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02 de abril de 2006 Gonzalo Aranda

Os dois primeiros capítulos dos evangelhos de São Mateus e de São Lucas afirmam claramente que Maria concebeu Jesus sem intervenção de varão: ?o que nela foi concebido vem do Espírito Santo?, disse o anjo a São José (Mt 1, 20); e a Maria, que pergunta ?Como se fará isso, pois não conheço homem??, o anjo lhe responde: ?O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra…? (Lc 1, 34-35). Por outro lado, o fato de Jesus na Cruz entregar sua Mãe aos cuidados de São João supõe que a Virgem não tinha outros filhos. Que os evangelhos mencionem em certos trechos os ?irmãos de Jesus? pode explicar-se pelo uso do termo ?irmãos? em hebraico com o sentido de parentes próximos (Gen 13, 8; etc). Outra hipótese seria supor que São José tivesse filhos de um matrimônio anterior (ver a pergunta: Casou São José uma segunda vez?). Também podemos considerar que o termo ?irmãos? foi usado no sentido de membro do grupo de crentes, tal como é comum no Novo Testamento (cf. At 1, 15). A igreja sempre acreditou na virgindade de Maria, e a chama de ?sempre virgem? (Lumen Gentium 52), antes, durante e depois do parto, como expressa uma fórmula tradicional.

A concepção virginal de Jesus deve ser entendida como obra do poder de Deus ?porque a Deus nenhuma coisa é impossível? (Lc 1, 37). Foge a toda compreensão e poder humanos. Não tem relação alguma com as representações mitológicas pagãs em que um deus se une a uma mulher realizando o papel do homem. A concepção virginal de Jesus é uma obra divina no seio de Maria similar à criação. Isso é impossível de aceitar para o não crente, como era para os judeus e pagãos, entre os quais se inventou histórias grosseiras acerca da concepção de Jesus, como a que a atribui a um soldado romano chamado Pantheras. Na verdade, esse personagem é uma ficção literária, sobre o qual se inventou uma lenda para zombar dos cristãos. Partindo do ponto de vista da ciência histórica e filológica, o nome Pantheras (ou Pandera) é uma corruptela que parodia a palavra parthénos (em grego: virgem). As pessoas, que utilizavam o grego como língua de comunicação em grande parte do império romano do oriente, ouviam os cristãos falarem de Jesus como o Filho da Virgem (huiós parthénou), e quando queriam zombar deles, chamavam-no de ?filho de Pantheras?. Tais histórias, definitivamente, só testemunham que a Igreja sustentava a virgindade de Maria, ainda que parecesse impossível.

O fato de Jesus ter sido concebido virginalmente é um sinal de que Ele é verdadeiramente Filho de Deus por natureza ? daí que não tenha um pai humano ? e, ao mesmo tempo, verdadeiro homem nascido de mulher (Gal 4, 4). Nas passagens evangélicas, mostra-se a absoluta iniciativa de Deus na história humana, para o advento da salvação, e também que esta se insere na própria história, como mostram as genealogias de Jesus.

Pode-se compreender melhor a Jesus, concebido pelo Espírito Santo e sem intervenção de homem, como o novo Adão que inaugura uma nova criação. A ela pertence o homem novo redimido por Cristo (1 Cor 15, 47; Jô 3, 34).

A virgindade de Maria, além do mais, é sinal de sua fé sem vacilações e de sua entrega plena à vontade de Deus. Inclusive, diz-se que, por essa fé, Maria concebe a Cristo antes em sua mente que em seu ventre, e que ?é mais bem-aventurada ao receber Cristo pela fé, que ao conceber em seu seio a carne de Cristo? (Santo Agostinho). Sendo virgem e mãe, Maria é também figura da Igreja e sua mais perfeita realização.

BIBLIOGRAFIA

Catecismo de la Iglesia Católica, nn. 484-511 VARO, Francisco. Rabí Jesús de Nazaret (B.A.C., Madrid, 2005) pp. 212-219.

 
 
 

02 de abril de 2006 Juan Chapa

Provavelmente, os primeiros cristãos não comemoravam aniversários (cf. Orígenes, PG XII, 495). Comemoravam o die natalis, dia da entrada na pátria definitiva (cf. Martírio de Policarpo 18,3), como participação na salvação realizada por Jesus ao vencer a morte com sua paixão gloriosa. Recordavam com precisão o dia da glorificação de Jesus, o 14/15 de Nisan, mas não a data de seu nascimento, sobre o qual nada nos dizem os relatos evangélicos. Até o século III, não temos informações sobre a data do nascimento de Jesus. Os primeiros testemunhos de Padres e escritores eclesiásticos assinalam diferentes datas. O primeiro testemunho indireto de que a natividade de Cristo foi em 25 de dezembro partiu de Julio Africano no ano 221. A primeira referência direta de sua celebração aparece no calendário litúrgico filocaliano do ano 354 (MGH, IX, I, 13-196): VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeæ (?no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judéia?). A partir do século IV, os testemunhos deste dia como data do nascimento de Cristo tornam-se comuns na tradição ocidental. Na oriental, prevalece a data de 6 de janeiro.

