de todo o mal e aperfeiçoá-la no vosso Amor; reuni esta Igreja santificada dos quatro ventos no vosso Reino que lhe preparaste, pois vosso é o Poder e a Glória pelos séculos. Amém. 6 Venha vossa Graça e passe este mundo! Amém. Hosana à Casa de Davi [Cf Mt 21,15]. Venha aquele que é santo! Aquele que não é (santo) faça penitência: Maranatá! [Cf 1Cor 16,22; Ap 22,20] Amém. 7 Deixai os profetas bendizer à vontade. A Vida em comunidade Capítulo XI 1 Se, portanto, alguém chegar a vós com instruções conformes com tudo aquilo que acima é dito, recebei-o. 2 Mas, se aquele que ensina é perverso e expõe outras doutrinas para demolir, não lhe deis atenção; se, porém, ensina para aumentar a justiça e o conhecimento do Senhor, recebei-o como o Senhor. 3 A respeito dos Apóstolos e profetas, fazei conforme os dogmas do Evangelho. 4 Todo o Apóstolo que vem a vós seja recebido como o Senhor. 5 Mas ele não deverá ficar mais que um dia, ou, se necessário, mais outro. Se ele, porém, permanecer três dias, é um falso profeta. 6 Na sua partida, o Apóstolo não leve nada, a não ser o pão necessário até a seguinte estação; se, porém, pedir dinheiro, é falso profeta. 7 E não coloqueis à prova nem julgueis um profeta em tudo que fala sob inspiração, pois todo pecado será perdoado, mas este pecado não será perdoado [Cf Mt 12,31]. 8 Nem todo aquele que fala no espírito é profeta, a não ser aquele que vive como o Senhor. Na conduta de vida conhecereis, pois, o falso e o verdadeiro profeta. 9 E todo profeta que manda, sob inspiração, preparar a mesa não deve comer dela; ao contrário, é um falso profeta. 10 Todo profeta que ensina a verdade sem praticá-la é falso profeta. 11 Mas todo profeta provado (e reconhecido) como verdadeiro, representando o Mistério cósmico da Igreja, não ensinando, porém, a fazer como ele faz, não seja julgado por vós, pois ele será julgado por Deus. Assim também fizeram os antigos profetas. 12 O que disser, (supostamente) sob inspiração: “Dá-me dinheiro”, ou qualquer outra coisa, não o escuteis; se, porém, pedir para outros necessitados, então ninguém o julgue. Capítulo XII 1 Todo aquele que vem a vós, em nome do Senhor, seja acolhido. Depois de o haverdes sondado, sabereis discernir a esquerda da direita (pois tendes juízo). 2 Se o hóspede for transeunte, ajudai-o quanto possível. Não permaneça convosco senão dois ou, se for necessário, três dias. 3 Se quiser estabelecer-se convosco, tendo uma profissão, então trabalhe para o seu sustento. 4 Mas, se ele não tiver profissão, procedei conforme vosso juízo, de modo a não deixar nenhum cristão ocioso entre vós. 5 Se não quiser conformar-se com isto, é alguém que quer fazer negócios com o cristianismo. Acautelai-vos contra tal gente. Capítulo XIII 1 Todo verdadeiro profeta que quer estabelecer-se entre vós é digno de seu alimento. 2 Do mesmo modo, também o verdadeiro mestre, como o operário, é digno de seu alimento. 3 Por isso, tomarás as primícias de todos os produtos da vindima e da eira, dos bois e das ovelhas e darás aos profetas, pois estes são os vossos grandes sacerdotes. 4 Se vós, porém, não tiverdes profeta, dai-o aos pobres. 5 Se tu fizeres pão, toma as primícias e dá-as conforme manda a lei. 6 Do mesmo modo, abrindo uma bilha de vinho ou de óleo, toma as primícias e dá-as aos profetas. 7 E toma as primícias do dinheiro, das vestes e de todas as posses e, segundo o teu juízo, dá-as conforme a lei. Capítulo XIV 1 Reuni-vos no dia do Senhor (Domingo) para a Fração do Pão e agradecei (celebrai a Eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro. 2 Mas todo aquele que vive em discórdia com o outro, não se junte a vós antes de se ter se reconciliado, a fim de que vosso Sacrifício não seja profanado [Cf Mt 5,23-25]. 3 Com efeito, deste Sacrifício disse o Senhor: “Em todo o lugar e em todo o tempo se me oferece um Sacrifício puro, porque sou o Grande Rei – diz o Senhor – e o meu Nome é admirável entre todos os povos” [Cf Mal 1,11-14]. Capítulo XV 1 Escolhei-vos, pois, bispos e diáconos dignos do Senhor, homens dóceis, desprendidos (altruístas), verazes e firmes, pois eles também exercerão entre vós a Liturgia dos profetas e doutores (mestres). 2 Não os desprezeis, porque eles são da mesma dignidade entre vós como os profetas e doutores. 3 Repreendei-vos mutuamente uns aos outros, não com ódio, mas na paz, como tendes no Evangelho. E ninguém fale com aquele que ofendeu o outro (próximo), nem o escute até que ele se tenha arrependido. 4 Fazei vossas preces, esmolas e todas as vossas ações como vós tendes no Evangelho de Nosso Senhor. O Fim dos tempos Capítulo XVI 1 Vigiai sobre vossa vida. Não deixeis apagar vossas lâmpadas nem solteis o cinto de vossos rins, mas estai preparados, pois não sabeis a hora na qual Nosso Senhor vem [Cf Mt 24,41-44; 25,13; Lc 13,35]. 2 Reuni-vos frequentemente para procurar a salvação de vossas almas, pois todo o tempo de vossa fé não vos servirá de nada se no último momento não vos tiverdes tornado perfeitos. 3 Com efeito, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores; as ovelhas se transformarão em lobos e o amor em ódio [Cf Mt 24,10-13; 7,15]. 4 Com o aumento da iniquidade, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente, e então aparecerá o sedutor do mundo como se fosse o filho de Deus. Ele fará milagres e prodígios e a Terra será entregue em suas mãos e ele cometerá crimes tais como jamais se viu desde o começo do mundo [Cf Mt 24,24; 2Tes 2,4-9]. 5 Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos se escandalizarão e perecerão. Mas aqueles que permanecerem firmes na sua fé serão salvos por Aquele que os outros amaldiçoam [Cf Mt 24,10-13]. 6 Aparecerão os sinais da verdade: primeiro o sinal da abertura no céu, depois o sinal do som da trombeta e, em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos [Cf Mt 24,31; 1Cor 15-52; 1Tes 4,16]. 7 Mas não de todos, segundo a Palavra da Escritura: O Senhor virá e todos os santos com Ele. 8 Então verá o mundo a vinda do Senhor sobre as nuvens do céu [Cf Mt 24,30; 26,64]. _____ Fonte: ofielcatolico • ALTANER, Berthold & STUIBER, Alfred. Patrologia, São Paulo: Paulinas, 1972, pp. 89/91 • DIDAQUÉ, O Catecismo Dos Primeiros Cristãos Para As Comunidade De Hoje. São Paulo: Paulus, 1997.

