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- TRANSUBSTANCIAÇÃO E PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA
PARTE I “ISTO É O MEU CORPO (…) ISTO É O MEU SANGUE” (MATEUS 26, 26-28) ” O modo de presença de Cristo sobe as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com ela seja como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual Tendem em todos os sacramentos. No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o corpo e o sangue juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte o Cristo todo. Esta presença chama-se real não por exclusão, como se as outras não fossem reais, Mas Sou autonomásia, por que é substancial e por que por ela Cristo, Deus e homem se torna presente completo”(CIC). DIDAQUÊ “No que concerne à eucaristia celebrai-a do seguinte modo (…) ninguém coma ou beba de vossa Eucaristia se não estiver batizado em nome do senhor, pois a respeito dela disse o senhor: “não deis coisas santas aos cães” (9,1.5). INÁCIO DE ANTIOQUIA “Eles se afastam da Eucaristia e da oração porque não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que na sua bondade, “o pai ressuscitou” (carta aos esmirnenses 4,1). “Eles (os hereges) se afastam da Eucaristia e da oração por que não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que, na sua bondade, o pai ressuscitou (carta aos esmirnenses 7,1). “Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato, há uma só carne de Nosso Senhor Jesus Cristo e um só Cálice na unidade do seu sangue, um único Altar, assim como um só Bispo Com o presbítero e os diáconos, meus companheiros de serviço. desse modo, o quê fizerdes, fazei-o segundo Deus” (carta aos piladelfos 4). “Não sinto prazer pela comida corruptível, nem me atrai os prazeres desta vida. Desejo o pão de Deus, que é a carne de Jesus Cristo, da linhagem de Davi, e por bebida desejo sangue dEle, que é o amor incorruptível” (carta aos romanos 7,3,). JUSTINO MÁRTIR ” Este alimento se chama entre nós ‘Eucaristia’ da qual ninguém pode participar a não ser que creia serem verdadeiros os nossos ensinamentos e se lavou no banho do batismo que traz a remissão dos pecados e a Regeneração, e vive conforme o que Cristo nos ensinou. de fato, não tomamos estas coisas como pão comum ou bebida ordinária,mas da maneira como Jesus Cristo, nosso salvador, feito carne por força do verbo de Deus, Teve carne e sangue para nossa salvação, assim nos ensinou que, por virtude da oração ao verbo que procede de Deus, alimente sobre o qual foi dita Ação de Graças -alimento com qual, por transformação, se nutrem nosso sangue e nossa carne – é a carne e o sangue Daquele mesmo Jesus encarnado. foi isso que os apóstolos nas memórias por eles escritas que se chamam Evangelhos, nos transmite que asim foi ordenado a eles, quando Jesus, tomando o pão e dando graças disse: fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo; e, igualmente, tomando o cálice e dando graças, disse: Isto é o meu sangue ( 1Apologia 66, 1-3). “Este alimento chama-se entre nós Eucaristia. ninguém pode participar dele, a não ser aquele que crê que nossa doutrina é verdadeira e que foi purificado pelo batismo para o perdão dos pecados e para a Regeneração, e que vive como Cristo ensinou. Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus Cristo, nosso salvador, se fez carne pela palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou; depois de transformado, Nutre nossa carne e nosso sangue (…) Os apóstolos, em suas memórias que chamamos ‘Evangelhos’, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera: tendo ele tomado o pão e das Graças, disse: ‘fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo (Lucas 22,19; Marcos 14,22); e tomando igualmente O Cálice, deu graças e disse: Isto é o meu sangue (Marcos 14,24) e os deu Somente a Eles . Desde então, nunca mais deixamos de Recordar estas coisas entre nós” (diálogo com o judeu trifão 66). Bibliografia: A FÉ CRISTÃ PRIMITIVA, Carlos Martins Nabeto #Eucaristia
- O SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A INQUISIÇÃO CONVOCADO POR JOÃO PAULO II
O SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A INQUISIÇÃO CONVOCADO POR JOÃO PAULO II Não podemos pedir perdão por Pecados inventados. O protestantismo criou uma nova historiografia da igreja com o objetivo de demonstrar que esta não apenas está manchada pelo pecado, mas está totalmente corrompida e destruída. -comissão teológica internacional, Cardeal Joseph ratzinger, 7 de março de 2000 Perante a opinião pública a imagem da Inquisição representa de alguma forma o símbolo deste antitestemunho e escândalo. Em que medida está imagem é fiel à realidade? antes de pedir perdão é necessário conhecer exatamente os fatos e reconhecer as carências ante as exigências evangélicas, nos casos em que assim seja. Este é o motivo pelo qual o comitê pediu a consulta a historiadores cuja competência científica é universalmente reconhecida. – João Paulo II, (carta de João Paulo II ao Cardeal Etchegaray sobre a inquisição [pela publicação das “atas do Simpósio Internacional” celebrado em Roma em 1998] zenit, 15 de junho de 2004, edição digital, http:// www.zenit.org/article-12713?1=spanish. É justo, por outro lado, que a igreja contribua para modificar imagens de si falsas e inaceitáveis, especialmente nos campos em que,por ignorância ou má fé, alguns setores da opinião pública se comprazem em identificá-la com o obscurantismo e com a intolerância. – comissão teológica internacional Esta iniciativa demonstra que a igreja não teme submeter o próprio ao juízo dos historiadores. – Cardeal Etchegaray A igreja não tem medo à verdade que emerge da história, e esta disposta a reconhecerem erros onde houverem verificado. – João Paulo II É preciso observar que a abertura dos arquivos da Inquisição não constituía novidade alguma, pois já sabe havia sido ordenada – de acordo com as notícias que temos – em outras duas oportunidades: a primeira na década de 1840, e a segunda por parte de Leão XIII em 1881. Isto demonstra claramente que a igreja jamais temeu a verdade histórica, mas, ao contrário, submeteu-se ao “arquivo” de forma voluntária, a todos os momentos e em todos os lugares. Sempre o fez, com genuína humildade e abertura. Dizia o Papa Montini, Paulo VI, no princípio de seu pontificado: O simpósio convocado por João Paulo II foi organizado pelo Cardeal francês George Cottier (membro da comissão histórico-teológica do comitê para o grande Jubileu do ano 2000), e suas Investigações culminariam em junho de 2004, seis anos após sua abertura, data na qual foram publicados seus resultados e conclusões. Estas seriam compilados em “Atas”, em um livro intitulado A inquisição. Este volume consta de cerca de 800 páginas. A obra em questão recolhe a opinião de dezenas de historiadores e teólogos a respeito do Santo tribunal. Agostino borromeo, professor de história na universidade La Sapienza, de Roma, seria o coordenador deste extenso volume. A seguir alguns comentários de 9 de novembro de 1998, pouco depois da conclusão do simpósio, em uma entrevista concedida pelo Cardeal Cotia agência de notícias Zenit: A história da Inquisição não é a história da igreja. A igreja é santa e dá sempre frutos de santidade. Mas com isto não quer dizer que a igreja esteja composta apenas de homens Santos, e sim que produz frutos de santidade em cada geração, também em nossa época.A Inquisição foi uma instituição eclesiástica e temporal que teve certamente grandes defeitos, com seus consequentes efeitos negativos, mas este não é o caminho da igreja. A igreja, como esposa e corpo de Cristo, tem de gozar de toda a nossa confiança e, quando faz Penitência, como indica João Paulo II e na carta apostólica tertio Millennio Adveniente, “está realizando um ato de lealdade e valentia que nos dá novas forças para enfrentar o presente”. Somente quando se faz um esforço por pensar como raciocinavam as pessoas daquele tempo é que é possível compreender por que tanta gente e de grande fé não experimentou os questionamentos provocados por essa instituição.[…] Vivemos hoje em uma sociedade pluralista na qual a distinção entre poder temporal e espiritual é muito mais clara do que no passado, e isto representa uma grande mudança. A partir desta consideração, é necessário fazer uma reflexão teológica. Mas gostaria de acrescentar que a realidade moderna é paradoxal. Hoje em dia vemos como muitas pessoas criticam as práticas violentas da Inquisição e lutam contra a pena de morte, porém ao mesmo tempo assistimos à liberação do aborto e da eutanásia. Deste modo, constatamos que o progresso da ciência não é linear: pode-se dar Passos adiante em um campo e andar para trás em outro. Se, Além disso, somos testemunhas de como alguns sistemas totalitários, em nome de “razões de estado”, não duvidaram em cometer massacres e torturas e massa, então compreenderemos a complexidade da História. O homem está chamado à Santidade, mas se é pecador, e o pecado faz parte da História. Os santos vivem a vida evangélica, e inclusive aqueles que aceitam a inquisição viveram segundo esse caminho. Um deles foi, por exemplo, São Pedro de Verona, Mártir que é recordado no calendário. Temos de pedir perdão também por alguns pecados cometidos na história. Mas corre-se o risco de pedir perdão por fatos que nunca existiram. O Papa fala dq purificação da memória. Isto quer dizer que devemos purificar nossa imagem do passado dos erros promovidos pela propaganda. A idéia horrorosa da Inquisição difundida pela opinião pública é certamente exagerada. Por este motivo, decidimos escutar os historiadores, para que nos digam o que exatamente foi a inquisição. A petição de perdão deve formular-se com base na informação mais exata possível. Este era o objetivo fundamental do simpósio, e estamos contentes pelos resultados alcançados. A inquisição — conclui cottier — combateu um mal ao real, a heresia, que ameaçava a fé e destruía a unidade da igreja. Lutar contra as ideias perigosas continua sendo uma necessidade em nossa época. SOBRE O RESULTADO DO SIMPÓSIO, REFLETIDO NO LIVRO L’INQUISIZIONE “No grau em que somos responsáveis, junto à meu antecessor, Paulo VI, imploro perdão” escreveu João Paulo II e na Encíclica Ut unum sinto, em Maio de 1995. O trecho entre aspas é o que nos interessa particularmente a este respeito, pois deixa claramente estabelecido que se pede e pedirá perdão unicamente, como é lógico, por aquilo por que somos verdadeiramente responsáveis; para o qual, justamente, organizou-se o simpósio e diversas investigações sobre esta e outras questões para saber o que é verdadeiro e o que há de falso naquilo que dizem os inimigos da igreja. Vejamos a seguir alguns dos resultados mais significativos do congresso organizado em Roma em 1998. Os documentos fornecidos refletem que, de um total de 100.000 processos, mais da metade dos acusados foram absolvidos e perdoados, ficando em liberdade. Muitos deles, entretanto, foram posteriormente condenados por tribunais civis. O resto dos processados, em sua maioria, foi castigado com penas muito leves, e apenas raramente se entregava um herege ao estado para sua execução. Agostino borromeo, por ocasião da apresentação dos resultados das pesquisas do simpósio, comenta que, dos acusados processados entre os anos 1540 e 1700 (período em que foram realizados 44.674 julgamentos), só foram condenados à morte 1,8% dos quais apenas 0,1% foram executados pelo Estado (pois os 1, 7% restantes conseguiram escapar ou tinham paradeiro desconhecido). traduzido em números concretos, Isto significa que de fato morreram 25 pessoas em 160 anos. como são diferentes estas cifras daquelas sugeridas pela mídia Mundial. Na Espanha, um dos países onde a inquisição trabalhou mais intensamente, das cerca de 125.000 pessoas acusadas de bruxaria, somente cerca de 59 foram executadas (compare-se este número com os reinos protestantes, onde os executados apenas por delitos de bruxaria chegam a 150.000). Na Itália, país notadamente mais populoso, o número baixa a 36; ao passo que em Portugal reduz-se a 4. “Se somarmos estes dados — diz borromeo — não chegaremos sequer a uma centena de casos, contra as 50.000 pessoas condenadas à fogueira, em sua maioria por tribunais civis, em um total de cerca de 100.000 processos (civis e eclesiásticos) celebrados em toda a Europa durante a idade moderna”. Proporcionalmente, como bem denuncia o Padre Jordi Rivero, as matanças de Bruxas mais numerosas tiveram lugar na Suíça (foram queimadas quatro mil em uma população aproximada de um milhão de habitantes), polônia-lituânia (10.000 em uma população de 3.400.000), Alemanha (25.000 em uma população de 16 milhões) e Dinamarca -Noruega 1350 em uma população de 970.000). O livro destrói definitivamente e categoricamente, de forma científica, algumas das grandes lendas que pesam sobre a inquisição, como a quantidade de mortes e a frequência do tormento. Assim, os autores sustentam que não é verdade que a maioria dos acusados acabassem na fogueira, nem tão pouco que a maioria das acusações estivessem baseadas em declarações obtidas submetendo os prisioneiros à tortura. Os autores de A inquisição coincidem em assinalar que, ao contrário do que se costuma pensar, a maior parte das condenações consistiam em peregrinações, Orações, ou outras experiências espirituais. Outra grande novidade historiográfica é a tentativa de explicar o fenômeno inquisitorial contextualizando-o em sua época. Assim, esclarecem, antes de emitir um juízo moral, é necessário compreender, por exemplo, que durante toda a Idade Média a tortura e a pena de morte eram práticas habituais. Deve-se ter sempre presente que foi o Papa em pessoa quem encarregou os historiadores da realização do estudo e do livro, colocando a sua disposição a documentação necessária e sem fazer nenhum tipo de pré-requisito. O próprio João Paulo II comunicou aos autores seu “Vivo apreço” pelo novo livro e reafirmou a necessidade de que a investigação histórica contribui para a busca da verdade. Os frutos dessa honestidade são evidentes. Em 2005, ao ser entrevistado pelo Canal History Channel, e interpelado concretamente por sua opinião sobre a inquisição, Sua Santidades Bento XVI respondeu sem hesitar: “A inquisição foi um grande progresso, porque desde então ninguém pode ser condenado sem uma investigação. Deveriam tomar nota disto, muito especialmente os católicos, alguns dos quais estão sempre tão prontos a somar-se aos preconceitos do mundo contra sua igreja. #HistóriadaInquisição
- A TRINDADE
Luz, esplendor e graça na Trindade e da Trindade Ora, a nossa fé é esta: Cremos na Trindade santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Nela não há mistura alguma de elemento estranho; Não se compõe de Criador e criatura; Mas toda ela é potência e força operativa; Uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. Os dons que o Espírito distribui a cada um vêm do Pai, por meio do Verbo. De fato, tudo o que é do Pai é do Filho, por conseguinte, as graças concedidas pelo Filho, no Espírito Santo, são dons do Pai. Igualmente, quando o Espírito está em nós, está em nós o Verbo, de quem recebemos o Espírito; e, como o Verbo, está também o Pai. Onde está a luz, aí também está o esplendor da luz; e onde está o esplendor, aí também está a sua graça eficiente e esplendorosa. (Santo Atanásio – Século IV – Igreja Católica)
- OS JUDEUS SEMPRE FORAM RESPEITADOS PELA IGREJA E OS REIS CATÓLICOS
Está fora de discussão o fato de que nos reinos cristãos, Especialmente na Espanha, o Judeu obediente a sua lei não era molestado. Vivia comodamente na judiarias ou fora delas, habitando as melhores zonas, contando geralmente com empregos de prestígio e bem remunerados. Os judeus praticavam sua religião livremente, destacando-se vários deles nas áreas de cultura e ciências, Especialmente na medicina e na matemática. A proteção e o respeito que lhes foi concedida na península foi notável, tanto por parte dos Monarcas como dos pontífices e clérigos. Esse fato se manifesta mais claramente Na quantidade de vezes que o socorreram, a ponto de colocar em jogo a própria vida, quando dos linchamentos populares. Durante o Levante anti-semita de 1391, com o reconhece-se Cecil Roth, as autoridades cristãos prenderam alguns dos membros mais turbulentos da Revolta, e fizeram com que fosse açoitados e encarcerados. É notável o conhecido caso de Alfonso de Aragão, Arcebispo de saragoza, que ao ser inteirado das perseguições que naquele momento tinham lugar — do Povo contra os conversos —, tomou seu cavalo e, dirigindo-se à massa enfurecida, advertiu-lhes de que cairia sobre os agressores todo o Rigor da Lei, conseguindo assim fazê-los desistir. Entre outras normas ditadas por Isabel em favor dos judeus, encontra-se uma anulação do Conselho de Bilbao que lhes proibia a entrada na cidade. Em 1478 eu proteção à aljama — queto ou bairro judeu — de Sevilha, determinando, um ano mais tarde, que se respeitasse a autonomia judicial de aljama de Ávila. Também decretou que os judeus expulsos de balmaseda Voltassem à localidade, que se proibissem a um dominicano de segóvia os Sermões anti-judeus, e outras medidas favoráveis aos judeus de Leão, Vitória e Orense. A legislação de 1235, que obrigava os judeus a levarem sobre seus corações o distintivo Amarelo não pôde ser aplicada, apesar de haver sido aprovada pelas cortes de Castela de 1371 e as de Madrid em 1405. Também reconhece o historiador judeu Cecil Roth, que o código de Alfonso o sábio (as sete partidas), que continha, segundo Roth, algumas políticas anti-semitas, só foi imposto “local e esporadicamente”: suas atividades [as dos judeus] culturais continuaram desenvolvendo-se tranquilamente e, salvo ataques ocasionais violentos e localizados, suas vidas e suas propriedades estiveram em geral a salvo. Isto demonstra, uma vez mais, que era o povo — e suas cortes, muitas vezes — quem exigia as medidas de maior Rigor contra os judeus, em contraposição à igreja e à coroa, infinitamente mais paciente. As disposições de prevenção sobre os judeus, ditadas em 1480 por Fernando o católico, mal foram cumpridas. Recordemos que o Papa Clemente VI havia defendido os judeus perante a porção do Povo que os acusada de envenenar os poços, fazendo notar que a praga havia sido igualmente mortal onde não vivia nenhum judeu, e ameaçando com a excomunhão aos que persistem em calúnias semelhantes. Vários dos mais exímios tratadistas e historiadores judeus reconheceram que “em nenhum lugar os judeus foram mais bem tratados do que na Espanha”, opinião que reconhece a constante proteção recebida pelos judeus por parte da maioria dos Monarcas e pontífices. O mesmo se disse de Roma, pois os pontífices sempre os ampararam e protegeram. Não obstante, a sorte deste povo fora da Espanha seria totalmente diferente, sobre este fato praticamente não existem dúvidas. Basta ver o agradecimento e reconhecimento à Espanha de um notável conselho de rabinos manifestado nas atas do sinédrio convocado por Napoleão em 1807, (Julio Menvielle, Os Judeus no mistério da história). #HistóriadaInquisição
- JESUS CRISTO ESTÁ EM TODOS OS LIVROS DA BÍBLIA
Em Gênesis, Jesus é a Semente da Mulher. Em Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascal. No Levítico, Ele é o Sacerdote, o Altar, o Cordeiro do Sacrifício. Em Números, Ele é o Pilar de Nuvem durante o dia e o Pilar de Fogo à noite. No Deuteronômio, Jesus é o Profeta, como Moisés. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Josué, Jesus é o Capitão da Nossa Salvação. Em Juízes, Ele é o nosso Juiz e Legislador. Em Rute, ele é o nosso parente Redentor. No primeiro e segundo Samuel, Ele é o Profeta a nós confiado. Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Rei Prevalecente. Em Esdras, Ele é o reconstrutor das muralhas destruídas da vida humana. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Neemias, Jesus é nosso Restaurador. Em Tobias, Ele é o Mensageiro da Nova Vida. Em Judite, Ele é a Fraqueza Transformada em Vitória. Em Ester Ele é nosso Advogado. Em primeiro e segundo Macabeus, Ele é Líder que morre pela lei de Deus. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Jó, Ele é o nosso Redentor Imortal. Nos Salmos, Ele é nosso Pastor. Em Provérbios, Ele é nossa Sabedoria. Em Eclesiastes, Ele é nossa Esperança e Ressurreição. No Cântico dos Cânticos, Ele é nosso Amável Noivo. Em Sabedoria, Ele é a emanação do pensamento de Deus. No Eclesiástico, Jesus é nossa segurança. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Isaías, Jesus é o Servo Sofredor. Em Jeremias, Ele é a Descendência Justa. Em Lamentações, Ele é nosso Profeta que Chora. Em Baruc, Ele é a Misericórdia do Eterno. Em Ezequiel, Ele é Aquele que tem o Direito de Governar. Em Daniel, Jesus é o Quarto Homem na Fornalha Ardente. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Oséias, Jesus é o Marido Fiel para sempre casado com o(a) pecador(a). Em Joel, Ele é Aquele que Batiza com o Espírito Santo de Fogo. Em Amós, Ele é o Restaurador da Justiça. Em Abdias, Ele é Poderoso para Salvar. Em Jonas, Ele é nosso grande missionário estrangeiro. Em Miquéias, Ele é os pés daquele que traz Boas Notícias. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Naum, Jesus é nossa fortaleza nas desgraças. Em Habacuc, Ele é Deus, meu Salvador. Em Sofonias, Ele é o Rei de Israel. Em Ageu, Ele é o anel do sinete. Em Zacarias, Ele é nosso Humilde Rei montado num potro. Em Malaquias, Jesus é o Filho da Retidão. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Mateus, Jesus é Deus Conosco. Em Marcos, Ele é o Filho de Deus. Em Lucas, Ele é o Filho de Maria, sentindo o que você sente. Em João, Ele é o Pão da Vida. Em Atos, Jesus é o Salvador do Mundo. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Romanos, Jesus é a Retidão de Deus. Em 1 Coríntios, Ele é a Ressurreição. Em 2 Coríntios, Ele é o Deus de todo o consolo. Em Gálatas, Ele é nossa liberdade. Ele lhe liberta. Em Efésios, Jesus é a Cabeça da Igreja. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Filipenses, Jesus é sua Alegria. Em Colossenses, Ele é sua Perfeição. Em Tessalonicenses 1 e 2, Ele é sua Esperança. Em 1 Timóteo, Ele é sua Fé. Em 2 Timóteo, Jesus é sua Estabilidade. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em Tito, Jesus é a Verdade. Em Filêmon, Ele é seu Benfeitor. Em Hebreus, Ele é sua Perfeição. Em Tiago, Ele é o Poder por trás de sua Fé. Em 1 Pedro, Ele é seu Exemplo. Em 2 Pedro, Jesus é sua Pureza. Aproximem-se e ajoelhem-se diante Dele agora. Em 1 João, Jesus é sua Vida. Em 2 João, Ele é seu Exemplo. Em 3 João, Ele é sua motivação. Em Judas, Ele é o Fundamento de sua Fé. Em Apocalipse, Jesus é seu Rei Vindouro. Ele é: O Primeiro e o Último. O Princípio e o Fim. Ele é o Guarda da Criação e o Criador de Tudo. Ele é o Arquiteto do Universo e o Administrador de Todas as Épocas. Ele Sempre Foi, Ele Sempre É, e Ele Sempre será Impassível, Inalterado, Invicto e jamais será arruinado. Ele foi ferido e nos trouxe a cura. Ele foi trespassado e aliviou a dor. Ele foi perseguido e nos trouxe a liberdade. Ele morreu e nos trouxe a vida. Ele ressuscitou e nos traz poder. Ele reina e nos traz paz. O mundo não pode compreendê-Lo. Os exércitos não podem derrotá-Lo. As escolas não podem explicá-Lo e os líderes não podem ignorá-Lo. Herodes não pôde matá-Lo. Os Fariseus não podiam enganá-Lo. As pessoas não podiam detê-Lo. Nero não pôde esmagá-Lo. Hitler não pôde silenciá-Lo. A Nova Era não pode substituí-Lo. E Oprah não pode dar satisfação Dele. Ele é Vida, Amor, Longevidade e Senhor. Ele é Bondade, Benevolência, Suavidade e Deus. Ele é Santo, Justo, Imenso, Poderoso e Puro. Seus Caminhos são Corretos; Suas Palavras, Eternas; Suas Leis, Imutáveis e Sua Mente está em mim. Ele é meu Redentor, Ele é meu Salvador, Ele é Meu Deus, Ele é Meu Sacerdote, Ele é Minha Alegria, Ele é Meu Conforto, Ele é Meu Senhor, e Ele governa minha vida. (Fé Católica)
- A VISÃO DA “RUE DU BAC”
Maria é a aurora e Cristo o pleno Dia; Maria é a Porta e Cristo é o Caminho, Maria é a Raiz e Cristo, a verdadeira Vinha, Maria é o cacho de uva e Cristo é o Vinho. Maria é o trigo e Cristo, o Pão da vida; Maria é a haste e Cristo, a Rosa tinta de sangue. Maria é a fonte e Cristo, o Rio que purifica, Maria é a taça e Cristo, o Sangue que salva. Maria é o templo e Cristo, o Senhor do Templo. Maria é o santuário e Cristo, o Deus adorável. Maria é o espelho e Cristo, a plena Visão. Maria é a mãe e Cristo, o seu Filho amado, Bendito por todos e para sempre. (A visão da “rue du Bac” – Poema citado pelo escritor protestante Lyn Holness, em Journeying with Mary, p. 152, Wellington, RSA, Lux Verbi, 2008).
- O SIGNIFICADO DA PALAVRA “KECHARITOMENE” (Padre Zé)
“κεχαριτωμενη” (Lucas 1,28) X “κεχαριτωμένῳ” (Eclesiástico 18,17): Neste caso concreto do significado da palavra «Kecharitomene» movem-me mais razões de ordem lógica, linguística, gramatical e estética, do que qualquer temor de prejuízo teológico quanto à definição do dogma da Imaculada Conceição, até porque os dogmas da Igreja Católica são baseados em fundamentos lógicos, filosóficos e teológicos e não dependem exclusivamente do significado de uma simples palavra. Como dizia A. Vieira: «Não são as palavras que fazem as pessoas grandes, as pessoas é que fazem as palavras grandes». E esta palavra, depois de aplicada à Virgem Maria, tornou-se tão grande, que nunca mais foi aplicada a ninguém, a não ser ao Espírito Santo, como adiante demonstro. Vejamos: 1. O termo «graça», no sentido daquele dom de Deus que torna alguém santo, sem pecado e salvo, é expresso pela palavra grega «charis». Mas «charis» pode significar também beleza física ou espiritual. 2. O verbo grego «charitoo» significa «encher de graça» ou «conceder graça», mas também significa «tornar belo» ou «favorecer». 3. «Kecharitomenos» é um particípio perfeito, do verbo «charitoo». Como todos os particípios perfeitos, de natureza passiva, tem uma natureza adjectival. Ora sabemos que os adjectivos, em determinados contextos, podem assumir uma natureza substantiva. Ex: —«Eu sou velho» – «velho» é adjectivo tomado como adjectivo. —«Eu vi um velho» – «velho» é adjectivo tomado como substantivo. 4. Em Lc. 1, 28, «kecharitomene» é tomado como substantivo no caso vocativo, singular, femino: não caracteriza, mas identifica uma pessoa singular do sexo feminino. 3. Em Sir. 18, 17, «Kecharitomeno» é tomado como adjectivo, no caso dativo do singular masculino: não está a identificar ninguém em concreto, mas está a caracterizar um ser humano genérico que pode adquirir a qualidade da «graça», da «santidade» ou da «salvação». 5. Dito doutra maneira: — em Sir. 18, 17, a pessoa poderá ter a «graça», a «santidade» ou a «salvação», — em Lc. 1, 28, a pessoa é a «graça», é a «santidade» é a «salvação». 6. São Jerónimo, linguista subtil, percebeu bem esta importante diferença entre os dois particípios gregos do verbo «charitoo» na Biblia dos LXX, traduzindo: — em Lc 1, 28: «gratia plena» – natureza substantiva, acentuada pelo vocativo, que identifica a pessoa – ‘ó plenitude da graça’ e não apenas ‘ó mulher que tens graça’. — em Sir. 18, 17: «gratioso» – natureza adjectiva, que atribui uma qualidade a um homem indeterminado: «homine gratioso» – ‘qualquer coisa que existe num homem que tem graça’ e não ‘qualquer coisa que existe neste homem que é a plenitude da graça’. 7. Isto revela a grande diferença entre as duas palavras, a ponto de podemos afirmar que em mais lugar nenhum se encontra a palavra «kecharitomene» usada com a particularidade verificada em Lc. 1, 28: «Eu te saúdo, ó plenitude da graça». 8. Já em Lc. 1, 42, «Eulogemene su en gunaiksin», o particípio perfeito «eulogemene» = «bendita», no nominativo singular feminino, tem claramente uma natureza adjectival: «Tu és bendita entre as mulheres». 9. São sábias as palavras do Papa João Paulo II sobre o «kecharitomene»: «Para tornar mais exacto o sentido do termo grego, não se deveria dizer simplesmente “cheia de graça”, mas sim “feita cheia de graça” ou “plenificada de graça”, o que indicaria claramente que se trata de um dom feito por Deus à Virgem. O termo, na forma de particípio perfeito, revela a imagem de uma graça perfeita e duradoira que implica plenitude. O mesmo verbo, no significado de “dotar de graça”, é adoptado na carta aos Efésios (1, 16), para indicar a abundância da graça, concedida a nós pelo Pai no seu Filho dilecto» (Audiência Geral, 8 de Maio de 1996). 10. O Cardeal Bertone afirmava: «No Livro do Êxodo lemos que também Deus é “cheio de graça” (Ex. 34, 6), mas, enquanto Deus o é em sentido activo, como aquele que enche de graças, Maria o é no sentido receptivo, como Aquela que é plenificada de graça e por isso se tornou ícone sublime da divina graça» (Card. Tar. Bertone, Homiia, 8 de Dez de 2007). 11. A Bíblia grega de Simaco também emprega o particípio «kecharitomeno» para traduzir a palavra hebraica «barar» = ‘puro’, no Salmo 18, 26. Da mesma forma este particípio tem uma natureza adjectival que caracteriza um homem indeterminado: «Com o homem puro/gracioso (kecharitomeno) sois complacente». 12. Clemente de Alexandria usa o particípio «kecharitomenon», no género neutro singular, como um adjectivo para caracterizar o Espírito Santo: « Ἡ μὲν οὖν τῶνδέ μοι τῶν ὑπομνημάτων γραφὴ ἀσθενὴς μὲν εὖ οἶδ´ ὅτι παραβαλλομένη πρὸς τὸ πνεῦμα ἐκεῖνο τὸ κεχαριτωμένον» = «Eu sei qual é a fraqueza das reflexões que compõem esta recolha, se as compararmos a este Espírito cheio de graça» (Stromata, I, 1, 14). 13. Jesus e Santo Estêvão são considerados como cheios de graça, mas com palavras diferentes e a eles se não aplica o particípio «kecharitomene»: — Jesus é cheio de graça: «Καὶ ἐκ τοῦ πληρώματος αὐτοῦ ἡμεῖς πάντες ἐλάβομεν, καὶ χάριν ἀντὶ χάριτος· » = «Da sua plenitude todos recebemos graça sobre graça» (Jo. 1, 16) — Santo Estêvão é cheio de graça: «Στέφανος δὲ πλήρης πίστεως καὶ δυνάμεως ἐποίει τέρατα καὶ σημεῖα μεγάλα ἐν τῷ λαῷ.» = «Estêvão, cheio de graça e força, fazia extraordinários milagres entre o povo» (Act. 6, 8). 14. Para aprofundar o assunto: M. Cambe, La χάρις chez saint Luc. Remarques sur quelques textes, notamment le κεχαριτωμένη, in Revue Biblique 70 (1963) 193–202.
- A IGREJA COMETEU CRIMES NA INQUISIÇÃO CONTRA BRUXAS, PROTESTANTES E CIENTISTAS? NAO!
Antiguidade Clássica 850 a.C. – 450 d.C. A caça às bruxas continuou até o final do século IV (301 – 400), quando o católicismo se tornou religião oficial do Império Romano na década de 390. O desejo da Igreja Católica de inibir a caçada de bruxas aparece nos concílios de Elvira (306) e Ancira (314), que impuseram certas penitências eclesiásticas suaves a pessoas que adoravam o diabo. “Idade das Trevas” ou primeira época Médieval 450 – 900. Esse ceticismo ficou explicito nos decretos de Trullo em 692 e Paderborn em 785 que proibia as pessoas de dedurar bruxas e condenou a morte aqueles que pensavam em queimar bruxas. O código lombardo de 643 dizia: “Que ninguém pretenda matar alguém ou uma estrangeira como bruxa, pois não é possível, nem deve ser acreditado por mentes cristãs” O Concílio de Frankfurt em 794, convocado por Carlos Magno, também foi muito explícito ao condenar a perseguição de supostas bruxas, chamando a crença na bruxaria “supersticiosa” e ordenando a pena de morte para aqueles que presumiam queimar bruxas. Outros exemplos incluem um sínodo irlandês em 800, e um sermão de Agobard de Lyon (810) Ouve-se o tempo Todo, inclusive da boca de alguns católicos, que “Papa pediu perdão pelas cruzadas”. Isto é absolutamente falso. A única ocasião em que o servidor é chamado de cruzada em 1995, e não com o tom de Condenação ou retratação sobre aquela Façanha histórica que salvou o ocidente do terror muçulmano, mas justamente ao contrário, louvando o zelo dos cruzados medievais e permitindo- se um elogio explícito a Catarina de Sena, uma qualificação, como se sabe, uma vez sido uma valorosa e honrada cruzada – naquela promovida por Gregório XI. Nela, entre outras virtudes, encontrou o João Paulo II “o zelo exemplar de um amor valente e forte”. , inclusive da boca de alguns católicos, que “Papa pediu perdão pelas cruzadas”. Isto é absolutamente falso. A única ocasião em que o servidor é chamado de cruzada em 1995, e não com o tom de Condenação ou retratação sobre aquela Façanha histórica que salvou o ocidente do terror muçulmano, mas justamente ao contrário, louvando o zelo dos cruzados medievais e permitindo- se um elogio explícito a Catarina de Sena, uma qualificação, como se sabe, uma vez sido uma valorosa e honrada cruzada – naquela promovida por Gregório XI. Nela, entre outras virtudes, encontrou o João Paulo II “o zelo exemplar de um amor valente e forte”. Também se diz que a igreja pediu perdão pela “queima de Bruxas”. Isto também é completamente falso. O certo é que o Papa nunca aludiu nem sequer de um assunto, por simples Razão de que tal perseguição nunca existiu. Que houve uma grande perseguição injusta e impiedosa Em alguns momentos da história e verdade, porém exclusivo Por parte dos Protestantes. Isto também é completamente falso. O certo é que o Papa nunca aludiu nem sequer de um assunto, por simples Razão de que tal perseguição nunca existiu. Que houve uma grande perseguição injusta e impiedosa Em alguns momentos da história e verdade, porém exclusivo Por parte dos Protestantes. Embora estejam relacionados com distúrbios detectados como uma inquisição como Cruzadas estão presentes em praticamente todos os reconhecimentos e / ou pronunciamentos realizados em João Paulo II. Pelo Pontífice em torno de diversos eventos, como o cisma do oriente ou o caso Galileu. O gesto pontifício do mea culpa supôs de uma forma uma magnífica oportunidade para que os inimigos da igreja, mediante uma deturpação da mensagem, “confirmassem” como certos os preconceitos e lendas negras que pesavam sobre ela. Esta possível consequência, é lógico, prevista pela igreja. muitas e muitos qualificados como vozes alertando o papo quanto à certeza do oportunismo de alguns setores contrários à Roma. não obstante, apesar disso, João Paulo II e lançou-se, de forma decidida evangélica, uma tarefa dos reconhecimentos. Esta possível consequência, é lógico, prevista pela igreja. muitas e muitos qualificados como vozes alertando o papo quanto à certeza do oportunismo de alguns setores contrários à Roma. não obstante, apesar disso, João Paulo II e lançou-se, de forma decidida evangélica, uma tarefa dos reconhecimentos. Estabeleceu informações sobre manipuladores de informação, já tinha sido percebida, entre outros, pelo Papa Gregório XVI, em sua Encíclica mirari vos, e, recentemente, e por Bento XVI, que alertou o mundo em 2008 acerca de “cinismo relativista” que substitui a verdade na comunicação. “O compromisso com como questões da Verdade – dizia – deve estar no centro de toda a reflexão sobre uma comunicação humana; Um comunicador pode criar, educar, entreter, convencer, consolar, mas o valor final de qualquer comunicação residir em sua veracidade “. “O compromisso com como questões da Verdade – dizia – deve estar no centro de toda a reflexão sobre uma comunicação humana; Um comunicador pode criar, educar, entreter, convencer, consolar, mas o valor final de qualquer comunicação residir em sua veracidade “. Além disso, em sua mensagem para a XLII jornada mundial das Comunicações sociais, após os oportunos e conhecimentos, alertava: “certamente, os meios de comunicação social em seu conjunto não são apenas meios para uma difusão de idéias, Mas pode e devem ser também instrumentos de serviço de um mundo mais justo e solidário. Lamentavelmente, existe o perigo de que se transforme em Sistemas dedicados a submeter o homem a lógica ditadas pelos interesses dominantes do momento. Este é o caso de uma comunicação para fins ideológicos ou para venda de produtos de consumo através de uma publicidade obsessiva (…). Constata-se, por exemplo, que compara alguns acontecimentos desses meios não são utilizados para uma função de informação, mas sim para criar os próprios acontecimentos “. Lamentavelmente, existe o perigo de que se transforme em Sistemas dedicados a submeter o homem a lógica ditadas pelos interesses dominantes do momento. Este é o caso de uma comunicação para fins ideológicos ou para venda de produtos de consumo através de uma publicidade obsessiva (…). Constata-se, por exemplo, que compara alguns acontecimentos desses meios não são utilizados para uma função de informação, mas sim para criar os próprios acontecimentos “. Verdadeiro alcance do meia culpa: Requeria-se , para a purificação da memória, o reconhecimento das culpas. Em 2002, em uma alocução em Madrid, dirigida aos representantes da Universidade das academias e dos centros de pesquisa científica, João Paulo II reconheceu alguns “erros e excessos em momentos como a Inquisição”, alertando, porém “que só Sob a Luz objetiva da história “deve ter sido reconstruído-se a verdade dos fatos. No ano seguinte, em 11 de setembro de 1983, por pessoas de um encontro em Viena, diria: “como culpas que correspondem realmente aos cristãos não devem ser informados”. Em 1991, insistiria que como exigências da Verdade e do amor “supõe o reconhecimento Leal dos fatos, com uma disposição de perdoar e reparar os erros de vegetação. Estas impedem o fechamento em ideias preconcebidas, com frequência fonte de amargura e recriminações estéreis, levam a não lançar acusações infundadas contra o irmão, atribuindo-intenções ou propósitos que não possuem. Assim, quando se tem o desejo de pensar realmente, a posição do outro, os contrastes reduzem-se através de um diálogo paciente e sincero, sob um orientação do processo de equação. Em 2002, em uma alocução em Madrid, dirigida aos representantes da Universidade das academias e dos centros de pesquisa científica, João Paulo II reconheceu alguns “erros e excessos em momentos como a Inquisição”, alertando, porém “que só Sob a Luz objetiva da história “deve ter sido reconstruído-se a verdade dos fatos. No ano seguinte, em 11 de setembro de 1983, por pessoas de um encontro em Viena, diria: “como culpas que correspondem realmente aos cristãos não devem ser informados”. Em 1991, insistiria que como exigências da Verdade e do amor “supõe o reconhecimento Leal dos fatos, com uma disposição de perdoar e reparar os erros de vegetação. Estas impedem o fechamento em ideias preconcebidas, com frequência fonte de amargura e recriminações estéreis, levam a não lançar acusações infundadas contra o irmão, atribuindo-intenções ou propósitos que não possuem. Assim, quando se tem o desejo de pensar realmente, a posição do outro, os contrastes reduzem-se através de um diálogo paciente e sincero, sob um orientação do processo de equação. O que é o que é o que é o que é o que é o Santo, como é Santo, como ensinava Santo Agostinho em uma de suas belas apologias. Isso é confirmado pelo próprio Hans Küng, inimigo declarado do papado quando queixado-se amargamente “da diferença que se faz como culpas dos representantes da igreja e da proposição enquanto tal”. Isso é confirmado pelo próprio Hans Küng, inimigo declarado do papado quando queixado-se amargamente “da diferença que se faz como culpas dos representantes da igreja e da proposição enquanto tal”. Por outro lado, é sempre o que é justo e razoável afirmar que é uma igreja católica ou qualquer outra religião ou nação é – ou seja – essencial e genericamente injusta por causa da desobediência de alguns dos seus fiéis ou cidadãos, tanto não presente como no passado? por que só se julga a igreja católica com esse critério? Representantes de outras religiões ou estados não terão por acaso cometido erros, e em quantidade e gravidade ainda maior? É justo que os representantes de outras religiões exijam da Igreja Católica do tipo de reparação ou reconhecimento, não por alguns Episódios isolados do seu passado, mas sim por todo o seu passado, quando são eles em primeiro lugar que não tem como mãos limpas? Seja qual a nossa posição a respeito do delicado assunto, por que só se julga a igreja católica com esse critério? Representantes de outras religiões ou estados não terão por acaso cometido erros, e em quantidade e gravidade ainda maior? É justo que os representantes de outras religiões exijam da Igreja Católica do tipo de reparação ou reconhecimento, não por alguns Episódios isolados do seu passado, mas sim por todo o seu passado, quando são eles em primeiro lugar que não tem como mãos limpas? Seja qual a nossa posição a respeito do delicado assunto, Temos de insistir: é necessário tomar um especial cuidado antes de proceder a generalização. A este respeito, o Concílio Vaticano II recordou – tendo dois contextos diferentes – a não imputabilidade aos contemporâneos de culpas cometidas não passado por membros de suas comunidades religiosas: A este respeito, o Concílio Vaticano II recordou – tendo dois contextos diferentes – a não imputabilidade aos contemporâneos de culpas cometidas não passado por membros de suas comunidades religiosas: O que você perpetrou em sua paixão de [Cristo] não pode ser imputado nem instintivamente a todos os judeus que viviam Então, nem aos judeus de hoje. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja Católica, às vezes não tem culpa dos homens de ambas as partes. No entanto, no entanto, as pessoas que estão nas nascidas nas comunidades e nobres estão com um fé de Cristo não podem ser acusados de Pecado de separação, e Igreja Católica dos Abraços. No entanto, no entanto, as pessoas que estão nas nascidas nas comunidades e nobres estão com um fé de Cristo não podem ser acusados de Pecado de separação, e Igreja Católica dos Abraços. A comissão teológica Internacional pronuncia-se sobre o verdadeiro alcance deste Generoso mea culpa através de um documento de conhecimento intitulado memória e reconciliação. A igreja e as culpas do passado, sentido e alcance do reconhecimento desculpas históricas, do qual podem recolher-se interessantíssimas reviews e questionamentos: “pode-se fazer pesar sobre uma consciência atual uma” culpa “vinculada a fenômenos históricos irrepetíveis, como como cruzadas Uma igreja do presente -observava o Cardeal ratzinger – não pode (a) não é demasiado fácil julgar os protagonistas do passado com uma consciência atual, como fazer os escribas e fariseus, segundo Mateus 23,29 – 32 (…). constituir-se em um tribunal que pertencia sobre o passado “. No capítulo VI do documento citado adverte-se: A igreja e as culpas do passado, sentido e alcance do reconhecimento desculpas históricas, do qual podem recolher-se interessantíssimas reviews e questionamentos: “pode-se fazer pesar sobre uma consciência atual uma” culpa “vinculada a fenômenos históricos irrepetíveis, como como cruzadas Uma igreja do presente -observava o Cardeal ratzinger – não pode (a) não é demasiado fácil julgar os protagonistas do passado com uma consciência atual, como fazer os escribas e fariseus, segundo Mateus 23,29 – 32 (…). constituir-se em um tribunal que pertencia sobre o passado “. No capítulo VI do documento citado adverte-se: A identificação das culpas do passado sobre as quais é preciso emendar se implica, antes de tudo, um correto juízo histórico, e também em sua raiz uma avaliação teológica. É necessário perguntar-se: o que foi que realmente aconteceu, o que exatamente se disse e se fez? Uma vez que se segue uma resposta adequada a estes questionamentos, como o fruto de um juiz histórico rigoroso, é possível perguntar-se se aquilo que aconteceu, que se dissesse ou se fez, pode ser interpretado como algo em conformidade ou inconformidade com o evangelho, e, no último caso, se os filhos da igreja que agiram no mundo inteiro podendo dar-se conta em formato de contexto em que seja atuando. Somente quando se chega à certeza moral de que aquilo que é feito contra o evangelho em nome da igreja por alguns dos seus filhos haviam sido compreendido por eles como tal, e em consequência evitado, pode ter sentido para uma igreja de hoje pedir perdão pelas culpas do passado (…); O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que quer dizer? É necessário perguntar-se: o que foi que realmente aconteceu, o que exatamente se disse e se fez? Uma vez que se segue uma resposta adequada a estes questionamentos, como o fruto de um juiz histórico rigoroso, é possível perguntar-se se aquilo que aconteceu, que se dissesse ou se fez, pode ser interpretado como algo em conformidade ou inconformidade com o evangelho, e, no último caso, se os filhos da igreja que agiram no mundo inteiro podendo dar-se conta em formato de contexto em que seja atuando. Somente quando se chega à certeza moral de que aquilo que é feito contra o evangelho em nome da igreja por alguns dos seus filhos haviam sido compreendido por eles como tal, e em consequência evitado, pode ter sentido para uma igreja de hoje pedir perdão pelas culpas do passado (…); O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que quer dizer? Passando ao segundo excerto do mesmo Capítulo, podemos ler: Estão presentes em todo o mundo, não podem tão pouco faltar na interpretação em que se integram o juízo histórico e juízo teológico; mas exige, em primeiro lugar, que nesse tipo de interpretação, preste a máxima atenção aos elementos de diferenciação e estranheza entre o presente e o passado. Em particular, quando se pretende julgar possíveis edições do passado, é preciso levar em conta com os tempos históricos são diferentes e assim mesmo com os tempos sociológicos e culturais da ação eclesial, pelo que paradigmas e juízos de uma sociedade e de uma época, Ser aplicados de forma errônea na avaliação de outras fases da história, dando origem a não poucos equívocos; são diferentes como pessoas, como instituições e suas respectivas competências; são diferentes dos modos de pensar e os condicionamentos. mas exige, em primeiro lugar, que nesse tipo de interpretação, preste a máxima atenção aos elementos de diferenciação e estranheza entre o presente e o passado. Em particular, quando se pretende julgar possíveis edições do passado, é preciso levar em conta com os tempos históricos são diferentes e assim mesmo com os tempos sociológicos e culturais da ação eclesial, pelo que paradigmas e juízos de uma sociedade e de uma época, Ser aplicados de forma errônea na avaliação de outras fases da história, dando origem a não poucos equívocos; são diferentes como pessoas, como instituições e suas respectivas competências; são diferentes dos modos de pensar e os condicionamentos. Sobre o “princípio da historicidade” (5,1) diz: Precisamente na medida em que cada ato humano pertence a quem o realiza, cada um individualidade individual e cada sociedade escolhe e atua no interior de um determinado horizonte de tempo e espaço. Para ver o conteúdo completo dos seres humanos e os dinamismos, eles devem ser enviados, portanto, não estão em pleno direito; apenas assim poderemos receba a conhecer como suas motivações e seus princípios Morais. Não há dúvida de que não existe nenhum problema de execução. Para ver o conteúdo completo dos seres humanos e os dinamismos, eles devem ser enviados, portanto, não estão em pleno direito; apenas assim poderemos receba a conhecer como suas motivações e seus princípios Morais. Não há dúvida de que não existe nenhum problema de execução. #HistóriadaInquisição
- A INQUISIÇÃO JUDAICA