Uma explicação bastante difundida é a de que os cristãos optaram pelo dia porque, a partir do ano 274, em 25 de dezembro celebra-se em Roma o die natalis Solis invicti, o dia do nascimento do Sol invicto, a vitória da luz sobre a noite mais longa do ano. A liturgia de Natal e os Padres da época estabeleciam um paralelismo entre o nascimento de Jesus Cristo e expressões bíblicas como ?sol de justiça? (Ml 4, 2) e ?luz do mundo? (Jo 1, 4ss.) No entanto, não há provas de que isto foi assim e parece difícil imaginar que os cristãos quisessem adaptar festas pagãs ao calendário litúrgico, especialmente quando acabavam de experimentar a perseguição. É possível, todavia, que com o transcorrer do tempo, a festa cristã absorvesse a festa pagã.

Outra explicação mais plausível faz a data do nascimento de Jesus depender da data de sua encarnação, que, por sua vez, está relacionada com a data de sua morte. Em um tratado anônimo sobre solstícios e equinócios, afirma-se que ?Nosso Senhor foi concebido no dia 8 das calendas de abril no mês de março (corresponde ao nosso 25 de março), que é o dia da paixão do Senhor e de sua concepção, pois foi concebido no mesmo dia que morreu? (B. Botte, Lês Orígenes de la Noel et de l?Epiphanie, Louvain 1932, 1. 230-33). Na tradição oriental, apoiando-se em outro calendário, a paixão e a encarnação do Senhor celebram-se em 6 de abril, data que condiz com a celebração de Natal em 6 de janeiro. A relação entre paixão e encarnação está em consonância com a mentalidade antiga e medieval, que admirava a perfeição do universo como um todo, em que as grandes intervenções de Deus estavam vinculadas entre si. Trata-se de uma concepção que também encontra raízes no judaísmo, em que a criação e a salvação se relacionam com o mês de Nisan. A arte cristã refletiu esta mesma idéia ao longo da história ao pintar na Anunciação da Virgem o menino Jesus descendo do céu com uma cruz. Assim, é possível que os cristãos vinculassem a redenção realizada por Cristo com sua concepção, e esta determinou a data de nascimento. ?O mais decisivo foi a relação existente entre a criação e a cruz, entre a criação e a concepção de Cristo? (J. Ratzinger, El espíritu de la liturgia, 131).

BIBLIOGRAFIA

RATZINGER, Josef El espíritu de la liturgia. Una introducción (Cristiandad, Madrid, 2001). TOLLEY, Thomas J. The origins of the liturgical year, 2nd ed., Liturgical Press, Collegeville, MN, 1991 (tradução italiana: Le origini dell?anno liturgico, Queriniana, Brescia, 1991).

 
 
 

Entrevista ao professor Manfred Hauke, presidente da Sociedade Mariológica Alemã

LUGANO, terça, 30 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Igreja é tão misógina como sustenta Dan Brown na novela «O Código da Vinci»?

A esta pergunta responde nesta entrevista concedida a Zenit Manfred Hauke, sacerdote, professor de Teologia Dogmática da Faculdade de Teologia de Lugano e presidente da Sociedade Mariológica Alemã.


–É verdade que a Igreja demonizou o pentáculo, símbolo de Vênus?

–Manfred Hauke: Este é um típico exemplo da falta de credibilidade histórica da novela, apesar de que o autor sustente: «Todas as descrições de obras de arte e arquitetônicas, de documentos e rituais secretos contidas nesta novela correspondem à verdade». Basta consultar os dicionários adequados para verificar que já os dados básicos não casam em nada com o que ele sustenta sobre o pentáculo [estrela de cinco pontas inscrita em um círculo].

Não parece que se conheça com exatidão o original do sinal, ainda que há testemunho histórico desde 2000 a.C., no Egito. Não parece evidente uma conexão astronômica com o planeta Vênus. Os pitagóricos usavam o pentáculo como sinal salvífico, que relacionavam com a própria «saúde». Partindo desta tradição, o pentáculo se converte, desde o século XVI, em um símbolo dos médicos e é relacionado por Cornélio a Lapide com as cinco feridas de Cristo.