  • A LENDA NEGRA, DESTRUINDO A MENTIRA

    #INQUISIÇÃO #LENDANEGRA #SANTOOFÍCIO Vejamos agora, o que circulava na época do apogeu da enciclopédia, os tipos de versos que circulavam por toda a Europa, este é um exemplo dos versos, de um anti-semita ilustrado que se chamava voltaire: Aquele sangrento tribunal Horrível monumento do poder monacal, Que a Espanha recebeu, mais que a ela aborrece; Que vinga os altares, e ao mesmo tempo os envolve; Que, coberto de sangue, de chamas rodiado, Degola os mortais com um ferro sagrado. O mais conhecido e polêmico dos detratores da Santa Inquisição é, sem dúvida, o crápula chamado llorente (século XVIII:XIX). Sua principal obra foi a história crítica da Inquisição espanhola. Obra grande em malícia, repleta de especulações que assume como verdadeiras, e formada, em sua maior parte, por documentos e testemunhos truncados, como conheceram entre outros inimigos notáveis da Inquisição como Charles Lea e Cecil Roth. Mesmo assim, a obra deste pilantra, e desacreditado funcionário da Inquisição continuou sendo – e ainda o é – fonte obrigatória de consulta de não poucos historiadores, o que explica, em maior ou menor grau, as informações erradas que existem em torno do tema. A este respeito, opina menéndez y pelayo: Llorente tinha razão em muitas coisas, por mais que isso desagrade aos vascófilos > indivíduo que conhece e aprecia a língua e cultura basca’, empedernidos, porém procedeu Com tamanha má-fé, truncando e até mesmo falsificando textos e adulando servilmente ao poder real, que tornou sua causa odiosa e antipática”. Por isso mesmo diz o protestante Schafer “que não se pode acreditar em suas palavras sem antes examiná-las com cuidado”. É preciso dizer ainda mais algumas coisas sobre Llorente. Primeiro, note-se que embora o Tribunal conhecesse de sobra sua condição de jansenismo, só agiu contra sua pessoa quando ficou provado que havia vendido informações do tribunal a Condessa de Montijo, também jansenista, nas quais entre outras coisas e explicavam como burlar a vigilância do Santo Ofício. Considerando, por causa desse Episódio, que havia traído o segredo a que lhe obrigavam suas funções inquisitoriais, a Suprema condenou, em 12 de julho de 1801, à perda de seus títulos de secretário e comissário do Santo Ofício, uma multa de 50 ducatos e 1 mês de Retiro no convento de franciscanos recoletos do deserto de Santo Antônio De La Cabrera, a léguas a norte de Madrid. Nisto consistiu todo o seu castigo (o que deveria surpreender a ninguém, pois mesmo atualmente violar um segredo, tanto de um estado quanto em qualquer empresa, acarreta as mais duras penas). E é a partir desta condenação que Llorente se considera vítima de uma instituição à qual havia aceitado servir. Inexplicavelmente ressentido, converte-se-ia logo no maior inimigo da Inquisição. “Se indignaria” pelas “torturas” da Inquisição; apesar de um detalhe, ninguém o torturou nem queimou, apesar do grave crime de traição. Pretendeu inclusive ter escrito uma monumental obra sobre o Santos ofício, embora, de maneira curiosa inexplicável, tenha queimado as evidências que dizia terem servido para aprovar os abusos do tribunal. Sem negar sua erudição, é preciso dizer que são certamente numerosas as incoerências que encontramos em seu trabalho. Como chegou ao incrível número de 349.000 vítimas, tendo apenas algumas atas de processos a mão? Não se sabe. É, além disso, pelo menos estranho que após 18 anos exercendo suas funções descobrisse de repente a crueldade do Santo Ofício. Parece mais, na verdade, a atitude de um homem ressentido – pois fez a denúncia após ter sido castigado, com toda a justiça, pela inquisição – do que a de alguém que age em reta consciência. Por último, deve-se considerar: quanto crédito merece o juízo de um inimigo Manifesto da Espanha e da igreja? Não se pode esquecer que Llorente foi maçom, carbonário e jansenista; e pior ainda, não teve escrúpulos em ocultá-lo. O histórico deste personagem é realmente considerável. Mesmo que não queira alongar-me demasiado, é necessário, pelo bem da história e da pesquisa científica, desmascarar esse embusteiro e as verdadeiras razões que impulsionaram suas ações. Se existe algo sobejamente provado, por parte de diversos historiadores, é uma coisa: Llorente mentira. E se existe um sócio para Llorente, este é, sem dúvida, o historiador protestante norte-americano H. Charles Lea, inimigo feroz da conquista espanhola – a quem, apesar disso, menéndez pelayo reconhece certo esforço -, e sua obra repleta de preconceitos anti-católicos, embora moderada em comparação com a do apóstata espanhol. Sobre a obra de Lea, comenta o grande Historiador espanhol Bernardino Llorca: “em história da Inquisição espanhola há em toda a exposição um preconceito constante contra a Igreja Católica e a inquisição, tão evidente e exagerado que tira todo o valor da obra (…). Recortar os documentos; interpretá-los conforme sua ideia pré-concebida; torcer seu significado; estas e outras características semelhantes da exposição de Lea são suficientes para desacreditar de maneira definitiva. Assim opinião por exemplo, Pablo M. Baumgarten e o protestante Haebel. Haebel protestante, assinala que o ensaio de Lea tem por objetivo “lançar na cara da Inquisição o mais volumoso registro de crimes que seja possível”. Mas o certo é que a Lenda Negra começou muito antes, na figura de González Montano (um pseudonemo), Frade apóstata fugido da Espanha, com seu “algumas Artes da Inquisição”, descobertas e trazidas à luz, publicado Em 1567. Sobre este, comenta Pérez Villanueva: “teve grande êxito na Europa, pois servia à luta político-ideológica que havia, e isto lhe garantiu repetidas versos populares, estampas, gravuras, livros imaginativos”, acrescentando que “serviu como pano de fundo à lenda, alimento dos dados que compunham a toda uma literatura hostil, até que Llorente publicou seu livro (…). Montano, que dispõe de sua própria experiência, Não utiliza a documentação, não conhece a questão jurídica e descreve de maneira prolixa a tortura e os tormentos. Ataca o Santo Ofício particularmente quando se trata de Protestantes, e Desculpa-o quando se trata de mouros e judeus. Em 1559 havia sido publicada uma narrativa romanceada de um tal Francisco de la Mina, intitulada my escape from de auto de fé em Valladolid – referindo-se ao Auto de Fé mais famoso do século -, que teve várias reedições até o século XX. No mesmo ano, John Fox, um Protestante exilado da Inglaterra, publicou um panfleto chamado The Book of Martyrs – que o próprio historiador judeu Cecil Roth reconhece como “tremendamente exagerado” -, no qual incluía como Mártires homens reconhecidamente criminosos, e desconhecidos que nada tiveram a ver com o martírio. Outro dos Pioneiros da Lenda Negra foi o agente inglês e protestante – ex-secretário de Felipe II – Guilherme de Orange, que publicou em 1580 sua Apologia. O grupo dos difamadores completar-se-ia com os trabalhos de bartolomé de Las Casas – suposto defensor dos índios – e Antônio Peres, outro antigo secretário de Felipe II. O que já não se disse sobre De Las Casas e sobre suas graves imprecisões, para não falar das Mentiras descaradas? É notável o descrédito universal de seu conhecido “brevíssimo relato da destruição das Índias”, que serviu de alimento à lenda negra na América. Tomemos a opinião do erudito francês Jean Dumont: “nenhum estudioso que se preze pode levar a sério suas denúncias extremas”. Luciano Perena, professor da universidade de Salamanca, diz: Las Casas perde-se sempre em afirmações Nebulosas e imprecisões. Nunca diz quando nem onde se consumaram os horrores que denuncia, nem tampouco se ocupa em verificar se suas denúncias constitui uma exceção. Ao contrário, contrariando de toda a verdade, dá a entender que as atrocidades eram o único modo habitual da Conquista”. Não é irrelevante a informação de que foi De Las Casas, paradoxalmente, quem lutou pela instauração do tribunal da Inquisição na América, sendo também um dos principais promotores do uso de escravos africanos. “Armas cínica de uma guerra psicológica”, é como define Pierre chaunu ao uso que as potências protestantes fizeram, muito especialmente da obra De Las Casas. Alec Mellor cita um caso interessante -antes de mais nada, por sua procedência: uma revista maçônica – o de um panfleto publicado no século XVIII por um maçom inglês chamado Coustos, no qual se queixava por ter sido torturado pela inquisição durante uma viagem a Portugal. O redator não apenas considera o relato exagerado como também observa que o autor havia sido investigado em razão de um roubo de joias (portanto, não havia sido torturado nem processados pela inquisição). O favor do Rei Maçom George II da Inglaterra permitiu que Coustos interessasse o público inglês em suas pretensas desgraças, e o escândalo levantou grande ruído. Será empapado desta tradição llorentesca que Dostoiévski idealizar a seu feroz inquisidor, o norte-americano Edgar Allan fez seu poema o poço e o pêndulo, Federico Garcia Lorca seu a casa de Bernarda Alba, Vicente Fidel Lópes seu a noiva do herege, Umberto Eco seu o nome da rosa, e Marcos aguinis seu gesta do marrano, para mencionar alguns dos mais notórios. Por sua vez, por um efeito multiplicador, publicar-se-iam cada vez mais obras do mesmo estilo, algumas das quais prontamente se converteram em best-sellers. Sem querer deter demasiado neste tópico, é necessário que digamos algo mais sobre a ficção como instrumento de propaganda. A insistência neste termo tão particular, que algumas pessoas poderão considerar entendiante irrelevante ou inclusive fora da temática proposta, justifica-se de sobra se se entende que a imagem equivocada que perdurou alguns séculos com relação a inquisição não corresponde à realidade ou à evidência científica. Não se descobre nada de novo quando se percebe que as lendas negras devem mais êxito as ficções literárias que aos maus livros de história. A literatura, mais acessível e dinâmica, consegue penetrar no povo simples, ao qual não chegam, em geral, ensaios como os de Llorente, Amador de Los Rios ou Lea, que não provocam interesse se não em alguns círculos intelectuais contrários à Roma. O romance de ficção bem escrito atrai magneticamente a atenção do leitor comum, que nele encontra suspense, mistério, adrenalina, personagens extraordinárias e falsidades emocionantes, tecidas e entremeadas com precisão de ourives, composta de formas simétrica e discreta com proporções verdadeiras e falsas da história, inclusive com a pretensão de um certo cientificismo. O leitor é enganado a tal ponto que acaba por acreditar em seu íntimo que não leu uma simples história, e sim uma história verdadeira, mesmo que romanceada. Assim, através da literatura de ficção, é-lhe imposto um conhecimento enviesado, ideológico, dirigido, com frequência sem que ele mesmo se quer se dê conta disso. Se a intenção desses romancistas fosse a difamação, poder-se-ia dizer que a eficácia do método é quase perfeita, pois não oferece muitos fracos descobertos. Permite tanto ao autor quanto à obra emergirem sempre vitoriosos diante de qualquer acusação ou observação que se lhes faça. Se o historiador profissional criticar suas inexatidões históricas, sempre poderão argumentar que se trata apenas de uma obra de ficção. Se o Fiel de determinada religião criticá-los por certa animosidade ou perseguição contra sua fé, responderão o mesmo que dizem àqueles moralistas que os acusaram tem incorrer na apologia ao crime ou à perversão: “é um romance”. em resumo, parece que tudo é válido sob o pretexto da ficção e da Liberdade literária. Sua impunidade não reconhece limites. O problema a Rigor, não é tanto a mentira ou o erro em si, deste que se descubra; algo que, na realidade, não acontece com muita frequência. Além disso, ai de quem o fizer! levará sem dúvida a pior, tanto mais se tiver razão. Será no mínimo taxado de intolerante e retrógrado, acabando por aterrissar no ostracismo mais impopular (que para um escritor é algo pouco melhor que o inferno). Por isso mesmo, não são muitos os dispostos a “jogar fora” seu prestígio, merecido ou não, denunciando esta espécie de atropelos culturais e suas naturais consequências sociológicas. O objetivo primordial daqueles que assim procedem é, sem dúvida, infundir no leitor um profundo sentimento de aversão pela igreja, e no católico, vergonha e rejeição. Mas há também um objetivo mínimo e básico, que é sempre o mesmo; semear confusão e inquietude sobre aqueles assuntos sobre os quais não deveria haver nenhuma dúvida ou discussão. Um claro exemplo da influência e do efeito que esse tipo de obras pode suscitar na sociedade é, sem dúvida, o conhecido best-seller O Código Da Vinci de Dan Brown. Sobre este, a Foundation for a Christian Civilization, em um conhecido opúsculo em que o refuta sinteticamente, alerta para o que vínhamos dizendo: “pessoas que nunca flhoreariam um livro de instrução religiosa com frequência estão mais do que dispostas a ler um romance no qual, no meio do suspense, aventura e mistério,um escritor propaga os princípios e a história de uma religião. Capturados pela emoção da trama, tais leitores assimilam facilmente pelo menos parte da mensagem religiosa do livro (…). O Código Da Vinci é precisamente um destes livros (…). Sua mensagem é gnóstica e anticatólica”. Seus autores observam como a ficção tem servido de arma contra o cristianismo durante muito tempo, advertindo (especialmente aos católicos): “O fato de que o Código Da Vinci seja apresentado como uma ficção não diminui a gravidade de suas afirmações e falsidades Blasfemas contra a Igreja Católica. “Consequências sociológicas”, foi dito algumas linhas atrás. Pois não se pode deixar de reparar no que este tipo de literatura pode gerar, já não na intimidade do homem, mas na sociedade. A história sabe bem que isso: de ficções inocentes se tornaram perseguições selvagens e matanças. Para prová-lo pode-se mencionar como exemplo a heresia dos cátaros, que se difundiu na idade média em boa medida graças as canções dos trovadores e aos romances de Cavalaria sobre o Santo Graal. Outro exemplo mais conhecido, a justificação do massacre perpetrado pela Revolução Francesa, conheceu sua origem e Plenitude en ficções como as de Voltaire, que empaparam de preconceitos anti-católicos toda Toda Uma Geração. “Esmagai a Infame!” era a primeira máxima voltariana. “A infâme”, para Voltaire, era a igreja católica. E casos como estes, a história oferece vários. O que, em resumo, queremos fazer notar, é a eficácia do romance como arma revolucionária, cultural e forjadora de consciências. Antonio gramsci, conhecido comunista italiano, sabia-o melhor do que ninguém. Enfim, se existe alguma instituição católica que sofreu particularmente este embate, foi sem dúvida o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição. Gustavo Martinez de Zuviría(com o pseudônimo de Hugo Wast), autoridade indiscutível no campo da literatura nacional e internacional, alertava em seu vocação de escritor sobre as obrigações e tarefas que se impõe a todos os Escritores, Isto é, a responsabilidade social da qual não podem desligar-se sem um grande dano a verdadeira cultura e ao bem comum. Wast pensava que o escritor, como agente da arte, devia permanecer sempre pronto e vigilante ao serviço da beleza, mas que esta exige, antes de tudo, a transmissão do valor e ideal mais alto: a verdade. uma literatura vazia de conteúdo, dizia wast, podia ser qualquer coisa menos arte. Sob esta luz deve ver-se, concretamente, o tema da Inquisição. Um dado de suma importância, já mencionado, mas no qual vale a pena insistir, foi a abertura dos arquivos inquisitoriais ordenada a década de 1840 e – ocasião mais conhecida – em 1881, autorizada por Leão XIII. Nelas trabalharam infatigavelmente historiadores de primeira linha como Fidel fita, menéndez pelayo, Orti y Lara, e até mesmo Charles Lea. Este último, cumpre esclarecer, de forma desleal e sem se quer pôr os pés da Europa: sob a máscara da pesquisa científica, extraiu dos arquivos apenas aqueles processos que eram convenientes a sua tese, e ignorou, que forma ignominiosa e deliberada – assim como Llorente. Não será se não no fim da década de 1970 que este estado geral de ignorância e desinformação sobre o Tribunal começará a reverter-se pouco a pouco, recobrando um interesse novo e atingindo o seu primeiro ápice em 1978, com o célebre simpósio sobre a inquisição em Cuenca. Participou dele um respeitado grupo de especialistas e intelectuais de diferentes nacionalidades e credos, destacando-se Principalmente as figuras de Juan Antônio Escudero, Pérez Villanueva, Escandell bonet, Jaime conteras, Tomás y Valiente, o dinamarquês Hennigsen e o francês jean-pierre Dedieu. Congresso responsável, entre outros afazeres, por revisar e analisar as coleções de documentos existentes sobre o grande tribunal espanhol, trabalho que até aquele momento ninguém havia entendido seriamente, ao menos não com a Constância que está exigente tarefa requeria. No entanto o maior acerto, sem dúvida, e ao qual se deve seu êxito, foi ter conseguido reunir uma verdadeira equipe de trabalho entre esses prestigiosos historiadores, livres de personalismos e agindo em comunhão, com vistas a mesmo fim. Estima-se que, até o dia de hoje, todas as datas dos processos tenham sido revisadas. A conclusão destas pesquisas será visto em outros textos. Há alguns anos, lamentava-se com justa razão o laborioso Pérez Villanueva ao notar que apesar da abertura geral dos arquivos inquisitoriais – em particular ou de simancas -, a literatura inquisitorial em sua maior parte continua sendo alimentada pela tradição llorentiana, pela improvisação livresca, pelo impulso sectário, pelos juízos premeditados de segunda mão e pelo afã de polemizar. O experiente Historiador norte-americano William S. maltby dava testemunho de isto em seu grande ensaio a lenda negra na Inglaterra (1982): “Assim como muitos outros norte-americanos, também eu havia absorvido o anti hispanismo em filmes e na literatura Popular muito antes de que este preconceito fosse contrastando com um ponto de vista diferente nas obras de historiadores sérios, O que foi para mim uma grande surpresa; e quando cheguei a conhecer as obras dos hispanistas, Minha Curiosidade não teve limites. Os hispanistas atribuem há muito tempo este preconceito e sentimento Mundial antiespanhol às distorções de fatos históricos cometidos pelos Inimigos da Espanha”. Thomas walsh, outro reconhecido Historiador da mesma nacionalidade, em uma clara alusão ao seu colega protestante Prescott, afirma: “Não é do interesse dos inimigos do cristianismo que as celas escuras e calabouços Úmidos que descrevem jamais tenham existido. Não é de seu interesse a descoberta que se fez, quando a inquisição terminou em 1808, de que os prisioneiros estavam em aposentos decentes, com frequência em casas de Nobres, as quais haviam sido piedosamente presenteados por estes ao santo Ofício, sem nenhum calabouço; e que os porões nunca haviam sido ocupados, se não algumas vezes por barris de vinho e sacos de hortaliças. Se existe algo que não admite muita discussão é sem dúvida o fato de que os inimigos da Espanha não poderiam ter Escolhido um século mais Inconveniente para criar a lenda negra do que o século XVI: foi o começo do século de ouro, ou idade dourada, como melhor definiu menéndez pelayo, o qual entendeu que as notáveis contribuições dos espanhóis e eclesiásticos nos terrenos da cultura e da ciência estender-se-iam bem além de um século, e influíram notavelmente no resto da Europa. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #HistóriadaInquisição

  • A invasão de “bispos” e a Sucessão Apostólica

    COM O SURGIMENTO do Protestantismo Pentecostal, os fundadores de muitas denominações ditas “evangélicas” se resolveram intitular “bispos”. Será que esses “bispos” pentecostais são bispos de fato ou praticam falsidade ideológica? É o que pretendemos esclarecer, de modo breve, neste artigo. A origem da hierarquia da Igreja e a sucessão apostólica A primeira sucessão apostólica encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada. No Novo Testamento lemos, no capítulo 1 dos Atos dos Apóstolos, como S. Pedro declarou a vacância do posto (ministério) de Judas Iscariotes e apontou a necessidade de que alguém a ocupasse: “Naqueles dias, Pedro se pôs de pé em meio aos irmãos – o número de pessoas reunidas era de cerca de cento e vinte – e lhes disse: ‘Irmãos, era preciso que se cumprisse a Escritura, em que o Espírito Santo, pela boca de Davi, havia falado acerca de Judas, que guiou aqueles que prenderam Jesus. Porque ele era um de nós e obteve um posto neste Ministério, convém, pois, que dentre os homens que andaram conosco todo o tempo em que Jesus viveu entre nós, a partir do batismo de João até o dia em que nos foi levado, um deles seja constituído testemunha conosco de sua ressurreição. Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. Então oraram assim: ‘Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois elegeste para ocupar no ministério do apostolado o posto do qual Judas desertou para ir para onde lhe correspondia’. Lançaram a sorte e caiu sobre Matias, que foi agregado ao número dos doze Apóstolos.“ (At 1,16-17.21-26). Prova bíblica da instituição dos presbíteros por meio dos Apóstolos ou outros presbíteros previamente ordenados Como vimos, está claríssima a consciência que tinham os Apóstolos de que o seu ministério não deveria permanecer vacante (posteriormente este ministério será desempenhado pelos bispos). Também estavam conscientes da obrigação que tinham de que seus sucessores poderiam exercer seu ministério de forma plena, organizando igrejas (dioceses e paróquias) e colocando à sua frente homens capazes. Assim, vemos como o livro dos Atos dos Apóstolos revela que uma das principais atividades dos Apóstolos era fundar igrejas e designar presbíteros para elas: “Designavam presbíteros em cada igreja e, após fazer oração e jejuns, os encomendavam ao Senhor em Quem haviam crido.“ (Atos 14,23) No começo, os presbíteros eram nomeados exclusivamente pelos Apóstolos; posteriormente, também por outros presbíteros já ordenados. Não existia, como jamais existiu no verdadeiro cristianismo, o que se costuma ver em igrejas “evangélicas”, onde alguém que possua certas capacidades ou aptidões simplesmente funda uma nova “igreja” e toma nela, por conta própria, o posto de “pastor”. Exemplos claros encontramos nas epístolas paulinas, onde S. Paulo menciona a ordenação de Timóteo como presbítero através da imposição das mãos, e o exorta a não instituir a qualquer pessoa como presbítero (evidente que, ainda mais, ninguém poderia se autoproclamar presbítero). “Por isto te recomendo que reavivas o carisma de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque o Senhor não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e de temperança. Não te envergonhes, pois, nem do testemunho que hás de dar de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro. Ao contrário, suporta comigo os sofrimentos pelo Evangelho, ajudado pela força de Deus, que nos salvou e nos chamou para uma vocação santa, não por nossas obras, mas por sua própria determinação e por sua graça que nos deu desde toda a eternidade em Cristo Jesus.“ (2Tm 1,7-9) “Não descuideis do carisma que há em ti, que te foi comunicado pela intervenção profética através da imposição das mãos do colégio de presbíteros.“ (1Tm 4,14) “Não te precipites a impor as mãos sobre alguém, nem participes dos pecados alheios. Conserva-te puro.“ (1Tm 5,22) Voltamos a frisar o que afirma S. Paulo: que a ordenação de Timóteo se deu mediante a imposição das mãos do colégio de presbíteros ou do “conselho de anciãos”. Vemos então que os primeiros presbíteros foram ordenados pelos próprios Apóstolos e os presbíteros seguintes foram ordenados pelos Apóstolos ou por outros presbíteros previamente ordenados. O certo é que para que uma ordenação seja válida, é preciso que o aspirante seja ordenado por um presbítero que por sua vez tenha sido ordenado por outro presbítero, e assim sucessivamente, numa linha descendente que tem origem nos Apóstolos e, deles, ao próprio Senhor Jesus Cristo, que os elegeu. A esta legítima linha de sucessão chamamos “Sucessão Apostólica”. O mesmo ocorre com Tito, que também sendo um presbítero, é enviado por S. Paulo a organizar as igrejas e instituir presbíteros para o seu governo: “O motivo de ter-te deixado em Creta foi para que acabasses de organizar o que faltava e estabeleceres presbíteros em cada cidade, como te ordenei.“ (Tt 1,5) A finalidade era sempre clara: “Tu, pois, filho meu, mantei-te forte na graça de Cristo Jesus; e do quanto me tens ouvido na presença de muitas testemunhas, confiai-o a homens fiéis, que sejam capazes, por sua vez, de instruir a outros“ (2Tm 2,1-2) Em conformidade com o claríssimo testemunho das Sagradas Escrituras, também em documentos extra-bíblicos antiquíssimos (desde o início do séc. II) é possível observarmos que a Igreja primitiva já estava organizada hierarquicamente com o colégio de bispos, presbíteros e diáconos. O bispo era o chefe de uma “igreja”, isto é, de uma diocese, um conjunto de paróquias geograficamente organizadas. Cada paróquia tinha como ministro um presbítero; este era o sacerdote responsável por ministrar os Sacramentos e orientar os fiéis na doutrina. Era normalmente auxiliado por diáconos. Tudo isto é testificado, por exemplo, nas sete cartas de Santo Inácio de Antioquia [1] datadas do ano 107 (escritas antes mesmo da organização final dos livros da Bíblia). Santo Inácio foi Bispo de Antioquia e discípulo pessoal dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. O Episcopado tem origem na Sucessão dos Apóstolos Episcopado é o nome que se dá ao ministério do Bispo. O Episcopado tem origem no ministério dos Apóstolos, como vimos. Isto é, foi o próprio Senhor Jesus Cristo Quem elegeu os Apóstolos como Bispos da Sua Igreja, que Ele mesmo instituiu sobre a Terra (Mt 16,18). Com efeito, a Bíblia ensina que Nosso Senhor deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita àquEle que me enviou” (Lc 10,16). Eles, os Apóstolos, estariam agora assentados na Cadeira de Moisés, e no lugar dos escribas e Fariseus (cf. Mt 23,2-3). Por isso, o Cristo deu a eles a autoridade que outrora foi dada a Moisés: “ligar e desligar, atar e desatar”, com o sentido de unir e desunir: definir o que é certo e o que é errado em termos de doutrina verdadeiramente evangélica (cf. Mt 18,18). Por essa razão, São Paulo ensina que “a Igreja do Deus Vivo é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15). Como os Apóstolos não permaneceriam conosco para sempre, e como o mundo é muito grande, nas várias regiões e nações aonde eles iam pregando o Evangelho, iam também instituindo novos bispos, que deveriam cuidar do rebanho de Cristo em sua ausência. – E, claro, após a sua morte também. Afinal, Jesus prometeu que estaria com a sua Igreja até o fim dos tempos, e não até a morte dos Apóstolos (cf. Mt 28, 20). Um dos testemunhos históricos mais antigos desta realidade está na Primeira Carta de São Clemente aos Coríntios (2), escrita por volta do ano 90 (dois séculos antes da composição final da Bíblia Cristã). Clemente, 4º. Bispo de Roma na sucessão de Pedro, escreveu: “(42) Os Apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus; Cristo, portanto, vem de Deus, e os Apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da Vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza por causa da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela Palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ‘Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé’.““(44)Nossos Apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério.“ “A História Eclesiástica”[2], de Eusébio de Cesaréia, é outro dos mais rigorosos registros dos acontecimentos dos primeiros quatro séculos da Igreja, incluindo a realidade histórica da sucessão dos Apóstolos. Segundo a o ensinamento que os Apóstolos diretos de Jesus Cristo comunicaram aos seus discípulos, os bispos da Igreja são sucessores diretos dos Apóstolos. É exatamente por isso que, fora da Sucessão dos Santos Apóstolos, não há nem pode haver Episcopado verdadeiro: logo, não há Igreja de fato. Testemunhos históricos da Sucessão Apostólica Alguns membros de algumas das novas seitas ditas “evangélicas” chegam ao extremo de alegar que a Sucessão Apostólica teria sido inventada pela Igreja Católica para sustentar que só ela possui bispos e presbíteros verdadeiros. Nada está mais distante da realidade, por tudo o que acabamos de ver e por muitos outros motivos, como o fato de que a Igreja Católica não alega que só ela possua bispos e presbíteros verdadeiros. Ela reconhece a validade dos ministros da Igreja Ortodoxa, que são também sucessores dos Apóstolos. – É no mínimo curioso como o subjetivismo protestante tenta inverter os fatos, querendo “reinventar” até a História! Não foi a Igreja Católica que inventou a Sucessão Apostólica: o protestantismo é que precisou inventar que a Sucessão dos Apóstolos não é um fato (ignorando as afirmações diretas das Sagradas Escrituras, que eles tem como regra de fé, juntamente com a farta documentação existente, os registros historiográficos, a arqueologia, etc.) pois esta é a maior prova de que as tais “igrejas”, ditas “evangélicas”, não são igrejas de fato, mas apenas seitas que deturpam o cristianismo original. Conclusão Desgraçadamente, sair por aí inventando “igrejas” e se intitulando a si mesmo “pastor”, “bispo” e até “apóstolo” (!) é coisa muito, muito fácil, e praticamente estimulada pela nossa legislação, que inclusive oferece isenção de impostos a toda sorte de falsos profetas. Tanto é verdade quer, nos tempos atuais, “igrejas” são encaradas e geridas como se fossem empresas, verdadeiras máquinas de fazer dinheiro. Fundar “igreja” e se intitular a si mesmo de “bispo” é talvez o charlatanismo mais rentável de todos! Exemplos de patifes que amealharam imensas fortunas usando o santo Nome de Deus em vão e corrompendo o Evangelho são bem conhecidos. Infelizmente, pessoas ingênuas e desesperadas, sem nenhum conhecimento da fé e da verdadeira Igreja, nunca faltaram. A responsabilidade por essa situação, em parte é dos próprios presbíteros e bispos atuais, mas este é um outro problema muito vasto, que não nos compete analisar. Um dia, cada um de nós prestará contas diante do Justo Juiz. Por isso, católico, é de suma importância que você conheça o nosso passado, as nossas raízes, a história da verdadeira Igreja, e que preserve a memória cristã. Em resumo, fora da sucessão regular dos Apóstolos não há verdadeiro episcopado, não há verdadeiro ministério, não há bispos e, menos ainda, “apóstolos”. Não há Igreja de fato. Por esta razão, os chamados “bispos evangélicos” não são bispos, e suas “igrejas” não são igrejas. Dizer isto não é ser intolerante, nem rigoroso, nem grosseiro. É apenas e simplesmente falar a verdade. Ou será que para sermos gentis e tolerantes deveríamos ser coniventes com a mentira? Já está mais do que na hora desses nossos irmãos saírem de sua falsa “redoma bíblica” e procurarem conhecer a verdadeira fé cristã, dos primeiros séculos, dos tempos em que a Bíblia Sagrada ainda nem estava definida, e que é a mesma fé de hoje e de sempre. Os que assim fizeram acabaram retornando para a primeira e única Igreja de Cristo, como aconteceu neste caso e em muitos outros.  –Pois Jesus é a Verdade, e Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. O que sempre foi Verdade não pode ser mentira agora. Peçamos a Deus que nossos irmãos separados ditos “evangélicos” sejam libertos do subjetivismo e do engano. E que mais e mais católicos busquem conhecer melhor o tesouro que possuem na Igreja Católica, e deem o seu testemunho sempre que tiverem oportunidade para tanto. __________ [1] INÁCIO, de Antioquia. Padres Apostólicos – Carta aos Romanos. Tradução de Ivo Storniolo e Euclides M. 2ª. Edição. São Paulo: Paulus, 1995. (Patrística; 1). p. 103-108; [2] CLEMENTE, Bispo de Roma. Padres Apostólicos, Primeira Carta de Clemente aos Coríntios. Tradução Ivo Storniolo, Euclides M. Balancin. São Paulo: Paulus, 1995. (Patrística, 1). p. 5-70; [3] EUSEBIO, Bispo de Cesaréia. História Eclesiástica. Tradução Monjas Beneditinas do Mosteiro de Maria Mãe de Cristo. São Paulo: Paulus, 2000 (Patrística; 15). ___ Ref.: Apostolado “Veritatis Splendor”, artigo “Estudando a sucessão apostólica”, disp. em: veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/8115-estudando-a-sucessao-apostolica Acesso 24/4/015 www.ofielcatolico.com.br