Citemos aqui, por seu particular significado, o caso dos tribunais Rabínicos. Não deve surpreender o fato de detectarmos entre os judeus os mais zeloses Perseguidores, quando se trata de defender a pureza de sangue e vigiar a ortodoxia da Fé. Os rigorosos tribunais Judeus, como aponta o escrupuloso pesquisador David Goldstein, já existiam séculos antes da aparição do cristianismo, embora o sinédrio conduzido por caifás —- e que deu morte Cristo —- seja considerado “o tribunal inquisitorial mais famoso e Infame da história”. O que nos interessa mais particularmente e o modus operandi dessa inquisição hebréia. podem-se observar, no “processo” de Jesus Cristo, algumas de suas principais características, que por sua vez confirmam algumas fatos pouco mencionados: • A existência desses tribunais inquisitoriais judeus data, como dissemos, de muito antes da aparição do cristianismo. • O Rigor com que a heresia era castigado era brutal, beirando o sadismo. • Era legítima a pena de morte e a tortura. •Os acusados Não Contavam com um advogado de defesa. • Não eram condenados apenas os hereges, mas também os suspeitos. Sabe-se que no caso de Cristo, como reconhecem religiosos e historiadores judeus honestos, a única coisa que o sinédrio conseguiu “provar” foi o haver incorrido em blasfêmia. • As normas e garantias processuais com relação aos acusados podiam ser suprimidas se alguns juízes assim o decidiam, com ou sem razões válidas. Certamente não consta que todos os juízes Judeus tenham atuado como aqueles que rodeavam Caifás. O que é indubitável é que procediam com notável Rigor, não só contra hereges e apóstatas, mas inclusive com os infratores menores. Dito isto, vamos agora situados no período que nos compete, por ser contemporâneo a inquisição: a idade média e idade moderna. Este fato é pouco conhecido, Isto é, a existência de tribunais inquisitoriais judeus, foi tratado, pelo que temos notícias, por alguns prestigiadíssimos historiadores dessa procedência, incluindo o historiador pró-judeu Amador de los Rios e Américo Castro, assim como os conscienciosos Graetz e Baer. O primeiro, em sua história dos judeus, demonstra a existência de rigorosos tribunais inquisitoriais judeus em Amsterdam, que celebravam inclusive altos de fé! E conta o caso da feroz perseguição sofrida pelo célebre filósofo judeu Espinoza +antitalmudista), julgado e condenado por aquele tribunal rabínico. Foi sentenciado ao Desterro perpétuo, amaldiçoado e chegou muito perto de ser assassinado por fanáticos ultra-ortodoxos judeus. Mais trágico ainda foi o destino de Gabriel da Costa, que se suicidou pouco depois de ter sido condenado pelo sinédrio, devido à infâmia à qual foi exposto por haver negado a imortalidade da alma. Entretanto foi sem dúvida Baer quem penetrou neste tema com mais profundidade e profusão. Valendo-se de documentação fidedigna Como os responsa (ou decisões), pôde elaborar um dos mais importantes estudos sobre a história dos judeus e seu comportamento nos bairros e comunidades em que viviam em terras de Aragão. Os responsa eram decisões de caráter jurídico, dadas por escrito por prestigiossos Rabinos que atuavam como juízes ou presidiam as academias rabínicas, em respostas às perguntas e consultas que eles eram submetidas por colegas do magistério rabínico ou por dirigentes da comunidade. Os responsa —- como aponta um Historiador —- são de valor inestimável para escrever a história Judaica, já que neles encontram-se dados inexistentes em outras fontes, revelando aspectos da vida judia que não poderiam ser percebido de Fora. O mais interessante, Sem dúvida, e que mais nos interessa aqui em particular, são os procedimentos e castigos empregados por esses tribunais que existiram nos bairros judeus muito antes do que o Santo Ofício que fosse criado. As judiarias eram verdadeiras cidades dentro das cidades, povoadas exclusivamente por judeus que, de modo geral, optaram pela reclusão voluntária por entender que desta forma sua fé, seus costumes e sua raça não poderiam ser contaminadas pelo contato com os cristãos. É o que admite o historiador judeu Léon poliakov junto com seu correligionário, o reconhecido sociólogo Bernard Lazare, que diz: “São estes quetos que com frequência os judeus aceitaram, e até mesmo buscaram, em seu desejo de separar-se do mundo e de viver apartados, sem se misturarem com as nações, para conservar a integridade de suas crenças e de sua raça”. Deve-se dizer também que as próprias leis judaicas obrigavam-nos a vestir fímbrias nas bordas nas bordas e seus mantos para que pudessem distinguir-se dos outros povos ( São Tomás de Aquino, suma teológica, Regimine juadaeorum), além de por sua vez proibir —- sob pena de excomunhão —Contrair matrimônio com cristãos ou conversos desta ou de outra religião. Este é um dado de especial interesse, pois sempre se afirma que aqueles distintivos que por vezes foram ordenados pela justiça civil e aconselhados por alguns prelados para identificar os judeus constituíram “uma demonstração Cabal de discriminação e intolerância por parte da igreja católica”. Observa-se, então, que foi exatamente o inverso: às autoridades rabínicas ordenavam-nos a todos os judeus para distinguir-se dos goin, como chamavam depreciativamente os cristãos. Deve-se mencionar também que quando a Espanha foi governada pela dinastia muçulmana dos bérberes, ferozes Perseguidores dos judeus, estes, e inclusive os judeus conversos, eram obrigados a portar a clássica Estrela de Davi. Nessas perseguições, buscaram asilo e refúgio —- e o encontraram —- nas regiões cristãs. Vemos então que, antes de mais nada, esta não foi uma invenção da igreja católica. Os bairros, dentro destas judiarias, eram bem diferenciados de acordo com a condição social de seus habitantes. A vida nestas cidades era regida por suas próprias leis; tinham suas próprias confrarias, açougues, praças, piscinas rituais, prisões, grêmios, hospitais, sinagogas, etc. As sinagogas promulvam as normas que tinham poder para regular a vida interna dos habitantes da judiaria. Obrigando-os a cumprir todas as regras bíblicas e talmúdicas. O Deuteronômio, Por exemplo, peça central da Torá Judaica, ordena que se em alguma cidade os judeus pervertidos servissem a Deuses desconhecidos, os judeus deveriam levar a cabo uma inquisição meticulosa, e se esta confirmasse os fatos deveriam “passar a fio de espada os habitantes desta cidade(…) e queimá-la com todos os seus despojos, oferecendo-a toda a YHVH seu Deus” (Deuteronômio 13, 13-17). Em outra passagem, manda que submetam os hereges a “um minucioso interrogatório. Depois, lançá-los-á fora das portas de sua cidade(…) e apedreja-los-á até que morram” (Deuteronômio 17,2- 5). Esta lei Judaica, como observa Jean Dumont, foi aplicado exatamente assim, entre outros, ao primeiro Mártir cristão, Santo Estevão, apedrejado em Jerusalém por ordem do sinédrio. Os apóstatas entre os judeus eram tratados violentamente, como reconhece Lazare. Além do Conselho dos Anciões (mucaddemim), nas sinagogas exercia sua atividade um bet din (ou beth Din, literalmente “a casa da lei”), que era um tribunal composto por dois ou três juízes com competência para decidir em processos menores, realizar o interrogatório por mandato dos mucaddemim e impor multas. Os casos de pena capital e tortura deviam ser tratados pelos ver Din, compostos por 23 juízes. Denominavam-se Herorim (juízes especiais) e, segundo Ishaq bar Svésvet, “eram escolhidos para auxiliar os mucaddemim em suas as duas tarefas”, representando junto a eles a sinagoga frente ao mundo exterior. Graças aos numerosos privilégios outorgados ao judeus por diferentes monarcas em diferentes épocas, as sinagogas arbitravam em seu âmbito querelas por ofensas e pleitos civis, aplicavam multas, excomunhões e anátemas; examinavam As conversões e a pureza racial antes de admitir um matrimônio com válido, e tinham autoridade para expulsar da judiaria e da cidade, para aplicar tortura e, como mencionado antes, condenar à morte. O judeu excomungado na Idade Média — como admite a historiadora judia S. Linkeram —- era considerado um pária por seus correligionários: “de repente, todas as suas relações familiares, intra e intergrupais eram rompidas, ninguém podia dirigir-lhe a palavra”. Deve-se insistir nas verdadeira gravidade desta pena, pois tal era o grau de infâmia a que era exposto o excomungado, e que significavam a certeza de sua ruína social e econômica, que este não poucas vezes optava pelo suicídio, como sucedeu ao erudito judeu Costa. A este respeito, afirma o estudioso Américo Castro que nas judiarias “o faltar a um juramento era castigado com açoites, por não haver limite entre o pecado e O Delito. A excomunhão de participantes que (isolava a vítima como se tivesse peste) caía, por exemplo, sobre os sonegadores de impostos, de forma que ninguém podia falar-lhes nem ajudar-lhes em nada”. E se restasse alguma dúvida sobre o Rigor dos judeus e seu desprezo para com os dissidentes religiosos e filosóficos, vejamos em que termos se espressam os rabinos na excomunhão do célebre filósofo Espinoza: ( Excomungados, maldizemos e separamos a Baruch Espinoza, com o consentimento de Deus bendito e com ele de toda esta comunidade; diante destes livros da lei(…), com todas as maldições e escritas no livro da Lei; maldito seja de dia e de noite; maldito seja ao deitar e ao levantar-se; maldito ao sair de sua casa e ao regressar a ela; que Deus não o perdoe jamais; que a terrível Cólera de Deus sem inflame contra este homem e lhe envie todas as maldições que escreveu no livro da lei; que Deus apague seu nome do céu e o Retire das tribos de Israel.(…) ninguém se relacione com ele Sob O Mesmo Teto, e que ninguém leia o que escrever). O alvo preferido destes tribunais eram os delatores ou informante (mosrin ou malshinim): judeus que caluniavam ou denunciavam os delitos de membros de sua comunidade as autoridades cristãs. Este privilégio fora de outorgar, entre outros pelo monarca Cristão Jaime I em calatayud em 22 de abril de 1229: “o Rei concede aos judeus desta cidade o direito de escolher como representante, na presença e com o consentimento e seu rabino, pela duração que quiserem, quatro homens probos de sua comunidade, que não poderão recusar sua nomeação, e que terão pleno direito para perseguir os malfeitores judeus, aprisioná-los inclusive condená-los à morte, e aplicar-lhes castigos corporais —- tortura —-, governar a comunidade e impor o anátema contra seus correligionários, com o consentimento do cahal (a sinagoga)”. Esta ordem real seria confirmada também por Jaime II em 27 de janeiro de 1304-305; ao que parece, continuou em vigor até o momento de sua expulsão definitiva da Espanha. O grande Historiador judeu Isaac Levitats comenta, em seu A Comunidade Judaica na Rússia 1772 – 1844, que estes ver Dim tinham poder para executar mutilações corporais, como, por exemplo, cortar as mãos, o nariz ou a língua do transgressor. É preciso reparar na amplitude de delitos compreendida pelo termo “malfeitor”. Não se deve entender como tal apenas os hereges, mas também os responsáveis por vários delitos, a maior parte de pouca gravidade. Por exemplo, o Yad sinédrio (14:10) mandava enforcar o adúltero, e queimar a adúltera na fogueira. Em resumo, Os rabinos possuíam direito e a faculdade de condenar à morte e torturar até a um ladrão ou um Blasfemo. Fique claro também que estas leis e privilégios muitas vezes concedidos pelos Reis às sinagogas não eram mais do que as normativas do direito judeu (o talmud e a Torá), mas que, por estarem em seus domínios, deviam obter a autorização do monarca para poder aplicá-las. Da mesma forma, os judeus não consideravam delator apenas O Judeu ou converso que denunciasse à autoridade civil algum delito perpetrado por eles. Era delator, em suma, todo aquele que fosse considerado Suspeito. O próprio Y. Baer Reconhece, apoiando-se em maimónides, que a doutrina Judaica de defesa própria permitia — e em alguns casos inclusive obrigava — matar o delator pela mera suspeita de que poderia chegar a delatá-los. Desculpa bastante conveniente, que lhes permitia castigar a qualquer pessoa, inclusive por diferenças ou revanchismos pessoais, e que não tinham a ver com a segurança de sua comunidade ou a integridade da religião. É de se notar que esta espécie de “castigo preventivo” nunca foi posto em prática por parte de nenhuma outra religião ou nação na história, exceto pelos judeus. Uma determinação da comunidade de Lérida no final do século XIII condenava o delator a uma multa ou à pena capital, que se executaria com ajuda do governo. A sinagoga, em troca, tinha de pagar ao fisco 500 soldos Jaqueses por cada condenado. Segundo o responsum que contém esta determinação — como comenta Moisés Orfali, Acadêmico da Universidade israelita Bar Llan —, a gravidade da pena devia-se ao fato de que “algumas pessoas apresentam queixa por meio dos gentios, e a rede de delações estende-se e o dinheiro dos judeus diminui cada vez mais por gastos inúteis. Por isso, a Sinagoga concordou em estabelecer limites e ordens para extirpar os delitos de suas fileiras”. Castro, citando o rabino A. A. Neuman em seu os judeus na Espanha, traz-nos o caso de certo judeus das sinagogas que estavam sobre o rei Juan I ( 1379 ), e que desejavam dar a morte a um Informante “dizendo que sempre fora seu costume matar a qualquer judeu que fosse”. Ao não receberem nenhuma resposta do monarca, dirigiram-se à casa do homem e degolaram-no. Ao inteirar-se do ocorrido, Juan I ficou furioso e proibiu que os judeus a partir de então executassem penas capitais. Outro estudioso do responsa judeus, o espanhol Francisco Fernández González, comentando as numerosas leis das sinagogas pertencentes ao território de Castela no século XV, aponta que: “no princípio do capitulo terceiro, que trata das traições e tramoias, exalta-se o benefício dispensado pelo privilégio real, permitindo que os pleitos civis e criminais dos judeus sejam julgados por Deus próprios juízes; depois, os procuradores das sinagogas expõem modestamente que, embora os juízes dos cristãos sejam grandes sábios, não conhecem as leis judaicas; por esta razão, proíbem que judeu algum questione o outro sobre a lei diante de um juiz cristão, eclesiástico ou secular, salvo em questões de impostos, rendas ou direitos do príncipe, sob pena de multa de mil maravedis, a não ser que tivesse obtido licença de seu próprio dayan [juiz]. Mesmo assim, proíbem que os judeus digam um ao outro palavras que os comprometam diante dos cristãos, imprudência ou malícia esta que se puniria, caso não houvesse dano algum, com multa de cem maravedis a cada vez, e caso houvesse algum prejuízo, com duzentos maravedis, ressarcimento de danos e das custas que se estimassem. Se um judeu fizesse prender a um companheiro pelas mãos de um cristão, deveria ser ele mesmo preso pelos dayans; se reinvidisse, deveria ter seu rosto marcado com um ferro em brasa e ser expulso do lugar. Se repetisse a perfídea três vezes, e o fato fosse provado com boas testemunhas, o rabino deveria condená-lo à morte. Se não fosse possível aplicar a pena, essa lei dispunha que se apregoasse publicamente sua maldade por todo Israel, advertindo que isto não deveria ser feito se seu modo de agir fosse dirigido ao serviço do Rei ou de senhores do seu Conselho, embora se este fosse o pretexto de sua malícia e depois se provasse que era mentira, dever-se-ia impor-lhe um castigo grande e severo”. Nestas cortes rabínicas há sentenças verdadeiramente arrepiantes, impostas não só àqueles que eram considerados culpados, mas também àqueles que, arrependidos, entregavam-se voluntariamente às autoridades com o fim de encontrar misericórdia e expiar suas culpas. A este respeito, refere-se o rabino Maasen Shel Sadikim a uma sentença na cidade de Sefat: a decisão do Bet Din naquela ocasião foi condenar o pecador a morrer com “Serefa”. Em que consistia? Em derramar na boca do culpado uma colherada de chumbo fundido fervente. Quando atravessasse sua garganta, o chumbo viajaria pelo corpo incinerando todo o seu intestino”. Veja-se a diferença com relação aos tributos inquisitoriais cristãos, onde o arrependido, por mais escandalosos e graves que tivessem sido seus crimes contra a Fé, sempre tinha a vida poupada, e evitava também as penas mais graves, pois a Inquisição buscava o arrependimento do réu e sua eventual reinserção na sociedade, e não seu castigo. Outro direito jurisdicional, pelo que se depreende dos responsa, era o de açoitar o delinquente. Assim, R. Ishaq bar Svésvet recomenda à sinagoga de Sagunto perseguir um adúltero com chicotadas pelo bairro judeu e depois acorrentá-lo. Os trangressores da religião, os jogadores de dados, adúlteros, blasfemos, etc., eram vítimas de enérgicos castigos por parte das autoridades das sinagogas. Na antiguidade, o castigo da flagelação, junto a outros tipos de tortura, era um dos mais comumente aceitos e praticados por judeus e romanos, como fica patente na crucifixão de Jesus Cristo. Uriel da Costa, pouco tempo depois de ter sido preso e excomungado, seria açoitado publicamente na sinagoga em 1633. Fica claro, nestas notas, como os castigos infamantes eram frequentes entre judeus. Outro aspecto importante sobre a legislação das autoridades judaicas era o que se referia a seu constante afã de arrecadação, mediante multas e impostos — em questões religiosas e/ou civis –, pelos mais diversos motivos, o que fazia da judiaria uma poderosíssima máquina econômica. Em um dos responsa recolhidos pelo estudioso Francisco González, ordena-se para os infratores de algumas nornas: “o anátema, sem açoites e multa de dez mil maravedis”. Praticamente todas as sentenças emanadas destes tribunais acarretavam o pagamento de uma multa substancial. Embora não se possa considerar essencialmente reprovável esta prática, pois estes tribunais deviam sustentar-se de alguma forma, é curioso que se critique a Inquisição por haver empregado uma política semelhante — na verdade bem mais moderada — para sua manutenção. Não se entende que historiadores judeus do nível de Bodeslao Lewin, Cecil Roth e Bernard Netanyahu se horrorizem pelos procedimentos empregados pelo Santo Ofício, quando os tribunais judeus já os vinham empregando há mais de dois milênios de formas sistemáticas e mais severa. O mais desconcertante na postura desses historiadores judeus é, sem dúvida, a desvergonhada e deliberada omissão de seus expoentes mais importantes — Neuman, Baer, etc. — que avaliam como “feroz” a repressão exercida pelos rabinos aos transgressores da religião, os jogadores de dados, adúlteros, Blasfemos, etc., Eram vítimas de enérgicos castigos por parte das autoridades das sinagogas. Na antiguidade, o castigo da flagelação, junto a outros tipos de tortura, era um dos mais comumente aceitos e praticado por Judeus e romanos, como fica patente na crucifixão de Jesus Cristo. Uriel da costa, pouco tempo após ter sido preso e excomungado, seria açoitado publicamente na sinagoga em 1633. Fica claro, nestas notas, como os castigos infamantes eram frequentes entre os judeus. Outro aspecto importante sobre a legislação das autoridades judaicas erao que se referia a seu constante afã de arrecadação, mediante multas e impostos —- em questões religiosas ou civis —-, pelos mais diversos motivos, o que fazia da judiaria uma poderosíssima máquina econômica. Em um dos responsa recolhidos pelo estudioso espanhol Francisco González, ordena-se para os infratores de algumas normas: “o anátema, cem açoites e multa de dez mil maravedis”. Praticamente todas as sentenças emanadas destes tribunais acarreta AM o pagamento de uma multa substancial. Embora não se possa considerar essencialmente reprovável essa prática, pois estes tribunais deviam sustentar-se de alguma forma, é curioso que se critique a Inquisição por haver empregado uma política semelhante —- na verdade bem mais moderada —- para sua manutenção. Não se entende que historiadores Judeus do nível de Bodeslão Lewin, Cecil Roth e Bernard Netanyahu se horrorizem pelos procedimentos empregados pelo santo ofício, quando os tribunais Judeus já os vinham empregando há mais de dois milênios de forma sistématica e mais severa. O mais desconcertante na postura desses historiadores Judeus é, sem dúvida, a desvergonhada e deliberada omissão de seus expoentes mais importantes —- Neuman, Baer, etc. —- que avaliam como feroz a repressão exercida pelos Rabinos aos transgressores da religião. Américo Castro defende —- com bastante Razão —- que a inquisição espanhola herdou vários de seus métodos dos tribunais Judeus da sinagoga. Assinala que”a pré-historia dos procedimentos inquisitoriais deve ser buscada nos bairros Judeus de Castela e Aragão (…). É lícito e razoável suspeitar que os novos e estranhos procedimentos da Inquisição espanhola sejam uma adaptação dos usuais nas sinagogas, e que o veículo para tal mudança encontre-se nos numerosos Judeus que no século XV chegaram a ser bispos, frades e até mesmo membros do conselho supremo da Inquisição”. Castro acrescenta que nesses tribunais Judeus “os processos instituídos como consequência de delações infamantes tramitavam sem as garantias do procedimento ordinário, em segredo e sem acarear o acusado com seus delatores (…). Há até mesmo marcas dos procedimentos inquisitoriais e o emprego da tortura para chegar à confissão do réu”. É assim que este historiador chega à conclusão de que a Inquisição espanhola deve sua origem aos judeus, sugerindo que seus procedimentos foram aplicados e trazidos Pelos próprios Rabinos conversos do judaísmo. Conclui que “a sociedade espanhola ia fanatizando seu cristianismo a medida que (…) Se iam cristianizando os judeus”. Outro historiador filossemita que sustenta a mesma tese é nada menos que Amador de los Rios, o qual destaca a responsabilidade dos conversos, especialmente a do frei Alonso de Espina, no surgimento e materialização da ideia inquisitorial. Por sua vez, Sánchez Albornoz, que está acima de suspeitas por sua postura republicana — antifranquista —, diz-nos: “As turvas denúncias dos suspeitos tinham as suas raízes nas repugnantes denúncias dos informantes Judeus”. O que nem Castro nem Rios dizem é que as garantias processuais, estabelecidas pelos estatutos, com que contavam os réus na Inquisição espanhola, não só foram maiores que em qualquer outro tribunal, mas além disso foram em geral cumpridas de maneira efetiva, como se verá ao longo das publicações. Para finalizar, existe um dado de suma importância trazido por Issac Levitats, talvez o maior entendimento na história dos judeus na Rússia. Comenta que em 1836 um Ver Dim daquele país, em nova ushitsa, condenou duas pessoas à pena de morte sob o título de informantes. É ao menos curioso constatar como os tribunais continuavam operarando, e condenando à morte, muitos anos depois de definitivamente abolida a Inquisição. Será possível que historiadores como Lewin, Netanyahu, Roth e outros importantes historiadores Judeus que atacam insidiosamente o tribunal da Inquisição ignorem estes dados que se mencionam aqui, tomados daqueles que talvez sejam os historiadores Judeus mais celebrados da história, e que eles mesmos citam insistentemente, cujas obras são amplamente conhecidas e acessíveis? Pelo menos, deve-se dizer com honestidade que seu comportamento parece um bastante suspeito. Já está suficientemente provada a origem judaica destes tribunais inquisitoriais. Além de autores Judeus, recorremos de preferência a estudiosos incontestes neste assunto, como Sánchez Albornoz e Américo Castro, nenhum dos quais pode ser suspeito de antissemitismo, antes o contrário. Mesmo que de forma sumária, era necessário trazer ao conhecimento dos senhores a existência de tribunais inquisitoriais alheios à igreja católica e diferentes da inquisição, para ajudar a extirpar do inconsciente coletivo aquele mito que leva a crer que está espécie de tribunais foram uma exclusividade da igreja Católica #HistóriadaInquisição
- O TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO NÃO FOI UMA INVENÇÃO ESPANHOLA E TAMPOUCO DA IGREJA CATÓLICA
Suas origens devem ser buscadas no próprio coração da idade média, na inquisição pontifícia estabelecida por Inocêncio III —– e depois estendida a todos os reinos cristãos —–com o fim de repelir a ação da perigosíssima heresia cátara, que ameaçava seriamente destruir a humanidade. Não devemos confundir a inquisição espanhola com a portuguesa, a romana, a Episcopal ou a pontifícia. (Garcia villoslada e a grande maioria dos historiadores coincide em assinalar que a inquisição pontifícia nasce no ano de 1231. Alguns historiadores, entretanto datam a origem da Inquisição em 1179, ano em que o terceiro Concílio de latrão havia definido algumas medidas contra os hereges para serem aplicadas por inquisidores episcopais. Outros datam seu início em 1184, ano do Concílio de Verona, presidido por Lúcio III [e ao qual assistiria o imperador Frederico I], onde haviam sido dispostas algumas medidas mais rigorosas contra os hereges, ditando-se algumas orientações sobre a forma de proceder nos processos contra eles. Ali decretava se o seguinte: 1) que os Condes, Os Barões e demais senhores Jurassem prestar toda a sua ajuda à igreja, sob pena de excomunhão; 2) que todos os habitantes jurarassem denunciar a seu Bispo Todas aquelas pessoas suspeitas de heresias; 3) que os bispos, em pessoa, visitassem uma vez ao ano as aldeias e cidades de suas dioceses, com o fim de descobrir os hereges; 4) Que os culpados de heresia fossem declarados infames para serem sempre e despojados de seus cargos. Esta constituição, segundo Guy e Jean Testas, deve ser considerada a origem da Inquisição Episcopal. Em 1199, Inocêncio III havia disposto no decreto (vergentis senium) o Confisco de bens dos hereges. O mesmo pontífice, convocando e presidindo o Concílio de Latrão de 1215, havia disposto outras cinco medidas anti-heréticas. A mais importante era aquela que mandava que a heresia devia ser perseguida de comum acordo entre os tribunais civis e eclesiásticos. Deve-se destacar também que outra destas medidas permitia aos juízes episcopais atuar de ofício em 1224, Frederico II decretou pena de morte para os hereges, apesar da oposição do Papa, considerando a heresia como crime de lesa-majestade, que o direito civil castigava, depois de um julgamento sumaríssimo, com a morte na fogueira. Aos poucos, como vemos, vão sendo geradas as bases da que seria denominada inquisição medieval, embora seja apenas em 1227 [Concílio de narbonne] que aparece a figura do inquisidor como juiz especial nomeado por Roma para atender aos assuntos de heresias, que os bispos diocesanos já praticamente não exerciam, por encontrarem-se ocupados em outros afazeres. Isto, sem suprimir autoridade Episcopal, que é sempre Suprema em sua diocese. Em 1229, Gregório IX, no Concílio de Tolouse, organizará o tribunal de forma mais precisa, elevando-o à categoria dos tribunais regulares (os historiadores franceses e Guy e Jean Testas consideram esta a data de origem do tribunal como hoje o conhecemos; veja-se seu trabalho muito interessante intitulado A inquisição, Oikos-Tau ediciones, Barcelona 1970). Neste mesmo ano, sancionou-se um regulamento que codificava as prescrições feitas por seus predecessores para a repressão da heresia cátara, e que seria a base essencial do procedimento seguido pelos tribunais inquisitoriais. O concílio determinou: 1) que em cada paróquia, uma comissão composta por um presbítero e dois ou três leigos de boa reputação ficaria encarregado de buscar minuciosamente a todos os hereges e daria a conhecer seus nomes ao bispo e ao Senhor do lugar; 2) que os senhores deveriam buscar os hereges e seriam ditadas penas contra Os oficiais negligentes e contra todo habitante que os ajudasse; 3) definiu-se que os hereges podiam ser buscados em qualquer lugar, e que todos os magistrados locais tinham obrigação de colaborar e tal tarefa; 4) o concílio ordenou, a fim de que os inocentes não fossem castigados como culpados, que ninguém seria condenado como herege a menos que o Bispo do lugar ou outra pessoa da igreja tivessem podido julgado como tal. A maioria dos historiadores data em 1231 —- alguns 1232 o ano de início da Inquisição por ser este o momento em que o pontífice reformulou e ratificou as disposições canônicas anteriores contra a heresia (mediante a constituição Apostólica Excomunicamus et anathematizamus), tanto a Gerais com as particulares, convertendo-as em lei universal da igreja (Veja-se o decreto fundacional completo em R. Juan Cavallero). No mesmo ano, Aníbal, senador de Roma, publicou um estatuto contra os hereges, formando —- junto à Constituição de Gregório IX — a que se chamou de os estatutos da Santa Sé. Para esta dura tarefa de repressão da heresia. Gregório IX confiou aos dominicanos o assunto da Fé, somando-se depois os franciscanos. Embora seja verdade que desde o século IV havia tribunais episcopais —– presididos por bispos, clérigos e monges —- com competência em questões relacionadas a heresias, supertições, faltas a moral, etc., estes pouco tem a ver (salvo em sua essência) com os que posteriormente tomarão o nome de inquisição medieval, ou pontifícia, ou espanhola, e seus modelos análogos em outras regiões. Nem é necessário dizer que antes do século XIII os Réus não podiam ser transferidos ao poder secular para sua execução nem ser submetidos a tortura. As penas ditadas por esse tipo de tribunais foram sempre muito leves. Quase todos os historiadores consideram em considerar a inquisição portuguesa (1536-1821) como mais rigorosa do que a espanhola, fato bastante Evidente pela grande quantidade de judeus e conversos que regressaram à Espanha quando esta anexou Portugal a seus domínios. Estudos recentes indicam que o número de condenados à morte ali foi maior do que o espanhol, calculando-se em cerca de 5% dos processados, o dobro dos Reis católicos. A inquisição Romana, criada em 1542, teria características similares à espanhola embora fosse regida exclusivamente por bispos, sendo sua utilidade e Rigor bastante menor Foi nela por exemplo quem interveio no processo de Galileu. Embora fosse contemporânea ao tribunal espanhol, e os reinos italianos pertencem à coroa espanhola, não estava sujeita a inquisição espanhola nem a sua coroa. Observemos também que, embora A inquisição espanhola tenha nascido em 1478 havia desde o século XIII em Aragão e no Principado da Catalunha tribunais inquisitoriais tanto pontifícios como episcopais, embora a partir no século XV quase já não tivessem atividade. A única intervenção firme que a inquisição Episcopal teve nas terras da Espanha havia sido em 1442, por ocasião do foco herético da região de Durango. não obstante, era tal perigo e a magnitude da heresia judaizante que foi imperioso estabelecer um tribunal com as características e atribuições daquela de 1478. Embora todos estivessem encarregados de vigiar e castigar os delitos contra a fé, cada uma tinha suas particularidades, sujeitas aos diferentes cenários de conjunturas; assim, o pontífice era a autoridade máxima em algumas, e o bispo e o rei em outras. Portanto, não se pode atribuir a uma o que é próprio da outra. Na inquisição espanhola a autoridade suprema do tribunal era exercida pelo Rei (ao menos formalmente), que haviam obtido do Papa à concessão e o privilégio de nomear ou melhor, sugerir inquisidores e de controlar as Finanças e o funcionamento geral da instituição. Depois, enquanto a inquisição espanhola tinha jurisdição apenas na Espanha e seus reinos de além-mar, a Portuguesa tinha tão somente em Portugal, à Romana nos reinos italianos (com exceção da sicília e Sardenha, que respondiam a inquisição espanhola), e a medieval em toda a cristandade. Ainda assim, sem dúvida será a portuguesa a mais parecida, de fato quase Idêntica, à espanhola. Em seus começos, a Inquisição não era um tribunal permanente, e sim uma atribuição dos bispos no âmbito de suas dioceses (inquisição Episcopal); no entanto, sua grande carga de trabalho impedia que se dedicassem a tais tarefas. Por isso, os Papas designaram inquisidores pontifícios —- com zelo mais vivo, e mais bem preparados em matéria de heresias do que os ordinários locais —, os quais exerciam suas funções quando havia indícios da existência de grupos hereges tem uma determinada região. É importante destacar que “inquirir” não significa outra coisa senão “investigar”; e é justamente isso o que fazia o tribunal da Inquisição, da mesma forma que a justiça moderna nos peitos civis: investigar a evidência existente contra o acusado. Esta prática de cuidar e defender com zelo a ortodoxia da religião era — e continua sendo —- comum a todas as religiões. Os maometanos — em suas diversas seitas —tiveram tribunais com características semelhantes, como menciona Wells em seu tão citado — e tão pouco lido — esquema da história Universal: “na realidade, a verdadeira inquisição nasceu entre os árabes muçulmanos, não para perseguir cristãos e judeus, mas Para afogar as heresias que nasciam dentro do islamismo”. Outro autor insuspeito, Henry Kamen, em seu exaustivo estudo sobre a tolerância das religiões (os caminhos da tolerância 1967), relata os diferentes tipos de inquisições que funcionaram ativamente nas regiões protestantes, especialmente as dirigidas por teocracias sem piedade como as de Zurique e Genebra. Muito pouco se falou, se é que acaso alguém o fez, sobre as severas inquisições que existiram em outras confissões, bem mais rigorosas que a católica, nas quais a mera discrepância era paga, na maioria das vezes, com a morte, como recolhe, o historiador judeu converso David goldstein. A Rigor, seria uma grande injustiça para com a inquisição católica chamar indistintamente de inquisição a todas quantas existiram. Pois, Enquanto o Santo Ofício oferecia ao acusado a possibilidade de defender-se, outorgando-lhe numerosas garantias, “inquisições como a dos reformadores — Como reconheceram os historiadores honestos de sua própria fé — não processavam os suspeitos, e sim condenavam-nos geralmente à fogueira sem maiores cuidados. Não é preciso pesquisar muito nos registros históricos Para comprovar esta realidade. O próprio Lutero, em suas conversas à mesa, ordena sem nenhum tipo de remorso que: “Não se deve discutir com os hereges; devem ser condenados sem serem ouvidos, e enquanto perecem na fogueira, os fiéis deveriam perseguir o mal até sua fonte, lavando suas mãos nos sangue dos bispos católicos e do Papa, que é o diabo disfarçado”( citado em Tomás Barutta, A Inquisição esclarecimento e comparação, Ed. Apis, Rosário, Argentina,1958). O caso de Calvino que ordenou queimar vivo a Miguel servet, um dos homens mais cultos de seu tempo, apenas por dissidências doutrinais, dá outra Clara amostra de intolerância dos “inquisidores” dessa “livre interpretação” em particular. Sabemos que Henrique VIII, por exemplo, mandava ascaldar vivos os dissidentes, empregando antes todo tipo de indizíveis torturas, como por exemplo arrancar os olhos. Isto permite ao Historiador judeu Leon poliakov dizer que “de fato a diversidade de opiniões surgida com a reforma em um primeiro momento não fez mais que substituir uma inquisição única por um Sem Fim de inquisições”. A Roma pagã também não foi exceção. Os tormentos, execuções e perseguições contra os que negavam a divindade de César já são história conhecida, testemunhada com sangue incorruptível dos Mártires cristãos. Certamente, um estudo profundo sobre os excessos perpetradas por líderes e fiéis de outras religiões exigiriam muitos textos a parte, mas será no momento o suficiente o que estamos expondo mesmo de forma sucinta, a existência de outros tribunais e práticas comuns em religiões e nações alheias à Espanha e a Igreja Católica. #HistóriadaInquisição
- INQUISIÇÃO ESPANHOLA
Em primeiro lugar, é preciso compreender que o espanhol não era uma pessoa rancorosa nem apreciadora da difamação, pois acreditava que isso era impróprio a um cavalheiro Cristão. A prova está em que praticamente não se conhece nenhum folheto ou declaração difamatória por parte dos Reis católicos nem de seus sucessores, confessores ou cronistas. O humanista Siciliano Lucio Marineo Cículo dirá daqueles espanhóis: “Agradam-me muito os costumes dos espanhóis, satisfaz-me a sua condição, e considero bom o seu hábito, pelo qual Sempre procurei conversar com eles e seguir sua maneira de viver. Porque não consideram as coisas de Deus e a saúde de suas almas com menos diligência e cuidado do que as riquezas e passatempos do mundo. Verdadeiramente é hoje muito grande a religião dos espanhóis, Grande é o temor e a consideração que tem acerca da honra de Deus, grande o cuidado das almas dos sacerdotes, os quais não apenas celebram solenemente suas missas e horas canônicas, mas instruem também o povo que tem o seu encargo com muitos sermões e Bom exemplo”. O contrário observa-se particularmente nos líderes reformistas. Provam-no de forma Cabal as milhares de ameaças violentas, acusações e nomes ofensivos à Espanha e à igreja (muitas vezes em forma de panfletos) desde as mais altas esferas protestantes e saxões. Desde Genebra, por exemplo, Calvino escreveu ao rei da Inglaterra: “Quem não quer matar os papistas é um traidor; pois salva o lobo e deixa inermes as ovelhas”. em outra de suas conhecidas declarações, dizia que os que se negasse a abandonar a fé católica Romana deveriam ser passados a fio de espada (Pastor, Op cor, tomo XV, capítulo XLII). O antissemitismo e Ódio militante de Lutero e seus seguidores seria notável; em outros momentos falaremos sobre este assunto. O espanhol, ao contrário, era um homem integrador, como foi demonstrado na época da convivência dos três Povos Bíblicos em Toledo, e durante a ação missionária na América. Era também um homem bem disposto para perdoar, mas que não tolerava aceitação do erro. Assim diz Saavedra Fajardo sobre os espanhóis: “Os espanhóis amam a religião e a justiça, são constantes nos trabalhos, profundos nos conselhos, e por isso lentos na execução. Tão altivos, que não se deixam desvanecer pela prosperidade e nem são humilhados pela adversidade. Isto, que na Espanha é um esplendor nativo e liberdade de espírito, é atribuído à soberba e ao desprezo pelas outras Nações, quando na verdade é ela que está em melhores relações com estas e mais as estima, e também a que mais obedece a razão e assim subjuga com maior facilidade seus afetos e Paixões”. H. G Wells explica o triunfo da grande conquista espanhola da seguinte maneira: “É muito simples: deve-se a sua religião cristã e a seu direito. O catolicismo é amplo, chama a seu seio a todos os homens e oferece o perdão aos que atacam. É, por exemplo, uma religião contrária ao judaísmo, que não busca novos adeptos e reserva-se apenas para seus fiéis. O catolicismo explica, portanto, a ampla e Generosa universalidade de todo espanhol”. O profundo sentido da religião e do transcendente fazia os homens daquela época temerem a Deus e amá-lo ao mesmo tempo. Cria que uma fé sem respaldo de obras era insuficiente para alcançar a salvação. Era assim natural que um homem com essas características não conciliasse com métodos como a difamação e as calúnias. Roth descreve desta maneira o homem daqueles tempos: “Com certeza, é possível ver o espírito espanhol fundido Em Cada traço de Carlos V. Como exemplo, veja-se sua conhecida disputa com Francisco I, Rei da França. Quando o rei espanhol inteirou-se de que Francisco I planejava invadir a Espanha junto com os mouros, pediu-lhe cavalheirescamente, apelando à razão e a caridade, que interrompesse seu projeto, fazendo-lhe notar que, na qualidade de Reis cristãos, deviam evitar o derramamento inútil de sangue entre as duas Nações. O rei gaulês, obstinado em suas pretensões e cobiça, rechaçaria esta e outras exortações, não restando outro remédio ao Neto de Isabel e Fernando senão propor um duelo até a morte com seu par francês, afim de evitar as mortes que é uma guerra causaria: “Portanto, prometo a V. S., diante deste sacro colégio, e de todos estes Cavaleiros que aqui estão, que se o Rei da França quiser comigo lutar com armas entre sua pessoa e a minha, que o faça, com armadura ou sem, com espada ou com punhal ,em terra ou em Mar, em uma ponte, ou uma ilha, ou campo fechado, ou diante de nossos exércitos; ou onde quer que queira, como queira, e assim seja justo”. O rei francês, é claro, não aceitou o desafio. O grande apologistas espanhol Julián Juderias descreve com perfeição este espírito espanhol: “Dom Quixote não saiu de sua Aldeia para ganhar dinheiro, e sim honra; Sancho, por sua vez, pensava continuamente na ilha, ou nos escudos que encontrou na cela da mula morta em Serra Morena: entre nossos ideais e os de outros povos existe a mesma diferença”. Tanto o rei como seus súditos temiam igualmente por sua salvação. A substimação do valor concreto da propaganda de guerra constituiu sem dúvida outro motivo a considerar. É preciso ter em conta que naqueles tempos a imprensa (especialmente como Máquina de Guerra) constituía toda uma novidade, sendo muito difícil, para não dizer impossível, prever-se as nefastas consequências que poderia ter o fato de subestimá-la. Hoje, o leitor do Século XXI acha inexplicável o relativo silêncio da Espanha frente a propaganda impressa, Pois todos conhecem quem foram Goebbels,Gransci e os propagandistas da guerra fria, e sabem também quão Fundamental e determinante foi para eles a propaganda e a imprensa na guerra. Sem dúvida, agora são previsíveis as consequências de subestimar a propaganda de guerra, a mentira Como arma revolucionária – máxima leninista -, porém não era assim naquela época. Provavelmente, se a imprensa, como máquina de propaganda desenfreada, não tivesse existido na Idade Moderna, os protestantes se teriam extinguido ,como antes o fizeram a todas as demais seitas. Quando a Espanha começou a tomar consciência da eficácia que vinha tendo a propaganda, já era tarde demais; contavam-se por centenas de milhares os folhetos e escritos panfletários de detratores difundidos pela Europa, e que circulavam de mão em mão ,não havia tempo nem espaço suficiente para refutar cada uma de suas acusações. Se é verdade que o primeiro golpe vale o dobro, certamente Quem deu este primeiro golpe foram os reformadores. Foi depois muito difícil neutralizar e reverter essa tendência, já indelevelmente impregnada na mente e no coração de alguns homens. O próprio Joseph Pérez, que tem pouca simpatia pela inquisição ,ressalta A pobre reação espanhola contra a lenda Negra. Destacamos como uma das primeiras e mais decididas reações em favor da Espanha a do célebre Quevedo. A fraca censura dos livros danosos que se praticava, é indubitavelmente Outro fator a considerar. Ao contrário do que costuma crer-se, a inquisição proibiu bem pouco, seja por negligência, escassez de pessoal e outros recursos, prioridades mais imediatas, ou simplesmente por disparidade de critérios entre os censores. Um exemplo concreto de tolerância do tribunal pode ser o caso da obra difamatória de bartolomé de Las Casas -Brevíssimo relato da destruição das Índias -, o qual, publicada em 1578, seria proibido apenas em 1660. O próprio Llorente, cuja condição de jansenista já era conhecida, só foi censurado depois de provado sua incorrência em um delito grave. Se há algo que se poderia usar os censores e a suprema ,Considerando o momento histórico não é certamente seu Rigor, mas sim sua excessiva mansidão. #HistóriadaInquisição
- A ANTI-HISTÓRIA E A IGNORÂNCIA PRODUTOS DA LENDA NEGRA
A camuflagem é, por essência, uma realidade que não é a que parece. Seu aspecto oculto, em vez de declarar sua substância. Por isso engana a maioria das pessoas. Só pode livrar-se da enganação que a camuflagem produz quem saiba de antemão, e em geral, que ela existe. – Ortega y Gasset Costuma-se fazer as seguintes acusações, que: a. Galileu Galilei foi queimado pela Inquisição. b. Tomás de Torquemada cansou-se de queimar Protestantes. c. A Inquisição cansou-se de queimar bruxas. d. A Espanha, a igreja e a Inquisição eram racistas. e. A fogueira era um castigo comum da Inquisição. f. O primeiro inquisidor São Domingos cansou-se de queimar hereges com a Inquisição medieval. Vamos ver a verdadeira história: a. Galileu Galilei morreu de morte natural, em sua casa, vivendo de uma pensão papal. b. Torquemada morreu 1498, vinte anos antes de que existissem Protestantes. c. A inquisição espanhola nunca se interessou realmente pelas bruxas, que que acreditava serem simples trapaceiras ou loucas. Os Protestantes ingleses e alemães, pelo contrário, levaram-nas muito a sério: 150.000 pessoas queimadas, em sua maioria mulheres, apenas por acusação de bruxaria. d. Contam-se aos milhares os inquisidores, religiosos, funcionários reais, etc., De origem judia. Mencionemos duas figuras paragmaticas: Fernando o católico e Tomás de Torquemada. O livro verde de Aragão demonstra claramente como uma grande parte das cortes populares e funcionários públicos eram conversos ou cristãos novos. e. A fogueira, empregada por quase todos os tribunais da história, apenas raramente foi empregada pela inquisição espanhola, por ser considerada um castigo demasiado rigoroso. Os protestantes, em compensação, empregavam este suplício de forma sistemática f. São Domingos não apenas não foi o primeiro inquisitor – e menos ainda o fundador do tribunal pontíficio -, como muitos empenham-se em afirmar, mas nem sequer foi inquisidor pontifício, pois morreu em 1221, 10 anos antes que existisse a assim chamada inquisição medieval. Com relação a Galileu Galilei, Mariano Artigas, Doutor em filosofia, física, teologia e professor da universidade de Navarra, Comente a sua singular experiência: “quando falo de Galileu em minhas aulas e conferências, costumo Recordar que o sábio italiano Morreu de morte natural quando tinha 78 anos. Com certeza, muitos ouvintes pensam que foi queimado pela inquisição. Quase sempre, ao terminar, alguns me dizem: é verdade, eu acreditava que Galileu tinha sido queimado (…) chamou-me especialmente a atenção o que me aconteceu em janeiro de 1992. Veio Ver-me um sacerdote que havia assistido a minha conferência. Estava indignado, e com razão. Estávamos em Roma, onde ele estava preparando sua tese de doutorado em Teologia, e perguntou-me: como se explica que uma pessoa como eu, que sou sacerdote católico há muitos anos, que estudei em um seminário e em uma universidade pontifícia, apenas agora a esta altura, fique sabendo que Galileu não foi morto? E acrescentou: há poucos dias, um companheiro de minha residência esteve visitando o palácio do Quirinal, e contou-nos que o guia, em um momento da visita, apontou para uma varanda bem visível e disse: daquela varanda, o Papa fez o gesto de apontar o Polegar para baixo, para condenar Galileu à morte”. Como se vê, o nível não mais ignorância, mas de desinformação que existe é realmente alarmante. #HistóriadaInquisição
- POR QUE A IGREJA CATÓLICA É CAPAZ DE ASSUMIR OS ERROS DE SEUS FILHOS,E PEDIR PERDÃO PELO SEU SEU PAS
A IGREJA ASSUME OS ERROS DO PASSADO, QUE OS FILHOS DA IGREJA COMETERAM, MAS, E AS OUTRAS RELIGIOES? Em 1997, João Paulo II, penalizado, chamariz a atenção para como “a igreja é o Papa são sempre os que pedem perdão, enquanto os outros permanecem calados”. E afirmou: “Talvez essa seja a forma como as coisas devem ser”. Da mesma forma, disse a comissão teológica ( Memória e Reconciliação, 6,3), referindo-se ao objetivo do mea culpa: “No plano ecumênico, a finalidade de possíveis atos eclesiais de arrependimento não pode ser outra senão a unidade querida pelo senhor. Nesta perspectiva, é ainda mais desejável que estes sejam realizados com reciprocidade”. Segundo os especialistas entrevistados pelo catholic News Service, João Paulo II, em seu longo pontificado, realizou reconhecimento de culpa com relação a diversos grupos – incluindo indígenas, igrejas cristãs, e mulheres – em mais de cem ocasiões. As expressões de pesar sempre foram incondicionais, e a igreja nunca esperou encontrar pedido de perdão similares como resposta. Por sua vez, o então Cardeal ratzinger advertir que “não se pode fechar os olhos diante de Todo o Bem que a igreja fez nestes últimos dois séculos, devastados pela crueldade dos ateísmos”, referindo-se aos 100 milhões de cristãos assassinados por regimes como o comunista (cifra citada pelos próprios ex partidários do regime na obra o livro negro do comunismo). Bem poderiam ser incluídos genocídios silenciosos como o da Maçonaria, através dos jacobinos Franceses, contra os Camponeses de vendée, pelo simples fato de praticarem a fé católica, assassinando – fuzilando afogando, mutilando, torturando – a dezenas de milhares de crianças, mulheres e sacerdotes, levando o número total de vítimas há mais de 500 mil. Cabe Recordar também aquele genocídio perpetrado pelas brigadas vermelhas contra os Camponeses Mexicanos e o povo espanhol nas primeiras décadas do século XX. Outros mais recentes são os perpetrados pelo exército aliado na II guerra mundial – Hiroshima, Nagasaki, Dresden, entre os mais notórios – e os dos EUA e Israel no Oriente Médio até à atualidade. o martirológio e as últimas canonizações e beatificações autorizadas pela igreja não deixam mentir acerca desta realidade. Perguntava-se, entristecido o Cardeal Giacomo biffi: “A quem a humanidade pedirá Contas dos números guilhotinados franceses de 1793, executados sem outra causa que a de pertençer a um grupo social? A quem pedirá contas das dezenas de milhões de camponeses Russos assassinados pelos bolchevistas? Ao mesmo tempo, o historiador italiano Franco Cardini observa que “seria gratificante, por exemplo, escutar expressões de pesar por parte da rainha da Inglaterra pelo tratamento que se deu aos católicos em seu país, sem mencionar as numerosas perseguições contra os líderes católicos na França, Espanha, México (…). Um exame de consciência, ou, para usar um termo menos católico, uma reflexão histórica poderia ser realizada pelas igrejas protestante que tiveram seus próprios problemas com os católicos, ou pelos líderes ortodoxos Russos que no passado apoiaram as ações repressivas do governo czarista”. Acrescenta que “talvez os muçulmanos devessem fazer sua própria reflexão sobre as numeroras guerras santas programadas no passado”, e indica que, nos dias atuais, a China poderia começar a trabalhar em seu pedido de desculpas pela forma como atualmente trata a Igreja Católica. Finalmente, o pontífice alerta que: “O que se deve evitar é que atos semelhantes [o pedido de perdão] sejam interpretados de maneira equivocada como confirmações de possíveis preconceitos com relação ao cristianismo. Seria desejável, por outro lado, que estes atos de arrependimento estimulassem também aos fiéis de outras religiões a reconhecer as culpas de seu próprio passado (…). A história das religiões [não se refere aqui a católica] está revestida de intolerância, superstição, conivência com poderes injustos e negação da dignidade e liberdade de consciência”. A seguir, acrescenta: sua petição de perdão [da igreja] não deve ser entendida como(…) uma retração de sua história bimilenar, certamente rica no terreno da caridade, da cultura e da santidade”.