No exército bizantino (portanto já na Igreja do primeiro milênio), os combatentes de vanguarda levavam pequenos escudos com o «pentalpha» (um pentáculo tricolor), como sinal de «salvação». Se a Igreja antiga «dos primeiros séculos» tivesse feito do pentáculo um símbolo demoníaco, tal uso não teria sido possível. Por outro lado, o pentáculo aparece nada menos que como sinal mágico e apotropaico (capaz de afastar os espíritos malignos) na gnose antiga e na cabala judaica da Idade Média. A este contexto se remonta sua relação com o ocultismo moderno.

Portanto, não tem nenhum sério fundamento a idéia sustentada por Brown de que a Igreja teria alterado, com calculada malícia, o símbolo da deusa Vênus no sinal do diabo. O autor reivindica expressamente para si a fantasia, mas, em uma novela que pretende ser histórica, esta não é uma justificação a priori para qualquer extravagância, mas concerne só à criatividade da trama dos fatos, os quais devem ser ao contrário narrados com a mais rigorosa compatibilidade e coerência com o real marco histórico-cultural.

–Mais séria parece contudo a acusação contra a Igreja por causa da caça das bruxas.

–Manfred Hauke: Com efeito, este é o único ponto que goza de algum fundamento histórico. Recordando o «Malleus maleficarum», Langdon sustenta: «Em trezentos anos de caça de bruxas, a Igreja queimou na fogueira o surpreendente número de cinco milhões de mulheres». A culpa da caça às bruxas vem portanto inteiramente atribuída à Igreja (católica), que teria buscado assim destruir «mulheres que pensam livremente».

Nestas afirmações, há um pouco de verdade, mas condimentada com exageros enormes e incorreções de fundo. Para aproximar-se de maneira adequada ao fenômeno, há que partir da realidade obscura da magia que pretende obter efeitos sobre humanos mediante o recurso a poderes ocultos, ligados à intervenção de demônios.

Esta prática, lamentavelmente de novo bastante difundida na atualidade, é objeto de uma explícita e severa condenação já no Antigo Testamento, onde se prevê a pena capital para a bruxaria (a lei mosaica contempla penas gravíssimas também para muitos outros delitos: Cf. Êxodo 22, 17). Este castigo é um daqueles previstos pelo Código de Hamurabi, para 2000 A.C., na antiga Babilônia. Quem segue as pesquisas recentes sobre o fenômeno e conhece as experiências dos exorcistas não pode negar que a bruxaria existe hoje com todos seus efeitos nefastos, que podem ser combatidos eficazmente pelos meios espirituais da Igreja.

Naturalmente há que ter cuidado de não confundir intervenções reais do maligno com a superstição e a credulidade das pessoas, que vêem o rabo do diabo onde na verdade não existe. A deplorada «caça às bruxas» não foi causada simplesmente pela crença na bruxaria, mas por uma histeria coletiva desencadeada ao início da era moderna, e pelos métodos absolutamente inaceitáveis empregados para detectar bruxas e bruxos. A tortura com efeito levava a «confissões» de delitos inventados, sugeridos pelos acusadores. A responsabilidade direta de ter mandado à fogueira supostos maléficos é da autoridade pública. A histeria coletiva (que culmina nos anos 1550-1650), estendia-se sobretudo pelos países germânicos e eslavos e muito menos no âmbito mediterrâneo.

Recentes pesquisas permitiram revisar os números relativos às pessoas julgadas como bruxas: segundo o estudioso Gustav Henningsen, no transcurso de quatro séculos (quando se praticava a perseguição ativa da bruxaria) foram mortas 50.000 pessoas (e não cinco milhões como sustenta Brown), dos quais cerca de 20% eram homens. O número foi inferior em geral nos países católicos, não minados pela reforma protestante. Na Espanha, Itália e Portugal, de meados do século XVI ao final do século XVIII, houve 12.000 processos contra supostas bruxas e bruxos; só 36 pessoas, nestes milhares de processos, foram submetidas à pena capital. Em Roma, morreram menos de cem pessoas pelo delito de bruxaria. O primeiro caso que conhecemos foi em 1426 e o último em 1572. A imensa maioria dos processos da Inquisição Romana encerrou por falta de provas. Durante os processos contra as bruxas se cometeram erros tremendos, mas isto não justifica, no plano histórico, a difusão de uma lenda negra, à maneira de Brown, que vê como única responsável a «Igreja».

–Dan Brown acusa também a Igreja de ter provocado a passagem do «matriarcado» ao «patriarcado». Há algo de verdade nisto?