  • Existe o Purgatório?

    A DOUTRINA HERÉTICA chamada Sola Scriptura (‘somente a Bíblia’, como única regra de fé e prática) é a principal dificuldade para a compreensão da realidade do Purgatório: ocorre que essa palavra específica não se encontra, literalmente, escrita nas páginas da Bíblia. O problema maior, evidentemente, não está em ter-se a Escritura como regra (nós também a temos), mas sim em tê-la como única e exclusiva regra, principalmente devido às múltiplas interpretações possíveis do Livro sagrado. É perfeitamente possível interpretar qualquer texto – mesmo o Texto inspirado – de maneiras inúmeras, muitas vezes contraditórias entre si, e a prova disso está na diversidade de “igrejas” que incessantemente se multiplicam e disputam pela correta compreensão da Escritura. Nesse triste cenário, a verdade mais óbvia é sempre deixada de lado: a correta interpretação de um texto só pode partir daquele que o produziu e autenticou – no caso da Bíblia Sagrada, a Igreja Católica. Sobre este assunto, já respondi da seguinte maneira a um colega de classe protestante que se dizia mais livre do que nós, católicos, por supostamente não precisar observar dogmas: “Como poderia ser assim, se o único grande dogma que vocês observam é a sua grande cadeia? O Sola Scriptura é o grande dogma protestante, não há dúvida disto, e você está acorrentado à letra do Livro Sagrado, sendo que esse mesmo Livro diz: ‘Vós sois a carta de Cristo escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra (ou em folhas de papel), mas nas tábuas de carne (e nas páginas) do coração (…) o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o Espírito vivifica!'” (2Cor 3,3.6)… Controvérsias à parte, o Purgatório é –, sim senhor –, ensinado nas Escrituras, e ensinado claramente, mesmo que não literalmente. Antes de abraçar o ingrato trabalho a que sempre nos obrigam, de demonstrar se “está escrito”, ou se “não está escrito”, seria interessante analisar a questão de uma maneira um pouco menos simplória. A existência do Purgatório é uma simples exigência da razão humana – que nos foi dada por Deus e que nos torna humanos, porque sem esta seríamos iguais aos animais irracionais. A existência do Purgatório é também uma prova cabal do Amor que Deus tem por nós. Pare um pouco o leitor e pense: se nós, seres humanos falhos e imperfeitos, tentamos aplicar penas justas aos criminosos, proporcionais à gravidade dos crimes cometidos, e sabemos ser ainda mais misericordiosos quando são nossos filhos que pecam contra nós, quanto mais o Deus de Misericórdia Infinita (Lm 3,22), Deus que é Amor (1Jo 4, 8), não saberia lidar com os pecadores de acordo com as suas culpas? Imagine um indivíduo que, por sentir fome, furtou um pacote de biscoitos no mercado. Logo depois, ele atravessa uma rua e é atropelado, vindo a falecer. Imagine que este indivíduo tenha aceitado Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, em algum momento, e praticado muitas vezes o bem, durante sua vida. Bem, tal pessoa pecou contra o sétimo Mandamento da Lei de Deus – “Não roubarás” (Ex 20,15; Dt 5,19; Mt 19,18) – e segundo a compreensão protestante “clássica” (se podemos chamar assim) por cometer pecado está afastado da perfeita Comunhão com o Pai Celestial. E em nosso exemplo morreu sem confessar este pecado. Mas… Será que este  ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus – e este filho de Deus – mereceria receber como pena, por ter furtado um pacote de biscoitos para saciar a sua fome, uma pena eterna? Sofrer para todo o sempre num inferno de chamas? Será que esse castigo seria compatível com a perfeita Justiça Divina, proclamada no verso 137 do Salmo 119? E com a Misericórdia infinita de Deus, cantada no Livro das Lamentações (3, 22)? ‘Provando biblicamente’ a existência do Purgatório A palavra “Purgatório” não aparece na Bíblia, literalmente. Esse termo foi definido pela Igreja. A mesma Igreja que a própria Bíblia Sagrada declara ser “a coluna e o sustentáculo da Verdade” (1Tm 3,15). Aqui é importante abrir parênteses para lembrar que nós, cristãos católicos, reconhecemos a realidade do Purgatório desde o primeiro século da Era Cristã, isto é, desde antes de o Novo Testamento da Bíblia existir enquanto tal. Mas o conceitodo Purgatório, a realidade de um lugar ou estado de purificação das almas, é facilmente encontrado tambémnas Escrituras, como veremos agora. Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, no ano de 593dC já explicava o Purgatório conforme a Bíblia, nas palavras de Cristo: “Aquele que é a Verdade, Jesus, afirma que existe antes do Juízo um fogo purificador, pois Ele disse: ‘Se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro’ (Mt 12,32). Vemos então que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo (neste século), e outras, num mundo (ou século) futuro. O pecado contra o Espírito não será perdoado neste mundo e nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, que há pecados que serão perdoados após a morte.”1 Em 1Coríntios, Paulo também ensina a realidade do Purgatório: fala por metáforas dos que constroem as suas casas sobre o Fundamento que é Cristo: alguns utilizam material resistente ao fogo, outros usam materiais que não resistem ao fogo. Paulo apresenta o Juízo de Deus justamente como fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, seu autor “receberá uma recompensa”; se não resistir, seu autor sofrerá uma pena, mas essa pena não é a condenação eterna, pois o texto diz que aquele cuja obra for perdida ainda se salvará: “Este perderá a recompensa; Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo” (1Cor 3,15). Também em Mc 3,29, Jesus dá uma imagem nítida do Purgatório: “O servo que, apesar de conhecer a Vontade de seu Senhor, lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a Vontade de seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes. (Lc 12,45-48)” Aí está o que a Igreja chama de Purgatório: Jesus mesmo ensina que, após a morte, há um estado em que os que foram pouco fiéis serão purificados por algum tempo, de acordo com suas culpas, e não eternamente. Outra passagem bíblica que confirma o Purgatório é Lucas 12, 58-59: “Faze o possível para entrar em acordo com o teu adversário no caminho até o magistrado, para que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali até pagares o último centavo.” O Cristo não diz: “Nunca mais sairás dali”, mas ensina claramente: ao fim desta vida, seremos entregues ao Juiz, que poderá nos mandar a uma prisão de onde não sairemos até saldarmos as nossas dívidas – mas da qual um dia sairemos. A condenação não é eterna em alguns casos, diferentes dos daqueles que vão ao Inferno. A mesma afirmação está em Mt 5, 22-26. Mais: em 1Pedro (3,18-19; 4,6) vemos uma outra afirmação que nos leva inequivocamente à conclusão da existência do Purgatório: “Cristo padeceu a morte em carne, mas foi vivificado quanto ao Espírito. Neste mesmo Espírito Ele foi pregar aos espíritos detidos na prisão: aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes.” Obviamente, o Cristo não teria porque pregar àquelas almas, se elas não tivessem a possibilidade de salvação: vemos que os antigos estavam numa “prisão” temporária. Novamente, aí está o Purgatório: um estado onde as almas aguardam pela Salvação definitiva. Evidentemente não é o Céu, um lugar ou estado de alegria eterna na Presença de Deus, mas também não é um lugar de tormento eterno e irremediável. É um lugar ou estado da alma onde os espíritos são purificados, um lugar ensinado claramente na Bíblia Sagrada, inclusive pelo próprio Senhor Jesus Cristo. ______ 1. São Gregório Magno, Diálogos 4,39. ______ Fontes bibliográficas: • CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 1998. • Website Veritatis Splendor, artigo “O Purgatório, a Igreja primitiva e os Santos Padres”, diponível em: http://veritatis.com.br/patristica/patrologia/435-o-purgatorio-a-igreja-primitiva-e-os-santos-padres Acesso 25/3/014 ofielcatolico.com.br

  • COMO A SANTÍSSIMA TRINDADE HABITA EM NÓS

    COMO A SANTÍSSIMA TRINDADE HABITA EM NÓS Deus, ensina Santo Tomás de Aquino, está naturalmente nas criaturas de três maneiras diferentes: por potência, neste sentido que as criaturas estão sujeitas ao seu império; por presença, portanto, vê tudo, até os mais secretos pensamentos da nossa alma, ” todas as coisas estão desnudas e Patentes aos seus olhos”; por Essência, porquanto, opera em toda a parte, e em toda parte é a plenitude do ser e a causa primeira de tudo quanto há de real nas criaturas, comunicando-lhes sem cessar não somente o movimento e a vida, senão também o mesmo que ser: “é nele que temos a vida, o movimento e ser atos 17:28”. Mas a sua presença em nós pela graça eu dei uma ordem muito superior e mais íntima. não é somente a presença do Criador e do conservador que sustenta os seres que criou; é a presença da Santíssima e Adorabilíssima Trindade que a fé nos revela: o pai vem a nós e em nós continua a Gerar o seu verbo; com ele recebemos o filho, perfeitamente igual ao pai, imagem sua viva e substancial, que não cessa de amar infinitamente a seu pai como é dele amado; deste amor recíproco procede o Espírito Santo, pessoa igual ao pai e ao filho, laço muito eles ambos, e contudo distinto de um e de outro. que de maravilhas se não renovam uma alma em estado de graça! O que caracteriza esta presença é que Deus não somente está em nós, senão que se nos dá, para dele podermos gozar, conforme a linguagem dos nossos livros Santos, podemos dizer que, pela graça, Deus se nos dá, como pai, como amigo, como colaborador, como santificador, e que assim é verdadeiramente o próprio princípio da nossa vida interior, sua causa eficiente e exemplar. Na ordem da natureza, Deus está em nós como criador e soberano Senhor, e nós não somos senão seus servos, propriedade é coisa sua. Mas na ordem da Graça, dá-se-nos Ele como, nosso pai, e nós somos seus filhos adotivos privilégio maravilhoso que é a base da nossa vida Sobrenatural. É o que repetem constantemente São Paulo e São João “não recebemos um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos Aba Pai o espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8 15 16) Deus adota-nos, conseguintemente, por seus filhos, e de um modo muito mais perfeito que os homens o fazem pela adoção legal. Estes podem Sem dúvida, transmitir muito bem a filhos adotivos o nome e os bens mas não é sangue e a vida.”A adoção legal, diz com razão O Cardeal mercier, é uma ficção. O filho adotado é considerado pelos pais adotivos como se fosse seu filho e recebe dele na herança à qual houvera tido direito o fruto da sua união; a sociedade reconhece esta ficção e sanciona os seus efeitos; contudo o objeto da ficção não se transforme em realidade… A graça da adoção Divina não é uma ficção… é uma realidade. Deus outorga àqueles que têm fé no seu verbo a filiação Divina, diz São João: “a todos aqueles que o receberam aos que crêem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1. 12). esta a filiação não é nominal é efetiva: “para que sejamos chamados filhos, e nós o somos” (São João 3, 1) entramos em posse da natureza divina: “participante da natureza Divina” (2Pedro 1,4.) É certo que esta vida divina, não é em nós mais que uma participação, “consortes”, uma semelhança, uma assimilação de faz de nós, não deuses, mas seres deiformes. mas nem por isso é menos verdade que é, não uma ficção, se não a realidade, uma vida nova, Não igual, senão semelhante à de Deus, e que segundo o testemunho dos nossos livros Santos, supõe uma nova geração ou regeneração: “Quem não renascer da água e do espírito santo, não poderá entrar no reino de Deus” (Jo 3,5), “mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo espírito santo”(Tt. 3,5), “regenerou-nos em nova esperança” (1Pd 1,3), ” por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade”(Tg1,18). Todas estas expressões mostram que a nossa adoção não é puramente nominal, senão verdadeira e real, se bem que é muito distinta da filiação do verbo encarnado. É por isso que de pleno Direito somos constituídos Herdeiros do Reino Celeste co-herdeiros daquele que é nosso irmão mais velho: “herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo, para que ele seja o primogênito de uma multidão de irmãos”(Tem. 8, 17-20). Não é para repetirmos as palavras tão enternecedoras de São João: “vistes que caridade a do pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos”(1Jo2,1). Deus terá, Pois, para conosco a dedicação, a ternura de um pai. ele mesmo se compara à mãe que jamais pode esquecer o seu filhinho: “pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto das suas entranhas? E mesmo que ela esquecesse, eu não te esqueceria nunca” (Is49,15). Sem dúvida, Ele mostrou de sobra, pois que, para salvar os seus filhos perdidos, não hesitou em dar e sacrificar o seu filho unigênito: “tanto amou Deus o mundo, que deu seu filho unigênito, para que todos os que crerem nele não pereçam, mas tenham vida eterna”(Jo 3,16). É neste mesmo amor que o leva a dar-se todo, desde agora e de modo habitual, a seus filhos adotivos, habitando em seus corações: ” se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu pai o amará, e nós víremos a ele e nele faremos nossa morada (Jo 14, 23). Há, pois, em nós como pai que ama ao extremo os seus filhos e dedicadíssimo. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #Cristologia #SantíssimaTrindade