- Quando o Patriarca de Constantinopla quis ser Papa
No Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Melquita de Antioquia, em 1724, foi eleito Serafim Tanas, que adotaria o nome de Cirilo VI. Cirilo, como outros hierarcas melquitas, tinha um desejo de reaproximação com Roma, tal desejo coletivo vai se concretizar na eleição do próprio Cirilo, eleição esta, válida e totalmente ortodoxa. Constantinopla sempre exerceu uma tutela em Alexandria, Jerusalém e Antioquia (as sedes bizantinas), e dessa vez não foi diferente, mas tal tutela foi longe demais. Jeremias III de Constantinopla, viu a eleição de Cirilo Tanas como uma ameaça à autoridade de Constantinopla, logo Constantinopla que sempre defendeu que primazia era diferente de autoridade suprema, com isso, Jeremias considera a eleição de Cirilo inválida e o “excomunga”, logo após elege um jovem diácono e monge à Patriarca de Antioquia (Patriarca Silvestre), violando assim a própria eclesiologia ortodoxa ao se envolver em outra Sé soberana, decretando e mudando suas políticas, toda Sé é independente, segundo a eclesiologia ortodoxa. Silvestre será uma “marionete” de Constantinopla, permitindo até os turcos perseguirem os partidários de Cirilo a pedido de Constantinopla, Cirilo foge para um mosteiro e seus partidários passam a celebrar a Divina Liturgia secretamente. A reivindicação de que Cirilo ainda era o Patriarca Melquita de Antioquia vai aumentar com a tirania de Silvestre, deixando claro uma divisão, mas formalmente Silvestre era Patriarca devido ao poder de Constantinopla e nem que para isso tivesse que apelar aos turcos. A tensão só irá ter um fim quando Roma entra em cena, Roma se negava a entrar numa questão interna do Patriarcado Melquita, mas se viu obrigada depois das ações de Constantinopla, e mesmo assim, Roma foi cautelosa na intervenção e só irá formalizar a união com os melquitas antioquinos em 1744, 20 anos depois da eleição de Cirilo, daí que surge a Igreja Ortodoxa Grega Antioquina, que terá um domínio direto de Constantinopla até 1899, já separada da Igreja Melquita. No caso da eleição de Cirilo Tanas, Jeremias de Constantinopla se achou “Papa” e os turcos eram a sua Guarda Suíça. 1 – Melkites: Greek Orthodox and Greek Catholics of the Patriarchates of Antioch, Alexandria and Jerusalem (Ignatios Dick) 2 – Os Melquitas (Dom Pierre Moulallem) 3 – The Melkite Church (Serge Descy) Crédito: Daniel Silva
- A IGREJA E A PERSEGUICÃO NA REVOLUÇÃO FRANCESA
A IGREJA E A PERSEGUIÇÃO NA REVOLUÇÃO FRANCESA Sem igualdade, sem liberdade, sem fraternidade “Enquanto numa pequena aldeia desconhecida desenrolavam-se tais cenas de família, formidáveis acontecimentos sobrevieram na França. Mas nem o saque de S. Lázaro e a tomada da Bastilha (13 e 14 de julho de 1789), nem o decreto espoliador dos bens do clero (2 de novembro), nem a lei que suprimia os votos e os mosteiros ( 13 de fevereiro de 1790), causaram muita impressão à boa gente dos campos, que, ou estava mal informada ou ainda não compreendia o alcance dos acontecimentos, Permaneceram tranqüilos até o dia em que a Revolução pela Constituição civil do clero ameaçava os seus sacerdotes e altares (26 de novembro de 1790). Chegaram, porém, os dias da sangrenta perseguição. Todo sacerdote que não prestasse juramento se expunha a ser encarcerado e executado. sem recurso possível, dentro de 24 horas. Quem os denunciasse receberia cem libras de recompensa. Quem, ao contrário, lhes desse asilo, seria deportado. Assim rezavam as leis de 24 de abril, 17 de setembro e 20 de outubro de 1793. Apesar dessas ameaças terríveis, os sacerdotes fiéis andavam escondidos pelos arredores de Dardilly, e a casa dos Vianney ocultou a todos, um após outro. Em algumas ocasiões celebravam nela a santa missa. Foi um milagre o dono da casa não ter caído na suspeita de alguns jacobinos, pagando com a cabeça a sua santa audácia. Mas foi mesmo em Lião ou nos seus arrabaldes que os confessores da fé receberam, com mais freqüência, generoso abrigo. Mensageiros de confiança, enviados de Ecully, passavam em certos dias pelas casas das famílias católicas e lhes indicavam o esconderijo, onde na noite seguinte haveriam de ser celebrados os divinos mistérios. Os Vianney partiam, sem ruído, e andavam, muitas vezes, por longo tempo na escuridão da noite. João Maria, todo feliz por ir àquela festa, valentemente meneava as perninhas. “Os irmãos murmuravam de vez em quando, achando a distância demasiada, mas a mãe lhes dizia: “Imitem a João Maria que nunca se cansa”. O Terror. Em Lião corria o sangue. Na Praça dos Terrores, a guilhotina não descansava. O proconsul Chalier havia inscrito 20 mil lioneses nas suas listas de proscrição. Uma revolta popular, chefiada por De Précy, fez subir ao cadafalso o próprio proscritor. Os católicos se limitavam a esperar, quando um exército da Convenção, sob o comando de Couthon e Dubois-Crance pôs sítio à cidade. De 8 de agosto a 9 de outubro, De Précy resistiu valentemente e só se rendeu pela fome. O pequeno de 7 anos não se podia dar conta exata de tais acontecimentos. Do campo da casa paterna, ouvia-se muito bem o ruído do combate. Dubois,-Crance estava acampado nos arredores de Limonet, alguns quilômetros ao norte de Dardilly, e os soldados da Revolução passavam de contínuo pelo povoado.” Mas os ruídos da guerra inquietavam menos ao piedoso menino do que o obstinado silêncio dos sinos. A igreja continuava fechada. Pelos caminhos havia só os pedestais dos cruzeiros: de Lião vieram homens para derrubar as cruzes.” Em casa era necessário esconder cuidadosamente os crucifixos e as imagens religiosas. Somente nos verdadeiros fiéis, o santuário dos corações permanecia inviolado. João Maria não se desfez da sua pequena imagem da Virgem; guardou-a com mais precauções do que nunca, levando-a ao campo num bolsinho do casaco”. Vemos um momento de grande perseguição, continuo a perguntar, por que os Protestantes não sofreram igual perseguição? Vamos entender, a resposta é, porque olhavam para um mesmo horizonte, vejamos mais evidências. O protestantismo fracassara; a França, após as guerras de religião, se mantivera católica. Mas um mal fermento fora depositado em seu seio. Sua fermentação, produziu além da corrupção dos costumes, três venenos de ordem intelectual: galicanismo, o jansenismo, e o filosofismo. A ação desses elementos sobre o organismo social acarretou a revolução: segundo e muito mais terrível assalto contra civilização cristã. Com esse texto tento mostrar um pouco de todo movimento imprimido a cristandade pela Renascença, pela reforma e pela revolução é um esforço satânico para arrancar o homem da ordem Sobrenatural estabelecida por Deus na origem e restaurada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e confiná-lo no naturalismo. Como tudo era Cristão na Constituição francesa tudo deveria ser destruído a revolução empenhou-se cuidadosamente nisso em alguns meses ela fez tábula rasa do governo da França de suas leis e instituições ela queria mudar um povo novo é a expressão que se encontra em cada página sobre a pena dos relatores da convenção mas ainda “refazer o próprio homem”. Assim, os convencionais, em conformidade com a concepção que a Renascença dera aos destinos humanos, não limitaram sua ambição à França quiseram inocular a loucura revolucionária os povos vizinhos, em todo o universo. Sua ambição consistia em derrubar o edifício social para reconstruí-lo. “A revolução, dizia Thuriot à Assembleia Legislativa em 1792, não é somente para França; nós somos responsáveis perante a humanidade”. Siéyès dissera antes dele, em 1788: “Alcemo-nos bruscamente à ambição de querer, nós mesmos, servir de exemplo às nações”. E Barrère, no momento em que os estados-gerais se reuniam em Versailles: “vós sois, disse ele, chamados a recomeçar a história”. vê-se o caminho que a ideia da renascença trilhou; o quanto ela se mostrava mais aperfeiçoado no seu desenvolvimento e mais audaciosa no seu empreendimento por ocasião da revolução, do que ela tinha parecido, dois séculos antes, por ocasião da reforma. No seu número de abril de 1896, o Le Monde maçônico dizia: “quando aquilo que foi olhado durante muito tempo como um ideal se realiza, os horizontes mais largos de um novo ideal oferecem à atividade humana, sempre em marcha em direção a um futuro melhor, Novos campos de exploração, novas conquistas a realizar, novas esperanças a perseguir”. Isto é verdadeiro no caminho do bem. Como diz o salmista, o justo Dispôs degraus em seu coração para se elevar até à perfeição que ambiciona. Isto é igualmente verdadeiro em relação ao mal.(salmo 83. 6-7). Bibliografia:CÔNEGO FRANCIS TROCHU Doutor em Letras o Santo Cura D’Ars São· João Batista Maria Vianney Patrono Oficial dos Párocos (1786-1859) Monsenhor HENRI DELASSUS Doutor em Teologia A C O N J U R A Ç Ã O A N T I C R I S T Ã . #frança #paris #Síria #moçambique #luanda #arabia saudita #iran #paquistão #Revoluçãofrancesa
- “ARIANISMO” CRISTO COMO DIVINO
CRISTO COMO DIVINO “ARIANISMO” ( Derrubando as heresias dos adventistas e testemunhas de Jeová) Vamos agora mostrar as questões dos hereges, em objeção a divindade do Cristo, vamos mostrar que essa questão, é uma questão bem antiga, negar a divindade de Cristo. Pois aquele que a igreja chamava de Deus também era aquele cujo sofrimento e cuja morte na cruz representavam o fardo do testemunho da igreja, conforme o contexto de diversas dessas mesmas citações também mostram (2Clemente 1.2; martírio de Policarpo 17.2). A declaração de que ele que era Deus tinha sofrido trouxe à tona algumas das primeiras controvérsias doutrinárias da igreja. Como, falando por críticos pagãos do Evangelho, fez essa declaração do objeto do seu ataque (Orígenes contra Celso 2.16) e sustentou que o corpo de um deus não teria nascido nem comeria (origines contra Celso 1.69- 70). Os marcionitas, citando as palavras “a semelhança do homem pecador” de Romanos 8.3, protestaram contra a imagem de Cristo como um homem com corpo material e sofredor (Tertuliano contra Marcião 5.14.1); o gnosticismo simoniano ensinava que Simão “pareceu sofrer na Judeia, embora ele não tivesse sofrido” (Irineu contra as heresias 1.23.3); para Ptolomeu, o Salvador “ficou impassível” (Irineu contra heresias 1.7.2); e os Evangelhos gnósticos tentavam por uma tela entre a pessoa do Salvador e a dor e o sofrimento descritos nos Evangelhos canônicos. Mas o princípio histórico de que a linha da demarcação entre a ortodoxia e a heresia não deve ser traçada prematuramente nem com precisão demais é confirmado pela evidência de que esse docetismo não estava confinado aos gnósticos e outros hereges, mas estava suficientemente espalhado nas igrejas para evocar as reiteradas advertências dos primeiros escritores cristãos. Embora a Clara afirmação de que “seu sofrimento foi apenas fingimento” (Apolinário de Laodicéia e Ignácio aos tralianos 10) era o ensinamento dos gnósticos e foi rápido e facilmente identificado como herege, o exemplo de Clemente de Alexandria mostra que as tendências docetizantes, mesmo entre os crentes ortodoxos, deve ser considerada como uma forma de “pensar em Jesus Cristo como Deus”. E Ignácio, acima de todos, foi o que reconheceu que era abrir mão de coisas demais por causa dessa confissão. Ele insistiu que Cristo “realmente nasceu, comeu e bebeu, foi realmente perseguido por Pôncio Pilatos foi realmente crucificado e morreu e realmente ressuscitou dos Mortos” (Ignácio de Antioquia aos tralianos 9). Como, a própria existência do docetismo também é um testemunho da tenacidade da convicção de que Cristo tinha de ser Deus, mesmo à custa de sua verdadeira humanidade. Os problemas levantados pelo docetismo foram um tanto prematuros, pois as implicações mais sutis e profundas desses problemas tiveram de aguardar a criação de uma terminologia cristológica que fosse igualmente Sutil. Eles também tiveram de esperar o esclarecimento do problema mais fundamental que não era a relação do Divino em Cristo com sua vida terrena, mas a relação do Divino em Cristo com o Divino no pai. Na fórmula de Atanásio: “Como é possível alguém não se enganar em relação a presença encarnada do filho se o indivíduo ignora totalmente a geração genuína e verdadeira do filho pelo pai?” (Atanásio de Alexandria discursos contra Ário 1.8 página 26 e 28). O exame da doutrina de Cristo esclareceu o pensamento e a linguagem da igreja acerca desse problema anterior e depois, com ajuda de algo dessa mesma linguagem, voltou a questão da “dupla Proclamação” (pseudo Atanásio Apologias 1.10) concernente a Cristo tanto com Deus quanto com o homem. “entendendo a heresia dos adventistas e testemunhas de Jeová” Vamos procurar entender o que levou as primeiras heresias, com relação a divindade de Cristo, vamos falar sobre o arianismo, e explicar essas questões sobre o Logos e o Anjo. Todos os cristãos, nas várias metáforas em que concebem o sentido da salvação, compartilham a convicção de que a salvação foi a obra de nenhum outro ser que não o senhor do céu e da terra. Os cristãos, em meio a todas as variedades de respostas para os sistemas gnósticos, tinham certeza que o Redentor não pertencia a alguma ordem mais baixa da realidade divina, mas era Deus mesmo. O mais antigo sermão sobrevivente da Igreja Cristã depois do novo testamento começava com estas palavras: “Irmãos, Temos de pensar em Jesus Cristo como Deus, como o juiz dos vivos e dos mortos. E não devemos subestimar nossa salvação; pois quando o subestimamos, também esperamos receber menos” (2Clemente 1.1-2). O mais antigo Relato Sobrevivente da Morte de um mártir Cristão continha esta declaração: “É impossível abandonarmos Cristo ou adorar qualquer outro. Pois ele, sendo o filho de Deus, o adoramos, mas valorizamos os Mártires” (martírio de Policarpo 17.2-3). O mais antigo relato pagão Sobreviventes sobre a igreja descreviam os cristãos se reunindo antes da Aurora e “entoando um hino a Cristo como separa um deus” (Plínio, o jovem epístolas 10.96.7). A mais antiga oração litúrgica sobrevivente da igreja era uma oração dirigida Cristo: “Vem, senhor” (1Coríntios 16. 22)! era claramente a mensagem de que a igreja cria e ensinava que Deus era um nome apropriado para Jesus Cristo (novaciano sobre a Trindade 13.71). mas antes que essa crença e esse ensinamento se desenvolvessem na confissão da Trindade dentro do irmã da pessoa de Cristo se passariam séculos de esclarecimento e controvérsia e a relação dessa crença com a Gama completa da doutrina Cristã tinha de ser definida. vou fazer textos pequenos para que as pessoas possam acompanhar, e entender de pouquinho em pouquinho para que se houver dúvidas as pessoas possamos esclarecer, e para que todos possam ver e entender que esse problema que foi o arianismo, foi o maior problema que igreja encontrou na antiguidade #Cristologia
- 50 Provas do Primado Petrino e do papado tiradas do Novo Testamento
A doutrina católica sobre o papado é bíblica e decorre do primado de São Pedro entre os Apóstolos. Como todas as doutrinas cristãs, desenvolveu-se ao longo dos séculos mas não se afastou dos seus elementos essenciais, presentes na liderança e nas prerrogativas do Apóstolo São Pedro. Tais prerrogativas foram dadas a São Pedro por Nosso Senhor Jesus Cristo, reconhecidas por seus contemporâneos e aceitas pela Igreja Primitiva. Os dados bíblicos sobre o Primado Petrino são muito fortes e inelutáveis em virtude de seu peso cumulativo. Tal peso fica especialmente claro com o auxílio de comentários bíblicos. A evidência da Sagrada Escritura se segue logo abaixo: Mt 16,18: “E eu te digo, tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e os poderes da morte não prevalecerão contra ela”.A pedra (em grego, petra) aqui mencionada é o próprio São Pedro e não a sua fé ou Jesus Cristo {a}. Cristo não aparece aqui como a fundação, mas como o arquiteto que “constrói”. A Igreja é edificada, não sobre confissões, mas sobre confessores – pessoas vivas (ver, por exemplo, 1Pd 2,5). Hoje o consenso da grande maioria dos eruditos e comentadores bíblicos se encontra a favor da interpretação católica. Aqui é dito que São Pedro é a pedra de fundação da Igreja, a cabeça e o superior da família de Deus (vemos aí a “semente” da doutrina do papado). Além disso, a palavra “pedra” expressa uma metáfora análoga à usada por São Pedro para designar o Messias sofredor e desprezado (1Pd 2,4-8; cf. Mt 21,42). Sem uma fundação sólida qualquer casa desaba. São Pedro é o fundamento, mas não o fundador da Igreja; administrador, mas não o Senhor da Igreja. O Bom Pastor (Jo 10,11) nos dá também outros pastores (Ef 4,11). {a} – N. do T.: Alguns protestantes objetam que o nome de Pedro em grego, petros, significa “pequena pedra”, e que, portanto, Cristo refere-se a si próprio como rocha fundamental da Igreja, petra, “grande pedra”. Tal objeção não se sustenta porque: I – No grego koiné do NT as palavras petros e petra não possuem significados distintos [ver as seguintes fontes protestantes que confirmam este fato: Joseph H. Thayer, Thayer’s Greek-English Lexicon of the New Testament (Peabody: Hendrickson, 1996), 507; D.A. Carson, “Matthew,” in Frank E. Gaebelein, ed., The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids: Zondervan, 1984), vol. 8, 368]. II – A palavra grega para designar “pequena pedra” é lithos. Por exemplo, em Mt 4,3, o demônio tenta o Senhor a operar um milagre transformando algumas pedras, lithoi, em pães; em Jo 10,31, os judeus apanham pedras, lithoi, para apedrejar Jesus. III – Jesus falava aramaico, não grego, e em aramaico ele usou a mesma palavra para designar Pedro e pedra: kefa (cfr. Jo 1,42). Se o Senhor tencionasse chamar o Apóstolo de “pequena pedra”, teria usado o termo aramaico correspondente, evna. IV – O evangelista usou petros enquanto forma masculina de petra, para evitar uma impropriedade de gênero, a designação de um sujeito masculino – o Apóstolo – com um nome feminino – petra. V -Especialistas em grego reconhecem que petros = petra na sentença de Mt 16,18. A sintaxe da frase não deixa lugar para dúvidas. Petros é o mesmo sujeito que é designado sob o nome de petra, ou seja, São Pedro. Mt 16,19: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus…”O “poder das chaves” tem a ver com a disciplina eclesiástica e a autoridade administrativa com respeito às exigências da fé, como em Is 22,2 (cf. Is 9,6; Jó 12,14. Ap 3,7). É deste poder que derivam o uso de censuras, a excomunhão, a absolvição, a disciplina batismal, a imposição de penitências e os poderes legislativos. No AT um mordomo, ou primeiro ministro, é o “maior da casa”, o homem que ficava acima da assembléia (Gn 41,40; 43,19; 44,4; 1Rs 4,6; 16,9; 18,3; 2Rs 10,5; 15,5; 18,18; Is 22,15.20-21). Mt 16,19: “…o que tu ligares sobre a terra será ligado no Céu, e o que desligares sobre a terra será desligado no Céu”.“Ligar” e “desligar” eram termos técnicos usados pelos rabinos, que significavam “proibir” e “permitir” com referência à interpretação da Lei. Secundariamente significavam o poder de condenar ou absolver. Portanto, a São Pedro e a seus sucessores, os papas, foi dada a autoridade de estabelecer as leis para a doutrina e a vida, em virtude da Revelação e da assistência do Espírito Santo (Jo 16,13), e de receber a obediência da Igreja. “Ligar” e “desligar” representam os poderes judiciais e legislativos do papa e do bispos (Mt 18,17-18; Jo 20,23). São Pedro, no entanto, é o único Apóstolo que recebeu esses poderes individualmente, o que o põe em lugar de preeminência no Colégio Apostólico. O nome de Pedro ocorre em primeiro lugar em todas as listas dos Apóstolos (Mt 10,2; Mc 3,16; Lc 6,14; At 1,13). Mateus chega a chamá-lo de “primeiro” (10,2). Judas Iscariotes é invariavelmente mencionado em último lugar. Pedro é quase sempre mencionado primeiro, quando seu nome aparece junto de outros. Em um exemplo que contradiz esta regra (o único), Gl 2,9, no qual “Cefas” é listado depois de Tiago e antes de João, Pedro aparece claramente em destaque, levando-se em conta o contexto do versículo (p. ex., 1,18-19; 2,7-8). Alguns códices registram variações nas quais Pedro aparece em primeiro lugar. Apenas Pedro, entre todos os Apóstolos, recebe um novo nome, “pedra”, solenemente conferido (Jo 1,42; Mt 16,18). Da mesma forma, Pedro é colocado por Jesus como o Pastor Chefe depois dele mesmo (Jo 21,15-17) sobre a Igreja Universal, embora outros possuam um papel parecido mas subordinado (At 20,28; 1Pd 5,2). Jesus ora apenas por Pedro, dentre todos os Apóstolos, para que a sua fé não desfaleça (Lc 22,32). Apenas Pedro, entre todos os Apóstolos, é exortado por Jesus: “fortalece teus irmãos” (Lc 22,32). Pedro é o primeiro a confessar a divindade de Cristo (Mt 16,16). Apenas de Pedro se diz que recebeu conhecimento divino através de uma revelação especial (Mt 16,17). Pedro é considerado pelos Judeus (At 4,1-13) como o líder e porta-voz dos cristãos. Pedro é considerado pelo povo da mesma forma (At 2,37-41; 5,15). Jesus Cristo paga o imposto para si mesmo e para Pedro (Mt 17,24-27). Cristo ensina da barca de Pedro, e a pesca milagrosa que se segue (Lc 5,1-11) é talvez uma metáfora sobre o papa como “pescador de homens” (cf. Mt 4,19). Pedro foi o primeiro Apóstolo a partir para, e a entrar em, o sepulcro vazio (Lc 24,12; Jo 20,6). Um anjo destaca Pedro entre os discípulos como líder e representante dos Apóstolos (Mc 16,7). Pedro lidera os Apóstolos na pesca (Jo 21,2-3.11). A “barca” de Pedro tem sido considerada pelos católicos como uma figura da Igreja, com Pedro no leme. Apenas Pedro anda sobre as águas para encontrar-se com Jesus (Jo 21,7). As palavras de Pedro são as primeiras a serem registradas e as mais importantes no Cenáculo, antes de Pentecostes (At 1,15-22). Pedro toma a liderança na convocação para a escolha de um substituto para Judas (At 1,22). Pedro é a primeira pessoa a falar (e a única registrada) depois de Pentecostes, de modo que ele foi o primeiro cristão a “pregar o Evangelho” no tempo da Igreja (At 2,14-36). Pedro opera o primeiro milagre do tempo da Igreja, curando um aleijado de nascença (At 3,6-12). Pedro lança o primeiro anátema (sobre Ananias e Safira), enfaticamente confirmado por Deus (At 5,2-11)! A sombra de Pedro opera milagres (At 5,15). Pedro é o primeiro depois de Cristo a ressuscitar uma pessoa morta (At 9,40). Um anjo instrui Cornélio a procurar Pedro para conhecer a fé cristã (At 10,1-6). Pedro é o primeiro a receber os gentios, após uma revelação de Deus (At 10,9-48). Pedro ensina aos outros Apóstolos sobre a catolicidade (universalidade) da Igreja (At 11,5-17). Pedro é o objeto da primeira intervenção divina em favor de um indivíduo no tempo da Igreja (um anjo o liberta da prisão – At 12,1-17). A Igreja inteira ora por Pedro enquanto o mesmo está preso (At 12,5). Pedro preside e abre o primeiro Concílio da História da Igreja, e lança vários princípios que serão adotados por todos os cristãos (At 15,7-11). Paulo distingue as aparições do Senhor a Pedro após a ressurreição das aparições realizadas diante dos demais Apóstolos (1Cor 15,4-8). Os dois discípulos na estrada de Emaús fazem a mesma distinção (Lc 24,34), na ocasião mencionando apenas Pedro (“Simão”), mesmo tendo eles mesmos acabado de ver o Cristo ressuscitado (Lc 24,33). Pedro é muitas vezes distinguido entre os apóstolos (Mc 1,36; Lc 9,28.32; At 2,37; At 5,29; 1Cor 9,5). Pedro é quase sempre o porta-voz dos outros Apóstolos, especialmente nos momentos mais importantes (Mc 8,29; Mt 18,21; Lc 9,5; Lc 12,41; Jo 6,67ss). O nome de Pedro é sempre o primeiro a ser listado dentro do “círculo íntimo” dos discípulos (Pedro, Tiago e João – Mt 17,1; Mt 26,37.40; Mc 5,37; Mc 14,37). Pedro é muitas vezes figura central junto a Jesus em cenas dramáticas do Evangelho, como a caminhada sobre as águas (Mt 14,28-32; Lc 5,1ss; Mc 10,28; Mt 17,24ss). Pedro é o primeiro a reconhecer e refutar a heresia, contra Simão o Mago (At 8,14-24). O nome de Pedro é mais citado do que todos os discípulos juntos: 191 vezes (162 como Pedro ou Simão Pedro, 23 como Simão e 6 como Cefas). João é o segundo colocado com apenas 48 referências. Pedro está presente em 50% das vezes em que João é mencionado na Bíblia! O arcebispo Fulton Sheen calculou que todos os outros discípulos combinados somam 130 referências. Se isto é correto, 60% das referências a discípulos são referências a São Pedro. O discurso de Pedro em Pentecostes (At 2,14-41) contém uma interpretação da Escritura feita com autoridade, uma decisão doutrinal e um decreto disciplinar referente aos membros da “Casa de Israel” (2,36) – um exemplo do poder de “ligar e desligar”. Pedro foi o primeiro “carismático”, tendo julgado com autoridade a primeira manifestação do dom de línguas como genuína (At 2,14-21). Pedro é o primeiro a pregar o arrependimento cristão e o batismo (At 2,38). Pedro (presume-se) esteve à frente do primeiro batismo em massa registrado (At 2,41). Pedro ordenou o batismo do primeiro cristão vindo da gentilidade (At 10,44-48). Pedro foi o primeiro missionário itinerante, e o primeiro a exercer o que seria chamado de “visita às igrejas” (At 9,32-38.43). Paulo pregou em Damasco imediatamente após a sua conversão (At 9,20), mas não tinha viajado até aquela cidade com esse propósito (Deus alterou seus planos!). Suas jornadas missionárias começam apenas em At 13,2. Paulo partiu para Jerusalém especialmente para ver Pedro, por quinze dias, no começo de seu ministério (Gl 1,18), e foi encarregado por Pedro, Tiago e João (Gl 2,9) de pregar para os gentios. Pedro age (fortemente indicado) como o bispo/pastor chefe da Igreja (1Pd 5,1), uma vez que ele exorta todos os demais bispos, ou “anciãos”. Pedro interpreta profecia (2Pd 1,16-21). Pedro corrige aqueles que interpretam mal os escritos paulinos (2Pd 3,15-16). Pedro escreve sua primeira epístola da cidade de Roma, de acordo com muitos estudiosos, sendo seu bispo, e como bispo universal (ou papa) da Igreja primitiva. “Babilônia” (1Pd 5,13) é uma espécie de codinome para Roma. Em conclusão, é necessário muita credulidade para achar que Deus colocaria São Pedro em tal posição de preeminência na Bíblia sem que esta preeminência tenha algum significado ou importância para a história cristã posterior; em particular para o governo da Igreja. A doutrina sobre o papado é, de longe, a que melhor se ajusta ao dado bíblico. Considerando a Tradição e a História, a conclusão por sua veracidade é inescapável. Traduzido e adaptado do inglês por Ewerton Wagner Santos Caetano. “50 NEW TESTAMENT PROOFS FOR PETRINE PRIMACY AND THE PAPACY”, Copyright 1994 by Dave Armstrong. All rights reserved. Fonte: bibliacatolica.com.br
- E SE OS PROTESTANTES ESTÃO CERTOS SOBRE A EUCARISTIA
Há muitos Protestantes com uma grande inteligência, bem baseados na Escritura, fielmente procurando discernir e seguir a vontade de Deus, que concluíram que as palavras de Jesus sobre o Pão e o Vinho na Última Ceia, sobre as Espécies se tornarem Seu Corpo e Seu Sangue, são meramente simbólicas. E se eles estão certos? Primeiro, parece que tal revelação seria trágica. Receber a Eucaristia é o mais íntimo encontro com Jesus Cristo neste lado da Eternidade. De repente, descobrir que essa intimidade era uma farsa, e o que pensávamos ser Deus era na verdade apenas pão seria desanimador,no mínimo.Pior,isso significaria que todas aquelas horas gastas em adoração eram algo próximo da idolatria do que uma adoração propícia a Deus. Mas a verdadeira tragédia seria ainda maior – isso significaria que a Igreja estava errada sobre a Eucaristia desde o princípio,pois os primeiros cristãos universalmente acreditavam na Presença Real de Jesus na Eucaristia. O renomado historiador da Igreja Primitiva J.N.D. Kelly, um Protestante, concluiu que “o ensinamento Eucarístico, deve ser entendido desde o início, que era no geral inquestionavelmente realista, isto é, o pão e o vinho consagrados eram tomados, tratados e designados como o Corpo e Sangue do Salvador” (Early Christian Doctrines, 440). Tome como exemplo a Igreja em Esmirna,atualmente Turquia. Na segunda metade do primeiro século,o apóstolo João entregou uma mensagem diretamente de Jesus Cristo aos Esmirnenses, encorajando-os na sua fidelidade em meio aos sofrimentos (Ap. 2.8-11). Pouco tempo depois, um discípulo de João, Santo Inácio de Antioquia, escreveu a essa mesma igreja local enquanto estava encaminhando para Roma para ser martirizado no início do segundo século. Na sua carta, Inácio alerta os Esmirnenses para “se manterem distantes” dos hereges Gnósticos “porque eles não confessam que a Eucaristia é a carne do nosso Salvador Jesus Cristo” (Epístola aos Esmirnenses 7). Repare que Inácio não sente que é necessário convencer seus leitores da verdade da Presença Real. Para ele,era necessário apenas dizer que, uma vez que os Gnósticos rejeitavam a Presença Real, não se deveria “falar deles nem em particular ou público”. E este é o modo que os Cristãos viam a Eucaristia pelos primeiros séculos da Igreja. Isso não era um teólogo aqui ou ali que ensinou a Presença Real, mas era a posição Cristã sobre o tópico. Em uma série de aulas dadas a catecúmenos que estavam para entrar na Igreja, São Cirilo de Jerusalém os lembrou que “vocês foram ensinados e foram firmemente convencidos que o que aparenta e tem sabor de pão e vinho não é pão e vinho, mas sim o Corpo e o Sangue de Cristo”(Leitura Catequética 22).Cirilo está confortavelmente assumindo que até mesmo aqueles que não foram batizados ainda sabem o suficiente sobre a Cristandade para concluir que os Cristãos acreditam na Presença Real. Ainda mais contente do que os muitos Pais da Igreja que ensinam e pregam na Presença Real da Eucaristia é a ausência de líderes cristãos ou rejeitando essa posição católica ou ensinando uma posição contrária. Se um pastor Batista se levantasse no Domingo e declarasse que o Pão e o Vinho se tornam Corpo e Sangue de Cristo, você poderia esperar que haveria reações agressivas e até denúncias de heresia,ou ao menos tentativas de correção.Isso é porque os Batistas não crêem na Presença Real. O fato de que não vemos esse tipo de protesto na Igreja primitiva é evidência constrangedora que os primeiros cristãos não creem nos que os batistas modernos crêem sobre a Eucaristia. Em vez disso, eles eram unidos em crença sobre a Presença Real na Eucaristia num tempo que Cristãos não tinham medo de mexer uns com os outros sobre questões relativamente menores. Então, porque isso é importante? Porque isso significa que esses Protestantes não estão apenas dizendo : “Eu penso que as palavras de Cristo na Última Ceia foram ditas para serem meramente simbólicas”,porém estão dizendo : “Eu penso que toda a Igreja entendeu errado um dos mais básicos aspectos da Cristandade por século”. Chamemos isso de a posição de que “todo mundo entendeu o Evangelho errado”. Na Última Ceia, Jesus Cristo disse : “Não vos deixareis sozinhos”,uma promessa de não abandonar a Igreja ou não nos deixar como órfãos. Especificamente, Cristo prometeu preservar Sua Igreja ao enviar “o Espírito da Verdade”,o Espírito Santo, para “ensinar-vos todas as coisas, e trazer a memória o que eu vos tenho dito”(João 14.17,26). Como acreditar nessa promessa é compatível com a ideia de que a Igreja inteira perdeu o verdadeiro sentido da Última Ceia, e que nenhum cristão obteve sucesso em seguir as instruções “em memória de mim”(I Cor. 11:24)? Com certeza, deixados à nossa própria mercê, nós entenderíamos alguns aspectos do Evangelho errado. É por isso que existem tantas denominações protestantes em competição. Mas a solução é se voltar para a Igreja e ter a humildade de ser guiado, ao invés de confiar que nossa própria leitura da Escritura é superior a de todo mundo.Esse modelo é relatado na própria Escritura.Quando o apóstolo Filipe achou um oficial etíope lendo o livro de Isaías, ele perguntou, “você entende o que você está lendo?”, e o homem respondeu : “Como posso entender, se ninguém me explica?” (Atos 8.30-31). Mas a visão protestante mina tudo isso ao sugerir que a Igreja visível, e também todos os Cristãos em todo lugar, talvez sejam os errados. Isso não é apenas sobre rejeitar a autoridade do ensinamento da Igreja, mas rejeitar toda a Cristandade antes de um certo ponto da História. Se você pode jogar (por exemplo) toda a Cristandade pré-1517, por que não joga toda a pré-2018? O que superficialmente aparenta ser uma simples divergência na verdade é uma questão de se confiamos ou não na promessa de Cristo de não nos abandonar, deixando nós à mercê das nossas próprias interpretações teológicas. E mais, se todos entenderam o Evangelho errado,o que pode nos fazer pensar que alguém entendeu o Evangelho corretamente agora? Se todos estiveram errados na literalidade da Eucaristia por séculos, por que alguém não estaria errado na literalidade da Ressurreição ou de qualquer aspecto do Cristianismo? Se toda Cristandade pode entender a mensagem central do Cristianismo de maneira errada, então parece que nós não podemos ser confiáveis para entender os princípios básicos do Cristianismo de modo correto. Mas sustentar isso, é claro, debilita nossa habilidade de confiar na própria Cristandade. Artigo original : What if Protestants are Right about the Eucharist? (Catholic.com) – escrito por Joe Heschmeyer,em língua inglesa. Tradução por Simão Bezerra. #Eucaristia
- POSSIBILIDADE DE RECEBER A COMUNHÃO NA MÃO
POSSIBILIDADE DE RECEBER A SAGRADA COMUNHÃO NA MÃO “TOMAI E COMEI: ISTO É O MEU CORPO” (MATEUS 26 26). “A comunhão eucarística foi ministrada nas mãos dos comandantes até o século IX. Você, porém, abusos e irreverências, que levaram a igreja a preferir da a Eucaristia na boca dos fiéis. Em nossos dias a praxe mais antiga foi restaurada sob certas condições, que visam garantir o respeito ao Santíssimo Sacramento. Uma declaração da Santa Sé enfatiza o direito dos fiéis de receber a comunhão na boca desde que o desejem”.(Lumen Cristo). TERTULIANO DE CARTAGO “O zelo da fé falará em lágrimas neste ponto: é possível que um cristão venha dos Ídolos para a igreja, da Oficina do adversário para a casa de Deus? Que levante as mãos – mães dos Ídolos – a Deus pai? que ore com aquelas mãos que, do lado de fora, oram contra Deus? E que se aproximem do corpo do Senhor aquelas mãos que conduzem os corpos aos demônios?(…) Como estendeis o corpo do Senhor as mesmas mãos que haveis levado corpos [=carnes imoladas] aos demônios [=ídolos]?(…) Ó escândalo! Os judeus puseram suas mãos em Cristo uma só vez, mas esses desgarram seu corpo todos os dias, ó mãos dignas de amputação!(…) que mãos merecem ser amputadas com mais razão do que aquelas que ultrajam o corpo do Senhor (da idolatria 7). CIPRIANO DE CARTAGO “Amemos nossa mão direita com a espada espiritual, para que rejeite fortemente os funestos sacrifícios; para que, recordando-se da Eucaristia, [a mão direita] que recebe o corpo do Senhor o abrace pessoalmente, ela que em pouco tempo haverá de receber do Senhor o prêmio das coroas Celestiais (carta 58,9). “Mãos esclarecidas, que não foram feitas para outra coisa senão para a obra divina: resistiram aos sacrifícios sacrílegos; as bocas santificados pelos manjares Celestiais do corpo e sangue do Senhor rejeitaram o contágio com o profano e com o resto dos ídolos” (dos lapsos 2). “[Os traidores] retornando dos Altares do diabo, aproximaram o [corpo] santo do Senhor às suas mãos sórdidas e infectadas pelo fedor [dos sacrifícios pagãos]. Tendo praticamente arrotado os alimentos dos Ídolos, assaltam agora o corpo do Senhor, com faces que ainda exalam [o fedor] de Seu Crime e fedem funestos contágios” [dos lapsos 15]. FIRMINIANO DA CAPADÓCIA “Ademais que grande delito cometem aqueles que são admitidos ou admitem tocar o corpo e o sangue do senhor sem ter lavado suas manchas através do Batismo na igreja, ou não tendo deposto seus pecados, usurpando temerariamente a comunhão! Por isso, está escrito: quem quer que, indignamente, coma do pão ou beba do Cálice do Senhor, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (carta 75,10 vírgula 21). CIRILO DE JERUSALÉM “Ao te aproximares, Não o faças com as mãos estendidas, nem com os dedos separados. Faze com a esquerda como um Trono no qual se assente a direita, que vai conter o Rei. E, no côncavo da Palma, recebe o corpo de Cristo, respondendo “Amém”. Com segurança, então, depois de santificados teus olhos pelo contato do Santo corpo, toma-o, cuidando para nada a perderdes, pois o que caísse por terra tu o perderias como se fossem teus próprios membros. Responde-me: se alguém te houvesse dado ouro em pó, não o faria com todo o dinheiro e não tomarias cuidado para que não te caísse das mãos e para que nada se perdesse? Sendo assim, não deves com Muito esmero cuidar de que não caia nem uma só migalha daquilo que é mais precioso do que o ouro e as pedras preciosas?(…) depois, aguardando a oração, dá Graças a Deus que te fez digno de tão grandes mistérios” (leituras catequéticas). JOÃO CRISÓSTOMO “Reflete, ó homem, de que sacrifício irás tocar, de que mesa irás se aproximar. Pensa que, embora seja terra e cinza, recebes o sangue e o corpo de Cristo” (homilia do natal do senhor 7). “Não nos concedeu apenas Ver-lhe, como também tocar-lhe, comer-lhe e fincar os dentes em sua carne, unindo-nos a ele de uma maneira mais íntima” (homilia sobre João 46,3). CONSELHO REGIONAL DE Auxerre “Uma mulher não pode receber a Eucaristia com sua mão nua (Canon 38). #Eucaristia
- A Necessidade de um Estado Pontifício
Em sua carta escrita em 15 de junho de 1887, afirmava o papa Leão XIII: “A suprema autoridade pontifícia, instituída por Jesus Cristo e conferida a São Pedro e aos seus sucessores legítimos, os Pontífices Romanos, não pode, por sua natureza mesmo e por vontade do seu Divino Fundador está sujeita a algum poder terrestre ; ao contrário, ela deve gozar da mais plena liberdade no exercício de suas funções… É necessário que o Sumo Pontífice seja colocado em condições de independência Tais que não somente a sua liberdade não seja entravada por quem quer que seja, mas se torne mesmo Evidente a todos que ela não é tolhida. ” ( L’ Osservatore Romano 12 de fevereiro de 1929; PR 394/1995). O Papa Pio XI disse a mesma coisa aos professores e alunos da Universidade de Milão : Em virtude da Divina responsabilidades de que está investido o Pontífice Romano , qualquer que seja o seu nome e Qualquer que seja a época em que viva não pode estar subordinado a poder algum ( La Documentation Catholique, 1929 , col. 472; PR 394/1995, p.7). “Não se conhece ao menos até os nossos dias, outra forma de soberania verdadeira e própria que não seja a soberania territorial a soberania territorial …Qualquer que seja sua modalidade , é condição que todos reconhecem indispensável à verdadeira soberania jurisdicional. ” ( La Documentation Catholique , 1929, col. 469 ; PR 394/395 É preciso entender que para a Igreja , a plena autonomia do Sumo Pontífice não é uma questão política, mas uma questão religiosa para o livre exercício do Ministério Apostólico e instauração do Reino de Deus na terra. Desde 20 de abril de 1849, o Papa Pio IX já afirmava: ” É evidente que os fiéis , os povos , e as nações , os reis , nunca se voltarão para o bispo de Roma com plena confiança e obediência quando o virem súdito de um soberano ou de um Governo , e souberem que não está em plena posse de sua liberdade. Pois então poderão sempre suspeitar e recear que o Pontífice , em seus atos , sofra a influência do soberano ou do Governo em cujo território ele resida. E, em vista desse pretexto, acontecerá muitas vezes que as determinações do Papa não serão executadas. ” ( PR 394 / 1995). O que confirma o acerto dessas palavras do Papa , é , por exemplo, o que o imperador Frederico II da Prússia escrevia a seu amigo Voltaire , inimigo da Igreja, em carta de 9 de julho de 1777: ” Quando o principado civil dos papas tiver desmoronado , então seremos vitoriosos e a cortina cairá. Daremos uma boa pensão ao Santo Padre. E que acontecerá então ? A França, a Espanha, a Polônia , em uma palavra : Todas as potências católicas já não haverão de reconhecer um Vigário de Jesus Cristo subordinado ao braço do Imperador. Cada qual desses países criará um patriarcado em seu próprio território… Aos poucos afastar- se- ão da unidade da Igreja , e cada um acabará por ter em seu reino a religião própria como tem a sua língua própria.” ( Voltaire , Oeuvres complêtes XII , Paris 1817, p. 64; PR 394 / 1995). O Papa Pio XI , por ocasião do tratado do Latrão , quis explicar o porque da existência de cinco Pontífices em não aceitar simplesmente a perda do Estado da igreja, mesmo que com os poderes tão reduzidos : ” Podemos dizer que não há uma linha, uma expressão do Tratado ( do Latrão ) que não tenham sido , ao menos durante uns trinta meses, objeto particular de nossos estudos , de nossas meditações e , mais ainda , de nossas orações, que pedimos outrossim a grande número de almas santas e mais amadas por Deus. Quantos a nós , sabíamos de antemão que não conseguiríamos contentar a todos, coisa que geralmente nem o próprio Deus consegue … Alguns talvez achem exíguo demais o território temporal. Podemos responder , sem entrar em pormenores e precisões pouco oportunas , que é realmente pouco , muito pouco ; foi deliberadamente que pedimos o menos possível nessa matéria , depois de ter refletido , meditado e orado bastante. E isso, por vários motivos, que nos parecem válidos e sérios. Antes do mais , quisermos mostrar que somos sempre o Pai que trata com seus filhos ; em outros termos : quisemos manifestar nossa intenção de não tornar as coisas mais complicadas e, sim, mais simples e mais fáceis. Além disso , queríamos acalmar e dissipar toda espécie de inquietação; queríamos tornar totalmente injusta , absolutamente infundada, qualquer recriminação levantada em nome de … iríamos dizer : uma superstição de integridade territorial do país (Itália). Em terceiro lugar , quisemos demonstrar de modo peremptório que espécie nenhuma de ambição terrestre inspira o vigário Jesus Cristo , mas unicamente a consciência de que não é possível não pedir, pois uma certa soberania territorial é a condição Universal reconhecida como indispensável a todo autêntico poder de jurisdição. Por conseguinte ,um mínimo de território que baste para o exercício da jurisdição, o território sem o qual não poderia subsistir… Parece-nos ,em suma , ver as coisas tais como elas se realizavam na pessoa de São Francisco : este tinha apenas o corpo estritamente necessário para poder deter a alma unida a si . O mesmo se deu com outro Santos : seu corpo estava reduzido ao estrito necessário para servir a alma, para continuar a vida humana e , com a vida , sua atividade benfazeja. Torna-se- à Claro a todos, esperamo – lo, que o Sumo Pontífice não possui como o território material senão o que lhe é indispensável para o exercício de um poder espiritual confiado a homens em proveito de homens. Não hesitamos em dizer que nos comprazemos neste estado de coisas ; comprazemo – nos por ver o domínio material reduzido a limite tão restritos que… os homens devem considerar como que espiritualizado pela missão espiritual imensa , Sublime e realmente Divina que ele é destinado a sustentar e favorecer. ( L’ osservatore Romano de 13 de Fevereiro de 1929 ; PR , 394/ 1995). As palavras acima definem bem a mente da igreja a respeito do poder temporal. Em última análise , vê- se que o Papa considera a sua soberania territorial como o corpo imprescindível ao exercício das atividades de uma alma ou como condição indispensável para o cumprimento de sua missão ; assim como a alma neste mundo não age normalmente sem corpo , assim a tarefa espiritual da igreja seria impedida , caso lhe faltasse tal suporte temporal. O Papa exerce autoridade sobre mais de um bilhão de almas espalhadas no mundo inteiro. Por isso há a necessidade de que o Governo e o Chefe Supremo da Igreja devem ser independentes de qualquer soberano político. Um exemplo triste na história da Igreja, por causa do poder do Papa estar sujeito de certa forma a uma nação , foi o ” Exílio do Avinhão” , quando, de 1309 a 1376, os reis franceses conseguiram que os Papas residissem em Avinhão ( França) , carecendo de soberania temporal ,,sujeito à influência do governo francês. Nesse período os Papas foram perdendo parte da sua grande autoridade moral perante a opinião pública internacional. Muitos cristãos , e santos, fervorosos alarmavam- se com a situação. Foi o caso, por exemplo, do rei Carlos IV da Alemanha, o poeta Petrarca, Santa Brígida e Santa Catarina de Sena. Esses temiam que se a situação se prolongasse por muito tempo o Papado deixaria de ter o prestígio sobrenatural e universal ( católico ) que precisa sempre ter. Para dar apenas um exemplo desta difícil situação, neste período, o Papa João XII ( 1316 – 1334) excomungou o rei Luiz IV da Baviera, por suas pretensões cesaropapistas ( querer ser o chefe da Igreja no seu Estado). Então , este rei respondeu que o Papa servia aos interesses dos Valois da França; e logo criou um antipapa ( Nicolau V ) , alegando que a França tinha o ” seu ” Papa. Isto tudo mostra a necessidade do Papa ter independência e soberania política entre todas as nações. Fonte: COLEÇÃO ESCOLA DA FÉ — VOLUME ||| — O SAGRADO MAGISTÉRIO. Felipe Aquino. 5° ed. Editora Cléofas, 2014. Pág. 64, 65 , 66 ,67 e 68
- UM PROTESTANTE PESQUISOU SOBRE OS MILAGRES MARIANOS, E O QUE ELE APRENDEU MUDOU SUA MENTE
“Um protestante pesquisou sobre os Milagres Marianos, e o que ele aprendeu mudou sua mente”. Satanás não pode expulsar Satanás. Uma casa ou reino não pode estar dividida contra si mesmo. Os Evangelhos Sinópticos de Mateus, Marcos e Lucas gravaram este evento no ministério de Jesus Cristo profundo aqui na Terra. Depois de um homem possuído por curar homem endemoniado, Jesus é confrontado pelos Fariseus, os líderes religiosos e piedosos da época, que questionaram a autoridade de Jesus para expulsar demônios. Eles sugeriram que, desde que Jesus certamente não poderia estar agindo pelo poder de Deus, aquilo que estava nEle era um poder satânico para expulsar demônios. Eu considero algo seguro em dizer que, a profunda observação teológica de Jesus Cristo – de que Satanás não pode trabalhar contra si mesmo – pode ser aplicada no contexto de milagres nos dias modernos. Milagres como aqueles conectados as aparições ou intercessões da Virgem Maria não podem ser explicados como possível trabalho de Satanás. Milagres, para todos os efeitos, que levam milhões ao próprio Jesus Cristo. Quando eu cavei fundo nos milagres históricos da Igreja Católica, especialmente os Marianos, eu sabia que estava tentando contender com algo enorme. O que eu encontrei, caro leitor,chocou minha mente. Como um Protestante, especialmente um Pentecostal, milagres não eram uma coisa da qual eu tinha completo desconhecimento na minha vida de fé ou no meu entendimento do Cristianismo. Muito pelo contrário. No meio dos meus anos de universidade, eu frequentava uma igreja Pentecostal carismática na cidade, onde curas de fé, falar em línguas e ser morto no Espírito eram parte do culto no Domingo à noite. Eu testemunhei milagres, para ter certeza. Quando eu comecei a explorar a Igreja Católica, entretanto, eu estava perplexo, como um protestante, que milagres eram atribuídos à intercessão de Maria. Para começar, eu não entendia a noção de intercessão dos santos, então isso não ajudava. Mas eu temia, também, que talvez todos esses católicos supersticiosos tivessem a lã puxada pelos olhos, por assim dizer, pelo Pai das Mentiras, o próprio Satanás. Eu penso que isso é uma preocupação bastante comum entre os Protestantes – pelo menos em minha experiência. E se osmilagres de Maria não fossem nada mais que um leque de estratégias variadas de Satanás para levar a Igreja Católica, e também os cristãos católicos, para longe da verdade de Cristo? E se, ao invés de divulgar Cristo, esses milagres são meios diabólicos para elevar Maria à um status de ídolo? Meu medo, como um bom Protestante Pentecostal, era que Satanás colocou Maria no caminho de Cristo. Mas como pode um reino estar dividido contra si mesmo? Não pode. Jesus foi claro. Porque, como eu venho aprendendo, os milagres Marianos, não levam pessoas com boas intenções para longe de Cristo. Os milagres Marianos levam milhões para Cristo. E isso não pode ser trabalho de Satanás. Nossa Senhora da Medalha Milagrosa Em 1830, a Virgem Maria apareceu à Irmã Catarina Labouré, uma novata na comunidade das Filhas da Caridade em Paris, França. Durante o curso das várias aparições, a Virgem Maria alegadamente disse à Irmã Catarina para ter uma medalha feita com sua imagem para que católicos com fé usarem ao redor dos seus pescoços. Hoje conhecida como a Medalha Milagrosa, a medalha possui uma imagem altamente simbólica de Maria e afirma, entre outras coisas, sua Imaculada Conceição, um dogma que havia sido proclamado pela Igreja, até 24 anos depois, apesar de que é uma crença piedosa que vem desde os primórdios fundação da Igreja Cristã. A primeira [coisa] é esta. A Virgem Maria apareceu à Irmã Catarina – hoje canonizada como Santa Catarina – numa junção crítica na vida da Igreja. Apesar de que era amplamente vista como uma verdade, a Igreja ainda não havia formulado um ensinamento oficial sobre a Imaculada Conceição – isto é, que ela foi concebida desde seu exato primeiro momento, protegida por Deus, do pecado. A aparição da Virgem Maria à Santa Catarina foi exatamente naquele momento, fazendo mais popular esta ampla crença, ao estabelecer a missão de criar e distribuir a Medalha Milagrosa e sua mensagem. A segunda coisa importante a se entender é esta : O corpo de Santa Catarina é o que a Igreja chama de incorrupto. O que isto significa? Significa que, mesmo após 200 anos depois de sua morte, seu corpo, que está sepultado na capela onde ela recebeu a primeira visão da Virgem Maria, não entrou em decomposição. Eu vou dizer de novo : Seu corpo não entrou em decomposição. Por quanto tempo? 200 anos. O que me choca, meu caro leitor, é que não apenas milagres foram genuinamente associados à Medalha que a Santa Virgem deu à Santa Catarina – por isso, Medalha Milagrosa – mas que, para ressaltar a realidade desses milagres, o corpo de Santa Catarina se mantém intacto, sem preservação nenhuma, depois de quase 200 anos! Nossa Senhora de Guadalupe Em resumo, o milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é algo do coração de Jesus. É claro, como os milagres marianos não acontecem por algum poder incrível da própria Maria – eles apontam para Cristo – então, devemos esperar, como ela frequentemente faz, que Maria apareça aos pobres e desamparados, jovens e doentes, como Jesus, e [Ela] fez. Em 1531, a Virgem Maria apareceu a um camponês nativo americano chamado Juan Diego em um lugar bem perto da Cidade do México. Maria pediu a Juan que fosse ao bispo local pedir que uma capela com seu nome fosse construída. Juan, obviamente impressionado, foi ao bispo local, mas sua história não foi bem recebida. No decorrer de várias outras aparições e a relutância do bispo para acreditar na história de Juan, a Virgem Maria instruiu ele para colher algumas flores em sua capa, flores crescendo em uma colina que, suficientemente interessante, não eram nativas na área(e não deveriam estar crescendo naquele tempo). Ao achar as flores, Juan colheu-as e foi ver o bispo. Quando ele abriu a capa para mostrar as flores ao bispo,como prova da aparição da Virgem Maria e veracidade de seu relato, ele revelou um pouco mais. Ao invés [de flores], dentro da capa de Juan estava uma imagem milagrosamente transformada da Virgem Maria, com um simbolismo muito rico, como a Medalha Milagrosa, 300 anos depois, e a aparição da própria imagem foi também, inteiramente milagrosa. De fato, e incrivelmente, como o corpo incorrupto de Santa Catarina, a mesma capa vestida por Juan Diego, mostrando a imagem de Nossa Senhora, pode ainda ser vista hoje em dia, depois de quase 500 anos. A capa e sua preservação da decomposição, submetida a rigorosos testes científicos, está verdadeiramente além das explicações da ciência. Isso chocou minha mente. Nossa Senhora de Lourdes Finalmente, os milagres de Nossa Senhora de Lourdes. Em 1858, a Virgem Maria apareceu a Bernadette Soubirous, uma camponesa de 14 anos em Lourdes,França. No curso das várias aparições, a Virgem Maria falou à Bernadete que, assim como Juan, não recebeu crédito pelos seus parentes e iguais.Mas Bernadette insistiu , e persistiu, e as aparições de Maria culminaram em uma instrução para Bernadette para cavar em uma certa área do chão, perto da gruta, onde Maria estava aparecendo. Na área que Bernadette cavou, uma nascente apareceu. Esta nascente seria conectada posteriormente com uma série de milagres de cura física e espiritual, ganhando status na Igreja como lugar de grande importância. De fato, o aspecto inacreditável de Lourdes, na minha opinião, é o grande leque de evidências que existe para dar suporte aos profundos milagres perpetuados neste lugar santo.O Serviço Médico de Lourdes (Lourdes Medical Bureau), uma organização que existe para examinar e estudar possíveis curas milagrosas, já declarou 68 curas cientificamente inexplicáveis. O próprioBureau possui uma incrível sofisticação e experiência, feita de um enorme time de médicos experientes, incluindo céticos, de todo o mundo e um sistema rigoroso para declarar o que é, e o que não é, um milagre inexplicável. De 7000 casos que o Bureau já examinou, 68 parece um pequeno número de curas autênticas. Mas, pense sobre isso : Ainda são 68 curas que a ciência não pode, de maneira alguma, explicar. Isso chocou minha mente. Lourdes, até os dias de hoje, é um dos locais de peregrinação Católica mais populares do mundo. Os Milagres Marianos Sempre Apontam Para Cristo Um Católico bom e devoto não precisa acreditar em nenhum destes milagres marianos para ser Católico. A Igreja ensina que revelações particulares, como esses tipos de milagres, podem ser creditados ou não. Até mesmo em casos, como Lourdes, onde a Igreja definitivamente declara que o milagre aconteceu, está nas mãos do indivíduo fiel para necessariamente aderir ou não. Pessoal e obviamente, aqui há um monte de coisas constrangedoras. Para mim, um Protestante, eu não achei nem um outro meio de explicar estes milagres a não ser dizer, sem rodeios, que há algo sobre Maria. Algo incrível, algo bem-aventurado. Se Deus não trabalha pela intercessão dos Santos, e se Maria não era nada mais especial do que uma virgem judia de 14 anos, então por que sua intercessão é a causa destes profundos milagres? Por que, se ela não é, como os Católicos afirmam, a primeira dentre os Santos, Deus a usaria deste modo? Seria, no final, realmente puxar a lã pelos olhos dos católicos, se Deus usasse Maria dessa maneira e continuasse, felizmente, acreditando em seu lugar especial no reino. Se Maria não é quem os Católicos dizem que ela é, e se os Santos não devem ser venerados ([isto é], convidados a interceder por nós do mesmo modo que eu convido, na minha vivência, amigos cristãos para orar por mim), então por que Deus iria permitir que ela apareça, deste modo? Para induzir os Católicos ao erro? Porque, fundamentalmente, seria uma indução ao erro se ela aparecesse assim e não fosse alguém especial. Deus permitiria isto? Deus usaria isto? Como um Protestante, eu me travei aqui tentando responder. Seria completamente impossível, de qualquer modo, para Satanás trabalhar deste jeito. Eu acho que isso é claro o suficiente. Satanás nunca poderia, e nunca iria, usar algo que iria conduzir muitos milhões de pessoas à um relacionamento com Cristo – e isto é precisamente o que os Milagres Marianos fazem. Existem apenas tantas maneiras de explicar o nosso caminho para sair disto, e todos eles terminam em uma conclusão simples. E esta conclusão, a verdade sobre Maria, os Santos, e seu poder de intercessão, chocou minha mente. Artigo original : “Learning Mary’s Miracles Blew My Mind” – por Albert Little Tradução por : Simão Bezerra. #Igreja
- DEUS ODEIA QUEM FAZ ESCULTURA?
Então um PROTESTANTE diz; “leia essa daqui pra eles, depois me chama : Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. Deuteronômio 27:15″ E você pede a ele que leia; Êxodo 35 Os operários do santuário — 30Moisés disse aos filhos de Israel: “Vede, Iahweh chamou a Beseleel por seu nome, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 31e o encheu com o espírito de Deus, de sabedoria, entendi mento e conhecimento para toda espécie de trabalhos; 32para elaborai desenhos, para trabalhar o ouro, a prata e o bronze, 33para lapidar pedras de engaste, para trabalhar a madeira e para realizar toda espécie de trabalho artístico. 34Também lhe dispôs o coração, a ele e a Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, para ensinar aos outros. 35Encheu-lhes o coração de sabedoria para executar toda espécie de trabalho, para entalhar, para desenhar, para recamar a púrpura violeta e escarlate, o carmesim o linho fino, e para tecer; hábeis em toda espécie de trabalhos e desenhistas de projetos. E também, “Êxodo 36 36 1Beseleel, Ooliab e todos os homens de coração sábio, nos quais Iahweh havia depositado sabedoria e entendimento para executar com perícia toda espécie de trabalhos para o culto do santuário, farão tudo de acordo com o que Iahweh ordenou.” E também; Êxodo 36A Habitação — 8Os artistas mais habilidosos, dentre todos os que trabalhavam na obra, fizeram a Habitação. Ele fez uma obra de arte com dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, com figuras de querubins. 9O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; uma única medida para todas. Seria Deus indeciso? Não. Seriam os homens amantes das suas convicções? Sim, é por este motivo que a Bíblia há de ser interpretada a luz do magistério da igreja. #históriadaigrejaprimitiva #Igreja
- AS VERDADES DA RAZÃO PROPOSTAS AOS HOMENS PARA A FÉ
Foi também necessário terem sido tais verdades propostas à fé dos homens, para que esses tivessem um conhecimento mais veraz de Deus. Com efeito, só conhecemos verdadeiramente Deus quando cremos que ele está acima de tudo aquilo que é possível ser pensado a respeito de Deus pelo o homem, dado que a substância divina eleva-se acima do conhecimento natural do homem, como já foi dito acima. Por isso, pelo fato de que são propostas ao homem verdades a respeito de Deus que excedem a razão, firma-se no homem a opinião de que Deus é algo acima de tudo aquilo que se possa pensar. Disto vem também para o homem uma utilidade, qual seja o afastamento da presunção, que é a mãe do erro. Há muitos, de fato, tão presunçosos da sua capacidade mental que julgam abarcar toda a narureza das coisas pelo seu intelecto, e pensam que tudo que vêem é verdadeiro e falso o que não vêem. Para que, pois, o espírito humano, libertado dessa presunção, se aproximasse da modesta investigação da verdade, necessário foi proporem-se ao homem algumas verdades divinas que lhes excedessem o intelecto. Encontra-se uma outra utilidade no que narra o Filósofo. Um certo Simônides, desejando persuadir os homens a que abandonassem o conhecimento das coisas divinas e aplicassem a razão só as coisas humanas, dizia-lhes: Basta ao homem saber as coisas humanas, e ao mortal as coisas mortais. Contestava-o o Filósofo, então: O homem deve, na medida do possível, elevar-se às coisas imortais e divinas. Afirma o mesmo, que embora pouco captemos das substâncias superiores, contudo, este pouco é mais amado e desejado que todo o conhecimento que temos das substâncias interiores. Escreve, ainda, que, apesar de as questões sobre os corpos celestes serem explicadas limitadas e superficialmente, isto traz para o leitor imensa alegria. Conclui-se, pois, do que dissemos, que por mais imperfeito que seja o nosso conhecimento das coisas sutilíssimas, ele traz para a alma a máxima perfeição. Conclui-se, finalmente, que não obstante a razão humana não poder compreender plenamente as verdades que estão acima de si, contudo, ela adquire grande perfeição se ao menos as admite pela fé. Por isso, é dito no livro Eclesiástico: Muitas coisas apresentadas estão acima da razão humana (Eclo 3, 25), e, na primeira carta aos Coríntios: A nós, no entanto, Deus revelou pelo seu Espírito. (1Cor, 2,11).