–Manfred Hauke: Segundo a revelação bíblica, a relação original harmoniosa existente entre o homem e a mulher foi destruída pelo pecado original. A confiança recíproca corre o risco então de ceder a um antagonismo dentro do casal, que vai com freqüência em detrimento da mulher (Cf. Gênesis 3, 16). A opressão da mulher, feito seguramente vituperável, não há que confundi-la com a especial responsabilidade que corresponde ao marido, o qual, segundo o apóstolo Paulo, é «cabeça» da família (cf 1 Coríntios 11, 3; Efésios 5, 21-33). Esta tarefa, na explicação que dá dela o apóstolo, deriva da criação e deve conceber-se a partir do amor de Cristo, que se sacrificou por sua Igreja. O indicado nas fontes bíblicas encontra correspondência no dado incontrovertível de que as mais diversas funções de guia, em toda a história humana, foram confiadas com mais freqüência a homens que a mulheres. Isto vale inclusive para os países marxistas que tentavam anular a diferença social entre homem e mulher. Um matriarcado, entendido no sentido de uma guia de toda a sociedade como prerrogativa das mulheres, não existiu nunca de fato. É portanto incorreto falar de uma passagem do «matriarcado» ao «patriarcado» e imputá-la ao cristianismo, como sustenta Brown.

–Em que sentido Dan Brown segue as correntes feministas?

–Manfred Hauke: No feminismo radical, encontramos correntes diversas, com freqüência contrapostas. Há um enfoque que minimiza a diferença entre homem e mulher, propugnando um ideal andrógino: é o feminismo igualitário. A outra tendência exaspera a distinção entre os sexos, declarando contudo superior a mulher. No âmbito religioso, este feminismo «ginocêntrico» se manifesta na veneração a uma «deusa», colocando na origem da história humana um matriarcado. Ambos feminismos não concordam com uma sã antropologia: o feminismo igualitário não respeita a diferença entre homem e mulher, ainda reivindicando sua igual dignidade, enquanto que o feminismo «ginocêntrico» nega justo o igual valor dos sexos, ainda exaltando sua diferença. O aspecto que resulta deficitário em ambos enfoques é a concomitância entre igual dignidade e complementaridade, típica da antropologia cristã.

–Mas não pensa que também na Igreja houve injustas discriminações das mulheres?

–Manfred Hauke: A relação entre homem e mulher se funda na criação, que é coisa boa, mas está continuamente ameaçada pelas conseqüências do pecado. Por esta razão, também na Igreja houve (e às vezes há ainda) injustas discriminações com respeito às mulheres. Falou disso João Paulo II, em sua «Carta às Mulheres»: «Infelizmente somos herdeiros de uma história de enormes condicionamentos que, em todos os tempos e em cada lugar, fizeram difícil o caminho da mulher, desprezada em sua dignidade, esquecida em suas prerrogativas, marginalizada freqüentemente e inclusive reduzida à escravidão. Isto lhe impediu ser profundamente ela mesma e empobreceu a humanidade inteira de autênticas riquezas espirituais. Não seria certamente fácil assinalar responsabilidades precisas, considerando a força das sedimentações culturais que, ao longo dos séculos, plasmaram mentalidades e instituições. Mas se nisto não faltaram, especialmente em determinados contextos históricos, responsabilidades objetivas inclusive em não poucos filhos da Igreja, sinto sinceramente. Que este sentimento se converta para toda a Igreja em um compromisso de renovada fidelidade à inspiração evangélica, que precisamente sobre o tema da libertação da mulher de toda forma de abuso e de domínio tem uma mensagem de perene atualidade, que brota da própria atitude de abertura, de respeito, de acolhida e de ternura. Deste modo honrava na mulher a dignidade que tem desde sempre, no projeto e no amor de Deus» (Carta às Mulheres, no 3).

–Não tem contudo a impressão de que a imagem bíblica de Deus fica representava preferencialmente com símbolos «masculinos»?

–Manfred Hauke: Diria que sim, ainda que se encontram também marcas «femininas» quando, por exemplo, a ação de Deus se compara à ternura de uma mãe (Cf… Isaías 49, 15): «Pode a mãe esquecer-se de seu filho, até o ponto de não se comover pelo filho de suas entranhas? Ainda que estas mulheres se esquecessem, eu jamais te esquecerei». O acento «masculino» dado à imagem de Deus se funda, para o cristianismo, na revelação de Jesus que fala de nosso «Pai nos céus» (e não de «nossa Mãe na terra»). O Filho de Deus se encarnou no sexo masculino, um fato destinado a permanecer também na corporeidade transfigurada. O Espírito Santo ao contrário leva em si algumas marcas que, desde o ponto de vista simbólico, poderiam ser aproximadas a aspectos femininos, ainda que estes não possam ser exagerados em uma representação «feminina», desviada, do Espírito Santo.

 
 
 
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