  • CRISTO VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM (O nome de nosso De

    No esforço Cristão para fornecer o alicerce bíblico e a definição teológica para a doutrina de que Cristo é Deus discernimos pelo menos quatro conjuntos de passagens do Antigo Testamento que, quando interpretadas pelo método apropriado e combinadas com suas contrapartes do novo testamento, falam de Cristo como Divino: passagens de adoção que ao identificar um ponto no tempo no qual ele se tornou Divino indicam que a condição de Deus foi conferido ao homem Jesus Cristo em seu batismo ou em sua ressurreição; passagens de identidades que ao falar de yaveh como o senhor fixam uma simples identificação de Cristo com Deus; as passagens de distinção que ao falar de um “senhor” e de outro “senhor traçam algumas diferenças entre eles; as passagens de derivação que ao se referir ao pai como “o maior” usando títulos, como Anjo, espírito, Logos e filho, sugerem que ele “veio de Deus” e em algum sentido era menos que Deus. O primeiro grupo de passagem forneceu a base para o que Harnack definiu Como cristologia adocionista: “Jesus é visto como o homem que Deus elegeu para seu, aquele em quem a divindade ou o espírito de Deus habita e que, depois de ser testado foi adotado por Deus e favorecido com pleno domínio” (Harnack [1931] 1:211). Harnack, de forma relevante, acrescenta: “Só uma obra que afirma explicitamente a cristologia adocionista foi preservada para nós em sua totalidade, O pastor, de hermas”. É difícil provar ou refutar a declaração de que o pastor era adocionista em sua doutrina por causa da linguagem confusa do Livro e por causa dos problemas literários em determinar sua origem e composição as declarações do novo testamento, como as de Pedro em Atos 2 32-36, podem ser lidas como adocionistas. Uma tradição difundida do texto do novo testamento, apoiada por evidência de manuscritos, versões e citações anteriores dos Pais ortodoxos(Justino Romano diálogo com trifão 103.6), traduziu a palavra dita da nuvem no batismo de Jesus como o decreto de Salmos 2.7: “Tu és meu filho eu hoje te gerei” Lucas 3. 22; os ebionitas também liam o texto desse jeito em apoio ao seu ensinamento de que Jesus era um homem favorecido com poderes especiais do espírito (Hipólito sobre heresias 7.35.2). Paulo de samósata, aparentemente, Também via o batismo de Jesus como o evento decisivo em sua filiação Divina. Embora pareça impossível reconstruir o ensinamento dele a partir de fragmentos sobreviventes, Ele parece ter chamado Jesus de “Cristo” só após o batismo, no qual o Logos ocupou sua moradia no homem Jesus por intermédio da concessão do Espírito Santo. Ele também veta os “salmos dirigidos ao nosso senhor Jesus Cristo” (Eusébio História eclesiástica 7.30.10). Esse é o sentido válido do relato de que Paulo “abraçou percepções vis e pobres em relação a Cristo, contrárias aos Ensinamentos da igreja, a saber, de que ele em sua natureza, era Um Homem Comum” (Eusébio história eclesiástica7.27.2) e que Paulo ensinava que “Jesus Cristo é de baixo” (Eusébio História eclesiástica 7. 30.11). Portanto, a união entre Jesus e o Logos não era ontológica, mas análoga à união entre o Cristão e o “homem interior” ou entre os profetas do Antigo Testamento e o Espírito inspirador. A rendição de Paulo a essa doutrina parece ter sido mais cuidadosa que as versões anteriores da teoria tinham sido, embora Teódoto, o sapateiro, tenha sido condenado por ensinar “que Cristo foi apenas um homem” (Eusébio história eclesiástica 5. 28.6; Hipólito sobre heresias 7.35), Paulo incorporou uma doutrina do Logos em suas teorias e lhes deu um fundamento exegético mais adequados. Em meados do século III, a ortodoxia Cristã ainda não tinha uma fórmula teológica de “pensar Jesus Cristo como Deus”, muito menos uma fórmula para descrever a relação entre o Divino nele e seus dias na terra. Mas a ortodoxia era bastante Clara em sua própria mente para identificar os ensinamentos de Paulo de samósata como “percepções vis e pobres” de Cristo em sua relação com Deus. (O nome de nosso Deus é Jesus Cristo?) Embora hoje o adocionismo seja mais comumente denominado de “monarquianismo adocionista” ou de “monarquianismo dinamico”, o rótulo de “monarquianista” parece ter sido inventado por Tertuliano para designar aqueles que, declarando que “mantemos a monarquia”, protegiam a “monarquia” (Tertuliano contra Práxeas 10.1; 10.6) da divindade ao enfatizar a identidade do filho com pai sem especificar a distinção entre eles com igual precisão. No entanto, Tertuliano, no mesmo tratado demitiu, que “as pessoas simples que são sempre a maioria dos fiéis recuam diante da economia” (Tertuliano contra Práxeas 3.1), ou seja, na distinção entre pai e filho. Ele admitiu que até mesmo os cristãos ortodoxos podiam falar da relação na Trindade de maneira a enfatizar a monarquia em detrimento da economia. Esse julgamento é fundamentado nas fontes, sobretudo se prestarmos atenção ao que foi denominado de “Teologia hinológica da congregação, cuja característica é de deleitar na contradição” (Bousset 1913 página 312). Quer eles estejam de fato citado hinos e liturgias quer não, muitas das passagens dos escritores cristãos antigos que soam como monarquianismo modalista também soam como fragmentos da linguagem de adoração. “Ele que é impossível sofre e não se vinga; ele que é imortal morre e não diz uma palavra”, disse melito de sardes; e mais uma vez: “Ele que apareceu como um Cordeiro permaneceu o pastor”( Melito de sardes fragmentos 13-14). Ignácio, com palavras parecidas, louvou “o invisível que por nossa causa se tornou visível; o impassível que se tornou sujeito ao sofrimento em nossa conta e por nossa essa causa aguentou tudo* (Ignácio comentários sobre Policarpo 3.2). Frases como “Deus nasceu”, “o Deus sofredor”, ou “o Deus morto Tatiano oração aos gregos 13) tinha se estabelecido de tal maneira no uso irrefletido dos cristãos que até mesmo Tertuliano por toda sua hostilidade aos monarquianistas, não conseguiu deixar de falar dessa maneira (Tertuliano contra Marcião 2.16.3). Essa linguagem litúrgica encontra eco na exegese das passagens de identidade. A salvação realizada por intermédio de Cristo foi a obra de Deus, conforme Isaías 63.9 (LXX) declara: “não um intercessor nem um anjo, mas o Senhor mesmo (Irineu prova da pregação Apostólica 88; Irineu contra as heresias 3.20.4; Tertuliano contra Marcião 4.22 11; Tertuliano sobre a carne de Cristo 14.6; Cipriano testemunhos 2.7) em um sentido simples e não diferenciado era o salvador; Cristo como senhor era Javé. A ampliação de Salmos 96.10 por meio de uma “midrash cristã” para dizer: “O Senhor reina da árvore” foi interpretada, em oposição ao judeus, para ter o sentido de que o senhor já tinha vindo e estava reinando da Cruz (Tertuliano contra os judeus 10.11) e, em oposição aos hereges, para afirmar que aquele que veio em Cristo e reinava da Cruz Não era ninguém menos que o Deus supremo (Tertuliano contra Marcião 3. 19.1-3). Os cristãos, mesmo Enquanto clamavam os títulos “Deus” e “senhor” para Cristo sem qualificação, também insistiam no que ensinavam uns aos outros na comunidade e no que confessavam contra o paganismo e o judaísmo que a unidade de Deus não tinha sido comprometida, mas, ao contrário, tinha sido vindicada pelo que tinha acontecido na vinda de “nosso Deus”, Jesus Cristo. Em um sentido derivado ou metafórico como em passagens como Salmos 82.6, interpretada por intermédio de João 10. 34, mostraram o termo deus podia ser aplicado a criaturas (Irineu contra as heresias 3.6.1; Tertuliano contra Práxeas 13.4). Mas quando a igreja aplicou esse termo a Cristo, ela estava debatendo “não pelo nome de ‘Deus’, por seu som ou forma de escrever, mas pelas substâncias que pertencem ao nome” (Tertuliano contra Marcião 1.7.3). #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #Cristologia #históriadaigrejaprimitiva

  • A APARÊNCIA HUMANA DE JESUS

    Em relação a algumas formas que vão ser colocados, Nem todas são minhas, muitos comentários são dos Padres da igreja; então se parecer um pouco Rude não sou eu que estou falando dessa forma, mas, os próprios padres da igreja. Então vamos saber como os padres falavam em relação à aparência humana Histórica de Cristo, essas fórmulas eram “inteligíveis e, interpretadas religiosamente, até mesmo inteligentes; mais isoladas da aparência histórica de de Jesus Cristo, elas soam como o tagarela’ de um idiota”(Loof, 1930 página 172). Pode-se dizer que a identificação simplista de Jesus Cristo como Deus, como uma expressão litúrgica ou como uma ferramenta exegética, faz um determinado tipo de sentido cristão. No entanto, surgiram grandes dificuldades quando a identificação foi transposta da crença para o ensinamento e surgiram dificuldades ainda maiores quando foi transposta do ensinamento para a confissão. Alguém podia falar dessa maneira quando se ajoelhava para orar, mas era mais difícil fazer isso quando estava de pé para ensinar ou sentado para escrever. Isso ficou evidente no monarquianismo modalista, que pode ser definido como um esforço para fornecer uma teologia para a linguagem de devoção. Declarando passagens bíblicas com as que foram citadas em Textos anteriores e “usando só uma classe de passagens” (Hipólito contra Noeto 3), a saber, aqueles que não faziam a distinção entre o pai e o filho, os monarquianistas modalistas debatiam que “ali existe um e o mesmo ser chamado pai e filho, nenhum deles deriva do outro, mas ele mesmo de si mesmo, nominalmente chamado pai e filho de acordo com a mudança dos tempos; e que este foi aquele que apareceu para os patriarcas e se submeteu ao nascimento de uma virgem e conversou como homem entre homens. Por conta de seu nascimento que tinha acontecido confessou, para os que o viram, ser ele mesmo o filho ao mesmo tempo em que para os que podiam recebê-lo ele não escondeu o fato de que era o pai” (Hipólito sobre as heresias 9.10.11). Tanto o monoteísmo a divindade de Cristo foram salvaguardados, mas permaneceu a não distinção entre Pai, Filho e Espírito Santo. Essa teoria “acha impossível acreditar em um Deus a menos que se diga que o pai, o filho e o Espírito Santo São um e o mesmo” (Tertuliano contra Práxeas 2.3.1). A criação e a salvação foram a obra de um e o mesmo Deus que, de acordo com o modo e o tempo que seu aparecimento, podia ser chamado de pai, ou filho filho ou Espírito Santo. Essa doutrina da relação entre Cristo e Deus, entendida como está, ou seja, como Hipólito e Tertuliano a registraram, revela ter sido uma sistematização da crença Cristã Popular. Ela também revela ter sido um tanto ingênua. Se acreditarmos nos registros posteriores, apareceu uma versão um tanto mais Sutil dela na teologia de Sabélio, de quem ela pega o seu nome usua,l Sabelianismo. Diz-se que Sabélio avançou além da linguagem ingênua de Noeto e para Práxeas ao postular uma sucessão mais precisa das manifestações do pai, do filho e do Espírito Santo. “O que devemos dizer”? Epifânio citou Sabélio dizendo: “Temos um Deus ou três Epifânio”? (Epifânio contra as oitenta heresias 62.2.6). Se tivermos um, as palavras de Isaías 44.6 se aplicam também a Cristo: “Assim diz o senhor, o rei de Israel, o seu Redentor, o senhor dos exércitos: ‘eu sou o primeiro e eu sou o último além de mim não há Deus’ ” (Epifânio contra as oitenta heresias 62.2.2). Sabélio designou esse um Deus como “filhopai” (Ário de Alexandria Epístola de Alexandre3.12; Dídimo sobre a Trindade 3.18. Diz-se que ele, ligando sua doutrina a idéia de Deus como luz e a do filho de Deus como a radiação, usa a imagem do Sol, concebido como uma essência com três energias (a luz emanada, o calor e o astrológico, como uma analogia para sua Trindade. Ele também foi citado dizendo: “Da mesma maneira que ‘há diferentes tipos de dons, mas o espírito é o mesmo’ (1corintios 12.4), também o pai é o mesmo mas é expandido no filho e no Espírito Santo” (pseudo Atanásio contra Ario 4.25). Se esse relatório um tanto dubio for acurado, a noção de expansão poderia parecer ter sido uma forma de evitar as óbvias desvantagens de qualquer teoria da relação entre Cristo e Deus à qual falta um dispositivo para distinguir entre eles. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Cristologia #históriadaigrejaprimitiva