- A IGREJA CRIOU E DESENVOLVEU AS UNIVERSIDADES
A IGREJA CRIOU E DESENVOLVEU AS UNIVERSIDADES Vamos responder mais uma mentira dos banzoletes e outras caluniadores da igreja, essa é só o primeiro texto da resposta sobre a questão da igreja e as universidades, só lembrando, pra começar, cátedra vem de catedral, então podemos ver que essas pessoas, ou são desonestas ou nunca leram um livro de história, estão falando de duas supostas universidades criadas por mulçumanos, mal sabem eles que esse tipo de escola já existia antes de constantino, lugares que os mulçumanos usavam pra ensinar a ler e aprender sobre o alcorão, honestamente, você chamaria isso de universidade? (Mentiras do catolicismo romano refutadas. 1 – “Quem Criou o Sistema Universitério foi a ICAR… só que não – As Universidades mais antigas do mundo foram Islâmicas: a primeira foi a Universidade de Al-Karaouine, no Marrocos, fundada em 859 D.C., seguida pela Universidade Al-Azhar, fundada entre 970 e 972 no Egito, e depois pela Universidade de Nizamyya, no Irã em 1065. Só lá pelo ano de 1088 é que a Europa teve a sua primeira Universidade em Bolonha na Itália, seguida pela Universidade de Paris em 1229 – e não eram nem vinculadas a Igreja e precisaram de aprovação do Clero para existir. (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343904-17770,00-AS+UNIVERSIDADES+MAIS+ANTIGAS+DO+MUNDO.html) ) CARLOS MAGNO E A EDUCAÇÃO(798) Da Amonitio generalis, cão.72 …. Que os ministros do altar de Deus adornem o seu ministério mediante bom comportamento, bem como as outras ordens que observam uma regra e as congregações dos monges. Imploramos que levem uma vida que convenha à sua profissão, como Deus mesmo ordenou o evangelho: “Que vossa luz brilhe diante dos homens de modo que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso pai que está nos céus”, de modo que por nosso exemplo muitos sejam levados a servir a Deus. Que ajuntem e reúnam ao redor de si não só filhos de condição servil, mas também filhos de homens livres. Que sejam estabelecidas escolas em que os meninos aprendam a ler. Que corrijam cuidadosamente os salmos, os sinais de escrever, os sinos, o calendário, a gramática, em cada mosteiro ou diocese, bem como os livros católicos; pois Muitas vezes os homens desejam orar a Deus com propriedade, mas oram mal por causa dos livros incorretos. E não se permita que simples meninos os corrompam na leitura ou na cópia. Se o saltério, o evangelho e a missal devem ser copiados, que a cópia seja feita por homens de idade madura e com o máximo cuidado. A Igreja e a educação A Igreja estava tão distante de manipular seus fiéis dóceis e ignorantes para fins abomináveis que, desde o começo, fez da educação sua prioridade. 0 catolicismo sempre foi uma religião intelectual, e os fiéis certamente desejavam suas próprias escolas, apesar de as primeiras tentativas de organizá-las não terem dado certo. Como o Império Romano as fechava, os cristãos recorriam às escolas pagãs que lhes pareciam menos ofensivas, e estudavam retórica, gramática, literatura, filosofia e outras matérias ensinadas aos romanos. Havia mestres cristãos em algumas dessas escolas, assim como professores especializados para instrução religiosa. Ao mesmo tempo, a educação religiosa dos catecúmenos era responsabilidade do clero instruído e podia durar um ano ou dois, até que o tão aguardado cristão estivesse seguro quanto às doutrinas, aos princípios e preceitos morais da fé. Após a queda de Roma, o Império Oriental desenvolveu verdadeiras escolas cristãs, enquanto o Ocidente confiava primeiramente em tutores empregados por famílias ou em estudantes mais velhos, antes que os mosteiros tivessem capacidade para assumir a tarefa de educar. Em suma, desde os primeiros anos da história da Igreja, a educação foi prioridade. No começo da Idade das média, após a queda do Império Romano do Ocidente, veio um período caótico de invasões estrangeiras em massa e o colapso em todas as áreas da vida e da cultura. Durante esse periodo conturbado, a civilização sobreviveu quase unicamente em uma instituição: a Igreja Católica. O clero educado era geralmente a única instituição capaz de cuidar da administração das cidades, que rapidamente ,se desintegravam, e fornecer serviços básicos á população. Foi o período no qual as cidades definharam-se em povoados, os povoados em vilas e a vida urbana desapareceu lentamente da Europa. Entre a grande quantidade de perdas deste “grande desmoronamento”, estava o conhecimento de várias discipli- nas escolares, assim como bibliotecas e criações artísticas do mundo clássico. Como é possível, então, que esse patrimônio se encontre conservado ainda hoje? A resposta é que quase tudo o que sabemos atualmente foi preservado pela Igreja Católica.Poucos manuscritos originais sobreviveram ao período romano; o que temos são cópias, e essas cópias preciosas foram feitas nos mosteiros espalhados por todo o Império Romano. Conforme o nível de alfabetização declinava e as escolas desapareciam junto com a vida urbana, o conhecimento era transmitido por professores informais, da mesma maneira que os primeiros pais cristãos ensinaram seus filhos e uma geração de monges, a outra. As bibliotecas dos mosteiros foram criadas pelo esforço dos monges que passavam a vida inteira copiando pacientemente não apenas escritos cristãos, mas todos os manuscritos que encontravam. É até chocante ler alguns dos escritos pagãos que eles preservaram dentro dos mosteiros – o que pode indicar que alguns dos copistas não entendiam inteiramente o que estavam reproduzindo. Eles eram movidos por um desejo de preservar um patrimônio que viam como muito precioso para ser perdido, independentemente de qual fosse seu conteúdo. Longe de depreciar o conhecimento e a aprendizagem, os monges da Igreja dedicaram suas vidas a preservá-los. Um dos primeiros a valorizar a necessidade de copiar os manuscritos foi o escritor e estadista romano Cassiodoro, que teve uma longa carreira a serviço de vários reis góticos na Itália do século VI. Ele concordava com a visão de São Clemente de .Alexandria e, quando se recolheu no mosteiro romano de Vivarium, encorajou a cópia de manuscritos religiosos e seculares. Cassiodoro também redigiu instruções para os escribas sobre como fazê-las; “para evitar que os copistas, no exercício deste grande serviço, escrevam palavras erradas, e evitar que um revisor despreparado não saiba corrigi-las, deixe que leiam as obras sobre ortografia dos autores antigos.” Cassiodoro também recomendava um tipo especial de lâmpada de longa queima para o trabalho noturno, assim como um relógio d’água para marcar as horas do dia e da noite (o que desmente a ideia de que as pessoas nunca souberam as horas até o surgimento de relógios mecânicos, no Renascimento). Uma instituição na História Embora muitos colegiais de hoje não sejam capazes de situar cronologicamente a Idade Média, estão convencidos de que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual. Nada mais longe da verdade, pois é a Idade Média que devemos a maior – e inigualável – contribuição intelctual da civilização ocidental para o mundo: o sistema universitário. A Universidade foi um fenômeno completamente novo na história da Europa. Nada de parecido existia na Grécia ou na Roma antigas. A instituição que conhecemos atualmente, com as suas Faculdades, cursos, exames e títulos, assim como a distinção entre estudos secundários e superiores, chegaram-nos diretamente do mundo medieval. A igreja desenvolveu o sistema universitário porque, com palavras do historiador Lowrie Daly, era “a única instituição na Europa que manifestava um interesse constante pela preservação e cultivo do saber”. Não podemos estabelecer com precisão as datas em que as universidades surgiram, em Paris e Bolonha, Oxford e Cambridge, visto que tiveram os seus primórdios nas escolas das catedrais e nas posteriores reuniões informais de professores e alunos. Mas podemos dizer com segurança que começaram a ganhar forma na segunda metade do século XII. Para identificarmos determinada escola medieval como universidade, devemos atentar para algumas características. Uma universidade possuía um núcleo de textos obrigatório, com base nos quais os professores faziam as suas preleçoes e, ao mesmo tempo, expunham ideias próprias. Caracteriza-se também por estabelecer currículos acadêmicos bem definidos, que duravam um número de anos mais ou menos fixo, assim como por conferir diplomas. A concessão do título de “mestre” permitia quem o recebesse o acesso ao grêmio dos docentes, tal como um artesão elevado a mestre era admitido no grêmio da sua profissão. Embora muitas vezes as universidades tivessem de batalhar junto das autoridades externas pela sua autonomia, geralmente conseguiram-na, assim como o seu reconhecimento legal como corporações. O papado desempenhou um papel capital na fundação e incentivo das universidades. Nos tempos de Reforma, havia oitenta e uma universidades. Trinta e três delas possuíam estatuto pontifício; quinze estatuto real ou Imperial; vinte gozavam de ambos, e treze não tinham nenhum credencial. Havia consenso em que uma universidade não podia conceder diplomas sem a aprovação do papa, do rei ou do imperador. O papa Inocêncio IV concedeu oficialmente esse privilégio à universidade de Orford em 1254. Como o pontífice (de fato) e o imperador (em teoria) possuíam autoridade sobre toda a Cristandade, era a eles que a universidade costumeiramente tinha de recorrer para obter o direito de emitir diplomas. Uma vez os diplomas universitários eram respeitados por toda a Cristandade. Já os diplomas conferidos apenas com a aprovação de monarcas nacionais eram considerados válidos unicamente no reino no qual eram emitidos. Em certos casos, como o das Universidades de Bolonha, Oxford e Paris, o título de mestre dava a quem o possuía o direito de lecionar em qualquer lugar do mundo: era o ius ubique docendi. Vemo-lo pela primeira vez em um documento do papa Gregório IX, datado de 1233, relativo à Universidade de Toulouse, e que se tornou um modelo para o futuro. Em fins dos séculos XIII, o uis ubique dicendi tornou-se “o selo jurídico distintivo da Universidade”. Teoricamente esses professores podiam dar aulas em qualquer centro universitário da Europa Ocidental, mas, na prática, cada instituição preferia examinar o candidato antes de admiti-lo. De qualquer modo, esse privilégio concedidos pelos papas contribuiu significativamente para a disseminação do conhecimento e para a formação do conceito de uma comunidade acadêmica internacional. Bibliografia: Diane moczar, sete mentiras contra a igreja católica Thomas Woods, como a igreja católica constituiu a civilização ocidental Documentos da igreja cristã #Históriadaidademédia
- DEUS É ATO PURO
DEUS É PURO ATO Parte I Possuímos várias faculdades e hábitos, que produzem uma grande variedade de ações, e estas uma multidão inumerável de obras. Assim como as faculdades de ver, ouvir, gostar, apalpar, mover-se, alimentar-se, compreender, querer, e os hábitos de falar, andar, jogar, cantar, correr, saltar, nadar são diferentes, assim também as ações e as obras que provém destas faculdade e destes hábitos, são inteiramente diferentes. não sucede o mesmo em Deus. N’Ele não há senão uma perfeição simples, infinita, e nesta perfeição um ato único e puro; ou para m exprimir mais santa e sabiamente, Deus, sendo uma perfeição única e soberana, também é um ato puro que é a sua própria essência imutável e eterna. Nós, miseráveis criaturas, falamos das “ações de Deus” como se ele fizesse todos dias muitas e diversas, apesar de sabermos o contrário. somos obrigados a exprimir-nos assim, pela nossa fraqueza, porque não podemos falar das coisas senão como as entendemos, e só podemos entendê-las segundo a forma por que se passam em nós. Nas coisas naturais as obras são diferentes umas das outras, porque são também diferentes, uma tão grande variedade de produções, e a inumerável multidão de atos do poder divino, parece-nos, à primeira vista, que esta diversidade se dá por tantos atos quantos são os seus diferentes efeitos e nos exprimimos assim, falando segundo o uso e a maneira por que compreendemos as coisas. E nisto não ofendemos a verdade, porque, embora não haja em Deus diversidade de ações, mas um só ato, que é a própria De, este ato é tão perfeito, que compreende a força e a virtude de todos os atos indispensáveis à variedade dos efeitos que vemos. Deus disse apenas uma palavra, e, num momento, foram criados o sol, a lua, e a inumerável multidão de astros, com as suas variantes de brilho, de movimento e de influências. ele disse logo foram feitas todas estas obras são perfeitas. DEUS É ATO PURO Parte II ( Obra do Santo e doutor da igreja São Francisco de Sales, tratado do amor de Deus) Com uma só palavra, Deus povoou o ar de pássaros, e o Mar de peixes, fez surgir da Terra as plantas e os animais que nela vemos, porque, embora o historiador sagrado, acomodando-se ao nosso modo de entender, refere que Deus, nos dias da criação do mundo, repetiu muitas vezes Esta palavra onipotente: faça-se, todavia, propriamente falando, Esta palavra foi única, tanto assim que Davi a chama um sopro ou aspiração da boca Divina, Isto é, um só rasgo da sua infinita vontade, derramando tão poderosamente a sua virtude na variedade das coisas criadas, que o julgam multíplice e diversificado segundo a multiplicidade e a diversidade dos Seus efeitos, ainda que realmente seja um único e simples ato. Do mesmo modo, São João Crisóstomo observa que o que Moisés disse em muitas palavras ao descrever a criação do mundo, o Glorioso São João o exprimiu numa só palavra dizendo que pelo verbo, Isto é, por esta palavra eterna, que é o filho de Deus, tudo foi feito. Esta palavra pois, simples e única, Teotimo, produz a distinção das coisas; invariável; ocasiona as belas variações; e finalmente imutável na sua eternidade, da sucessão, vicissitude, ordem, lugar e oportunidade a todas as coisas. Imaginemos, ver de um lado, um pintor fazendo a imagem do nascimento do Salvador, (e escrevo isto justamente nos dias consagrados a este mistério) Certamente ele dará milhares de pinceladas e empregará não somente muitos dias, mas muitas semanas e meses a aperfeiçoar Este quadro, conforme a variedade das personagens e outras coisas que ali quer representar. Doutro lado, observamos um impressor de estampas, o qual, tendo colocado uma folha de papel sobre a lâmina gravada com mesmo mistério da Natividade, aperta máquina, e numa única pressão, teotimo, executa tudo ao trabalho, e imediatamente tirará a imagem perfeitamente gravada, representando delicadamente tudo o que pode ser imaginado segundo o texto sagrado. Apesar deste trabalho ter sido tudo feito com um só movimento, todavia, terá grande número de personagens e de outras coisas diferentes bem distintas umas das outras, cada uma em sua ordem, em sua posição, em seu lugar, em sua distância e em sua proporção, e quem não conhecesse o segredo ficaria surpreendido de ver um só ato produzir tão grande variedades de efeitos. E assim também, teotimo, a natureza como o pintor, multiplica e varia as suas ações à medida que as suas obras são diferentes, e carece de muito tempo para realizar grandes efeitos; mas Deus, como o impressor, deu o ser a todas as criaturas que existiram, existem e existirão, por um só ato da sua vontade onipotente, tirando da sua mente, como de uma lâmina perfeitamente gravada, esta admirável variedade de pessoas e seres que se sucedem uns aos outros em todas as épocas, em todas as gerações, em todos os séculos, cada um segundo a sua ordem. Esta unidade soberana do ato divino é oposta a confusão e a desordem, mas não a distinção ou variedade que ela emprega, e que constitui a sua beleza, reduzindo as diferenças e diversidades à proporção e a proporção à ordem, e a ordem à unidade do mundo, que compreende todas as coisas criadas tanto visíveis como invisíveis, as quais todas Reunidas se chamam universo. Chama-se universo, talvez, porque toda sua diversidade se reduz a unidade, como se se dissesse unidiverso, Isto é, único e diverso, único com diversidade, e diverso com unidade. Numa palavra, a Soberana unidade Divina diversifica tudo, e a sua permanente eternidade da vicissitude a todas as coisas, porque a perfeição desta unidade dominando a diferença e a variedade das coisas, dá o ser a todas as diversidades das perfeições criadas, que dispõe da força para as produzir. E a prova disto, é o que é escritura refere, (Gn 1,14) que Deus disse do princípio do mundo: façam-se uns luzeiros no firmamento do céu, que dividam o dia da noite, e sirvam de sinais para mostrar os tempos, os dias e os anos. Vemo ainda agora esta revolução Perpétua e a sequência de tempos e de estações que durará até ao fim do mundo, para nos ensinar que assim como: ” uma palavra dos seus mandamentos pasta para todos estes movimentos” assim também o único querer eterno da sua Divina Majestade, estende a sua força de século em século até a consumação dos séculos, a tudo o que foi, é e será eternamente, sem que coisa alguma possa existir senão por este único, simples, e eterno ato Divino, ao qual só seja honra e glória (1Tm1,17). Amém. #SãoFranciscodeSales
- CULTO AOS ANJOS E SANTOS
CULTO AOS ANJOS E SANTOS Adorar a Deus é, sem respeito e na submissão absoluta, reconhecer o nada da criatura, que não existe por ser Deus. Adorar a Deus, como Maria não magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se assim mesmo, confessando com gratidão que ele fez grandes coisas e que seu nome é Santo. A adoração do Deus único, liberta o homem de si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo. A idolatria não é tão somente nos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria Quando o homem presta Honra e veneração a uma criatura no lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo o satanismo), do Poder, do Prazer, da raça, dos antepassados, do estado, do dinheiro etc. IDOLATRIA “portanto, caríssimos meu, fugi da idolatria” (1coríntios 10, 14). “A vida humana é a adoração do único. Oração de um homem religioso e um livro de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do homem religioso no homem. que não é Deus para a sua consciência de Deus (CIC 2114) JUSTINO DE ROMA “Também não éramos com os sacrifícios e coroas de flores que são os homens, depois de dar forma e de nos moldar os princípios, o chamamento dos deuses”. tem forma de Deus, nós não cremos que Deus tem que ser assim, um pouco diferente, não é uma honra, não é considerado tão irracional, mas também um insulto à Deus. -se nome de “deus” as coisas corruptíveis e que sejam de cuidado “(1 ° Apologia 9,1.3). “atrevo-me a Recordar os que sobre ele” (Salomão) está escrito nos livros dos Reis: “Por amor de uma mulher, cometeu idolatrias em sidônia”. Jesus Cristo crucificado, nascido em todo o mundo e Castigo, até o fim da morte, para não cometer idolatria, nem nada é algo aos Ídolos “(Diálogo com o Judeu Trifão 34,8). CIPRIANO DE CARTAGO “Eles são altos, os que são as pessoas comuns adoram, são chamados por eles mesmos, depois de mortos. as imagens foram esculpidas para conservar as expressões do falecido; e os homens sacrificaram e celebraram os dias de festas, com uma intenção de dar a honra “(da inutilidade dos Ídolos 1). #Igreja
- A INFALIBILIDADE PAPAL E A QUESTÃO DA SALVAÇÃO DOS NÃO CATÓLICOS
Fiz esse texto com a ajuda do meu amigo Sérgio Muniz, acredito que ajudará à esclarecer dúvidas que alguns tem sobre o assunto, causada por confusões dos chamados radtrad, e dos Protestantes que estão fazendo livre interpretação dos documentos da igreja, foi uma resposta a um outro amigo, mas, pela relevância do assunto, e a constância das mesmas perguntas esse texto vai ajudar muitas pessoas. Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 1441, ex cathedra: “A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e prega que nenhum dos que estão fora da Igreja Católica, não só pagãos como também judeus, heréticos e cismáticos, poderá participar na vida eterna; mas que irão para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e os seus anjos, a não ser que a Ela se unam antes de morrer…” (Esse foi o questionamento de um amigo Protestante) “você sabe que o Vaticano II considera a possibilidade de salvação até do mulçumano”. (Essa foi a resposta do meu amigo padre Sérgio Muniz). O muçulmano não é salvo pelo Islã, mas pela ignorancia. A unicidade está em Abraão. A igreja reconhece a possibilidade da salvação, através do batismo de desejo, e da ignorância invencível. Essa declaração e todas as outras semelhantes pressupõem da parte dos não católicos em questão uma percepção de que a vontade de Deus seja que todos façam parte do rebanho de Cristo sob a direção dos legítimos pastores (sucessores dos Apóstolos) em comunhão combo Sucessor de Pedro. Nada do que aí está dito se aplicaria de forma alguma se não houvesse da parte desses não católicos essa percepção. Nesse caso a condenação se daria em razão de uma má vontade ou ignorância afetada (artificial, procurada ou propositalmente cultivada). Quem esteja de boa fé nessas situações, ignorando (ou não percebendo) sem culpa própria que a vontade de Deus é outra, obviamente não recai nessa situação Isso se deduz da regra geral segundo a qual: 1- o que leva à condenação é o pecado grave ou mortal 2- não existe pecado grave ou mortal onde não há plena advertência da inteligência/consciência a propósito do pecado. Assim se conciliam plenamente as afirmações conciliares do Concílio de Florença, por exemplo, e do Vaticano II Também há que considerar, na mesma linha, toda a antiqüíssima e tradicional doutrina da Igreja sobre a possibilidade de salvação dos pagãos ou não cristãos mediante o chamado batismo de desejo implícito. #Igreja
- DA PARTE DE MARIA NA VIDA CRISTÃ
DA PARTE DE MARIA NA VIDA CRISTÃ FUNDAMENTO DA SUA MISSÃO. O PAPEL DE MARIA DEPENDE DA SUA ESTREITA UNIÃO COM JESUS, OU, POR OUTROS TERMOS, DO DOGMA DA MATERNIDADE DIVINA, QUE TEM POR COROLÁRIO A SUA DIGNIDADE E A SUA MISSÃO DE MÃE DOS HOMENS. É no dia da internação que Maria é constituída mãe de Jesus, mãe de um filho-Deus, Mãe de Deus. Se bem repararmos no diálogo entre o Anjo e a Virgem, Maria é mãe de Jesus, não somente enquanto este é pessoa privada. Senão enquanto é Salvador e Redentor. O anjo não fala somente das grandezas pessoais de Jesus; é o Salvador é o messias esperado, é o rei eterno da humanidade regenerada, cuja maternidade se propõe a Maria… Toda obra Redentora está suspensa do Fiat de Maria. E disto tem a Virgem plena consciência. Sabe o que Deus lhe propõe; consente no que Deus lhe pede, sem restrição, nem condição; O seu Fiat responde à ampliação das proposições divinas, estende-se a Toda obra Redentora. Maria é, pois, a mãe do Redentor, e como tal, associada a sua obra Redentora; e, assim tem na ordem da reparação o lugar que Eva teve na ordem da nossa ruína espiritual, como os santos padres o farão notar como Santo Irineu. Mãe de Jesus, Maria terá com as três divinas pessoas as relações mais íntimas: será a filha muito amada do pai, e sua associada na obra da encarnação; a mãe do filho com direito ao seu respeito, ao seu amor, e até mesmo na terra, à sua obediência; pela parte que terá nos seus mistérios, parte secundária, mas real, será a sua colaboradora na obra da salvação e Santificação dos homens; será enfim o Templo Vivo, o Santuário privilegiado do Espírito Santo, e numa acepção analógica, a sua É, neste sentido que, com ele e em dependência dele, trabalhará em regenerar almas para Deus. #Igreja
- CRISTO CHAMOU-NOS PARA SEU REINO GLORIOSO (Santo Inácio de Antioquia)
Inácio, o Teóforo, à Igreja de Deus Pai e de Jesus Cristo, o dileto, rica de todos os dons da misericórdia, repleta de fé e de caridade, sem que lhe falte qualquer graça, muito amada por Deus, portadora da santidade, à Igreja que está em Esmirna na Ásia, efusivas saudações no Espírito imaculado e no Verbo de Deus. Rendo glória a Jesus Cristo, Deus, que vos deu tanta sabedoria; pois notei como sois perfeitos na fé inabalável, como que, de corpo e alma, presos por cravos à cruz do Senhor Jesus Cristo e firmes na caridade pelo sangue de Cristo, crendo com fé plena e segura que nosso Senhor é em verdade oriundo da estirpe de Davi segundo a carne, Filho de Deus pela vontade e poder de Deus. Crendo de igual modo que verdadeiramente nasceu da Virgem, foi batizado por João para que nele se cumprisse toda a justiça. Crendo que verdadeiramente, foi, sob Pôncio Pilatos e o tetrarca Herodes, crucificado na carne por nós – a cujo fruto nós pertencemos por sua bem-aventurada paixão – a fim de, por sua ressurreição, elevar pelos séculos a bandeira que reúne seus santos e seus fiéis, judeus ou gentios, no único corpo de sua Igreja. Tudo padeceu por nós para alcançarmos a salvação; e padeceu de verdade, como também de verdade ressuscitou a si mesmo. Eu também sei que, depois da ressurreição, vive em seu corpo e creio estar ele ainda agora com seu corpo. Ao se encontrar com Pedro e seus companheiros, disse-lhes: Pegai, apalpai-me e vede que não sou um espírito incorpóreo. E logo o tocaram e creram, unidos à sua carne e a seu espírito. Por esta razão, desprezaram também a morte e da morte saíram vitoriosos. Depois da ressurreição, comeu e bebeu com eles como qualquer ser corporal, embora, espiritualmente, unido ao Pai. Exorto-vos, portanto, caríssimos, embora bem saiba que pensais do mesmo modo. (Da Carta aos Esmirnenses, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir – Inscriptio; nn. 1,1–4,1: Funk 1, 235-237 – Séc. I).
- ENTENDENDO A QUESTÃO DO PECADO E DA CORRUPTIBILIDADE DO HOMEM
ENTENDENDO A QUESTÃO DO PECADO E DA CORRUPTIBILIDADE DO HOMEM Parte I A partir desse estudo vamos entender questões que muitos Protestantes, na grande maioria os modernos, tem uma grande dificuldade de entender questões, como Batismo infantil, as duas naturezas de Cristo é o título Theotokos ou mãe de Deus. Vamos partir da determinação da Necessidade, segundo alguns gnósticos, era tão rígida que “tudo se extingue pela necessidade na condição na qual foi criada. E eles tornam Deus mesmo o escravo dessa necessidade para que não se possa acrescentar imortalidade ao que é mortal (Irineu contra heresias;Harvey 1 294-95). Simão Mago foi acusado de ensinar que aqueles que eram para ser salvos receberiam a salvação só pela graça, independentemente de seus atos Morais; portanto, a responsabilidade moral não tinha sentido (Irineu contra as heresias 1. 23.3 Harvey 1:193). De uma maneira geral, as várias escolas gnósticas descrevemos homens como a vítima e o escravo de forças sobre as quais não tinham controle, e, por isso, essas escolas gnósticas diagnósticaram o pecado como inevitável. A resposta dos pais antignósticos foi negar a inevitabilidade do pecado em insistir que Deus “põe diante do homem o bem e o mal, a vida e a morte. Toda a ordem de disciplina é arranjada por intermédio dos preceitos, à medida que Deus denomina, ameaça e exorta. Talvez isso não fosse assim se o homem não fosse livre, favorecido com uma vontade capaz de obedecer e resistir (tertuliano contra Marcião 2.5.7). Se o homem estivesse sujeito à escravidão ao mal, seria injusto da parte de Deus fundamentar a recompensa e a punição na conduta humana. Só “uma comissão de transgressão espontânea” (tertuliano contra Marcião 2.6.7) poderia ser chamada a prestar contas desta maneira. Ireneu, rejeitando a estratificação ginástica da humanidade, insistiu que “todos os homens são da mesma natureza, capazes tanto de se apegar ao que é bom quanto de praticar o bem e ter, por sua vez, também o poder de afastado deles e não praticá-lo” (Irineu contra heresias 4.37.2 Harvey 2:286-87). Se, como os gnósticos sustentavam, “não está em nós poder fazer ou não fazer essas coisas, que motivo tinha o Apóstolo e muito mais o senhor mesmo de nos aconselhar a fazer e de nós abster de outras? Mas pelo fato do homem, desde o início, ter livre arbítrio e Deus ter Livre arbítrio, em cuja semelhança o homem foi criado, este sempre é aconselhado a se apegar ao bem, o que é feito por meio da obediência a Deus” (Ireneu contra heresias 4. 37.4). E os que fugiram da luz eterna de Deus foram eles mesmos a causa de sua habitação eterna nas trevas. Em suma, “os que apostataram da Luz concedida pelo pai e transgride a lei da Liberdade fazem isso por sua própria culpa, uma vez que foram criados agentes livres e possui um poder sobre eles mesmos” (Ireneu contra as heresias 4.39.4). O homem tinha a liberdade de pecar ou não do contrário ele não; do contrário, ele não poderia receber ordens, ser repreendido nem exortado, nem tão-pouco, convocado a prestar contas. Clemente de Alexandria, como porta-voz da fé cristã em resposta aos pagãos e hereges, fez apenas esta exortação: “até onde podemos, tentamos pecar o menos possível”. Só Deus pode evitar totalmente o pecado; mas os homens sábios conseguiam evitar transgressões voluntárias, e os que eram adequadamente treinados no cristianismo conseguiam, pelo menos ver que caíam em muito poucas transgressões (Clemente paedagogus 1.2.4. 1-3). A QUESTÃO DO PECADO E DA CORRUPTIBILIDADE DO HOMEM (Por que Maria é mãe de Deus, e por que se deve batizar crianças.) Parte II Não foi a partir das tendências evidentes nas controvérsias teológicas dos quatro primeiros séculos, quer com os pagãos quer com os outros cristãos, mas a partir da direção da vida e da prática da igreja que vieram o material a partir de qual foi formada uma declaração mais completa da relação entre a natureza e a graça. Pois “a antropologia predominante nos séculos II e III se manteve em contradição parcial com o supernaturalismo do culto” da igreja (Reuter [1887], p.32). É provável que dois temas dos cultos mereçam ser distinguidos por sua influência no dilema da antropologia cristã: a confissão do nascimento virginal de Cristo e a prática do batismo infantil. Foi destas que a doutrina cristã, sobretudo a Ocidental, tirou sua sustentação, inferindo a partir dela a mais completa explicação da relação entre a inevitabilidade do pecado e a responsabilidade pelo pecado, algo distinto do que tinha sido estabelecido pelos porta-vozes da ortodoxia. Ambos os termos estavam presentes na vida e na linguagem da igreja antes de serem sequer exploradas por sua importância antropológica; pelo menos, ali parece haver pouca ou nenhuma justificativa, com base na evidência disponível hoje, para argumentar que eles derivavam de uma teoria da queda e do pecado original defendida anteriormente. Mas, em vista de seu lugar cada vez mais seguro no culto e na confissão, tornaram-se as premissas dais quais podem ser extraídas conclusões sobre a queda e o pecado original. A afirmação do nascimento virginal de Cristo — ou mais precisamente de sua concepção virginal — teve origem no próprio Novo Testamento, sendo encontrada nos evangelhos de Mateus e de Lucas, mas em mais nenhum lugar. No primeiro deles, “a história do nascimento virginal é teologicamente muda, não se deduz nenhum argumento nem percepção cristológicas dessa grande intervenção divina” (Stendahal [1960], p.103). A narrativa de Lucas foi um tanto mais específica na identificação da relevância da intervenção, pois o anjo disse para Maria: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo; Filho de Deus”(Lc1.35). A palavra “assim”[dio]”indicava” que a inferência é autoevidente”(Arndt[1957], p.197) e, assim, a santidade e a filiação divina da criança tinham alguma conexão, talvez causal, com as circunstâncias especiais de sua concepção. Contudo, nem mesmo Lucas elaborou essa sugestão no resto de seu evangelho nem no livro de Atos dos Apóstolos. Por isso, a doutrina do nascimento virginal, mesmo quando foi santificada nos credos, não carregava com ela nenhuma indicação inequívoca de seu próprio sentido. A doutrina não só estava ausente em todos os escritores do Novo Testamento, com exceção de Mateus e Lucas, mas também entre os pais apostólicos a única referência a ela foi de Ignácio. Para ele, Cristo era “Filho de Maria e Filho de Deus”(Ignácio aos Efésios7.2[Bihlmeyer,p.84]; Ingácio aos Tralianos 9.1[Bihlmeyer, p.95]) e, portanto, tanto “carne quanto espírito”(Ignácio aos Esmirnenses 1.1 [Bihlmeyer, p.106]): o nascimento da Virgem Maria era uma garantia da verdadeira humanidade. Mas era mais que isso: “Foi escondida do príncipe deste mundo a virgindade de Maria e a concepção, bem como a morte do Senhor — três mistérios a ser aclamados — que foram operados no silêncio de Deus” (Ingácio aos Efésios 19.1[Bihlmeyer, p.87]). Aqui a função de concepção é do nascimento milagrosos de Cristo eta mostrar que “nosso Deus, Jesus, o Cristo, foi concebido no ventre de Maria de acordo com uma dispensação da semente de Davi, mas também do Espírito Santo” (Ingácio aos Efésios 18.2[Bihlmeyer, p.87]). A intenção da doutrina era cristológica, certamente não mariológica e muito menos antropológica. A doutrina “não foi formulada por causa de uma linha de pensamento teológico; ela foi apenas uma peça supostamente ‘apostólica’ da tradição bíblica. A QUESTÃO DO PECADO E DA CORRUPTIBILIDADE DO HOMEM Parte III A definição de “humano” era uma parte da pressuposição da doutrina cristológica e, pelo menos, de três maneiras: o entendimento da condição humana e sua necessidade de salvação; a definição da natureza humana de Cristo; e a imagem de uma raça humana redimida e transformada pela vinda de Cristo. As duas principais opções na doutrina da Encarnação continham, cada uma de sua própria maneira distintiva, elementos que serviam para impedir uma investigação completa da inevitabilidade do pecado. Os proponentes da união hipostática, com certeza, nunca poderiam ser acusados de considerar levianamente a difícil condição humana. Conforme a antropologia de Atanásio demonstrou em vividos detalhes, esses teólogos estabeleceram a vinda do Logos na carne contra o sobrinho plano de fundo da condição humana de Pecado, corrupção e morte. Os homens, ao se afastarem de Deus em desobediência, “tornaram-se a causa de sua própria corrupção na morte”. Além disso, essa condição estava se deteriorando progressivamente, e os homens tinham ficado insaciáveis em pecar (Atanásio encarnação do verbo 5.3). Os homens, não satisfeitos com o primeiro pecado, “encheram-se mais uma vez com outros Males, progredindo ainda mais em vergonha e suplantando-se em impiedade (Atanásio contra os pagãos 8). Nem o sol, nem a lua, nem as estrelas abandonaram Deus; só o homem foi vil. A encarnação do Logos, Vista Contra esse plano de fundo, foi considerada o único meio de resgatar a humanidade caída( Atanásio encarnação do verbo 43.1) No entanto, a despeito de toda essa linguagem forte sobre o pecado, o problema fundamental do homem não era seu pecado, mas sua corruptibilidade. O motivo para a encarnação ser necessária era que o homem não tinha apenas errado – para isso, O arrependimento seria suficiente (Atanásio encarnação do verbo 7.3) — mas tinha caído na corrupção, uma transição que o ameaçava com a aniquilação (Atanásio contra os gentios 41). O Logos, como o agente da criação que tinha chamado o homem do nada, também era aquele que o salvaria da aniquilação. Isso o Logos fez ao assumir a carne. Para essa teologia, a universalidade da morte, não a inevitabilidade do pecado, era fundamental. A declaração de Romanos 5. 14 de que a “morte reinou Desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante a transgressão de Adão” foi usada para provar que havia muitos que tinham sido “puros de todo pecado”, como Jeremias e João Batista (Atanásio discurso contra os arianos 3.33). foi a morte e a corrupção que ficaram no caminho da participação do homem na natureza divina, e estas tinham de ser sobrepujadas na encarnação do logos (Atanásio discurso contra os arianos 3.40). #Cristologia #históriadaigrejaprimitiva
- MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS
MARIA SANTÍSSIMA O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo; mas o que a fé ensina sobre Maria, ilumina por sua vez, a sua fé em Cristo (CIC 487). DESCENDENTE DA TRIBO DE DAVI “José foi também da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de David, que se chamou Belém, porque era da casa e família de Davi para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida” (Luc. 2,4-5). “Deus enviou seu filho (Gal.4,4), mas para formar-lhe um corpo,quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso,desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a mãe de seu filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galiléia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria”(Luc.1,26-27)”(CIC 488). Santo Inácio de Antioquia “de fato, o nosso Deus, Jesus Cristo, segundo a economia de Deus, foi levado ao seio de Maria, da descendência de Davi e do espírito santo. Ele nasceu e foi batizado, para purificar a água na sua paixão”(carta aos Efésios 18,2). ” Ele ‘Jesus’ se chamava a si mesmo “filho do homem”, seja por causa do seu nascimento de uma virgem, que era como já disse – da descendência de Davi, Jacó, Isaac e Abraão, seja porque o próprio Adão é pai desses que acabo de enumerar, dos quais Maria tem a sua origem. De fato, sabemos que os pais das filhas são também pais dos filhos delas” (diálogo com o Judeu Trifão 100,3). Ireneu de Lião “E cumpriu o que foi prometido a Davi, pois Deus havia se comprometido a suscitar de fruto do seu seio um rei eterno, cujo reino não teria fim. Este Rei é Cristo, filho de Deus, feito filho do homem, isto é, nascido, como fruto, da virgem descendente de Davi; e se a promessa foi do fruto de seu seio – a saber, um rebento da concepção característica da mulher, e não fruto do homem nem dos rins, como é característico do varão – era pra anunciar o que era de único e próprio na produção deste fruto de um seio virginal procedente de Davi, que reina na casa de Davi pelos séculos e cujo reino não conhecerá fim”(demonstração da pregação Apostólica 36). “Com estas palavras de [Isaías 11, 1-10], quer dizer que Cristo nascerá daquela que descente de Davi e de Abraão. Efetivamente, Jessé descendia de Abraão e era pai de Davi. Deste modo, a virgem, que concebeu a Cristo era o broto”(demonstração da pregação Apostólica 59). “Porém, em Belém é também o povo de Davi, de sorte que Cristo é da posterior de Davi, não apenas pela virgem que lhe trouxe à luz, mas também por ter nascido em Belém, pátria de Davi”(demonstração da pregação Apostólica 63). São Jerônimo “Pela genealogia de José, Maria possuía parentesco com ele, e a origem de Maria também precisava ser demonstrada(da virgindade perpétua de maria4). Agostinho de hipona “Mateus, ao estabelecer a genealogia de Cristo segundo a carne desde Abraão, o pai do povo fiel, e a continuar na linha descendente até Davi (Mat. 1,1-17), teve em vista mostrar a função e dignidade real de Cristo (…) Lucas, querendo também fornecer a genealogia do Senhor segundo a carne, mas na linha Sacerdotal, narra os graus de origem de seus antepassados (Luc. 3,23-38). Todavia, não menciona os mesmos nomes de Mateus, isso porque a linhagem de sangue real; esta teve como origem Davi. Ora, um de seus filhos (José), conforme o costume de então, desposara uma mulher da tribo Sacerdotal, o que fazia Maria pertencer a uma e outra tribo, isto é, às tribos real e sacerdotal. Assim, quando José e Maria foram recenseados, está escrito serem eles da casa, isto é,da estirpe de Davi (Luc.2,4), mas ocorre ainda que Isabel, de quem está dito ser parenta de Maria, pertencia à tribo Sacerdotal (Luc. 1,5.36)”(sobre diversas questões 83). MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS Vamos ajudar os nossos amigos que até hoje não entenderam que negar o título “mãe de Deus”, é uma heresia, até mesmo para as igrejas da reforma Protestante, infelizmente os professores de teologia Protestantes sabem disso, mas, muitos tem medo de ensinar o certo. Vemos de uma forma especial dentro da liturgia uma linguagem usada em relação à Virgem Maria, que tinha vindo a ser chamada de “Theotokos.” A despeito do esforço para encontrar prova disso em outros lugares, há motivos para acreditar que o título teve origem em Alexandria, onde harmonizava com a tradição Alexandrina genérica e epitomada. O exemplo mais antigo em contestado do termo Theotokos foi na Encíclica de Alexandre de Alexandria dirigida contra o arianismo em 324 (Alexandre de Alexandria Epístolas 54). Mais adiante no século IV, o Imperador Juliano, em sua polêmica contra os “Galileus”, perguntou aos cristãos: “Por que vocês chamam incessantemente Maria de Theotokos? (Juliano contra os galileus 262). Mas a origem da ideia de Theotokos não devem, quase Com certeza, ser procuradas nas polêmicas nem na especulação, mas na devoção, talvez na versão grega primitiva do hino para Maria, sub tuum praesidium, aqui também a teologia teve de concordar com a liturgia. Maria, nos conflitos com o gnosticismo, tinha servido como prova da realidade da humanidade de Jesus: ele tinha verdadeiramente nascido de uma mãe humana e, portanto, era um homem (Ireneu contra as heresias 5.1.2). Mas a piedade e a reflexão Cristã tentavam provar o sentido mais profundo da salvação, o paralelo entre Cristo e Adão encontrou sua contraparte na imagem de Maria como a segunda Eva, que, por sua obediência, tinha desfeito o dano causado pela desobediência da mãe da humanidade (Irineu prova da pregação Apostólica 33). Ela era a mãe do homem Jesus Cristo, a mãe do Salvador; mas ele, para ser o salvador, também tinha de ser Deus, e ela, como sua mãe, tinha de ser “mãe de Deus”. na devoção popular, esses temas se entrelaçam com outras especulações sobre a maneira do nascimento de Cristo me da vida posterior da Virgem Maria, mas o desenvolvimento da imagem cristã de Maria e o eventual surgimento de uma doutrina Cristã de Maria, em seus temas fundamentais, deve ser entendido no contexto do desenvolvimento da devoção a Cristo e, claro, do desenvolvimento da doutrina de Cristo. Pois era de grande importância para a cristologia se alguém tinha ou não o direito de chamar Maria de Theotokos. Os arianos e outros podem ter usado o termo sem ter extraído dele conclusões concordante com a ortodoxia de Atanásio. Mas uma vez que a fórmula nicena tinha sido estabelecida esclarecida, os que estavam na sucessão de Atanásio, e talvez o próprio Atanásio (Atanásio discurso contra os arianos 3.29), descobriram nesse título uma fórmula competente para sua crença de que na Encarnação, divindade e humanidade estavam tão intimamente unidas que, por meio do que veio a ser conhecido “como a comunicação das propriedades”, nem o nascimento, nem a crucificação nem a salvação podiam ser atribuídos a uma natureza sem a outra. Era uma forma de falar de Cristo, no mínimo, tanto quanto de falar sobre Maria. Uma vez que era permissível falar de Cristo como “o Deus sofredor”, como a piedade e a proclamação da igreja falavam, a cristologia Alexandrina também podia tirar vantagem do termo litúrgico theotokos Para apoiar sua ênfase na unidade da pessoa de Cristo. #históriadaigrejaprimitiva
- BATISMO INFANTIL NAS ESCRITURAS E NA TRADIÇÃO APOSTÓLICA
BATISMO INFANTIL Tertuliano (+ 220) escreveu no século III o Tratado sobre o Batismo, que fornece informações importantes. Ensina que “os catecúmenos deviam invocar Deus com orações fervorosas, com jejuns, genuflexões e vigílias” (c. 20). O ministro, o bispo, na vigília pascal, benzia a água; o catecúmeno renunciava ao demônio; a seguir, o ministro perguntava: “Crês em Deus Pai?”. Após a resposta afirmativa do catecúmeno, mergulhava-o na água; interrogava ainda: “Crê em Deus Filho?” e “Crês em Deus Espírito Santo?”, seguindo-se a cada resposta um mergulho na água. Depois o neófito era ungido com óleo e recebia a imposição das mãos, pela qual se comunicava o Espírito Santo. S. Hipólito de Roma (+ 235) descreveu sobre o Batismo, com detalhes, em sua Tradição Apostólica: “Ouçam os catecúmenos a palavra durante três anos… escolhidos os que receberão o Batismo, sua vida será examinada: se viveram com dignidade enquanto catecúmenos, se honraram as viúvas, se visitaram os enfermos, se só praticaram boas ações… Aproximando-se o dia em que serão batizados, exorcize o bispo cada um… Jejuem na véspera do Sábado os que receberão o Batismo… Ordene-se a todos que rezem e se ajoelhem; impondo-se sobre eles as mãos, exorcizará o bispo todos os espíritos estranhos para que fujam e não tornem jamais; ao terminar o exorcismo, sopre-lhes no rosto. Depois de marcar-lhes com o sinal da cruz a fronte, os ouvidos e as narinas, ele os fará levantar-se… Ao cantar do galo, reze-se primeiro sobre a água, na fonte ou derramando-se do alto… Em caso de necessidade usa-se a água que se encontrar… Os batizados despirão as suas roupas, batizando-se primeiro as crianças. Todos os que puderem falar por si mesmos, falem. Os pais ou alguém da família, falem pelos que não puderem falar por si. Batizem-se os homens e finalmente as mulheres… ” (nº 38 a 51). Esta longa descrição de como era ministrado o Batismo, e que continua, mostra que este sacramento era ministrado na madrugada do domingo, após um dia inteiro de orações, leituras e jejum; a preparação era longa, com anos de instrução e exorcismos (não de possessos); batizavam crianças que ainda não tinham idade para falar; a unção do óleo após o Batismo equivale ao sacramento da Crisma. S. Justino Mártir, ano 151, I Apologia 61: “Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos Apóstolos”. Didaquè – A Doutrina dos Apóstolos (ano 100): “Quanto ao batismo, batizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se não puder ser em água fria, fazer em água quente. Se não tens bastante, de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Antes do Batismo, jejuem: o que batiza, o que é batizado e outras pessoas”(n.30). Aqui se vê claramente que desde o primeiro século a Igreja já ministrava o Batismo por efusão (derramamento de água) e não apenas por imersão (mergulho na água). S. Ireneu (140-202): “Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens, os velhos”. “O batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo. Pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo”. (Dem. 7) Orígenes – bispo de Alexandria (184-285): “A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar o batismo também aos recém-nascidos”. (Ep. Ad. Rom.LV, 5,9) S. Cipriano, bispo de Cartago (210-258): “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido) Aqui podemos ver que a Igreja desde os primórdios batizou os recém-nascidos. Santo Hilário (310-367): “Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois na imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus”. (Mat. 2) O Concílio de Cartago (ano 418), que condenou o pelagianismo, rejeitou a posição “daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém-nascidas do seio materno”. (Cânon 2, DS,223) O Concílio de Florença (ano 1442), exigiu que fosse administrado o batismo aos recém-nascidos “o mais depressa que se possa fazer comodamente”. (DS. 1349) Por que batizar as crianças? A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças é que o Batismo não é como uma matricula em um clube, mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, que acontece mesmo que a criança não tome conhecimento do fato. Este renascer da criança a faz herdeira de Deus. A partir do Batismo a graça trabalha em seu coração (cf. 1 Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. Elas não podem professar a fé, mas são batizadas na fé da Igreja a pedido dos pais. Santo Agostinho explicava bem isto: “As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis), mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis… É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um ” (Epist. 98,5). Nenhum pai espera o filho chegar à idade adulta para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, tomar as vacinas, etc. Da mesma forma deve proceder com os valores espirituais. Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas que os pais lhe propiciaram na infância. A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças. Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); o carcereiro de Filipos (16, 31-33), Crispo de Corinto (At 18,8); a família de Estéfanas (1Cor 1, 16). Orígenes de Alexandria (? 250) e S. Agostinho (430), atestam que “o costume de batizar crianças é tradição recebida dos Apóstolos”. Santo Irineu de Lião (?202) considera óbvia a presença de “crianças e pequeninos” entre os batizados (Contra as heresias II 24,4). Um Sínodo da África, sob São Cipriano de Cartago (?258) aprovou que se batizasse crianças “já a partir do segundo ou terceiro dia após o nascimento” (Epist. 64). O Concílio regional de Cartago, em 418, afirmou: “Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente um pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença” (Cânon 2, DS,223). No Credo do Povo de Deus, o Papa Paulo VI afirmou: “O Batismo deve ser ministrado também às criancinhas que não tenham podido ainda tornar-se culpadas de qualquer pecado pessoal, a fim de que elas, tendo nascido privadas da graça sobrenatural, renasçam pela água e pelo Espírito Santo para a vida divina em Cristo Jesus” (nº 18). A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças Atos 2,38-39: “Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar’.” Atos 16,15: “Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: ‘Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali’. E nos constrangeu a isso.” Atos 16,33: “Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus.” Atos 18,8: “Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.” 1Coríntios 1,16: “Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro”. O Batismo é necessário a todos, inclusive às crianças João 3,5: “Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.” Romanos 6,4: “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” “Todos pecaram” em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 5,12.19: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos.” Salmo 51[52],5: “Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe.” A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo Batismo Colossences 2,11-12: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.” As crianças podem crer Marcos 9,42: “E quem escandalizar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar” Lucas 1,41-44: “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.” Salmo 22[23],9-10: “Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.” #históriadaigrejaprimitiva
- TRANSUBSTANCIAÇÃO E PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA
TRANSUBSTANCIAÇÃO E PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA “ISTO É O MEU CORPO (…) ISTO É O MEU SANGUE” (MATEUS 26, 26-28) ” O modo de presença de Cristo sobe as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com ela seja como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual Tendem em todos os sacramentos. No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o corpo e o sangue juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte o Cristo todo. Esta presença chama-se real não por exclusão, como se as outras não fossem reais, Mas Sou autonomásia, por que é substancial e por que por ela Cristo, Deus e homem se torna presente completo”(CIC). DIDAQUÊ “No que concerne à eucaristia celebrai-a do seguinte modo (…) ninguém coma ou beba de vossa Eucaristia se não estiver batizado em nome do senhor, pois a respeito dela disse o senhor: “não deis coisas santas aos cães” (9,1.5). INÁCIO DE ANTIOQUIA “Eles se afastam da Eucaristia e da oração porque não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que na sua bondade, “o pai ressuscitou” (carta aos esmirnenses 4,1). “Eles (os hereges) se afastam da Eucaristia e da oração por que não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que, na sua bondade, o pai ressuscitou (carta aos esmirnenses 7,1). “Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato, há uma só carne de Nosso Senhor Jesus Cristo e um só Cálice na unidade do seu sangue, um único Altar, assim como um só Bispo Com o presbítero e os diáconos, meus companheiros de serviço. desse modo, o quê fizerdes, fazei-o segundo Deus” (carta aos piladelfos 4). “Não sinto prazer pela comida corruptível, nem me atrai os prazeres desta vida. Desejo o pão de Deus, que é a carne de Jesus Cristo, da linhagem de Davi, e por bebida desejo sangue dEle, que é o amor incorruptível” (carta aos romanos 7,3,). JUSTINO MÁRTIR ” Este alimento se chama entre nós ‘Eucaristia’ da qual ninguém pode participar a não ser que creia serem verdadeiros os nossos ensinamentos e se lavou no banho do batismo que traz a remissão dos pecados e a Regeneração, e vive conforme o que Cristo nos ensinou. de fato, não tomamos estas coisas como pão comum ou bebida ordinária,mas da maneira como Jesus Cristo, nosso salvador, feito carne por força do verbo de Deus, Teve carne e sangue para nossa salvação, assim nos ensinou que, por virtude da oração ao verbo que procede de Deus, alimente sobre o qual foi dita Ação de Graças -alimento com qual, por transformação, se nutrem nosso sangue e nossa carne – é a carne e o sangue Daquele mesmo Jesus encarnado. foi isso que os apóstolos nas memórias por eles escritas que se chamam Evangelhos, nos transmite que asim foi ordenado a eles, quando Jesus, tomando o pão e dando graças disse: fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo; e, igualmente, tomando o cálice e dando graças, disse: Isto é o meu sangue ( 1Apologia 66, 1-3). “Este alimento chama-se entre nós Eucaristia. ninguém pode participar dele, a não ser aquele que crê que nossa doutrina é verdadeira e que foi purificado pelo batismo para o perdão dos pecados e para a Regeneração, e que vive como Cristo ensinou. Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus Cristo, nosso salvador, se fez carne pela palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou; depois de transformado, Nutre nossa carne e nosso sangue (…) Os apóstolos, em suas memórias que chamamos ‘Evangelhos’, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera: tendo ele tomado o pão e das Graças, disse: ‘fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo (Lucas 22,19; Marcos 14,22); e tomando igualmente O Cálice, deu graças e disse: Isto é o meu sangue (Marcos 14,24) e os deu Somente a Eles . Desde então, vírgula nunca mais deixamos de Recordar estas coisas entre nós” (diálogo com o judeu trifão 66). IRENEU DE LIÃO ” Aconselhando também aos seus discípulos a oferecerem a Deus As Primícias das suas criaturas, não por que precisasse mas para que eles não se mostrassem inoperantes e ingratos, tomou o pão que deriva da criação, deu Graças, dizendo: Isto é o meu corpo; do mesmo modo, tomou o cálice, e provém como nós da criação o declarou seu sangue e estabeleceu a nova oblação do novo testamento. é esta a mesma oblação que a igreja recebeu dos Apóstolos e que, no mundo inteiro, ela oferece a Deus que nos dá o alimento, como Primícias dos dons de Deus na (Nova Aliança contra as heresias 4,17, 5). ” Como poderão (os hereges) ter certeza de que o pão ao qual deram Graças é o corpo do Senhor e o cálice de vinho o seu sangue se não o reconhecem como filho do criador do mundo, Isto é, o seu verbo pelo qual o lenho frutifica, brotam as fontes e a terra dá primeiramente a erva, depois a espiga e por fim a espiga cheia de trigo? Como ainda podem afirmar que a carne se corrompe e não pode participar da vida quando ela se alimenta do corpo e do sangue do Senhor? Então, ou mudam sua maneira de pensar ou se abstenha de oferecer as ofertas de que falamos acima Pão e Vinho. Quanto a nós, Nossa maneira de pensar e estar de acordo com a Eucaristia e a Eucaristia confirma a nossa doutrina, pois oferecemos o que já é seu, proclamando, como é justa, a comunhão e a unidade da carne e do espírito. Assim como pão que vem da terra, ao receber a invocação de Deus, já não é pão comum, mas a Eucaristia, feita de dois elementos: ou terrestre e o Celeste; do mesmo modo, nossos corpos, por receberem a Eucaristia Já não são corruptíveis, por terem a esperança da Ressurreição (contra as heresias 4,18, 3-4). ” Ele (Jesus) ainda reconheceu como seu próprio sangue o Cálice tirado da natureza criada, com o qual fortifica o nosso sangue, e proclamou ser seu próprio corpo o pão tirado da natureza criada com o qual se fortificam os nossos corpos; se, portanto, o cálice que foi misturado e o pão que foi produzido recebem a palavra de Deus e se tornam a Eucaristia, Isto é, o sangue e o corpo de Cristo, e se por eles cresce e se fortifica a substância da nossa carne, como podem entender que a carne seja incapaz de receber o dom de Deus que consiste na vida eterna, quando ela é alimentada pelo sangue e pelo corpo de Cristo e é membro deste corpo? Como diz o bem-aventurado apóstolo na epístola aos Efésios: somos membros de seu corpo, formados pela carne e pelos seus ossos; e não fala de algum homem pneumático e indivisível porque o espírito não tem ossos nem carne mas da estrutura do homem que nada tinha feito de carne, nervos e ossos, alimentado pelo cálice que é o sangue de Cristo e é fortificado pelo pão que é o seu corpo. Assim como a muda da videira, depositada na terra depois frutifica, e o Grão de Trigo caido no solo e destruído, Ressurge multiplicado pela ação do Espírito de Deus que tudo sustém e, em seguida, pela Arte dos homens, se fazem dessas coisas vinho e pão pelo que pela palavra de Deus se tornam na Eucaristia, Isto é, no corpo e sangue de Cristo; da mesma forma; os nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia, depois de serem decompostos, ressuscitarão, no seu tempo, quando o verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai, porque Ele dará a imortalidade ao que é corruptível já que o poder de Deus se manifestará na fraqueza (contra as heresias 5,2, 2-3) TERTULIANO DE CARTAGO ” Com grande desejo tenho querido comer a Páscoa convosco antes de padecer, ó destruidor da lei que ainda esperava observar a Páscoa, tão seguro de que deleitaria pela carne do cordeiro judeu. Ou será que era ele, aquele que tendo que ser levado ao sacrifício Como Uma Ovelha e que, Como uma Ovelha perante o tosquiador, não deveria de abrir sua boca, desejava realizar a figura de seu sangue salvífico? Poderia também ter sido entregue por qualquer estranho para que não dissesse eu que também neste Salmo estava sendo cumprido: ‘Aquele que come pão comigo levantou seu pé contra mim porém, isto teria sido próprio de outro Cristo,não daquele que cumprir as profecias… Tendo declarado, pois, que ele, com grande desejo, teria desejado comer a sua própria Páscoa, pois seria indigno que Deus desejasse algo alheio, tendo tomado o pão e distribuído aos discípulos, pelo seu corpo, dizendo: Este é o meu corpo, Isto é, figura de meu corpo porém não teria sido, mas sim corpo verdadeiro. é demais, uma coisa vã como é um fantasma não poderia conter a figura. ou se por isto é o pão fez seu corpo, porque parecia de corpo verdadeiro, logo deveria entregar por nós o pão. Fazia para o vazio de Marcião que fosse crucificado o pão e nada mais para o melão que Marcião teve ao invés do coração? Não entendeu que é antiga esta figura do corpo de Cristo, que diz por Jeremias: Urgiam tramas contra mim, dizendo: venham! lancemos uma lasca em seu pão, isto é, a cruz em seu corpo. assim portanto, aquele que ilumina as antigas figuras, ao chamar de pão ao seu corpo, declarou suficientemente o que queria significar então o pão. assim, na comemoração do Cálice, e constituindo o Testamento selado com o seu sangue, confirmou a substância de seu corpo. porque o sangue não pode ser de corpo algum que não seja de carne. porque se alguma propriedade não carnal do corpo se nós opõe, certamente se não for Carnal não terá sangue. Assim a prova da realidade do corpo se confirmar pelo Testamento da carne e a prova da realidade da Carne pelo testemunho do Sangue Bom e para que reconheça a antiga figura do sangue do vinho, diz Isaías (…) muito mas manifestamente o gênesis, na benção de Judá, de cuja tribo deveria provir a origem da carne de Cristo, já então esboçava a Cristo em Judá: lavará – disse – em vinho as suas vestes e em sangue e uvas o seu manto, significando a estola e manto a carne, e o vinho o sangue. Assim agora consagrou seu sangue no vinho aquele que então fez o vinho figura de seu sangue” (contra Marcião 4,40). “Pelo qual, pelo sacramento do pão e do Cálice, já temos provado no evangelho a verdade do corpo e do sangue do Senhor em contrário do fantasma pregado por Marcião (contra Marcião 5,8). “O sacramento da Eucaristia confiado pelo senhor durante a ceia e a todos, o tomamos também nas reuniões antes do amanhecer e não da mão de outros senão daqueles de quem presidem (…) Sofremos aflição se cai ao chão algo de nosso cálice ou também do nosso pão” (da coroa 3) HIPÓLITO DE ROMA ” Apresse-se todo fiel a receber a Eucaristia, antes de provar Qualquer coisa. Se ele a receber porque tem fé, o que quer que depois lhe seja Dado, ainda que mortal não poderá prejudicá-lo. Esforcem-se todos para que o Infiel não prove a Eucaristia, nem que o faça um rato ou outro animal, e para que dela não caia qualquer parcela e se perca: ela é o corpo de Cristo, que deve ser comido pelos crentes e não deve ser negligenciada” (tradição Apostólica). ORÍGENES DE ALEXANDRIA “Não temes comungar o corpo de Cristo, e aproximando-se da Eucaristia como se estivesses limpo e puro? Como podes desprezar o juízo de Deus? não te lembras que está escrito: ‘por isso há entre vós muitos fracos, doentes e muitos que morrem? Por que muitos fracos? porque não julgam a si mesmos, não se examinamos, não entendem o que é participar da igreja, nem [entendem] o que é aproximar-se de tantos e tão exímios sacramentos. Sofrem aquilo que costumam sofrer aqueles que têm febre. quando se atrevem comer dos manjares do Santos, Isto é, acarretam ruína para si mesmos” (comentários sobre os salmos 37,2,6). “Em razão disso, Graças aos demônios, Celso é um homem que desconhecem a Deus e Suas Obras. Não, ao contrário, Damos graças ao criador de tudo; comemos os pães oferecidos com a ação de graças e a oração sobre os dons recebidos pelos tornados pela oração Eucaristia em corpo Santo e santificador dois que se servem dele com propósito (contra Celso 8,33). “Conhecei a vós mesmos, vós que estais acostumados a assistir os dizendo os mistérios: quando recebemos o corpo do Senhor, o guardais com todo cuidado e veneração, para que não caia nada dele, nem desapareça nada do dom consagrado; isto porque, Como acreditais, sereis réus – e por justo motivo – se perdeste algo por negligência. E se, com justa razão, empregais tanto Cuidado para conservar o seu corpo, como poderíeis julgar menos ímpio a negligência [em seguir a] sua palavra?” (homilia sobre Êxodo 13, 3). “Portanto, se sobre com ele (Jesus) para celebrar a Páscoa, ele te dará o cálice do novo testamento E também o pão da Benção; concederá o seu corpo e o seu sangue” (homilia sobre Jeremias 19,13). ” [Anteriormente,] o Maná era alimento em Enigma; agora, claramente a carne do verbo de Deus é verdadeiro alimento como ele mesmo diz: minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é verdadeiramente bebida (homilia sobre números 7,2). NOVACIANO DE ROMA “Apressando-se a ir ao espetáculo [dos gladiadores], mal tendo saído do sacrifício do Senhor (missa), este Infiel, carregando consigo a Eucaristia (como é de costume), passou com o santo (a Eucaristia) pelo caminho do prostíbulo, por entre os corpos obscenos das prostitutas. Desta forma, merece muito mais repreensão em razão do caminho que adotou do que pelo prazer [moral proporcionados pelo] espetáculo” (dos espetáculos 5). ANÔNIMO(séc IIIl) “Dignai enviar o teu santo espírito sobre estas criaturas e mudar o pão no corpo do senhor e salvador Jesus Cristo, vírgula e o cálice no sangue do Novo Testamento” (Eucológio o egípcio). HILÁRIO DE POITIERS “O verbo se fez realmente carne e nós, na refeição do Senhor, recebemos realmente a carne do verbo(…) Ele nos dá tanto a realidade de sua carne quanto à realidade de sua divindade no sacramento da sua carne” (da Trindade 8,13) “Se é verdade que ‘a palavra se fez carne’, também é verdade que no sagrado alimento (Eucaristia) Recebemos a palavra feita a carne. Por isso, devemos estar convencidos que permanece em nós, de um modo conatural, aquele que (…) também mesclou no sacramento que nos Comunica a sua carne com a natureza da eternidade(…) por sua carne, ele está em nós e nós nele (…) Ele mesmo atesta que estamos em alto grau nele, pelo Sacramento em que nos comunica a sua carne e o seu sangue(…) esta é, portanto, a fonte de nossa vida: a presença de Cristo por sua carne em nós, [seres]” (carnais da Trindade 8,13 traço 16) “Ele mesmo diz: ‘minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue fica em mim e eu nele’ (João 6,56). quanto a verdade da carne e do sangue não há lugar para dúvida: é verdadeiramente carne e verdadeiramente sangue, como vemos pela própria declaração do Senhor e por nossa fé em suas palavras. Esta carne, uma vez comida, e este sangue, bebido, fazem que sejamos também nós um em Cristo e o Cristo em nós. Não é isto verdade? Não o será para os que negam ser Jesus Cristo verdadeiro Deus! Ele está em nós, pois, por sua carne, e nós nele, e ao mesmo tempo o que nos somos está com ele em Deus” (da Trindade). “ATANÁSIO DE ALEXANDRIA “Verás os Levitas trazer pães e um cálice de vinho, e colocá-los sobre a mesa. Enquanto não forem feitas as invocações e orações, não há nada além de pão e cálice vinho, porém, após terem sido pronunciadas as grandes e admiráveis orações, então o pão se converte em corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e o vinho e se converte em seu sangue. Acuda-nos à celebração dos mistérios. Enquanto não se fizerem as orações e invocações, este pão e este vinho São simplesmente Pão e Vinho. mas, depois de se pronunciar essas grandes orações e Santas invocações, o verbo desce ao pão e ao cálice, e [estes] se convertem no corpo do verbo (aos recém batizados página 26,325). EFRÉM DA SÍRIA “Chamou o pão ‘seu corpo vivo’ encheu-o de si próprio e do seu espírito (…) e aquele que o come com fé, come fogo e espírito (….) tomai e comei-o todos; e, com ele, comei o espírito santo. De fato, é verdadeiramente o meu corpo, e quem o come viverá eternamente (homilia para a Semana Santa 4). “Em teu pão se esconde o espírito, /que não pode digerir-se; /em teu vinho está o fogo, que não pode beber-se./ O Serafim não podia aproximar seus dedos das brasas,/ E elas só puderam aproximar-se os lábios de Isaías;/ nem os dedos as tomaram, nem os lábios as digeriram;/ mas o senhor concedeu a nós ambas coisas./ O fogo desceu com Ira para destruir os pecadores,/ mas o fogo da Graça Desce sobre o pão e ali permanece./ Em vez do fogo que destruiu o homem,/ comemos o fogo no pão/ e fomos salvos” (hinos sobre a fé 10,8-10). CIRILO DE JERUSALÉM “Portanto, tendo Ele pronunciado e dito acerca do pão: ‘Isto é meu Corpo’, quem se atreverá a duvidar disso a partir de então? E tendo Ele asseverado e dito: ‘Isto é o meu Sangue’, quem jamais poderá duvidar e dizer que não é o Sangue Dele? (…) Em outra ocasião, com um sinal seu, converteu a água em vinho em Caná da Galileia. Então não deveríamos crer quando converte o vinho em Sangue? (…) Assim, com total segurança participamos do Corpo e Sangue de Cristo. Isto porque na figura do pão te é dado o Corpo, e na figura do vinho te é dado o Sangue, para que, tendo participado do Corpo e do Sangue de Cristo, sejas feito corpóreo e consaguíneo Seu, e porque assim como somos feitos portadores de Cristo ao se distribuir por nossos membros o seu Sangue, assim também – conforme o bem-aventurado Pedro (2Ped. 1,4; 4,3) – somos feitos portadores ‘consortes da divina natureza’. Com efeito, não consideres como mero pão e mero vinho, porque são Corpo e Sangue de Cristo, conforme a fé: crê com firmeza, sem qualquer dúvida, que foi feito digno do Corpo e do Sangue de Cristo” (Leituras Catequéticas 4,1-2.6). “Quanto a mim, recebi do Senhor o que também vos transmiti’ etc. (I Cor 11, 23). Esta doutrina de São Paulo é bastante para produzir plena certeza sobre os divinos mistérios pelos quais obtendes a dignidade de vos tornardes concorpóreos e consanguíneos de Cristo. Quando, pois, Ele mesmo declarou do pão: ‘ Isto é o meu Corpo’, quem ousará duvidar? E quando Ele asseverou categoricamente: ‘ Isto é o meu Sangue’, quem ainda terá dúvida, dizendo que não é? Outrora em Caná da Galileia, por sua vontade, mudara a água em vinho; e não seria também digno de fé, ao mudar o vinho em sangue? (…) É, portanto, com toda segurança que participamos de certo modo do Corpo e do Sangue de Cristo: em figura de pão é deveras o Corpo que te é dado; e em figura de vinho, o Sangue, para que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, te tornes corpóreo e consanguíneo dele. Passamos assim a ser ‘Cristóforos’, isto é, portadores de Cristo, cujo Corpo e Sangue se difundem por nossos membros. E então, como diz São Pedro, ‘participamos da natureza divina’ (2Pd 1,4). Não trates, por isso, como simples pão e vinho a este Pão e Vinho, pois são, respectivamente, Corpo e Sangue de Cristo, consoante a afirmação do Senhor. E ainda que os sentidos não o possam sugerir, a fé no-lo deve confirmar com segurança. Não julgueis a coisa pelo paladar, antes, pela fé, enche-te de confiança , não duvidando de que foste julgado digno do Corpo e Sangue de Cristo” (Leituras Catequéticas 4,3.6). “Depois que nos santificarmos a nós mesmos com estes hinos espirituais (“Sanctus”), invocamos o Deus amante dos homens, para que envie o seu Espírito sobre a oblação, para que faça do pão Corpo de Cristo e do vinho Sangue de Cristo, pois, certamente, qualquer coisa que o Espírito Santo tocar será santificado e mudado” (Leituras Catequéticas 5,7). Invocamos Deus misericordioso para que envie o seu Santo Espírito sobre as oblações que apresentamos a fim de Ele transformar o pão em corpo de Cristo e o vinho em sague de Cristo. O que o Espírito Santo toca, é santificado e transformado totalmente” (Leituras Catequéticas 23,7). “O Verbo de Deus, em se unindo à própria carne, deu-lhe a virtude de vivificar. Portanto, convinha que Ele se unisse aos nossos corpos, de modo misterioso, mediante Sua sagrada Carne e precioso Sangue, que recebemos no Pão e no Vinho [consagrados] pela bênção vivificante”. “Jesus está presente na Eucaristia, com o mesmo Corpo e o mesmo Sangue com que Ele nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou dos mortos. Cristo diz: ‘ Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue. Quem poderia duvidar? Quem poderia dizer a Jesus: ‘ Isto não é o Seu Corpo. Isto não é o Seu Sangue’?”. “O Pão que parece pão, não é pão, mesmo que tenha aspecto e gosto de pão, mas é o Corpo de Jesus. O Vinho, mesmo que pareça vinho pelo gosto e cor, não é vinho, mas o Sangue do Senhor”. Gregório de Nissa “Embora sendo coisas de pouco valor antes da bênção, depois da santificação que vem do Espírito, ambas estas coisas [- pão e vinho-] operam de modo excelente” (Do Batismo de Cristo). Ambrósio de Milão “Vês como é operante a Palavra de Cristo, se a Palavra do Senhor Jesus é de tanta virtude, que fez começar o que não existia – como, por exemplo, o mundo – quanto mais operante não será para conservar as coisas já existentes e comvertê-las em outras” (Dos Sacramentos 1,4). “Talvez tu digas: ‘ Meu pão é pão comum’. No entanto, este pão é Pão antes das palavras sacramentais. Logo que se realiza a consagração, de pão que é, torna-se Carne de Cristo” (Dos Sacramentos 4). “O Senhor ordenou e se fez o céu; o Senhor ordenou e se fez a terra; o Senhor ordenou e se fizeram os mares; o Senhor ordenou e geraram todas as criaturas. Veja, portanto, como é eficaz a palavra de Cristo. Se a palavra do Senhor Jesus é tão poderosa a ponto de, por meio dela, começar a ser o que antes não era, quanto mais haverá de sê-lo para fazer que as coisas que já eram sejam e se tranformem em outra coisa” (Dos Sacramentos 4,4,15). “Confirmemos a verdade do mistério da Eucaristia pelo exemplo da encarnação: porventura o nascimento de Cristo foi precedido de processo natural? (…) É evidente que a Virgem gerou acima da ordem narural. Ora, o corpo que consagramos nasceu da Virgem. Por que buscas a ordem o Corpo de Cristo (=Eucaristia) quando acima da natureza nasceu da Virgem o Senhor? Foi verdadeira a carne de Cristo, crucificada e sepultada; portanto, é verdadeiramente de sua carne este sacramento”. “Sabes, portanto, que aquilo que recebes é o Corpo de Cristo (…) Diz [o sacerdote], o qual, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas mãos. Antes da consagração é pão, mas logo que se lhe acrescentam as palavras de Cristo, é o Corpo de Cristo (…) Antes das palavras de Cristo, o cálice está cheio de vinho e água; mas enquanto as palavras de Cristo agiram, faz-se ali o sangue de Cristo que remiu o povo”. “[Quanto à passagem:] “O Senhor fez tudo quanto seria no céu e na terra’ [, significa:] apesar das aparências de pão e de vinho, todavia devemos crer que, após a consagração, nelas não existe outra coisa senão a Carne e o Sangue de Cristo”. Anônimo (séc. IV) “Verdadeiramente o céu e a terra estão cheios de Tua glória, pela manifestação do Senhor Deus e Salvador nosso, Jesus Cristo: faze, ó Deus, que também este sacrifício esteja pleno de Tua bênção através da vinda de teu santíssimo Espírito” (Anáfora de São Marcos Evangelista). João Crisóstomo “Suplicamos-te: envia sobre nós e sobre estas ofertas o Teu Espírito Santo. Faze deste pão o precioso Corpo de teu Cristo, transformando-o com Teu Santo Espírito. Amém. A quantos o receberem, seja proveitoso para a sobriedade da alma, a remissão dos pecados, a comunhão do teu Espírito Santo, a plenitude do Reino dos Céus, a confiança em Ti e não para o pecado e a condenação” (Anáfora). “Ergue-se o sacerdote não para atrair para baixo o fogo, mas o Espírito Santo: e por longo tempo dura a súplica, não para que uma chama acesa do alto consuma as ofertas [do pão e vinho], mas para que a graça, descida sobre o sacrifício, inflame por meio deste as almas de todos” (Do Sacerdócio 3,4). “[O sacerdote] diz: ‘ Isto é meu Corpo’. Esta palavra transforma as coisas ofertadas, tal como aquela palavra: ‘Crescei e multiplicai-vos; preenchei a terra’ (Gên.1,28), ainda que dita uma só vez, preenche nossa natureza de força para procriar filhos. Assim, esta palavra(=’Isto é meu Corpo’), tendo sido dita uma só vez, desde aquele tempo até hoje e até a vinda do Senhor, opera o sacrifício perfeito em casa mesa mas igrejas (…) [Sobre o altar,] ali jaz Cristo imolado” (Homilia 1). “Seu Corpo está agora diante de nós [sobre o altar]” (Homilia sobre Mateus 50,2). “Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tornem Corpo e Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia estas palavras, mas a sua eficácia e a graça são de Deus. ‘ Isto é o meu Corpo’ – diz ele. Estas palavras tranformam as coisas oferecidas” (Prod. jud. 1,6). #Cristologia #Eucaristia
- O DOGMA DAS DUAS NATUREZAS E O TÍTULO DE MÃE DE DEUS
O DOGMA DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO (Jesus Cristo, verdadeiro homem, verdadeiro Deus, sendo a partir desse entendimento que proclamamos o theotokos, Maria, mãe de Deus) Após ver inúmeras vezes em círculos Protestantes a heresia Nestoriana ser ensinada, talvez eles nem saibam que negar a mãe de Deus seja uma heresia, se você deseja aprender o que é, e como se desenvolveu a doutrina da natureza humana de Jesus Cristo o verbo encarnado e, o título mãe de Deus, peço que leia esse texto e mais dois que irei postar; através de uma pergunta ontem, percebi que há uma deficiência no entendimento da doutrina do Cristo nos tempos e nas naturezas. O futuro dogmático pertencia a uma teologia da pré-existência, de kenosis e da exaltação que, com base em passagens como Filipenses 2,6-11, estava em uma posição para afirmar a união hipostática do divino e do humano em Cristo, bem como uma distinção permanente entre o divino e o humano também após a encarnação. O termo “kenosis” foi tirado da expressão “esvaziou-se a si mesmo” dessa passagem. Pois como a teologia da união hipostática foi principalmente associada com a de Alexandria; e a teologia da habitação do Logos no íntimo do ser, com a de Antioquia; essa teologia foi associada ao pensamento do Ocidente latino. Seu porta-voz mais característico foi Hilário; seu intérprete mais criativo, Agostinho; seu defensor mais influente, Leão; sua formulação mais autoritativa apareceu no decreto da Calcedônia. Contudo, ela não era mais exclusivamente regional em sua origem que qualquer uma das outras. Do ponto de vista das outras, em especial da teologia da união hipostática, ela alcança sua clareza conceitual e sua simplicidade evangélica ao ignorar questões mais profundas da exegese bíblica, bem como da especulação cristológica; mas essa mesma qualidade era sua força como uma fórmula conciliatória unindo os adeptos de teorias antagônicas e como uma base para o desenvolvimento contínuo. Essa cristologia, como o título “pré-existente, kenosis é exaltação” indica, teve seu ponto de partida não só da relação entre “as naturezas”, mas também da relação entre os “estados”; não só do ser de Cristo como Deus e homem, mas também da história dele. Hilário, ao identificar esses três estados na história da pessoa de Cristo, falou de seu ser só divino antes da encanação (ante hominem Deus), tanto divino e humano em sua kenosis (homo et Deus) e ainda completamente homem e completamente Deus em sua exaltação (pos hominem et Deus totus homo totus Deus) (Hilário de Poitiers sobre a Trindade 9,6). Esses estados precisavam ser claramente distinguidos. Pois “uma coisa é ele ser Deus antes de ser homem e Deus, ser perfeitamente homem e perfeitamente Deus. Assim, não confunda os tempos e as naturezas do mistério da dispensação, pois, de acordo com os atributos de suas naturezas distintas, ele tem de falar de si mesmo em relação ao mistério de sua humanidade de uma maneira antes de seu nascimento e de outra enquanto estava já para morrer e, ainda de outra, como eterno”. A teologia da habitação do Logos no íntimo do ser manifestou a tendência (ou perigo) de equiparar “tempos” e “naturezas” ao insistir que a kenosis e a exaltação se aplicavam apenas ao homem que tinha sido assumido pelo Logos; a teologia da união hipostática ameaça perder de vista os tempos e talvez, por sua preocupação com as questões ontológicas levantadas pela união entre as duas naturezas, até mesmo construir a monstruosidade de uma natureza humana pré-existente. Mas essa era uma teologia em que tanto os tempos quanto as naturezas pertenciam ao “mistério da dispensação” e ambos tinham recebido seu tributo. A relação entre as duas naturezas não podia ser especificada sem dar atenção aos três tempos. As predições bíblicas tinham de ser escolhidas não só com base na distinção entre as duas naturezas, como a teologia da habitação do Logos no íntimo do ser enfatizava, com base na distinção das duas naturezas, mas também como base na história de uma pessoa, Jesus Cristo, em sua pré-existência, kenosis e exaltação. Essa teologia, ao tentar pôr isso de ambas as maneiras, ligou “uma doutrina estática de duas naturezas com uma soteriologia dinâmica” (Grillmeier [1963], p. 467). Sua soteriologia subjacente exigia que Cristo, como Salvador, fosse tanto divino quanto humano para que pudesse efetuar a mudança entre ele mesmo e o pecador pelo qual assumiu os pecados do mundo e o pecador se tornou santo. A kenosis de Cristo estabelece uma nova aliança entre Deus e o homem (Ambrósio de Milão exposição de salmo 118.14.46). Ele, por meio de sua humilhação, ensinou humildemente aos homens para que eles pudessem ser exaltados com ele (Ambrósio de Milão sobre a fé 3.7.52). “Fomos levantados porque ele foi rebaixado; a vergonha para ele era a glória para nós. Ele, sendo Deus, fez da carne sua residência e, em troca, somos levantados mais uma vez da carne de Deus (Hilário de Poitiers sobre a trindade 2.25 ). A cruz de Cristo era o mistério da salvação por meio do qual o poder de Deus alcançou seu propósito redentor e também foi um exemplo por intermédio do qual os homens foram estimulados à humildade (Leão Magno Sermões 72.1). “Ele, por meio de uma maravilhosa mudança, entrou em uma barganha de salvação, tomando sobre si mesmo o que era nosso e garantindo o que era dele” (Leão Magno Sermões 54.4). A maioria das metáforas de expiação transmitidas pela tradição também aparecia em sua teologia, com frequência em combinação, como mas palavras de Agostinho sobre sua mãe: “Ela sabia que, [no altar], o santo sacrifício foi dispensado apagamento da escrita que existia contra nós; e esse inimigo vencido que, quando ele reformulou nossas ofensas e pesquisou alguma coisa para levantar contra nós, não conseguiu encontrar nada nele, naquele em quem conquistamos” (Agostinho Confissões 9.13.36). Em declarações como essa, a relação entre a imitação da humanidade de Cristo, o sacrifício do sangue de Cristo, a vitória dele sobre os inimigos da humanidade, o resgate pago a Deus ou ao demônio e as outras várias formas de descrever a realização da salvação não foram trabalhadas com muita precisão. No entanto, ficou claro que se entendia que cada um exigia uma cristologia de pré-existência, de kenosis e de exaltação, uma cristologia de duas naturezas em uma pessoa. O DOGMA DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO (Jesus Cristo, verdadeiro homem, verdadeiro Deus, sendo a partir desse entendimento que proclamamos o theotokos, Maria, mãe de Deus) Leão, explorando essa tradição( dos tempos e naturezas), concluiu que a kenosis ou “esvaziamento” de Filipenses 2.7 tinha de ser interpretado como “o se inclinar da compaixão, e não como falta de poder”. Assim, “embora a distinção das duas naturezas e substâncias seja preservada e ambas se encontrem em uma pessoa A humildade é assumida pela majestade; a fraqueza, pelo poder; a mortalidade, pela eternidade”. Uma humanidade passiva se juntou a uma divindade impassível para que Cristo pudesse “a partir de um elemento conseguir morrer e a partir de outro ser incapaz de morrer” (Leão magno o grande, Tomé 3). Esse era o sentido das histórias dos Evangelhos, todas elas, tanto as evidências de kenosis quanto as provas de poder divino continuo, tinham de ser explicadas em uma doutrina cristológica: tanto a humildade das faixas e a glória do cântico dos Anjos; tanto a vulnerabilidade diante de Herodes quanto adoração dos magos; tanto “o ser trespassado com pregos quanto o abrir as portas do paraíso graças a fé do ladrão” na Cruz (Leão Magno , Tomo 4; Leão Magno o sermões 55.3). E assim “o ritmo de sua língua balançar como um pêndulo indo do lado Divino para o lado humano; da transcendência de Deus para a imanência de nossa história terrena. O último tem de ser observado. Leão, a despeito de toda sua predileção pelo tratamento estático da natureza de Cristo correspondendo a doutrina das duas naturezas, mostra uma vez após a outra seu amor por uma abordagem histórica da salvação” (Grillmeier 1965 página 466). Ele lidou tanto com os”tempos” quanto com as “naturezas” em sua exposição do ministério da dispensação. Quando essa cristologia da pré-existência, da kenosis e da exaltação foi dirigida para o conflito sobre a relação entre as duas naturezas, ela manifestou determinada afinidade com a teologia da União hipostática. ela parecia ter ainda mais afinidades com a teologia da Habitação do Logos No íntimo do ser; isso se deve em parte a intervenção de Leão no conflito a fim de condenar o que ele entende a ser o extremo eutiquiano da doutrina da União hipostática. Tirada da arena dessa controvérsia, a verdadeira relação doutrinal entre a teologia da União hipostática, a teologia da Habitação do Logos, e a teologia da pré-existência, da kenosis e da exaltação talvez possam ser vistas com mais clareza. A congenialidade da terceira posição com a segunda estava evidente. Pretendia-se que ambas preservassem “a distinção de ambas a natureza” (Leão Magno, Tomé 3) e substâncias e protegessem a natureza divina imutável tal contaminação pelas vicissitudes que aconteceram à natureza humana. Portanto, “cada forma” faz os atos apropriados a ela em comunhão com a outra, o Logos, ou seja, realizando o que é apropriada ela, e a carne pôs em prática o que é apropriado a carne” (Leão Magno Tomé 4). É compreensível que os Defensores da Teologia da Habitação do Logos no íntimo do ser entendam essa posição como uma vindicação deles mesmo. Contudo, quando suas nuanças condicionadas de forma polêmica são subtraídas dela, considera-se que essa teologia manifesta uma preocupação com a unicidade de Jesus Cristo em sua pessoa e atos salvíficos que as separam da Teologia da Habitação do Logos no íntimo do ser não menos que sua ênfase na distinção das naturezas separa-a da Teologia da União hipostática. Pois foi ninguém mais que o senhor da glória que foi crucificado, conforme afirmado em 1Coríntios 2.8 (Leão Magno Tomé 5). E em virtude da relação entre o Divino e o humano nele, não importa “de acordo com que substância se fala de Cristo” (Leão Magno, epístolas 124.7) Além disso, Maria era theotokos, pois ela era a mãe do único Cristo que era tanto Deus quanto homem (Leão Magno, epístolas 124.2). #Cristologia
- JESUS CRISTO VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM
JESUS CRISTO VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM (As duas naturezas em Cristo) Voltando a falar das controvérsias Cristológicas em Éfeso e, agora seguindo para Calcedónia, vemos que Isso foi tudo menos o fim da controvérsia cristológica. A solução do conflito efésio, tão longe ficou clara, não era aceitável para ninguém e tinha de ser resolvida em uma ou outra direção. A narrativa de duas décadas depois do Concílio de Éfeso, de muitas maneiras, pertence mais à história da polícia Imperial ou eclesiástica que à história da mensagem cristã; não obstante, a dinâmica interna da doutrina da pessoa de Cristo ser continuado a estar em operação e é a isso que temos que dar atenção aqui. Depois de 431, a doutrina podia ter se desenvolvido em diversas direções, cada uma das quais tinha sua própria validade lógica na evolução da doutrina cristológica. A teologia da habitação do Logos no íntimo do ser, pelo menos conforme representada por Nestório, tinha sido condenada no Concílio de Éfeso, não sem uma audição, mas certamente em um entendimento de sua principal intenção; e pareciam ter sido exigidos alguns apelos à mais alta corte ou talvez a outra sessão da mesma corte. Os delegados orientais do concílio de 431, liderados por João de Antioquia, acusou o concílio de “heresias apolinarianas, arianas” e exigiu que aqueles que tinham aprovado a teologia de Cirilo “aceitassem de novo a fé nicena sem acréscimos estranhos [e] excomungaram as proposições hereges de Cirilo” (Concílio de Éfeso procedimentos dos orientais 15). Mesmo que a própria causa nestoriana não pudesse mais ser defendida como posição teológica, a distinção entre as duas naturezas, como um ensinamento amplamente mantido, parecia estar ameaçado pela aprovação abrangente de Cirilo. A teologia da união hipostática, por sua vez, tinha sido certamente vindicada quando sua designação de “um e o mesmo Cristo” como o sujeito de todos os predicados cristológicos, incluindo a divindade e a crucificação, tinha sido reconhecida como idêntica ao Credo de Nicéia. Contudo, nada tinha ficado mais óbvio nas controvérsias cristológicas durante o século após o Concílio de Nicéia que a inadequação da estrutura conceitual nicena -ou, a propósito de Atanásio- para qualquer atenção séria ao problema do divino e do humano em Cristo. A vindicação em Éfeso seria vazia a menos que fosse acompanhada, ou em alguma medida seguida, de uma declaração bem mais elaborada de como a pessoa do homem-Deus era absoluta depois da encarnação. Mas parece ter sido inerente a essa teologia da união hipostática uma tendência para alcançar qualquer declaração desse tipo e afirmar com Eutiques:”Confesso que nosso Senhor, antes da união, tinha duas naturezas, mas, após a união, confesso uma única natureza” ( Concílio de Calcedónia Atos 527). Por isso, um sínodo de 449, controlando por essa posição, pôde declarar: “Quem ensina duas naturezas, seja anátema” (Concílio de Éfeso [449] Concílio de Calcedónia Atos 492-93). A união hipostática podia ser salva sem chegar a esse extremo? Tanto a precedência quanto a prudência parecem exigir algum tipo de concessão, e, a despeito da polarização das posições dogmáticas, havia adeptos de cada posição que reconheciam isso. Os porta-vozes da teologia da pré-existência, da kenosis e da exaltação, tendo excomungado Nestório no sínodo romano de 432, aprovaram a ação do sínodo de Éfeso; mas vários documentos papais -incluindo o edito do papa Celestino, que tinha encarregado Cirilo de de executar a excomunhão e deposição de Nestório- deixou claro que ainda havia esperança de afirmar uma solução “apostólica” que reconciliasse, se não os extremistas, pelo menos o principal corpo de cristãos e os teólogos. Teodoreto, que de muitas maneiras assumiu o manto de Nestório como defensor da teologia da habitação do Logos no íntimo do ser, achou possível formular um documento de compromisso no qual de afirmava que “a união das duas naturezas acontece e, portanto, confessamos um Cristo, um Filho e um Senhor” e isso, por conseguinte, “de acordo com esse conceito de união sem confusão, confessamos que a Virgem santa é theotokos” ( Epístola de Cirilo de alexandria.3). De alguma maneira, Cirilo achou possível assinar esse documento para desgosto de muitos de seus partidários, foi bem-sucedida em fornecer a fórmula correta para o momento certo. Isso foi feito pelo principal intérprete da teologia de pré-existência , da kenosis e da exaltação, papa Leão , em seu Tomo To Flavian [A carta para Flaviano], que, com adições critériosas de outras tradições teológicas , veio a servir como a fórmula de reconciliação, para muitas facções, mas não todas elas, em Calcedônia, em 451. O texto da fórmula calcedônia -fundamental desde essa época para o desenvolvimento cristológico de todo ocidente latino, boa parte do oriente grego e algumas partes do oriente siríaco, diz: “Todos nós, com voz uníssona, ensinamos a fé num só e mesmo Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo o mesmo perfeito na divindade e o mesmo perfeito na humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, com alma racional e com corpo, da mesma substância do Pai [homoousios] quanto à divindade e quanto à humanidade da mesma substância [homoousios] que nós, em tudo semelhante a nós menos no pecado; o mesmo que desde a eternidade é procedente do Pai por geração quanto à divindade e o mesmo que quanto à humanidade nos últimos tempos foi gerado pela Virgem Maria, Mãe de Deus, por nós e nossa salvação; sendo um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que nós reconhecemos com o existente em duas naturezas, sem confusão, sem mutação e sem divisão [en duo physesin asygdrytos, atreptôs, adiairetôs, achôristôs], sendo que a diversidade das naturezas nunca foi eliminada pela união, ao contrário, a propriedade de cada uma das naturezas ficou intacta e ambas se encontram em uma só pessoa e uma só hipóstase. O filho não foi dividido ou separado em duas pessoas, mas é um só e o mesmo a quem chamamos de Filho, Unigênito, Deus, Verbo [Logos], Senhor, Jesus Cristo, como desde o início a respeito dele falaram os profetas e o próprio Jesus Cristo nos ensinou e como nos foi transmitido pelo Símbolo dos Pais (Símbolo de Calcedónia [Fhilipe Schaff 2:62-63]). A genealogia desse decreto deixa claro que “a fórmula não é uma criação original nem nova, mas foi, como um mosaico, reunida quase totalmente de pedras que já estavam disponíveis”. (Urbina [1951], p.398). Especificamente, a Fonte dessa fórmula foi chamada Segunda epístola de Cirilo para Nestório, a carta de Cirilo para os antioquenses junto com a união da fórmula de 433 e a obra Tome [Carta], de Leão; a frase “não foi dividido ou separado em duas pessoas” parece vir de Teodoreto. Embora talvez seja estatisticamente exato dizer que “a maioria das citações são de epístolas de Cirilo (Urbina [1951], p.400), as contribuições da obra Tome [Carta], de Leão, foram decisivas na polêmica contra o que era, conforme se entendia, as formas extremas das teologias alternativas da encarnação, bem como na redução do problema para as afirmações positivas sobre alcançar uma concordância geral, embora de maneira alguma universal. A fórmula como Tome [Carta], condenava qualquer noção de união hipostática que pudesse pôr em risco “a diversidade das naturezas” ou viola-se a regra de que a união era alcançada “sem confusão”. Essa fórmula, ao mesmo tempo, insistia que Cristo não foi “dividido ou separado em duas pessoas”, diferenciando-se de qualquer teologia de habitação do Logos no íntimo do ser que tornasse o Logos uma pessoa e o homem assumido por ele outra pessoa. Claro que é bem outra questão se essas interpretações das alternativas cristológicas representavam uma leitura justa e acurada das várias teologias. A insistência na afirmação de que Cristo não foi dividido nem separado em duas pessoas não assola de fato o cerne de seu pretendido alvo, a necessidade de afirmar que o nascimento, sofrimento e morte de Cristo foram reais e simultaneamente de proteger a Trindade a fim de que não seja comprometida por esses fatos. Dizer que a diversidade das naturezas não é afastada pela união podia significar que as atividades e propriedades adequadas a cada natureza tinham de ser ontologicamente predicados só daquela natureza, embora verbalmente pudesse ser permitido predicá-las de “um só e mesmo Cristo”. A expressão “sem confusão” também seria interpretada em apoio à tese de que, uma vez que a encarnação não menos que antes dela, o humano era o humano e o divino era o divino. Mais explícita ainda, a expressão “sem mutação”, aplicada à natureza humana uma vez que era tudo como garantido por ambos os lados que a natureza divina era imutável, podia ser lida como um ataque à noção de que, por causa da salvação do homem, consistia na transformação de sua natureza humana em divina, a natureza humana de Cristo começou o processo de salvação por meio de sua união com as natureza divina. Embora a fórmula calcedônia não diga de fato alguma dessas coisas de forma inequívoca, ela parece permitir espaço para elas ; por conseguinte, podia até ser, e na verdade era, tomada como uma vidicaçao da posição nestoriana. Na verdade, a relação da fórmula com outra alternativa era ainda menos clara e, com certeza, menos tranquilizadora no longo curso. É inegável que a fórmula ensinava uma união hipostática de tipos: combinando “pessoa e hipóstase em um só”. Ela também se refere à Virgem como theotokos e exigia que as naturezas, apesar de haver duas delas, fossem reconhecidas como “sem divisão”, “sem separação”. Para a teologia da união hipostática, esse foi um bom começo, mas nada além de um começo. Os problemas realmente difíceis foram ignorados ou descartados por engano. Não ficou claro, por exemplo, quem era o sujeito do sofrimento e da crucificação, pois esses eventos na história da salvação não eram tão mencionados. Presume-se que as referências a “um só e o mesmo” próximo do começo e próximo do fim indicariam que ele, na concretude de sua pessoa total tanto divina quanto humana, era o sujeito, mas isso não foi especificado. Reciprocamente, todas as advertências contra qualquer confusão das duas naturezas deixaram os proponentes da união hipostática insatisfeitos com seu ponto soteriológico fundamental: que a divinização suprema do homem teve seu início na união da humanidade de Cristo com sua divindade em uma inteireza íntima e inseparável de pessoa. E talvez o problema mais crucial de todos, evidente em qualquer declaração de credo, mas especialmente óbvia nessa, era o hermenêutico. O credo começava com a declaração de que foi “transmitido pelos santos pais” e concluía com referências específicas não só aos profetas do Antigo Testamento e aos ensinamentos de Jesus do Novo Testamento, mas também à autoridade do “Símbolo dos Pais”. À luz das deliberações em Éfeso e das questões na controvérsia, isso quase com certeza se referia ao Credo de Nicéia. Mas todos reivindicavam essa autoridade; e dependendo de qual dos “santos pais” alguém citasse -Niceia e, agora, Calcedônia- essa questão poderia ser interpretada de diversas maneiras. Portanto, houve concordância em discordar. Mas foi mais que isso: era basicamente uma declaração da teologia da pré-existência, da kenosis e da exaltação formulada de tal maneira a transcender as alternativas especulativas ao ir além (ou abaixo) delas até a verdade dos evangelhos – pura, clara e simples. Mas a verdade, até mesmo a verdade dos evangelhos, nunca é pura e clara e raramente, simples. A cristologia calcedônia estabeleceu os termos para a teologia e a devoção da igreja latina, pelo menos, até a Reforma, e mesmo então as várias doutrinas concorrentes das doutrinas da pessoa de Cristo rivalizavam umas com as outras os seus protestos de lealdade à calcedônia. Mas, nas porções grega e siríaca da igreja, a ambiguidade dessa cristologia tornou-a consideravelmente menos bem-sucedida. Quer ela fosse considerada evasiva quer apenas ingênua, Essa cristologia foi pouco popular no Oriente fornecendo os termos para subsequentes controvérsias, em vez da solução para as antigas controvérsias. E no processo de alienação de grandes segmentos da cristandade que, mesmo depois de um milênio e meio, ainda não se reconciliaram nem com o Sínodo da Calcedônia nem com as igrejas que o aceitam. DECISÕES DOS PRIMEIROS CONCÍLIOS SOBRE AS HERESIAS CRISTOLÓGICAS “Um senhor Jesus Cristo perfeito em divindade e o mesmo perfeito em humanidade não sofreu em sua natureza divina mas em sua natureza terrena” Justiniano I A Confissão da verdadeira fé contra os três capítulos PG.86:1003) Não havia ninguém na comunhão do cristianismo católico que “ousava dizer que a três naturezas na Trindade divina como a três hipóstases”. Não só os concílios de niceia, Constantinopla e Éfeso, mas também “os santos pais que se reuniram na calcedônia”(Justiniano I A Confissão da verdadeira fé contra os três capítulos [86:1013]) foram confirmados como Santos confessores. Não obstante, os ANÁTEMAS ligados à confissão deixaram óbvio onde estava sua a direção. Estes condenavam todos que ensinavam dois cristos, ou que negavam o Theotokos ou que negavam a unidade de Cristo em duas naturezas (e a despeito delas). Por isso, “se alguém defender Teodoro de mopsuéstia[…] que apresentou essas blasfêmias e se não o anatematizar e tudo que foi atribuída a ele, e alguém que tenha um raciocínio semelhante ao dele ou ainda raciocina dessa forma, que ele seja anátema”. A mesma coisa é aplicada ao apoio de nestório a Teodoreto: “Se alguém defender os escritos lembrados de Teodoreto e não os anatematizar, seja ele anátema” (Justiniano I A Confissão da verdadeira fé contra os três capítulos [PG. 86:1017]). Isso foi dirigido não só aos partidários desses condenados aqui, mas também, e acima de tudo, a todos os críticos monofisitas de calcedônia (Justiniano I A Confissão da verdadeira fé contra os três capítulos [PG.86:1019]); pois estava sendo afirmado aqui que esta interpretação dos decretos calcedônios era a válida, em vez da interpretação óbvia (e ocidental e, na verdade, nestoriana). Pois a igreja católica Condena esse falso ensinamento não contra “o templo” e contra habitação [do Logos] no templo, mas contra o único Senhor Jesus Cristo, o logos de Deus encarnado” (Justiniano I A Confissão da verdadeira fé contra os três capítulos [PG.86:1021]). A condenação Imperial dos três capítulos encontrou alguma resistência de várias autoridades eclesiásticas, incluindo o Bispo de Roma, mas no fim ela foi aprovada e reforçada pelo segundo Concílio de Constantinopla, em 553. O concílio condenou qualquer um que sustentasse que “Deus Logos que realiza Milagres era outro que não o Cristo que sofreu” ( segundo concílio de Constantinopla 553 anátema 3 mansi 9:377) o Concílio reafirmou o Theotokos e rejeitou um mero christotokos (segundo Concílio de Constantinopla 553 ANÁTEMA 6 mansi 9:380). O primeiro anátema (segundo Concílio de Constantinopla 553 anátema 1 mansi 9:384) foi a reafirmação do Dogma ortodoxo da trindade, e ele declarava que “a Santíssima Trindade não sofreu adição de uma pessoa ou hipóstase quando um da Santíssima Trindade, Deus Logos, tornou-se encarnado” (segundo Concílio de Constantinopla 553 anátema 5 mansi 9:380). Além do catálogo usual de hereges e heresias a serem condenados — incluindo Ário, Eunômio, macedônio, Apolinário, nestório, Euteques (segundo Concílio de Constantinopla 553 anátema 11 mansi 9:384 ) — o concílio devotou cânones especiais aos ANÁTEMAS pronunciado sobre cada um dos três capítulos (segundo Concílio de Constantinopla 553 anátema 12-14 mansi 9:384 – 88) O nome de Orígines, em boa medida, foi acrescentado a lista; a condenação de várias doutrinas atribuídas a Orígines, que Justiniano tinha lançado em 543, com frequência, é incluída com os atos e as minutas do Conselho (segundo Concílio de Constantinopla 553 Cânones Mansi 9:396 -400), embora não pareça ter sido adotada oficialmente ali. O Concílio de calcedônia foi vindicado como um “sínodo Santo” e que tinha agido devotamente (segundo Concílio de Constantinopla 553 ANÁTEMA 6 mansi 9:380). Mas todo o tom da construção posto no Concílio de calcedônia era o dado a ele pela teologia Imperial que prevaleceu. O problema cristológico não foi resolvido no segundo Concílio de Constantinopla de forma muito mais eficaz que no de calcedônia e, durante o século VII, a controvérsias sobre se Cristo tinha uma vontade ou duas continuaria a assolar. #históriadaigrejaprimitiva
- A IGREJA COMETEU CRIMES NA INQUISIÇÃO CONTRA BRUXAS, PROTESTANTES E CIENTISTAS? NÃO!
Antiguidade Clássica 850 a.C. – 450 d.C. A caça às bruxas continuou até o final do século IV (301 – 400), quando o católicismo se tornou religião oficial do Império Romano na década de 390’s. O desejo da Igreja Católica de inibir a caçada de bruxas aparece nos concílios de Elvira (306) e Ancira (314), que inpuseram certas penitencias eclesiásticas suaves a pessoas que adoravam o diabo. “Idade das Trevas” ou primeira época Médieval 450 – 900 Esse ceticismo ficou explicito nos decretos de Trullo em 692 e Paderborn em 785 que proibia as pessoas de dedurar bruxas e condenou a morte aqueles que pensavam em queimar bruxas. O código lombardo de 643 dizia: “Que ninguém pretenda matar alguém ou uma estrangeira como bruxa, pois não é possivel, nem deve ser acreditado por mentes cristãs” O Concílio de Frankfurt em 794, convocado por Carlos Magno, também foi muito explícito ao condenar a perseguição de supostas bruxas, chamando a crença na bruxaria “supersticiosa” e ordenando a pena de morte para aqueles que presumiam queimar bruxas. Outros exemplos incluem um sínodo irlandês em 800, e um sermão de Agobard de Lyon (810) Ouve-se o tempo Todo, inclusive da boca de alguns católicos, que “Papa pediu perdão pelas cruzadas”. Isto é absolutamente falso. A única ocasião em que o servidor é chamado de cruzada em 1995, e não com o tom de Condenação ou retratação sobre aquela Façanha histórica que salvou o ocidente do terror muçulmano, mas justamente ao contrário, louvando o zelo dos cruzados medievais e permitindo- se um elogio explícito a Catarina de Sena, uma qualificação, como se sabe, uma vez sido uma valorosa e honrada cruzada – naquela promovida por Gregório XI. Nela, entre outras virtudes, encontrou o João Paulo II “o zelo exemplar de um amor valente e forte”. Também se diz que a igreja pediu perdão pela “queima de Bruxas”. Isto também é completamente falso. O certo é que o Papa nunca aludiu nem sequer de um assunto, por simples Razão de que tal perseguição nunca existiu. Que houve uma grande perseguição injusta e impiedosa Em alguns momentos da história e verdade, porém exclusivo Por parte dos Protestantes. Embora estejam relacionados com distúrbios detectados como uma inquisição como Cruzadas estão presentes em praticamente todos os reconhecimentos e / ou pronunciamentos realizados em João Paulo II. Pelo Pontífice em torno de diversos eventos, como o cisma do oriente ou o caso Galileu. O gesto pontifício do mea culpa supôs de uma forma uma magnífica oportunidade para que os inimigos da igreja, mediante uma deturpação da mensagem, “confirmassem” como certos os preconceitos e lendas negras que pesavam sobre ela. Esta possível consequência, é lógico, prevista pela igreja. muitas e muitos qualificados como vozes alertando o papo quanto à certeza do oportunismo de alguns setores contrários à Roma. não obstante, apesar disso, João Paulo II e lançou-se, de forma decidida evangélica, uma tarefa dos reconhecimentos. Estabeleceu informações sobre manipuladores de informação, já tinha sido percebida, entre outros, pelo Papa Gregório XVI, em sua Encíclica mirari vos, e, recentemente, e por Bento XVI, que alertou o mundo em 2008 acerca de “cinismo relativista” que substitui a verdade na comunicação. “O compromisso com como questões da Verdade – dizia – deve estar no centro de toda a reflexão sobre uma comunicação humana; Um comunicador pode criar, educar, entreter, convencer, consolar, mas o valor final de qualquer comunicação residir em sua veracidade “. Além disso, em sua mensagem para a XLII jornada mundial das Comunicações sociais, após os oportunos e conhecimentos, alertava: “certamente, os meios de comunicação social em seu conjunto não são apenas meios para uma difusão de idéias, Mas pode e devem ser também instrumentos de serviço de um mundo mais justo e solidário. Lamentavelmente, existe o perigo de que se transforme em Sistemas dedicados a submeter o homem a lógica ditadas pelos interesses dominantes do momento. Este é o caso de uma comunicação para fins ideológicos ou para venda de produtos de consumo através de uma publicidade obsessiva (…). Constata-se, por exemplo, que compara alguns acontecimentos desses meios não são utilizados para uma função de informação, mas sim para criar os próprios acontecimentos “. Verdadeiro alcance do meia culpa: Requeria-se, para a purificação da memória, o reconhecimento das culpas, onde como had havido. Em 2002, em uma alocução em Madrid, dirigida aos representantes da Universidade das academias e dos centros de pesquisa científica, João Paulo II reconheceu alguns “erros e excessos em momentos como a Inquisição”, alertando, porém “que só Sob a Luz objetiva da história “deve ter sido reconstruído-se a verdade dos fatos. No ano seguinte, em 11 de setembro de 1983, por pessoas de um encontro em Viena, diria: “como culpas que correspondem realmente aos cristãos não devem ser informados”. Em 1991, insistiria que como exigências da Verdade e do amor “supõe o reconhecimento Leal dos fatos, com uma disposição de perdoar e reparar os erros de vegetação. Estas impedem o fechamento em ideias preconcebidas, com frequência fonte de amargura e recriminações estéreis, levam a não lançar acusações infundadas contra o irmão, atribuindo-intenções ou propósitos que não possuem. Assim, quando se tem o desejo de pensar realmente, a posição do outro, os contrastes reduzem-se através de um diálogo paciente e sincero, sob um orientação do processo de equação. O que é o que é o que é o que é o que é o Santo, como é Santo, como ensinava Santo Agostinho em uma de suas belas apologias. Isso é confirmado pelo próprio Hans Küng, inimigo declarado do papado quando queixado-se amargamente “da diferença que se faz como culpas dos representantes da igreja e da proposição enquanto tal”. Por outro lado, é sempre o que é justo e razoável afirmar que é uma igreja católica ou qualquer outra religião ou nação é – ou seja – essencial e genericamente injusta por causa da desobediência de alguns dos seus fiéis ou cidadãos, tanto não presente como no passado? por que só se julga a igreja católica com esse critrio? Representantes de outras religiões ou estados não terão por acaso cometido erros, e em quantidade e gravidade ainda maior? É justo que os representantes de outras religiões exijam da Igreja Católica do tipo de reparação ou reconhecimento, não por alguns Episódios isolados do seu passado, mas sim por todo o seu passado, quando são eles em primeiro lugar que não tem como mãos limpas? Seja qual a nossa posição a respeito do delicado assunto, Temos de insistir: é necessário tomar um especial cuidado antes de proceder a generalização. A este respeito, o Concílio Vaticano II recordou – tendo dois contextos diferentes – a não imputabilidade aos contemporâneos de culpas cometidas não passado por membros de suas comunidades religiosas: O que você perpetrou em sua paixão de [Cristo] não pode ser imputado nem instintivamente a todos os judeus que viviam Então, nem aos judeus de hoje. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja Católica, às vezes não tem culpa dos homens de ambas as partes. No entanto, no entanto, as pessoas que estão nas nascidas nas comunidades e nobres estão com um fé de Cristo não podem ser acusados de Pecado de separação, e Igreja Católica dos Abraços. A comissão teológica Internacional pronuncia-se sobre o verdadeiro alcance deste Generoso mea culpa através de um documento de conhecimento intitulado memória e reconciliação. A igreja e as culpas do passado, sentido e alcance do reconhecimento desculpas históricas, do qual podem recolher-se interessantíssimas reviews e questionamentos: “pode-se fazer pesar sobre uma consciência atual uma” culpa “vinculada a fenômenos históricos irrepetíveis, como como cruzadas Uma igreja do presente -observava o Cardeal ratzinger – não pode (a) não é demasiado fácil julgar os protagonistas do passado com uma consciência atual, como fazer os escribas e fariseus, segundo Mateus 23,29 – 32 (…). constituir-se em um tribunal que pertencia sobre o passado “. No capítulo VI do documento citado adverte-se: A identificação das culpas do passado sobre as quais é preciso emendar se implica, antes de tudo, um correto juízo histórico, e também em sua raiz uma avaliação teológica. É necessário perguntar-se: o que foi que realmente aconteceu, o que exatamente se disse e se fez? Uma vez que se segue uma resposta adequada a estes questionamentos, como o fruto de um juiz histórico rigoroso, é possível perguntar-se se aquilo que aconteceu, que se dissesse ou se fez, pode ser interpretado como algo em conformidade ou inconformidade com o evangelho, e, no último caso, se os filhos da igreja que agiram no mundo inteiro podendo dar-se conta em formato de contexto em que seja atuando. Somente quando se chega à certeza moral de que aquilo que é feito contra o evangelho em nome da igreja por alguns dos seus filhos haviam sido compreendido por eles como tal, e em consequência evitado, pode ter sentido para uma igreja de hoje pedir perdão pelas culpas do passado (…); O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que quer dizer? Passando ao segundo excerto do mesmo Capítulo, podemos ler: Estão presentes em todo o mundo, não podem tão pouco faltar na interpretação em que se integram o juízo histórico e juízo teológico; mas exige, em primeiro lugar, que nesse tipo de interpretação, preste a máxima atenção aos elementos de diferenciação e estranheza entre o presente e o passado. Em particular, quando se pretende julgar possíveis edições do passado, é preciso levar em conta com os tempos históricos são diferentes e assim mesmo com os tempos sociológicos e culturais da ação eclesial, pelo que paradigmas e juízos de uma sociedade e de uma época, Ser aplicados de forma errônea na avaliação de outras fases da história, dando origem a não poucos equívocos; são diferentes como pessoas, como instituições e suas respectivas competências; são diferentes dos modos de pensar e os condicionamentos. Sobre o “princípio da historicidade” (5,1) diz: Precisamente na medida em que cada ato humano pertence a quem o realiza, cada um individualidade individual e cada sociedade escolhe e atua no interior de um determinado horizonte de tempo e espaço. Para ver o conteúdo completo dos seres humanos e os dinamismos, eles devem ser enviados, portanto, não estão em pleno direito; apenas assim poderemos receba a conhecer como suas motivações e seus princípios Morais. Não há dúvida de que não existe nenhum problema de execução. #HistóriadaInquisição
- CATÓLICOS DEVEM PEDIR PERDÃO PELA INQUISIÇÃO?
CATÓLICOS DEVEM PEDIR DESCULPAS PELA INQUISIÇÃO? É importante ter em conta que o desejo de “purificar nossa memória”, como ensinava o João Paulo II a seus filhos, não é algo que deve ser entendido apenas no sentido de reconhecer nossos erros no passado, mas também, como recordava o Cardeal Cottier, de “purificar nossa imagem do passado dos erros promovidos pela propaganda”. Não raro os católicos foram confundidos com certas opiniões e afirmações — muito discutíveis — de certos teólogos e prelados sobre alguns fatos, como se estas constituíssem uma espécie de “Dogma de fé”, aumentando dessa forma o sentimento de culpa dos católicos. surgem imediatamente perguntas com estas em quem devemos acreditar? Como sabemos em que acreditar? Explica-o bem o doutor camponneto, junto a V. Eduardo Ordonez, fazendo uma importantíssima distinção na qual sempre existiu em suas publicações, e que agora aplica citando o documento memória e reconciliação: deve-se precisar o sujeito adequado que deve pronunciar-se a respeito das Culpas passadas(…). Nesta perspectiva, é oportuno ter em conta, ao reconhecer as culpas passadas e indicar as figuras atuais que melhor poderiam responsabilizar-se por elas, a distinção entre magistério e autoridade da Igreja: nem todo ato de autoridade tem valor de Magistério, pelo que um comportamento contrário ao evangelho por parte de uma ou mais pessoas investidas em autoridade não tem por si mesmo uma implicação do carisma magisterial (…) e não requer portanto nenhum ato magisterial de reparação. Concluem finalmente estes experientes pensadores católicos que “é falso que a igreja tenha pedido perdão a seus adversários e não a Deus; que tenha renunciado seu passado de glórias e triunfos da fé, que tenha negado a seus Santos e a seus heróis, que tem aceitado as mentiras históricas elaboradas por seus difamadores e de detratores”; em suma, é falso que este meia culpa seja um novo Dogma, uma resolução ex cathedra ou uma retratação do magistério. É falso, inclusive, que toda palavra ou conduta de uma autoridade eclesiástica deva ser tomada como docente, incluindo as palavras e condutas dos intérpretes ou aplicadores deste pedido de perdão. Não se pode deixar de ressaltar que é um dever ineludível e irrenunciável, não apenas de todo católico, mas de todo homem racional de boa vontade, a busca insistente da Verdade, rechaçando as simplificações, assim como a credulidade excessiva e conformista, tão característica destes tempos. A este respeito, apontava o Cardeal e Arcebispo de Bolonha, Giacomo Biffi: Uma vez assimilada estas anotações, digamos assim, de “eclesiologia Sobrenatural e natural”, a pessoa não pode eximir-se de analisar a questão de forma mais concreta: faz-se portanto necessário examinar a credibilidade do que em geral se diz e se escreve sobre a igreja. É preciso averiguar a verdade, salvá-la das alterações, proclamá-la e honrá-la, Qualquer que seja a forma como se apresenta e a fonte da informação. Mais de uma vez, São Tomás de Aquino nos ensina que (“qualquer verdade seja quem for que a diga vem do Espírito Santo”); e seria suficiente esta situação para observar a invejável amplidão de espírito que caracterizava os mestres medievais. De modo recíproco, é também necessário dizer que as falsidades, as manipulações e os erros devem ser desmascarados e Condenados, qualquer que seja a pessoa que os proponha e por mais ampla que seja sua difusão(…). Se recebo um golpe na face direita, a perfeição evangélica propõe-me oferecer à esesquerda. Porém se se atenta contra a verdade, a mesma perfeição evangélica obriga-me a consagrar-me para restabelecê-la: pois ali onde se extingue o respeito a verdade, começa a fechar-se para o homem qualquer caminho de salvação”. E finalizando sua notável exortação, diz: “Já é hora de que nos demos conta da grande quantidade de opiniões arbitrárias, de deformações substanciais e de autênticas mentiras que pesam sobre a história da igreja”. Estas palavras, oportunas e esclarecedoras, deveriam ter uma especial significado, particularmente para os fiéis católicos. #HistóriadaInquisição
- A praga do cientificismo – Wolfgang Smith
Reação A praga do cientificismo Autor: Wolfgang Smith Tradução: Murilo Resende Ferreira Nada parece mais certo e digno de autoridade para a mentalidade contemporânea do que as descobertas da física, astronomia, química, e, mais recentemente, da biologia molecular. Estas são as ciências “exatas” da presente época, que, por meios empíricos, de um alcance e precisão que estarrecem a imaginação, colocaram-nos em contato com realidades fundamentais que não poderiam sequer ser concebidas nos tempos passados. Ademais, este conjunto de ciências foi em certo sentido validada perante os olhos de todos, através dos milagres tecnológicos que agora nos cercam por todos os lados; como, então, alguém pode duvidar – e muito menos negar – de suas descobertas? Em verdade, não se pode; as partículas e campos quânticos, galáxias e quasares, moléculas e o código genético – todos são fato inegáveis, que devem ser levados em conta daqui por diante. View original post 3,873 more words
- A AUTORIDADE DO REI – 4º Domingo do Tempo Comum
Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Jesus nos liberta do poder de Satanás”, clicar aqui 1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Deuteronômio 18,15-20) O poder da Palavra de Deus Moisés falou ao povo dizendo: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”. 2. SALMO 94 Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz (Antífona): Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus! Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. 3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Coríntios 7, 32-35) A santificação de todos os súditos do Reino Irmãos: Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações. 4. EVANGELHO (São Marcos 1,21-28) O poder do Rei Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. A AUTORIDADE DO REI (Comentário de Scott Hahn) Na semana passada, Jesus anunciou que o Reino de Deus está próximo. Este domingo, com façanhas e palavras poderosas, ele exerce seu domínio: reafirma sua autoridade real sobre o senhor deste mundo, Satanás (v. Jo 12, 31). Sabe-se que os eventos descritos neste domingo ocorrem no sábado. O sábado deveria ser um sinal perene, tanto da aliança amorosa de Deus com a sua criação (v. Ex 20, 8-11), quanto do fim da escravidão que Ele obteve para o povo da aliança, Israel (v. Dt 6, 12-15). Nesse sábado, Jesus indica uma nova criação: o Santo veio para purificar seu povo e libertar o mundo do mal. A expressão “com um espírito impuro”, na linguagem bíblica, refere-se a um homem possuído por um demônio, sendo Satanás o príncipe dos demônios (v. Mc 3, 22). A pergunta dos demônios, “O que temos a ver contigo?”, é usada frequentemente em cenas de combate e julgamento no Antigo Testamento (v. Jz 11,12; 1R 17,18). E assim como Deus, por seu poder, “repreendeu” as forças do caos na criação do mundo (v. Sl 104, 7; Jó 26, 10-12); e novamente repreendeu o Mar Vermelho para que os israelitas pudessem realizar o seu êxodo (v. Sl 106, 9), Jesus repreende os demônios, de acordo com a expressão usada por Marcos para descrever essa ação (v. Mc 4,39; Zc 3,2). Jesus é o profeta predito por Moisés na primeira leitura deste domingo (v. Atos 3, 22). Embora tenha autoridade sobre os céus e a terra (v. Dn 7, 14-27, Ap 12, 10), ele se torna um dos nossos. Ele vem para repreender as forças do mal e do caos, não apenas no mundo, mas em nossas vidas. Ele quer nos tornar santos em corpo e espírito, como diz São Paulo na epístola deste domingo (v. Ex 31,12). Na liturgia dominical, ouvimos sua voz e “vemos” suas obras, conforme cantamos no salmo. E, como Moisés nos diz, devemos ouvi-Lo. https://stpaulcenter.com/la-autoridad-del-rey-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-4o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/the-kings-authority-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-in-ordinary-time/
- A IGREJA E A QUESTÃO SOBRE O ABORTO
ABORTO “NÃO MATARÁS O INOCENTE E JUSTO, PORQUE NÃO JUSTIFICAREI O ÍMPIO” (EX. 23,7) ” A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da Concepção. Desde o Primeiro Momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecido os seus direitos de pessoas, entre os quais o direito inviolávei de todo ser Inocente à vida. Desde o primeiro século, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. O aborto direto, quer dizer, querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral” (CIC 2270,2271). DIDAQUÊ ” Eis Aqui o segundo preceito da doutrina: não cometerás Adultério; não matarás: não prestarás falso testemunho; não violarás as crianças; não fornicarás; não praticarás magias; não fabricar as poções; não matarás a criança mediante aborto, nem Matarás o recém-nascido; não cobiçarás nada do teu próximo”(2,2). “Os que não temem a Deus, os que perseguem os justos, os que odeiam a verdade, os que amam a mentira, os que não conhecem a recompensa da Verdade, os que não se aplicam ao bem, os que não tem o reto juízo, os que não cuidam pelo bem mas pelo qual dos quais se esgota a paciência e cerca a soberba – os que perseguem aos remuneradores, os que não se compadecem do pobre, os que não se afligem com ao aflito, os que não conhecem a seu Criador, os que assassinam os seus filhos, os que cometem o aborto, os que se afastam das boas as obras, os que oprimem o trabalhador, os que se esquivam do conselho dos justos: Filho, afasta-te de todos estes!”(5,2-3). CARTA DE BARNABÉ “Não mates a criança no seio de sua mãe, nem logo que tiver nascido”(19,5). ” O Caminho das Trevas é tortuoso e cheio de maldições. De fato, em sua totalidade, ele é o caminho da morte eterna nos tormentos. Nele se encontram as coisas que arruínam a alma dos homens: idolatria, insolência, altivez do Poder, hipocrisia, duplicidade de coração, Adultério, homicídio, rapina, orgulho, transgressão, fraude, maldade, arrogância, feitiçaria, magia, avareza e ausência do temor de Deus. São os que perseguem os bons, odeiam a verdade, amam a mentira, ignoram a recompensa da justiça, não se ligam ao bem nem ao julgamento justo, não cuidam da viúva e do órfão, não vigiam para o temor de Deus mas para o mal, afastam-se da mansidão e da paciência, amam as vaidades, correm atrás de Recompensas, não tem misericórdia para com pobre, recusam ajudar o Oprimido, difamam facilmente, ignoram seu Criador, matam seus filhos pelo aborto, corrompem a imagens de Deus, não se compadecem do necessitado, não se importam com os atribulados, defendem os ricos, são juízes injustos com os pobres, e, por fim são pecadores consumados”(22,2). APÓCRIFO DE PEDRO ” Muito próximo dali vi outro lugar Estreito, onde iam parar a queda e a gravidade dos que ali sofriam tormento, e se formava ali como um lago. E ali havia mulheres sentadas, submergidas naquele lamaçal até a garganta; e em frente a elas. Sentados e chorando, muitos meninos que haviam nascido antes do tempo; e deles saíram uns raios como de fogo que feriam os olhos das mulheres; estas eram as que haviam conseguido fora do matrimônio e fizeram aborto”(26). ATENÁGORAS DE ALEXANDRIA ” Os que sabem que não suportamos sequer a vista de uma execução capital segundo a justiça, como nos irão acusar de assassinato ou antropofagia? Quem entre vós outros não gosta das lutas dos gladiadores ou das feras e não preza os que as organizam? Quanto a nós, porém, pensamos que o ver morrer se aproxima do Matar; nós que nem queremos ver matar, para não nos mancharmos com tal impureza? Ao contrário, afirmarmos: os que praticam o aborto cometem homicídio irão prestar contas a Deus do aborto. Por que razão haveríamos de matar? Não se pode conciliar o pensamento de que a mulher carrega no ventre um ser vivo e,portanto, objeto da providência divina, com o de matar cedo o que já iniciou a vida”(súplica pelos cristãos 3,10). ” Afirmamos que as mulheres que tentam aborto cometem homicídio e terão que prestar contas a Deus por ele; então, Por que iríamos matar alguém? Não se pode pensar que aquele que a mulher leva no ventre é um ser vivente e, consequentemente, objetos da providência de Deus, e em seguida matar aquele que já tem anos de vida; não expor o nascido, Crendo que Expor os filhos equivale a matá-los, e tirar a vida ao que já foi criado. Não! nós somos sempre iguais em tudo e concordes com nós mesmos, pois servimos à razão e não a violentamos”( Súplica pelos cristãos 35). MINÚCIO FÉLIX ” Há Mulheres Que, bebendo medicamentos, exterminam os fundamentos do homem futuro que se encontra em suas próprias entranhas; dessa forma, cometem parricídio antes de dá-lo à luz”(A Otávio 33). CARTA A DIOGNETO ” Os cristãos rezam como todos os demais seres humanos e geram filhos, mas não se desfazem pelo aborto e sua descendência [fetos] (5,6) TERTULIANO DE CARTAGO ” É um homicídio premeditado impedir de nascer; pouco importa é que se Suprima o Nascimento ou que se faça desaparecer durante o tempo que antecede o fato. É já um homem aquele que o será” (apologético 9,8). LACTÂNCIO ” A alma não é introduzida no corpo após o nascimento, como creem alguns filósofos, mas imediatamente na concepção, quando a necessidade de Divina formou a prole no seio [da mãe]”. BASÍLIO DE CESAREIA ” As mulheres que oferecem medicamentos para provocar o aborto, assim como aquelas que tomam as porções visando destruir as crianças não-nascidas, são assassinas” (carta 188,8). JERÔNIMO “Algumas mulheres quando percebem que engravidaram em decorrência de seu pecado, tomam medicamento para provocar o aborto. Frequentemente morrem. Juntamente com seu rebento, e assim são conduzidas para o inferno não apenas por infidelidade contra Cristo, mas também por matarem a si mesmas e assassinarem seus próprios filhos [não nascidos]” (carta 22,3). AGOSTINHO DE HIPONA ” Mesmo com a mulher legítima, o ato conjugal torna-se ilícito e vergonhoso quando entrava a concepção do filho. É o que fazia Onan, filho de Judas, e eis porque Deus o condenou à morte” (da vida conjugal 1,2, 12). ” A crueldade libidinosa dos esposos ou sua Volúpia Cruel chega às vezes ao ponto de procurar venenos esterilizantes e, se nada surtir efeito, fazer perecer de certa maneira, nas entranhas na mãe, o filho que foi concebido. Deseja-se que a criança sucumba antes de viver, que seja destruída antes de nascer. Certamente se os conjuntos chegaram a esse ponto, não merecem o nome de esposos, e, se desde o início assim procederam, não foi para o casamento que se uniram, mas sim para se livrarem a fornicação. E, se ambos não pensam da mesma forma, posso afirmar: ou esta mulher e de certa maneira a Prostituída de seu marido ou Este é o adúltero de sua esposa” (das núpcias e da concupiscência 15). PAPA LEÃO I DE ROMA ” alegremo-nos! não pode haver tristeza quando nasce a vida”. #Igreja
- SÃO FRANCISCO DE SALES – A VONTADE GOVERNA AS PAIXÕES
A VONTADE GOVERNA AS PAIXÕES A vontade, Teotimo, domina a memória, o entendimento e a imaginação, não pela violência, mas pela autoridade, de forma que nem sempre é obedecida, como nem sempre o é o pai de família por seus filhos e seus servos. Ora acontece o mesmo com o apetite sexual (por apetite sensitivo, entendem os filósofos escolásticos: a operação pela qual o homem tende para um bem que convém à sua natureza sensitiva, e que foi percebido pelos sentidos. As operações desta faculdade, elevadas a um grau intenso de força e energia, tomam o nome especial de Paixões que podem ser boas ou Más), que, Como diz Santo Agostinho, em nós, pecadores, tem o nome de concupiscência, e está sujeito à vontade e ao Espírito, como a mulher a seu marido; porque,(santo Agostinho, cidade de Deus, 1.15, cap.7), assim como foi dito a mulher: tu estarás No Poder Do Teu marido e ele te dominará,(Gênesis 3,16), também foi dito a camim que a sua concupiscência que lutaria contra ele (Gênesis 4,7), mas que a podia dominar e submeter. “Ó homem, diz São Bernardo (sermão 5), está na tua mão, se quiseres, fazer do teu inimigo teu servo, de forma que todas as coisas volvam em teu benefício: O teu apetite está debaixo do Teu Domínio e o Subjulgarás. o teu inimigo pode excitar em ti o sentimento de tentação, mas tu podes, se quiseres, dar-lhe recusar-lhe o consentimento”. Se se permites ao apetite que te conduza ao pecado, então ficará e sujeito a ele e ele te subjugará, porque todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado(João 8,34); porém antes que o cometas, enquanto ainda não está em teu consentimento, mas só em teu sentimento, quer dizer que só está em teu o apetite e não na tua vontade, o teu apetite está sujeito a ti e tu subjulgarás. O Imperador antes de ser elevado à dignidade Imperial, depende dos eleitores, que dominam sobre ele, podendo escolhê-lo ou rejeitá-lo; mais uma vez eleito, fica desde logo governando e domina sobre eles. Antes da vontade dar o consentimento ao apetite, domina sobre ele; porém, depois do consentimento, a vontade torna-se sua escrava. Em suma, este apetite sexual é na verdade um súdito Rebelde, sedicioso, inquieto; e devemos confessar, que não poderemos Nunca desfazer-nos dele, de maneira que não ataque e assalte a razão. Contudo a vontade é tão superior, que, se quiser, pode aniquilá-lo, derrubar os seus projetos e repeli-lo, não consentido nas suas sugestões. Não se pode impedir que a concupiscência nasça na alma, mas sim que Produza e consuma o pecado. Esta concupiscência o apetite sensual tem doze movimentos pelos quais, como outros tantos capitães amotinados, Levanta a sedição dentro do homem. Estes movimentos sensuais, de ordinário inquietam a alma e agitam o corpo; enquanto desassossego a alma, chamam-se perturbações; enquanto comovem o corpo, chamam-se paixões, segundo diz Santo Agostinho (A Cidade de Deus 1.14, Capítulo 8). Todos têm mais em vista o bem e o mal; aquele para o adquirir, este para o evitar. Se o bem é considerado em si mesmo, segundo a sua natural Bondade, excita o amor, primeira e principal paixão; se o bem está ausente, provoca-nos o desejo; se, sendo desejado, julgamos poder obtê-lo, concedemos a esperança; se pensamos não o poder obter, sentimos o desespero; mas quando possuímos, enche-nos de alegria. Ao contrário, apenas conhecemos o Mal, aborrecemo-lo; se está ausente, fugimos dele, se julgamos que o não podemos evitar, tememo-lo; se cremos que o Podemos evitar, afoitamo-nos e animamo-nos; mas, se o sentimos presente, afligimo-nos então A Ira e a cólera acodem repentinamente para rejeitar e repelir o mal, ou pelo menos vingar-nos dele. Se não conseguimos afastá-lo, ficamos tristes; se referimos ao logramos vingar-nos, sentimos o contentamento e a satisfação que causa o prazer do Triunfo, porque, assim como a posse do bem regozija o coração, a vitória contra o mal alimenta a coragem. E sobre toda essa multidão de Paixões sensuais a vontade de mantém o seu império, rejeitando as suas sugestões, repelindo os seus ataques, impedindo os seus efeitos, e por fim, recusando-lhes o consentimento, Sem o qual não a podem prejudicar, e com cuja recusa ficam vencidas, abatidas, enfraquecidos, extenuadas, reprimidas, e, não completamente mortas, pelo menos amortecidas ou modificadas. São Francisco de Sales: tratado do amor de Deus #SãoFranciscodeSales
- QUAL É O DIA DO SENHOR, SÁBADO OU DOMINGO?
QUAL O DIA DO SENHOR, O SÁBADO OU O DOMINGO QUAL O DIA DO SENHOR, O SÁBADO OU O DOMINGO Os sabatistas sustentam que o dia que se deve guardar é o sábado e não o domingo. Esses sabatistas são uma ramificação dos adventistas, fundado em 1831 por um fazendeiro norte-americano Wiliam Miller. No princípio guardavam eles o domingo como dia santo, mas como protestante protesta sempre, uns adventistas começaram a protestar contra a guarda do Domingo, e em 1844 constituíram os Adventistas do sétimo dia ou sabatistas, formando um novo ramo da prolifera árvore plantada por Lutero. O ensino fundamental da nova seita é a observação da lei do sabado, em Vez do domingo. Tudo lhes é permitido, desde que guardem o sábado. Considerando protestantemente a tal seita sabatista, esta tem razão em guardar o sábado, pois não admitindo nem a abrogação de certos pontos da lei antiga, deve seguir esta lei; porém está. também protestantemente errada, porque se guarda a lei do sabado, porque rejeita leis similares a esta, da mesma importância, e ditadas por Deus no antigo Testamento? Segundo o ensino do Evangelho estão redondamente errados, seguindo uma lei cerimonial abrogada por Jesus Cristo, e substituída por outra Sábado não é mais dia santo na lei evangelica, mas sim o domingo. É o que vou provar aqui, de modo insofismavel. l. A LEI DO SÁBADO A lei do sábado existiu no Antigo Testamento; é certo, porém, tal lei não tem o sentido que os sabatistas lhe atribuem. Para provar a sua pretensão, eles citam uma lista longa de textos da Bíblia: O sétimo dia será o sábado do descanso (Levit. 22. 3). Guardar o meu sábado, porque é um dia santo (Êxodo. 31. 14). O sábado é o dia do Senhor. (Levítico. 23. 3). Em seis dias o Senhor criou o céu e a terra… abençoou o dia do sábado. (Êxodo. 20. 1 J). O Senhor teu Deus, te tirou do Egito … por isso te ordenou que guardassem o sábado. (Deuteronômio. 5. 15). Guardarão o sábado por conceito perpétuo. (Êxodo 31. 16), E assim em diante. Uma tal lista impressiona uma pessoa ignorante, porém, tal impressão se desvanece quando se mostra que tal lei era para os judeus e não para os cristãos; que era uma lei cerimonial própria dos judeus, que nenhuma relação mais tem com a lei dos cristãos. É fácil provar isto; e qualquer pessoa sensata compreenderá estas provas. Em primeiro lugar: Que quer dizer a palavra sábado? Significará tal palavra um dia determinado no calendário ou apenas o ultimo dia de uma semana de sete dias? Eis uma pergunta que resolve tudo e lança por terra a pretensão dos sabatistas. Trata-se de fato de um sétimo dia, que deve ser um dia de descanso, é a significação da palavra sábado, que quer dizer: descanso. Logo, onde, a Bíblia diz : sábado, podemos dizer descanso. Suponhamos agora que o governo decrete a seguinte lei: Todas as semanas, haverá um dia de descanso, sendo proibido trabalhar neste dia, etc. Em outros termos, prescrevem-se seis dias de trabalho e um de descanso.Como será que o mundo interpretará tal lei? Todos compreenderão que se trata de um dia de descanso na série dos sete dias, e que tal dia, para haver uniformidade, deverá ser indicado pela autoridade, pois o sétimo dia depende do primeiro. Contando o domingo como primeiro dia, o sétimo será o sábado; mas começando na segunda -feira, o sétimo será o domingo. Na ordem espiritual estamos diante do mesmo problema. Os judeus começaram a contar do domingo, e fixaram o sétimo dia no ultimo da série. como era natural, chamando-o, por isso: sábado, ou dia de descanso. A igreja Católica, por razões justificadas que exporei abaixo. Começou o cálculo na segunda-feira, e terminou deste modo um dia mais tarde, dia que se tornou sábado, o descanso do domingo. No novo cálculo como no antigo, a ordem divina é respeitada: o sétimo dia é um dia de descanso um sabado dominical. É o que o bom senso nos indica e que ele justifica, sem nenhuma quebra da lei divina. O QUE É UM SÁBADO O sentido acima exposto, prova-se por analogia, por textos equivalentes da Bíblia. Deus não prescreveu somente um sábado ou dia de descanso, por semana, ha outras prescrições sabatinas na lei antiga, de igual valor e idêntica significação. Recolhamos apenas três outros sábados, positivamente prescritos por Deus. Havia de 7 em 7 anos, um ano chamado sábado, porque durante o correr deste, após os outros 6 de trabalho, deviam os judeus deixar descansar a terra. O sétimo ano será o sábado da terra e do descanso do Senhor. (Levítico. 25. 4 Êxodo 23, 10). Eis uma passagem que indica claramente que não se trata de tal ou tal dia do calendário, mas sim do ultimo dia, ano ou época de uma série de sete. Se a palavra sábado indicasse necessariamente o nosso sábado atual, como é que Deus pode chamar sábado um ano inteiro? Só fazendo parar o sol como Josué! É ridículo sustentalo. Sábado é o ultimo dia, ou ultimo mês, ou ultimo ano, de uma série de sete. Aliás é a explicação que dá a própria Bíblia, repetindo cada vez como nos textos acima : sábado ou descanso. Uma segunda prova se tira de outra prescrição sabatina: a do sábado de semanas Deus prescreveu ainda que houvesse sábado ou descanso, após sete semanas de anos, ou depois de 49 anos era o Jubileu dos judeus. -21 Contarás também 7 semanas de anos isto e, sete vezes sete … e no sétimo mês, no dia 10 do mês tocarás a trombeta por toda nossa terra … e santificaras o ano quinquagesimo … porque é Jubileu. (Levit. XXV. 8) Um terceiro sábado é prescrito por Deus, de sete em sete meses: é o dia da expiação solene, no qual o povo deve oferecer um holocausto ao Senhor, e este dia é chamado por Deus: o sabado do repouso. Aos 10 deste sétimo mês será o dia solinissimo das expiações e chamar-se-á santo… É o sábado do repouso. Celebrareis os vossos sábados de uma tarde até á outra (Levit. XXII!. 27. 32) De sete em sete meses. ha pois um dia consagrado a Deus; dia deve ser o décimo do sétimo mês. De modo que assim determinado, tal dia não pode cair sempre num sábado, mas varia conforme o tempo; entretanto é chamado por Deus sábado, não por ser o sétimo da semana do calendário, mas por ser o último de uma série de sete. * O próprio Deus, aliás recapitulando depois as suas prescrições a respeito das festas e dias santos, diz: Desde o dia 15, pois, do sétimo mês celebrareis as festas do Senhor durante 7 dias no primeiro e no oitavo haverá o sábado, Isto é, o descanso. (Levit. XXII!. 39) Note bem esta expressão : Haverá o sábado, isto é, o desecanso. PORQUE O SÁBADO? Eis um ponto luminoso e bem provado: A palavra sábado não é tal dia determinado no calendário, mas sim o último dia de uma série de sete dias, cuja série forma uma semana. Tudo depende pois, do ponto de partida ou do dia que se adota como o primeiro. No Antigo Testamento o dia do Senhor era o sábado da nossa semana atual, porém se apresenta agora a pergunta: Pode ou não se pode mudar este dia? A resposta é fácil. Vejamos primeiro a razão da escolha do sábado como dia santo. A Bíblia nos indica três razões: 1. Em lembrança da Criação. Em 6 dias o Senhor criou o céu e a terra. .e abençoou o dia do sábado (Êxodo. 20. 1). Em lembrança da libertação do Egito: O Senhor teu Deus te tirou do Egito … por isso te ordenou que guardasses o sábado (Deuteronômio 5. 3. Em lembrança e como sinal de aliança entre Deus e o povo de Israel : Guardarão o sábado por conceito perpétuo (Êxodo. 31. 16). Estas três razões, como se vê logo, são particulares aos judeus, e como tais, entra na categoria das leis cerimoniais e não nas leis dogmáticas, Morais ou legislativas universais. Como tal o sábado é antes uma convenção que um preceito positivo. Uma palavra de N. S. confirma tal asserção: O sabado foi feito para o homem, diz ele, e não o homem para o sábado (Mateus 12. 12), o que quer dizer que o homem deve observar o sétimo dia da série, sem ser escravo deste dia, ao ponto que o Julgue imutável. O descanso do sábado é imutável: o dia do sábado não o é. ABROGAÇÃO DO SÁBADO Para compreender isto basta lembrar que na lei antiga havia quatro especies de leis: 1. leis dogmáticas, 2. leis moraes, 3. leis cerimoniais, 4. leis nacionais, Destas leis só ficam em pé no novo Testamento: 1. as leis dogmáticas, completadas por Jesus Cristo e, 2. as leis morais aperfeiçoadas por ele. Quanto ás leis cerimoniais eram figurativas, devendo desaparecer diante da realidade. As leis nacionais dos judeus desapareceram igualmente diante da legislação universal do Evangelho. Eis o que é admitido por todos, católicos e protestantes. É mistér saber agora em que categoria se deve colocar a lei do sábado. A resposta não é difícil. O sábado não pertence ao Dogma, porque não exprime nenhuma verdade fundamental da religião. Nem pertence á moral, como dia, pois não prescreve o modo de agir. mas apenas indica o descanso (a santificação do sabado pertence á moral). É uma lei cerimonial, Ora. as leis cerimoniais foram abrogadas por Jesus Cristo. A rejeição do povo de Israel incluía a rejeição das suas cerimonias. como se pode ver no profeta Oséas. Deus diz : E farei cessar todos os seus cânticos de alegria, os seus dias solenes, as suas luas novas, o seu sábado e todas as suas festas do ano (Oséas. II. 11). É uma prova que Deus não deu o sábado como lei imutável, mas como lei cerimonial que terminou com as festas e outras cerimonias dos judeus . Vejamos agora o que disse Jesus Cristo a respeito do domingo. Um principio fundamental é que todos os preceitos da lei cerimonial não confirmados por N. Senhor: ficam abrogados. Uma vez, os judeus atacaram o Salvador por que Ele havia curado um aleijado em dia de sábado (João V. 8 -17), Jesus respondeu: Meu Pai trabalha sempre e eu também trabalho. É como se dissesse: O sábado depende de mim e eu não dependo do sábado, querendo abrogalo, está em meu poder. Por isso Nosso senhor se chama Senhor do sábado (Mateus. XII 8) e mandou ao aleijado curado carregar a sua cama, como permitiu aos apóstolos colher espigas de trigo no sábado, embora ambas estas coisas fossem proibidas neste dia. Ora se o sábado fosse uma lei natural. N. Senhor não poderia permitir nem mandar que fosse violado como ele não pode permitir a mentira, o roubo, o assassínio, a desobediência, e outras violações na lei natural. Logo, a lei do sábado é uma simples convenção, é um preceito cerimonial que pode ser abrogado, e que de fato o foi. PROVA DE RELAÇÃO Citemos mais uma prova da abrogação do sábado: prova de relação ou prova tirada das relações que ha entre as diversas prescrições. Os sabatistas querem conservar o sábado da semana.; mas porque não conservam eles os três outros sábados acima mencionados? O sábado do sétimo ano, o sábado das 7 semanas de anos e o sábado de 7 meses ? Eis quatro sábados prescritos por Deus. Por que os sabatistas querem conservar o sábado da semana e rejeitam os outros Sábados, intima e inseparavelmente unidos ao primeiro? É ilógico: ou devem adotar a lei sabatina inteira, ou então admitir que seja abrogada. Onde encontram eles a abolição dos três outros sábados, de meses, de anos e semanas de anos? Têm que escolher: ou tudo caiu ou tudo ficou em pé; mas de nenhum modo se pode separar o que Deus uniu. Deste modo os próprios sabatistas demonstram não tomarem a sério a tal lei do sábado. Este argumento deve extender-se mais longe ainda. Si a prescrição do sábado é uma prescrição cerimonial. que os sabatistas querem absolutamente conservar, pode-se perguntar-lhes: porque eles observam esta prescrição e rejeitam centenas de outras de igual valor e importância? Porque não praticam eles a circuncisão ( Gênese 17, 16 ) tão rigorosamente prescrita por Deus? Em que o dia de sábado é superior á circuncisão? 26-. E depois, porque rejeitam as neominías e os dias lunares? (sal. 113-19) E os sacrifícios ? (Levítico. 6. 14) E os holocaustos? (Levítico 7. 8) E as oblações ? (ld. II. 1) E as libações ? (Números 10. 1) E as Pascoas com as suas cerimonias? (Êxodo 24) E a festa das primícias? (Num. 28 -26) E a festa dos tabernáculos ?_(Levit 23-39) E a cerimônia da expiação (com o bode expiatório, Azazel)? (Levítico 15, etc. etc. Porque deixam as mil prescrições particulares que regulam o jejum, as purificações Iegais, as carnes etc. (Levit. III. 17) o direito civil. ( João 7. 14) e criminal, (Deuteronômio 16. 18) os empréstimos, (Deuteronômio 15. 7) os depósitos, (Levítico 6. 2) As propriedades, (Êxodo 21. 33) os salários, (Levítico 19. 13) etc. etc? Porque entre as múltiplas, ou melhor, entre as milhares de prescrições cerimoniais ou nacionais, os sabatistas conservam unicamente o sábado, só o sábado, e rejeitam todo o resto …. A Bíblia é a palavra de Deus ou não o é? Se é: deve ser aceita integralmente. Se não é : deve ser rejeitada completamente, pois carece de autoridade. Basta esta contradição flagrante para provar que o dia de sábado é apenas um dia de convenção cerimonial, que pode ser mudada em qualquer outro pela autoridade competente. O que importa, o que é lei imutável é que na série de 7 dias o último seja santificado, sem que seja imutável qual é o primeiro dia de tal série. pelo P. Julio-Maria #Igreja
- A PROIBIÇÃO DE SE FABRICAR ÍDOLOS
A PROIBIÇÃO DE SE FABRICAR ÍDOLOS Texto exegético de Êxodo 20,13 -16 e Deuteronômio 5,5 – 10 Para entendermos a confusão que muitos protestantes fazem sobre a questão da fabricação de imagens sacras, teremos que entender que esses debates, são, na verdade causados por falta de conhecimento; primeiro da cultura Judaica da época em que o decálogo se fixou como norma para a vida do povo Judeu e, segundo do contexto que o gerou. Uma questão que as pessoas ainda não entenderam, é que os mandamentos retratados pelo decálogo tinham uma única finalidade, preservar a liberdade do Povo de Deus. Podemos observar claramente que a finalidade dos dez mandamentos, era criar uma exclusividade de culto, onde IaHWeH se torna o único Deus. A imagem adorada como imagem de Deus ou adorada como se tivesse os mesmos poderes de Deus era proibida. Este é, propriamente dito, o ídolo condenado por toda a escritura. Esta é a segunda hipótese: os mandamentos, retratados pelo decálogo, não proíbem a confecção de meras imagens, mas, efetivamente de Ídolos. Fazendo uma análise das diferenças e das semelhanças entre os textos do decálogo, presentes no livro de exôdo e no de Deuteronômio. Essa análise nos dará material e fundamentação para sabermos se o decálogo foi escrito pelo mesmo do Deuteronômio. Em nenhum momento vou colocar em dúvida a palavra de Deus, tenho consciência de que a Igreja afirma que ele mesmo escreveu o decálogo. Mas, vamos verificar se é fruto de um ou de vários autores conhecemos no, entanto, os acréscimos colocado ao longo dos séculos e preservados pelos redatores finais que não tiram valor do decálogo como palavra própria de IaHWeH. Cada mudança redacional foi realizada por homens altamente inspirados por Deus, o que faz com que o valor da palavra de IaHWeH permaneça. Temos que começar com uma análise, identificando para quem o decálogo foi escrito, pessoas ou grupo de pessoas para as quais o decálogo foi escrito. Em uma tentativa de atualização, Veremos se, hoje, nós nos identificamos com Tais destinatários. E quanto ao lugar em que o decálogo foi escrito? Sinai/ Horebe ou é fruto da convivência dos primeiros Hebreus que viveram na época tribal? Temos que descobrir qual foi a intenção que levou o autor a escrever o decalogo. O povo foi escravo no Egito por causa da idolatria. Deus o libertou por intermédio de Moisés através do evento denominado Êxodo. Mas o Êxodo não foi simplesmente um acontecimento em prol da libertação do Povo de Deus. IaHWeH tinha um plano, o qual chamamos de projeto do Êxodo. tal projeto consistia em dar condições para que o povo soubesse o que fazer para preservar a liberdade que foi conquistada a duras penas, haja Vista, os quarenta anos que o mesmo levou para atravessar o deserto. Esse projeto se fundamentou e se concretizou nos mandamentos, Mais especificamente na Torá da qual os dez mandamentos são símbolo. O DECÁLOGO SABEMOS QUE O DECÁLOGO SE ENCONTRA EM ÊXODO 20,13 -17 E DEUTERONÔMIO 5,6 – 21. O texto que ambos os livros apresentam é conhecido como “Dez Palavras”, “Dez Mandamentos” ou “decálogo”. O conceito de decálogo, segundo Bauer, vem da primeira tradução chamada septuaginta: “baseia-se na tradução grega (na LXX) do hebraico aseret haddebarim (dez palavras). O termo decálogo, derivado do grego dekalogos, foi usado primeiramente, por Irineu e Clemente de Alexandria. Ele confirma a origem do termo em Êxodo 34,28; Deuteronômio 10,4, que a septuaginta traduz como tous deka Logous. Muitos comentários surgem quando algumas pessoas encontram o decálogo em Êxodo em Deuteronômio. Pensam, por exemplo, que é o mesmo texto repetido, sem nenhuma modificação; outras Imaginam que, como o autor dos cinco livros é o mesmo, no caso, Moisés, pode-se colocar o mesmo texto em quantos livros desejar. No entanto, os especialistas não pensam dessa forma. Para eles, na verdade, os textos “nasceram em épocas diferentes” e são de autores diferentes, uma vez que cada um que mudou o texto é considerado o verdadeiro autor. O biblista Lopes, por exemplo, afirma, concordando com albrecht alt, que “as leis apodíticas são anteriores A Moisés e encontram-se fora de Israel. Até mesmo, algumas diretivas de chefes de clãs nômades seriam de formas apodíticas. Uma espécie de ‘leis universais’ praticadas, naturalmente, em todos os clãs e em todas as tribos. Com Isso, demonstra que alguns mandamentos já existiam antes de Moisés e não nasceram em Israel. Com esses argumentos Lopes mostra que a origem dos dez mandamentos é mais antiga do que se imagina, mas foi se efetivando, com o passar do tempo, na vida do povo. Alguns especialistas discutem também sobre a seguinte questão: qual dos dois textos foi escrito primeiro? para muitos pesquisadores foi o do Êxodo, para outros foi o do Deuteronômio. Por exemplo: Erhard Gerstemberg, exegeta alemão, diz que, “conforme F. L. Hossfeld, ‘o decálogo’ de Deuteronômio 5 foi o primeiro a receber o seu lugar no início das Revelações de Javé. Do Deuteronômio esse texto foi transferido para o contexto do livro do Êxodo para encabeçar as instruções sinaíticas. Por outro lado, Airton José da Silva, afirma que “o mais velho é Êxodo 20, 1 17”. Em vários momentos, George V. pixley fala do decálogo de Êxodo 20 como sendo a “versão mais primitiva”. Frank Crüsemann trabalha sob nova perspectiva. Em seu trabalho, ele busca descobrir se o autor de Deuteronômio é o mesmo autor do decálogo. Ele faz uma comparação entre os textos buscando as semelhanças e as diferenças. Segundo ele, partindo do ponto de vista das semelhanças, poderíamos concluir que o autor é o mesmo e que é de tradição deuteronomista. Isso significa que o texto do Deuteronômio é mais antigo que o próprio decálogo. Ao analisar as diferenças entre os textos, Crüsemann conclui que não se pode postular o mesmo autor. O Deuteronômio possui características literárias, apontadas pela crítica literária, que comprovam que é o mais antigo. Vou expor, de modo sintético o resultado da pesquisa: Quanto às semelhanças: a fórmula “teu Deus” a descrição do Êxodo, a caracterização do Egito como “a casa de Servidão” são muito frequentes na linguagem do Deuteronômio. Raramente eles aparecem fora da linguagem deuteronomista. Isso também vale para outras expressões do decálogo, como ‘outros deuses’ do 1° mandamento. Depois disso, Crüsemann cita W.H.Schmidt que, em 1923, já escrevia “…. o decálogo é uma criação da mesma pena que criou também o Deuteronômio. Quanto às diferenças: Crüsemam chama a atenção para as pesquisas de N.Lohfink: “o sábado, que no decálogo é tão significativo, no Deuteronômio não tem importância. Aquela expressão do 1° mandamento ‘al panay’l’ diante do meu rosto’ não tem nenhuma correlação com o Deuteronômio e nunca aparece aí. o mesmo vale para o termo ‘anoki ao invés de ‘ni). Depois de analisar as semelhanças e as diferenças, Crüsemann acredita que os argumentos com relação às diferenças provam que “não estamos diante do mesmo autor, ou que não podemos postular para ambos o mesmo círculo de autores”. Afirma ainda que as diferenças, por si mesmas, mostram o quanto o texto do Deuteronômio é o mais antigo. Ele na maneira como está, sofreu interferência de vários grupos de escritores e das várias tradições. É importante saber: não existem somente estes dois textos com dez mandamentos. Os escribas chegaram a determinar “613 mandamentos”. Há muitos textos com dez e até doze mandamentos, mas sabemos que, Originalmente, não eram assim. Talvez esse modo de classificação facilitasse o estudo e a apreensão dos textos. O texto dos dez mandamentos é o mais famoso por que se radicalizou, de modo especial, entre os cristãos. Trabalharemos especificamente com ele pois é o objeto material de nosso estudo. Quando olhamos para dentro do texto Os Dez Mandamentos notamos alguns aspectos literários interessantes: 1•Cada mandamento é sui generis ou seja tem um jeito próprio universal globalizante por isso o nome apodítico 2•oito são os políticos negativos também chamados de interdições 3•dois são a políticos positivos que são os mandamentos propriamente ditos; 4•Alguns são curtos e diretos e não apresentam objeto; 5•outros tem comprimento; 6•apresento a mudança do sujeito vai da 1° para 3° pessoa passando pela 2° pessoa. Isso indica que alguém ou algum grupo deve ter trabalhado o texto e o deixado na forma em que está. Sem dúvida, houve um trabalho redacional. Partindo desse ponto de vista, Lopes concordo com Crüsemann. Ele acrescenta que “… este famoso texto não é obra de um único autor, Mas recebeu inúmeros acréscimos” segundo o biblista Airton José da Silva, na sua origem, não eram dez. Seriam séries Independentes pequenas, grupos de dois, três ou cinco preceitos. Quem os agrupou, formando o número dez, foi o redator de Êxodo 20, 1-17. Ele é conhecido com eloísta* e escreveu seu texto entre os anos 850 e 750 AC. *eloísta é o nome dado ao grupo de redatores que revisões retocouuma seção da Bíblia, cuja maior parte pertence ao chamado pentateuco. A tradição eloísta teve sua redação em meados do século VIII ac., No reino do norte — Israel — e chama Deus de Elohim. Ela continua tendo a história da salvação como tema central, mas de forma menos otimistas que outras tradições. Autor Alguns autores que escrevem sobre os dez mandamentos fazem questão de citar: “O seu autor (dos dez mandamentos) é o Criador do céu e da terra”. O decálogo foi revelado por Deus ao povo de Israel no monte Sinai. No diálogo aberto entre Moisés e Deus, este proclama solenemente o decálogo.” O próprio laHWeH os escreveu conforme as Escrituras. A tradição literária mostra que era costume, naquela época, atribuir a autoria da “obra” a um escritor famoso ou a um grande patriarca (Moisés) ou ao próprio Deus. Desta forma, o povo não questionaria e obedeceria com total resignação. “Atribuindo o fundamento destas leis à responsabilidade do homem diante de Deus, e não tão-somente diante da sua consciência, Moisés pôde assegurar o seu cumprimento total em todas as circunstâncias e em todas as épocas. Não é porque a palavra de Deus diz que foi Deus quem escreveu os mandamentos, que tenhamos de acreditar que Ele os escreveu da maneira como estão na bíblia hoje. Esta é a intenção real de quem colocou o texto dentro do contexto em que se encontra. Por outro lado, as pesquisas mostram que o decálogo é ainda fonte de muitas discussões. Erhard S. Gerstenbergen, exegeta alemão afirma: “O texto é uma obra redacional, isto sim, reunindo regras de diversas origens”. Muitas leis particulares foram geradas dentro do ambiente familiar, do clã, da aldeia, das comunidades que existiam antes da monarquia. Essas normas comunitárias visavam manter a ordem na aldeia, principalmente “no que diz respeito à integridade pessoal, às relações sexuais e à propriedade particular”. Nesse sentido, nasceram algumas normas universais” que, por terem sido geradas em pequenos grupos, dispensavam, originalmente, maiores comentários: não matarás, não adulterarás, não roubarás. A convivência dentro do âmbito familiar obrigou o surgimento de algumas normais internas, como honrar pai e mãe. A casa era o centro do culto. “A autoridade básica não está no rei, mas nos pais, nas famílias. A família era a pequena família e também a grande família patriarcal, a comunidade. Os pais eram pai e mãe e também os patriarcas da grande família, os coordenadores da comunidade”. Os patriarcas construíam altares e faziam sacrifícios em favor de seu clã. Cada grupo familiar vivia em um determinado clã. Com o passar do tempo, talvez séculos, este acabava tornando-se aldeia e as aldeias, depois de muito tempo também, tribos. Nasceram, então, as normas sobre a “cobiça” da mulher e das “coisas” do próximo. Essas normas passavam a ser diretivas gerais, universais, observadas por todo tipo de grupo. Conforme foram passando os anos, talvez séculos, elas foram evoluindo, dispensando-se e efetivando-se. Até que se tornaram “famosas” e seguidas por todos. Enfim, para que pudessem se radicalizar, foi necessário “atribuir–lhes” o Autor dos autores — IaHWeH. No meio de todo o processo de sua evolução, temos influências literárias de vários redatores. Todos esses grupos contribuíram para a redação não só do decálogo como de todo o Pentateuco. O Reino do Norte durou muito pouco: aproximadamente de 931 a 722 a.C. , pouco mais de duzentos anos, e o Reino do Sul, aproximadamente de 931 a 586 a.C. O povo, que outrora fora escravo no Egito, agora cai nas mãos dos assírios e, depois, dos babilônios. “Foi neste contexto que, por volta de 850 a.C. ou um pouco mais tarde, o eloísta redigiu Êxodo 20,1-17, agrupando em número de dez alguns dos mais importantes preceitos esparsos da ética tribal”. Notamos características javistas no decálogo, pegando como ponto de referência o próprio nome de Deus — IaHWeH. “Em 1753, Astruc, médico de Luís XV (rei da França), notando que Deus era chamado, no Pentateuco, ora de IaHWeH ora de ‘Elohim’, aventou a hipótese de que isso se devesse a narrações paralelas.” O decálogo possui também características sacerdotais: “O redator do Pentateuco, porém, ajustando o Tetrateuco ao Deuteronômio, em nova redação sacerdotal, inseriu o decálogo, juntamente com o Código da Aliança, na perícope do Sinai em Ex 20”. Encontramos mais à frente outros traços sacerdotais. “O redator do Pentateuco, finalmente, organizou os mandamentos segundo o esquema da dezena e introduziu a lei do Sábado a organização sabática, sacerdotal, da criação do mundo”. Independentemente de estar no livro do Êxodo ou não, devido as evoluções relacionais sofridas, o decálogo também traz características Deuteronomistas peculiares: “por um lado, há no decálogo, e sobretudo em sua parte introdutória, relações estreitas e até íntimas com a linguagem e a literatura do Deuteronômio. Depois, com a vinda da Monarquia, os reis de Israel “legislação com base nas antigas leis tribais e criavam novas leis em função de suas necessidades. DESTINATÁRIOS Quando analisamos uma obra, é muito importante identificar os seus destinatários, ou seja, quais são as pessoas para as quais o autor vai se dirigir. Sua identidade, o trabalho que desenvolveram e a ideologia que seguiram poderão nos ajudar a descobrir características do povo da época e a finalidade para a qual o autor resolveu escrever. Carlos Mesters afirma que os dez mandamentos “se destinam, em primeiro lugar, ao povo”. Aqui, em uma tentativa de atualização, mesters quer mostrar que todos devem estar comprometidos na construção de uma sociedade melhor, visando ao bem comum. Chouraqui generaliza um pouco mais: O decálogo, longe de nascer para um país específico, foi destinada a pátria do homem. Já o exegeta Alemão Erhard S. Gerstenberger quer dizer, é preciso saber um pouco sobre as pessoas da época, seu estilo de vida e sua sociedade. Com relação a esse assunto, Crüsemann, utilizando-se do próprio texto, destaca alguns pontos relevantes: “O decálogo se dirige a pessoas que tem pai e mãe Êxodo 20,12 e Filhos Versículo 10 conferir Versículo 5 e que podem cobiçar mulheres versículo 14 e versículo 17. Sob o ponto de vista das relações de propriedade, ele se destina a pessoas que têm escravos e escravas Versículo 10 que tem terra de cultivo Versículo 12 e gado próprios Versículo 10. os destinatários tem a possibilidade de cultuar outros Deuses Versículo 3 e Versículo 5 de fabricar Ou pelo menos erigir imagens de deuses Versículo 4. eles são aptos a tomar em vão (por juramento) o nome de Javé versículo 7 e a participar de um processo jurídico como testemunhas ou acusadores Versículo 16 e se encontram em relação com vizinhos que, assim como eles próprios, possuem mulheres, de casas escravos e animais Versículo 17. A partir dessas idéias que podemos perceber no próprio texto, crüsemann, naturalmente, tira algumas conclusões: “O decálogo se dirige a homens adultos, aptos para a prática jurídica e cúlticas. Eles se caracterizam pelo fato de possuírem terra e gados; são agricultores. Possuem escravos, sendo, portanto, pessoas livres. Além desses itens, analisando por um outro ponto de vista, continua concluindo: “O decálogo, não se dirige a crianças. Ele também não se dirige a mulheres. Não se dirige nem a escravos nem a pessoas assalariadas”. E termina: “… O decálogo foi formulado somente para os homens de determinada classe social em israel”. crüsemenn, mediante uma análise histórico social, esclarece quem são ‘os homens dessa determinada classe social em israel’ os “cidadãos plenos” . É assim que os agricultores livres eram chamados. Antes da monarquia, eles controlavam a sociedade. O decálogo, com o tempo, foi ficando conhecido e sofrendo ampliações e adesões por parte de outros segmentos. Com o advento da monarquia, Surge uma nova classe social, “a corte com seus funcionários e soldados”, que vivem da tributação ou corvéia*. Outras classes trabalhistas foram aparecendo. Ao lado desses cortesãos, “passaram a existir Comerciantes e artesãos e sobretudo Forasteiros, pessoas que não possuíam terra mas viviam em caráter Permanente em Israel… Além desses havia naturalmente, ainda, escravos e trabalhadores assalariados ou diaristas Deuteronômio 24,14. Ele não deixa de falar também dos livres proprietários do século VIII: ricos, latifundiários, senhores de escravos por dívidas e pequenos agricultores, mais conhecidos como pobres, humildes, espoliados e oprimidos”. Adiante, frisa para que não se esqueça “o decálogo se destina ao estamento” dos proprietários livres de Israel. E conclui o capítulo que fala dos destinatários com a síntese: “o decálogo, inclusive seu prólogo, deve ser aplicado do início ao fim ao proprietário Israelita enquanto indivíduo. Espaço e tempo De modo geral, segue-se o que está escrito: Moisés estava liderando o povo hebreu na libertação do Egito. Quando chegou a um certo monte — chamado de Sinai no livro Êxodo (cf. Ex 19, 1-2.11.18.20.23; 24,16; 31,38; 34,2.4.29.32) e de Horeb no Deuteronômio (cf. Dt 1,2.6.19; 4,10.15; 9,8; 18,16; 28, 69) — subiu e lá teve um encontro com IaHWeH. “O Sinai/Horeb é, antes de tudo, o ponto de encontro de Deus com o seu povo.” Aqui, Moisés simboliza todo o povo. Em toda a bíblia, a montanha é um lugar teológico, onde as divindades se manifestavam. O monte Olimpo, por exemplo, na Grécia, era considerado o lugar onde os deuses gregos moravam. Segundo a tradição judaica, é em um monte que IaHWeH se manifesta. “Na história das religiões, as montanhas sempre ocuparam lugar importante.” O biblista Airton José Silva afirma que foi o eloísta “quem inseriu os mandamentos no ambiente da aliança feita no Sinai entre Iahweh e Israel”. Para ele, o eloísta simboliza todos os camponeses da época, revoltados por causa da violação da solidariedade vivida nas tribos. Airton, baseado nesta ideia, encontra o lugar original dos mandamentos, que, na sua opinião, não é o Sinai/Horeb, mas “a sociedade israelita pré-monárquica, organizada a partir das relações de parentesco e conhecida como sociedade tribal seminômade”. Gerstenberger é da mesma opinião. Técio Machado Siqueira afirma: “Embora as relações das leis do Antigo Testamento esconda, há claras evidências de que, durante a vida nômade, o povo administrava sua vida comunitária através de leis”. Carlos Mesters mostra que os mandamentos vividos pelas famílias, clãs e tribos passaram por uma evolução e tiveram sua redação final na época depois do cariveiro. Com relação à época de seu surgimento, Crusemann também dá a sua contribuição. Comunga das mesmas ideias de Gerstenberger, no sentido de que, originalmente, os mandamentos “não têm Deus, mas alguma autoridade humana atrás de si… , e conclui: “Atrás dessas afinações está a autoridade humana do chefe da clã. Para ele, é impossível determinar uma data específica para marcar o nascimento do decálogo, uma vez que não há comprovações arqueológicas que possam provar algo. Os documentos da época também não ajudam muito no tocante a esse assunto. Afirma que “a datação realmente exata de um texto como o decálogo já não é possível porque suas tradições e suas formas textuais passaram por constantes transformações”. Por outro lado, diz: “o desenvolvimento do decálogo pode ser situado na época do pós-exílio. Como mostram o Papiro de Nash e a Septuaginta, esse processo tem continuidade no pós-exílio, inclusive depois da canonização. Crusemann, dando destaque à introdução dos dez mandamentos, continua dizendo que o momento histórico mais importante foi “aquele em que essa seleção de mandamentos foi juntada sob esse prólogo. Esta é a hora do nascimento do decálogo”. Ele mostra que é possível determinar a data em que ele foi reunido os mandamentos. “Os marcos extremos situam-se entre o século 9 e a época imediatamente após o exílio. No século 9 temos, sobretudo o profeta Elias, cuja pregação gira toda em torno do 1°mandamento”. Um outro argumento que usa é que as dez palavras não eram conhecidas pelos profetas do século VIII: “O prefetismo do século 8, com seu forte acento na crítica social e no anúncio do juízo, não se refere de maneira explícita e inequívoca ao decálogo. Isso teria sido diferente de, naquela época, o decálogo existisse como um texto importante, antigo e reconhecido”. Mais para a frente, ele afirma categoricamente: “…o decálogo de fato ainda não existia no século 8”. Ao analisar Oséias, Crusemann diz que o Profeta não chega a fazer uma citação dos dez mandamentos em 4,2, mas de “uma das séries mais antigas , da qual também o decálogo se serve como fonte”. Ele afirma, realmente, que o Profeta não chegou a conhecer os preceitos da forma como estão no Pentateuco:”O decálogo, como tal, não pode ser conhecido por Oséias. Isso significa que o decálogo ainda não existia na época do fim do Reino do Norte”, por volta de 722 a.C. Crusemann se fundamenta em L. Pettit para afirmar que as dez palavras são consequências de uma teologia deuteronomista, por isso, pode ter surgido em um período bem posterior os que o imaginado. Segundo ele, L. Pettit “considera o decálogo como uma espécie de ‘concentrado’ da teologia deuteronomista”. Essa ‘deuteronomização’ do decálogo levantou uma outra dúvida: qual a data do Deuteronômio? Crusemann é um tanto polêmico com relação a isso, porque vai de encontro à opinião de muitos. Para ele, “todos os indícios depõem a favor de que o Deuteronômio seja identificado com o livro de Josias, mencionado em 2Rs22s”. Outros consideram que o “Deuteronômio deve ser concebido como um texto exílico ou até pós-exílico com fortes traços utópicos”. Fundamentando o que diz, escreve: “Creio ser possível demonstrar de modo convincente que o Deuteronômio provém do fim da época pré-exílica. Ele pressupõe, por exemplo, a posse da terra por parte de Israel. O cerne do Deuteronômio provavelmente é idêntico ao livro de Josias”. Depois de tudo isso que foi levantado, Crusemann faz uma síntese de todas as ideias e conclui:”o decálogo pertence à época pré-exílica tardia. É um produto da época entre Oséias e o Deuteronômio; historicamente falando: entre a destruição do Reino do Norte e Josias. Certamente deve ter surgido naquela época, para nós tão obscura, do reinado do rei Manassés… Para compreender o decálogo, é necessário perceber, em primeiro lugar, que ele já representa uma reação à profunda crise religiosa, teológica, política e social não somente do século 9 mas também do século 8. Faz parte dessa crise… o surgimento dos grandes profetas de juízo. Sobretudo o desmantelamento do Reino do Norte e o choque que isso deve ter causado fazem parte dessa crise. Fase a essas experiências incisivas destacam-se as exigências básicas elementares de Javé: elas são reunidas no decálogo e formuladas, pela primeira vez, em tal concentração”. INTENÇÃO DO AUTOR OU DOS AUTORES Airton José da Silva Ressalta que “o eloísta, ao reunir em uma lista esses dez preceitos, queria evitar, em Israel, o restabelecimento da opressão do povo, como aquela antigamente sofrida no Egito. Da mesma Forma, Carlos Mesters também aponta: “Pela Lei dos dez Mandamentos, Deus oferece o caminho para o povo nunca mais voltar a viver na escravidão e conservar a liberdade que conquistou saindo do Egito. Félix garcia-lopez, seguindo o mesmo tipo de raciocínio, diz: “a obediência à lei salvaguarda a vida livre da na Terra Prometida. A transgressão da Lei compromete o bem-estar e a liberdade, assim como a própria posse da terra… Esse é, definitivamente, o primeiro objetivo dos mandamentos: conservar a vida, manter o homem livre. Os mandamentos são o canal da vida e da liberdade. Sobre esse assunto, Frank Crüsemann afirma: “Os mandamentos enunciam as condições da preservação da liberdade”. Crüsemann escreveu uma obra, que inclusive é a fonte de todos os textos postados, é uma fonte de pesquisa, onde ele desenvolveu com muita propriedade, esse tema. mais adiante, ele continua: “O decálogo tem um tema… O tema do decálogo são as exigências elementares que devem ser observadas para que se Preserve a liberdade de escrita no prólogo. Transgredir um dos mandamentos contidos nesse catálogo mínimo da liberdade prejudicaria o acabaria com a liberdade pressuposta”. Thomas C. Chady, seguindo o mesmo modo de pensar, declara com muita propriedade: Deus libertou o seu povo da opressão e escravidão e queria que o povo continuasse livre, que ele não voltasse a aceitar nada que pudesse ameaçar essa liberdade. Deus, conhecendo muito bem o coração do homem e a sua tendência de cair perante a tentação, propôs uma nova ordem para o seu povo, uma nova constituição para reger a vida desse povo. Essa constituição tem dez artigos, Dez Mandamentos José Luiz. Caravias fala que a idolatria é a causa da miséria e alienação do povo de Israel: “O Deus do faraó não passava de uma maquiavélica invenção humana, a fim de manter o povo na miséria e na total ignorância, garantindo mão de obra barata”. Deus, através de Moisés, liberta o seu povo e, para assegurar essa libertação, dá os mandamentos. Rejeitar Moisés é rejeitar o Deus Libertador: “Ao recusar Moisés, o povo está negando realizar-se como povo em função de um projeto concreto de libertação e de conquista de uma terra nova, na qual todos poderão viver como irmãos”. Félix garcia lopez, falando do mesmo assunto em outro livro, escreve:…”o objetivo primário dos mandamentos: conservar a vida, manter o ser humano em liberdade”. Enfim, notamos que Carlos mesters está de comum acordo com os outros especialistas: “O objetivo dos dez mandamentos é assinalar o caminho para sair da ‘casa da escravidão’ e chegar a plena Liberdade junto à Deus (Êxodo 19,4). Essa caminhada em direção à libertação se iniciou no Êxodo e continua até hoje… um dos instrumentos mais importantes que ele entregou a Moisés, para impedir que o povo voltasse à ‘casa da escravidão’, foi a Lei dos dez mandamentos… por isso, a fiel observância desses dez mandamentos cria uma barreira que impede o retorno do povo à ‘casa da escravidão’, conforme a ordem explícita de Deus: ‘nunca mais voltará por esse caminho’ (Deuteronômio 17,16). #Igreja