  • A Imaculada Conceição e a Igreja Ortodoxa – Parte II

    Por: Padre Lev Gillet (Ortodoxo) Vamos agora considerar mais de perto a atitude da Igreja Russa em relação à questão da Imaculada Conceição. Todo estudante russo de teologia sabe que S. Dimitri, Metropolita de Rostov, apoiou a “teoria latina do epiclese” (10); mas os jovens russos são inclinados a considerar o caso de Dmitri como um lamentável excessão, uma anomalia. Se eles soubessem da história da teologia Russa um pouco melhor eles saberiam que desde a Idade Média até o século XVII, a Igreja Russa tinha, como um todo, aceitado a crença da imaculada conceição (11). A Academia de Kiev, com Pedro Moghila, Estefânio Gavorsky e muitos outros, ensinaram a Imaculada Conceição em termos da teologia Latina. A Confraternidade da Imaculada Conceição foi estabelecida em Polotsk em 1651. Os membros Ortodoxos da fraternidade prometeram honrar a Imaculada Conceição de Maria todos os dias de sua vida. O Concílio de Moscou de 1666 aprovou o livro de Simeão Polotsky chamado A aste da direção, em que ele diz: “Maria foi insenta do pecado original desde sua concepção” (12). Tudo isso não pode ser explicado como obra de uma influência polonesa latinizada. Temos visto que muitos escreveram na mesma linha no Oriente Grego. Quando, em virtude de outras influências gregas, ataques foram iniciados em Moscou contra a doutrina da Imaculada Conceição, um protesto foi feito pelo Velhos Crentes – um setor separado da Igreja Ortodoxa por razões de sua fidelidade a certos ritos antigos. Novamente em 1841, os Velhos Crentes deram uma declaração oficial que “Maria não tinha qualquer participação no pecado original” (13). Para todos aqueles que sabem o quão profundamente os Velhos Crentes estão associadas à maioria das crenças e tradições antigas,seu testemunho tem um significado muito especial. Em 1848, a “Teologia Dogmática” do Arquimandrita Antony Amphitheatroff, aprovado pelo Santo Sínodo como um manual para os seminários, reproduziu a curiosa teoria de Palamas de uma purificação progressiva dos ancestrais da Virgem Maria, uma teoria que já tem sido mencionada e que proclama a exceção de Maria no pecado Original. Finalmente, devemos noticiar que a definição Romana de 1854 não foi rejeitada por maioria dos representativos teólogos do tempo, Metropolita Filaret de Moscou e Marcário Boulgakov. Foi em 1881 que o primeiro escrito importante em oposição a Imaculada Conceição apareceu na Literatura Russa. Foi escrito pelo Professor A. Lebedev de Moscu que tinha uma visão de que a Virgem foi completamente purificada do Pecado Original no Gólgota (14). Em 1884, o Santo Sínodo incluiu a questão da Imaculada Conceição em uma programa de “polêmica”, quer dizer, teologia anti-latina. Desde então, a teologia Russa oficialmente tem por unanimidade oposição a Imaculada Conceição. A atitude dos russos tem sido fortalecida por uma frequente confusão de que a Imaculada Conceição de Maria com o nascimento virginal de Cristo. Esta confusão pode ser encontrada não só entre as pessoas ignorantes, mas entre muitos teólogos e Bispos. Ainda recentemente, o Metropolita Anthony, então Arcebispo de Volkynia, escreveu contra a “heresia impiedosa da Imaculada e virginal conceição da Mãe de Deus por Joaquim e Ana”. Foi um teólogo dos Velhos Crentes, A. Morozov, que teve que chamar a atenção do arcebispo de que ele não sabia o que ele estava falando (15). Há três causas principais que dão uma explicação do porque da oposição com a doutrina da Imaculada Conceição foi realizada na Igreja Ortodoxa. Primeiro e principal, há uma sentido de desconfiança a priori por muitos Ortodoxos de qualquer doutrina definida por Roma desde a separação Ocidente e Oriente. Que, com certeza, é principalmente uma razão psicológica. Há também o medo de formula uma doutrina que pode não ser vista com fundação suficiente nas Sagradas Escrituras e na tradição Patrística. Deixamos o período patrístico fora dos limites da nossa discussão, limitando nós mesmos a uma Teologia Ortodoxa de Bizâncio; mas parece que (de Santo André de Creta a São Teodoro o Estudita) muitas evidências podem ser produzidas de fontes gregas em favor da teologia da imaculada Conceição. Finalmente, há um medo de restringir a ação redentora de Cristo. Depois de ter isentado Maria do pecado original, você não a isenta dos efeitos da redenção de seu Filho? Não é possível que uma única exceção destrua toda a economia da salvação? Os teólogos Ortodoxos que pensam deste modo, não tem dado consideração suificiente, ou não toda necessária, para o fato que de acordo com a definição de Pio IX, Maria foi apenas isenta do pecado original em vista dos méritos de Cristo: ”intuitu meritorum Christi Jesu Salvatoris humani generis“. Portanto, a ação redentora de Cristo foi operado no caso de Maria, embora de uma forma bastante diferente do resto da humanidade. Teólogos Ortodoxos tem sempre insistido sobre a beleza da natureza humana em sua integridade antes da queda. Agora é a doutrina da Imaculada Conceição, a única que pode justificar este “humanismo”.É apenas em Maria concebida sem pecado, que a natureza humana alcançou sua realização e efetividade todas as suas possibilidades. Maria é o primeiro e único sucesso da raça humana. É através dela e nela que a humanidade escapou do fracasso total e ofereceu-se para o divino um ponto de entrada no humano. Maria, diz o Metropolita George de Nicomedia “era o primeiro fruto magnífico oferecido pela natureza humana ao Criador” (16). Ela é, diz Nicolas Cabasilas (século XIV) “verdadeiramente o primeiro homem, o primeiro e único a ter manifestado em si a plenitude da natureza humana” (17). Vamos tirar nossas conclusões: 1. A Imaculada Conceição não é um dogma definido pela Igreja Ortodoxa 2. Pode-se dizer que, desde o início do século XIX, a maioria dos crentes e teólogos ortodoxos têm tomado sua posição contra essa doutrina. 3. Mesmo assim. é impossível dizer que, do ponto de vista ortodoxo a doutrina da Imaculada Conceição constitui uma heresia; por nunca ter sido definido canonicamente como tal por um Concílio Ecumênico e na verdade nunca se reuniu com a reprovação de um consenso universal e imutável de opinião. 4. Realmente existe uma linha contínua de autoridades ortodoxas eminentes que ensinaram a Imaculada Conceição. 5. Portanto, a doutrina da Imaculada Conceição tem todo o direito à sua existência na Igreja Ortodoxa como uma opinião de uma escola ou como uma theologoumenon pessoal, baseada em uma tradição digna de respeito. 6. Segue-se, portanto, que a definição romana de 1854 não constitui um obstáculo para a união das Igrejas Orientais e Ocidentais. 7. Na minha opinião, a Imaculada Conceição não contradiz nenhum dogma Ortodoxo, mas que é um desenvolvimento de toda a crença ortodoxa necessária e lógica (18). Regina sine labe concepta, ora pro nobis. notas: 10. See Chiliapkin, St Dmitri of Rostov and his times (Russian), in the Zapiski of the Faculty of history and philology of the University of St. Petersberg, t. XXIV, 1891, especially pp. 190-193. 11. See J. Gagarin, L’Eglise russe et L’immaculee conception, Paris 1876. 12. See Makary Bulgakov, History of the Russian Church (Russian) 1890, t. XII, p. 681. On the Polotsk brotherhood, see the article by Golubiev, in the Trudv of the Academy of Kiev, November 1904, pp. 164-167. 13. See N. Subbotin, History of the hierarchy of Bielo-Krinitza (Russian), Moscow, 1874, t. I, p. xlii of the Preface. 14. An article by M. Jugie, “Le dogme de l’immaculee conception d’apres un theologien russe,” in Echos d’Orient, 1920, t. XX, p. 22, gives an analysis of Lebedev’s monography. 15. Letter of Archbishop Anthony of Volhynia to the Old Believers, in the organ of the Russian Holy Synod, The Ecclesiastical News of 10 March 1912, p. 399. Morozov’s reply is contained in the same periodical on 14 July 1912, pp. 1142-1150. 16. Hom. III in Praesentat., Migne P.G. t. C, col. 1444. 17. Hom. in Nativ. B. Mariae, Greek Cod. 1213 of the Bibliotheque Nationale of Paris, fol. 3, r. 18. On the whole subject see M. Jugie, “De immaculata Deiparae conceptione a byzantinis scriptoribus post schisma consummatum edocta”, in Acta II conventus Velehradensis, Prague 1910; and article “Immaculee Conception,” in Dictionnaire de theologie catholique, Paris 1922, t. VII, col. 894-975. This last article by Jugie gives a complete bibliography of the subject. Much will also be found in P. de Meester, “Le dogme de l’immaculee conception et la doctrine de l’Eglise grecque”: 5 articles published in the Revue de l’Orient chretien, Paris, 1904-1905. (From Chrysostom, Vol. VI, No. 5 [Spring 1983]: 151-159) Créditos : Daniel Silva #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt

  • A RÚSSIA ESPALHARÁ SEU MAL PARA O MUNDO

    Quando foi da queda do império romano e da ruína do mundo antigo todo inteiro, Diocleciano desenvolveu grande energia em suas tentativas para consolidar o império. Mas, porventura, foi Santo Agostinho menos ativo do que Diocleciano e não ocupa ele na história lugar mais considerável? Exige nossa época antes do mais obras semelhantes à de Agostinho. São necessárias a fé e a idéia. O Bolchevismo tomou corpo na Rússia e ali venceu, porque eu sou o que sou (o povo russo), porque em mim não havia força espiritual real —- aquela força de fé capaz de deslocar montanhas, a questão russa é antes de tudo uma questão espiritual. Não há salvação para a Rússia fora de uma regeneração espiritual. Nicolai Berdiaev #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgiptoEt #Históriamoderna

  • A Imaculada Conceição e a Igreja Ortodoxa – Parte I

    Por: Padre Lev Gillet (Ortodoxo) É geralmente aceito, eu acho, que o dogma da Imaculada Conceição é uma das questões que faz uma clara e profunda divisão entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas. É realmente o caso? Devemos tentar examinar objetivamente bastante o que a história da teologia Ortodoxa ensina-nos sobre este assunto. Deixando de lado o período patrístico devemos começar a questão no tempo do Patriarca Fócio. Parece-me que três observações preliminares têm que ser feitas. Primeiro, é um fato inegável que a maior parte dos membros da Igreja Ortodoxa não admitiram o dogma da Imaculada Conceição da Mãe de Deus como foi definido pelo Papa Pio IX em 1854. Segundo, ao longo da história da teologia Ortodoxa, encontramos uma linha ininterrupta de teólogos, de autoridade bastante considerável, que explicitamente negaram a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Entre eles eu devo referir Nicéforo Calisto no século XIV e Alexandre Lebedev no século XIX, estes dois representando as extremidades de uma cadeia com vários elos intermediários. Há até mesmo um documento escrito contra a Imaculada Conceição: a carta do Patriarca Anthimus VII, escrita em 1895; veremos mais tarde uma discussão de seu valor doutrinal. Terceiro, reconhecemos o fato que teólogos latinos muito frequentemente usam argumentos inadequados em seu desejo de provar que a Imaculada Conceição pertenceu à tradição teológica Bizantina. Eles às vezes forçam o sentido das expressões poéticas encontradas na Liturgia de Bizâncio; no momento eles desinterpretam o que era meramente um termo bizantino para descrever a incomparável santidade de Maria, como um sinal da crença da Imaculada Conceição; em outras ocasiões eles ignoram o fato de que certos Bizantinos tem apenas uma vaga ideia de pecado original. Falando da Theotokos, autores Ortodoxos multiplicaram expressões como “toda santa”, “toda pura”, “imaculada”. Isso nem sempre significa que esses autores acreditavam na Imaculada Conceição. A vasta maioria – mas não todos – teólogos ortodoxos concordam que Maria foi purificada do pecado Original antes do nascimento de Nosso Senhor. Por isso, eles costumam dizer que ela foi purificada no útero de sua mãe como João Batista. Esta santificação não é a Imaculada Conceição. A questão deve ser frisada em termos teológicos precisos. Não queremos saber se a santidade de maria supera todas as outras santidades, ou se Maria foi santificada no útero de sua mãe. A questão é: Era Maria, nas palavras de Pio IX, “preservada de toda mancha do pecado original desde o primeiro momento de sua concepção” (in primo instanti suae conceptionis)? Essa doutrina é estranha à tradição Ortodoxa? É contrário a essa tradição? Eu devo começar citando várias frases que não podem ser ditas com absoluta certa para defender a crença na Imaculada Conceição, mas em que é perfeitamente possível encontrar vestígios de tal crença. Primeiro de tudo – o Patriarca Fócio. Em sua homilia sobre a Anunciação, ele diz que Maria foi santificada ek Brephous. Esse não é um termo fácil de traduzir; o significado primário de Brephos é de uma criança no estado embriônico. Ek significa origem ou ponto inicial. A frase parece-me que não significa que Maria foi santificada no estado embriônico, que é dizer, durante sua existência no útero de sua mãe, mas ela foi santificada no momento de sua existência como um embrião, desde o primeiro momento de sua formação – portanto – do momento de sua concepção (1). Um contemporâneo e oponente de Fócio, o monge Theognostes, escreveu em uma homilia para a festa da Dormição, que maria foi concebida por “uma ação santificante”, ex arches — desde o começo. Parece-me que este ex arches corresponde exatamente ao “in primo instanti” da teologia Romana (2). S. Euthymes, Patriarca de Constantinopla (+917), no decorrer da uma homilia da concepção de S. Ana (quer dizer, na Concepção de Maria por Ana e Joaquim) disse que foi nesse mesmo dia (touto semerou) que o Pai formou um tabernáculo (Maria) para seu filho, e que este tabernáculo foi “completamente santificado” (Kathagiazei). Mais uma vez encontramos a ideia da Santificação de Maria in primo instanti conceptionis (3). Voltemo-nos agora para a evidência mais explícita. S. Gregório de Palamas, Arcebispo de Tessalônica e Doutor do Hesicasmo (+1360) em sua 65 publicação mariológica de homilias, desenvolveu uma teoria inteiramente original sobre sua santificação. Por um lado, Palamas não usa a formula “imaculada conceição” porque ele acredita que Maria foi santificada muito antes de “primus instans conceptionis”, e por outro, ele afirma banteste categoricamente como qualquer teológo Romano que Maria nunca foi a qualquer momento manchada pela mancha do pecado original. A solução de Palamas para o problema, de que tanto quanto nós sabemos, ele tem sido o único suporte, é que Deus purificou progressivamente todos os ancestrais de Maria, um após o outro e cada um a um grau maior do que o seu antecessor, de modo que no final, eis telos, Maria foi capaz de crescer, de uma raiz completamente purificada, como uma haste impecável “sobre os limites entre criado e incriado” (4). O Imperador Manuel II Paleólogo (1425) também pronunciou uma homilia sobre a Dormição. Nela, ele afirma em termos precisos a santificação de Maria in primo instanti. Ele também diz que Maria era cheia de grça “desde o momento de sua concepção” e que, assim que ela começou a existir… Não houve tempo quando que Jesus não estava unido com ela”. Devemos notar que Manuel não foi um mero amador em teologia. Ele tinha escrito com muitos detalhes sobre a procissão do Espírito Santo e tinha tomado parte nos debates doutrinais durante sua viagem ao Ocidente. Pode-se, portanto, considera-lo como um representante qualificado da teologia Bizantina do seu tempo (5). George Scholarios (+1456) o último Patriarca de Constatinopla do Império Bizantino, também deixou-nos uma homilia sobre a Dorminação e uma explícita afirmação da Imaculada Conceição. Ele diz que Maria foi “toda pura desde o primeiro momento de sua existência (gegne theion euthus)” (6). É um pouco estranho que a mais precisa afirmação da Imaculada Conceição viria do mais Anti-Latino, o mais “protestantizado” dos Patriarcas de Constantinopla, Cyril Lukaris (+1638). Ele deu um sermão sobre a Dormição de Nossa Senhora. Ele disse que Maria “era totalmente santificada desde o seu primeiro momento da concepção (ole egiasmene en aute te sullepsei) quando seu corpo foi formado e quando sua alma unida ao corpo; e mais a frente ele escreve “Quanto ao Panaghia, quem é que não sabe que ela é pura e imaculada, que ela era um instrumento impecável, santificado em sua concepção e seu nascimento, como convém a quem conter Aquele a quem nada pode conter”? ” (7). Gerasimo, Patriarca de Alexandria (1639), ensina ao mesmo tempo, de acordo com a crônica dos Gregos, Hypsilantis, que a Theotokos “”não estava sujeita ao pecado de nosso primeiro pai (ouk npekeito to propatopiko hamarte mati)”; e um manual de teologia dogmática do mesmo século escrito por Nicolas Coursoulas (+1652) declarou que “A alma da Santa Virgem foi feita isenta de toda a mancha do pecado original desde o primeiro momento de sua criação por e união com o corpo.” (8). Eu não estou ciente de que outras vozes se levantaram contra a Imaculada Conceição.. Damasceno o Estudita, no século XVI, Mitrophanes Cristopoulos, Patriarca de Alexandria e Dosithes, Patriarca de Jerusalém no século XVII, todos ensinaram que Maria foi santificada apenas no útero de sua mãe. Nicéforo Calisto no século XIV e o Hagiorite no século XVIII ensinaram que Maria foi purificada do pecado Original no dia da anunciação. Mas as opiniões que temos ouvido em favor da Imaculada Conceição não são menos eminentes ou menos bem qualificadas. Só depois da bula de Pio IX, Ineffabilis Deus, em 1854, que grande parte da Igreja Grega pareceu ter se virado contra a crença da Imaculada Conceição, Ainda em 1855, o professor ateniense Christopher Damalas, foi capaz de declarar: “temos sempre mantido e sempre ensinado esta doutrina. Este ponto é muito sagrado para dar origem a discussões e não tem necessidade de uma delegação de Roma “. (9) Mas foi só em 1896 que encontramos um texto oficial classificando a Imaculada Conceição entre as diferenças de Roma e Oriente Ortodoxo. Este texto é uma carta sinodal escrita pelo Patriarca Ecumênico, Anthimes VII, em resposta à encíclica Piaeclara Gratulationis enderaçada por Leão XIII para os fieis das Igrejas Orientais. Contudo, do ponto de vista Ortodoxo, o documento constantinopolitano tinham uma importância doutrinal muito limitada. Embora deve ser lida com respeito e atenção, ainda não possui nenhuma das marcas da infalibilidade, nem a disciplina eclesiástica impôs a crença em seus ensinamentos com uma questão de consciência, e deixa o solo bastante claro para o debate teológicos e históricos sobre este ponto. notas: 1. Photius, homil. I in Annunt., in the collection of St. Aristarchis, Photiou logoi kai homiliai, Constantinople 1901, t. II, p. 236. 2. Theognostes, hom. in fest. Dormitionis, Greek Cod. 763 of the Bibliotheque Nationale of Paris, fol. 8. v. 3. Euthemius, hom. in concept. S. Annae, Cod. laudianus 69 of the Bodleian Library, fol. 122-126. 4. Photius, In Praesentat. Deiparae, in the collection of Sophoclis Grigoriou tou Palama homiliai kb’, Athens 1861. 5. Manuel Paleologus, orat. in Dormit., Vatic. graecus 1619. A Latin translation is to be found in Migne P.G. t. CLVI, 91-108. 6. Scholarios, hom. in Dormit., Greek Cod. 1294 of the Bibliotheque Nationale of Paris, fol. 139 v. 7. Lukaris, hom. in Dormit., Cod. 263 of the Metochion of the Holy Sepulchre in Constantinople, fol. 612-613, and hom. in Nativ., Cod. 39 of the Metochion, fol. 93. 8. Hypsilantis, Ta meta ten alosin, Constantinople, 1870, p. 131. Coursoulas, Sunopsis ten ieras Theologias, Zante, 1862, vol. I, pp. 336-342. 9. Quoted by Frederic George Lee, in The Sinless Conception of the Mother of God, London 1891, p. 58. Créditos: Daniel Silva #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr

  • UM RUSSO COMENTANDO SOBRE A IDADE MÉDIA:

    Mas sabemos também que os tempos medievais foram eminentemente religiosos, que eram arrastados pela nostalgia do céu, que esta nostalgia fazia os povos como que possuídos de uma loucura sagrada; sabemos que toda a cultura da idade média era dirigida para o transcendente e o além, e que devia a uma alta tensão de espírito —– tensão de que a história moderna ignora o equivalente —- a sua orientação para a escolástica e a mística, às quais pedia a solução dos problemas do ser. Os tempos medievais não desperdiçavam sua energia no exterior, preferiam concentrá-la no interior: forjaram a personalidade sob o aspecto do monge e do cavalheiro; nesses tempos bárbaros florescia o culto à Dama e os trovadores cantavam o seu canto. Permita o céu que esses traços reapareçam na nova Idade média. Nikolai Berdiaev #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Históriadaidademédia

  • TEMPOS MODERNOS

    O homem atual experimenta uma fadiga imensa e está pronto a apoiar-se sobre qualquer gênero que seja de coletivismo, em que definitivamente desaparece a individualidade humana. O homem não pode suportar seu abandono, sua solidão. Com o renascimento, as forças humanas se desbridaram e seu jogo impetuoso criou uma nova cultura, fundou uma nova história. Quer dizer que toda a cultura desta época mundial que, nas escolas, é chamada história dos tempos modernos, foi a experiência da liberdade humana. O homem novo quis ser o autor e ordenador da vida, sem o socorro do alto, indiferente às sanções divinas. O homem se arrancou ao centro religioso ao qual permaneceu submissa toda sua vida durante a meia idade; quis andar por uma estrada livre e independente. Ao se meter por essa via, ao europeu dos tempos modernos pareceu que pela primeira se havia descoberto o homem e o mundo humano, comprimidos pela idade média. E muitos ainda em nossos dias, cegos pela fé humanista, imaginam que é ao humanismo, ao começo dos tempos modernos, que se deve o descobrimento do homem. Nossa época, todavia, porque levou até a última acuidade todas as antinomias da vida e entrou no conhecimento de suas próprias origens, começa a compreender que na segurança do humanismo havia um fatal desvio e um abuso de si mesmo, e que, a raíz da fé humanista, se escondia uma auto-negação Virtual do homem e de sua queda. Quando o homem, como acabamos de dizer, rompeu com o centro espiritual da vida, arrancou-se à profundidade e passou à superfície. Seu afastamento do centro espiritual tornou-se cada vez mais superficial. Tendo perdido o centro espiritual do ser, perdeu, ao mesmo tempo, seu próprio centro espiritual. Tal descentralização da essência humana era a mina da sua constituição orgânica. O homem deixou de ser um organismo espiritual. E, então, à periferia mesma da vida, surgiram centros falaciosos. Tendo-se libertado de sua relação orgânica com o centro verdadeiro, os órgãos subordinados da vida humana se proclamaram a si mesmos centros vitais. Em consequência disto, o homem se tornou cada vez mais superficial. Em nosso século, atingido o pináculo da era humanista, o homem europeu se ergue num estado de vacuidade terrível. Não sabe mais onde é o centro da sua vida.sob seus pés não sente profundidade. Vota-se a uma existência mais que vulgar, vive sobre duas dimensões como se habitasse exatamente a superfície da terra —- ignorando o que está acima dele e o que está abaixo. Há, pois, formidável distância e formidável contradição entre o começo da era humanista e o seu fim. Retirado do livro “uma nova Idade média” de Nikolai Berdiaev #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #humanismo

  • O TEMPO

    Senhor Javé, o tempo veio sentar-se à porta da minha casa para ver passar as horas e contar as madrugadas a partir dos sons e das sombras. Às sombras chamamos noite; aos sons chamamos dia. Até que Tu chegaste e, juntos, entramos na mesma casa das coisas e dos sentidos para libertar o silêncio das formas sem alma e dos rostos sem olhar. A partir da sabedoria e do coração, aprendi a contar os dias e descobrir, na Tua palavra, a direção do vento e, na Tua mão, a segurança da minha. Ensina-me a não ter pressa de viver; mas, chegar apenas contigo, ao mesmo tempo e entender, na erva que ontem morreu, a eternidade dos sonhos que hoje nascem. (Manuel Rito Dias – cf. Salmo 90 – Frades Menores Capuchinhos) #Igreja

  • MAS ISTO BASTA

    Em tuas mãos, oh Deus, eu me abandono. Vira e revira esta argila, como o barro na mão do oleiro. Dá-lhe forma e depois, se quiseres, esmigalha-a, como se esmigalhou a vida de João, meu irmão. Manda, ordena. Que queres que eu faça? Que querem que eu faça? Elogiado e humilhado, perseguido, incompreendido e caluniado, sonsolado, sofredor, inútil para todos, não me resta senão dizer a exemplo de Tua Mãe: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra.” Dá-me o amor por excelência, o amor da Cruz; não o da cruz heróica, que poderia nutrir o amor próprio, mas o da cruz vulgar, que carrego com repugnância, daquela que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente e na aridez, no silêncio do coração. Então somente Tu saberás que Te amo, embora eu mesmo nada saiba. Mas ISTO BASTA. (R. Kennedy – Frades Menores Capuchinhos) #Igreja

  • MULHER, POR QUE CHORAS? QUEM PROCURAS? 

    Mulher, por que choras? Quem procuras? Tu tens Aquele que procuras, e ignora-lo? Tu tens a verdadeira alegria eterna, e choras? Tu o tens em ti, Aquele que tu procuras fora. Verdadeiramente tu deixas-te ficar no exterior, toda em lágrimas perto de um túmulo. O meu túmulo é o teu coração; Eu não estou morto, mas repouso aí, vivo por toda a eternidade. A tua alma é o meu jardim. Tu tinhas razão em pensar que Eu era o jardineiro. Novo Adão, Eu cultivo o meu paraíso e guardo-o. As tuas lágrimas, o teu amor e o teu desejo são obra minha. Tu me tens em ti sem o saber, e é por isso que me procuras no exterior. Eu vou pois aparecer-te lá também para te fazer entrar em ti mesma a fim de que encontres no interior Aquele que procuras no exterior. (Trecho da Homília Monástica – século XIII) #históriadaigrejaprimitiva #Igreja

  • As Sete Igrejas e as sete idades

    O Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas. A primeira igreja é a de EFÉSIO (2, 1-7). Em grego, Efésio significa impulso, o princípio da expansão ou do direcionamento a uma finalidade. Esse nome convém à idade apostólica, pois que os apóstolos pregaram por todo o mundo, com crescente êxito, após receberem o sopro impetuoso do Espírito Santo; Deus os ajudava, confirmando suas palavras com sinais. Mas a advertência epistolar convém igualmente, nesta época de que falamos, aos falsos apóstolos mencionados amiúde por São Paulo, e à seita dos nicolaítas, fonte primeva do gnosticismo impuro, criada por um dos sete primeiros diáconos.Escrito ao anjo a Igreja de Éfeso: Conheço tuas obras e teu trabalho… tu provaste os que se declaravam apóstolos e não o eram, apanhaste-os em mentira… Contudo, tens em testemunho de teu fervor o ódio pela obras dos Nicolaítas, obras que eu também odeio etc. A segunda igreja é a de ESMIRNA (2, 8-11). Este termo designa a mirra, e também a idade durante a qual, em razão da crueldade das perseguições e da grande amargura das tribulações, se cumpriu na Igreja o que predissera a boca profética: a mirra caiu gota a gota de minhas mãos, e meus dedos estão cheios da mais excelente mirra (Ct 5, 5). Por isso, afirma o anjo à igreja de Esmirna: Eis que o diabo vai lançar alguns dentre vós no cárcere, para vos pôr à prova, e vossa aflição durará dez dias, significando claramente as dez perseguições gerais. A terceira igreja é a de PÉRGAMO (2, 12-17). Célebre por sua literatura profana, Pérgamo é a cidade que deu origem ao pergaminho, batizando-o com seu nome. Quando alguém se refere à “pele de Pérgamo”, mais conhecida sob o nome de pergaminho, logo vem ao espírito os livros publicados e os embates e controvérsias travados com a pluma. Corresponde a igreja de Pérgamo à terceira idade, à época de Constantino, em que cessaram as perseguições cruéis aos santos e doutores, e se propagaram também as grandes heresias que satã perpetrara – os arianos, os maniqueus, os pelagianos, os nestorianos etc.. Deus suscitou grandes homens para defender a verdade, homens dignos de eterna memória: Atanásio, Basílio, Gregório Nazianseno, Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, os dois Cirilos, e muitos outros ainda, que ilustraram magnificamente a fé católica em seus escritos. Logo, é de justiça que Pérgamo represente a terceira idade. É de justiça que se enviasse a advertência ao anjo desta igreja que, apesar de louvada pela constância da fé, está de contínuo exposta a grandes perigos, visto que habita na sé do trono de satã, havendo de se defender do sítio das doutrinas heréticas: Escrito ao anjo da igreja de Pérgamo: eu sei que habitais na sé do trono de satã, e que preservastes meu nome e não renegastes a fé etc.. Em quarto lugar, sucede à igreja de Pérgamo a de TIATIRA (2, 18-29). Esta palavra significa esplendor do triunfo e solenidade pomposa, tendo origem nas festas celebradas em honra de Baco, e depois empregada para designar toda e qualquer festa ou desfile triunfal. Logo, a igreja de Tiatira representa a quarta idade, iniciada sob Carlos Magno, com a instituição do Sacro Império Romano, cuja duração exprimira o número milenar (de 800 a 1800). A instituição do Sacro Império Romano sela a subordinação da sociedade temporal à espiritual, a coroação da organização social de Nosso Senhor Jesus Cristo, predita por Isaías: De pé, Jerusalém, que brilha tua glória! Eis que vem tua luz, e a glória do Senhor se eleva sobre ti… As nações marcharão em direção à luz, e os reis à claridade de tua aurora… Sucederás a nata das nações, sucederás ao púbere dos reis, e saberás que eu, o Senhor, sou teu salvador, e que teu redentor é o Forte de Israel (Is 60, 1,3 e 16). A profecia corresponde às festas solenes, ao fulgor do triunfo e, geralmente, a tudo que diz respeito a esta época: Ao anjo da igreja de Tiatira escreveu: Conheço tuas obras, teu amor, tua fé, tua boa vontade; são tuas últimas obras mais abundantes que as primeiras. Entretanto, não faltaram maus, pois que o mistério de iniqüidade está sempre com as mãos à obra e, enquanto durar a vida presente, o triunfo da Igreja Militante não será maior do que convém. Na figura de Jezabel se anunciam os cismas funestos e as heresias que assolaram, nesta época, a Cidade de Deus, por exemplo, o cisma dos gregos no séc. XI, a heresia dos albigenses no séc. XII, e sobretudo a impiedade dos protestantes no séc. XVI, data a partir da qual o império cristão entra em decadência, se preparando a pouco e pouco, sem que ninguém percebesse, a idade da Revolução. Por isso, teve fim Tiatira, sucedendo-lhe a quinta igreja, a de SARDES (3, 1-6). Sem dúvida, Sardes é a célebre cidade da Lídia, onde reina Crésus. Ela sugere assim a abundância de ouro e prata, de riquezas seculares a excitar as paixões, a ostentação e a prosperidade material.  Daí, o que se refere a essa igreja sabe à decadência. Por todos os lados, vê-se a defecção, a apostasia; são poucos os que conservam a fé em Jesus Cristo, enquanto muitos se afastam da religião. Em Sardes, existem pessoas que não mancharam seus vestidos. E ainda: passas por vivo, mas estás morto!  Passas por vivo, já que possuis a ciência, a liberdade, a civilização e o progresso; mas estás morto e te assentas nas trevas, à sombra da morte, pois que rejeitas a luz da vida, o Cristo Senhor. Por tal razão, disseram ao anjo desta igreja: Sede vigilante, e confirmai os que iam morrer, ordenando-lhe instantemente de continuar fiel aos ensinamentos dos santos apóstolos, e de não se afastar muito, sob o pretexto duma melhor compreensão, do sentir comum dos santos padres. Recorda-te de como escutaste e recebeste: guarda-o e comunica-o. Eis o que respeita à quinta idade. Mas o que se segue é mais animador. Após a igreja de Sardes, surgiria a sexta igreja, a de FILADÉLFIA (3, 7-13). Tudo que se diz dela é bom, sobretudo por causa da chegada do momento capital, o mais insigne e singular dos todos os momentos desde o começo da história até os dias de hoje: a conversão em massa dos judeus, e sua entrada na Igreja dos gentios, de sorte que povos até então separados por um muro claustral tornam-se um só povo, servo do Cristo – assim, Jacó se reconcilia do Esaú, e Isaque com Ismael, conforme predissera o Apóstolo (Rm 25-32).  Daí denominarem esta igreja de Filadélfia, que quer dizer amor aos irmãos ou reconciliação dos irmãos. Se sua queda (refere-se aos judeus) foi a riqueza do mundo, que não será seu resgate em massa… Se sua recusa foi a reconciliação do mundo, que será sua reintegração, senão a ressurreição dos mortos? (Rm 11, 12; 15). Quando vier este tempo, deve-se esperar uma admirável expansão da vida cristã em todo o mundo, a insigne vitória do Cristo e da Igreja sobre a Revolução subjugada. Subjugada, disse eu, não destruída; sob a batuta de satã, a Revolução neste entrementes recupera suas forças e inflama-se de intenso furor, aprestando-se para a batalha, para a guerra definitiva contra seu adversário, o Cristo. Daí o aviso ao anjo da igreja de Filadélfia sobre a proximidade da hora da provação, que vai se abater sobre todo o mundo, para provar os habitantes da terra. Assim, resta a sétima e última igreja, a de LAODICÉIA (3, 14-22). Laodicéia significa julgamento dos povos, indicando com clareza a época da consumação do séculos, quando o Cristo virá por sobre as nuvens do céu para julgar os vivos e os mortos. As considerações acerca das sete igrejas do Apocalipse, ou as sete idades da Igreja do Cristo, amigo leitor, talvez não te pareçam improváveis! Concluímos que a idade em que vivemos é a quinta – a idade da defecção, da apostasia e do liberalismo, idade medianeira entre Tiatira e Filadélfia, entre o fim do Sacro Império Romano e a renovação, que o Apóstolo não hesita em comparar à ressurreição dos mortos (Rm 11, 15). Tomara nossa interpretação não se afaste da verdade! Em meio ao males presentes – tão numerosos e graves – de que padecemos, ela faz-nos nascer a esperança da restauração futura (se se pode falar assim) e da contra-revolução.[1] […] Busquemos pois o Reino de Deus e sua justiça, não desprezando o mais a que devemos prestar atenção, nem esquecendo que é possível aplicar à influência salutar a Igreja o que já se escreveu sobre a piedade: ela é a todos útil, tendo em si a promessa de vida, presente e futura. Fonte: Prophéties de l’Histoire, Éditions L’Homme Nouveau Tradução: Permanência Leia mais em: http://exercitocatolico.blogspot.com.br/2015/04/as-sete-igrejas-e-as-sete-idades.html?m=1 #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr

  • JESUS ESTÁ CONOSCO! (Santo Agostinho)

    Nossa vida desceu para esta terra e levou embora a morte, matou a morte com a abundância da vida: e Ele reclamou chamando-nos para voltar para Ele, para aquele local secreto do qual Ele viera direto para nós – primeiro no útero da Virgem, no qual a humanidade uniu-se a Ele, nossa carne mortal, nem sempre destinada a ser mortal. Ele não tardou, mas apressou-se, chamando-nos por sua morte e sua vida, por sua vinda e sua ascensão, para voltarmos a Ele. E Ele retirou-se de nossa visão para que pudéssemos voltar ao nosso próprio coração e encontrá-lo. Como Ele se afastou, ainda está próximo. Ele não está conosco e nunca nos deixou. (Santo Agostinho – Doutor da Igreja) #EUA #frança #paris #georgia #portugal #macedonia #belarus #russia #paquistão #Irãn #Coreia #Egipto #Arabiasaudita #EmiradosÁrabesunidos #Etiópia #Nigéria #China #Iraque #Zimbabué #Áfricadosul #Congo #Índia #Singapura #Croácia #Ucrania #Siria #Turquia #Mongolia #Timorleste #Goa

  • O concilio de Constantinopla (sexto ecuménico)

    glorificou a sé apostólica de Roma como autoridade inacessível ao erro; os bispos gregos repetiram para o Papa Agatão as aclamações com que os padres de Calcedônia haviam saudado outrora a São Leão ,o Grande. Mas de novo uma poderosa reação veio a suceder a esse momento de entusiasmo. Se os verdadeiro heróis da ortodoxia, como São Máximo Confessor, não achavam palavras bastante fortes com que exaltar a dignidade e os méritos da sé de Roma, os ortodoxos anticatólicos, ainda que beneficiando -se de seus méritos,receavam demasiado de sua dignidade para reconhece-la como fato consumado. Humilhados ou irritados pela larga lista de hereges e heresiarcas que haviam manchado a cátedra de Constantinopla e que deviam ser anatematizados pelo concilio, os bispos gregos inventaram como desquite a heresia do Papa Honório e impuseram esta fábula à desprevenida simplicidade dos legados romanos. Não contentes com isto, alguns anos depois do concilio, se reuniram de novo em Constantinopla no palácio imperial (in Trullo) e intentaram, por meio de absurdas ficções, atribuir autoridade ecumênica a esse conciliábulo, ora apresentando-o , contra toda evidência, como continuação do sexto concílio; ora (assim é o vinco habitual da mentira) fazendo dele um epílogo do quinto e sexto concílios sob o estranho nome de quini-sexto. O propósito de tão absurdas fraudes aparece claramente em certos cânones publicados pelos padres do Trullanum, que condenavam muitos usos disciplinares e rituais da Igreja romana. Era essa uma antecipada justificação do cisma, E si este não se produziu desde Então, dois séculos antes de Fócio, foi graças ao Imperador iconoclasta Leão, O Isáurico, que muito Logo veio a enredar os artificiosos planos dos ortodoxos anticatólicos. Fonte:VLADIMIRO SOLOVIEF RUSIA Y LA IGLESIA UNIVERSAL .Pág. 39/40 #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial#SãotoméePrincipe #EUA #frança #paris #georgia #portugal #macedonia #belarus #russia #paquistão #Irãn #Coreia #Egipto #Arabiasaudita #EmiradosÁrabesunidos #Etiópia #Nigéria #China #Iraque #Zimbabué #Áfricadosul #Congo #Índia #Singapura #Croácia #Ucrania #Siria #Turquia #Mongolia #Timorleste #Goa #históriadaigrejaprimitiva

  • AS FALSIFICAÇÕES DE FÓCIO DAS POSIÇÕES LATINAS E ORIENTAIS SOBRE O FILIOQUE

    Em 858, Fócio foi eleito Patriarca de Constantinopla, depois da deposição litigiosa de seu predecessor Inácio. Sua eleição foi recusada pelo Papa Nicolau | . Como resposta à ingerência romana na vida eclesial de Constantinopla , Fócio , em 867, através de uma carta encíclica escrita aos patriarcas orientais , denuncia os erros do Ocidente, e entra em luta com o Papa Nicolau acerca dos diversos pontos contenciosos entre gregos e Latinos: querela disciplinares ( jejuns , barba , ordenação presbiteral de homens casados, uso de pão fermentado ou ázimo para a eucaristia , etc .) , monásticas e políticas ( conflito de jurisdição na Bulgária ). Denuncia de modo particular o acréscimo , por parte da Igreja latina, da expressão Filioque ao símbolo Niceno – Constantinopolitano , bem como o conteúdo heterodoxo desta expressão : Segundo Fócio , os latinos afirmavam que o Espírito Santo tinha dois princípios , o Pai e o Filho. Para combater o erro dos latinos , Fócio enrigece a posição teológica do Oriente , defendendo que o Espírito Santo procede somente do Pai. Fócio chegou a afirmar que o Filioque seria o cume da impiedade Ocidental. Os teólogos orientais , atualmente, não falam deste modo, mas acusam os ocidentais de terem falsificado o símbolo de um concílio ecumênico. Vejamos como Fócio interpreta ( e, de certo modo, falsifica a posição dos latinos e dos orientais : ( ver imagem) R. Laurentin afirma que Fócio falsifica ambas as visões , pois Agostinho afirmava que o Espírito procede do Pai e do Filho , como de um só princípio , mas recorda que o Espírito procede Principalmente ( Principaliter) do Pai, para ser concorde com a posição oriental. Por outro lado, os orientais afirmavam que o Espírito Procedia do Pai , através do Filho. Fonte: Deus Uno e Trino. Uma Introdução à Teologia Trinitária. Pe. João Paulo . M. Dantas. Página 163-164. Edições Shalom, 213. #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial#SãotoméePrincipe #EUA #frança #paris #georgia #portugal #macedonia #belarus #russia #paquistão #Irãn #Coreia #Egipto #Arabiasaudita #EmiradosÁrabesunidos #Etiópia #Nigéria #China #Iraque #Zimbabué #Áfricadosul #Congo #Índia #Singapura #Croácia #Ucrania #Siria #Turquia #Mongolia #Timorleste #Goa #Igreja

  • SAN JULIO I, 337-352 Sobre o primado do Romano Pontífice [Da carta aos Antioquenos, a partir do an

    (22) … E, se absolutamente, como você diz, houve alguma culpa contra eles, eles deveriam ter celebrado o julgamento de acordo com a regra eclesiástica e não dessa maneira. Todos nós tivemos que nos escrever um para o outro, de modo que o justo tinha sido determinado por todos, porque os que sofreram eram bispos e não sofreram de igrejas, mas daqueles que os próprios apóstolos governavam. E por que não devemos escrever exatamente sobre a Igreja de Alexandria? Você não sabe que foi O costume nos escreve primeiro e, assim, determine a partir daqui o que é certo? Então, certamente, se houvesse qualquer suspeição contra o bispo lá, deve ter sido escrito para a Igreja aqui CONSELHO DA SARDICA, 343-344 Sobre o primado do Romano Pontífice [Versão no texto latino autêntico] Pode. 3 [Isid. 4]. O bispo Osio disse: também isso, que um bispo não passa de sua província para outra província onde há bispos, a menos que ele seja convidado por seus irmãos, para que não paremos fechar a porta da caridade. – Também é necessário fornecer outro ponto: se em qualquer província um bispo teria um processo contra outro bispo seu irmão, que nenhum deles chamou bispos de outra província. – E se um bispo foi julgado por qualquer causa e acredita que ele tenha uma boa causa para que o julgamento seja renovado, se lhe agrada, honremos a memória do santíssimo apóstolo Pedro: para aqueles que examinaram a causa ou para os bispos que vivem na próxima província, escreva ao bispo de Roma; e se ele julgar que o julgamento deve ser renovado, renovar-se e nomear juízes. Mas se ele prova que a causa é tal que ele não deve abster-se do que foi feito, o que ele decretará será confirmado. Coloque tudo isso? O Conselho respondeu afirmativamente. (Isid 5) O bispo Gaudencio disse: Se você quiser, a esta sentença que você emitiu, cheia de santidade, devemos acrescentar: quando um bispo foi depojado por julgamento dos bispos que moram nos lugares vizinhos e proclamam que o seu O negócio deve ser tratado na cidade de Roma, nenhum outro bispo é ordenado na mesma cadeira após o recurso daquele cuja deposição está em questão, desde que a causa não tenha sido determinada pelo julgamento do Bispo de Roma. [Can. 3 b] (Isid 6) O bispo Osio disse: Eu também observo que, se um bispo tivesse sido acusado e julgado pelos bispos de sua mesma região, reuniu-se e o havia deposto de sua dignidade e, aparentemente, apelou e apelou para o bispo mais amado da Igreja Romana, e ele quererá ouvir e julgar apenas que o exame seja renovado; que ele se dignou a escrever aos bispos que estão na província vizinha e vizinha que eles mesmos investigam tudo diligentemente e definem de acordo com a fé da verdade. E se aquele que pede que sua causa seja ouvida de novo e com suas súplicas, o bispo romano enviará um sacerdote de seu lado, ele estará no poder do bispo para fazer o que gosta ou estima: e se ele decretar que os que julgam devem ser enviados presente com os bispos, tendo a autoridade daquele que os enviou, estará à vontade deles. Mas se ele acha que os bispos são suficientes para pôr fim a um problema, faça o que em seu sábio conselho ele julgará. [Da Carta Quod Semper, na qual o Conselho transmitiu os Atos a San Julio] #russia #macedonia #georgia #belarus #Portugal #Timorleste #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial #SãotoméePrincipe #históriadaigrejaprimitiva

  • A PARÁ-OIKÍA (PARÓQUIA) DO CRISTÃO (E.B.)

    O cristão utiliza os vocábulos “paróquia, pároco, paroquiano” sem talvez se dar conta de todo o alcance desses termos. Na verdade, são portadores de profundo significado. Com efeito, paróquia vem do grego pará-oikía, o que significa “casa ou pousada (oikía) ao lado (pará)”. Tal é a tenda que o viandante ergue quando faz uma parada na estrada para repousar; não entra na cidade, mas acampa ao lado (ou fora) da cidade, porque não é cidadão da mesma, nem pretende ali fixar residência; ele quer ir adiante; por isto é paróikos. O vocábulo é muito caro à linguagem bíblica: o povo de Deus e cada um dos seus membros são tidos como viandantes ou peregrinos sobre a terra, em demanda da Cidade Definitiva, cujo Arquiteto e Construtor é o próprio Deus (Hb 11,10). O autor da epístola aos Hebreus chega a dizer: Não temos aqui uma cidade estável, mas procuramos a futura (Hb 13,14). Com muito acerto o cristão percebe que este mundo não pode ser o destino supremo do homem; as contradições aqui existentes acenam a uma realidade melhor, em que o Bem e o Mal serão reconhecidos como tais. Consciente disso, São Pedro se refere aos tempos da nossa paroikía, vocábulo que se traduz geralmente por “exílio”: Portai-vos com temor durante o tempo da vossa paroikía (1Pd 1,17). Na verdade, a cidadania do cristão está nos céus, donde ele espera ansiosamente o Salvador, que o levará para a glória (Fl 3,20). (Imagem: Google) #russia #macedonia #georgia #belarus #Portugal #Timorleste #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial #SãotoméePrincipe #Igreja

  • DESAPROVAÇÃO DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

    “Mas o homem na prosperidade não compreende, é como os animais que perecem” (Salmos 49,13). Jesus não propôs riqueza nem prosperidade aos seus seguidores. Prometeu, sim, vida, e vida em abundância. Esta não é a vida mortal, sempre ameaçada, que o homem conhece na terra. Mas a vida Imortal em comunhão com o pai, o filho, e o Espírito Santo. O que Jesus previu para seus discípulos foi uma parcela de sua cruz, mediante a qual devem chegar à bem-aventurança Celeste: ‘Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’ (Mateus 16,23). Diz o senhor no Apocalipse: ‘repreendo e educo todos aqueles que amo’ (3,13). O autor da epístola aos hebreus explica o porquê dessa atitude divina: ‘e para vossa educação que sofreis: Deus vos trata como filhos. Qual é, como efeito, o filho cujo pai não educa? Se sois privados da educação da qual todos participam, então sois Bastardos e não filhos (Hebreus 12, 7-8). Você, pois, como é falso apregoar que Deus paga em dinheiro e Bens Materiais a quem lhe é fiel”. Vejamos no início da igreja, nossos padres, alertando contra essa doutrina de demônios, colocarei alguns, pois, são muitos padres que falam desse problema. Hermas de Roma ” vós, servos de Deus, sabeis que habitais em terra estrangeira. De fato, vossa cidade acha-se longe desta cidade. Portanto, se conheceis vossa cidade, aquela em que deveis habitar, porque correis assim atrás de Campos, instalações luxuosas, palácios e mansões inúteis? Quem procura tais coisas nesta cidade não espera retornar a sua própria cidade. Insensato, vacilante, homem infeliz! ignora E que tudo isso é estrangeiro e está em poder de outro (=Deus)? De fato, o dono desta cidade dirá: ‘não quero que habites na minha cidade. Vai embora daqui por que não obedece às minhas leis’, então tu que possuis Campos, casas e muitos bens, ao ser expulso por ele, o que farás com o teu Campo, tua casa e tudo o que te resta do que acumulaste?” (O pastor, parábola 1,50, 1-4). Policarpo de Esmirna “O princípio de todos os males e o amor ao dinheiro. sabendo, portanto, que nada trouxemos ao mundo e que nada podemos levar dele, armemo-nos com as armas da justiça e ensinemos primeiro a nós mesmos a caminhar conforme o Mandamento do Senhor (carta aos Filipenses 4,11). Tertuliano de Cartago “Mas, se compreendermos em sentido literal estas palavras (Dá-nos hoje o nosso pão cotidiano), não poderia ser à custa do seu caráter religioso e do ensino espiritual dado pelo senhor. Com efeito, ele manda que peçamos o pão com a única coisa necessária aos que têm fé. Dos outros bens, são os pagãos que vão em busca (Mateus 6, 32-33)” (da oração 6,3). “Mas o senhor, que prevê as necessidades humanas, Depois de nos ensinar esta oração (o pai-nosso), apresenta em outro lugar: ‘pedi e recebereis’ Mateus 7,7; Lucas 11,9). com efeito, existem outras coisas a pedir, segundo as circunstâncias. Primeiro,porém, devemos proferir Essa oração do senhor (O pai-nosso), que representa o fundamento de nossos outros desejos. Tem, pois, o direito de acrescentar além desta oração, outros pedidos, sobre a condição de nos lembrarmos dos preceitos evangélicos. Se estivermos distanciados desses preceitos, estaremos outro tanto distantes dos ouvidos de Deus (da oração 10). Papa Urbano I de Roma Ora, amadíssimos, para o que nos leva a sabedoria deste mundo se não para buscar as coisas más, amar as coisas perecíveis, abandonar as coisas saudáveis e estimar como sem valor às coisas definitivas? Recomenda o amor ao dinheiro do qual se diz: ‘O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal’ (1Timóteo 6,10); e é isto que contém este mal de maneira especial, Pois ainda que imponha o transitório, esconde da nossa vista o eterno; e ainda que saia em busca de coisas externas, não observa as coisas interiores; ainda que busque coisas estranhas, Este é um mal que se faz estranho para consigo mesmo daquele que o faz (carta a todos os cristãos 6,3). #russia #macedonia #georgia #belarus #Portugal #Timorleste #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial #SãotoméePrincipe #históriadaigrejaprimitiva