- A FUMAÇA DE SATANÁS ENTROU NA IGREJA
A FUMAÇA DE SATANÁS ENTROU NA IGREJA (A INQUISIÇÃO E A HISTÓRIA DA IGREJA SENDO DETURPADA) Uma orientação aos católicos pacifistas e que tem vergonha do passado da igreja, que na verdade não conhecem, por isso fazem vergonha aos católicos que conhecem a história da igreja. Vamos analisar algumas situações que ocorrem para o Católico car em erro. Começaremos pela ignorância dos sacerdotes. Um jovem, começará por dirigir-se, naturalmente a sua Paróquia. Dificilmente encontrará respostas com o sacerdote, que é alheio em geral, à Trama destes assuntos espinhosos. Fora o sacerdote, a quem mais poderá recorrer, tendo em conta que a bibliografia existente, ao menos aquela que propõe este tema de forma objetiva, é difícil de encontrar, senão impossível? Poderá acontecer que o jovem, então, desiludido com a falta de respostas, e dando por verdadeiro o ditado que diz que “quem cala consente”, termina por aceitar aquilo que no princípio dava pouco crédito. Mas poderá ocorrer também que, pouco amigo do conformismo e das ideias vagas, persista na sua busca da verdade. É aqui que, cedo ou tarde, topará com o Católico despreparado. O católico de boa vontade, mas equivocado. Assim se pode definir aquele que, em nome da Paz, levado por um confuso e mal compreendido ecumenismo, entende que a caridade Cristã sugere que se de crédito a tudo quanto que sejam as outras religiões, sem opor-se em nada; que se esqueça o passado e se desista de sua investigação, mesmo que isso pudesse significar a confirmação de antigos preconceitos contra a Igreja. Convida, festeja e exorta a um pedido de perdão indiscriminado e injustificado, Crendo que desta maneira será favorecida a imagem da igreja frente ao mundo, defendendo de forma uníssona que “o uso da força deve ser condenado categoricamente, sem distinções de tempo ou circunstâncias”. Em tal conceito percebe-se, antes de tudo, quatro gravíssimas faltas. Primeiro, que não se pode faltar à verdade a fim de agradar a outros, e mesmo ainda se a partir de tal gesto pudesse surgir uma condenação, implícita ou explícita, Total ou parcial, a uma instituição e a memória de todos os quantos nela procederam com retidão. Segundo, que este conceito – condenar a força por si mesma – é totalmente oposto à doutrina Universal e bimilenar do magistério da igreja, que reconhece a legitimidade, quando não há obrigação, em certos casos e sob certas condições e circunstâncias, da guerra justa e da legítima defesa. Recordemos que próprio “Papa da Paz”, João Paulo II, sempre reconheceu este direito. Terceiro, que o passado deve ser julgado dentro de seu próprio contexto histórico. Quarto e último, que não se deve temer o passado, ainda mais se não houver razão para isso. A igreja não faria nenhum favor a ninguém se se retratasse de 2.000 anos certamente ricos em frutos de santidade. Não se mente apenas pelo que se diz, mas também pelo que se cala. Nosso jovem, convencido da vontade autocrítica e conciliatória da igreja, Confirmará sua adesão e seu amor filial. Mas esse amor não é suficientemente legítimo se não for fundamentado, se nasce da ignorância e por razões equivocadas: não ama verdadeiramente aquele que só reconhece a grandeza, mas sim aquele que, informado e interessado por seus problemas, assiste ao Amado diante da Injustiça, e diante de seus erros insiste em que os corrija. Se este é o caso [um amor superficial], então será questão de tempo para que nossos jovens ceda à uma terceira escolha, se é que teve sorte de não haver encontrado antes do que ao despreparado. O “católico de má vontade, informado de equivocado. Diferente dos primeiro, este costuma contar com os conhecimentos e a evidência suficiente para provar, justamente, o contrário do que afirma. Precisamente por isso denominamos “católicos” de má vontade. Encontram-se, em geral, envolvidos no assim chamado “movimento do terceiro mundo” ou na “teologia da libertação”, corretamente condenada terminantemente por João Paulo II e Bento XVI, ou para dize-lo de forma mais Ampla, em todas as variantes do progressismo. Tal é o caso do Cardeal – e teólogo – von balthasar, que em 1965 acusava Igreja Católica de “batismos forçados”, tribunais da Inquisição autos de fé, noites de São Bartolomeu, conquistas de continentes estrangeiros a sangue e fogo para levar, com o motivo de uma exploração brutal, a mensagem da religião da Cruz e do amor, interferências indesejadas e totalmente ignorantes em problemas derivados do avanço da ciência, ordens e excomunhões ditadas por uma autoridade espiritual que atua e quer ser reconhecida como política (…). Ações penosas sem fim. Coisas ainda mais inverossímeis, e logicamente infundadas, seriam afirmados pelo ainda atuante teólogo apóstata da Hans Küng, que chegaria sugerir o número de Bruxas queimadas pela inquisição como sendo de 9 milhões! Mesmos os mais exaltados Inimigos da Igreja Católica não chegaram a sugerir nem um centésimo dessa cifra. O caso do “católico” Küng é um dos mais evidentes dessa má vontade consciente. Basta dizer que recentemente, em entrevista ao jornal alemão frankfurter rundschau e a emissora Deutschlandfunk (recolhida pelo jornal espanhol El país em 21 de abril de 2010), este pediu, junto com outras organizações “católicas”, de forma explícita e enérgica a renúncia do Papa. Embora estas vozes radicais sejam fáceis de rebater através de pesquisa científica, e até mesmo pelo senso comum mas elementar, representam um particular Perigo Para os católicos, justamente por virem de dentro da própria igreja. E reconheçamos a verdade, não são muitos os católicos que tem a capacidade ou o tempo para discernir apropriadamente entre o verdadeiro e o falso, nem tão pouco aqueles que sabem distinguir de maneira oportuna entre o magistério da igreja e as vozes particulares e isoladas. É suficiente que um bispo Cardeal ou teólogo entre 100 mil o diga para que lhe dêem crédito! Para poder entender isso que a priori pareceria incompreensível – Isto é, como um bispo ou Cardeal atribui a sua própria igreja crimes piores do que os imaginados por seus adversários? É necessário compreender, primeiro, a existência de uma contra-igreja, de um “magistério paralelo” em seu próprio seio. Que isto foi, e continua sendo, uma realidade, não é algo que tenha sido observado e denunciado somente por setores que poderiam ser qualificados como propensos ao exagero. O próprio Paulo VI havia reconhecido explicitamente um processo de auto demolição na igreja, alertando que a “fumaça de satanás” havia entrado nela, em Clara alusão ao progressismo que se ia acomodando por todos os lados, Especialmente na época do Concílio Vaticano II. A atualidade oferece exemplos concretos desta realidade; caso de teólogos, bispos, cardeais e sacerdotes que não apenas se atrevem a duvidar do magistério pontifício, desobedecendo-o sem nenhum tipo de escrúpulos, mas Inclusive a atacá-lo abertamente! Assim, encontram-se alguns deles apoiando, por ação ou omissão, a prática do aborto, os “casamentos” homoafetivos, a desnaturalização do sacerdócio, e aderindo a grupos ou organizações que desfendem postulados semelhantes, e contrários à doutrina católica. Há pouco tempo, em março de 2010, Monsenhor Gianpaolo Crepaldi, arcebispo de Trieste e presidente do Observatório Internacional cardinale Van Thuân, denunciou esta situação. Com certeza não foi o primeiro. Para citar uma voz Inesperada, nenhuma melhor que a do Rabino yehuda Levin, líder religioso de um grupo de 800 rabinos ortodoxos. Há poucos meses, defendendo a posição de Bento XVI perante o tradicionalismo, disse: “Dou-me conta de que é muito importante encher os bancos da igreja católica não com católicos culturais ou esquerdistas, que contribuem para destruir a igreja e corromper seus valores (…). Esta corrupção tem um efeito Contagioso em todas e cada uma das Comunidades religiosas do mundo”. Tampouco é esta a primeira vez em que se encontram observações similares nas vozes honestas de autoridades de outras religiões. O ceticismo com relação à religião é provavelmente maior do que nunca. Seria uma grave imprudência não tomar consciência de forma plena e imediata sobre a necessidade de instruir devidamente na verdade histórica a todos quantos formam parte do corpo Místico de Cristo. Nós como católicos temos de lutar para que a verdade prevaleça, a intenção do texto, a intenção do grupo é diminuir os católicos relativista e mostrar a verdadeira história. Como já foi dito, não é obrigatório que o sacerdote seja um especialista em história da igreja, pois bastaria que soubesse os aspectos gerais do caso, e depois, se necessário encaminharsse aos estudiosos – que sem dúvida existem – para aprofundar os temas. Da mesma forma, por exemplo, poderia ser conveniente que cada diocese organizar-se periodicamente seminários – de assistência obrigatória – sobre os temas mais comuns dessas lendas negras. Os participantes poderiam ser submetidos a uma avaliação anual a cargo de um legado designado pelo pontífice ou o magistério, e que decidiria, de acordo com os resultados, as medidas a tomar em cada caso particular. Se não tomarem medidas a esse respeito, serão mais numerosas, certamente, as almas que se afastarão da salvação, acreditando que foram confirmados os preconceitos contra a sua igreja. #Igreja
- SÃO JOÃO CHRISOSTOMOS
SÃO JOÃO CHRISOSTOMOS: OBRIGADO DEUS NÃO SOMENTE QUANDO ME DÁ, MAS QUANDO NÃO ME DÁ! A oração é um grande bem se for feito com uma boa conta, se agradecermos a Deus não só quando ele nos dá, mas também quando ele não nos dá o que lhe pedimos, pois ambos fazem para nosso benefício. Então, quando não conseguimos, basicamente, não entendemos o que não gostamos. Há, você vê, casos em que a falta de satisfação de nosso pedido é mais benéfica. E então o que vemos como um fracasso é o sucesso. Não nos perturbe, então, quando Deus lenta ouvir a nossa oração. Não perca a paciência. Talvez antes de pedir algo, Deus não pode nos dar a todos? Pode, naturalmente, nos aguardar uma razão para nos ajudar de forma justa. É por isso que lhe damos ocasião com oração e esperamos com fé, com esperança, com confiança na Sua plenitude e na caridade. Ele nos deu o que pedimos? Agradecemos a ele. Não nos deu? Mais uma vez, agradeçamos a Ele, pois não sabemos, como Ele sabe, o que é bom para nós. Continuemos a ter em mente que Deus muitas vezes não nega, mas apenas adia a satisfação de um dos nossos pedidos. E por que isso é adiando? Porque ao usar nossa própria perseverança no pedido, ele quer nos atrair e nos manter perto dele. E um pai filosófico, quando seu filho lhe pergunta, muitas vezes se recusa a dar, não porque ele não quer, mas porque é assim que a criança fica com ele. Em suma, a eficácia da nossa oração depende de: – primeiro, se somos dignos de receber o que pedimos; segundo, se oramos de acordo com a vontade de Deus; Em terceiro lugar, quer rezemos sem interrupção; Em quarto lugar, se recorremos a Deus para todos, em quinto lugar, se pedimos aqueles que são benéficos para nós. E os justos ainda para rezar ao Senhor não serão ouvidos, senão. Quem era mais justo do que Paulo? E ainda, porque ele pediu algo que não o beneficiaria, ele não escutou. “Rezei por este Senhor três vezes”, ele escreve, “e Sua resposta foi:” Minha graça é suficiente “(2 Coríntios 12: 8-9). Mas Moisés não era justo? Ele nem sequer ouviu. “É o suficiente”, disse-lhe Deus (Mon. 3:26) quando ele pediu para entrar na terra prometida. Além destes, no entanto, há algo mais que torna nossa oração inútil, e isso é o desalinhamento. Rezamos enquanto insistimos no pecado. Assim fizeram os judeus, então Deus disse ao profeta Jeremias: “Não orem por este povo! Você não vê o que está fazendo? “(Jer 7: 16-17).Eles não são removidos, ele diz, por falta de respeito. E você me trata por eles? Eu não ouço você! Quando, novamente, pedimos algo malvado contra nossos inimigos, Deus não só o faz, também está começando. Porque a oração é um remédio. E se não sabemos como usar uma droga, nunca nos beneficiamos de sua força. Quão grande é a oração contínua, aprendemos com o evangelho de Canaã, que não parou de gritar: “Ouça-me, Senhor!” (Mateus 15:22). Então, o que Cristo recusou aos discípulos, Seus discípulos, alcançou-o com sua paciência.Deus, você vê, prefere os nossos próprios problemas para pedir a Ele mesmo, que nós também somos responsáveis, e não outros para pedir a Ele por nosso bem. Quando temos a necessidade de pessoas, precisamos de dinheiro para gastar e temos a menor tentação de nos decepcionar e deixar-nos correr. Por que os governantes deste mundo não só não nos dão facilmente o que lhes pedimos, mas eles nem sequer costumam nos falar. Devemos primeiro abordar as pessoas que estão perto delas – servidores, secretários, funcionários, etc. – e embelezá-los, implorá-los, oferecer-lhes presentes. Isso garantirá que eles intervenham com os funcionários responsáveis pela liquidação de nosso caso. Deus, pelo contrário, não quer mediadores.Ele não precisa ser solicitado por outros para nós. Ele prefere rogá-lo por nossa causa. Nos agradece, de fato, quando pedimos o que precisamos. Somente ele deve graça quando lhe pedimos, somente Ele dá aos que não o emprestaram. E se vemos que insistimos na oração pela fé e pela paciência, paga sem exigir recompensa. Mas se vemos que oramos com inatividade, adia o pagamento, não porque nos despreza ou nos rejeita, mas porque, como eu disse, com esse adiamento, ele nos mantém perto dele. Do Livro das Questões da Vida – Textos de São João Crisóstomo #SãoJoãoCrisóstomo
- O Concílio de Éfeso (431 D.C)
Introdução Nestório, que havia sido condenado em um concílio em Roma em 11 de agosto de 430, pediu ao imperador Teodósio II que convocasse este concílio. O imperador, portanto, decidiu convocá-lo junto com seu co-imperador Valentiniano III e com o acordo do papa Celestino I. A Carta de Teodósio, de 19 de novembro de 430, solicitou a todos aqueles que foram convocados para estar presentes em Éfeso em 7 de junho de 431, a festa de Pentecostes. No entanto, em 22 de junho, antes da chegada dos legados romanos ou dos bispos orientais liderados por João de Antioquia, Cirilo de Alexandria começou o concílio. Nestório foi convocado três vezes, mas não veio. Seu ensinamento foi examinado e o julgado, 197 bispos se inscreveram imediatamente e outros aceitaram depois. Pouco depois, João de Antioquia e os orientais chegaram: eles recusaram a comunhão com Cirilo e criaram outro concílio. Os legados romanos (os bispos Arcádio e Projectus e o padre Filipe), ao chegarem, juntaram-se a Cirilo e confirmaram a sentença contra Nestório. Em seguida, o concílio em sua quinta sessão, em 17 de julho, excomungou João e seu partido. Os documentos do concílio cirílico, o único ecumênico, estão incluídos abaixo e são os seguintes. O ato dogmático central do concílio é seu julgamento sobre se a segunda carta de Cirilo a Nestório, ou a segunda carta de Nestório a Cirilo, estava em conformidade com o credo de Nicéia que foi recitado na abertura dos procedimentos do concílio A carta de Cirilo foi declarada estar de acordo com Niceia pelos padres, Nestório foi condenado Ambas estão aqui publicadas. Uma menção da carta de Cirilo é feita na definição de Calcedônia. Os 12 anátemas e a carta explicativa anterior, produzida por Cirilo e o sínodo de Alexandria em 430 e enviados a Nestório, foram lidos em Éfeso e incluídos no processo. A decisão sobre Nestório. A carta do concílio aconselhando todos os bispos, clérigos e povo sobre a condenação de João de Antioquia; e alguns parágrafos sobre a disciplina do partido nestoriano. Um decreto sobre a fé, aprovado na sexta sessão de 22 de julho, que confirmou o credo Niceno, ordenou a adesão a ele sozinho e proibiu a produção de novos credos. Uma definição contra os Messalianos. Um decreto sobre a autonomia da igreja de Chipre. Ambos os concílios enviaram legados ao imperador Teodósio, que não aprovou nenhum e enviou os bispos embora. Nestório já havia recebido permissão para revisitar seu mosteiro em Antioquia, e em 25 de outubro de 431, Maximiano foi ordenado patriarca em Constantinopla. Os decretos do concílio foram aprovados pelo Papa Sisto III pouco depois de sua própria ordenação em 31 de julho de 432. A reconciliação entre o partido Cirilo e os bispos orientais não foi fácil. No final, em 23 de abril de 433, Cirilo e João de Antioquia fizeram a paz. A profissão de fé de João foi aceita por Cirilo e tornou-se a fórmula doutrinária da união. Está incluído aqui, juntamente com a carta de Cirilo, em que, por algum motivo, elogia a profissão de João e aceita, acrescentando-lhe alguma explicação sobre suas próprias expressões; Esta carta é mencionada na definição de Calcedônia. Pouco depois, provavelmente em 436, Nestório foi definitivamente enviado ao exílio pelo imperador. A tradução em inglês é do texto grego, que é a versão mais autorizada. Segunda carta de Cirilo a Nestório [Declaração do concílio de Éfeso em estar de acordo com Nicéia] Cirilo envia saudação no Senhor ao mais religioso e reverendo colega-ministro Nestório Eu entendo que há alguns que estão falando de forma precipitada sobre a reputação que eu mantenho por sua reverência, e que isto é freqüentemente o caso quando reuniões de pessoas de autoridade lhes dão uma oportunidade. Penso que eles esperam desta forma encantar seus ouvidos e assim espalharem expressões descontroladas. Eles são pessoas que não sofreram nenhum mal, mas foram expostas por mim pelo seu próprio benefício, um porque oprimiu os cegos e os pobres, um segundo porque ele puxou uma espada contra sua própria mãe, um terceiro porque roubou o dinheiro de outra pessoa em parceria com uma serva e, desde então, viveu com tal reputação que dificilmente alguém desejaria ao pior inimigo. Para o resto, não pretendo gastar mais palavras sobre este assunto para não gabar minha própria mediocridade acima do meu professor e mestre ou acima dos padres. Pois, no entanto, desde que se viva, é impossível escapar da maldade das pessoas malignas, cujas bocas estão cheias de maldição e amargura e que terão de se defender diante do juiz de todos. Mas volto para um assunto mais apropriado para mim e lembro você como um irmão em Cristo para ter sempre muito cuidado com o que você diz ao povo em matéria de ensino e de seu pensamento sobre a fé. Você deve ter em mente que escandalizar até um desses pequeninos que crêem em Cristo o deixa aberto a uma ira insustentável. Se o número de pessoas angustiadas é muito grande, então certamente devemos usar todas as habilidades e cuidados para remover os escândalos e expor a palavra de fé saudável para aqueles que procuram a verdade. A forma mais eficaz de alcançar este fim será nos ocuparmos zelosamente das palavras dos santos padres, estimar as suas palavras, examinar nossas palavras para ver se estamos de acordo com a fé, como está escrito, para conformar nossos pensamentos com seu ensino correto e irrepreensível. O santo e o grande sínodo, portanto, afirmou que o santo e grande sínodo, portanto, afirmou que 1. O Filho unigênito, gerado por Deus Pai de acordo com a natureza, o Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, a luz da luz, aquele por quem o Pai fez todas as coisas, desceu, se encarnou, tornou-se homem, 2. sofreu, levantou-se no terceiro dia e subiu aos céus. 1. Nós também devemos seguir estas palavras e esses ensinamentos e considerar o que significa dizer que a Palavra de Deus tomou carne e se tornou homem. Pois não dizemos que a natureza da Palavra foi mudada e se tornou carne, nem que ele se transformou em um homem completo feito de corpo e alma. Em vez disso, afirmamos que a Palavra, de uma maneira indizível e inconcebível, se uniu a si mesmo hipostáticamente, carne animada por uma alma racional, e tornou-se homem e foi chamado filho do homem, não com a vontade de Deus apenas ou boa vontade, nem pela pretensão de um pessoa sozinha Em vez disso, duas naturezas diferentes se uniram para formar uma unidade, e de ambas surgiu um Cristo, um Filho. Não era como se a distinção das naturezas fosse destruída pela união, mas a divindade e a humanidade juntas se fizeram perfeita para nós, um Senhor e um Cristo, combinandos maravilhosamente e misteriosamente para formar uma unidade. Então, o que existiu e foi gerado pelo Pai antes de todas as idades, também foi dito ter sido gerado de acordo com a carne de uma mulher, sem que a natureza divina começasse a existir da Virgem Maria, nem precisar de si mesmo uma segunda geração depois daquela de seu pai. (Pois é absurdo e estúpido falar daquele que existiu antes de todas as épocas e é coeterno com o Pai, precisando de um segundo começo para existir.) A Palavra é dito ter sido gerada de acordo com a carne, porque para nós e para a nossa salvação ele uniu o que era humano para si próprio hipostático e saiu de uma mulher. Pois ele não foi primeiro gerado da Santa Virgem, um homem como nós, e então a Palavra desceu sobre ele; Mas, desde o próprio útero de sua mãe, ele estava unido e depois passou a engendrar de acordo com a carne, fazendo a própria geração de sua própria carne. 2. De forma semelhante, dizemos que ele sofreu e ressuscitou, não que a Palavra de Deus sofreu golpes ou perfurações de pregos ou outras feridas em sua própria natureza (pois o divino, estando sem um corpo, é incapaz de sofrer) , mas porque o corpo que ele tornou seu próprio sofreu essas coisas, é dito que ele as sofreu por nós. Porque ele estava sem sofrer, enquanto o corpo dele sofria. Algo parecido acontece com sua morte. Por natureza, a Palavra de Deus é, por si só, imortal e incorruptível, e vida e criadora da vida, mas, por outro lado, seu próprio corpo pela graça de Deus, como diz o apóstolo, provou a morte por todos, é dito que a Palavra sofreu a morte por nós, não como se ele mesmo tivesse experimentado a morte enquanto em sua natureza divina (seria pura loucura dizer ou pensar isso), mas porque, como acabei de dizer, sua carne provava a morte. Assim também, quando sua carne foi trazido à vida, nós nos referimos a isso novamente como sua ressurreição, não como se ele tivesse caído em corrupção – Deus não permita, mas porque seu corpo havia sido ressuscitado novamente. Então nós devemos confessar um Cristo e um Senhor . Nós não adoramos o homem junto com a Palavra, de modo a evitar qualquer aparência de divisão usando a palavra “com”. Mas nós o adoramos como um e o mesmo, porque o corpo não é diferente da Palavra, e toma seu lugar com ela ao lado do Pai, novamente não como se houvesse dois filhos sentados juntos, mas um só, unidos com sua própria carne. Devemos distinguir e falar tanto do homem como honrado com o título de filho, e da palavra de Deus por natureza possuindo o nome e a realidade da filiação, cada um à sua maneira. Não devemos, portanto, dividir em dois filhos, o único Senhor Jesus Cristo. Essa maneira de apresentar um relato correto da fé será bastante inútil, embora alguns falem de uma união de pessoas. Porque as escrituras não dizem que a Palavra uniu a pessoa de um homem para si mesma, mas que ele se tornou carne. A palavra que se torna carne não significa nada além do que ele se fez carne e sangue como nós; Ele fez nosso corpo o dele, e saiu um homem da mulher sem deixar de lado a sua divindade, ou a geração dele de Deus Pai, mas ele assumiu a carne permanecendo o que ele era. Este é o relato da verdadeira fé em toda parte professada . Assim, encontraremos o que os santos padres acreditavam. Então, eles ousaram chamar a santa virgem, mãe de Deus, não como se a natureza da Palavra ou a sua divindade recebessem a origem do seu ser da santa virgem, mas porque nasceu dela o seu corpo sagrado, racionalmente animado, com o qual a Palavra estava hipostaticamente unida e é dito ter sido gerada na carne. Estas coisas que eu escrevo por amor em Cristo, exortando você como um irmão e chamando você diante de Cristo e os anjos eleitos, para guardar e ensinar essas coisas conosco, a fim de preservar a paz das igrejas e que os sacerdotes de Deus possam permanecem em um vínculo inquebrável de concórdia e amor. Segunda Carta de Nestório a Cirilo [condenado pelo concílio de Éfeso] Nestório envia saudações no Senhor ao mais religioso e reverente colega Cirilo. Eu ignoro os insultos contra nós contidos em sua carta extraordinária. Eles, penso eu, serão curados pela minha paciência e pela resposta que os eventos oferecerão ao longo do tempo. Por um lado, no entanto, não posso ficar em silêncio, pois o silêncio seria, nesse caso, muito perigoso. Nesse ponto, evitando a longevidade o máximo que puder, vou tentar uma breve discussão e tentar ser tão livre quanto possível de repelir a obscuridade e a prolixidade não digerível. Começo com os sábios enunciados de sua reverência, derrubando-os palavra por palavra. Então, quais são as palavras em que o seu ensinamento notável encontra expressão? “O santo e grandioso sínodo afirma que o Filho unigênito, gerado por Deus Pai de acordo com a natureza, o Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, a luz da luz, a pessoa por quem o Pai fez todas as coisas, desceu, encarnou-se, tornou-se homem, sofreu, levantou-se “. Estas são as palavras da sua reverência e você pode reconhecê-las. Agora, escute o que dizemos, que assume a forma de uma exortação fraterna à piedade do tipo do qual o grande apóstolo Paulo deu um exemplo ao dirigir-se ao seu amado Timóteo: “Participe da leitura pública das escrituras, da pregação, do ensino. Por que fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto a seus ouvintes “. Diga-me, o que significa “Participar”? Ao ler de maneira superficial a tradição daqueles homens sagrados (você é culpado de uma ignorância perdoável), você concluiu que eles disseram que a Palavra que é coeterna com o Pai era passível. Estas são as palavras da sua reverência e você pode reconhecê-las. Agora, escute o que dizemos, que assume a forma de uma exortação fraterna à piedade do tipo do qual o grande apóstolo Paulo deu um exemplo ao dirigir-se ao seu amado Timóteo: “Participe da leitura pública das escrituras, da pregação, do ensino. Por que fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto a seus ouvintes “. Diga-me, o que significa “Participar”? Ao ler de maneira superficial a tradição daqueles homens sagrados (você é culpado de uma ignorância perdoável), você concluiu que eles disseram que a Palavra que é coeterna com o Pai era passível. Por favor, preste mais atenção à linguagem deles e você descobrirá que esse coro divino dos padres nunca disseram que a divindade consubstancial era capaz de sofrer, ou que todo o ser que era coeterno com o Pai tivesse sido recém nascido, ou que ressuscitasse, vendo que ela própria foi a causa da ressurreição do templo destruído. Se você aplicar minhas palavras como remédio fraterno, colocarei as palavras dos santos padres diante de vocês e os libertarei da calúnia contra eles e através deles contra as sagradas escrituras. “Eu acredito”, eles dizem, “também em nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho unigênito”. Veja como eles primeiro colocam como fundamentos “Senhor” e “Jesus” e “Cristo” e “unigênito” e “Filho”, os nomes que pertencem em conjunto à divindade e à humanidade. Então eles constroem sobre esse fundamento a tradição da encarnação e ressurreição e paixão. Deste modo, ao pregar os nomes que são comuns a cada natureza, eles pretendem evitar separar as expressões aplicáveis à filiação e ao senhorio e, ao mesmo tempo, escapar do perigo de destruir o caráter distintivo das naturezas, absorvendo-as para o título único de “Filho”. Nisso Paulo foi professor deles que, quando ele se lembra do divino se tornando homem e então deseja apresentar o sofrimento, primeiro menciona “Cristo”, que, como acabo de dizer, é o nome comum de ambas as naturezas e depois acrescenta uma expressão que é apropriada para ambas as naturezas. E o que ele diz ? “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”, e assim por diante até “, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. “. Porque, quando ele estava prestes a mencionar a morte, para evitar que alguém supusesse que a palavra de Deus sofreu, ele diz “Cristo”, que é um título que expressa em uma pessoa as naturezas impassíveis e passíveis, para que Cristo fosse chamado sem impropriedade impassível e passível, impassível na divindade, passível da natureza de seu corpo. Eu poderia dizer muito sobre este assunto e, antes de tudo, que esses santos padres, quando discutem a economia, não falam da geração, mas do Filho se tornando homem. Mas lembro-me da promessa de brevidade que fiz no início e restrinjo meu discurso e continuo ao segundo assunto de vossa reverência . Por isso, aplaudo sua divisão das naturezas em humanidade e divindade e sua conjunção em uma pessoa. Também aplaudo sua afirmação de que Deus a Palavra não precisava de uma segunda geração de uma mulher e sua confissão de que a divindade é incapaz de sofrer. Tais declarações são verdadeiramente ortodoxas e igualmente opostas às opiniões malignas de todos os hereges sobre a natureza do Senhor. Se o restante foi uma tentativa de introduzir alguma sabedoria oculta e incompreensível para os ouvidos dos leitores, é para a sua perspicácia decidir. Na minha opinião, essas visões subseqüentes pareciam subverter o que veio primeiro. Elas sugerem que aquele que inicialmente havia sido proclamado como impassível e incapaz de uma segunda geração tinha de alguma forma sido capaz de sofrer e ser recém criado, como se o que pertencesse à palavra de Deus fosse destruída por sua conjunção com o templo ou como todavia se as pessoas não considerassem que o templo sem pecado, que é inseparável da natureza divina, devesse ter sofrido nascimento e morte pelos pecadores, ou, finalmente, como se a voz do Senhor não merecesse credibilidade quando gritasse aos judeus: “Destrua este templo e, em três dias, eu o levantarei”. Ele não disse: “Destrua a minha divindade e, em três dias, será levantada “. Novamente, eu gostaria de expandir isso, mas sou contido pela memória da minha promessa. Eu devo falar, portanto, com brevidade. A Sagrada Escritura, onde quer que se lembre da economia do Senhor, fala do nascimento e do sofrimento não da divindade mas da humanidade de Cristo, de modo que a virgem sagrada é mais precisamente chamada mãe de Cristo do que a mãe de Deus. Ouça estas palavras que os evangelhos proclamam: “O livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”. É claro que Deus, a Palavra, não era filho de Davi. Ouça a outra testemunha se quiser: “Jacó gerou a José, o marido de Maria, de quem nasceu Jesus, que é chamado de Cristo. “Considere uma nova evidência:” Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo ” Mas quem jamais consideraria que a divindade do unigênito era uma criatura do Espírito? Por que precisamos mencionar: “a mãe de Jesus estava lá”? E, mais uma vez, o que dizer: “com Maria, a mãe de Jesus”; ou “o que é concebido nela é do Espírito Santo”; e “Pegue a criança e sua mãe e fuja para o Egito”; e “a respeito de seu Filho, que nasceu da semente de Davi segundo a carne”? Mais uma vez, a Escritura diz quando fala de sua paixão: “Deus enviando seu próprio Filho à semelhança da carne pecadora e do pecado, condenou o pecado na carne”; e novamente “Cristo morreu por nossos pecados” e “Cristo tendo sofrido em carne”; e “Isto é”, não “minha divindade”, mas “meu corpo, destruído por você”. Dez mil outras expressões testemunham a raça humana que eles não deveriam pensar que era a divindade do Filho que foi morto recentemente, mas a carne que se uniu à natureza da divindade. (Assim, também Cristo se chama o Senhor e o filho de Davi: “O que você acha do Cristo? De quem ele é filho?” Eles lhe disseram: “Filho de Davi”. Jesus respondeu e disse a eles, “Como é então que Davi, inspirado pelo Espírito, o chama de Senhor, dizendo: “O Senhor disse ao meu Senhor, sente-se à minha direita”? “. Ele disse isso como sendo de fato filho de David segundo a carne, mas o seu Senhor de acordo com a sua divindade.) O corpo, portanto, é o templo da divindade do Filho, um templo que está unido a ele em uma conjunção alta e divina, de modo que a natureza divina aceita o que pertence ao corpo como próprio. Tal confissão é nobre e digna das tradições do evangelho. Mas usar a expressão “aceitar como próprio” como forma de diminuir as propriedades da carne unida, do nascimento, do sofrimento e do sepultamento, é uma marca daqueles cujas mentes são desviadas, meu irmão, pelo pensamento grego ou estão doentes com a loucura de Apolinário e Ário ou outras heresias ou melhor, algo mais grave do que elas. Pois é necessário que tais pessoas sejam conquistadas pelo nome de “propriedade” para fazer a Palavra de Deus compartilhar, por causa dessa mesma propriedade, sendo alimentada com leite, em crescimento gradual, em terror no momento de sua paixão e na necessidade de assistência angélicas. Não faço menção à circuncisão, ao sacrifício, ao suor e à fome, que todos pertencem à carne e são adoráveis como tendo acontecido por nossa causa. Mas seria falso aplicar essas idéias à deidade e nos envolveria em apenas em acusação por causa da nossa calúnia. Estas são as tradições dos santos padres. Estes são os preceitos das escrituras sagradas. Desta forma, alguém escreve de uma maneira piedosa sobre a misericórdia e o poder divinos: “Pratique esses deveres, entregue-se a eles, para que todos possam ver seu progresso”. Isto é o que Paulo diz a todos. O cuidado que você toma em trabalhar para aqueles que foram escandalizados está bem tomado e nós somos gratos a vocês tanto pelo pensamento que você dedica às coisas divinas quanto pela preocupação que você tem mesmo para quem vive aqui. Mas você deve perceber que você já foi enganado tanto por alguns que foram depostos pelo santo sínodo por o maniqueísmo ou pelo clero de sua própria persuasão. Na verdade, a igreja diariamente progride aqui e, através da graça de Cristo, e há um aumento tão grande entre as pessoas que aqueles que a contemplam clamam com as palavras do profeta: “A terra será preenchida com o conhecimento do Senhor como a água cobre o mar “. Quanto aos nossos soberanos, eles estão com grande alegria à medida que a luz da doutrina se espalha e, para ser breve, por causa do estado de todas as heresias que lutam contra Deus e da ortodoxia da igreja, pode-se achar que o versículo foi cumprido “A casa de Saul ficou fraca e mais fraca e a casa de David tornou-se cada vez mais forte”. Este é o nosso conselho de um irmão para um irmão. “Se alguém estiver disposto a ser controverso”, Paulo clamara por nós com um, “não reconhecemos nenhuma outra prática, nem as igrejas de Deus”. Eu e aqueles comigo saúdam toda a fraternidade contigo em Cristo. Que você permaneça forte e continue orando por nós, ó senhor mais honrado e reverente. Terceira carta de Cirilo a Nestório [Lido no concílio de Éfeso e incluído no processo. Nós omitimos o prefácio da carta] Nós acreditamos em um Deus. . . [Credo Niceno] Seguindo em todos os pontos, as confissões dos santos padres, que eles fizeram com o Espírito Santo falando por eles, e seguindo a direção de suas opiniões e indo como se fôssemos pela a estrada real, dizemos que a Palavra de Deus unigênita, que foi gerada pela própria essência do Pai, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, a luz da luz e a pessoa através da qual todas as coisas nos céus e na terra foram feitas, para nossa salvação desceu e se esvaziou, encarnou-se e foi feito homem. Isso significa que Ele tomou carne da santa virgem e tornou a sua própria, passando por um nascimento como o nosso de seu ventre e saído um homem de uma mulher. Ele não deixou de lado o que era, mas, embora ele assumisse carne e sangue, ele permaneceu o que ele era, Deus na natureza e na verdade. Não dizemos que sua carne se transformou na natureza da divindade ou que a Palavra de Deus indescritível foi transformada em natureza da carne. Pois ele (a Palavra) é inalterável e absolutamente imutável e permanece sempre o mesmo como dizem as escrituras. Pois, embora fosse visível como uma criança envolvida em panos, enquanto ele estava no seio da virgem que deu à luz, como Deus, ele encheu toda a criação e foi governante com aquele que o gerou. Pois o divino é sem quantidade e dimensão e não pode ser sujeito a limitação. Confessamos a Palavra ter sido feita uma com a carne hipostaticamente, e adoramos um Filho e Senhor, Jesus Cristo. Não o dividimos em partes e separamos o homem e Deus nele, como se as duas naturezas fossem mutuamente unidas apenas através de uma unidade de dignidade e autoridade; Essa seria uma expressão vazia e nada mais. Nem damos o nome de Cristo em um sentido para a Palavra de Deus e em outro para aquele que nasceu da mulher, mas conhecemos apenas um Cristo, a Palavra de Deus Pai em sua própria carne. Como homem, ele foi ungido conosco, mesmo que ele próprio desse o Espírito àqueles que são dignos de recebê-lo e não em medida, como o evangelista abençoado João diz. Mas não dizemos que a Palavra de Deus habitou em um homem ordinário nascido da santa virgem, a fim de que Cristo não seja considerado como um portador de Deus. Pois, embora “a Palavra habite entre nós”, e também é dito que em Cristo habitou “toda a plenitude da divindade corporalmente”, entendemos que, tornando-se carne, a maneira de sua habitação não é definida do mesmo modo como é dito que ele habita entre os santos, ele foi unido por natureza e não se transformou em carne e ele fez a sua habitação de tal maneira que podemos dizer que a alma do homem faz em seu próprio corpo. Existe, portanto, um Cristo e Filho e Senhor, mas não com o tipo de conjunção que um homem pode ter com Deus como unidade de dignidade ou autoridade A igualdade de honra por si só é incapaz de unir naturezas. Porque Pedro e João eram iguais em honra um ao outro, sendo ambos apóstolos e discípulos sagrados, mas eram dois, não um. Nem entendemos a maneira de conjunção como sendo uma justaposição, pois isso não é suficiente para a união natural. Também não é uma questão de participação relativa, como nós mesmos, unindo-nos ao Senhor, como está escrito nas palavras da escritura “um espírito com ele”. Em vez disso, depreciamos o termo “conjunção” como inadequado para expressar a idéia de união. Nem chamamos a Palavra de Deus Pai, o Deus ou o Senhor de Cristo. Falar dessa maneira parece dividir em dois o único Cristo, o Filho e o Senhor, e podemos assim cair sob a acusação da blasfêmia, fazendo dele o Deus e o Senhor de si mesmo. Pois, como já dissemos, a Palavra de Deus uniu-se de forma hipostática com a carne e é Deus de todos e Senhor do universo, mas não é seu próprio escravo ou mestre. Pois é tolo ou precipitado pensar ou falar desta maneira. É verdade que ele chamou o Pai “Deus” mesmo que ele mesmo fosse Deus por natureza e por seu ser, não somos ignorantes do fato de que, ao mesmo tempo que era Deus, ele também se tornou homem e, portanto, estava sujeito a Deus de acordo com a lei que é adequada à natureza da humanidade. Mas como ele deve se tornar Deus ou Senhor de si mesmo? Consequentemente, como homem e, na medida em que era apropriado para ele dentro dos limites de seu esvaziamento próprio, diz-se que ele estava sujeito a Deus como a nós mesmos. Então ele veio a estar sob a lei, enquanto ao mesmo tempo ele mesmo falava a lei e era um legislador como Deus. Ao falar de Cristo, evitamos a expressão: “Adoro aquele que é levado por causa daquele que o carrega; Por causa daquele que não é visto, adoro aquele que é visto. “É chocante dizer a este respeito:” O assumido compartilha o nome de Deus com aquele que assume “. Falar dessa maneira mais uma vez divide em dois Cristos e coloca o homem separadamente por si e Deus também por si mesmo. Esta afirmação nega abertamente a união, de acordo com a qual não se adora ao lado do outro, nem ambos compartilham o título de “Deus”, mas Jesus Cristo é considerado como um, o Filho unigênito, honrado com um culto, juntamente com o sua própria carne. Também confessamos que o Filho unigênito nascido de Deus Pai, embora, segundo a sua própria natureza, ele não estava sujeito ao sofrimento, sofreu na carne por nós de acordo com as escrituras, e estava em seu corpo crucificado, e sem ele próprio sofrer fez seus os sofrimentos da sua própria carne, pois “pela graça de Deus provou a morte por todos”. Para este propósito, ele deu seu próprio corpo à morte, embora ele fosse, por natureza, a vida e a ressurreição, para que, tendo esmagado a morte por seu próprio poder indizível, ele primeiro em sua própria carne se tornasse o primogênito dentre os mortos e “o Primeiros dos frutos deles que dormem “. E que ele pudesse fazer um caminho para que a natureza humana volte à incorrupção pela graça de Deus, como acabamos de dizer, “provou a morte por todos” e no terceiro dia ele voltou à vida, tendo roubado o submundo. Por conseguinte, embora seja dito que “através do homem veio a ressurreição dos mortos”, contudo entendemos que o homem foi a Palavra que veio de Deus, através da qual o poder da morte foi superado. No momento certo, ele virá como um único Filho e Senhor na glória do Pai, para julgar o mundo na justiça, como está escrito. Nós adicionaremos isso também. Proclamando a morte de acordo com a carne do Filho de Deus unigênito, que é Jesus Cristo, e professando seu retorno à vida dentre os mortos e sua ascensão ao céu, oferecemos o culto pacífico [sacrificii servitutem] nas igrejas e então procedemos para as ações de graças místicas e somos santificados tendo participado da carne sagrada [corpus] e sangue precioso de Cristo, o salvador de todos nós. Isso não recebemos como carne comum, o céu não permite, nem como a de um homem que foi santificado e unido à Palavra por união de honra, ou que teve uma habitação divina, mas como verdadeiramente a carne viva e real da Palavra [ut vere vivificatricem et ipsius Verbi propriam factam.]. Pois sendo a vida por natureza como Deus, quando ele se tornou um com sua própria carne, ele também se fez vivificador, como também nos disse: “Amém, eu digo a você, a menos que você coma a carne do Filho do homem e beba seu sangue “. Pois não devemos pensar que é a carne de um homem como nós (pois como a carne do homem pode ser vivificante por sua própria natureza?), Mas como sendo feito a verdadeira carne [vere proprium eius factam] daquele que por nossa causa tornou-se o filho do homem e foi chamado assim. Pois não dividimos as palavras do nosso Salvador nos evangelhos entre duas hipóstases ou pessoas. Pois o único e exclusivo Cristo não é dual, embora seja considerado como sendo de duas realidades distintas, reunidas em uma união inquebrável. Do mesmo modo, um ser humano, embora seja composto de alma e corpo, é considerado não dual, mas sim um em dois. Portanto, ao pensar corretamente, referimos as expressões humanas e divinas à mesma pessoa. Pois quando ele fala sobre si mesmo de maneira divina como “aquele que me vê, vê ao Pai”, e “Eu e o Pai somos um”, pensamos em sua natureza divina e indescritível, segundo a qual ele é um com seu próprio Pai através da identidade da natureza e é a “imagem e impressão e brilho da sua glória”. Mas quando, sem desonrar a medida de sua humanidade, ele diz aos judeus: “Mas agora vocês procuram matar-me, um homem que falou a verdade para vocês”, novamente não menos do que antes, reconhecemos aquele que, por causa de sua igualdade e semelhança a Deus, o Pai é Deus a Palavra, também estando dentro dos limites de sua humanidade. Pois se é necessário acreditar que sendo Deus por natureza, ele se tornou carne, que é o homem animado com uma alma racional, por qual motivo alguém deveria ter vergonha das expressões proferidas por ele, quando elas se adequarem a ele como homem? Pois se ele deveria rejeitar palavras adequadas para ele como homem, quem foi que o forçou a se tornar um homem como nós? Por que deveria ele que se submeteu a um auto-esvaziamento voluntário por nossa causa, rejeitar expressões adequadas para tal auto-esvaziamento? Todas as expressões, portanto, que ocorrem nos evangelhos devem ser encaminhadas para uma pessoa, a única hipóstasis encarnada da Palavra. Pois existe um só Senhor Jesus Cristo, de acordo com as escrituras. Mesmo que ele seja chamado de “apóstolo e sumo sacerdote de nossa confissão”, oferecendo ao Deus e ao Pai a confissão de fé que fazemos a ele e através dele ao Deus e ao Pai e também ao Espírito Santo, novamente dizemos que Ele é o Filho de Deus natural e unigênito e não devemos atribuir a outro homem o nome e a realidade do sacerdócio. Pois ele se tornou o “mediador entre Deus e a humanidade” e o estabelecedor da paz entre eles, oferecendo-se com odor de doçura ao Deus e ao Pai. Portanto, ele também disse: “Sacrifício e oferta não quiseste; mas um corpo que você preparou para mim;[Em oferendas queimadas e sacrifícios por pecado você não tem nenhum prazer]. Então eu disse: “Eis que eu venho fazer a tua vontade, ó Deus”, como está escrito de mim no volume do livro “. Por nossa causa e não por sua própria, ele apresentou seu próprio corpo com odor de doçura. Na verdade, de que oferta ou sacrifício para ele teria sido necessário, sendo Deus superior a todo pecado? Pois, “todos pecaram e ficaram aquém da glória de Deus”, e por isso somos propensos a desordem e a natureza humana caiu na fraqueza do pecado, ele não é assim e conseqüentemente estamos atrás dele em glória. Como, então, pode haver mais dúvidas de que o verdadeiro cordeiro foi sacrificado por nós e em nosso favor? A sugestão de que ele se ofereceu para si mesmo e para nós é impossível separar-se da acusação de impiedade. Pois ele nunca cometeu uma culpa, nem pecou de nenhuma maneira. Que tipo de oferta ele precisaria então, pois não havia pecado pelo qual a oferta poderia ser feita corretamente? Quando ele diz sobre o Espírito, “ele me glorificará”, a compreensão correta disto não é dizer que o único Cristo e o Filho precisaram de glória de outro e que ele tirou a glória do Espírito Santo, pois o seu Espírito é não melhor do que ele nem acima dele. Mas porque ele usou seu próprio Espírito para exibir sua divindade através de suas obras poderosas, ele diz que ele foi glorificado por ele, como se qualquer um de nós devesse dizer, por exemplo, sua força inerente ou seu conhecimento de qualquer coisa dele que glorificassem ele. Pois, embora o Espírito exista em sua própria hipóstase e seja pensado por si próprio, como sendo Espírito e não como Filho, mesmo assim ele não é estranho ao Filho. Ele foi chamado “o Espírito da verdade”, e Cristo é a verdade, e o Espírito foi derramado pelo Filho, como de fato o Filho foi derramado do Deus e do Pai. Assim, o Espírito operou muitas coisas estranhas através da mão dos santos apóstolos e assim o glorificou após a ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo ao céu. Pois acreditava-se que ele é Deus por natureza e trabalha através de seu próprio Espírito. Por esta razão, ele também disse: “Ele (o Espírito) tomará o que é meu e o declarará a você”. Mas não dizemos que o Espírito é sábio e poderoso através de um compartilhamento com outro, pois ele é perfeito e não precisa de nada. Como ele é o Espírito do poder e da sabedoria do Pai, que é o Filho, ele mesmo é, evidentemente, sabedoria e poder. Por isso, porque a Virgem santa carregava na carne Deus que se uniu de forma hipostática com a carne, por isso nós a chamamos mãe de Deus, não como se a natureza da Palavra tivesse o princípio de sua existência da carne (pois “a Palavra estava no princípio e a Palavra era Deus e a Palavra estava com Deus”, e ele fez as eras e é coeterno com o Pai e artesão de todas as coisas), mas porque, como dissemos, uniu-se a si mesmo hipostaticamente o humano e sofreu um parto de acordo com a carne do seu ventre. Isso não era como se ele necessitasse necessariamente ou para sua própria natureza um nascimento no tempo e nos últimos tempos desta época, mas para abençoar o início de nossa existência, para que, visto que era uma mulher que tinha dado a luz a ele unido à carne, a maldição contra a raça inteira devesse cessar a partir da razão pela qual estava condenando a morte a todos os nossos corpos terrenos, e para a remoção da maldição através dela: “Com tristeza, você produzirá filhos” deve demonstrar a verdade das palavras do profeta: “A morte forte os engoliu”, e novamente, “Deus apagou toda lágrima de todo o rosto”. É por essa causa que dizemos que, em sua economia, ele abençoou o casamento e, quando convidado, desceu a Caná na Galileia com seus santos apóstolos. Nos ensinaram a guardar essas coisas pelos santos apóstolos e evangelistas e por toda as escrituras divinamente inspiradas e pela verdadeira confissão dos santos padres. Por tudo isso, sua reverência deve concordar e se inscrever sem qualquer engano. O que é necessário para sua reverência a anatematizar nós acrescentamos a esta epístola. Doze anátemas propostos por Cirilo e aceitos pelo concílio de Eféso 1. Se alguém não confessa que Emmanuel é Deus na verdade, e, portanto, que a santa virgem é a mãe de Deus (porque ela manteve de maneira carnal, a Palavra de Deus tornada carne, que seja anátema. 