  • A TRADIÇÃO DE SEMPRE UBIQUE,SEMPER, AB OMNIBUS[EM TODA PARTE, SEMPRE E POR TODOS]

    Para o Consenso ortodoxo, era fundamental afirmação da autoridade da tradição com aquela que tinha sido crida “em toda parte, sempre e por todos [ubique,semper, ab omnibus]” (Vicente de Lérins admoestação 2.3). o critério para o que se constitui a tradição Ortodoxa foi a “universalidade, a antiguidade e o consenso” (Vicente de Lérins admoestações 2.3). O critério da universalidade exige que uma doutrina – para ser reconhecida como o ensinamento da igreja, em vez de uma teoria privada de um homem ou de uma escola – seja genuinamente católica, isto é, seja a confissão de “todas as igrejas[…], uma grande multidão de pessoas da Palestina à calcedônia ressoando em uma só voz os louvores a Cristo” (Jerônimo contra Vigilantio 5). Esse argumento foi usado em um conflito dogmático após o outro,com menor ou maior propriedade, para refutar a heresia. Hilário tinha citado diversos credos orientais como evidência da universalidade do que ele defendia no acidente como a fé Nicena(Hilário de poitiers sobre os concílios 30); Atanásio tinha justificado sua posição ao se referir a “tantos bispos em unanimidade” com ele, incluindo os bispos ocidentais (Atanásio segunda argumentação contra os arianos); e Agostinho, ao escrever contra os donatistas, cunhou a fórmula: “o julgamento do mundo todo é confiável” [Securus judiciat orbis terrarum]” (Agostinho contra a epístola de parmeniano3.4.24). A catolicidade era uma marca tanto da verdadeira igreja quanto da verdadeira doutrina, pois estas eram inseparáveis. “As igrejas, embora sejam muitas, compõem uma igreja católica difundida por todo o mundo” conforme disse Gregório I (Gregório Magnum discursos morais sobre Jó 17.29.43). ou, em uma explicação mais completa, “porque os estados derivam seu nome das pessoas que vivem juntas neles, é adequado que as igrejas da verdadeira fé sejam denominados de estado, que – embora localizadas em várias partes do mundo – compõem uma única Igreja Católica na qual todos que acreditam corretamente em Deus vivem juntos em harmonia” Gregório Magnum discursos morais sobre Jó 16.55.68). para identificar a doutrina Ortodoxa é necessário identificar seu Locus, que era a Igreja Católica, nem oriental nem ocidental, nem grega nem Latina, mais universal em todo o mundo civilizado (oikoymenê). Essa igreja era a depositária da Verdade, a distribuidora da Graça, a fiadora da salvação, a matriz da adoração aceitável. Só nela Deus aceita sacrifícios, só nela havia intercessão confiante por aqueles que estavam em erro, só nela as boas obras frutificam, só nela o poderoso elo de amor une os homens e “só a partir da igreja católica a verdade resplandece” (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 35.8.13). Os hereges, de forma característica, enganavam-se em um extremo ou no outro, negando uma pessoa ou as três, rejeitando o casamento ou denegrindo a virgindade. Mas a igreja, Em contrapartida, continua com ordenada compostura no meio das disputas de ambos os lados. Ela sabe como aceitar o bem maior de maneira a simultaneamente venerar o mais baixo, porque ela não põe o mais alto no mesmo plano do mais baixo nem, por outro lado, despreza o mais baixo quando o venera o mais alto (Gregório Magno discursos morais sobre Jó 19.18.27). Embora a igreja estivesse “oprimida pelas tribulações dos hereges, e dos homens carnais” seus discípulos fiéis prestavam atenção à orientação dela como aqueles que eram chamados “para não a julgar, mas a obedecer” (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó). Pelo fato de a Igreja Universal, ela, ao contrário dos hereges, não ensinava uma coisa em público e outra em particular; mas a igreja confessava e ensinava o que cria e vivia de acordo com sua confissão (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 8.5.7). Portanto, “a santa igreja não esconde nada da Verdade” (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 18.11.18). Contudo, na apresentação da Verdade aqueles que estavam em erro, a igreja, “instruída pelo ensinamento de humildade, não ordena como se o fizesse pela autoridade, mas persuade por meio da Razão” (Gregório Magno discursos morais sobre Jó 8.2.3). O que isso aparentemente significava não era que faltava autoridade à igreja, mas que ela – como Cristo “que sabia todas as coisas, mas, em sua maneira de falar, tomou Nossa ignorância sobre si mesmo” (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 1.23.1) – renunciou a invocar sua autoridade em vez disso confiou em seu poder de persuasão. #históriadaigrejaprimitiva

  • O TOMO DE LEÃO Leão, bispo de Roma (440-461),Ep, XXVII, (a Flaviano), 13 de junho de 449

    [‘Pedro falou por boca de Leão. Esta é a doutrina de Cirilo. Anátema a quem pensar de outro modo!’ (os bispos em Calcedônia).] ” Esta Frase faz parte da liturgia bizantina e é anunciada no dia da comemoração de São Leão magno nas igrejas cismáticas”. I. [O desvario de Eutiques e sua incompreensão das escrituras.] II. Eutiques ignorando o que devia saber acerca da encarnação do verbo, não teve vontade de buscar a luz da inteligência no estudo diligente das escrituras. Devia ter admitido ao menos, com respeitosa solicitude, a fé comum e universal dos fiéis de todo o mundo que confessam crer. EM DEUS PAI TODO PODEROSOE EM JESUS CRISTO SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR, QUE NASCEU DO ESPÍRITO SANTO E DA VIRGEM MARIA. Estes três artigos derrotam as pretensões de qualquer herege. Cremos que Deus é pai onipotente, ao mesmo tempo pai e onipotente. Segue-se que vemos o filho co-eterno ao pai, em nada diferente do pai, porque nasceu Deus de Deus. Onipotente de Onipotente, co-eterno de co-eterno, não lhe sendo posterior no tempo, nem inferior no poder, bem diferente na glória, nem separado dEle na essência. Este mesmo unigênito, filho eterno do pai eterno, nasceu do espírito santo e da virgem Maria. Seu nascimento no tempo, entretanto, nada tirou e nada acrescentou a seu nascimento eterno divino, mas se entregou inteiramente para a restauração do homem desviado, a fim de poder vencer a morte e por própria virtude aniquilar o diabo, detentor do poder da morte. Nós nunca Poderíamos derrotar o autor da morte e do pecado, se o filho não tivesse tomado nossa natureza, fazendo-a sua, o verbo que nem a morte nem pecado podem deter, visto que foi concebido pelo espírito santo no ventre da virgem Maria, cuja virgindade permaneceu intacta tanto em seu nascimento como em sua concepção…. Este nascimento, unicamente maravilhoso e maravilhosamente único, não deve ser entendido como se impedisse as propriedades distintas da espécie [isto é, da humanidade] através de novo modo da criação. Pois é verdade que o espírito santo deu fertilidade à virgem, embora a realidade do seu corpo fosse recebida do corpo dela…. III. Assim, intactas e reunidas em uma pessoa as propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se a natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado morrer e, por outro, não morrer. O verdadeiro Deus nasceu, pois, em natureza cabal e perfeita de homem verdadeiro, completo nas suas propriedades e completo nas nossas [Titus in suis totus in nostris]. Por “nossas”, entende-se aquelas que o criador no princípio formou em nós e que assumiu a fim de restaurar; pois as propriedades que para dentro de nós trouxe o sedutor ou que, seduzidos, adquirimos por própria conta, não existiram absolutamente no Salvador. O fato de entrar em comunhão com nossas fraquezas não o fez participar das nossas culpas; tomou a forma de servo e não a mácula do pecado, enobrecendo as qualidades humanas sem diminuir as Divinas. Assim, “esvaziando-se a si mesmo”, o invisível se tornou visível, o criador e Senhor de todas as coisas se fez mortal, não por alguma deficiência de poder mas por condescendência de piedade. Quem, sem perder a forma Divina, pôde criar o homem, também pôde fazer-se homem em forma de servo. Cada natureza guarda suas próprias características sem qualquer diminuição de tal maneira que a forma de servo não reduz a forma de Deus. O diabo alardeava que, seduzido pela sua astúcia, o homem estava privado dos dons Divinos, despojado do Dom da imortalidade, implacavelmente condenado a morte, tendo encontrado, neste companheiro de pecado, certa Consolação de sua morte. Jactava-se também de que, por causa da justiça que exigia. Deus teve que mudar seu plano com respeito ao homem, criado com tanta distinção, pois precisou de nova dispensação para levar a cabo seus ocultos desígnios; de que o Deus imutável, cuja vontade não pode ser privada de sua própria misericórdia, só pôde realizar o plano original de seu amor por nós mediante outro plano mais misterioso, para que este homem, conduzido ao pecado pela fraude maliciosa de Satã, não perecesse contrariando os propósitos de Deus. IV. Neste mundo fraco entrou o filho de Deus. Desceu de seu trono celestial, sem deixar a glória do pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, ele que é incompreensível¹, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo, revestiu-se da forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não se recusou às leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O senhor tomou da mãe a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo do Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois ele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Correspondem-se numa unidade mútua [sunt invincem] a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio ao verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro submete-se às injurias. Assim como o verbo não deixa de morar na glória do pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O pai é maior do que eu” ou “Eu e o pai somos um”.² Pois, ainda que em Cristo nosso senhor haja só uma pessoa Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória … ¹ não circunscrito especialmente ² jo 10.30; 14.28 – contrastando com o quarto anátema de CIRILO. #russia #macedonia #georgia #belarus #Portugal #Timorleste #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial #SãotoméePrincipe #Cristologia #históriadaigrejaprimitiva

  • A controvérsia monotelita – o terceiro Concílio (in Trullo) de Constantinopla (681) Mandei, XI

    Esclarecendo a doutrina dos hereges que não crêem em Jesus Cristo como Deus encarnado. [Calcedônia provocará o cisma monofisita do oriente e a tendência monofisita do segundo Concílio de Constantinopla não revogar a definição calcedoniana> entrementes, a ameaça que os persas e os árabes representavam para o império do oriente tornara o cisma em período político, Ciro, Patriarca de Alexandria, encorajado pelo Imperador heráclio, sugeriu ao Papa Honório que os cismáticos poderiam ser reconciliados por uma fórmula (proposta por Sérgio de Constantinopla) que admitiu as duas naturezas mais uma “operação ou Vontade Divino-humana” (enérgei è thélêma). Honório, que parece ter considerado a terminologia como coisa indiferente, sobre a base de que a Impecável vontade humana de Cristo não podia estar em conflito com sua vontade divina e que as duas vontades, agindo em uníssono, não podem se distinguir tem uma só vontade, concordou com essa fórmula “monotelista”, a qual foi publicada por Heráclito na echteselis, em 638, mas os sucessores de Honório viram aí uma ponta de Lança monofisita e, em 649, Martinho condenou a Echtesis. seguiu-se um cisma que durou até 681, quando a conquista árabe do Egito e da Síria terminou com toda a motivação para se buscar uma reconciliação com os monofísitas às custas do ocidente, o Imperador depôs o Patriarca, pediu orientação ao Papa Ágato e um concílio – contado como sendo o sexto ecumênico – se reuniu no Trullus ( recinto abobadado) do Palácio. os monoteístas – inclusive Honório – foram condenados e o cisma terminou. Depois da repetição da doutrina de Calcedónia sobre a pessoa de Cristo, a definição de expressa assim:] Pregamos também duas vontades naturais nele, bem como duas operações naturais (enérgeia), sem divisão, sem mudança, sem separação, sem partilha, sem confusão. E isto pregamos de acordo com a doutrina dos Santos padres duas vontades naturais, não contrárias (que Deus afaste), como afirmam os ímpios hereges, mais sua vontade humana seguindo a Vontade Divina e onipotente, não lhe Resistindo, nem se lhe opondo, mas antes sujeita a ela. Pois a vontade da Carne tinha de ser dirigida e estar sujeita à vontade Divina, segundo o sapientíssimo Atanásio. Porque assim como se diz que sua carne deve ser e é a carne de Deus verbo, assim se diz que a vontade natural da Carne pertence a Deus verbo, Como de fato pertence; ele mesmo diz desci do céu não para fazer minha própria vontade mas a vontade do pai que me enviou (João 6. 38), designado como “própria” a vontade da carne, visto que a carne se tornou sua própria carne. Portanto, assim como sua santíssima Imaculada carne, vivificada pela alma, não foi destruída ao ser deificada, Mas continuou no seu próprio estado e esfera, assim também sua vontade humana não foi destruída ao ser deificada, mas antes foi preservada, Como diz Gregório, o teólogo: “pois o querer que entendemos ser um ato da vontade do salvador não é contrário a Deus, mas inteiramente deificado. #russia #macedonia #georgia #belarus #Portugal #Timorleste #Macau #Goa #Angola #Moçambique #Caboverde #GuinéBissau #GuinéEquatorial #SãotoméePrincipe #históriadaigrejaprimitiva #Igreja

  • OS “TRÊS CAPÍTULOS” – OS CÂNONES DO SEGUNDO CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA (553) Mande

    [As obras de três teólogos, nestorianos ou seminestorianos Teodoro de mopsuéstia ver parte 1 seção v, II Teodoreto de Ciro e Ibas de Edessa, tinham sido resumidas como os “três capítulos” e aprovados em calcedônia. Mas os monofisistas pressionaram o Imperador Justiniano através de sua mulher Teodora, conseguindo que ele condenasse os “três capítulos” por um pedido em 543. O Papa Virgílio foi persuadido, ou intimado, a confirmar essa condenação, mas a opinião surgida no ocidente o levou a solicitar a convocação de um Concílio ecumênico, que se reunir Constantinopla e condenou os “três capítulos” assim “Oriente fui reconciliado as custas do acidente” (M. Deanesley, History of the medieval church, p, 11.) Se alguém não reconhece a única natureza ou substância (oysia) do Pai, Filho e Espírito Santo, sua única virtude e poder, uma Trindade consubstancial, uma só divindade adorada em três pessoas (hypostáseis) ou caráteres (prósôpa), seja anátema. Porque existe um só Deus e pai, do qual procedem todas as coisas, e um só senhor Jesus Cristo, do qual são todas as coisas, e um só Espírito santo, no qual estão todas as coisas. Se alguém não confessa que há duas concepções do verbo de Deus, uma antes dos tempos, do pai, intemporal e incorporal, e a outra nos últimos dias, concepção da mesma pessoa, que desceu do céu e foi feito carne por obra do Espírito Santo e da gloriosa genitora de Deus e sempre Virgem Maria, e que dela nasceu, seja anátema. Se alguém disser que existiu um Deus -verbo, que fez os milagres, e um outro Cristo, que sofreu, ou que Deus, o verbo, estava com Cristo Quando nasceu de uma mulher,ou que estava nele como uma pessoa em outra, e que ele não era um só e o mesmo senhor Jesus Cristo encarnado e feito homem, e que os milagres e os Sofrimentos que ele suportou voluntariamente na carne não pertence à mesma pessoa, seja anátema. Se alguém disser que a união de Deus, o verbo, com o homem foi feita quando à graça, ou à ação, ou à igualdade de honra e autoridade, ou que era relativa ou temporária ou dinâmica, ou que era conforme o Beneplácito (do verbo), sendo que o Deus verbo se comprazia com homem…. Se alguém conceber a única personalidade (hypóstasis) de Nosso Senhor Jesus Cristo de tal modo que permita ver nela diversas personalidades, tentando introduzir por este meio duas personalidades ou dois caracteres do mistério de Cristo, dizendo que dessas duas personalidades introduzidas por ele provém uma única personalidade quanto à dignidade, à honra e à adoração como Teodoro e Nestório escreveram em sua loucura, caluniando Santo Concílio de calcedônia ao alegar que a expressão “uma personalidade” foi por ele usada com essa ímpia intenção; e se não confessar que o verbo de Deus foi unido à carne quanto à personalidade (Kath’ hypóstasin)… Se alguém aplicar à gloriosa e sempre Virgem Maria o título de “genitora de Deus” (theotokos) no sentido irreal e não verdadeiro, como se um simples homem tivesse nascido dela e não o Deus verbo feito carne e dela nascido, enquanto o Nascimento só deve ser “relacionado” com Deus o verbo, como dizem, porquanto ele estava com um homem e foi nascido… Se alguém confessar que aquele que foi crucificado na carne, nosso senhor Jesus Cristo, é o verdadeiro Deus e senhor da glória, parte da Santa Trindade seja, anátema. #históriadaigrejaprimitiva

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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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