2. Se alguém não confessa que a Palavra de Deus Pai foi unida pela hipóstase com a carne e é um Cristo com sua própria carne e, portanto, é Deus e o homem juntos, seja anátema. 3. Se alguém divide no único Cristo, as hipóstases após a união, juntando eles apenas por uma conjunção de dignidade ou autoridade ou poder, e não mais pela junção em uma união por natureza, que seja anátema. 4. Se alguém distribui entre as duas pessoas ou as hipóstases, as expressões usadas nos evangelhos ou nos escritos apostólicos, sejam usadas pelos santos escritores de Cristo ou por ele sobre si mesmo, e atribui algumas a ele como um homem, pensando separadamente da Palavra de Deus, e outras, como pertencentes a Deus, a ele enquanto à Palavra de Deus Pai, que seja anátema. 5. Se alguém se atreve a dizer que Cristo era um homem portador de Deus e não mais Deus em verdade, sendo por natureza um Filho, assim como “o Verbo que se tornou carne”, e é feito participante de sangue e carne precisamente como nós, seja anátema. 6. Se alguém diz que a Palavra de Deus Pai era o Deus ou mestre de Cristo, e prefere não confessar o mesmo Deus e homem, a Palavra que se tornou carne, de acordo com as escrituras, que seja anátema. 7. Se alguém diz que, como o homem Jesus foi ativado pela Palavra de Deus e foi vestido com a glória do Unigênito, como um ser separado dele, que seja anátema. 8. Se alguém se atreve a dizer que o homem que foi assumido deve ser adorado e glorificado junto com a Palavra divina e ser chamado de Deus junto com ele, enquanto estiver separado dele (pois a adição de “com” deve sempre obrigar-nos a pensar assim), e não adorar Emmanuel com uma veneração e destinar a ele uma doxologia, assim como “a Palavra que se tornou carne”, que seja anátema. 9. Se alguém diz que o único Senhor Jesus Cristo foi glorificado pelo Espírito, como fazendo uso de um poder alienígena que operou através dele e como tendo recebido dele o poder de dominar espíritos imundos e trabalhar maravilhas divinas entre as pessoas, e não quer dizer que foi seu próprio Espírito próprio através do qual ele trabalhou as maravilhas divinas, que seja anátema. 10. A Escritura divina diz que Cristo tornou-se “o sumo sacerdote e apóstolo de nossa confissão”; Ele se ofereceu a Deus Pai com um odor de doçura por nós. Se alguém, portanto, diz que não era a própria Palavra de Deus que se tornou nosso sumo sacerdote e apóstolo, quando se fez carne e um homem como nós, mas como outro que estava separado dele, em particular um homem de um mulher, ou se alguém disser que ele também ofereceu o sacrifício para si mesmo e não para nós sozinhos (pois aquele que não conhecia nenhum pecado não precisava oferecer), que ele seja anátema. 11. Se alguém não confessa que a carne do Senhor é vivificante e pertence à Palavra de Deus Pai, mas afirma que ela pertence a outro além dele, unida a ele com dignidade ou a uma mera habitação divina, e não é mais uma vida, como dissemos, uma vez que se tornou a carne que pertence à Palavra, que tem poder para fazer com que todas as coisas tenham vida, que seja anátema. 12. Se alguém não confessa que a Palavra de Deus sofreu na carne e foi crucificada na carne e provou a morte na carne e se tornou o primogênito dos mortos, embora, como Deus, seja vida e vivificador, deixe-o ser anátema. O julgamento contra Nestório O santo sínodo disse: como, além de tudo, o excelente Nestório recusou-se a obedecer a nossa convocação e não recebeu os bispos santos e temerosos de Deus que lhe enviamos, nós então tivemos a necessidade de começarmos a investigar suas impurezas. Nós o encontramos pensando e falando de maneira ímpia, nas suas cartas e seus escritos que foram lidos e das coisas que ele disse recentemente nesta metrópole que foram testemunhadas por outros; e, como resultado, fomos obrigados por necessidade tanto por cânones e por carta do nosso mais santo pai e servente Celestino, bispo da igreja dos romanos, a emitir esta triste condenação contra ele, embora o façamos com muitas lágrimas. Nosso senhor Jesus Cristo, que foi blasfemado por ele, determinou Através deste santo sínodo que o mesmo Nestório deveria ser despojado de sua dignidade episcopal e retirado do colégio dos sacerdotes. Carta sinódica sobre a expulsão dos bispos orientais (et al.) O sínodo santo e ecumênico, reunido em Éfeso, a pedido do mais piedoso príncipe, [envia saudações] aos bispos, sacerdotes, diáconos e todo o povo em todas as províncias e cidades. Quando nos reunimos de acordo com o decreto piedoso na metrópole de Éfeso, alguns se separaram de nós, um pouco mais de trinta em número. O líder desta apostasia era João, bispo de Antioquia, e seus nomes são os seguintes: Primeiro, o mesmo João, bispo de Antioquia na Síria, [os nomes de outros 33 outros bispos orientais seguem] Esses homens, apesar do fato de serem membros da comunidade eclesiástica, não tinham licença para prejudicar sua dignidade sacerdotal ou para fazer o bem, porque alguns deles já haviam sido depostos. Seu apoio aos pontos de vista de Nestório e Celéstio foram claramente demonstrado pela recusa em condenar Nestório junto conosco. Por um decreto comum, o sínodo sagrado os expulsou da comunhão eclesiástica e privou-os do exercício de seu ofício sacerdotal, através do qual eles conseguiram prejudicar alguns e ajudar os outros. Uma vez que é necessário que aqueles que estavam ausentes do sínodo e permaneceram no país ou na cidade, por causa de seus próprios assuntos da igreja ou por causa de sua saúde, não devem ignorar as decisões formuladas a respeito desses assuntos, tornamo-lo conhecido à sua santidade de que se qualquer metropolitano de uma província dissidente do sínodo sagrado e ecumênico se unir à assembléia dos revoltosos, ou posteriormente, adotar as opiniões de Celéstio, ou fazê-lo no futuro, Tal é privado de todo o poder para tomar medidas contra os bispos da sua província. Ele é portanto expulsado pelo sínodo de toda comunhão eclesiástica e é privado de toda autoridade eclesiástica. Em vez disso, ele deve ser submetido aos bispos de sua própria província e aos metropolitanos circundantes, desde que sejam ortodoxos, até a extensão de ser deposto completamente do cargo de bispo. Se algum dos bispos provinciais se abstiveram do santo sínodo e se uniram ou tentaram se unir à apostasia, ou depois de assinarem a deposição de Nestório voltaram para a assembléia dos apóstatas, estes, de acordo com a decisão do santo sínodo , devem ser privados do sacerdócio e detidos de sua posição. Se alguns clérigos, tanto na cidade como no país, foram suspensos por de seu sacerdócio por Nestório e seus comparsas por causa de sua ortodoxia, achamos correto que estes devam recuperar sua própria classificação; e, em geral, decretamos que os clérigos que estão de acordo com o sínodo ortodoxo e ecumênico não devem, de modo algum, estar sujeitos aos bispos que se revoltaram ou que se revoltarem dele. Se algum clérigo apostatar e, em particular ou em público, se atrever a manter as opiniões de Nestório ou Celéstio, pensa-se que tal deve ser deposto pelo santo sínodo. Quem foi condenado por práticas impróprias pelo santo sínodo ou por seus próprios bispos, e foi restaurado não-canônicamente para a comunhão e a posição de Nestório ou seus simpatizantes, com a habitual falta de discriminação, tais pessoas nós decretamos que não ganham nada com isso e são para serem depostas como antes. Da mesma forma, se alguém desejasse de qualquer maneira perturbar as decisões em cada ponto tomado no santo sínodo de Éfeso, o santo sínodo decide que, se forem bispos ou clérigos, eles devem ser completamente privados de sua própria posição e, se forem leigos, devem ser excomungados. Definição da fé em Nicéia [6ª sessão, 22 de julho de 431] O sínodo de Niceia produziu esse credo: acreditamos … [o Credo Niceno se segue] Parece apropriado que todos concordem com este sagrado credo. É piedoso e suficientemente útil para o mundo inteiro. Mas, como alguns pretendem confessá-lo e aceitá-lo, ao mesmo tempo que distorcem a força de suas expressões para a sua própria opinião e evadindo a verdade, sendo filhos do erro e filhos da destruição, provou ser necessário adicionar testemunhos do sagrado e ortodoxos padres que podem preencher o significado que deram às palavras e sua coragem em proclamá-la. Todos aqueles que têm uma fé clara e sem culpa vão entender, interpretar e proclamá-lo dessa maneira. Quando esses documentos foram lidos, o santo sínodo decretou o seguinte. Não é permitido produzir, escrever ou compor qualquer outro credo, exceto o que foi definido pelos santos padres que estavam reunidos no Espírito Santo em Nicéia. Qualquer um que se atreva a compor ou produzir outro credo para o benefício daqueles que desejam passar do helenismo ou do judaísmo ou alguma outra heresia para o conhecimento da verdade, se forem bispos ou clérigos, eles devem ser privados de suas respectivas funções e se eles são leigos, eles devem ser anatematizados. Da mesma forma, se alguém for descoberto, seja bispos, clérigos ou leigos, pensando ou ensinando os pontos de vista expressados em sua declaração pelo sacerdote Carisio sobre a encarnação do Filho unigênito de Deus ou as visões desagradáveis e pervertidas de Nestório, que estão subjacentes a eles, estes devem estar sujeitos à condenação desse santo e ecumênico sínodo. Um bispo claramente deve ser despojado de seu bispado e deposto, um clérigo a ser deposto do clero, e um leigo deve ser anatematizado, como já foi dito antes. Definição contra os hereges Messalianos ou Euquitas Os bispos mais piedosos e religiosos Valeriano e Anfilôquio se juntaram a nós e fizeram um inquérito conjunto sobre os chamados Messalianos ou Euquitas ou entusiastas, ou qualquer nome que esta assombrada heresia se esconda, que habitam na região da Pânfilia. Fizemos uma investigação e o reverente e temente a Deus Valeriano produziu um documento sinodal sobre essas pessoas, que havia sido elaborado na grande Constantinopla na época de Sissínio de memória abençoada. Quando isso foi lido na presença de todos, concordou-se que foi bem feito e estava correto. Todos concordamos, assim como os bispos mais religiosos Valeriano e Anfilôquio e todos os bispos piedosos das províncias de Pânfilia e Licônia, que o que havia sido inscrito no documento sinodal deve ser confirmado e de forma alguma desobedecido, sem prejuízo às atas de Alexandria. Conseqüentemente, aqueles que estiverem naquela província que se inscreveram na heresia dos Messalianos ou Entusiastas, ou que foram suspeitos da doença, sejam clericais ou leigos, devem se unir; se eles assinarem os anátemas de acordo com o que foi promulgado no referido sínodo, se eles forem clérigos, eles devem permanecer assim e se forem leigos devem permanecer em comunhão. Mas se eles recusarem e não anatematizar, se são presbíteros ou diáconos ou ocupam qualquer outro cargo na igreja, eles devem perder seu status clerical e grau e comunhão, e se eles são leigos, sejam Anatemanizados. Além disso, aqueles que foram condenados não devem ser autorizados a governar os mosteiros, para que o joio seja semeado e aumentado. A execução vigorosa e zelosa de todos esses decretos é ordenada aos reverentes bispos Valeriano e Anfilôquio e aos outros bispos reverentes em toda a província. Além disso, pareceu bom que o livro imundo desta heresia, que foi publicado e chamado por eles Asceticon, deva ser anatematizado, como sendo composto por hereges, uma cópia da qual o mais piedoso e religioso Valeriano trouxe consigo. Qualquer outra produção que provoque a impiedade semelhante que seja encontrada em qualquer lugar seja tratada de forma semelhante. Além disso, quando eles se juntam, eles devem se comprometer claramente a escrever o que conduz à criação de concórdia, comunhão e ordem. Mas, se houver alguma discussão em relação com o presente negócio entre os bispos mais valiosos Valeriano, Anfilôquio e os outros bispos reverentes na província, e se algo difícil ou ambíguo surgir, então, nesse caso, parece bom que os bispos piedosos de Lícia e Lacônia devam ser trazidos, e o metropolitano de qualquer província que escolher não deve ser deixado de fora. Desta forma, as questões em disputa devem, por meio de seus meios, ser trazidas para uma solução apropriada. Resolução: que os bispos de Chipre podem realizar ordenações. O santo sínodo declarou: O bispo mais reverente Regino e com ele Zenão e Evágrio, reverenciados bispos da província de Chipre, apresentaram o que é uma inovação contra os costumes eclesiásticos e os cânones dos santos padres e diz respeito à liberdade de todos. Portanto, uma vez que as doenças comuns precisam de mais cura, pois trazem maiores danos com elas, se não tem sido um costume antigo e contínuo para o bispo de Antioquia realizar ordenações em Chipre – como é afirmado nos memoriais e oralmente pelos religiosos que vieram antes do sínodo – os prelados das igrejas sagradas de Chipre, livres de abuso e violência, usam seu direito de realizar por si mesmos a ordenação dos bispos reverentes para a sua ilha, de acordo com os cânones dos santos padres e com o antigo costume. O mesmo princípio será observado para outras dioceses e províncias em todos os lugares. Nenhum dos bispos reverentes deve tomar posse de outra província que não tenha estado sob sua autoridade desde o primeiro ou sob a de seus predecessores. Qualquer um que tenha aproveitado e sujeitado uma província deve restaura-la, com receio que os cânones dos padres sejam transgredidos e a arrogância do poder secular se infiltre pela cobertura do cargo sacerdotal. Devemos evitar que pouco a pouco se destrua a liberdade que nosso senhor Jesus Cristo, o libertador de todas as pessoas, nos deu através de seu próprio sangue. É, portanto, o prazer do sínodo sagrado e ecumênico garantir intacto e inviolável os direitos pertencentes a cada província a partir da primeira, de acordo com o costume vigente desde então. Cada metropolitano tem o direito de tomar uma cópia do processo para sua própria segurança. Se alguém produz uma versão que esteja em desacordo com o que está aqui decidido, o sínodo sagrado e ecumênico decreta por unanimidade que seja inútil. Fórmula de união entre Cirilo e João de Antioquia Indicaremos brevemente sobre o que estamos convencidos e professamos a virgem de Deus e a maneira da encarnação do Filho de Deus unigênito – não por meio de adição, mas à maneira de uma afirmação completa, como a que recebemos e a possuímos desde o passado nas sagradas escrituras e na tradição dos santos padres, acrescentando nada ao credo proposto pelos santos padres em Nicéia. Pois, como acabamos de dizer, esse credo é suficiente tanto para o conhecimento da piedade como para o repúdio de todos os falsos ensinamentos heréticos. Devemos falar não presumindo aproximar-se do inacessível; mas nós confessamos a nossa própria fraqueza e, portanto, afastamos aqueles que nos censuraram por investigar coisas além da mente humana. Confessamos, então, nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, Deus perfeito e homem perfeito de uma alma racional e um corpo, gerado antes de todas as épocas do Pai em sua divindade, o mesmo na plenitude dos tempos, para nós e para a nossa salvação, nasceu de Virgem Maria, de acordo com a sua humanidade, uma mesma consubstancial com o Pai em Deus e consubstanciada conosco na humanidade, uma união de duas naturezas ocorreu. Portanto, confessamos um Cristo, um Filho, um Senhor. De acordo com essa compreensão da união inconfundida, confessamos que a santa virgem é a mãe de Deus porque Deus, a Palavra, se fez carne e se tornou homem e, da sua própria concepção, uniu-se ao templo que tirou dela. Quanto às expressões evangélicas e apostólicas sobre o Senhor, sabemos que os teólogos tratam algumas em comum como de uma pessoa e distinguem as outras de duas naturezas e interpretam as que pertencem a Deus em relação à divindade de Cristo e as humildes com sua humanidade. Carta de Cirilo a João de Antioquia sobre paz Tendo lido estas frases sagradas e encontrando-nos de acordo (pois “há um Senhor, uma fé, um único batismo”), damos glória a Deus que é o salvador de todos e nos alegramos juntos de que nossas igrejas e as suas estão professando a mesma fé que as escrituras inspiradas e a tradição de nossos santos padres. Mas desde que descobri que há alguns sempre ansiosos para achar falhas, que murmuraram como réguas irritadas e cuspem palavras malignas contra mim, no sentido de dizer que o corpo sagrado de Cristo desceu do céu e não da virgem sagrada , Pensei que era necessário responder a eles dizendo um pouco sobre esse assunto a você. Ó tolos, cuja única competência está em calúnia! Como vocês se tornaram tão pervertido no pensamento e caíram em tal doença de idiotice? Pois vocês certamente devem saber que quase toda nossa luta pela fé surgiu em conexão com nossa insistência de que a santa virgem é a mãe de Deus. Mas se afirmarmos que o corpo sagrado de nosso salvador comum, Cristo, nasceu do céu e não era dela, por que ela ainda deveria ser considerada portadora de Deus? Quem de fato, ela portou, se não é verdade que ela portou Emanuel de acordo com a carne? Devem ser eles que falam tonturas contra mim e que merecem ser ridicularizados. Pois o santo profeta Isaías não mente quando diz: “Eis que uma virgem conceberá e levará um filho, e eles chamarão o nome de Emmanuel, que é interpretado a Deus conosco”. Novamente, o santo Gabriel fala a verdade total quando diz à abençoada virgem: “Não temas, Maria. Você encontrou o favor de Deus, e eis que conceberá no teu ventre e terás um filho e chamarás o nome de Jesus. Pois ele salvará o seu povo de seus pecados “. Mas quando dizemos que nosso Senhor Jesus Cristo veio do céu e acima, não aplicamos expressões como “do alto” e “do céu” para a sua carne sagrada. Em vez disso, seguimos o divino Paulo que claramente proclamou: “O primeiro homem era da terra, terreno, o segundo homem é o Senhor do céu”. Recordamos também ao nosso Salvador que disse: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. No entanto, ele nasceu, como acabei de dizer, da santa virgem segundo a carne. Mas, como Deus, a Palavra, que desceu do alto e do céu, “se esvaziou, assumiu a forma de um escravo”, e foi chamado filho do homem, embora permaneça o que era, que é Deus (pois ele é imutável e imutável por natureza), ele é dito ter descido do céu, já que agora ele é entendido como sendo um com sua própria carne e, portanto, ele foi designado o homem do céu, sendo ambos perfeitos na divindade e perfeitos na humanidade e pensado como em uma pessoa. Pois existe um só Senhor Jesus Cristo, apesar de não ignorarmos a diferença das naturezas, das quais dizemos que a união inefável foi efetuada. Quanto àqueles que dizem que houve uma mistura ou combinação ou de Deus, a Palavra com a carne, deixe a sua santidade parecer adequada para parar suas bocas. Pois é bem provável que alguns possam espalhar para o exterior que eu pensei ou disse essas coisas. Mas estou tão longe de pensar qualquer coisa do tipo que penso que sejam bastante insanos os que supõem que “uma sombra de mudança” é concebível em relação à natureza divina da Palavra. Pois ele permanece o que ele é sempre e nunca muda, nem ele pode mudar ou ser suscetível disso. Além disso, todos nós confessamos que a Palavra de Deus é impassível, porém, em sua economia bem sábia do mistério, ele é visto atribuindo a si mesmo os sofrimentos sofridos por sua própria carne. Então, o sábio Pedro fala de “Cristo sofrendo por nós na carne” e não na natureza de sua indescritível divindade. Para que se acredite ser o salvador de todos, de acordo com a nossa apropriação econômica, como eu disse, ele refere a si mesmo os sofrimentos de sua própria carne, da mesma maneira que se sugere através da voz do profeta vindo por assim dizer, com ele antecipadamente: “Ofereci minhas costas para aqueles que me batiam, meu rosto para aqueles que arrancavam minha barba; não escondi a face da zombaria e da cuspida” Deixe a sua santidade ser persuadida e deixe ninguém mais trazer à lume qualquer dúvida, que nós, em todos os lugares, seguimos as opiniões dos santos padres, especialmente aquelas do nosso abençoado e glorioso pai, Atanásio, cujas opiniões não diferimos minimamente. Eu teria acrescentado muitos dos seus testemunhos, provando minhas opiniões com as deles, se eu não tivesse medo de que o comprimento da carta fosse feito entediante por isso. Não permitimos que ninguém altere de modo algum a fé definida ou o credo elaborado pelos santos padres que se reuniram em Nicéia quando os tempos exigiram. Nós não nos damos nem a nós mesmos e nem a eles a licença para alterar qualquer expressão ou mudar uma única sílaba, lembrando as palavras: “Não remova os antigos marcos que seus pais estabeleceram”. Pois não foram eles que falaram, mas o Espírito de Deus Pai, que procede dele e que não é distinto do Filho em essência. Estamos ainda confirmados em nossa visão pelas palavras dos nossos santos mestres espirituais. Pois, nos Atos dos Apóstolos, está escrito: “Quando eles chegaram a Mésia, eles tentaram ir a Bitínia e o Espírito de Jesus não os permitiu”. E o divino Paulo escreve da seguinte maneira: “Os que estão na carne não podem agradar a Deus. Mas você não está na carne, você está no espírito, se o Espírito de Deus realmente habita em você. E qualquer um que não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele “. Quando, portanto, qualquer um daqueles que perturbar o som da doutrina perverte minhas palavras para o seu modo de pensar, sua santidade não deve se surpreender com isso, mas deve lembrar que os seguidores de cada heresia extraem das escrituras inspiradas a ocasião de seu erro, e que todos os hereges corrompem as verdadeiras expressões do Espírito Santo com suas próprias mentes malignas e desencadeiam em suas próprias cabeças uma chama inextinguível. Uma vez que, portanto, ficamos sabendo que até mesmo a carta de nosso glorioso pai, Atanásio, para o bem-aventurado Epicteto, que é completamente ortodoxa, foi corrompida e circulada por alguns, com o resultado de que muitos ficaram feridos, achando isso útil e necessário para a irmãos, enviamos a sua santidade cópias precisas dos escritos originais e não adulterados que temos. Excerto do Concílio de Calcedônia O Concílio de Calcedônia “aceitou as cartas sinodais do abençoado Cirilo, pastor da igreja em Alexandria, para Nestório e para os Orientais, como sendo bem adaptado para refutar a loucura de Nestório e fornecer uma interpretação para aqueles que em seu zelo religioso possa desejar entender o credo salvador “. Traduzido do site: http://www.papalencyclicals.net/councils/ecum03.htm
- POR QUE OS PRIMEIROS CRISTÃOS USAVAM O PEIXE COMO SÍMBOLO?
Por que os primeiros cristãos usavam o peixe como símbolo? Os primeiros cristãos, quando queriam simbolicamente representar Jesus, nunca usaram o sinal da cruz. Para eles, manteve um significado sinistro e muito doloroso que não poderia ser usado para representar o Salvador do mundo. Apenas a cruz começou a ser usada a partir do quarto século quando perdeu todo o seu significado como instrumento de tortura. Portanto, na primeira Igreja outros símbolos foram usados para representar Jesus. A imagem do Bom Pastor foi usada para representar Jesus como um pastor com uma ovelha nos ombros . Mas o símbolo que durou mais foi o dos peixes . Se você visitar as catacumbas de San Calixto em Roma (o mais importante deles), você verá facilmente nas paredes os símbolos dos peixes. S símbolo de Jesus Cristo No segundo século, a Igreja tomou a palavra “Ichthys” , peixe em grego, como símbolo de Cristo . A partir do terceiro século, a imagem do peixe foi usada como símbolo de Cristo. Nesta simbologia, as letras da palavra “Ichthys” representam as iniciais da frase: Iesous Christos Theou Yios Soter Ichth u s : I = Iesous (Jesus); Ch = Christos (Cristo); Th = Theou (Deus); U = Uios (filho); S = Soter (Salvador) Significado: “Jesus, Cristo, Filho de Deus, Salvador” O símbolo do peixe e o crítico “Ichthus” foram adotados pelos cristãos da Igreja primitiva para representar Jesus Cristo e manifestar sua adesão à fé . Tanto o peixe como o críptico aparecem várias vezes nas catacumbas . Uma profissão de fé Os cristãos, sendo uma minoria em um mundo pagão, tinham seus próprios símbolos para se identificar e adotar sua fé. No peixe (Ichth u s), eles encontraram a profissão de fé, a razão pela qual eles adoravam Jesus e estavam dispostos a morrer. Os crentes são “peixes pequenos , ” o bem – conhecida passagem de Tertuliano (De baptismo, c . 1): “ nós, peixinhos, depois de a imagem do nosso Ichth u s, Jesus Cristo, nascido na água “. Uma alusão ao batismo. O cristão não só morreu e nasceu de novo no batismo, mas vive das águas do batismo, isto é, na graça do Espírito Santo. O cristão que se afasta da vida dessas águas morre. À medida que um peixe morre quando sai da água, o cristão morre se ele se deixa seduzir pela mente do mundo. História O símbolo do peixe pode ser inspirado pela milagrosa multiplicação de pães e peixes ou pelo peixe que o Ressuscitado Jesus compartilhou com seus discípulos (João 21: 9). Ao chamar os discípulos a Jesus Cristo, ele disse: “ Venha comigo, e eu vou fazer você pescadores de homens .” E eles instantaneamente, deixando as redes, seguiram-no . -Mateus 4 , 19-20 ; cf Marcos 1,17). A referência escrita do símbolo cristão do peixe conhecido mais antigo é Clemente de Alexandria , (nascido em 150), que recomenda (Paedagogus, III, xi) ter como selo uma pomba ou um peixe. San Clemente não dá nenhuma explicação sobre esses símbolos, então pode-se concluir que estes já eram amplamente conhecidos. O peixe já está em monumentos romanos das primeiras décadas do segundo século , como Capella Greca e a Capela do Sacramento das catacumbas de San Calixto . Os primeiros cristãos o usaram em numerosos afrescos e sarcófagos. A associação dos Ichthys com a Eucaristia é enfatizada no epitáfio de Abercius, bispo de Hieropolis do século II, e no epitáfio de Pectorius de Autun. Abercius nos diz que, em sua viagem a Roma, em todos os lugares que ele recebeu como alimento “ o peixe da primavera, o grande, o puro “, bem como “o vinho misturado com a água junto com o pão “. Pectorius também fala do Peixe como um delicioso alimento espiritual que nos dá o “Salvador dos santos”. A associação com a Eucaristia também é evidente nos afrescos na catacumba de Santa Priscilla . Desde o segundo século, o fim é muitas vezes o peixe de preferência por este símbolo porque é considerado amigo do homem. Após o século IV, o simbolismo do peixe diminuiu gradualmente. Hoje, no meio do mundo pagão e agressivo contra os verdadeiros cristãos, aqueles que decidem ser fiéis ao Senhor mais uma vez estão recuperando esse símbolo para identificar seu compromisso com a fé até a morte. É possível que o símbolo do peixe tenha outros significados secundários : Cristo como o Mestre que ensina os discípulos a serem pescadores dos homens (o mar sempre teve uma conotação negativa, por isso ser pescador de homens era o mesmo que dizer o Salvador) , ou em relação ao milagre da multiplicação de pães e peixes . Mas o seu significado principal o recebe do acrônimo que descrevi acima. #históriadaigrejaprimitiva
- A IGREJA E A ESCRAVIDÃO
A IGREJA E A ESCRAVIDÃO • A Igreja Católica desde o início, numa prova inconteste de que sempre promoveu a igualdade e a liberdade dos escravos onde chegou, tem o orgulho de já ter sido liderada por um ex-escravo, o Papa S. Calisto, do ano 217, liberto, muito antes da abolição da escravatura. Não confundir escravatura promovida por alguns maus portugueses no Brasil, com “escravatura promovida pela Igreja Católica”. A Igreja Católica sempre condenou essa prática junto aos imperadores. • Em uma Carta do Papa João VIII, datada de setembro de 873 e dirigida aos Príncipes da Sardenha, ele diz: • “Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes, cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças. Com efeito; por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos, que os mantêm em servidão. Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo; a quem assim proceda, a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas” (Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio dos Símbolos e Definições nº 668). • O Concílio de Nicéia (ano 325), o primeiro que a Igreja realizou, afirma que escravos haviam sido admitidos ao sacerdócio. • O Papa Pio II, em 7 de outubro de 1462, condenou o comércio de escravos como magnum scelus (grande crime). • O Papa Pio VII (1800-1823) enviou uma Carta ao Imperador Napoleão Bonaparte da França, em protesto contra os maus tratos a homens vendidos como animais, onde dizia: • “Proibimos a todo eclesiástico ou leigo apoiar como legítimo, sob qualquer pretexto, este comércio de negros ou pregar ou ensinar em público ou em particular, de qualquer forma, algo contrário a esta Carta Apostólica” (citado por L. Conti, “A Igreja Católica e o Tráfico Negreiro”, em ‘O Tráfico dos Escravos Negros nos séculos XV-XIX”. Lisboa 1979, p. 337). • O mesmo Sumo Pontífice se dirigiu a D. João VI de Portugal nos seguintes termos: • “Dirigimos este ofício paterno à Vossa Majestade, cuja boa vontade nos é plenamente conhecida, e de coração a exortamos e solicitamos no Senhor, para que, conforme o conselho de sua prudência, não poupe esforços para que… o vergonhoso comércio de negros seja extirpado para o bem da religião e do gênero humano”. • Pio VII também muito se empenhou para que no Congresso Internacional de Viena (1814-15) a instituição da escravatura fosse condenada e abolida. • O famoso bispo de Chiapa, na América, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios contra sua escravidão. No início do século XVI o dominicano Domingos de Minaja viajou da América Espanhola a Roma, a fim de relatar ao Papa Paulo III (1534-1549) os abusos ocorrentes com relação aos índios. Em conseqüência, o Pontífice escreveu a“Veritas Ipsa” (1537), onde condena Bula a escravidão: • “O comum inimigo do gênero humano, que sempre se opõe as boas obras para que pereçam, inventou um modo, nunca dantes ouvido, para estorvar que a Palavra de Deus não se pregasse as gentes, nem elas se salvassem. Para isso moveu alguns ministros seus que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar a cada passo que os índios das partes ocidentais e meridionais e as mais gentes que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé católica, e, com pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão em que têm suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”. • Neste texto, merece atenção especial a menção de índios e “das mais gentes”, que são os africanos. A uns e outros Paulo III quer defender. Por isto acrescenta: • “Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios e todas as mais gentes que daqui em diante vierem à notícia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos à servidão”. • Essa Bula de Paulo III teve grande efeito, tanto assim que a 30 de julho de 1609 El-Rey promulgou lei que abolia por completo a escravidão indígena: “Declaro todos os gentios daquelas partes do Brasil por livres, conforme o direito e seu nascimento natural, assim os que já foram batizados e reduzidos a nossa Santa fé católica, como os que ainda servirem como gentios, conforme a pessoas livres como são”. • O famoso bispo de Chiapa, na América, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios contra sua escravidão. No início do século XVI o dominicano Domingos de Minaja viajou da América Espanhola a Roma, a fim de relatar ao Papa Paulo III (1534-1549) os abusos ocorrentes com relação aos índios. Em conseqüência, o Pontífice escreveu a“Veritas Ipsa” (1537), onde condena Bula a escravidão: • “O comum inimigo do gênero humano, que sempre se opõe as boas obras para que pereçam, inventou um modo, nunca dantes ouvido, para estorvar que a Palavra de Deus não se pregasse as gentes, nem elas se salvassem. Para isso moveu alguns ministros seus que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar a cada passo que os índios das partes ocidentais e meridionais e as mais gentes que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé católica, e, com pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão em que têm suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”. • Neste texto, merece atenção especial a menção de índios e “das mais gentes”, que são os africanos. A uns e outros Paulo III quer defender. Por isto acrescenta: • “Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios e todas as mais gentes que daqui em diante vierem à notícia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos à servidão”. • Essa Bula de Paulo III teve grande efeito, tanto assim que a 30 de julho de 1609 El-Rey promulgou lei que abolia por completo a escravidão indígena: “Declaro todos os gentios daquelas partes do Brasil por livres, conforme o direito e seu nascimento natural, assim os que já foram batizados e reduzidos a nossa Santa fé católica, como os que ainda servirem como gentios, conforme a pessoas livres como são”. • Aos 24.4.1639 o Papa Urbano VIII (1623-1644) publicou o Breve “Commissum Nobis”, incutindo a liberdade dos índios da América. No seu Breve, o Papa ordenava, sob pena de excomunhão reservada ao Pontífice, que ninguém prendesse, vendesse, trocasse, doasse ou tratasse como cativos os índios da terra. Dispunha ainda que a ninguém seria lícito ensinar ou apregoar o aprisionamento dos mesmos. Por causa disso, revoltaram-se os colonos no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santos e no Maranhão. Os Jesuítas foram perseguidos, sendo expulsos de São Paulo, Santos e do Maranhão, para onde só puderam voltar tempos depois. • Por outro lado, o segundo bispo do Brasil, D. Pedro Leitão (1559-1573), assinou aos 30.7.1566 na Bahia, com o Governador Mem de Sá e o Ouvidor Dr. Brás Fragoso, uma junta em defesa dos índios; defendia-os contra os abusos dos brancos e dava maior apoio aos aldeamentos instaurados pelos jesuítas. • O famoso Pe. Antônio Vieira (1608-1697), por vezes considerado por maus intencionados como aliado dos senhores da terra contra os escravos, na verdade assumiu posição de censura aberta aos patrões. Disse ele: • “Saibam os pretos, e não duvidem, que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua… porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus ou gentios, ou servos ou livres” (Sermão XIV). • “Nas outras terras, do que aram os homens e do que fiam e tecem mulheres se fazem os comércios: naquela (na África) o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e compra. Oh! trato desumano, em que a mercancia são homens! Oh! mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias e as riscos são das próprias! “ (Sermão XXVII). • “Os senhores poucos, e os escravos muitos, os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome, os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros, os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. /…/ Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem como os nossos? Não respiram com a mesmo ar? Não os cobre o mesmo. céu? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que as domina, tão cruel?”. (Sermão XXVII sobre o Rosário, in Sermões, vol 12, Porto, 1951, p.333-371) • Na Bula “Immensa Pastorum”, de 1741, o Papa Bento XIV (1740-1758) condenou a escravidão. • O Papa Gregório XVI (1831-1846) em 3.12.1839 disse: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam “. • O Papa Leão XIII (1878-1903), disse na Carta “In Plurimis”, em 5.5.1888 aos bispos do Brasil: • “E profundamente deplorável a miséria da escravidão a que desde muitos séculos está sujeita uma parte tão pequena da família humana”. • josé de Anchieta O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos. Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, na quaresma que antecedeu a sua ida à aldeia de Iperoig, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig). Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos tamoios em Iperoig, enquanto o padre Manuel da Nóbrega retornou a São Vicente juntamente com Cunhambebe (filho) para ultimar as negociações de paz entre os indígenas e os portugueses. Entre os índios batizados por Anchieta destaca o cacique Tibiriçá.[10] • A Igreja Católica desde o início, numa prova inconteste de que sempre promoveu a igualdade e a liberdade dos escravos onde chegou, tem o orgulho de já ter sido liderada por um ex-escravo, o Papa S. Calisto, do ano 217, liberto, muito antes da abolição da escravatura. Não confundir escravatura promovida por alguns maus portugueses no Brasil, com “escravatura promovida pela Igreja Católica”. A Igreja Católica sempre condenou essa prática junto aos imperadores. • Como poderia a Igreja, como mentem os enganadores, menosprezar os negros, se entre tantos santos negros, que enriquecem sua hagiografia desde os primeiros séculos, estão os santos negros: S. Maurício, Sta. Mônica, Sta. Efigênia, S. Antônio de Cartageró, S. Elesbão, S. Benedito, S. Serapião, S. Fulgêncio, Sta. Pérpétua e Sta. Felicidade, S. Adriano, S. Moses, S. Menas do Egito, S. Atanásio, S. Marcelino de Cartago, S. Nicolau, Sta. Bakita, S. Frumencio, S. Pacômio, S. Eugenio de Cartago, S. Antão, S. Cipriano, S. Martinho de Lima (“mestiço”), S. Pedro Claver, Sta. Sara Kali, Sta. Maria-Clémentine Blessed Anuarite Nengapeta, S. Timóteo, Sta. Maura, S. Daudi Okelo, S. Jildo Irwa, S. Metódio Domenico? #Igreja
- O PAPA PEDIU PERDÃO PELA INQUISIÇÃO? NÃO!
O PAPA PEDIU PERDÃO PELA INQUISIÇÃO? NÃO! (a primeira condição da história é não mentir, a segunda, não temer dizer a verdade). Em 1994, com vistas ao grande jubileu do ano 2000 e continuando a tarefa de revisão histórica disposta pelo Concílio Vaticano segundo, João Paulo II propôs-se um exame de consciência de fim de Milênio, reconhecendo, onde os tivesse havido, os erros de seus filhos nos últimos dez séculos. Talvez o mais significativo deles, e que a que mais tem despertado interessa em particular, seja aquele que se refere ao tribunal da Inquisição. Os diferentes pronunciamentos de João Paulo II a esse respeito foram sempre, sem exceção, pontuais e inequívocos, assim como os daqueles cardeais que mais estreitamente o acompanharam, de modo especial após a conclusão do Simpósio Internacional sobre a inquisição, por ele convocado em 1998 e ao qual futuramente escreverei sobre o simpósio. De forma surpreendente para muitos, dentro e fora da igreja, a opinião do pontífice sobre o Santo Ofício – e as de vários e prestigiosos cardeais que eram seus colaboradores próximos, como Etchegaray,Tauran,Ratzinger e Cottier – era muito diferente do que muitos supõem: considerava, no conjunto, que o tribunal da Inquisição foi necessário em seu tempo, que seus procedimentos eram justos,e seus funcionários em geral piedosos. já se falou bastante sobre o tema, e esta é, provavelmente, a razão pela qual tão pouco se conheça o tema Com certeza, se se entende que é algo próprio da escravidão desinformativa a que diariamente somos submetidos, com tantas notícias sem importância e outras contadas pela metade, até terminarmos por não saber na realidade absolutamente nada de importante sobre alguma coisa. O pronunciamento de João Paulo II certamente não escaparia dessa realidade. sobre aquele gesto pontifício vem sido tecida uma vasta rede de sucessivas inexatidões mal-entendidos e desonestidades intelectuais. entre as gravíssimas distorções, simplificações e omissões registradas sobre as considerações do pontífice e da comissão teológica internacional lê-se o seguinte em um conhecido jornal internacional: “Dentre os erros do passado, citou referindo-se a João Paulo II – o antissemitismo, a brutalidade da Inquisição e as discriminações”( o Clarín, buenos Aires, 03/03/2000). Outras manchetes declaravam: “Papa pede perdão pelo escândalo da Inquisição”, deixando em todos os leitores – mediante o acréscimo de epítetos sugestivos – a sensação de que o tribunal da Inquisição havia sido uma instituição intrinsecamente malvada, e a igreja do passado, sem dúvida, sua cúmplice. Alguns meios de comunicação, contudo, contudo divulgavam a nota em que o Papa – de fato – reconhecia abusos na Inquisição, pelos quais pediu desculpas. Isto provocou uma lógica confusa no leitor, sobre o qual prevalecia a informação das manchetes em letras maiúsculas e sublinhadas, que o predispunham a crer que aqueles abusos eram parte constitutiva essencial do tribunal. Em resumo, todos os meios confluíam para o mesmo: “O Papa havia pedido perdão pela inquisição”, e disto não so o mundo, mas muitos católicos, fizeram uma espécie de Dogma. Revisando as fontes originais, constata-se que estas afirmações amplamente difundidos pelo mundo, e atribuídas a João Paulo II, estavam longe de ser corretas. Correspondiam, pelo contrário, a critérios e interpretações particulares de agências internacionais de informação, que, por sua vez, iam sendo recolhidos pelo resto dos meios de comunicação social. Não apenas a informação não era correta mas inclusive especialmente, mas inclusive, especialmente no que se referia à inquisição, encontrava-se em Franca Oposição à intenção do pontífice. O que o Papa havia feito, na realidade, foi pedir que a inquisição fosse avaliada,|ordenando uma investigação profunda da instituição, pois entendia que não se podia pedir perdão por erros que talvez nunca tivessem existido, e muito menos condenar tão levianamente a existência de um tribunal a que tantos Santos, Mártires pontífices, sábios e uma infinidade de homens honestos consideraram necessário em seu tempo. Não ignorava, é claro, o fato de que vários inquisidores haviam sido um verdadeiros Santos e Mártires da Fé, como São Pedro de arbués e São Pedro de Verona, e até mesmo prudentíssimos pontífices, como no caso de Adriano VI e São Pio V. Por isso mesmo, os pronunciamentos de João Paulo II a esse respeito destacam-se pela prudência patrística, “a reta razão do agir”, no dizer de Santo Tomás. Um correto juízo histórico – advertia o pontífice polonês – não pode prescindir de um atento estudo dos condicionamentos culturais de sua época. E dizia isto antes do início dos estudos sobre o Santo Ofício pelo simpósio de Roma: O pedido de perdão que a igreja deve fazer Pelos Pecados de seus filhos através da história, em particular no caso da Inquisição, exige conhecer com Rigor científico os fatos, tal e como foram. Perante a opinião pública, a imagem da Inquisição representa de alguma forma um símbolo de antitestemunho e escândalo. Em que medida esta imagem é fiel à realidade? muito longe da realidade que se comunicava, as palavras textuais de João Paulo II foram as seguintes: “Pedimos perdão pelas divisões entre os cristão, pelo uso da violência por alguns cristãos a serviço da Verdade e pelo comportamento de desconfiança e hostilidade usado às vezes contra os seguidores de outras religiões”. Acrescenta, em reconhecimento da culpa no serviço da Verdade, que “em certas épocas da história, os cristãos permitiram algumas vezes métodos de intolerância”. É fácil deduzir destas palavras o caráter excepcional que o pontífice outorga aos abusos, em nítido do contraste com os meios de informação, que eles davam, especialmente no caso do Santo Ofício, em caráter geral. Vejamos O que dizia a este respeito O Cardeal Joseph ratzinger, antes de ser elevado ao pontificado como Bento XVI: “Muito recentemente, um professor italiano Liberal esteve fazendo pesquisas em alguns processos [nos arquivos da Inquisição] durante algum tempo, e ele mesmo declarou que ficara bastante decepcionado. Em vez de encontrar grandes lutas entre a consciência [dos réus] e o poder [da igreja], que era o que buscava, o que havia lhe eram processos criminais ordinários. Isso se deve a que o tribunal da Inquisição Romana Era bastante moderado. As próprias pessoas que estavam sendo processadas por algum delito civil acrescentavam um fator religioso qualquer a seu delito, como bruxaria, profecia, etc…, para que lhes enviassem ao tribunal da Inquisição (Joseph ratzinger, o sal da terra). Pois em todas as épocas em que existiu A inquisição, era Vox populi a honestidade de seus funcionários e dos processos, e sobretudo as boas condições de suas prisões e o tratamento que nelas se dispensava aos réus. O certo é que não foi só o tribunal da Inquisição que foi vítima desta maciça campanha midiática da desinformação. Existem dois outros casos paradigmáticos o das cruzadas e o das bruxas. na continuidade desse assunto vamos falar das questões das bruxas e cruzados. referência: comissão teológica internacional, memória e reconciliação: A igreja e as culpas do passado, editorial biblioteca de autores cristianos, Madrid, 2000. #HistóriadaInquisição
- A IMPORTÂNCIA DA FILOSÓFIA PARA A DOUTRINA CRISTÃ
A IMPORTÂNCIA DA FILOSÓFIA PARA A DOUTRINA CRISTÃ( a questão da alma imortal) “Aquilo que o corpo principal da filosofia apenas supôs, os discípulos de Cristo aprenderam e proclamaram “(Clem. Prot. 11.112.2) A importância da filosofia para a doutrina de Clemente não deve ser procurada principalmente em suas declarações complementares sobre as pessoas ou até mesmo acerca das ideias dos filósofos, em especial Sócrates e Platão, mas , antes, na influência do médio platonismo em seu pensamento acerca de doutrinas cristãs cruciais, como a natureza do homem e da pessoa de Cristo (Clem. Str. 4.22, 144.2). Ele retratou o homem como um ser dual, como o centauro da mitologia clássica, composto de corpo e alma (Clem. Str. 4.3.9.4). Esta era a tarefa da vida inteira do “filósofo” cristão “gnóstico”: cultivar a libertação da alma das cadeias do corpo, em preparação para a libertação da alma das cadeias do corpo, em preparação para a libertação suprema, a morte (Clem. Str. 4.3.12.5). Esta concepção apareceu até mesmo nas declarações mais profundas de Clemente da doutrina cristã do homem como criatura e pecador e se refletiram em suas acomodações à doutrina platônica da pré-existência da alma. Uma ambivalência semelhante estava evidente em sua cristologia. Ele afirmou reiteradamente a historicidade da encarnação e a realidade da carne de Jesus (Clem. Prot.2.3.2); mas, por sua definição do que se constituída a verdadeira humanidade ter sido desenvolvida sob os obstáculos que foi descrito, suas declarações cristológicas, soam como docéticas. Parece evidente que Clemente não era de fato um docetista, mas ele obscureceu a distinção entre o Logos e a alma de uma maneira que podia levar nessa direção. Não a história da vida, morte e da ressurreição de Jesus Cristo, mas o Logos divino que apareceu nessa história era o tema da cristologia de Clemente. Ele parece falar com mais facilidade sobre o modo de existência peculiar ao senhor ressurreto que acerca do modo manifesto em seus sofrimentos. Um motivo para isso está no conceito de Clemente da própria ressurreição, quer de Cristo quer dos cristãos. A percepção médio platônica da alma imortal, às vezes, parecia a Clemente se igualar à mesa, a despeito de outras indicações de que ele não considerava que a alma fosse naturalmente imortal. Isso não era uma simples helenização do evangelho, conforme deixam claro suas polêmicas contra o gnosticismo por essa helenização; mas foi menos uma vitória da doutrina cristã sobre o pensamento grego do que pareceu ser. O QUE ATENAS TEM QUE VER COM JERUSALÉM? (Tertuliano. Presc.7.9) O fechamento da academia ateniense foi mais o ato de um médico legista que de um algoz. O estabelecimento da universidade imperial de Constantinopla, por Teodósio II ou talvez pelo próprio Constantino, já tinha transferido o centro de aprendizado grego de Atenas para a nova capital do mundo helênico e, assim, a escola pagã de Atenas “já tinha sobrevivido aos seus propósitos” e “não era mais de grande importância no império cristão” (Vasiliev 1958, 1:187). Os professores pagãos emigraram de Atenas para a pérsia, mas, no fim, voltaram para o império tendo conseguido a promessa de Justiniano de salvo conduto. A seguir os professores de filosofia passaram a ser considerados tanto indesejáveis quanto inofensivos. A partir daí concluíram que a teologia tinha eliminado a filosofia da atenção dos homens ponderados: A filosofia é uma área de estudo que brotou da teologia. Ela se torna sua subordinada e sua rival. Ela postulava doutrinas, em vez de investigá-las. Tinha de encontrar a racionalidade ou encontrar motivos para essas doutrinas. E durante eras mais tarde a filosofia esteve morta”. É verdade que o estudo formal da filosofia grega diminuiu com o surgimento da autoridade da teologia cristã ortodoxa(católica). Dos escritos de Aristóteles poucos foram traduzidos para o Latin. Boécio, o tradutor dessas obras, pretendia traduzir todas as obras de Aristóteles e Platão para o Latin, sua intenção era “demonstrar que eles não discordam em tudo conforme muitos sustentam, mas estão na maior harmonia possível em muitas coisas que pertencem à filosofia” (Boec. Herm. Sec. Pr). Mas os dois tratados lógicos foi tudo o que ele completou, ou preservado, aparentemente, foi tudo que os cristãos ocidentais conheciam sobre Aristóteles. Foi como teólogos que eles estudaram Aristóteles. Boécio, cuja tradução de Aristóteles limita o fim do pensamento clássico tanto quanto o fechamento quase contemporâneo da escola de Atenas, também foi o autor de um livro que qualifica seriamente qualquer interpretação do triunfo da teologia. Seu livro consolation of philosophy [consolo da filosofia], “a mais nobre obra literária do final do período da antiguidade” (Norden, 1898, 2:585) desempenhou um papel único na história da literatura e devoção medievais. Os manuscritos da obra estão amplamente distribuídos nas bibliotecas da Europa; ele foi traduzido pelo rei Alfred, por Chaucer e talvez a rainha Elizabeth I; e forneceu conforto para Dante Alighieri em seu luto pela morte de Beatrice. Boécio, vegetando na prisão por traição e presumivelmente por sua fidelidade ao trinitarismo ortodoxo(católico), desacatando um imperador Ariano, voltou-se para um antigo gênero de literatura clássica, o discurso consolador ou consolatio (compaixão), adaptado por Ciro a partir do modelo grego. Boécio parece ter sido o primeiro teólogo cristão a usar o consolatio, mas o resultado foi uma forma de consolação que retrata a operação do divino nos assuntos dos homens sem qualquer referência inequívoca à doutrina cristã de Deus, quer ariana quer nicena. O tema básico do livro era uma defesa do livre arbítrio e da bondade da providência divina, sob cuja soberania o destino tem permissão de funcionar. Boécio, em um diálogo com a filosofia personificada, expõe sua doutrina de Deus como “o constante supervisor com conhecimento prévio, cuja percepção se move em harmonia com a futura natureza de nossos atos enquanto distribui recompensa para o bom e punição para o mau”(Boec.cons.5.6.45) #Igreja















































